Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Um gambá-de-cauda-de-escova australiano foi encontrado entre bichinhos de pelúcia em uma loja de presentes do Aeroporto de Hobart, na Tasmânia, nesta quarta-feira (18). O episódio inusitado foi registrado em vídeo por uma funcionária e divulgado pelo perfil do aeroporto no Instagram.
#É FAKE: Jeffrey Epstein foi visto dirigindo carro na Flórida?
Símbolo do Ramadã: lua crescente de 4,5 metros é vandalizada em ponto turístico; caso é investigado nos EUA
O animal chamou a atenção de um passageiro ao se movimentar entre os brinquedos expostos em uma prateleira repleta de réplicas de espécies nativas. Entre cangurus, bilbies e dingos, o gambá real se destacava pelos olhos castanhos em movimento, destoando dos itens à venda.
Confira:
Initial plugin text
Segundo Liam Bloomfield, gerente de uma loja no aeroporto, uma passageira alertou uma funcionária ao perceber a presença do animal. A funcionária, inicialmente incrédula, acionou a administração do terminal. “Ela ligou e disse: ‘Tem um gambá na loja’”, relatou Bloomfield.
Animal foi retirado sem ferimentos
Antes da remoção, uma funcionária conseguiu filmar o momento em que o gambá permanecia entre os brinquedos. Com o aumento da movimentação no local, o animal se assustou, mas foi retirado em segurança pelos funcionários do aeroporto, sem apresentar ferimentos.
Montagem das imagens que circulam nas redes sociais
Captura de tela/Instagram/@hobart_airport
Segundo a AP, ainda não há informações sobre como o gambá conseguiu acessar a área restrita do terminal nem quanto tempo permaneceu no local. De acordo com Bloomfield, é improvável que o animal tenha sido colocado ali intencionalmente, já que o acesso à área de embarque exige passagem por inspeções de segurança, incluindo raio-X.
O gerente sugeriu, em tom de brincadeira, que o gambá pode ter se aproximado da prateleira na tentativa de se camuflar entre os brinquedos. “Imagino que ele viu os bichinhos e decidiu fazer dali sua casa”, disse.
Uma aposentada de 75 anos foi vítima de um golpe seguido de furto dentro de sua própria casa, na cidade de Avellaneda, província de Santa Fé, na Argentina. O caso envolve Elsa Marchetti, esposa do empresário Filiberto Braida.
Entenda: Turista alemão processa empresas e polícia após viagem a Nova York e pede mais de R$ 100 milhões
Símbolo do Ramadã: Lua crescente de 4,5 metros é vandalizada em ponto turístico; caso é investigado nos EUA
O crime ocorreu na terça-feira. O suspeito abordou a vítima na porta de casa e afirmou ter sido enviado pelo marido dela. Disse que Braida a aguardava no banco e que havia urgência de uma transferência para “proteger” o dinheiro, alegando ainda que ele estava “nervoso”.
Com base nessa narrativa, que combinava senso de urgência e risco financeiro, o homem convenceu a vítima a agir rapidamente. Assim, Elsa permitiu que ele entrasse na residência.
Já dentro do imóvel, o criminoso pediu um item de limpeza, com o objetivo de distrair a vítima. Enquanto ela foi buscar um esfregão, ele se dirigiu a um quarto, arrombou um armário e pegou todo o dinheiro. Segundo a vítima, foram levados cerca de US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2 milhões) entre dólares e pesos argentinos.
A ação foi executada em poucos minutos.
Após o crime, o suspeito fugiu em um patinete elétrico. Ele estava com o rosto descoberto, vestia camiseta preta, calça clara e óculos, e levava um boné preto pendurado no guidão.
Golpista engana mulher de empresário, furta R$ 2 milhões em casa e foge de patinete na Argentina
Reprodução
Câmeras de segurança registraram a fuga e parte do trajeto, indicando que ele seguiu em direção ao norte da cidade. As imagens podem ajudar na identificação do autor.
Investigação
A investigação está a cargo da Polícia de Investigações (PDI), com atuação da Unidade Fiscal de Reconquista. Os agentes analisam imagens de câmeras públicas e privadas e trabalham na reconstrução da rota de fuga.
O caso foi inicialmente classificado como roubo, mas pode ser reclassificado como fraude agravada, devido ao uso de engano para obter acesso à residência e facilitar a subtração do dinheiro.
O empresário Filiberto Braida afirmou que a esposa foi manipulada pelo criminoso.
— Fizeram uma lavagem cerebral nela — disse.
Ele chegou em casa cerca de 20 minutos depois do horário habitual, após não encontrar o telefone, o que permitiu que o suspeito agisse sem interrupções. Ao comentar o episódio, Braida também afirmou:
— Talvez esse cara me matasse.
O caso reúne características típicas de um tipo de “golpe da confiança”, em que o criminoso se passa por alguém ligado à vítima, cria uma situação de urgência e explora a credibilidade para viabilizar o crime.
Uma viagem de seis dias a Nova York terminou na Justiça para o turista alemão Faycal Manz, que pediu o equivalente a mais de R$ 100 milhões em indenizações após relatar uma série de episódios que classificou como traumáticos durante sua estadia nos Estados Unidos. As ações, no entanto, foram rejeitadas por tribunais americanos.
Símbolo do Ramadã: lua crescente de 4,5 metros é vandalizada em ponto turístico; caso é investigado nos EUA
Vídeo: Soldados são detidos após ataque com ácido contra ativista na Indonésia
Morador de Schemmerhofen, no sul da Alemanha, Manz viajou aos EUA em agosto de 2024 com planos turísticos, incluindo uma visita ao US Open. Ao retornar ao país de origem, decidiu processar uma rede de restaurantes, o Walmart e o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD), alegando danos físicos e emocionais.100
O primeiro caso envolve uma unidade da rede Los Tacos No. 1, em Manhattan. Segundo Manz, após consumir um taco com molho salsa, ele teria apresentado ardência na boca, náuseas e diarreia. No processo, pediu US$ 100 mil (cerca de R$ 525 mil) por suposta falha do restaurante em alertar sobre o nível de picância do alimento.
A Justiça rejeitou o pedido. O juiz federal Dale E. Ho entendeu que o turista não conseguiu comprovar negligência por parte do estabelecimento. Em sua defesa, a empresa argumentou que qualquer desconforto decorreu da própria escolha do cliente.
Outro processo foi direcionado ao Walmart, após Manz não conseguir acessar o Wi-Fi de uma loja em Nova Jersey com seu celular alemão. Ele alegou ter sofrido discriminação e pediu US$ 10 milhões (cerca de R$ 52,5 milhões). O caso também foi arquivado. O juiz considerou que a situação não configurava violação de direitos civis e apontou que o turista poderia ter utilizado alternativas para acessar a rede.
O terceiro episódio citado ocorreu após Manz acionar a polícia ao presenciar uma suposta agressão a um morador de rua próximo à Times Square. Ele afirmou que os agentes não registraram seu depoimento, o que teria causado insônia e sintomas psicológicos. O pedido de indenização, novamente de US$ 10 milhões, foi posteriormente retirado pelo próprio autor.
As decisões judiciais consideraram as alegações infundadas ou insuficientes para sustentar responsabilidade legal dos envolvidos. Em todos os casos, os réus sustentaram que os danos alegados decorreram de interpretação pessoal do turista sobre os acontecimentos.
Uma estrutura em forma de lua crescente, com cerca de 4,5 metros de altura, foi encontrada completamente destruída no topo da chamada Montanha A, na cidade de Tempe, no estado do Arizona (EUA). O símbolo havia sido instalado para marcar o período do Ramadã e era fruto de um projeto conduzido por estudantes universitários.
Ursa que atacou mulher nos EUA é sacrificada e deixa dois filhotes órfãos
Vídeo: Soldados são detidos após ataque com ácido contra ativista na Indonésia
Em comunicado divulgado nesta terça-feira (17), a prefeitura informou que a peça, iluminada e visível a partir do centro da cidade, havia sido reinstalada recentemente após anos de ausência. “Um grupo de estudantes projetou e construiu uma lua crescente para celebrar o feriado com toda a comunidade”, afirmou a administração municipal, acrescentando que o objeto foi localizado “completamente destruído”.
Segundo as autoridades, o prejuízo é estimado em cerca de US$ 20 mil. A polícia local abriu investigação sobre o caso, de acordo com informações da emissora 12 News.
Confira:
Initial plugin text
Símbolo religioso e reação das autoridades
A prefeitura ressaltou o valor simbólico da estrutura para os muçulmanos. A lua crescente marca o início do Ramadã, nono mês do calendário islâmico, e está associada a práticas como jejum, oração, reflexão e caridade, conforme descreve a American Halal Foundation.
“Não há lugar em nossa comunidade para esse tipo de ódio. Pessoas de todas as crenças são bem-vindas em Tempe e têm o direito de se sentir seguras”, afirmou o governo local. A administração também informou que o policiamento foi reforçado nas proximidades de locais de culto durante o período festivo e que mantém diálogo com líderes religiosos.
A estrutura havia sido reinstalada em 2023 por meio de uma iniciativa conjunta da Aliança Muçulmana do Arizona, do conselho shura local e da Associação de Estudantes Muçulmanos da Universidade Estadual do Arizona. O projeto contou com voluntários, doadores e apoio de uma empresa de construção.
Localizada a cerca de 300 metros acima do centro de Tempe, a Montanha A já recebeu outros símbolos religiosos ao longo dos anos, como representações dos Reis Magos no Natal, uma cruz na Páscoa e uma estrela de Hanukkah.
Neste ano, a lua crescente foi erguida no início do Ramadã, em 17 de fevereiro. O período religioso termina nesta semana, com celebrações que se estendem até o fim de semana.
Relatos de organizadores indicam que o símbolo atraía visitantes de diferentes religiões e despertava interesse sobre o significado do Ramadã entre moradores da região. Para integrantes da comunidade muçulmana, a instalação também tinha papel de representatividade e inclusão.
A destruição ocorre em um contexto de aumento de tensões internacionais, após recentes conflitos envolvendo o Irã. Segundo a emissora Arizona Family, autoridades locais já haviam intensificado a segurança em locais religiosos antes do incidente, e o reforço deverá continuar durante as celebrações.
A Terra está girando mais lentamente, em um processo associado ao derretimento das calotas polares provocado pelas mudanças climáticas. A desaceleração tem como efeito direto o alongamento da duração dos dias, ainda que em escala de milissegundos.
Entre 2000 e 2020, a duração dos dias aumentou em 1,33 milissegundo por século, de acordo com pesquisa publicada na revista científica Journal of Geophysical Research: Solid Earth, conduzida por cientistas da ETH Zurique e da Universidade de Viena.
Como o derretimento altera a rotação da Terra?
O mecanismo por trás do fenômeno ocorre em etapas. Com o aquecimento global, o gelo das regiões polares derrete. A água resultante se desloca em direção a áreas próximas ao equador, alterando a distribuição de massa do planeta. Essa redistribuição aumenta o momento de inércia da Terra e reduz sua velocidade de rotação.
A pesquisa aponta que essa desaceleração é a mais intensa desde o final do Plioceno, há cerca de 3,6 milhões de anos, e já supera a influência tradicional da Lua sobre a rotação terrestre.
A explicação é comparada ao movimento de um patinador artístico. Segundo Mostafa Kiani Shahvandi, da Universidade de Viena e coautor do estudo, “Nunca antes esse ‘patinador’ levantou seus braços e os níveis dos mares tão rapidamente quanto entre 2000 e 2020”. Na analogia, ao abrir os braços, o patinador afasta a massa do eixo e reduz a velocidade de rotação — efeito semelhante ao que ocorre com a Terra ao redistribuir água em direção ao equador.
Para chegar às conclusões, os pesquisadores analisaram dados paleoclimáticos que remontam a até 3,6 milhões de anos. Parte dessas informações foi obtida a partir de foraminíferos bentônicos, micro-organismos marinhos fossilizados cuja composição química permite reconstruir níveis antigos do mar.
O estudo também utilizou um método baseado em inteligência artificial, chamado Modelo de Difusão Informado pela Física (PIDM), que combina aprendizado de máquina com leis físicas para reconstruir mudanças na duração dos dias ao longo do tempo.
Impacto humano supera fatores naturais
Embora outros fatores também influenciem a rotação da Terra — como o movimento do núcleo, a pressão atmosférica e a gravidade da Lua —, os pesquisadores indicam que o impacto das atividades humanas, via mudanças climáticas, está se tornando dominante.
O texto destaca a diferença entre eventos pontuais e tendências de longo prazo. Apesar de registros isolados de aceleração, como o observado em 4 de julho de 2024, a tendência predominante é de desaceleração contínua.
Mesmo sendo variações mínimas, os efeitos têm relevância prática. Alterações de milissegundos afetam a sincronização do tempo global, com impacto em relógios atômicos, sistemas de navegação e operação de satélites.
Segundo Benedikt Soja, da ETH Zurique, até o fim do século XXI o impacto das mudanças climáticas sobre a rotação terrestre deve superar o efeito da Lua, o que pode impor desafios adicionais a sistemas tecnológicos de alta precisão e exigir ajustes mais complexos.
A morte da turista britânica Janet Taylor Easton, de 67 anos, pisoteada por um elefante durante um safári na Zâmbia, foi oficialmente registrada como acidente. O veredito foi proferido nesta terça-feira (17) pela assistente do legista Caroline Chandler, em audiência no Tribunal do Legista de Bradford, após análise de relatório enviado pelo Ministério do Turismo zambiano.
Ursa que atacou mulher nos EUA é sacrificada e deixa dois filhotes órfãos
Entenda: Candidata nos EUA é presa após arremessar aranha viva contra inquilina e diz ter se inspirado em ‘Esqueceram de Mim’
Easton morreu em 3 de julho de 2025, no Parque Nacional de South Luangwa, junto com a prima Alison Taylor, também de 67 anos, da Nova Zelândia. Segundo o inquérito apresentado pela BBC, as duas participavam de um safári a pé organizado pela agência Expert Africa e haviam saído do acampamento nas primeiras horas do dia para uma caminhada guiada até o rio Luangwa.
Ataque ocorreu “em questão de segundos”
De acordo com Chandler, o grupo era acompanhado por um guia e um rastreador quando avistou, à distância, uma elefanta com um filhote. Os animais “pareciam tranquilos”, e o trajeto foi ajustado para evitar que o grupo fosse detectado.
O ataque, porém, aconteceu rapidamente. O rastreador percebeu o animal se aproximando por trás e alertou o guia, que chegou a disparar um tiro de advertência. O elefante não recuou e avançou sobre o grupo. Easton caiu e foi atingida. A causa da morte foi registrada como traumatismos torácicos provocados pelo ataque.
Ainda segundo o inquérito, o animal foi ferido pelos disparos, mas não foi possível impedir o ataque. As duas turistas morreram no local.
Durante a audiência, Chandler afirmou que a vítima “não poderia prever” o desfecho da atividade. Ao se dirigir à família, destacou que ainda há questionamentos em aberto e expressou o desejo de que respostas possam trazer algum alívio.
Easton, também conhecida como Janice, foi professora de química por quase quatro décadas na Titus Salt School, em Bradford, até se aposentar em 2022. Após deixar o magistério, passou a viajar com frequência, incluindo visitas à Nova Zelândia, Canadá e Brasil.
O grupo estava no quarto dia de estadia no acampamento e seguia para outra base na região quando ocorreu o ataque. Uma homenagem publicada por uma moradora local descreveu o episódio como um momento de “tristeza” durante uma caminhada ao amanhecer, destacando que, apesar da presença de guias experientes, a reação da elefanta, possivelmente motivada pela proteção do filhote, foi imediata.
O Parque Nacional de South Luangwa é conhecido por abrigar uma das maiores densidades de vida selvagem da África. Elefantas com crias tendem a reagir de forma agressiva diante de possíveis ameaças, comportamento considerado instintivo por especialistas.
O desaparecimento de um estudante universitário americano em Barcelona, na Espanha, mobiliza autoridades locais e gera apreensão entre familiares e amigos. James “Jimmy” Gracey, de 20 anos, natural de Elmhurst, nos arredores de Chicago, não é visto desde a madrugada de terça-feira, após passar a noite em uma boate na região da Vila Olímpica.
Juiz nega asilo a família de menino de 5 anos detido por imigração nos EUA
Ursa que atacou mulher nos EUA é sacrificada e deixa dois filhotes órfãos
A rede de TV americana CBS News detalha que Gracey estava na cidade para visitar amigos que participam de programas de intercâmbio durante as férias de primavera. Segundo a família, ele foi visto pela última vez no clube Shoko, localizado na praia de Barceloneta, entre 3h e 4h da manhã (horário local). Desde então, não fez mais contato.
“A polícia está com o celular dele, mas ele não conseguiu voltar para o Airbnb”, escreveu a mãe, Therese Marren Gracey, em publicação nas redes sociais.
De acordo com relatos de familiares, o jovem estava acompanhado de um grupo de amigos no local. A boate informou que entregou às autoridades imagens das câmeras de segurança da noite do desaparecimento, que agora são analisadas pela polícia.
Informações divulgadas pela imprensa espanhola indicam que investigadores trabalham com a hipótese de que Gracey não tenha deixado o local sozinho. Fontes policiais classificam o caso como fora do padrão habitual, o que ampliou a atenção das autoridades.
As buscas se concentram na região da Vila Olímpica e arredores. Equipes utilizam helicópteros e unidades marítimas para vasculhar a área costeira, enquanto imagens de monitoramento são analisadas em busca de pistas sobre o paradeiro do estudante.
A família descreve o desaparecimento como algo totalmente fora do comportamento do jovem.
“É completamente atípico para ele não entrar em contato com familiares e amigos”, afirmou a família em comunicado.
Gracey foi visto pela última vez usando camiseta branca, calça escura — possivelmente de moletom — e uma corrente de ouro com uma cruz. Ele tem cerca de 1,85 metro de altura e pesa aproximadamente 79 quilos.
O caso também mobilizou autoridades dos Estados Unidos. O gabinete do senador Dick Durbin informou que já está em contato com a família e com o Departamento de Estado, que declarou estar preparado para oferecer assistência consular.
Enquanto as investigações avançam, familiares reforçam o apelo por informações que possam ajudar a localizar o jovem.
— É um pesadelo que você acha que nunca vai acontecer com a sua família — disse uma tia. — Estamos fazendo tudo o que podemos para trazê-lo para casa em segurança.
Uma ursa conhecida como Blondie foi submetida à eutanásia após atacar uma mulher que passeava com seu cachorro em Monrovia, região montanhosa do condado de Los Angeles, na Califórnia. O caso, ocorrido no sábado (14), deixou dois filhotes órfãos e mobilizou moradores que tentaram evitar o sacrifício do animal.
Vídeo: Esqueletos enterrados sentados há mais de 2 mil anos são encontrados por arqueólogos na França
‘Chocadeira’? Estudo explica por que ovos de dinossauros não aqueciam por igual e filhotes nasciam em tempos diferentes
De acordo com o administrador municipal, Dylan Feik, a ursa atacou a mulher com as garras enquanto seus filhotes estavam escondidos em uma toca sob uma casa próxima. A vítima sofreu ferimentos leves. Segundo o tenente da polícia local, Kevin Oberon, o animal avançou em direção à mulher e a atingiu na parte de trás do joelho. Um vizinho relatou que a cena envolveu gritos, latidos constantes e o urso em posição defensiva.
Decisão eutanásia e controvérsia
Blondie e seus filhotes foram capturados pelo Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia (CDFW) no dia seguinte ao ataque. Em comunicado, o porta-voz da agência, Cort Klopping, afirmou que o animal foi classificado como uma “ursa de segurança pública”, o que levou à decisão de eutanásia — medida descrita como último recurso quando há risco à população e impossibilidade de retorno seguro à natureza.
A decisão gerou críticas. O Conselho Municipal de Monrovia havia solicitado a realocação da ursa e dos filhotes para a Floresta Nacional de Angeles, mas, segundo Feik, quando a cidade conseguiu dialogar com as autoridades estaduais, a decisão já havia sido tomada.
Nas redes locais, uma petição reuniu quase 4 mil assinaturas pedindo que Blondie fosse reabilitada. “Ela é uma mãe criando filhotes em uma paisagem compartilhada entre vida selvagem e comunidades humanas”, dizia o texto, defendendo alternativas à eutanásia.
Klopping, no entanto, descartou a realocação. Segundo ele, ursos possuem forte memória espacial e tendem a retornar aos locais de origem, o que pode perpetuar conflitos. O CDFW também informou que o DNA de Blondie coincidiu com o de um ataque anterior a um idoso, registrado em junho do ano passado na mesma cidade.
Imagens exibidas por emissoras como KNBC, KTTV e KTLA mostraram a ursa circulando pelo bairro com os filhotes dias antes do incidente. Após a captura, os filhotes foram encaminhados a um centro de reabilitação de vida selvagem, onde permanecerão até terem condições de retornar ao habitat natural.
O órgão reforçou que o episódio evidencia a necessidade de medidas preventivas, como vedação de espaços sob residências e descarte adequado de lixo, para reduzir a aproximação de animais silvestres e evitar novos confrontos.
Um juiz federal de imigração negou o pedido de asilo da família de Liam Conejo Ramos, menino de 5 anos cuja detenção por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) provocou repercussão nacional no início deste ano. A decisão também determina a deportação da família, mas o caso ainda será analisado em instância superior após recurso apresentado pela defesa.
Menino de cinco anos detido pelo ICE nos EUA ‘tem pesadelos e acorda chorando’, diz pai
Celas sem janelas e guardas ‘severos’: Sob Trump, quase 4 mil menores foram presos em 2025 durante ações anti-imigração
De acordo com o Distrito Escolar Público de Columbia Heights, em Minnesota, onde Liam estuda, o encerramento do processo foi considerado “de partir o coração”. Em nota, a instituição afirmou que segue apoiando a criança e demonstrou esperança em uma reversão da decisão.
“Entendemos que esta decisão será alvo de recurso e continuamos esperançosos por um desfecho positivo”, declarou o distrito, segundo a rede americna CBS News.
O advogado da família, Paschal Nwokocha, informou que a decisão foi tomada há algumas semanas por um juiz de imigração em Nova York, mas só agora veio a público. Segundo ele, o recurso já foi encaminhado ao Conselho de Apelações de Imigração (BIA), o que permite que a família permaneça nos Estados Unidos até que haja uma decisão final.
— O problema é que eles não tiveram a oportunidade de contar sua história. O processo foi encerrado sem que pudessem apresentar os méritos do caso — afirmou.
O caso ganhou notoriedade em janeiro, quando Liam foi detido junto com o pai, Adrian Alexander Conejo Ramos, na porta de casa, logo após retornarem da pré-escola. Segundo relatos de funcionários da escola, agentes teriam usado a presença da criança para facilitar a abordagem e entrar na residência.
Pai e filho foram levados para um centro de processamento de imigração no Texas, mas acabaram liberados semanas depois por decisão do juiz distrital Fred Biery, que criticou duramente a condução do caso. Na ocasião, ele classificou a ação do governo como parte de uma política “mal concebida”, que poderia resultar em traumas a crianças.
As autoridades de imigração, por sua vez, apresentaram versões divergentes. O Departamento de Segurança Interna afirmou anteriormente que a criança teria sido abandonada pelo pai, versão contestada pela defesa.
A família, de origem equatoriana, entrou nos Estados Unidos em 2024 por meio de um sistema criado durante o governo Biden, que permitia o agendamento de pedidos de asilo por aplicativo. O governo, no entanto, afirma não ter registro do uso da ferramenta no caso específico.
A Inglaterra se prepara para inaugurar uma trilha contínua ao longo de toda a sua costa, em um projeto de grande escala com impacto no turismo, no acesso público e na gestão ambiental. Com 4.327 quilômetros de extensão, a rota é a mais longa trilha costeira gerida do mundo, desenvolvida pela Natural England.
Batizada de King Charles III England Coast Path, a trilha cria, pela primeira vez, um caminho ininterrupto ao redor do país, permitindo caminhar ao lado do mar por longas distâncias e sem grandes interrupções.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução/Youtube
O percurso atravessa uma variedade de paisagens, como pântanos salgados, praias, falésias, dunas e cidades costeiras históricas. Entre os destaques está a formação calcária de Seven Sisters, em East Sussex, agora integrada a uma nova reserva natural.
Embora parte da rota já existisse, o projeto exigiu a criação de mais de 1.609 quilômetros de novos trechos, além de melhorias em caminhos antigos. As intervenções incluíram recapeamento, remoção de porteiras, construção de passarelas e instalação de pontes.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução/Youtube
A iniciativa foi iniciada durante o governo de Gordon Brown e levou 18 anos para avançar, atravessando sete primeiros-ministros. Atualmente, cerca de 80% do trajeto já está aberto, com conclusão prevista para o fim do ano.
Líder do projeto na Natural England, Neil Constable avalia a iniciativa como “brilhante”.
— A melhor coisa que farei na minha vida profissional — resume.
Ele ressalta que o diferencial não está apenas na extensão, mas na possibilidade de caminhar livremente ao longo da costa, em qualquer direção.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução/Youtube
A viabilização da trilha exigiu a criação da Lei de Acesso Marinho e Costeiro, de 2009, que ampliou o acesso público ao litoral e permitiu a continuidade da rota. Com isso, novas áreas foram abertas, como praias, dunas e topos de falésias, além de melhorias de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
O projeto também buscou aproximar o trajeto do mar e conectar trechos antes isolados, preenchendo lacunas históricas.
Ainda assim, há pontos de interrupção. No rio Mersey, a travessia é feita por balsa. Já no rio Erme, em Devon, não há ponte ou embarcação, e a passagem precisa ser feita a pé em janelas limitadas pela maré. Sobre essas dificuldades, Constable afirma que “faz parte da experiência”.
Adaptação às mudanças climáticas
A trilha foi projetada com adaptações às mudanças climáticas, como o aumento das chuvas e a elevação do nível do mar. Há previsão legal para deslocar o trajeto para o interior, mecanismo conhecido como “recuada” pela Natural England.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução/Youtube
Um caso concreto ocorreu em Dorset, onde um deslizamento destruiu parte do caminho. Segundo Lorna Sherriff, responsável pelo South West Coast Path, “a trilha foi fechada e um desvio foi implementado”. O novo trecho aumentou o percurso em cerca de 2,4 quilômetros e passou a utilizar estradas. A solução definitiva incluiu o recuo de 15 metros, com acordo com um proprietário local, o que permitiu reabertura rápida.
— Sem essa previsão de recuo, isso teria levado meses — afirmou.
A iniciativa é vista como “transformadora” por Jack Cornish, diretor da organização Ramblers na Inglaterra. Ele destaca os ganhos de acesso.
— Ela cria uma faixa de acesso desde a trilha até a linha da maré alta, o que significa que você pode sair do caminho para explorar as praias — diz. E acrescenta: — Você pode fazer piqueniques e, em uma nação insular, realmente aproveitar nosso litoral pela primeira vez.
Inglaterra anuncia trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução
A nova trilha também se conecta ao Wales Coast Path, de 1.400 quilômetros, o primeiro a contornar toda a costa de um país. Na Escócia, embora não exista uma rota única oficial, grande parte do litoral já é acessível por lei, com cerca de 8.851 quilômetros.
Somadas, as trilhas da Grã-Bretanha podem chegar a aproximadamente 14.484 quilômetros, percurso que levaria quase dois anos para ser concluído, considerando caminhadas de 24 quilômetros por dia, sem pausas.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress