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Ataques de Israel e dos Estados Unidos eliminaram líderes de alto escalão do Irã e atingiram alvos-chave em todo o país. Em meio à escalada e às ameaças do presidente americano, Donald Trump, de atacar a infraestrutura energética iraniana, é possível afirmar que, após um mês de confrontos, foi Teerã quem obteve a vitória estratégica mais relevante ao reforçar seu controle sobre o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde, normalmente, circulam cerca de 20% do petróleo e gás comercializados globalmente, além de grandes volumes de outras mercadorias. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em meio às incertezas militares, econômicas e políticas globais produzidas pela guerra de EUA e Israel contra o Irã, para a Coreia do Norte o conflito deu às lideranças locais uma certeza: a de que a sobrevivência do regime depende de seu arsenal nuclear. A desnuclearização, como querem EUA, Coreia do Sul e boa parte da comunidade internacional, não é mais opção em Pyongyang, e isso deve pautar futuras negociações, se elas acontecerem.
— A realidade atual demonstra claramente a legitimidade da escolha estratégica e da decisão de nossa nação de rejeitar as promessas vazias dos inimigos e garantir permanentemente a segurança de nosso arsenal nuclear — afirmou Kim Jong-un, líder norte-coreano, em discurso no dia 23 de março. — Afirmo que nossa nação não é mais um país sob ameaça: agora possuímos o poder de representar uma ameaça, se necessário.
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Estimativas apontam que a Coreia do Norte tem cerca de 50 ogivas operacionais (e os meios para lançá-las contra seus inimigos) e material suficiente para fabricar até 90 novos armamentos. Fora do Tratado de Não Proliferação (TNP) desde 2003, o país não se submete a inspeções internacionais e não vê qualquer incentivo para fazê-lo, especialmente ao observar o desfecho de décadas de pressão ocidental sobre o Irã.
— Nossa nação inaugurou uma nova era de conquista da segurança por meio da força e da salvaguarda da paz por meio da força, não por meio de declarações ou apelos — disse Kim Jong-un no discurso à Assembleia Popular Suprema. — A atual realidade global, na qual a dignidade e os direitos dos Estados soberanos são impiedosamente pisoteados pela coerção unilateral e pela tirania, ensina-nos claramente o que realmente constitui a garantia genuína da existência e da paz nacional.
Esta foto, tirada em 11 de março de 2026 e divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia do Norte (KCNA) em 12 de março de 2026, mostra o líder norte-coreano Kim Jong Un (C) e sua filha Kim Ju Ae (centro à esquerda) inspecionando a produção de um novo tipo de pistola em uma importante fábrica de munições subordinada ao Segundo Comitê Econômico
KCNA VIA KNS / AFP
Desde meados dos anos 1990, o regime em Teerã é acusado de tentar militarizar seu programa nuclear — algo que sempre negou —, e convive com sanções, assassinatos de cientistas e atos de sabotagem contra instalações cruciais. Os seguidos reveses diplomáticos, aliados à quebra de acordos, reforçaram a ideia de que nem sempre é possível confiar nas promessas ocidentais. E as novas lideranças, mais radicais do que as anteriores, lamentam não terem seguido o caminho da bomba.
— A opinião das elites, assim como a opinião pública, mudou drasticamente sobre isso, o que não deveria ser surpreendente, visto que o Irã foi bombardeado duas vezes em meio a negociações por os Estados com armas nucleares — disse Trita Parsi, especialista do Instituto Quincy, à rede CNN.
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As lições do Irã se somam a outros exemplos, como o do ditador líbio Muammar Kadhafi. Em dezembro de 2003, ele anunciou ao mundo que estava se livrando de suas armas de destruição em massa como parte de um acordo com o Ocidente. Cerca de sete anos depois, Kadhafi foi derrubado com o apoio de forças da Otan e morto por civis em Sirte, sua cidade natal, depois de ser descoberto em um cano de escoamento de água.
— Penso que [Kim] Jong-un percebeu a capacidade de barganha das nações que possuem armas nucleares, que têm um grande poder de dissuasão — disse o ex-senador Dan Coats, ex-diretor de Inteligência Nacional no primeiro governo do presidente dos EUA, Donald Trump, ao portal Intercept, em 2017. — A lição que aprendemos com a Líbia, que desmantelou seu programa nuclear, (…) foi infelizmente essa: se você tem bombas atômicas, nunca deve se desfazer delas. Se não tem, trate de obtê-las.
Ditador da Líbia, Muammar Kadafi (E), aperta a mão do presidente da França, Nicolas Sarkozy, durante encontro em Tripoli
PATRICK KOVARIK/AFP
Mas a estratégia de sobrevivência do regime não se trata apenas de ter ogivas prontas para uso.
Nos últimos anos, a Coreia do Norte incrementou seus laços com outras duas potências nucleares, China e Rússia, em acordos centrados na parceria econômica e, especialmente, militar. No ano passado, durante uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, Kim afirmou que a amizade entre os dois países não mudaria, “independentemente de como a situação internacional se altere”. No sábado, Kim escreveu a Xi que as relações bilaterais estão “se elevando a um novo patamar, em resposta às aspirações e aos desejos de ambas as partes e dos povos dos dois países”.
Com a Rússia, a parceria foi mais ampla. Desde 2022, Pyongyang fornece munições e projéteis para a guerra de Vladimir Putin na Ucrânia. Em junho de 2024, os dois países firmaram um tratado estratégico, com garantias mútuas de segurança, que abriu caminho para o envio de tropas para lutar ao lado dos russos contra os ucranianos, acelerou o compartilhamento de conhecimentos militares e fortaleceu os cofres do Estado.
Desde então, entre US$ 5,6 bilhões e US$ 9,8 bilhões em dinheiro vindo de Moscou entraram no país, de acordo com levantamento da Fundação Friedrich Naumann para a Liberdade. Além de armamentos destinados às tropas do Kremlin, os norte-coreanos produzem novos navios, mísseis, drones com tecnologia de inteligência artificial, tanques e sistemas de defesa aérea para uso próprio.
“A modernização convencional da Coreia do Norte não deve ser vista como um afastamento de sua busca por dissuasão nuclear. Na verdade, ela pode reforçá-la, oferecendo à Coreia do Norte opções que não exigem uma escalada nuclear”, escreveu Khang Vu, pesquisador visitante no Departamento de Ciência Política do Boston College, em artigo para o Instituto Lowy.
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A estratégia também se reflete na visão sobre seus adversários. No discurso à Assembleia Popular Suprema, Kim Jong-un formalizou o status de Seul como um “Estado hostil”, em mais um golpe contra qualquer tipo de política de reunificação. Em tom de ameaça, afirmou que se houver “qualquer ato da Coreia do Sul contra nossa república, os faremos pagar o preço sem piedade, sem qualquer hesitação ou consideração”.
Sobre os Estados Unidos, Kim os acusou de cometerem “atos de terrorismo estatal e agressão”, sem mencionar o Irã ou o nome de Trump. O líder americano não esconde o desejo de se reunir com o norte-coreano, com quem dizia manter uma amizade próxima, e diplomatas sugeriram que uma reunião poderia acontecer em abril, durante uma viagem do republicano à China (adiada por conta da guerra). No mês passado, Kim declarou que se os EUA “abandonarem sua política de confronto com a Coreia do Norte e respeitarem nosso status [nuclear] atual, não há razão que nos impeça de manter uma boa relação”.
Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko (E), faz brinde com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante encontro em Pyongyang
KCNA VIA KNS / AFP
Pelo cálculo do líder norte-coreano, suas ogivas, a amizade com Moscou e Pequim e a simpatia de Trump lhe dariam margem para obter concessões ou um compromisso de que não será atingido pelas bombas americanas, sem tocar na palavra “desnuclearização”. Na semana passada, ele se reuniu com o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, que teria se oferecido como mediador com Washington. Mas diante da imprevisibilidade do presidente americano, essa é uma aposta de longo prazo, sem chances garantidas de sucesso.
Todos os meses, a professora de dança argentina Andrea Gutiérrez, viúva e mãe de dois filhos adolescentes, faz malabarismo para pagar as despesas da família. No ano passado, ela não conseguiu, pela primeira vez na vida, pagar todas as despesas do cartão de crédito. A situação de Andrea é compartilhada por grande parte da classe média argentina e explica, de acordo com analistas locais, o declínio na popularidade do presidente Javier Milei. Várias pesquisas divulgadas no país nas últimas semanas indicam que a imagem positiva do chefe de Estado oscila entre 38% e 48%, enquanto a rejeição a seu governo supera, em alguns casos, os 60%. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Facebook, YouTube e outras plataformas estão sendo investigadas por potencial descumprimento da lei australiana que proíbe o uso de redes sociais para menores de 16 anos, disse a autoridade reguladora do país nesta terça-feira (segunda, no Brasil).
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“Embora as plataformas de redes sociais tenham tomado algumas ações iniciais, me preocupa, através de nosso monitoramento de cumprimento, que alguns talvez não estejam fazendo o suficiente para cumprir com a lei australiana”, disse Julie Inman Grant, comissária do órgão regulador de segurança on-line da Austrália.
Em dezembro, o país da Oceania proibiu que menores de 16 anos fossem usuários das principais redes sociais. As autoridades assinalaram que era necessário proteger os mais jovens dos “algoritmos predadores” e do assédio on-line.
Julie disse que há “preocupações significativas” de que Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e YouTube possam estar descumprindo a proibição.
“Como resultado, agora adotamos uma postura para reforçar a aplicação da lei”, disse.
As empresas podem ser multadas em até 49,5 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 177 milhões) se for declarado que elas não cumprem as medidas necessárias para garantir a proibição.
“Elas podem optar por fazê-lo ou enfrentar consequências cada vez mais severas, incluindo uma profunda erosão de sua reputação junto a governos e consumidores em todo o mundo”, afirmou a comissária.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a seus assessores que está disposto a encerrar a operação militar americana contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado, afirmaram autoridades do governo ao Wall Street Journal. Isso provavelmente estenderá o controle firme de Teerã sobre a via navegável e tornará uma futura reabertura da passagem numa operação ainda mais complexa. O fechamento do estreito, rota marítima vital para o comércio mundial, tem provocado a disparada do preço do combustível e até ameaçado a estabilidade de diversos países que dependem da importação de commodities que saem do Golfo Pérsico e passam por Ormuz.
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Nos últimos dias, Trump e seus assessores avaliaram que uma missão para liberar a passagem marítima prolongaria o conflito além do prazo de quatro a seis semanas estabelecido por ele. Diante disso, o presidente americano decidiu que os EUA deveriam atingir seus principais objetivos: enfraquecer a marinha iraniana e seu arsenal de mísseis, além de reduzir as hostilidades atuais, enquanto pressionam Teerã diplomaticamente para retomar o livre fluxo comercial.
Caso esse plano falhe, Washington pressionará os aliados na Europa e no Golfo Pérsico a assumirem a liderança na reabertura do estreito, disseram as autoridades ao WSJ. Segundo elas, há também opções militares que o presidente poderia considerar, mas elas não são sua prioridade imediata, afirmaram.
No entanto, o novo plano revelado contrasta com as últimas ações do Pentágono, de enviar dois grupos de navios de assalto anfíbio, com cerca de 5 mil fuzileiros navais e a 82ª Brigada de Assalto Aéreo, composta por cerca de 3 mil militares, para o Oriente Médio. Segundo outra publicação recente do Wall Street Journal, o presidente americano também estaria considerando enviar mais 10 mil soldados para a região, o que tem sido interpretado como indicativo de que a Casa Branca esteja se preparando para realizar uma incursão terrestre em território iraniano.
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Nesta segunda-feira, Trump ameaçou mais uma vez destruir a ilha de Kharg, uma instalação petrolífera vital para as exportações do Irã, caso não seja alcançado um acordo para abrir o Estreito de Ormuz e pôr fim à guerra. Em outras ocasiões, o líder republicano já minimizou a importância do estreito para os EUA e afirmou que seu fechamento é um problema que outras nações devem resolver.
Em publicação nas redes sociais, o presidente americano declarou que os Estados Unidos estão em “negociações sérias” com um “regime mais razoável” no Irã, mas também considerou que é improvável que se chegue a um acordo.
“Se o Estreito de Ormuz não for aberto imediatamente ‘às operações’, encerraremos nossa agradável ‘estadia’ no Irã explodindo e destruindo completamente suas usinas elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as centrais de dessalinização!), nas quais ainda não ‘tocamos'”, escreveu na plataforma Truth Social.
*Em atualização
Um vídeo que mostra uma foca abraçando e buscando patinhos de borracha amarelos viralizou nas redes sociais, mas, segundo treinadores que acompanham o animal, a cena vai muito além de uma simples brincadeira. Reggae, uma foca-do-porto-do-Atlântico, de 33 anos, vive no New England Aquarium, em Boston, Estados Unidos, e participa de sessões de treinamento que utilizam brinquedos como parte de atividades de enriquecimento.
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As imagens, que acumulam centenas de likes e curtidas no perfil do aquário no Instagram, mostram o animal nadando atrás do item, segurando-o com as nadadeiras e até descansando com um dos patinhos apoiado no corpo. Algumas vezes, a interação é feita com mais de um brinquedo.
Apesar do apelo fofo, os treinadores explicam que o comportamento faz parte de uma rotina planejada para estimular habilidades cognitivas e físicas. Durante os exercícios, Reggae pratica memória, resolução de problemas e foco — capacidades consideradas essenciais para o bem-estar de animais sob cuidados humanos, contaram à agência AP.
As sessões incluem comandos dados pelos treinadores, que recompensam o animal com alimento ao executar tarefas como tocar ou segurar o objeto. Em uma das atividades, chamada “encontre”, a foca é incentivada a procurar o patinho dentro do tanque, ajudando-a a diferenciar objetos e explorar o ambiente de forma mais ativa. O espaço imita uma costa rochosa da região.
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“Isso também adiciona variedade às suas brincadeiras, introduzindo um item que normalmente não faz parte do seu ambiente, promovendo tanto o enriquecimento quanto a aprendizagem”, destacou o aquário na postagem do Instagram que acompanha o vídeo com momentos de interação de Reggae.
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Segundo a equipe do aquário, o enriquecimento é uma parte central da rotina dos animais e contribui para fortalecer a relação entre treinadores e focas. As atividades simulam comportamentos naturais, como a busca por alimento, comuns na vida selvagem, destaca a AP.
Rebekah Miller, gerente responsável pela área de mamíferos marinhos, destacou que os desafios são importantes para estimular a curiosidade dos animais.
— É uma ótima maneira de desafiar nossos animais. Queremos criar desafios para eles e realmente permitir que usem as habilidades de resolução de problemas que possuem — disse à AP.
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Reggae, descrito pelos treinadores como um animal calmo e sociável, tornou-se um dos moradores mais populares do aquário. Mesmo com a fama recente, seu comportamento permanece o mesmo.
— Descrevemos a personalidade dele como muito tranquila. Ele é um cara muito fácil de lidar, se adapta às situações e adora receber atenção das pessoas — disse Rebekah.
Focas-do-porto costumam viver cerca de 25 a 30 anos na natureza, mas, sob cuidados especializados e com atividades de enriquecimento, podem ultrapassar essa expectativa, chegando a mais de 40 anos.
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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta segunda-feira que doou pessoalmente 20.000 pesos (cerca de US$ 1.100, o equivalente a quase R$ 5.800) para fornecer ajuda humanitária a Cuba, enquanto a ilha comunista enfrenta uma grave crise energética agravada pelo embargo energético dos Estados Unidos.
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Muitos de seus apoiadores atenderam ao apelo de seu antecessor, Andrés Manuel López Obrador (2018-2024), para doar alimentos, combustível e medicamentos à ilha. Cuba sofre com uma grave crise econômica, agravada pelo embargo energético imposto em janeiro pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou impor tarifas aos países fornecedores de petróleo.
Os prolongados cortes de energia elétrica interrompem a vida diária da maioria dos 9,6 milhões de habitantes do país, e a escassez de combustível praticamente paralisou sua atividade econômica.
— É uma decisão pessoal minha, Claudia Sheinbaum Pardo, doar para uma conta aberta por diversas organizações para fornecer ajuda a Cuba (…) Não tem nada a ver com a minha posição como presidente — disse a líder de esquerda.
Vários membros de seu partido político, Morena, anunciaram publicamente suas contribuições para essa causa nas últimas semanas. Sheinbaum também afirmou que seu governo continuará “apoiando o povo cubano”, com quem o México mantém uma relação “histórica”.
Opositores criticaram o ex-presidente López Obrador por solicitar dinheiro para outro país e questionaram o governo de Sheinbaum sobre a falta de transparência nas remessas de petróleo mexicano para a ilha, que foram suspensas após as ameaças de Trump, bem como a contratação de brigadas médicas cubanas pagas com verbas públicas.
— Os únicos que não querem apoio ao povo cubano são alguns membros da oposição de extrema-direita (…), o povo do México concorda plenamente que deve haver ajuda humanitária para Cuba — afirmou Sheinbaum.
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Chegada de petroleiro russo
Com autorização dos Estados Unidos, o petroleiro russo Anatoly Kolodkin chegou nesta segunda-feira a Cuba, em meio à crise energética que atinge a ilha após meses de restrições ao fornecimento de petróleo impostas por Washington. Carregado com cerca de 730 mil barris de crude, o navio segue em direção ao porto de Matanzas e representa o primeiro envio do tipo desde janeiro. A operação, acompanhada pela AFP, ocorre após sinal verde do governo de Donald Trump para a entrega, sem que isso represente mudança formal na política de sanções contra o país caribenho.
Segundo dados da plataforma MarineTraffic, a embarcação navegava pela costa norte cubana na tarde de segunda-feira. O envio ocorre após um período de forte escassez de combustível, agravado pela interrupção do fornecimento venezuelano, que aprofundou a crise econômica e energética no país.
Especialistas avaliam que o carregamento pode oferecer apenas um alívio temporário. De acordo com o analista Jorge Piñón, da Universidade do Texas, o petróleo poderia ser convertido em cerca de 250 mil barris de diesel, suficiente para atender a demanda por aproximadamente 12 dias e meio. O processamento levaria entre 15 e 20 dias, seguido por mais alguns dias até a distribuição.
A crise já provocou apagões prolongados, escassez de transporte público e aumento da inflação. Desde o fim de 2024, Cuba enfrentou ao menos sete blecautes nacionais, incluindo dois apenas neste mês.
Imagens dos ex-presidentes cubanos Fidel Castro e Raúl Castro, e do atual presidente, Miguel Díaz-Canel, em Havana neste mês
Ramon Espinosa/AP
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Casa Branca mantém sanções
Apesar de autorizar a chegada do navio, o governo americano afirmou que não houve alteração em sua política. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que a liberação será analisada “caso a caso” e não representa uma flexibilização das sanções.
— Não houve mudança formal na política.
A decisão também evita um possível atrito direto com a Rússia, que celebrou a operação. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que Moscou considera um dever apoiar Cuba e disse estar satisfeito com a chegada do combustível.
O petroleiro , que transporta cerca de 730 mil barris de petróleo e pertence ao governo russo
Maxar Technologies/ The New York Times
Já Trump minimizou o impacto da entrega.
— Consigam ou não um navio de petróleo, não vai importar — disse o presidente a jornalistas, ao comentar a situação da ilha.
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Reação da população
Entre os cubanos, a chegada do petróleo é vista com expectativa, mas também desconfiança sobre seus efeitos no dia a dia.
— Isso é maravilhoso, claro que vai ajudar muito na situação que temos no país — afirmou à AFP a funcionária estatal Miriam Joseph, de 65 anos.
Outros moradores, porém, avaliam que o impacto será limitado. Para o jardineiro Raúl Pomares, de 56 anos, a “ajuda não significa nada, perto do que o país precisa”.
— É um alívio, mas não é a solução — disse o aposentado Orlando Ocaña, de 76 anos.
Cuba produz cerca de 40 mil barris diários de petróleo pesado, usados principalmente para abastecer suas usinas termoelétricas. No entanto, o país depende da importação de diesel e gás liquefeito para sustentar o restante da economia.
Com a escassez, o governo cubano adotou medidas de racionamento e terá que decidir como utilizar o combustível que chegar: entre geração de energia ou manutenção de serviços essenciais, como transporte e produção agrícola.
(Com AFP e New York Times)
Um ataque iraniano provocou um incêndio em um petroleiro kuwaitiano no Porto de Dubai, informou a mídia estatal nesta terça-feira (horário local), acrescentando que não houve feridos. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã completou 31 dias nesta segunda-feira, e ataques retaliatórios da República Islâmica seguem tendo como alvos bases americanas localizadas em países vizinhos no Golfo Pérsico, além de infraestruturas energéticas fundamentais.
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“O gigantesco petroleiro kuwaitiano foi alvo de um ataque iraniano direto e malicioso enquanto estava ancorado na área do Porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos”, informou a agência de notícias oficial KUNA, citando a companhia petrolífera estatal do Kuwait.
As Forças Armadas do Kuwait também afirmaram que suas defesas aéreas estavam respondendo a “ataques hostis com mísseis e drones”, segundo uma publicação do X.
Em outro ponto da cidade, a queda de destroços de uma interceptação de defesa aérea provocou um incêndio e feriu quatro pessoas em Dubai, informaram as autoridades da cidade.
“As autoridades de Dubai responderam a um incêndio em uma casa abandonada em Al Badaa, causado por destroços após uma interceptação de defesa aérea”, publicou o Gabinete de Imprensa de Dubai no X, acrescentando que quatro pessoas próximas à casa sofreram ferimentos leves.
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Antes de a guerra escalar, países do Golfo Pérsico declararam publicamente que não participariam de ataques contra o Irã nem permitiriam que seu espaço aéreo fosse usado para esse fim. Quase um mês depois, porém, o cenário começou a mudar, embora ainda perdure a hesitação dos países árabes aliados dos Estados Unidos por um envolvimento direto na ofensiva.
Impaciente com os contínuos ataques retaliatórios iranianos — que já atingiram, além de bases americanas, portos, aeroportos e instalações de energia — em seu território, a Arábia Saudita permitiu que as Forças Armadas dos EUA utilizem a base aérea Rei Fahd, na costa oeste da Península Arábica. Também alvo da retaliação, os Emirados Árabes Unidos, que há anos são um centro financeiro para empresas de Teerã, ameaçam congelar bilhões de dólares em ativos de propriedade iraniana, ao mesmo tempo em que debatem se devem engajar suas Forças Armadas para o conflito.
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Em paralelo, comedidos esforços diplomáticos começaram a se desenrolar em Riad, com ministros das Relações Exteriores do Egito, Turquia, Arábia Saudita e Paquistão discutindo, na última quinta-feira, a reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, além de uma possível ação militar. Mas, agora, o desafio é encontrar um interlocutor no Irã, após a morte do chefe de Segurança do país, Ali Larijani, que era considerado um parceiro viável para dialogar com o Ocidente.
Arrastados para a guerra, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos só entrariam diretamente no conflito, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, se Teerã cumprir suas ameaças de atingir sistemas vitais de energia e água, feitas em resposta às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre bombardear a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo da República, e o setor elétrico iraniano. Para atingir Kharg, conforme as fontes, tropas americanas provavelmente seriam mobilizadas a partir dos Emirados, que abrigam a base aérea de Al Dhafra.
O Papa Leão XIV nomeou nesta segunda-feira o climatologista brasileiro Carlos Nobre para o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral da Igreja Católica. O órgão é uma espécie de conselho sobre temas como direitos humanos, justiça, paz, saúde, migrações, emergências humanitárias e obras de caridade da Igreja. Ao g1, o cientista, que é referência internacional em pesquisas sobre a Amazônia e mudanças climáticas, declarou que a nomeação é reflexo do agravamento da crise climática global e indica preocupação da Igreja com as consequências ambientais sobre a Humanidade.
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— A Igreja tem uma grande importância para a humanidade e, quando ela escolhe olhar para o meio ambiente, ela está olhando para as pessoas. Muitas vidas estão em risco. Estou honrado de ser parte desse grupo e poder ajudar — disse ao g1.
Pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Nobre é o único brasileiro nomeado para compor o conselho. Engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutor em meteorologia pelo MIT (Massachussets Institute of Technology ), atualmente ele atua no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).
Nobre foi um dos primeiros cientistas a alertar para o risco de “savanização” da floresta amazônica, processo de degradação associado ao avanço do desmatamento e ao aquecimento global. O termo descreve um possível ponto de ruptura em que partes da floresta deixam de se comportar como um ecossistema úmido e denso e passam a assumir características de savana, mais secas, com vegetação baixa e menos biodiversidade.
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O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral foi criado pelo Papa Francisco em agosto de 2016. Ele é resultante da fusão de quatro Pontifícios Conselhos preexistentes: Pontifício Conselho para a Justiça e Paz, o Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, o Pontifício Conselho Cor Unum e o Pontifício Conselho para os Agentes de Saúde para a Pastoral da Saúde.
Há uma semana, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, alertou que a quantidade de calor acumulada pela Terra atingiu um nível recorde em 2025, com potenciais consequências por centenas ou mesmo milhares de anos.
— O clima global está em estado de emergência. Estamos levando o planeta Terra além de seus limites. Todos os principais indicadores climáticos ultrapassaram o limiar de alarme — alertou o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, na última segunda-feira. — O relatório apresentado hoje deve vir acompanhado de um alerta: o caos climático está se acelerando e qualquer atraso na tomada de medidas terá consequências mortais.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta segunda-feira que Israel alcançou mais da metade de seus objetivos na guerra contra o Irã, sem estabelecer um prazo para sua conclusão. Em entrevista à rede conservadora americana Newsmax, o premier deixou claro que o foco atual dos ataques contra Teerã é o estoque de urânio enriquecido da República Islâmica. O “objetivo mais crítico”, ressaltou Netanyahu, é impedir que Teerã adquira armas nucleares.
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— Definitivamente, alcançamos mais da metade. Mas não quero estabelecer um cronograma — declarou o premier. — Acredito que este regime entrará em colapso por dentro. Mas, neste momento, o que estamos fazendo é simplesmente degradar sua capacidade militar, degradar sua capacidade balística, degradar sua capacidade nuclear e também enfraquecê-lo por dentro.
De acordo com o líder israelense, as forças dos EUA e de Israel já atingiram elementos-chave da capacidade de guerra do Irã, incluindo sistemas de mísseis, fábricas de armas e os principais cientistas vinculados ao seu programa nuclear. Para o premier, esses esforços reduziram as ambições do Irã “significativamente”.
Netanyahu reiterou ainda o argumento de que o objetivo central da guerra no Oriente Médio é prevenir que Teerã consiga desenvolver armas nucleares e as use contra os Estados Unidos. A ofensiva militar contra o Irã é vista pelo líder israelense como um “esforço necessário e estratégico para neutralizar uma ameaça de longa data”, alinhando-se com uma visão conservadora mais ampla de que a ação militar decisiva é essencial para deter “regimes desonestos”.
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Recuo em planos de ataque
Israel suspendeu planos de atacar o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, após um pedido estratégico feito pelo Paquistão aos Estados Unidos. A articulação, revelada nesta quinta-feira por uma fonte paquistanesa à agência Reuters, ocorreu sob o argumento de que a eliminação das duas autoridades inviabilizaria qualquer diálogo diplomático para o fim da guerra.
Segundo o relato, o Exército israelense já tinha as coordenadas exatas para assassinar os líderes, que são considerados potenciais interlocutores em futuras negociações. No entanto, Islamabad alertou Washington de que “não haveria mais ninguém com quem conversar” se eles fossem mortos, levando o governo americano a pressionar Israel pelo recuo. Veículos como a rede CNN ressaltam que não foi possível verificar as informações de forma independente com fontes do Pentágono ou do governo israelense.
O Exército de Israel afirmou que não comentaria alvos específicos ao ser perguntado sobre os relatos de que autoridades iranianas teriam sido removidas de uma lista de possíveis alvos. Indagado diretamente na quinta-feira, o porta-voz internacional das Forças Armadas de Israel, Nadav Shoshani, evitou confirmar nomes, mas detalhou a complexidade por trás das operações de alto escalão.
“Temos um processo rigoroso antes de cada operação que realizamos — especialistas jurídicos, de inteligência, de operações aéreas, comandantes de alta patente e, em casos de grande repercussão, também nossa cúpula política”, afirmou.
(Com AFP)

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