O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos estão sendo “humilhados” pelo Irã e criticou a condução americana da guerra, apontando falta de estratégia e dificuldades nas negociações diplomáticas, segundo a rede CNN.
Guerra no Oriente Médio: Irã oferece reabertura do Estreito de Ormuz em tratativa com os EUA, mas exclui programa nuclear de discussão
Veja: Putin afirma que Rússia fará tudo ‘ao alcance’ para assegurar a paz no Oriente Médio em encontro com chanceler do Irã
De acordo com Merz, Washington entrou no conflito sem definir objetivos claros e agora enfrenta obstáculos para encerrar os combates. Durante visita a uma escola em Marsberg, no centro da Alemanha, ele disse que o Irã tem se mostrado mais eficiente no campo diplomático.
— Os iranianos são claramente muito habilidosos em negociar, ou melhor, em não negociar — afirmou. — Eles permitem que os americanos se desloquem para reuniões e retornem sem qualquer resultado.
Initial plugin text
O chanceler comparou a situação atual às guerras no Iraque e no Afeganistão, citando os riscos de intervenções militares sem planejamento de longo prazo.
— Toda essa situação é, no mínimo, mal planejada. No momento, não consigo ver qual estratégia de saída os americanos estão adotando — disse.
Visita real: Rei Charles III chega aos EUA em meio a crise com Trump por guerra contra o Irã
Merz reiterou que a Alemanha defende o fim rápido do conflito, diante dos impactos crescentes sobre a economia global.
Berlim integra uma coalizão liderada por Reino Unido e França para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz após a tentativa de estabelecimento de um cessar-fogo permanente. Segundo o chanceler, o governo alemão se ofereceu para enviar navios caça-minas para ajudar a desobstruir a rota.
— Podemos ajudar nisso, mas primeiro os combates precisam acabar. No momento, não vejo como isso pode acontecer no curto prazo — destacou.
Entenda: Brasil e Alemanha manifestam ‘profunda preocupação’ com guerra no Oriente Médio
Ele também avaliou que o Irã demonstrou força maior do que o esperado, enquanto os EUA não apresentaram uma estratégia de negociação consistente.
As perspectivas de avanço diplomático diminuíram após o presidente americano, Donald Trump, cancelar, no sábado, a viagem de seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, a Islamabad, no Paquistão.
Em paralelo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajou nesta segunda-feira para a Rússia, após o fracasso de negociações realizadas no Paquistão e em Omã.
Guerra no Oriente Médio: Irã oferece reabertura do Estreito de Ormuz em tratativa com os EUA, mas exclui programa nuclear de discussão
Veja: Putin afirma que Rússia fará tudo ‘ao alcance’ para assegurar a paz no Oriente Médio em encontro com chanceler do Irã
De acordo com Merz, Washington entrou no conflito sem definir objetivos claros e agora enfrenta obstáculos para encerrar os combates. Durante visita a uma escola em Marsberg, no centro da Alemanha, ele disse que o Irã tem se mostrado mais eficiente no campo diplomático.
— Os iranianos são claramente muito habilidosos em negociar, ou melhor, em não negociar — afirmou. — Eles permitem que os americanos se desloquem para reuniões e retornem sem qualquer resultado.
Initial plugin text
O chanceler comparou a situação atual às guerras no Iraque e no Afeganistão, citando os riscos de intervenções militares sem planejamento de longo prazo.
— Toda essa situação é, no mínimo, mal planejada. No momento, não consigo ver qual estratégia de saída os americanos estão adotando — disse.
Visita real: Rei Charles III chega aos EUA em meio a crise com Trump por guerra contra o Irã
Merz reiterou que a Alemanha defende o fim rápido do conflito, diante dos impactos crescentes sobre a economia global.
Berlim integra uma coalizão liderada por Reino Unido e França para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz após a tentativa de estabelecimento de um cessar-fogo permanente. Segundo o chanceler, o governo alemão se ofereceu para enviar navios caça-minas para ajudar a desobstruir a rota.
— Podemos ajudar nisso, mas primeiro os combates precisam acabar. No momento, não vejo como isso pode acontecer no curto prazo — destacou.
Entenda: Brasil e Alemanha manifestam ‘profunda preocupação’ com guerra no Oriente Médio
Ele também avaliou que o Irã demonstrou força maior do que o esperado, enquanto os EUA não apresentaram uma estratégia de negociação consistente.
As perspectivas de avanço diplomático diminuíram após o presidente americano, Donald Trump, cancelar, no sábado, a viagem de seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, a Islamabad, no Paquistão.
Em paralelo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajou nesta segunda-feira para a Rússia, após o fracasso de negociações realizadas no Paquistão e em Omã.









