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Uma mulher que abandonou um cachorro dentro do Aeroporto Internacional Harry Reid, em Las Vegas, pode enfrentar pena de prisão após um juiz emitir um mandado de detenção. O caso, ocorrido no dia 2 de fevereiro, ganhou repercussão internacional e voltou ao noticiário após novos desdobramentos judiciais.
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Segundo a polícia, a passageira — identificada como Germiran Bryson, de 26 anos — deixou o cão, um goldendoodle de dois anos, amarrado a uma estrutura metálica no balcão de check-in após ser impedida de embarcar com o animal por falta de documentação exigida para transporte como cão de serviço. Mesmo após ser abordada por agentes, a mulher insistiu em seguir para o portão de embarque.
De acordo com autoridades, ela alegou que não perderia o voo e chegou a afirmar que seria aceitável deixar o animal no local. A polícia informou ainda que a suspeita apresentou comportamento hostil durante a abordagem e acabou autuada por abandono de animal e resistência à prisão. Um vídeo do momento foi divulgado no perfil do Facebook do Departamento de Polícia de Las Vegas, com um apelo do órgão para que passageiros não abandonem seus animais de estimação.
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O cachorro foi resgatado por agentes e encaminhado a serviços de proteção animal, permanecendo sob custódia por 10 dias sem que a dona tentasse recuperá-lo. Em seguida, foi acolhido por uma organização de resgate, onde recebeu o nome de “Jet Blue” e passou a aguardar adoção.
O caso gerou ampla mobilização nas redes sociais e milhares de pessoas demonstraram interesse em adotar o animal. Posteriormente, ele foi adotado por um policial que participou do resgate, encerrando a história com um desfecho positivo.
Cão ‘Jetblue’ ganhou novo lar após ser abandonado em aeroporto
Divulgação | Departamento de Polícia Metropolitana de Las Vegas
Agora, com a emissão do mandado judicial, a mulher pode ser presa a qualquer momento caso seja localizada, segundo informações divulgadas pela imprensa americana.
Autoridades da Rússia passaram a recomendar que mulheres que não desejam ter filhos sejam encaminhadas à psicoterapia, em meio à queda das taxas de natalidade no país. A medida, aprovada em fevereiro pelo Ministério da Saúde, ocorre enquanto o governo tenta reverter uma taxa de fecundidade de 1,4 filho por mulher — abaixo do nível de reposição populacional — e foi alvo de críticas de mulheres ouvidas pela AFP, que classificaram a iniciativa como ineficaz e coercitiva.
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As diretrizes orientam profissionais de saúde a encaminhar pacientes a psicoterapeutas com o objetivo de “promover uma atitude positiva em relação à maternidade”. Segundo relatos colhidos pela AFP, mulheres afirmam que a proposta não aborda as causas estruturais da decisão de não ter filhos.
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“Não me vejo como mãe e não vejo motivos para acreditar que ter filhos me faria mais feliz”, disse Maria, especialista em tecnologia da informação de 25 anos, em entrevista à agência. “Talvez eu mude de opinião. Mas o Estado está fazendo todo o possível para garantir que isso não aconteça”, acrescentou.
Dados citados por pesquisas indicam que o país apresenta uma das maiores taxas de divórcio do mundo, o que, segundo entrevistadas, influencia decisões sobre maternidade
AFP
O debate ocorre em um cenário de preocupação demográfica. O presidente Vladimir Putin afirmou que o país pode enfrentar uma “verdadeira extinção” caso a tendência de queda nos nascimentos continue. O envio de centenas de milhares de homens para o conflito na Ucrânia nos últimos quatro anos também é apontado como fator que agrava o quadro.
Medidas ampliam controle
Além da recomendação de encaminhamento psicológico, autoridades russas adotaram outras medidas recentes. Entre elas, a proibição da chamada “propaganda anti-filhos”, que restringe debates públicos sobre a escolha de não ter filhos. A legislação prevê multas de até 400 mil rublos (cerca de US$ 5.000, aproximadamente R$ 26 mil) para quem descumprir a regra.
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Nos últimos anos, também houve endurecimento das normas sobre aborto, com clínicas privadas sendo proibidas de realizar o procedimento em diversas regiões. Para mulheres ouvidas pela AFP, o conjunto de medidas indica aumento da pressão estatal sobre decisões reprodutivas.
Maria classificou as políticas como ineficazes. “Apertar os parafusos, tornar o aborto seguro inacessível, fazer lavagem cerebral nas pessoas, gabar-se de supostos pagamentos de benefícios enormes, enviá-las a um psicólogo. É cruel e completamente ineficaz”, afirmou. Para ela, fatores como renda, moradia e estabilidade são determinantes. “Todos entendem o que as mulheres realmente querem: garantias sociais, uma renda adequada, a possibilidade de comprar uma moradia e, principalmente, tranquilidade e segurança”, disse.
A especialista em reabilitação infantil Anastasia, de 29 anos, também citou razões econômicas. “Meu salário é de cerca de 100.000 rublos (por mês). Não vejo como é possível hoje em dia juntar dinheiro para alugar um apartamento”, afirmou. Segundo ela, os custos de vida aumentaram após sanções internacionais ligadas à guerra e a inflação, com juros imobiliários chegando a cerca de 20%.
Questões sociais e divergências
Além das condições econômicas, Anastasia apontou aspectos sociais. “Primeiro, você precisa criar condições que façam com que uma mulher realmente queira ter um filho. Não pressioná-la de todas as maneiras possíveis”, disse. Ela também mencionou “a falta de uma cultura de paternidade”, afirmando que “poucos homens se envolvem na criação dos filhos” e que, após separações, “os homens vão embora e as mulheres ficam sozinhas com os filhos nos braços”
Dados citados por pesquisas indicam que o país apresenta uma das maiores taxas de divórcio do mundo, o que, segundo entrevistadas, influencia decisões sobre maternidade.
Outras mulheres relataram preocupações adicionais. Margarita, professora de inglês que não pode ter filhos por razões médicas, afirmou temer que a política “cause ainda mais danos à saúde psicológica das mulheres, porque basicamente as colocam no mesmo patamar que as párias”.
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Mães também criticaram a iniciativa. “Acredito que uma mulher tem o direito de não querer ter filhos. Por que dar à luz se não se quer? Por que forçar as mulheres a gerar filhos indesejados?”, disse Irina, médica de 45 anos e mãe de dois filhos.
Entre homens ouvidos pela AFP, a reação foi distinta. Maxim, de 49 anos, afirmou que a diretriz do Ministério da Saúde é apenas uma recomendação. Questionado sobre a decisão de não ter filhos, respondeu: “Isso não é saudável”.
Uma mulher conseguiu retirar a família de casa durante um incêndio que destruiu parte de um imóvel em Derby, na Inglaterra, após uma secadora de roupas pegar fogo. O caso ocorreu na sexta-feira (27) e, apesar da gravidade, ninguém ficou ferido.
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Hannah Foster, de 36 anos, acordou os familiares no meio da madrugada depois que um dos filhos percebeu a presença de fumaça no andar inferior. Segundo relato, ela desceu até a sala e encontrou o ambiente já tomado por chamas intensas e fumaça densa.
Fogo começou na área onde ficava a secadora
De acordo com o Serviço de Bombeiros e Resgate de Derbyshire, o incêndio teve como causa mais provável um problema na secadora de roupas, localizada na varanda envidraçada do imóvel. A suspeita é de que o aparelho tenha superaquecido após um brinquedo infantil cair atrás do equipamento.
Hannah afirmou que tentou acordar o companheiro, que dormia no sofá, enquanto a fumaça se espalhava rapidamente. Em seguida, conseguiu reunir os filhos — de 17, 12 e dois anos — e sair da casa. “Tivemos sorte de sobreviver”, disse à uma emissora local.
Os bombeiros levaram mais de uma hora para controlar o fogo, utilizando mangueiras e equipamentos de respiração autônoma. Quando as equipes chegaram, todos os moradores já haviam deixado o imóvel.
O térreo da residência foi completamente destruído pelas chamas. Apesar do impacto, paramédicos confirmaram que nenhum integrante da família sofreu ferimentos.
Sem seguro residencial, a família está temporariamente abrigada na casa de parentes. Hannah também iniciou uma campanha de arrecadação online para tentar recuperar parte dos bens perdidos no incêndio.
Em um post em sua plataforma Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que o “novo presidente do regime do Irã” pediu um cessar-fogo aos EUA, mas a República Islâmica tem um novo líder supremo, não um novo presidente. No post, o líder americano afirmou que vai considerar a interrupção das hostilidades “quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e limpo”: “Até lá, vamos pulverizar o Irã ou, como se diz, mandá-lo de volta à Idade da Pedra!!!”.
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Após a postagem, a Guarda Revolucionária, o Exército ideológico do regime que mantém o controle do estreito, enfatizou que manterá a passagem fechada para os “inimigos” e rejeitou o que descreveu como “ações performáticas” do presidente Trump.
“A situação no Estreito de Ormuz também está totalmente sob o controle das forças navais da Guarda Revolucionária”, afirmou em um comunicado divulgado pela televisão estatal. “Não será aberto aos inimigos”, acrescentou.
Mais cedo, funcionários iranianos afirmaram para a mídia local que o estreito seria aberto, “mas não para você”, referindo-se a Trump. Já na véspera, o chanceler iraniano reiterou que o Irã não estava engajado em negociações formais com os EUA.
Trump descreveu a autoridade que, segundo disse, pediu a trégua como “muito menos radicalizada e muito mais inteligente que seus antecessores”. Na terça-feira, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que está no cargo desde 2024, disse que a República Islâmica tem a “vontade necessária” para acabar com a guerra, desde que seus inimigos apresentem “as garantias necessárias” de que o conflito não será retomado.
Não ficou claro se a postagem de Trump se referia às declarações de Pezeshkian, cujo cargo é praticamente decorativo na estrutura de poder iraniana, ou se a algum outro interlocutor.
Uma jornalista americana foi sequestrada na capital do Iraque na terça-feira (31 de março), por homens armados em Bagdá, capital do Iraque. A repórter independente Shelly Kittleson foi levada em uma rua movimentada da cidade, e até o momento segue desaparecida.
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O sequestro ocorreu na rua Saadoun, na região central, nas proximidades de hotéis frequentados por estrangeiros. Segundo autoridades iraquianas, pelo menos dois veículos participaram da ação, e um deles chegou a ser interceptado após perseguição policial, mas a jornalista não estava no carro.
Quem é a jornalista
Shelly Kittleson é uma repórter freelancer com mais de 15 anos de experiência cobrindo conflitos no Oriente Médio. Ela já colaborou com veículos internacionais como BBC, Politico e Foreign Policy, com reportagens em países como Iraque, Síria e Afeganistão.
Baseada em Roma, Kittleson viajava com frequência à região para cobrir temas de segurança e atuação de milícias.
Suspeitas sobre autoria, investigação e buscas
Autoridades dos Estados Unidos apontam que o sequestro pode ter sido realizado por integrantes da milícia xiita Kataib Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã e atuante no Iraque. Um suspeito com ligações com a organização foi detido pelas forças de segurança iraquianas. Ele foi preso após a perseguição ao veículo utilizado no sequestro da jornalista e é apontado como um dos envolvidos diretos na ação.
Shelly Kittleson, repórter apontada por veículos iraquianos como vítima de sequestro em Bagdá
Reprodução: X (@shellykittleson)
A detenção é considerada um avanço inicial nas investigações, e o homem está sendo interrogado para identificar outros participantes do crime e ajudar a localizar a repórter. Apesar da prisão, autoridades afirmam que a apuração segue em curso e que há indícios de participação de um grupo maior por trás do sequestro.
O Ministério do Interior do Iraque informou que lançou uma operação com base em “informações precisas” para localizar a jornalista e os sequestradores. As forças de segurança seguem em busca dos envolvidos, enquanto serviços de inteligência trabalham com a hipótese de que Kittleson ainda esteja no país, possivelmente em Bagdá.
Autoridades americanas afirmaram que estão em coordenação com o governo iraquiano e o FBI para garantir a libertação “o mais rápido possível”.
Ameaças prévias e contexto
Antes do sequestro, Kittleson havia sido alertada por autoridades dos EUA e do Iraque sobre riscos à sua segurança.
A jornalista americana Shelly Kittleson, raptada em Bagdá nesta terça-feira
Reprodução: X (@shellykittleson)
O caso ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, com aumento da violência no Iraque ligado ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O país abriga tanto tropas americanas quanto milícias pró-iranianas, o que o coloca no centro do confronto regional.
Organizações de defesa da liberdade de imprensa condenaram o sequestro e pediram a libertação imediata da jornalista, destacando o risco crescente para profissionais que atuam em zonas de conflito.
O direito à cidadania americana por nascimento será analisado nesta quarta-feira pela Suprema Corte dos Estados Unidos, uma questão crucial para o presidente americano, Donald Trump, que decidiu comparecer à audiência. Assim que voltou à Casa Branca, em janeiro do ano passado, Trump assinou um decreto para acabar com a cidadania americana automática para bebês nascidos nos EUA, cujos pais estavam no país de forma irregular ou com vistos temporários.
À época, a decisão foi contestada pela Justiça e anulada temporariamente por tribunais inferiores, mas a Casa Branca recorreu. Agora, a Suprema Corte vai avaliar se a ordem é constitucional — ou seja, se está de acordo com a cláusula de cidadania da 14ª Emenda, que diz que “todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos EUA, e sujeitas à sua jurisdição, são cidadãs do Estado em que residem”.
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A Corte, que deve chegar a uma decisão até o final de junho ou início de julho, vai ouvir argumentos e os juízes irão analisar a constitucionalidade da ordem executiva assinada por Trump, a qual foi contestada pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e outros grupos. O governo Trump, por sua vez, afirma que a medida visa combater “ameaças significativas à segurança nacional e à segurança pública”.
A decisão desafiou todos os precedentes legais estabelecidos desde o final do século XIX, quando Wong Kim Ark, nascido em São Francisco em 1873 e filho de imigrantes chineses, tentou retornar ao país após uma viagem à terra natal de seus pais em 1895. Sua entrada foi negada pela Patrulha da Fronteira com base na Lei de Exclusão Chinesa, criada para restringir a imigração da China.
Wong Kim Ark, então, apelou para a 14ª emenda da Constituição dos EUA. Na ocasião, a Suprema Corte lhe deu razão e lembrou que a emenda, aprovada após a traumática Guerra Civil Americana, serviu para confirmar que os milhões de escravizados libertos de ascendência africana, assim como seus descendentes, tinham o direito à cidadania.
Por mais de um século, os EUA aplicaram essa regra amplamente a todos os nascidos em seu território ou em regiões sob sua jurisdição. Mas o fluxo constante de imigrantes em situação irregular nas últimas décadas levou alguns juristas conservadores a exigir uma revisão do direito.
O decreto de Trump é baseado na premissa de que qualquer pessoa que esteja nos Estados Unidos “ilegalmente”, ou com um visto, não está “sujeita à jurisdição” do país, portanto não tem direito à cidadania automática. Pelo menos quatro tribunais de instâncias inferiores declararam este decreto inconstitucional.
Uma decisão favorável ao governo Trump poderia redefinir o que significa ser americano, além de acarretar em amplas consequências práticas, retirando a cidadania de mais de 200 mil bebês nascidos anualmente nos Estados Unidos, filhos de imigrantes indocumentados.
‘Sujeitas à jurisdição’
O significado da expressão “sujeitas à sua jurisdição”, explícita na 14ª Emenda, será central tanto para os argumentos do governo Trump quanto para os de contestadores — advogados que representam crianças em todo o país que seriam afetadas pela medida.
Por mais de 125 anos, os tribunais interpretaram a expressão como abrangendo praticamente todos os nascidos em solo americano. Há, porém, uma exceção para filhos de diplomatas estrangeiros.
A posição de Trump é que filhos de imigrantes indocumentados não estão sujeitos à jurisdição dos EUA. Entre outros motivos, os revisionistas afirmam que os pais não devem lealdade aos Estados Unidos, mas sim aos países de origem. Assim, dizem, esses filhos deveriam ser tratados como os filhos de diplomatas — nascidos em solo americano, mas sob a bandeira de outra nação.
A visão oposta sustenta que a cidadania por nascimento é um princípio consolidado e não depende da condição dos pais. A 14ª Emenda não menciona os pais. A Lei de Imigração e Nacionalidade de 1952 só os cita no contexto de filhos de cidadãos nascidos fora dos EUA. Tanto a emenda quanto a lei usam a mesma linguagem: qualquer pessoa “nascida nos Estados Unidos e sujeita à sua jurisdição” é cidadã.
(Com AFP e New York Times)
A criadora e ex-CEO da empresa de bem-estar sexual OneTaste, Nicole Daedone, foi condenada a 9 anos de prisão por um esquema de trabalho forçado: funcionárias eram coagidas a ter relações sexuais com investidores e clientes. A juíza Diane Gujarati, do Tribunal Distrital dos EUA, afirmou que Daedone causou danos “duradouros, senão irreparáveis” a ex-funcionárias. A empresa se apresentava como tendo uma dedicação subversiva à libertação sexual feminina. A proposta era oferecer um estilo de vida comunitário, ministrando aulas da chamada ‘meditação orgásmica’ para ajudar a alcançar o empoderamento feminino.
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— O que ela estava fazendo não era sobre iluminação ou operar em uma dimensão diferente. Era criminoso — disse Gujarati.
Além da pena, Nicole terá 12 milhões de dólares confiscados, valor equivalente ao valor de venda da companhia em 2017. Daedone, de 58 anos, não mudou sua expressão enquanto a juíza proferia a sentença. Cherwitz, sua co-ré, recebeu uma sentença de mais de seis anos ainda na segunda-feira.
Além da pena, Nicole terá 12 milhões de dólares confiscados, valor equivalente ao valor de venda da companhia em 2017
Daniel Boczarki / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
Jennifer Bonjean, advogada de Daedone, acompanhada por apoiadores em uma coletiva de imprensa do lado de fora do tribunal, disse que planeja recorrer da condenação. Anjuli Ayer, CEO da OneTaste, chamou o dia de “assustador para a liberdade”.
— Nós simplesmente ficaremos ao lado de Nicole enquanto ela cumpre essa pena — defendeu Bonjean.
Em seu auge, a OneTaste operava centros em cidades como São Francisco, Nova York e Austin, no Texas, oferecendo sessões de sua prática característica de meditação orgástica — a estimulação ritual do clitóris de uma mulher por 15 minutos. Em 2017, Daedone vendeu a OneTaste por 12 milhões de dólares (equivalente a $62 milhões de reais na cotação atual) para Ayer.
Culto ao orgasmo
Daedone, que fundou a OneTaste em 2004, disse que o objetivo era abordar a lacuna na satisfação sexual entre homens e mulheres. O nome OneTaste, segundo ela, deriva de uma expressão budista, que disse se traduzir como “assim como o oceano tem um único gosto de sal, também o tem o gosto da libertação”.
O ritual de “meditação orgásmica” envolvia uma mulher, nua da cintura para baixo, deitada sobre almofadas enquanto um homem acariciava seus genitais. Em um discurso no TEDx em 2011, Daedone disse que as pessoas chegavam às aulas da OneTaste com uma “sensação de fome que corroía”.
“Existe um transtorno de déficit de prazer neste país”, disse Daedone durante o discurso. “Mas eu realmente acho que existe uma cura, e essa cura é o orgasmo.”
Empresa ‘cultivava uma cultura de medo e intimidação’
Sob a liderança de Daedone e Cherwitz, segundo ex-funcionárias que testemunharam contra elas, a OneTaste cultivava uma cultura de medo e intimidação. As funcionárias eram instruídas a prestar serviços sexuais a potenciais investidores, realizar tarefas domésticas nas casas comunitárias da OneTaste e destruir relacionamentos românticos — enquanto Daedone e Cherwitz viviam de forma luxuosa, beneficiando-se desse trabalho, disseram as funcionárias.
Uma mulher testemunhou que Cherwitz a forçou a receber meditação orgástica. O sexo na OneTaste, escreveram os promotores à juíza em dezembro, também era um “meio de incentivar a produtividade”.
Esquemas de trabalho forçado frequentemente envolvem ameaças concretas contra as vítimas, como violência física, chantagem ou a retenção de documentos de viagem dos trabalhadores. No entanto, Daedone e Cherwitz não ameaçaram fisicamente as funcionárias para que permanecessem na OneTaste, mostraram as evidências e depoimentos no julgamento. Em vez disso, as funcionárias disseram que se sentiram coagidas psicológica e emocionalmente a aceitar as doutrinas da OneTaste como um modo de vida, e que trabalhar lá as levou à falência.
Obedecer a Daedone e Cherwitz era necessário para ascender na organização, testemunharam as mulheres. Apoiadores da OneTaste afirmaram que o caso era inédito e alegaram que se tratava de uma perseguição direcionada contra pessoas que acreditavam em um estilo de vida alternativo.
Os promotores rejeitaram categoricamente a ideia de que a acusação tivesse como alvo as crenças da OneTaste. Durante a argumentação final do governo no julgamento, Kayla Bensing, promotora assistente dos EUA, disse que Daedone “não estava sendo julgada por suas palestras”.
— É irrelevante perante a lei se elas realmente acreditavam na missão do orgasmo — disse Bensing aos jurados.
Ela também afirmou que um esquema de trabalho forçado pode existir mesmo que as mulheres fossem fisicamente capazes de sair. Ao longo dos anos, Daedone expandiu seu império para incluir eventos com jantares, uma editora de livros e um programa que fornecia comida gratuita para pessoas em situação de rua em Nova York.
Após anos de reformulação desde as acusações, a empresa voltou a oferecer instruções presenciais de meditação orgástica. Ao mesmo tempo, o grupo passou a incluir a reforma do sistema de justiça criminal como parte de sua missão.
— O julgamento apenas fortaleceu a convicção de todos e a disposição de lutar — afirmou Ayer.
Ayer e outros membros da OneTaste buscaram aproximação com figuras da mídia de direita e do círculo do presidente Donald Trump, aparentemente seguindo uma estratégia usada por pessoas que conseguiram clemência. Eles encontraram afinidade com Douglass Mackey, um ativista conservador condenado por conspiração contra direitos por compartilhar memes enganosos antes da eleição de 2016. Sua condenação, que membros da OneTaste dizem ter sido injusta, foi anulada pelo Tribunal de Apelações do 2º Circuito dos EUA no ano passado.
A OneTaste buscou aconselhamento jurídico com Alan Dershowitz, o advogado de defesa que usou seu acesso a Trump para obter perdões e comutações de pena durante o primeiro mandato do presidente. Trump concedeu clemência a diversos aliados — ou pessoas que contrataram seus aliados, muitas vezes por altos valores. Em entrevista, Dershowitz se recusou a dizer quanto a OneTaste lhe paga, mas afirmou estar profundamente preocupado com o caso e querer lutar pela liberdade de Daedone e Cherwitz.
“Estou preocupado que esse seja o tipo de processo que pode facilmente ser direcionado a outros grupos”, disse ele, citando grupos religiosos que poderiam ser alvo por suas crenças.
Ao final do jantar, as mulheres foram convidadas a fazer doações para financiar mais encontros. Se contribuíssem com 100 dólares (aproximadamente R$500, na cotação atual), receberiam um exemplar do livro de Daedone. Esses eventos são separados da OneTaste, disse Ayer, mas ela demonstrou otimismo quanto aos esforços da organização para se revitalizar. Ainda assim, o próximo passo, afirmou, continua sendo sobre Daedone e Cherwitz.
— Meu objetivo é conseguir justiça para minhas amigas — disse Ayer.
Um vídeo que circula nas redes sociais, publicado na página da Precision Helicopters Ltd no Instagram, nesta terça-feira (31), mostra o momento em que uma cadela é resgatada após passar uma semana sozinha em uma área remota da Nova Zelândia, à espera da dona, que havia sofrido uma queda de uma cachoeira.
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As imagens registram Molly, uma border collie, sendo retirada por um socorrista em meio a um terreno de difícil acesso. Visivelmente debilitada e tremendo de frio, a cadela é colocada em segurança. Em outro trecho, o reencontro com a tutora, Jessica Johnston, emociona: as duas se abraçam após dias de incerteza.
Assista:
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Queda e desaparecimento
O caso teve início quando Johnston caiu de uma cachoeira de cerca de 55 metros no Vale de Arahura, durante uma trilha. Ela foi rapidamente socorrida por equipes de emergência e levada a um hospital, escapando sem ferimentos graves. Molly, no entanto, desapareceu na mata.
A mobilização para encontrá-la ganhou força nas redes sociais, e uma campanha arrecadou milhares de dólares para financiar as buscas. “Um enorme agradecimento a todas as pessoas que fizeram doações para que as buscas pudessem começar”, informou a Precision Helicopters, que liderou a operação.
Resgate da cadela
Captura de tela/Instagram/@precisionhelicoptersltd
Operação de resgate
Com recursos suficientes para três horas de voo e apoio de tecnologia de imagem térmica, a equipe iniciou as buscas em condições climáticas favoráveis. Molly foi localizada na base da cachoeira, a poucos metros do ponto onde a dona havia caído.
Segundo o piloto Matt Newton, a missão foi desafiadora. “Já tínhamos estado na área em três ocasiões sem sucesso. Quando reunimos as pessoas certas, com o equipamento adequado e o dia ideal, conseguimos encontrá-la”, afirmou.
Ainda de acordo com ele, a cadela estava debilitada, mas consciente. Após o resgate, já demonstrava sinais de recuperação e chegou a brincar com a equipe ao retornar à base.
Em publicação nas redes sociais, Johnston relatou o alívio após o reencontro. “Ela passou por uma semana extremamente difícil. Agora que estamos de volta em casa, posso colocar essa experiência na lista”, escreveu.
A chamada “Lua Rosa” ocorre nesta quarta-feira, dia 1º de abril, e corresponde à primeira lua cheia da primavera no Hemisfério Norte e do outono no Hemisfério Sul.
Apesar do nome, não há mudança na coloração da Lua.
Qual é a origem da Lua Rosa?
A denominação tem origem nas tradições dos povos originários americanos e faz referência a elementos naturais típicos desse período do ano. O termo “rosa” está ligado às flores flox, nativas dos Estados Unidos, que florescem no início da primavera e apresentam coloração rosada.
O nome é simbólico e não indica qualquer alteração visual no satélite, que mantém sua aparência habitual durante o fenômeno.
A lua cheia de abril também recebe outras denominações associadas à transição para a primavera no Hemisfério Norte. Entre elas, “Lua da Grama”, em referência ao retorno da vegetação após o inverno, e “Lua do Peixe”, ligada ao período em que peixes sobem os rios para se reproduzir, fenômeno conhecido como piracema.
Ao longo de 2026, outras luas cheias também recebem nomes específicos. Ainda estão previstas mais ocorrências com denominações próprias, como a Lua de Morango, em junho, e a Lua do Caçador, em outubro.
Um exemplo anterior neste ano foi a Lua da Minhoca, registrada em 3 de março. O fenômeno coincidiu com um eclipse lunar. O nome também deriva das tradições dos povos nativos americanos e faz referência aos animais que saem de seus esconderijos com o fim do inverno e a chegada da primavera nos Estados Unidos.
A modelo russa Ekaterina Blinova, de 29 anos, está em estado crítico após sofrer um grave acidente de moto na ilha de Phuket, na Tailândia. Ela teve traumatismo craniano severo, fraturas pelo corpo e precisou passar por uma cirurgia de emergência para sobreviver. Atualmente, permanece em coma induzido em uma unidade de terapia intensiva.
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Segundo familiares, a jovem colidiu com um carro enquanto pilotava a motocicleta. O impacto causou uma hemorragia cerebral com deslocamento do cérebro, além de uma fratura na perna. O quadro é considerado grave, e médicos ainda não conseguem prever quando — ou se — ela recuperará a consciência.
— Ela sofreu um traumatismo cranioencefálico grave com hemorragia. Foi operada às pressas para salvar a vida e segue em estado crítico — afirmou a prima, Yana Andreeva.
Blinova vive em Phuket desde o ano passado, onde também trabalhava como professora de inglês, mas não possuía seguro de saúde. Com isso, os custos do tratamento já ultrapassam milhares de dólares e continuam aumentando.
A cirurgia inicial custou cerca de 6.500 libras (aproximadamente R$ 42 mil), e a internação diária gira em torno de 1.200 libras. Diante da situação, amigos e familiares iniciaram uma campanha para arrecadar recursos e custear o tratamento.
Mesmo em caso de recuperação, o caminho deve ser longo. A modelo ainda pode precisar de novas cirurgias — incluindo uma intervenção na perna, retirada de coágulo abdominal e um extenso processo de reabilitação.
Família tenta transferência, mas quadro impede
A mãe de Ekaterina, a médica Tatiana Mosentseva, viaja para a Tailândia para acompanhar o tratamento da filha. A família chegou a considerar a transferência para a Rússia, mas o estado clínico da jovem impede qualquer deslocamento no momento.
— Ainda estou em choque. Não sei todos os detalhes — disse a mãe.

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