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Encorajado pelo resgate bem-sucedido do oficial da Força Aérea americana em território iraniano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou neste domingo sua ameaça de bombardear usinas de energia da República Islâmica até a próxima terça-feira, a menos que o regime reabra o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Em tom desafiador, o Irã, que ainda não deu sinais de recuar, segue atacando alvos estratégicos ligados à Washington no Golfo, como duas usinas de energia e dessalinização de água no Kuwait, que foram alvos de drones nesse domingo.
“Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Abram essa porra de estreito, seus malucos, ou viverão no inferno”, acrescentou. O presidente já havia adiado duas vezes o prazo para o ataque. O último, feito no sábado, quando afirmou que Teerã poderia enfrentar o “inferno”, terminaria na segunda-feira.
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Ecoando suas contraditórias declarações sobre guerra, Trump, em entrevista à Fox News neste domingo, afirmou que poderia chegar a um acordo com o Irã até segunda-feira. Na entrevista, o presidente disse que, se o Irã não fechasse um acordo, ele estaria “considerando explodir tudo” e assumir o controle do petróleo iraniano. O republicano acrescentou que os iranianos que negociavam com Washington receberam anistia para continuar as conversas.
Em resposta às novas ameaças de Trump, Mohammad-Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, afirmou que as “ações imprudentes” do presidente americano “estão arrastando os EUA para o inferno na Terra” por seguirem “as ordens do [primeiro-ministro de Israel, Benjamin] Netanyahu”. “Não se enganem: vocês não ganharão nada com crimes de guerra. A única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e pôr fim a este jogo perigoso”, escreveu Ghalibaf no X.
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Nos últimos dias, Trump já se vangloriou de progressos diplomáticos com Teerã, embora o regime tenha negado que qualquer negociação direta tenha ocorrido, alegando apenas esforços de mediação realizados por intermediários. O governo iraniano reafirma que só aceitará um cessar-fogo sob “condições claras” para uma paz definitiva.
Ataques iranianos
Enquanto isso, o Irã — que, segundo a Inteligência americana, mantém metade de sua capacidade de lançamento de mísseis, contrariando a retórica de vitória do governo Trump — segue com sua retaliação contra alvos estratégicos no Golfo. A empresa Gulf Petrochemical Industries Company, do Bahrein, informou que um ataque de drone iraniano provocou incêndios em várias de suas unidades operacionais neste domingo. Além disso, a Bapco Energies, também do Bahrein, informou que um tanque de petróleo em uma de suas instalações de armazenamento pegou fogo após um ataque iraniano.
No Kuwait, autoridades afirmaram que ataques com drones iranianos causaram danos significativos a duas usinas de energia e dessalinização de água, forçando a paralisação das unidades de geração elétrica. A Kuwait Petroleum Corporation também informou que seu complexo petrolífero no distrito de Shuwaikh, na Cidade do Kuwait, foi alvo de drones iranianos, que provocaram um incêndio. Não houve vítimas em nenhum dos ataques, segundo a empresa e o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do Kuwait.
Em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, a fábrica petroquímica Borouge foi atingida por destroços resultantes de interceptações da defesa aérea, que causaram incêndios nas instalações. Também nos Emirados, as autoridades, que não especificaram a origem dos ataques, tiveram que lidar com um “incidente” no porto emiradense de Khor Fakkan, envolvendo projéteis desconhecidos.
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“O comandante relatou ter presenciado múltiplos respingos de projéteis desconhecidos, nas proximidades de seu navio porta-contêineres”, informou o centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) reivindicou a autoria dos ataques contra instalações de gás e petroquímicas ligadas aos Estados Unidos nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, e alertou que intensificaria os ataques contra interesses americanos caso os ataques à infraestrutura civil se repetissem. A IRGC também afirmou que uma refinaria de petróleo em Haifa, no norte de Israel, foi alvo dos ataques.
O exército ideológico iraniano justificou sua ação militar como uma resposta a uma ofensiva israelense contra um complexo petroquímico em Mahshahr, no sudoeste do Irã, e a um ataque a uma importante ponte nos arredores de Teerã.
Os ‘ultimatos’ de Trump
Em 21 de março, Trump disse que “atacaria e destruiria” usinas de energia, “começando pelas maiores”, se o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas. Dois dias depois, ele afirmou que houve “conversas muito boas e produtivas” entre os países e adiou a ofensiva contra a infraestrutura energética por cinco dias.
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Em 27 de março, Trump disse que adiaria o ataque às usinas de energia por 10 dias, “conforme solicitação do governo iraniano”, estendendo o prazo para 6 de abril. Com o prazo se aproximando, o republicano, no sábado, alertou que Teerã tinha “48 horas” antes que ele desencadeasse “o inferno”.
No dia 1º de abril , o presidente afirmou que Teerã havia solicitado um cessar-fogo aos Estados Unidos , acrescentando que só consideraria a proposta após o Irã reabrir o Estreito de Ormuz. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã negou essa alegação. Dois dias depois, Trump sugeriu que os EUA poderiam reabrir o Estreito “facilmente” se tivessem “um pouco mais de tempo”.
Neste domingo, em uma postagem repleta de palavrões, Trump reiterou a ameaça.
Na entrevista à Fox News, Trump ainda afirmou que os EUA enviaram armas às forças curdas com a intenção de armar manifestantes iranianos. A rede americana CNN noticiou, no mês passado, que os EUA estavam armando grupos curdos com o objetivo de fomentar um levante popular no Irã. Na ocasião, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, disse que “nenhum de nossos objetivos se baseia no apoio ao armamento de qualquer força específica”.
(Com AFP e New York Times)
Um barco de madeira com 105 pessoas, entre homens, mulheres e crianças, naufragou neste domingo (5) no Mar Mediterrâneo. Ele havia partido da Líbia no sábado e trazia imigrantes do país africano. 70 pessoas estão desparecidas até o fim desta manhã, segundo as ongs Mediterranea Saving Humans e Sea-Watch. Outras duas morreram e mais 32 foram resgatas por dois navios mercantes que desembarcaram na ilha italiana de Lampedusa.
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A embarcação de madeira virou durante a viagem. Um vídeo com imagens aéreas publicado pela Sea-Watch International nas redes sociais mostra o desespero dos tripulantes, agarrados ao casco, antes de serem resgatados.
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“Há apenas 4 dias, 19 corpos de mortos congelados foram trazidos para Lampedusa. Estas não são tragédias isoladas, mas sim um padrão de violência na fronteira com o objetivo de matar. Não esqueceremos os falecidos e não perdoaremos os políticos responsáveis”, publicou a Sea-Watch International, no X.
“Compartilhamos a dor dos sobreviventes, de suas famílias e entes queridos. Este último naufrágio não é um acidente trágico, mas sim a consequência de políticas governamentais europeias que se recusam a abrir rotas de acesso seguras e legais”, escreveu a Mediterranea Saving Humans, na mesma plataforma.
De acordo com a Organização Internacional para Migrações, desde o início de 2026, 683 migrantes morreram ou ainda estão desaparecidos em travessias pelo Mar Mediterrâneo.
Uma celebração de Páscoa terminou em tragédia na manhã deste domingo (5) na região de Schleswig-Flensburg, no norte da Alemanha. Três pessoas morreram após serem atingidas por uma árvore que caiu durante uma atividade de caça aos ovos em uma área de mata próxima a Satrup, no município de Mittelangeln, segundo informações da emissora NDR.
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Entre as vítimas estão uma mulher de 21 anos, sua filha de dez meses e uma adolescente de 16 anos. Uma jovem de 18 anos foi socorrida em estado grave. Crianças e adolescentes participavam da atividade no momento do acidente.
O caso ocorreu pouco depois das 11h (horário local), quando cerca de 50 moradores e funcionários de uma residência para idosos da região participavam da ação comunitária em uma área florestal próxima a Satrupholm. De acordo com a polícia, uma árvore de aproximadamente 30 metros caiu repentinamente, possivelmente devido a fortes rajadas de vento.
Vítimas foram atingidas durante atividade comunitária
Quatro pessoas ficaram presas sob a árvore. A adolescente de 16 anos e a mulher morreram ainda no local. O bebê chegou a ser levado de helicóptero a um hospital em Kiel, mas não resistiu aos ferimentos. A jovem de 18 anos também foi transportada de helicóptero para atendimento hospitalar, enquanto outras pessoas tiveram ferimentos leves.
Equipes de emergência e capelães prestaram apoio psicológico a participantes do evento, incluindo moradores da instituição de longa permanência envolvida na atividade.
O governo estadual de Schleswig-Holstein manifestou pesar pelo ocorrido. Em nota conjunta, o ministro-presidente Daniel Günther, a ministra do Interior Magdalena Finke e a ministra da Juventude e Família Aminata Touré afirmaram estar “profundamente abalados” com o acidente. Segundo eles, uma celebração marcada por convivência e alegria foi interrompida de forma abrupta por uma tragédia.
As autoridades também agradeceram a atuação dos serviços de resgate e desejaram força às famílias das vítimas e aos feridos.
A polícia segue investigando as circunstâncias da queda da árvore. Ainda não está claro se havia comprometimento estrutural no tronco ou qualquer tipo de sinalização de risco no local. Na ocasião, o Serviço Meteorológico Alemão havia emitido alerta para ventos fortes na região, com velocidades entre 55 km/h e 75 km/h, além de rajadas que poderiam chegar a 90 km/h em áreas mais expostas.
Um oficial da Força Aérea americana, cujo caça foi abatido no Irã na última sexta-feira, foi resgatado pelas forças de Operações Especiais dos Estados Unidos em uma missão arriscada, segundo anunciou o presidente Donald Trump em sua plataforma Truth Social neste domingo. O resgate ocorreu após uma dramática corrida contra o tempo entre as forças americanas e iranianas para alcançar o militar, um oficial de sistemas de armas, que se estendeu por quase 40 horas. Segundo Trump, não houve baixas americanas e o oficial foi resgato com “ferimentos, mas ficará bem”.
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O Irã atingiu o jato na última sexta-feira, no sudoeste do país, tornando-se o primeiro caso conhecido de uma aeronave de combate americana abatida em território hostil desde o início da guerra, há mais de um mês. Foi um revés de grande repercussão para o governo Trump, que repetidamente buscou demonstrar a supremacia aérea americana no conflito.
Os dois tripulantes do avião, um F-15E Strike Eagle, conseguiram ejetar-se, segundo as autoridades militares americanas. O piloto foi resgatado horas depois, e as autoridades iniciaram uma busca urgente pelo outro tripulante.
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As autoridades iranianas chegaram a prometer uma recompensa pela captura do oficial americano. A televisão estatal iraniana, por exemplo, convocou moradores a capturar o “piloto inimigo” vivo e entregá-lo ao Exército ou à polícia local, oferecendo uma recompensa de US$ 60 mil (cerca de R$ 310 mil).
Como se desenrolaram os esforços de resgate?
No final de sábado, comandos da Equipe 6 dos SEALs, a unidade de elite da Marinha americana, resgataram o oficial de sistemas de armas em uma operação que envolveu centenas de soldados de operações especiais e outros militares atuando em território inimigo, de acordo com autoridades dos EUA.
Após ejetar-se do F-15E, o oficial escondeu-se numa fenda nas montanhas iranianas. Ele conseguiu escapar das forças iranianas por mais de 24 horas, chegando a escalar uma crista de 2.100 metros, segundo uma autoridade militar dos EUA. Inicialmente, ainda de acordo com a fonte, os EUA desconheciam sua localização, mas a CIA encontrou seu esconderijo.
Aeronaves americanas lançaram bombas e abriram fogo contra comboios iranianos para mantê-los afastados do local onde o aviador estava escondido. Comandos americanos também dispararam suas armas para manter as forças iranianas longe do local do resgate enquanto estas convergiam para o aviador, mas não entraram em confronto armado com os iranianos.
“Este bravo guerreiro estava atrás das linhas inimigas nas traiçoeiras montanhas do Irã, sendo caçado por nossos inimigos, que se aproximavam cada vez mais a cada hora”, disse Trump no Truth Social.
Auxílio de Israel
Uma autoridade da Segurança israelense disse à agência Reuters que Israel forneceu apoio de inteligência a Washington para a operação, interrompendo seus próprios ataques na área para facilitar a missão.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou Trump pela operação, afirmando que ela “reforça o princípio sagrado: ninguém é deixado para trás”.
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— Este é um valor compartilhado, demonstrado repetidas vezes na História de nossos dois países — disse o premier. — Todos os israelenses se alegram com o incrível resgate de um bravo piloto americano pelos destemidos guerreiros da América. Isso prova que, quando as sociedades livres reúnem sua coragem e sua determinação, elas podem enfrentar obstáculos aparentemente insuperáveis ​​e vencer as forças das trevas e do terror.
Mortos na operação
Trump saudou o resgate como prova de que as defesas iranianas haviam sido gravemente danificadas, senão destruídas. “O fato de termos conseguido realizar ambas as operações sem que um único americano fosse morto ou sequer ferido prova, mais uma vez, que alcançamos domínio e superioridade aérea esmagadores sobre o espaço aéreo iraniano”, escreveu ele.
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Segundo fontes iranianas, três membros da Guarda Revolucionária Iraniana foram mortos durante a operação de resgate.
Além disso, a agência Tasnim informou que os ataques durante a operação de resgate deixaram cinco mortos, sem especificar se eram civis ou militares. “Cinco pessoas foram martirizadas durante o ataque na região de Kuh-e Siah”, na província de Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, escreveu a agência, citando uma autoridade provincial.
Três aeronaves americanas abatidas
O comando central do Exército iraniano, Jatam al Anbiya, afirmou que, durante a operação de resgate das Forças Armadas dos EUA neste domingo, três aeronaves americanas “foram atingidas” e ficaram “em chamas”, acrescentando que a missão de Washington “fracassou”.
Destroços e restos de aeronaves alvejadas no centro do Irã
AFP/Guarda Revolucionária do Irã via Sepah News
— Os esforços desesperados do inimigo para resgatar seu piloto de caça abatido fracassaram graças às bênçãos e à assistência divina de Deus Todo-Poderoso, bem como às ações oportunas e às operações conjuntas das forças iranianas — disse Khatam al-Anbiya, porta-voz do Jatam al Anbiya.
A mídia estatal exibiu imagens de destroços carbonizados espalhados em uma área desértica, ainda com fumaça.
(Com New York Times)
O astronauta Victor Glover, de 49 anos, tornou-se assunto nas redes sociais após um momento inesperado durante a transmissão ao vivo da missão Artemis II. Imagens exibidas pela NASA mostraram o piloto usando apenas shorts enquanto realizava sua higiene pessoal dentro da espaçonave Orion, a caminho da Lua.
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O episódio ocorreu após uma sessão de exercícios, rotina comum em voos espaciais. Na gravação, Glover aparece utilizando uma “toalha higiênica”, semelhante a lenços umedecidos, quando o Centro de Controle da Missão, em Houston, interrompeu a transmissão ao perceber que o enquadramento exibia mais do que o previsto.
Veja:
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Reação imediata nas redes
Apesar do corte, o trecho rapidamente se espalhou online e ultrapassou meio milhão de visualizações. A repercussão foi marcada por comentários bem-humorados e elogios à forma física do astronauta, que acabou apelidado por internautas de “Buff Lightyear”, em referência ao personagem Buzz Lightyear de Toy Story.
Usuários destacaram o preparo físico de Glover e reagiram com ironia ao flagra. Em uma das publicações, uma espectadora comentou que o astronauta estava “em ótima forma” e sugeriu que ele continuasse se exercitando. Outro internauta brincou com a famosa frase sobre conquistas espaciais, adaptando-a para o contexto físico. Houve ainda quem fizesse piadas sobre o fato de ele ser casado, misturando humor e admiração.
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Nasa
Durante a transmissão, a operadora do controle da missão, Christina Birch, comunicou à tripulação que as imagens haviam sido retiradas do ar. O comandante Reid Wiseman respondeu de forma cordial, afirmando compreender a decisão e destacando que não havia problema com a exposição.
Victor J. Glover
Divulgação/Administração Nacional da Aeronáutica no Espaço (Nasa)
Glover, capitão da Marinha dos Estados Unidos e astronauta desde 2013, também faz história na missão ao se tornar o primeiro homem negro a integrar uma viagem tripulada rumo à Lua. Ele é casado com Dionna Glover e pai de quatro filhas.
A missão Artemis II é acompanhada com entusiasmo por veteranos da exploração espacial, como Buzz Aldrin, hoje com 96 anos. Segundo o cineasta Steven Barber, Aldrin demonstrou emoção ao ver o retorno de missões tripuladas ao entorno lunar, classificando o momento como um avanço esperado há décadas.
Os astronautas da missão Artemis II contemplaram partes da Lua nunca antes vistas por nenhum ser humano, informaram neste domingo membros da tripulação, à medida que a nave Orion ultrapassou dois terços do trajeto rumo ao aguardado sobrevoo lunar.
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Quando foram dormir nas primeiras horas do dia, ao fim do quarto dia da missão de dez dias, eles estavam a quase 200.000 milhas (321.869 quilômetros) da Terra e a cerca de 82.000 milhas da Lua, segundo dados da Nasa.
A agência espacial divulgou uma imagem capturada pela tripulação que mostra a Lua à distância, com destaque para a bacia Oriental.
“Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista por olhos humanos”, afirmou a Nasa.
Cratera inédita e lado oculto impressionam tripulação
Em conversa ao vivo com crianças canadenses, a astronauta Christina Koch afirmou que um dos momentos mais marcantes foi observar essa formação, às vezes chamada de “Grand Canyon” da Lua.
“É muito característica e nenhum olho humano havia visto esse cratera até hoje, realmente, quando tivemos o privilégio de vê-lo”, disse.
A tripulação também teve a primeira visão do lado oculto da Lua.
“Ontem à noite tivemos nossa primeira visão do lado oculto da Lua, e foi absolutamente espetacular”, afirmou Koch.
Segundo John Honeycutt, diretor do programa do Sistema de Lançamento Espacial da Nasa, partes observadas agora só haviam sido registradas por sondas.
“No extremo esquerdo é possível ver características da Lua que não haviam sido vistas por olhos humanos até ontem”, explicou.
Missão entra em fase decisiva com aproximação da Lua
O próximo marco está previsto entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, quando a Orion entrará na chamada esfera de influência lunar, ponto em que a gravidade da Lua passa a predominar sobre a da Terra.
Se tudo ocorrer como planejado, os astronautas poderão se tornar os humanos que viajaram mais longe da Terra na história.
A tripulação — formada pelos americanos Christina Koch, Reid Wiseman e Victor Glover, além do canadense Jeremy Hansen — também realizou testes de pilotagem manual e revisou o plano de sobrevoo, incluindo os pontos geológicos que serão estudados e fotografados.
Rotina inclui testes, fotos e contato com a família
Antes das atividades, os astronautas começaram o dia com ovos mexidos e café e acordaram ao som de “Pink Pony Club”, sucesso de Chappell Roan.
“A moral a bordo é alta”, disse o comandante Reid Wiseman ao controle da missão em Houston.
Wiseman destacou ainda o momento em que conseguiu falar com suas filhas do espaço.
“Estamos aqui em cima, tão longe, e por um momento voltei a me reunir com minha pequena família”, afirmou. “Foi simplesmente o maior momento de toda a minha vida”.
Os astronautas receberam treinamento em geologia para identificar formações como fluxos de lava e crateras de impacto. A missão oferece uma perspectiva diferente das viagens Apollo, que voavam a cerca de 70 milhas da superfície lunar.
A Artemis II, por sua vez, passará a pouco mais de 4.000 milhas, permitindo observar a Lua como um todo, incluindo regiões próximas aos polos.
Missão abre caminho para presença permanente na Lua
A tripulação tem registrado imagens com câmeras e até smartphones, recentemente autorizados pela Nasa. Entre os registros já divulgados está uma imagem completa da Terra vista do espaço.
A missão integra um plano de longo prazo para estabelecer uma presença humana contínua na Lua e preparar futuras viagens a Marte.
Mesmo diante da complexidade técnica, a experiência mantém um componente emocional para os astronautas.
“Isso simplesmente me faz sentir como uma criança pequena”, disse Hansen ao descrever a sensação de flutuar no espaço.
Durante a Semana Santa, fiéis cristãos costumam lotar as ruas da Cidade Velha de Jerusalém. Este ano, porém, foi diferente. Os locais religiosos mais importantes do Oriente Médio estavam praticamente vazios devido à guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Os países do Golfo também foram seriamente afetados pela drástica queda no número de turistas internacionais.
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“Jerusalém sem peregrinos é incompleta. Um lugar de vida, mas sem vida neste momento”, diz o cardeal italiano Pierbattista Pizzaballa, administrador apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém.
No Domingo de Ramos, a polícia israelense o impediu de entrar e celebrar a missa na Igreja do Santo Sepulcro por “razões de segurança”, alegando a guerra no Irã. A missa é celebrada todos os anos diante de centenas de fiéis que vêm de todo o mundo à Cidade Velha para refazer os últimos passos de Jesus. Este ano, havia apenas silêncio e uma forte presença militar.
A guerra no Irã colocou todo o Oriente Médio em alerta máximo. Embora certamente não seja a primeira vez que bombas e balas dominam a região, nunca antes tantos países foram alvos de mísseis e drones. O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã não só desencadeou uma crise energética global, com a disparada dos preços dos combustíveis, como também impactou severamente o turismo na região, um fato que se torna ainda mais evidente durante esta Semana Santa, um período crucial para os cristãos.
“Durante a Semana Santa, o Domingo de Ramos é um dos eventos mais festivos e coloridos, pois é uma procissão que começa no Monte das Oliveiras, com pessoas caminhando e carregando ramos de palmeira. E depois há a solenidade das procissões, com grupos carregando cruzes. Tudo isso desapareceu”, diz Antonio Pita, correspondente do jornal “El País” em Jerusalém.
Devido aos bombardeios que o Irã vem realizando contra alvos israelenses, os três principais locais sagrados de Jerusalém estão sob rígidas medidas de segurança. Além da Igreja do Santo Sepulcro, o acesso ao Muro das Lamentações e ao Monte do Templo também foi fechado.
O cardeal Pierbattista Pizzaballa em ruas de Jerusalém, no Domingo de Páscoa
Marco Longari / AFP
E não é só Jerusalém. Outras cidades sagradas, como Nazaré e Belém, viram uma redução significativa no turismo. Belém, localizada em território palestino, já sofria bastante com a falta de visitantes devido à guerra em Gaza, e esse novo conflito agravou ainda mais a situação. Países europeus e asiáticos, assim como os Estados Unidos, alertaram os viajantes para não viajarem para a região, causando uma onda de cancelamentos no último mês.
“O setor de viagens global está passando por uma drástica reconfiguração. A escalada do conflito gerou ondas de choque que estão afetando tanto a logística quanto a percepção de segurança para viajantes internacionais”, diz Tito Alegría, diretor executivo da ProTurismo, ao El Comercio.
“O impacto para estes dias da Semana Santa já está sendo avaliado e é severo. Os relatórios atuais indicam que Jerusalém, Belém e Nazaré parecem praticamente vazias, sem a presença habitual de peregrinos ou as tradicionais grandes procissões”, acrescentou.
Segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), a guerra no Irã está custando ao Oriente Médio cerca de 600 milhões de dólares por dia, valor que representa os gastos de turistas internacionais com hospedagem, transporte e consumo.
Impacto também em outros países
E essa crise afeta não apenas Israel e os territórios palestinos, mas também os demais países do Golfo Pérsico impactados pela guerra. Os Emirados Árabes Unidos, o Catar, o Bahrein e a Arábia Saudita sofreram ataques que colocaram em risco o valor estratégico que essas monarquias vêm cultivando há décadas: estabilidade e segurança.
“Destinos como Dubai, Catar e Bahrein, que até recentemente eram comercializados como ‘zonas de amortecimento’ seguras e paraísos fiscais para investimentos, agora enfrentam um cenário em que vários ministérios das Relações Exteriores europeus recomendam evitar viagens não essenciais para a região”, afirma Alegría.
Para Gloria Guevara, presidente do WTTC, a recuperação é mais lenta quando há incerteza e a confiança dos viajantes é afetada.
“O Oriente Médio conecta leste e oeste, sul e norte. Embora receba apenas 5% dos viajantes internacionais, conecta 14%”, disse ela à CNN.
O Aeroporto Internacional de Dubai, por exemplo, é um dos mais movimentados do mundo, com milhares de voos de todos os continentes fazendo conexão ali. Dubai, Abu Dhabi, Doha e Bahrein, juntos, recebem cerca de 526 mil passageiros por dia.
Como Alegría destaca, a instabilidade no Oriente Médio está forçando uma mudança drástica no turismo, já que “uma grande parcela de viajantes internacionais com orçamentos está buscando ativamente destinos percebidos como estáveis, pacíficos e distantes da zona de conflito”.
Na verdade, não é que os turistas estejam parando de viajar, mas sim mudando seus destinos, optando por lugares que consideram mais seguros, mais acessíveis ou mais previsíveis. O turismo não está desaparecendo; está simplesmente se transformando.
Segundo dados analisados ​​pela Civitatis, plataforma online de reservas de visitas guiadas, os turistas estão priorizando o eixo Atlântico: Europa Ocidental, com destinos tradicionais como Espanha, Itália, França e Portugal; e as Américas, especialmente o Caribe.
Para Alegría, essa situação pode ser aproveitada pelo Peru: “Nesse cenário, nosso país tem uma janela de oportunidade inestimável. Consolidar a imagem do Peru como um destino seguro, com uma oferta cultural e gastronômica de classe mundial, nos permite capturar essa demanda redirecionada. Para quem opera serviços turísticos de alto impacto, como passeios pelo centro histórico de Lima, este é o momento ideal para garantir padrões que fidelizem esse viajante exigente”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que o aviador resgatado em território iraniano está “gravemente ferido”. Horas antes, Trump havia anunciado que o segundo piloto do caça F-15E abatido no Irã havia sido resgatado “são e salvo”, em uma operação que classificou como uma das “mais audaciosas da história” do país.
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A aeronave americana, um caça-bombardeiro, havia caído no sudoeste do Irã na sexta-feira. O exército iraniano afirma ter abatido o aparelho, cujos dois ocupantes se ejetaram em pleno voo.
As forças armadas do Irã também afirmaram neste domingo que três aeronaves militares dos Estados Unidos foram abatidas durante a operação de resgate do piloto. A mídia estatal iraniana divulgou imagens de destroços queimados em uma área desértica, de onde ainda saía fumaça.
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Autoridades militares iranianas também contradisseram Trump, sobre o sucesso da ação, dizendo que a operação de resgate “fracassou completamente”.
“A suposta operação de resgate do exército americano, planejada como uma missão de engano e fuga em um aeroporto abandonado no sul de Isfahan sob o pretexto de recuperar o piloto de um avião abatido, foi completamente frustrada”, declarou Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do comando central militar iraniano.
O primeiro piloto do caça abatido foi resgatado pouco depois da queda por forças especiais americanas. O segundo permaneceu desaparecido por mais tempo, enquanto autoridades iranianas chegaram a prometer recompensa por sua captura.
“NÓS O TEMOS! Meus compatriotas americanos, nas últimas horas as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais audaciosas da história do nosso país, para um de nossos incríveis membros da tripulação, que também é um coronel muito respeitado”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Tenho grande satisfação em informar que agora está SÃO E SALVO”, acrescentou.
A baleia jubarte encalhada no Mar Báltico, no norte da Alemanha, segue viva neste domingo (5), mas permanece em estado crítico após quase duas semanas desde o início das operações. Segundo a cobertura ao vivo da emissora alemã NDR, o quadro do animal não apresentou mudanças significativas em relação ao dia anterior, mantendo o cenário de incerteza.
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De acordo com o Ministério do Meio Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a baleia continua presa em águas rasas no lago Kirchsee, próximo à ilha de Poel. Para aliviar o sofrimento, equipes mantêm aspersores que lançam água do Mar Báltico sobre o corpo do animal, ajudando a reduzir sua temperatura e protegendo a pele já comprometida.
O ministro Till Backhaus afirmou que os dados coletados indicam diferença significativa de temperatura entre áreas irrigadas e não irrigadas do corpo da baleia, o que reforça a importância da medida paliativa. Amostras de água também começaram a ser coletadas para entender melhor o impacto da baixa salinidade no estado do animal.
Decisão adiada e novos exames previstos
Segundo a NDR, uma decisão sobre eventuais novas medidas foi adiada e deve ser tomada apenas na terça-feira (7), após consulta a especialistas internacionais e veterinários. Até lá, a orientação é manter o monitoramento contínuo e evitar intervenções que possam aumentar o estresse do animal.
Os fortes ventos registrados nos últimos dias chegaram a dificultar as operações, obrigando a reposicionar os equipamentos usados para manter a baleia hidratada. Ainda assim, autoridades afirmam que a vigilância segue ininterrupta.
Ferimentos e agravamento do quadro
A queda do nível da água revelou novos ferimentos no corpo da baleia, que não eram visíveis anteriormente. Segundo Backhaus, há indícios de lesões possivelmente causadas pela hélice de uma embarcação, além de marcas associadas a redes de pesca.
Especialistas destacam que o estado exato do animal ainda não pode ser determinado, já que não é possível realizar exames internos. Há suspeitas de infecção ou danos a órgãos, o que pode explicar a debilidade prolongada.
Sem resgate, operação entra em fase final
As tentativas de resgate foram oficialmente encerradas na última quarta-feira, após avaliação de que as chances de sucesso eram mínimas. Autoridades e cientistas passaram, desde então, a priorizar o bem-estar do animal, evitando intervenções consideradas invasivas.
Apesar disso, a situação continua mobilizando a população local. Segundo a NDR, manifestações foram realizadas em Wismar, com moradores cobrando novas alternativas para salvar a baleia ou ao menos garantir um desfecho menos doloroso.
O ministro do Meio Ambiente rejeitou a possibilidade de eutanásia, afirmando que o animal deve ser mantido sob cuidados até o fim. Uma zona de exclusão de 500 metros foi estabelecida ao redor da área para evitar interferências externas.
Preparativos e investigação científica
Paralelamente, autoridades já se preparam para um possível desfecho fatal. Um navio de pesquisa foi enviado para analisar o fundo do mar, visando facilitar a eventual remoção do corpo. A carcaça deverá ser levada para Stralsund, onde passará por autópsia.
O esqueleto poderá ser preservado pela Universidade de Rostock para fins científicos e educativos, contribuindo para o estudo de encalhes e conservação de mamíferos marinhos.
O que se sabe até agora
A baleia jubarte não é uma espécie típica do Mar Báltico, ambiente considerado desfavorável devido à baixa salinidade, menor disponibilidade de alimento e ausência de outros indivíduos da mesma espécie. Esses fatores podem comprometer sua orientação e saúde.
O animal foi visto pela primeira vez na região em 3 de março e, desde então, passou por uma sequência de deslocamentos e encalhes. Após conseguir nadar livremente em alguns momentos, voltou a ficar preso em áreas rasas, o que agravou seu estado ao longo dos dias.
Especialistas apontam que a baleia pode ter se perdido ao seguir cardumes de peixes ou devido à desorientação causada por ruídos subaquáticos. Há também indícios de que tenha se envolvido com redes ou cordas, o que pode ter contribuído para os ferimentos.
Mesmo sendo capaz de sobreviver semanas sem se alimentar, o animal apresenta sinais claros de debilidade, agravados por possíveis lesões e pelo ambiente hostil.
Neste momento, segundo a cobertura da NDR, o caso segue sem definição. A decisão sobre os próximos passos — inclusive se haverá alguma nova tentativa de intervenção — deve ser tomada nos próximos dias, enquanto a baleia permanece sob monitoramento constante.
Na guerra na Faixa de Gaza e em seus confrontos recentes com o Irã, Israel passou a utilizar inteligência artificial para aperfeiçoar seu sistema de alerta precoce contra mísseis, tornando os avisos mais precisos e menos abrangentes.
A mudança altera diretamente a rotina da população, que passou a enfrentar menos interrupções, embora o risco continue constante.
Durante o conflito de doze dias com o Irã, em junho do ano passado, sirenes eram acionadas em toda a cidade sempre que um míssil era detectado, obrigando moradores a correr para abrigos várias vezes ao dia.
Agora, os alertas são mais sofisticados e localizados, graças ao uso de IA.
Alertas deixam de ser gerais e passam a ser ultralocalizados
Sarah Chemla, mãe de 32 anos que teve seu segundo filho em um bunker subterrâneo em Tel Aviv durante a guerra de 2025, relata a mudança.
— Passamos menos tempo nos abrigos, embora o estresse continue — afirma.
Segundo ela, o sistema anterior acionava alarmes para toda a cidade, independentemente do ponto de impacto.
— Antes, os alarmes soavam em todo Tel Aviv cada vez que um míssil se dirigia à área — explicou à AFP: — Agora os alertas são ultralocalizados. Se um projétil se dirige ao sul da cidade, recebo apenas um pré-alerta e já não preciso acordar meus filhos.
Desde 28 de fevereiro, quando ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã desencadearam a atual guerra no Oriente Médio, o país voltou a viver sob constante alerta. Ainda assim, segundo moradores, a nova tecnologia permite noites menos interrompidas.
IA analisa milhares de dados para prever impacto
A modernização do sistema foi impulsionada pela capacidade da inteligência artificial de prever onde os projéteis devem cair.
Desde o ataque de 7 de outubro de 2023 do Hamas, mais de 60 mil mísseis, foguetes e drones foram lançados contra Israel, segundo o ex-comandante da defesa aérea Ran Kochav.
“Cada lançamento foi objeto de uma análise completa (…) que incorpora todas as suas características: trajetória, tempo, meteorologia, ângulo de lançamento e assinatura de radar”, afirmou.
Esses dados são processados por sistemas que utilizam IA para estimar o ponto de impacto e acionar alertas apenas nas áreas sob risco.
A empresa Elbit Systems também implementou o sistema SkyEye, segundo a imprensa local.
— A IA coleta milhões de dados e realiza o que se conhece como fusão de dados — explicou Yehoshua Kalisky, pesquisador do Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS) de Tel Aviv.
País passou de 25 para 1.700 zonas de alerta
A evolução tecnológica também ampliou a divisão territorial dos alertas.
Durante a guerra de 2006 com o Hezbollah, Israel tinha apenas 25 zonas de alerta. Hoje, esse número chega a 1.700, segundo fonte do Comando da Retaguarda.
As principais cidades foram subdivididas em áreas menores, o que evita que milhões de pessoas precisem buscar abrigo sem necessidade.
App com mais de 4 milhões de usuários envia alertas em tempo real
A principal ferramenta de comunicação com a população é um aplicativo que envia notificações geolocalizadas em tempo real.
A plataforma já foi baixada em mais de quatro milhões de celulares e se tornou essencial na rotina de civis em meio à guerra.
Para especialistas, o uso de inteligência artificial não elimina o risco, mas redefine a forma como a população convive com ele — com mais precisão e menos interrupções, mesmo sob ameaça constante

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