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A reconstrução da emblemática Catedral da Dormição e de seu mosteiro adjacente, danificados em um ataque da Rússia à capital ucraniana, Kiev, pode levar cerca de dois anos, afirmou seu diretor nesta terça-feira. Um bombardeio russo com 611 drones e 70 mísseis matou, na manhã de segunda-feira, pelo menos 11 pessoas em toda a Ucrânia e provocou um incêndio no Mosteiro Ortodoxo das Cavernas de Kiev, um dos mais importantes do país.
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— Segundo as estimativas de nossos especialistas, supondo que tudo corra bem, os trabalhos de restauração e renovação podem durar cerca de dois anos — disse Maksim Ostapenko, diretor do complexo monástico, durante uma entrevista coletiva realizada no local.
Segundo ele, os danos ao mosteiro foram avaliados em cerca de 500 milhões de hryvnias (aproximadamente R$ 56 milhões), de acordo com uma estimativa preliminar que será detalhada nos próximos dias.
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A coletiva ocorreu ao lado dos restos do telhado da catedral, parcialmente queimado, e de uma cruz dourada.
Bombeiros ucranianos trabalham no telhado da Catedral da Dormição danificada, no complexo ortodoxo de Kiev-Pechersk Lavra, após um ataque russo com mísseis e drones em Kiev, em 15 de junho de 2026, em meio à invasão russa da Ucrânia
TETIANA DZHAFAROVA / AFP
A Catedral da Dormição havia sido quase totalmente destruída durante a Segunda Guerra Mundial, e sua reconstrução só foi realizada na década de 1990.
Uma equipe de trabalhadores já começou a construir uma nova cobertura para proteger o edifício e sua coleção de ícones religiosos.
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O Mosteiro das Cavernas de Kiev, conhecido por suas cúpulas douradas, está inscrito na lista de Patrimônio Mundial da Unesco.
Na segunda-feira, a Unesco condenou os ataques atribuídos por Kiev à Rússia que provocaram um incêndio na Catedral da Dormição. Em publicação na rede X, a agência da ONU afirmou que o ataque causou “danos significativos” tanto no exterior quanto no interior da catedral.
“A Unesco condena ataques contra bens culturais, instituições educacionais, estudantes, profissionais da educação e profissionais da mídia protegidos pelo direito internacional”, declarou a organização.
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O complexo remonta ao século XI e tem grande importância para os cristãos ortodoxos tanto da Ucrânia quanto da Rússia.
— Estamos estudando a possibilidade de retomar as visitas às instalações do Mosteiro das Cavernas de Kiev (…) porque a vida deve continuar — afirmou Ostapenko.
Acabar com a guerra no Líbano e em todos os demais fronts é “a questão mais importante” do acordo entre o Irã e os Estados Unidos, disse nesta terça-feira o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi. Anunciado com entusiasmo pelo presidente Donald Trump no domingo, o memorando de entendimento entre Washington e Teerã que pretende acabar com a guerra, no entanto, deixa muitas questões sobre o Líbano sem respostas.
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— Do nosso ponto de vista, há duas partes neste memorando: de um lado, Estados Unidos e Israel e, do outro, Irã e Hezbollah — disse Araghchi em entrevista coletiva. — Esta é, talvez, a questão mais importante do memorando: a declaração de um fim imediato e permanente da guerra em todos os fronts, incluindo o Líbano. Pôr fim à guerra no Líbano é parte inseparável do fim completo da guerra.
No domingo, antes de Washington e Teerã anunciarem o acordo provisório, Israel voltou a atacar a capital libanesa — disparos que Trump citou como “pequenos e sem importância”. Já na segunda, novos ataques deixaram uma pessoa morta no Líbano. Autoridades militares em Israel se recusaram a comentar o caso, enquanto um membro do Hezbollah pediu, em declaração ao New York Times, que moradores do sul libanês adiassem qualquer retorno para suas casas até que estivesse claro que os ataques seriam encerrados.
Em notas oficiais, autoridades israelenses criticaram os termos negociados por aliados americanos, antecipando que suas Forças Armadas não irão se retirar do Líbano ou de outros territórios sobre os quais avançaram desde o ataque terrorista do Hamas, em outubro de 2023. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que Israel atacará o Irã com “grande força” caso Teerã responda aos ataques israelenses no Líbano, enquanto o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, classificou o acordo como “ruim para Israel”.
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A guerra foi iniciada em 28 de fevereiro após ataques coordenados entre EUA e Israel contra o Irã. O Líbano foi arrastado para o conflito quando, em 2 de março, o Hezbollah começou a lançar mísseis contra o território israelense em solidariedade ao Irã. Israel respondeu com uma campanha em larga escala de ataques aéreos, uma invasão terrestre e a destruição de diversas localidades no país. Ao todo, cerca de 3,7 mil pessoas morreram no Líbano e mais de 1 milhão foram deslocadas.
— Sem uma retirada das forças israelenses dos territórios que ocuparam neste conflito, o acordo não estará completo — disse Araghchi. — Qualquer ataque por parte do regime sionista contra o Líbano, de agora em diante, e a ocupação contínua de territórios libaneses a partir de agora serão considerados uma violação do memorando de entendimento.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, comemorou a inclusão do país na trégua e disse esperar sua implementação definitiva, enquanto o presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, agradeceu a Washington e Teerã pela “insistência em incluir uma cláusula essencial e vinculante sobre o fim da agressão israelense contra o Líbano”. O Hezbollah não reivindicou, nas últimas horas, novos ataques.
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As informações que circulam sobre o memorando, porém, não mencionam nada sobre uma retirada israelense do sul do Líbano. Israel controla uma faixa de território libanês ao longo de sua fronteira, e o Hezbollah enviou reforços ao sul do rio Litani após o início da guerra. Segundo Karim Bitar, professor de Oriente Médio na Universidade Sciences Po de Paris, trata-se da maior invasão israelense no Líbano desde a retirada de Israel do país, em 2000.
— O acordo não parece envolver Israel, o que, no momento, significa que não é parte do pacto. Dezenas de milhares de soldados israelenses estão no sul do Líbano, onde ocupam posições fixas — disse Bitar à AFP. — [Ao mesmo tempo,] o Irã não parece ter se comprometido a acabar com seu apoio e financiamento ao Hezbollah.
Para o especialista militar Riad Kahwaji, “o Hezbollah não aceitará abrir mão das armas e a crise se prolongará”. Ele antecipa que isso pode levar à instabilidade política, “especialmente agora que o Hezbollah considera que, por meio do Irã, saiu vitorioso com este acordo”.
Líbano e Israel iniciaram negociações diretas em Washington em abril para acabar com as hostilidades e desvincular o Líbano da guerra regional. Uma nova rodada de conversas está programada para este mês. O premier libanês, Nawaf Salam, disse que seu país intensificará os esforços nas negociações “para assegurar a plena retirada israelense”.
— O Líbano pode se ver novamente como bode expiatório que paga o preço tanto da inexperiência americana, do cinismo iraniano e da soberba israelense — advertiu Bitar.
O acordo entre Irã e Estados Unidos deve ser assinado na sexta‑feira na Suíça. A partir daí, entrará em vigor um cessar-fogo de pelo menos 60 dias destinado a criar condições para negociações técnicas sobre os temas que continuam sem solução. O governo iraniano será representado pelo principal negociador do país e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, confirmou nesta terça‑feira o vice‑chanceler Majid Takht Ravanchi. Ele também revelou que os Estados Unidos serão representados pelo vice‑presidente JD Vance.
(Com AFP)
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que Washington poderá em breve reimpor sanções contra o petróleo da Rússia, em um momento em que líderes ocidentais buscam aumentar a pressão sobre Moscou em resposta à invasão da Ucrânia. A declaração do presidente americano aconteceu durante a cúpula do G7, que reúne líderes das maiores economias do Ocidente e convidados em Evian, na França — que tem como um tema central o conflito em território europeu.
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— Em breve poderemos fazer isso, já que o petróleo está fluindo [pelo Estreito de Ormuz] — disse Trump, fazendo menção a isenção de sanções sobre a produção russa durante a instabilidade no Oriente Médio provocada pela guerra com o Irã, que irritou líderes europeus.
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O presidente americano retornou à Casa Branca com a promessa de encerrar o maior conflito em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial rapidamente. Como mediador, porém, ficou marcado ainda nos primeiros meses de mandato por ter uma postura vista pelos próprios aliados como pró-Rússia — o que ficou ainda mais ressaltado após uma discussão com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, em visita a Washington. Ele voltou a falar na necessidade de um acordo diplomático para encerrar o conflito.
— A Rússia deveria fazer um acordo. A Rússia perdeu um número enorme de pessoas, assim como a Ucrânia. No mês passado, eles perderam 35 mil soldados entre os dois países. Isso é em média mensal. A média era de 25 mil pessoas, a maioria soldados, jovens, pessoas bonitas, e é uma loucura o que está acontecendo lá — disse Trump, revelando que manteve contato com o presidente russo, Vladimir Putin, no domingo.
Líderes europeus reunidos na França instaram Trump a sediar negociações entre Zelensky e Putin, enquanto o presidente americano pontuou a “forte antipatia” existente entre as duas lideranças como um fator que dificulta um encontro. Comprometeu-se, porém, a fazer o que estivesse “ao alcance”.
As discussões acontecem um dia após a Rússia lançar um ataque aéreo massivo contra a Ucrânia, que atingiu a Catedral da Dormição em Kiev, uma ofensiva com 70 mísseis e 611 drones que matou onze pessoas e foi condenado pela Unesco como um crime contra o patrimônio histórico e cultural. Zelensky pediu que o G7 respondesse ao ataque ainda na segunda-feira.
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Conversas diretas
O presidente ucraniano e o americano tiveram uma reunião já nesta terça-feira e devem se encontrar ao menos mais uma vez durante o evento na França — para o qual Zelensky foi convidado pelo líder francês, Emmanuel Macron, que participou do primeiro contato direto entre ambos.
Embora microfones tenham captado uma conversa entre Macron e Zelensky, na qual o presidente da França afirma que teve “conversas difíceis” com o americano, o líder da Ucrânia compartilhou algumas impressões positivas sobre o diálogo com Trump. Ele afirmou que o republicano se mostrou “muito otimista” de que podem ajudar Kiev com mísseis — a Ucrânia pressiona por uma autorização para a produção local de mísseis Patriot.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fotografado ao lado do líder francês, Emmanuel Macron
Ludovic Marin/AFP
“As prioridades são claras: mais mísseis de defesa aérea, juntamente com licenças para produzi-los, um pacote de apoio para o inverno e o aumento da pressão sobre a Rússia. É importante ressaltar que os EUA estão prontos para fornecer apoio em todas essas frentes de atuação”, escreveu Zelensky em uma publicação nas redes sociais, agradecendo o apoio dos líderes do G7 para pressionar Moscou a aceitar a paz. “É fundamental que tudo o que foi discutido seja implementado. A Rússia precisa entender que sua guerra jamais será normalizada. Agradeço a todos que estão ajudando”.
O presidente ucraniano também fez um apelo para que o processo de adesão do país à União Europeia seja acelerado, afirmando que a Rússia “encontrará uma maneira de bloquear o caminho” se não houver agilidade neste sentido. (Com AFP)
A Polícia Federal dos EUA (FBI, na sigla em inglês) frustrou o que vem sendo investigado como um possível atentado durante o UFC Freedom 250, evento de MMA realizado no último domingo no jardim da Casa Branca a pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, e que contou com a presença do mandatário na plateia. O anúncio foi feito pelo diretor do FBI, Kash Patel, nesta terça-feira.
“Em 10 de junho, o FBI e nossos parceiros das forças de segurança tomaram conhecimento de uma possível ameaça ao evento”, escreveu Patel em uma publicação na rede social X, citando “indivíduos de fora da região da capital”. “Graças à rápida atuação do FBI, de nossos parceiros e do Departamento de Justiça em uma operação realizada em vários estados, diversos indivíduos estão agora sob custódia, e os supostos ataques planejados foram completamente impedidos”.
O diretor compartilhou na mesma publicação uma matéria da Fox News sobre o caso, que aponta que cinco pessoas foram detidas até segunda-feira, enquanto autoridades teriam revelado que 23 teriam sido identificadas como parte do possível plano, que envolveria o uso de drones, explosivos e atiradores de elite.
Fontes citadas pela reportagem do veículo americano dão conta de um plano elaborado. Drones com explosivos seriam usados para atingir edifícios próximos ao evento e provocar uma retirada em massa do local. Segundo a apuração, o objetivo do grupo seria posicionar atiradores na rota para a qual os convidados seriam destinados na retirada. Mesmo uma “segunda onda” de ataque teria sido planejada.
*Matéria em atualização
Um artista russo conhecido por suas críticas ao presidente Vladimir Putin foi morto a tiros na cidade de Biala Podlaska, no leste da Polônia, informaram autoridades polonesas nesta terça-feira. Segundo a Promotoria Distrital de Lublin, cinco disparos atingiram a vítima, incluindo um na cabeça. Dois cidadãos bielorrussos foram detidos em conexão com o caso, mas ainda não foram formalmente acusados.
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A imprensa local identificou a vítima como Robert Kuzovkov, de 44 anos, que atuava sob o pseudônimo artístico Semyon Skrepetsky. Conhecido por caricaturas e performances críticas ao governo russo, ele produzia trabalhos retratando figuras como Putin, o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, e o líder checheno Ramzan Kadyrov.
Marcin Kozak, porta-voz da Promotoria Distrital de Lublin, afirmou que Kuzovkov foi abordado na segunda-feira por um homem armado em um estacionamento da cidade, localizada a cerca de 600 metros do consulado de Belarus. Segundo os investigadores, o atirador efetuou dois disparos iniciais e, após a vítima cair no chão, aproximou-se e disparou mais três vezes antes de fugirlocal. O artista morreu no local.
A promotoria informou que cinco cápsulas de munição e um projétil calibre 9 mm foram recolhidos no local. Uma autópsia está prevista para quarta-feira. Os dois cidadãos bielorrussos detidos têm 33 e 37 anos, e as autoridades afirmam que ainda apuram qual teria sido o envolvimento deles no episódio.
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Kozak confirmou que o homem morto desenvolvia atividades artísticas públicas nas quais expressava críticas às atuais ações das autoridades da Federação Russa. Segundo relatos da imprensa polonesa, Kuzovkov vivia em Biala Podlaska desde 2021.
Três dias antes de ser morto, Skrepetsky participou de um protesto em Berlim durante as celebrações do Dia da Rússia, feriado de 12 de junho que marca a declaração de soberania do país antes do colapso da União Soviética. Segundo publicado pelo Meduza, ele exibiu uma caricatura em estilo de ícone religioso retratando Josef Stalin e Putin.
Vídeos publicados recentemente nas redes sociais mostravam o artista durante a manifestação diante da embaixada russa na capital alemã. Nas imagens, ele aparece carregando a obra e usando uma bandeira russa amarrada às calças, que se arrastava pelo chão enquanto caminhava.
Segundo Kozak, a identidade da vítima será um elemento central para a investigação. A Agência de Segurança Interna da Polônia está colaborando com a polícia e os promotores responsáveis pelo caso, afirmou Jacek Dobrzynski, porta-voz do ministro encarregado dos serviços especiais do país.
A Polônia sustenta que seu papel como centro logístico para o envio de equipamentos militares e outros suprimentos à Ucrânia a tornou alvo de operações de espionagem ligadas à Rússia. Autoridades polonesas afirmam que agentes russos buscam informações sobre o apoio prestado a Kiev e estariam envolvidos também em atos de sabotagem. A embaixada da Rússia em Varsóvia ainda não comentou o caso.
(Com AFP)
Um grupo que fazia um piquenique no Parque Nacional do Vale de Munzur, na província de Tunceli, no leste da Turquia, viveu um momento inusitado ao ser surpreendido pela aproximação de um urso-pardo. Por medida de segurança, os visitantes deixaram o local assim que perceberam a presença do animal, que caminhou até a mesa onde estavam os alimentos e começou a se alimentar. Toda a cena foi registrada por telefone celular.
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O caso ocorreu na região de Halvori, dentro do Parque Nacional do Vale de Munzur, área conhecida por suas paisagens naturais e pela diversidade de animais silvestres. Segundo as informações divulgadas pela agência de notícias DHA, o grupo interrompeu o piquenique ao notar que o urso se aproximava, evitando qualquer interação com o animal.
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Nas imagens gravadas por Dilan Cömert, o urso aparece circulando tranquilamente pelo espaço utilizado pelos visitantes antes de alcançar a mesa montada para a refeição. Em seguida, o animal consome os alimentos deixados no local e permanece por alguns minutos na área. Depois, segue caminhando pela região até desaparecer da vista das pessoas que acompanhavam a cena à distância.
Não foram registrados feridos nem relatos de comportamento agressivo por parte do urso. O episódio terminou sem incidentes, embora tenha chamado a atenção pelo grau de proximidade entre o animal selvagem e uma área frequentada por turistas e moradores.
O Parque Nacional do Vale de Munzur é um dos principais patrimônios naturais da Turquia e abriga diferentes espécies da fauna local, incluindo ursos-pardos que vivem em áreas montanhosas e florestais. Encontros ocasionais entre esses animais e pessoas podem ocorrer, especialmente em locais onde há circulação de visitantes e disponibilidade de alimentos.
Urso-pardo se aproxima de mesa de piquenique abandonada por visitantes e consome os alimentos deixados no local, em cena registrada por celular no Parque Nacional do Vale de Munzur, na província de Tunceli, na Turquia
Reprodução
Em suas primeiras declarações durante o encontro do G7, que reúne líderes das principais economias ocidentalizadas na França, o presidente dos EUA, Donald Trump, aprofundou sua visão sobre o acordo obtido com o Irã para suspender as hostilidades no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz. Em meio à expectativa dos aliados por detalhes dos termos anunciados no domingo, Trump afirmou que o novo acordo em construção seria uma garantia de que a nação persa jamais terá uma arma nuclear, prometeu atacar Teerã em caso de descumprimentos e também fez críticas a Israel — principal aliado na região, cujas autoridades demonstraram publicamente insatisfação com o plano do republicano.
— A única coisa que realmente importa para mim é que o Irã nunca terá uma arma nuclear, e isso é dito em alto e bom som [no acordo] — afirmou Trump em declarações à imprensa, ameaçando fazer “cair o inferno” sobre a nação persa, caso Teerã persiga ambições nucleares bélicas. — Temos um acordo que é um acordo justo, é um bom acordo.
O presidente americano não chegou a antecipar detalhes do texto, que deve ser assinado por todas as partes em um ato público em Genebra, na sexta-feira. O republicano indicou, porém, que o diálogo com o Irã está entrando em uma “segunda fase”, que sugeriu ser mais “simples” do que a primeira — um dia após o vice-presidente JD Vance afirmar que muitos detalhes seguiam em aberto.
Trump também rejeitou as alegações de que os EUA estariam se preparando para constituir um fundo para investimentos no Irã, classificando a narrativa como “ridícula”. Em meio à falta de detalhes sobre os termos, fontes citaram que o lado americano estaria disposto a se comprometer em investir no país inimigo, em troca do cumprimento do acordo. Em certas análises, o tema foi citado como uma espécie de reparação pelos danos provocados pela guerra.
— Não temos nenhuma obrigação de investir dinheiro algum no Irã — disse o presidente.
Preocupações com Beirute
Enquanto uma longa lista de países comemorou o avanço da diplomacia e a iminência da reabertura de Ormuz, as negociações entre Washington e Teerã desagradaram sobretudo o principal aliado dos EUA na ofensiva militar. Autoridades israelenses criticaram publicamente concessões americanas ao regime iraniano, principalmente a vinculação do cessar-fogo com um fim da campanha militar contra o Hezbollah no Líbano.
Em suas declarações na França, Trump criticou a condução da guerra no Líbano pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmando que o aliado precisava ser “mais responsável” com relação a Beirute. Se por um lado afirmou que seu relacionamento com Netanyahu era “ótimo”, Trump voltou a pressionar o Estado judeu em razão da ofensiva.
— Israel está lutando contra o Hezbollah há muito tempo e muitas pessoas estão sendo mortas. Não é preciso demolir um prédio toda vez que se procura por alguém, porque há muitas pessoas nesses prédios e nem todas são do Hezbollah — disse Trump. — Não estou satisfeito com a forma como Israel lidou com o Líbano e com o Hezbollah. Eles deveriam ter conseguido resolver a situação mais rapidamente.
Embora não tenha abandonado completamente os aliados, afirmando que a culpa dos confrontos na frente libanesa era do Hezbollah e que considerava a guerra no Líbano como um “conflito menor”, o presidente americano surpreendeu ao propor que a Síria, liderada pelo presidente Ahmed al-Sharaa — um ex-jihadista que dirigiu o movimento que derrubou o regime Bashar al-Assad do poder —, deveria conter o grupo libanês.
— Se Israel não conseguir fazer o trabalho sem matar todo mundo, ele fará o trabalho, a Síria fará o trabalho — disse Trump em referência a Sharaa, que enquanto líder do Hayat Tahrir al-Sham (HTS) combateu tropas do Hezbollah enviadas ao país para auxiliar Assad.
*Matéria em atualização
Um tribunal sueco condenou nesta terça-feira um homem de 61 anos a quatro anos e cinco meses de prisão por ter “explorado sem piedade” sua esposa, a quem obrigou, durante três anos, a manter relações sexuais remuneradas com cerca de uma centena de homens.
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O acusado foi considerado culpado por proxenetismo agravado, tentativa de estupro, agressão, ameaças e um delito menor relacionado a drogas, informou o tribunal em comunicado.
“O tribunal distrital determinou que o homem introduziu sua esposa na prostituição e administrou a maior parte da operação”, afirmou a corte.
A promotoria identificou aproximadamente 120 homens que pagaram para manter relações sexuais com a mulher.
O caso, que provocou forte repercussão na Suécia, foi comparado ao de Gisèle Pelicot, na França. O marido dela foi condenado em 2024 por dopá-la e permitir que dezenas de homens a estuprassem enquanto ela estava inconsciente.
Promotoria apontou histórico de ameaças
A promotora Ida Annerstedt afirmou à AFP, no início do julgamento, em abril, que a mulher tinha “um medo profundo” do marido. Segundo a representante do Ministério Público, o homem a ameaçava dizendo que “libertaria o monstro” caso ela o desobedecesse.
O julgamento ocorreu entre 10 de abril e 26 de maio em um tribunal de Härnösand, no norte da Suécia, em grande parte a portas fechadas.
A promotoria havia solicitado uma pena de dez anos de prisão.
De acordo com a acusação, o homem publicava anúncios na internet, organizava os encontros e vigiava a esposa, obrigando-a a realizar atos sexuais, inclusive on-line, para atrair mais clientes.
O acusado também respondia a oito acusações de estupro, mas o tribunal rejeitou essas imputações ao entender que não estava claro se a participação da mulher havia sido voluntária em sete dos casos. Em outro episódio, a corte concluiu que não foi possível determinar quais atos ocorreram.
A legislação sueca não pune pessoas que oferecem serviços sexuais, mas criminaliza a compra desses serviços, além do ato de facilitar ou obter benefícios da prostituição de terceiros.
Uma adolescente de 15 anos foi internada em uma UTI sem “atividade cerebral” após participar de um desafio viral no TikTok envolvendo o uso excessivo de Benadryl, medicamento antialérgico que pode provocar sonolência intensa e efeitos colaterais graves.
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Leah Presson participou do chamado “Benadryl Challenge”, no qual pessoas se gravam tomando uma quantidade excessiva do remédio e tentam permanecer acordadas apesar da sonolência, com o objetivo de alcançar um estado de euforia. A prática pode causar efeitos severos, incluindo convulsões — quadro sofrido por Leah — e parada cardíaca.
O pai da adolescente, Richard Presson, falou sobre o estado de saúde da filha ao programa “Elizabeth Vargas Reports”, da NewsNation, e afirmou que Leah desejava se tornar famosa no TikTok.
“Ela foi uma pessoa generosa a vida inteira. Ela queria salvar vidas e coisas assim. Nós fomos doar os órgãos dela para que ela pudesse salvar até 90 outras vidas com seu pequeno corpo”, disse Presson à NewsNation.
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“Leah é uma pessoa muito boa e sempre quis ser famosa no TikTok. Dói ver que minha filha está agora deitada, sem vida, por causa de algum desafio que não pôde ser impedido.”
Segundo Presson, ele sabe que Leah participou do desafio pelo menos cinco vezes. A primeira teria ocorrido por volta do Natal.
“Eu nunca tinha ouvido falar disso até minha ex-mulher me contar no outro dia. Nós não nos comunicamos. Nós não conseguimos nos comunicar e, sabe, eu peço a outras pessoas que, se estiverem em uma família separada, tentem ao máximo se comunicar”, afirmou.
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“Ou, se houver algum sinal de algo assim ou de um novo desafio, eduquem seus filhos, comuniquem-se com alguém que consiga se comunicar com a criança.”
Os Estados Unidos estão oferecendo na negociação com o Irã um fundo de R$ 300 bilhões para a reconstrução do país. Não seriam recursos públicos, mas de empresas privadas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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