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Em 2022, Jack Brand, um toxicologista ambiental, carregou um grupo de peixes suecos com cocaína. Ele não estava tentando transformar em realidade uma pegadinha de Halloween; queria ver como salmões na natureza reagiam à poluição causada pela droga ilegal.
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Nos últimos anos, houve um aumento alarmante no número de cursos d’água contaminados por cocaína, levando cientistas a se perguntar como os peixes poderiam estar lidando com esses efeitos.
Ao que tudo indica, os peixes realmente ficam acelerados sob efeito da cocaína. Em um estudo publicado na última segunda-feira (20) na revista Current Biology, Brand e seus colegas mostram que salmões sob efeito de drogas nadam mais rápido e percorrem distâncias maiores do que os exemplares sóbrios. O estudo levanta novas questões sobre os impactos que os hábitos humanos de consumo de drogas podem estar causando em salmões e outros peixes de água doce.
Não foi fácil para Brand, pesquisador da Universidade Sueca de Ciências Agrárias, conseguir autorização de órgãos locais para administrar a droga aos peixes.
— Foi um processo bastante tedioso e trabalhoso — disse Brand sobre toda a papelada.
Inúmeros estudos já analisaram como peixes e outros animais respondem à cocaína em laboratório. Mas nenhum havia investigado o impacto da droga no mundo real.
Imagem mostra jovens salmões do Atlântico
Jörgen Wiklund via The New York Times
Assim que receberam autorização, Brand e sua equipe seguiram para um criadouro de salmão do Atlântico no sul da Suécia e começaram a implantar em dezenas de peixes de 2 anos etiquetas de rastreamento e cápsulas de liberação lenta. Algumas cápsulas continham cocaína; outras tinham benzoilecgonina, composto gerado quando o organismo humano metaboliza a droga e usado como marcador em testes toxicológicos.
As cápsulas foram projetadas para fornecer diariamente aos peixes quantidades de cocaína ou benzoilecgonina equivalentes às que receberiam vivendo em águas poluídas.
Os peixes foram então soltos no lago Vättern, na Suécia, que é regularmente povoado com salmão do Atlântico para pesca recreativa. Durante oito semanas, os pesquisadores acompanharam os movimentos dos jovens salmões.
Os cientistas não se surpreenderam ao ver que os salmões estimulados nadavam mais do que os peixes não alterados. O inesperado foi que os salmões que receberam doses de benzoilecgonina apresentaram comportamento ainda mais anormal, nadando quase o dobro por semana e se afastando cerca de 12,2 quilômetros a mais do ponto de soltura do que os salmões sem exposição, e também mais do que aqueles expostos apenas à cocaína.
— Nossos resultados sugerem que avaliações de risco focadas apenas na cocaína podem subestimar os efeitos ecológicos de seus produtos de decomposição — afirmou Tomas Brodin, colega de Brand na universidade e coautor do estudo.
Cocaína e benzoilecgonina são apenas dois entre centenas de poluentes químicos que chegam aos ecossistemas aquáticos como resultado da produção e do consumo de drogas. Um estudo de 2016 com salmões em Puget Sound, no estado de Washington, encontrou Prozac, Advil, Benadryl e Lipitor, além de cocaína, nos tecidos de jovens salmões “chinook”.
Embora este novo estudo seja o primeiro a examinar como a cocaína e um de seus metabólitos afetam salmões selvagens, uma pesquisa publicada no ano passado concluiu que salmões expostos a ansiolíticos ficavam menos temerosos e, por isso, mais propensos a serem devorados por predadores.
Ainda não está claro se nadar mais rápido e mais longe sob efeito dessas substâncias prejudica os peixes, mas especialistas afirmam que provavelmente não é algo positivo.
— A regra geral na nossa área é que qualquer alteração na fisiologia ou no comportamento dos peixes deve ser considerada prejudicial — disse James Meador, toxicologista ambiental e professor associado da Universidade de Washington.
Meador, que não participou do estudo, ressalta que os peixes são altamente ajustados aos seus ambientes.
— Qualquer mudança nisso certamente os afeta de maneira negativa — afirmou, citando, por exemplo, maior gasto de energia.
A presença de drogas e seus metabólitos em ambientes aquáticos é, segundo ele, “um problema de engenharia ambiental”. Só nos Estados Unidos, estações de tratamento processam aproximadamente 34 bilhões de galões de esgoto por dia. Adaptar essas unidades com nova infraestrutura capaz de remover compostos químicos indesejáveis seria caro e logisticamente complexo. Mas não é impossível.
— Há pessoas trabalhando nisso. Estou otimista de que um dia isso reduzirá muitos desses problemas.
Brand espera que esse dia chegue logo. Ele vê cocaína, benzoilecgonina e outros produtos químicos criados por humanos como “agentes invisíveis de mudança global”. Eles chegam a todo tipo de animal, não apenas peixes. Ele alerta que “as pessoas não têm uma boa noção dos potenciais efeitos que essas substâncias podem causar”.
A prisão de 22 monges budistas no principal aeroporto internacional do Sri Lanka, após a apreensão recorde de 110 quilos de uma droga conhecida como Kush, reacendeu o alerta sobre uma substância considerada mais potente e perigosa do que a cannabis tradicional. O grupo foi detido no domingo ao retornar de uma viagem de quatro dias a Bangcoc, na Tailândia, transportando a droga escondida em compartimentos falsos dentro das bagagens.
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“Cada um carregava cerca de cinco quilos do narcótico ocultos em paredes falsas em suas malas”, afirmou um porta-voz da Alfândega do Sri Lanka. Os religiosos foram entregues à polícia e apresentados a um magistrado ainda no mesmo dia.
Grupo de 22 monges budistas é preso em aeroporto do Sri Lanka com carga recorde de maconha; entenda
ISHARA S. KODIKARA / AFP
Segundo as autoridades locais, os detidos eram, em sua maioria, jovens estudantes ligados a templos em diferentes regiões do país. A viagem teria sido patrocinada por um empresário. Funcionários da alfândega classificaram o episódio como a maior apreensão individual de Kush já registrada no principal terminal aéreo do país do sul da Ásia.
Conheça o Kush
Apesar de, em alguns contextos, o termo “Kush” ser associado a uma variedade de cannabis originária da Ásia Central, especialistas alertam que a droga apreendida pode se referir a uma substância bem diferente. De acordo com informações do instituto holandês Jellinek, referência europeia no tratamento de dependência química, e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o nome também é usado para designar uma droga de rua popular em partes da África Ocidental.
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Nesse caso, trata-se de uma mistura de folhas vegetais impregnadas com compostos sintéticos — muitas vezes canabinoides artificiais que imitam o efeito do THC, o principal componente psicoativo da cannabis. Em alguns casos, a substância também pode conter nitazenos, opioides sintéticos extremamente potentes, descritos como muito mais fortes do que morfina e heroína.
Planta da maconha
Pexels/Divulgação
A composição variável torna a droga especialmente arriscada. Como não há controle sobre os ingredientes nem sobre a dosagem, o usuário nunca sabe exatamente o que está consumindo. Entre os efeitos relatados estão sensação de relaxamento intenso, dormência, alucinações, confusão mental e paranoia.
Os riscos à saúde incluem dificuldade respiratória, batimentos cardíacos irregulares, náusea, pensamentos perturbadores e perda de consciência. Em situações mais graves, o uso pode levar à morte, especialmente em casos de overdose ou quando combinado com álcool e outras substâncias.
Especialistas destacam ainda o alto potencial de dependência química, sobretudo quando a mistura contém opioides sintéticos. O uso contínuo pode levar ao aumento progressivo da dose necessária para alcançar o mesmo efeito, agravando os danos físicos e psicológicos.
A crise provocada pelo consumo dessa droga em alguns países africanos tem sido severa. Em Serra Leoa, por exemplo, o governo decretou estado de emergência devido ao avanço da dependência entre jovens, associada a problemas graves de saúde e mortes.
Monges presos anteriormente
O caso no Sri Lanka também reacende discussões sobre o envolvimento de religiosos em crimes ligados a entorpecentes na região. Em 2022, todos os monges de um templo budista no centro da Tailândia foram afastados de suas funções após testarem positivo para metanfetamina. Eles foram encaminhados a uma clínica para tratamento e reabilitação.
Já em 2017, a polícia de Mianmar anunciou a prisão de um monge budista depois que mais de 4 milhões de comprimidos de metanfetamina foram encontrados em seu carro e em seu mosteiro.

Em um recente casamento de milionários na Índia, em que Jennifer Lopez se apresentou, a estrela americana viu o verdadeiro protagonista do espetáculo ser… um majestoso bolo. A réplica em açúcar — e outros ingredientes adicionais — do Taj Mahal, com quase 3 metros de altura e assinada pelo confeiteiro francês Bastien Blanc-Tailleur, roubou a cena e virou assunto na imprensa no dia seguinte.
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Os bolos de Blanc-Tailleur são para a confeitaria o que a alta-costura é para a moda: peças incríveis, únicas, feitas à mão, que exigem enorme investimento de tempo e dinheiro.
— Raramente trabalhamos em um casamento com orçamento inferior a 1 milhão de euros (R$ 5,83 milhões) — explica o chef de 34 anos à AFP, em seu ateliê perto de Paris, cercado por cinco de suas últimas criações.
Segundo a imprensa, o casamento do ano na Índia, entre a herdeira milionária Netra Mantena e o magnata da tecnologia Vamsi Gadiraju, teria custado 6,7 milhões de dólares (R$ 33,3 milhões), dos quais J. Lo teria recebido 2 milhões de dólares (R$ 9,94 milhões) por sua apresentação.
25 bolos em um ano
Blanc-Tailleur se recusa a revelar o preço exato de suas criações e se limita a dizer que as tarifas começam em 20 mil euros (R$ 116,6 mil) para as peças mais modestas.
O chef confeiteiro francês Bastien Blanc-Tailleur faz o design de um bolo de casamento em seu estúdio em Saint-Remy-les-Chevreuse, no sudoeste de Paris
Thomas Samson / AFP
A encomenda indiana incluía vários bolos: a peça principal para o casal, criações adornadas com orquídeas e outras em forma de elefantes, vários bolos descendo do teto do local… No total, foram necessárias cerca de 3.500 horas de trabalho.
— Chegamos ao limite da nossa capacidade. É um dos projetos dos quais mais me orgulho — confessa o confeiteiro.
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Em 2024, Blanc-Tailleur foi nomeado confeiteiro mais criativo do mundo pela La Liste, classificação gastronômica internacional criada em 2015 que reúne críticas de múltiplos guias. Em sua profissão, já não se fala em confeiteiro, mas em “designer de bolos”.
Famílias reais do Oriente Médio, grandes fortunas americanas e aristocratas europeus disputam uma de suas seletas criações: com uma equipe de apenas dez pessoas, ele não consegue produzir mais do que cerca de 20 a 25 bolos por ano.
Embora as tensões após o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro tenham afetado suas encomendas, Blanc-Tailleur não teme imprevistos.
No casamento na Índia, lembra que enfrentou problemas logísticos com ovos e manteiga, que chegaram até a colocar em risco a execução do bolo.
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Em outra ocasião, foi um agente alfandegário saudita que abriu as caixas que ele transportava, mas não as fechou corretamente de novo… e a peça ficou danificada.
O chef confeiteiro francês Bastien Blanc-Taillier cria decorações para um bolo de casamento em seu estúdio
Thomas Samson / AFP
Sem limites
Blanc-Tailleur se formou desde os 15 anos em grandes casas parisienses como o Pavillon Ledoyen e o Four Seasons George V, especialmente ao lado do chef Yannick Alléno — que soma 18 estrelas Michelin —, que lhe transmitiu uma visão particular da profissão.
— Ele dizia que, quando estamos pensando em um projeto, não devemos pensar em como ele vai ser feito. Senão, a gente impõe limites à criação — recorda.
Seu processo criativo passa pelo lápis e pelo papel. O confeiteiro critica a inteligência artificial e seus resultados excessivamente realistas, que arruínam a magia.
Esse colecionador compulsivo – de borboletas, moluscos, pedras e esculturas compradas em feiras de antiguidades – calcula que tem entre 2 mil e 3 mil moldes diferentes para fazer protótipos e os modelos definitivos com os quais reproduzirá as decorações de açúcar.
— As flores são a parte que leva mais tempo — explica, citando rosas, orquídeas e até hortênsias esculpidas à mão, ajustadas ao gosto dos noivos.
Com tanto trabalho e tantas viagens, Blanc-Tailleur tem pouco tempo para si. “Estou noivo há quatro anos”, diz, embora ainda não tenha data para o próprio casamento.
Três anos após a implosão do submersível Titan, Christine Dawood relatou que os restos mortais de seu marido, Shahzada Dawood, e de seu filho, Suleman, foram entregues nove meses após o acidente em duas pequenas caixas. A destruição, que acarretou na morte de todos os ocupantes, ocorreu durante uma expedição aos destroços do mítico Titanic, localizados a quase 4 mil metros de profundidade no Atlântico Norte.
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Christine falou sobre o caso ao jornal inglês The Guardian. Na longa entrevista publicada no último sábado, ela relembrou as horas finais antes da descida, a incerteza durante as buscas e as consequências da tragédia.
Shahzada, de 48 anos, e Suleman, de 19, morreram junto com Stockton Rush, CEO da OceanGate; o explorador britânico Hamish Harding; e o mergulhador francês Paul-Henri Nargeolet em 18 de junho de 2023. O Titan desapareceu aproximadamente 90 minutos após iniciar a descida no Oceano Atlântico. Em maio do ano passado, um vídeo gravado a bordo do navio de apoio da missão registrou o som da implosão e a reação de Wendy Rush, esposa de Stockton.
— Só recebemos os corpos nove meses depois — disse Christine ao The Guardian. — Bem, quando digo corpos, quero dizer a lama que sobrou. Eles vieram em duas caixas pequenas, parecidas com caixas de sapatos. (…) Não encontraram muita coisa. Eles têm uma pilha enorme que não conseguem separar, tudo com DNA misturado, e me perguntaram se eu queria um pouco daquilo também. Mas eu disse que não, só o que vocês sabem que é o Suleman e o Shahzada.
A lama a que Christine se refere é o material que foi possível ser recuperado do fundo do mar, onde estava o que restou do submersível. O que foi encontrado e resgatado passou por separação e testes de DNA pela Guarda Costeira dos Estados Unidos.
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Momentos finais antes da descida
Christine falou sobre a última vez que viu o marido e o filho antes de embarcarem no submersível.
— Suleman estava com o cubo mágico porque planejava quebrar o recorde de resolução na maior profundidade já alcançada — disse. — E nós estávamos rindo, porque Shahzada é desastrado e cambaleou um pouco ao descer as escadas. Acenei para ele. E foi só isso. Eles entraram em um bote inflável e partiram em alta velocidade. A despedida foi muito rápida.
Enquanto a dupla fazia a viagem rumo aos destroços do Titanic, Christine os aguardava e acompanhava o passeio a bordo do navio de apoio. Ela se lembra do momento em que a expedição comunicou sobre a perda de contato com os tripulantes e da atitude que a equipe teve diante de um cenário de incerteza.
— Eles perderam a comunicação — lembrou ela de ter ouvido, além de os verem tentar minimizar a situação, no que completaram: — “Não se preocupe, não é nada de anormal”. A tripulação agiu como se nada estivesse acontecendo.
Ao refletir sobre aquele momento, a viúva diz que, se não tivesse se mantido esperançosa de que tudo acabaria bem, teria entrado em pânico. Ela lembra que, durante a espera pela retomada da comunicação, enquanto não sabiam o que tinha acontecido, a tripulação tentou preencher o tempo com atividades, entre elas, sessões de improvisação musical e exibições de filmes.
— Eu tentei assistir a um filme, mas, quando cheguei lá, senti como um ato de traição. Assistir a “Wayne’s World” enquanto eles estavam presos no escuro não me pareceu nada agradável — lembrou.
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A implosão e as questões em torno do OceanGate
Após as buscas, a Guarda Costeira dos EUA informou que o submarino sofreu uma “implosão catastrófica”.
Sobre aquele momento, Christine recordou:
— Meu primeiro pensamento foi: graças a Deus — contou a viúva ao The Guardian, e acrescentou: — Quando disseram que foi catastrófico, eu sabia que Shahzada e Suleman nem sequer tinham noção disso. Num instante estavam lá, e no seguinte, tinham partido. Saber que não sofreram foi muito importante. Eles já se foram, mas a forma como partiram torna tudo, de certa forma, mais suportável.
— O que eu faria com as coisas deles? — perguntou. — As malas? As roupas e pertences de Shahzada estavam na minha cabine, então arrumei as malas dela. Mas não arrumei as de Suleman. Não consegui. Outra pessoa arrumou.
No ano passado, a Guarda Costeira divulgou um relatório que definiu a implosão como uma “tragédia evitável”, atribuindo a responsabilidade à cultura corporativa da OceanGate, ao descumprimento das normas e à “negligência” em relação à segurança.
Sobre Stockton Rush, CEO da empresa, Christine disse:
— Desde o início, eu tinha muitos motivos para odiar Stockton, mas de que me adiantaria? Ele morreu com eles. Se eu ficar com raiva dele, estarei lhe dando poder, e me recuso a fazer isso. Tenho certeza de que as pessoas dirão que sou ingênua, mas se eu analisar tudo com atenção, aonde isso me leva? Então, escolho meu próprio caminho, não a felicidade, mas… escolho a mim mesma, todos os dias. Se não o fizesse, não estaria aqui. Teria me matado, sem dúvida.
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Luto após a tragédia
Christine Dawood explicou que tem tentado conviver com seu luto:
— Vou ao quarto de Suleman. Às vezes, encontro o gato dormindo em seu travesseiro, e me sento na cama e deixo a dor me envolver.
Ela também descreveu como o processo tem sido diferente para cada perda:
— E, depois de um tempo, consigo suprimir a dor até que ela se torne intensa demais novamente. Trabalhei muito no meu luto por Suleman, mas só agora estou começando a vivenciar o luto pelo meu marido. Em público, eles são sempre apresentados juntos, mas são dois relacionamentos diferentes. Dois tipos de luto muito diferentes.
A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira que está analisando a mais recente proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, dois meses após o início do conflito no Oriente Médio. As negociações de paz entre Washington e Teerã para pôr fim a esse conflito, que paralisou a economia global com um duplo bloqueio do estreito vital para o trânsito de hidrocarbonetos, não produziram resultados. Enquanto isso, uma trégua frágil está em vigor há quase três semanas.
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O presidente Donald Trump se reuniu nesta segunda-feira com seus principais assessores de segurança para discutir uma nova proposta iraniana, depois que a República Islâmica enviou “mensagens escritas” a Washington por meio do mediador Paquistão, informou a agência de notícias Fars.
Nessas mensagens, o Irã detalhou suas linhas vermelhas nas negociações, incluindo seu programa nuclear e o Estreito de Ormuz, também informou a mídia americana. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou em uma coletiva de imprensa que a oferta estava “sendo discutida”, embora tenha se recusado a dizer se Trump a aceitaria.
Questionado sobre os termos da proposta iraniana, o Secretário de Estado Marco Rubio disse à Fox News que ela era “melhor” do que o que Washington esperava que “eles apresentassem”, mas questionou sua autenticidade.
“Precisamos garantir que qualquer acordo firmado, qualquer conciliação alcançada, os impeça definitivamente de buscar armas nucleares em qualquer momento”, afirmou.
“Exigências Excessivas”
O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, culpou Washington, nesta segunda-feira, pelo fracasso das negociações de paz durante uma visita à Rússia, onde o presidente Vladimir Putin prometeu o apoio de Moscou para o fim da guerra.
“A abordagem dos Estados Unidos fez com que a rodada anterior de negociações, apesar de alguns avanços, não atingisse seus objetivos devido a exigências excessivas”, disse o ministro iraniano.
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Araqchi também negou qualquer enfraquecimento do Irã, apesar dos milhares de ataques que assolaram o país durante as primeiras semanas da guerra e do bloqueio marítimo imposto por Washington aos seus portos.
“Ficou claro que a República Islâmica é um sistema estável, robusto e poderoso”, disse ele a Putin, segundo a televisão estatal russa.
Araqchi estava em São Petersburgo após visitar Omã e Paquistão. Islamabad havia sediado, sem sucesso, uma primeira rodada de negociações entre os dois lados, e a visita de Araqchi neste fim de semana havia aumentado as esperanças de um diálogo mais amplo. No entanto, Trump cancelou a viagem planejada de seus enviados Steve Witkoff e Jared Kushner.
“Eles podem nos ligar”, disse o magnata republicano à Fox News, assegurando que o cancelamento não significava um retorno às hostilidades.
Balanço Revisado em Minab
Teerã, por sua vez, exige “garantias críveis” para sua segurança com vistas à normalização das relações no Golfo, afirmou o embaixador iraniano Amir Iravani durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, na qual dezenas de países condenaram o bloqueio do Estreito de Ormuz. Enquanto isso, o Parlamento iraniano está preparando uma lei que colocaria o Estreito sob a autoridade das forças armadas. De acordo com o texto, navios israelenses seriam proibidos de atravessar o Estreito, e os pedágios teriam que ser pagos em riais iranianos.
“Não podemos tolerar que os iranianos tentem estabelecer um sistema no qual eles decidam quem pode usar uma via navegável internacional e quanto devem pagar para usá-la”, retrucou Rubio à Fox News. Em Teerã, “a situação se tornou terrível”, disse Farshad, um empresário de 41 anos. “As pessoas estão desesperadas porque não têm dinheiro para comprar nada, nem mesmo comida”, disse ele à AFP.
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Desencadeada pelos ataques dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro, a guerra no Oriente Médio causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano. O número de mortos em um dos episódios mais dramáticos do conflito, um atentado a bomba no primeiro dia da guerra contra uma escola em Minab, no sul do Irã, foi revisado para 155 (incluindo 120 crianças), ante os 175 anteriormente divulgados, informou a televisão estatal iraniana.
Na frente libanesa, ataques israelenses no sul do país, onde Israel alega ter como alvo o grupo pró-iraniano Hezbollah, deixaram quatro mortos e 51 feridos nesta segunda-feira, segundo o Ministério da Saúde local.
Isso eleva o número de mortos no Líbano desde o início do cessar-fogo na região, teoricamente em vigor desde 17 de abril, para pelo menos 40, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais. O líder do Hezbollah, Naim Qasem, reafirmou sua rejeição às negociações diretas planejadas entre o Líbano e Israel sob os auspícios dos Estados Unidos.
O bombardeio de uma escola iraniana no primeiro dia da guerra no Oriente Médio matou 155 pessoas, incluindo 120 crianças, segundo um balanço revisado para baixo divulgado nesta terça-feira pela televisão estatal IRIB. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou no final de março perante a ONU que “mais de 175 estudantes e professores” tinham sido “massacrados a sangue frio” no ataque de 28 de fevereiro.
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Mas, segundo o novo balanço divulgado pela IRIB e outras mídias, citando um alto cargo do Judiciário iraniano, no bombardeio morreram 155 pessoas, incluindo “73 meninos, 47 meninas, 26 professores, sete pais”. Também faleceram o motorista de um veículo escolar e um farmacêutico da clínica próxima à escola de Minab.
O ataque ocorreu no primeiro dia da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que respondeu com bombardeios contra o território israelense e outros países da região. O governo iraniano acusou o Exército dos Estados Unidos pelo ataque, embora, inicialmente, o presidente Donald Trump tenha negado qualquer responsabilidade de seu país.
Posteriormente, Trump disse que “acataria” o resultado da investigação iniciada pelo Pentágono. Segundo o jornal The New York Times, que cita autoridades americanas e fontes próximas à investigação, o projétil foi lançado pelo Exército dos Estados Unidos e atingiu a escola por erro.
A AFP determinou que o edifício ficava próximo de dois locais controlados pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), o poderoso exército ideológico do Irã.
As plantações de coca na Colômbia aumentaram 18% durante o governo de Gustavo Petro, segundo dados da polícia divulgados nesta segunda-feira, em meio a uma onda de violência de grupos de narcotraficantes às vésperas das eleições presidenciais de 31 de maio. O último dado das Nações Unidas sobre a área plantada data de 2023, quando registrou um recorde de 253 mil hectares de folhas de coca, matéria-prima para a produção de cocaína. A Colômbia é o maior fornecedor mundial dessa droga.
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Petro questionou a metodologia do relatório da ONU e afirma que ele inclui milhares de hectares que não entraram na cadeia do narcotráfico. Durante um discurso nesta segunda-feira, Petro apresentou dados da polícia mostrando que, em meados de 2022, quando assumiu a presidência, estavam registrados 218.246 hectares de plantações de coca, em comparação com 258.144 hectares no final de 2025.
Em setembro do ano passado, os Estados Unidos decidiram retirar a certificação da Colômbia como aliada no combate ao narcotráfico, considerando que o país não estava fazendo o suficiente para combater o tráfico de drogas. Essa medida exacerbou uma crise diplomática entre os aliados de longa data, que já havia sido resolvida.
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Os grupos armados ilegais na Colômbia são financiados principalmente pelo narcotráfico e pela mineração ilegal. Isso também constitui o principal combustível da violência. Uma série de ataques contra civis e forças de segurança, atribuídos a guerrilheiros que não aceitaram o acordo de paz de 2016, deixou 21 mortos e dezenas de feridos no fim de semana no sudoeste da Colômbia.
“Não há caos na segurança como está sendo noticiado”, disse o presidente colombiano, que por lei não poderá concorrer à reeleição nas próximas eleições.
O curioso caso de autores “malditos” que viram moda na China mostra que a censura, mesmo implacável, também pode surpreender. Nem Franz Kafka poderia imaginar tal metamorfose. O escritor tcheco, que foi banido em seu país no período comunista, é artigo pop na China. No bairro universitário de Kunming, no sul, ele é celebrado com uma série de badulaques numa livraria moderninha. Um ímã de geladeira estampa o rosto e uma frase do autor em mandarim: “Enquanto você não parar de subir, os degraus seguirão crescendo sob seus pés”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No obscuro mercado global de ouro, onde terroristas, traficantes de drogas e ditadores lavam ouro extraído ilegalmente e o injetam no mercado convencional, um dos principais fornecedores afirma que os compradores podem confiar na pureza e na origem ética de seu produto. A Casa da Moeda Real Canadense afirma ser capaz de rastrear todo o seu ouro até sua origem, utilizando tecnologias de ponta, incluindo um software semelhante ao Bitcoin chamado Bullion Genesis. A Casa da Moeda, que conta com o apoio do governo canadense, garante aos compradores que não refina ouro ligado a “grupos armados não estatais ilegítimos”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A candidata presidencial de direita Paloma Valencia afirmou nesta segunda-feira que o governo da Colômbia a informou sobre um plano para assassiná-la, supostamente orquestrado por guerrilheiros dissidentes das Farc, responsáveis pelos ataques mortais contra civis no fim de semana. A quase um mês das eleições de 31 de maio, a violência se intensificou no país após a pior ofensiva rebelde nas últimas três décadas. Uma bomba e outros ataques no sudoeste da Colômbia deixaram 21 mortos entre sexta-feira e domingo.
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“Fui informada pelo ministro da Defesa, pelo ministro do Interior e pelo diretor da polícia nacional de que um grupo narcoterrorista colocou novamente preço pela minha cabeça”, declarou Paloma, terceira colocada nas pesquisas.
A herdeira política do popular ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010) afirmou que um integrante dissidente do Estado-Maior Central (EMC) das Farc recebeu o equivalente a cerca de R$ 561 mil (R$ 2,8 milhões) para assassiná-la.
A denúncia de Valencia se soma às dos outros dois favoritos nas pesquisas, que também tornaram públicas ameaças de morte. A candidata é uma crítica ferrenha do primeiro governo de esquerda no poder na Colômbia, liderado pelo presidente Gustavo Petro, por considerá-lo negligente em relação aos grupos armados.
A oposição afirma que as negociações de paz fracassadas do governo com a maioria das organizações acabaram dando espaço para que esses grupos se fortalecessem.
“A Colômbia não pode continuar com um governo que se tornou cúmplice do narcoterrorismo e que implementou essa ‘paz total’ que tem sido excelente para os criminosos e muito custosa para os colombianos”, afirmou Valencia.

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