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Manifestantes estão formando correntes humanas ao longo de pontes e ao redor de usinas elétricas em todo o Irã nesta terça-feira, horas antes do fim do prazo do ultimato dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que a República Islâmica ceda a um acordo de cessar-fogo imediato ou reabra de forma unilateral o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques abrangentes contra infraestruturas civis. O prazo final para cumprimento do ultimato de Trump se encerra às 21h (em Brasília) desta terça.
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As mobilizações foram registradas em vídeos e fotos por agências de notícias iranianas. Não está claro se os protestos são espontâneos ou planejados, uma vez que o governo iraniano tem organizado manifestações em apoio à resistência do país ao longo da guerra — e reprimido focos de resistência ao regime.
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Em muitas das imagens, populares agitam bandeiras da República Islâmica ou exibem cartazes do aiatolá Ali Khamenei, o ex-líder supremo, morto no primeiro dia de guerra em um bombardeio coordenado por Israel e EUA.
Na cidade de Kermanshah, no oeste do país, fotografias da agência de notícias semioficial Mehr mostram manifestantes em frente a uma usina elétrica carregando uma faixa com os dizeres: “Ataques à infraestrutura elétrica são considerados crimes de guerra”. Especialistas em direito internacional revelaram temores de que as ações descritas por Trump nos últimos dias resultem no cometimento de crimes de guerra. Lideranças de aliados tradicionais dos EUA, como na União Europeia, expressaram preocupações e declararam contrariedade a ações contra instalações civis.
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No norte, manifestantes em frente à usina de Semnan gritavam “Morte à América. Morte a Israel”, segundo um vídeo publicado pelo jornal reformista Shargh. Ainda de acordo com a agência Mehr, também foi registrada uma mobilização na White Bridge, em Ahvaz, no sul do país, em meio às ameaças crescentes de EUA e Israel — as Forças Armadas israelenses anunciaram ter explodido oito pontes em território iraniano nesta terça, enquanto o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que ferrovias e pontes no Irã “usadas pela Guarda Revolucionária” foram atingidas.
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Trump renovou as ameaças ao Irã nesta terça-feira, um dia após dizer que o país poderia ser destruído por inteiro em uma única noite. Em uma publicação na rede social Truth Social, o republicano disse que “uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais ser recuperada”, em uma referência a falta de acordo para uma interrupção do conflito.
As negociações entre o Irã e os EUA têm sido mediadas pelo Paquistão e outros aliados regionais, que propuseram um cessar-fogo de 45 dias. Na segunda-feira, o Irã entregou aos Estados Unidos e a Israel um plano separado de 10 pontos para encerrar a guerra, segundo a mídia estatal iraniana, mas parece improvável que ele resolva as principais divergências entre as partes antes do prazo estipulado por Trump. O embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, afirmou que as negociações se aproximam de “uma etapa crítica”. (Com NYT e AFP)
*Matéria em atualização
Mais de 57 anos após o célebre registro do “amanhecer da Terra” (“Earthrise”), feito pela missão Apollo 8, os astronautas da Artemis II capturaram uma nova perspectiva do planeta: um “pôr da Terra” visto do espaço. A imagem foi divulgada nesta terça-feira pela Nasa.
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A foto mostra a Terra se ocultando atrás do horizonte lunar, fenômeno conhecido como “Earthset”, e reforça o caráter histórico do sobrevoo realizado pela missão.
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Os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e o canadense Jeremy Hansen iniciaram nesta terça-feira o retorno à Terra após completarem o voo ao redor da Lua, durante o qual observaram regiões pouco exploradas do satélite.
O novo registro dialoga diretamente com uma das imagens mais icônicas da exploração espacial. A fotografia do “Earthrise” foi feita em 24 de dezembro de 1968 pelo astronauta Bill Anders, durante a missão Apollo 8, no primeiro sobrevoo lunar tripulado da história, ao lado de Frank Borman e Jim Lovell.
A cinco dias de uma eleição considerada decisiva para o futuro político da Hungria, a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, a Budapeste, nesta terça-feira, evidenciou o peso internacional do pleito e o alinhamento direto de Washington com o primeiro-ministro Viktor Orbán. A viagem ocorre às vésperas das eleições parlamentares de domingo, em um cenário de queda nas pesquisas para o partido governista Fidesz e avanço da oposição. O movimento é interpretado como uma tentativa de influenciar o resultado eleitoral em um país com menos de 10 milhões de habitantes, mas com relevância estratégica em meio a tensões globais.
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De acordo com o The New York Times, a presença de Vance na Hungria “deixa claro que a Rússia não é o único país empenhado na vitória” de Orbán, que governa desde 2010 e enfrenta seu maior desafio eleitoral em 16 anos. O vice-presidente chegou ao país na manhã de terça-feira, apenas cinco dias antes da votação, considerada a mais importante desde o fim do regime comunista, em 1989.
Durante coletiva de imprensa, Vance afirmou que há uma convergência ideológica entre os governos húngaro e norte-americano, sob a liderança do presidente Donald Trump. Segundo ele, os dois países estão unidos por uma “cooperação moral” na “defesa da civilização ocidental”. Na mesma ocasião, declarou: “Viktor Orban, é claro, vai vencer”. Em resposta, o premiê húngaro interrompeu: “Isso é um fato.”
O presidente Trump e o vice-presidente JD Vance em um almoço com o primeiro-ministro Viktor Orban, ao centro à esquerda, na Casa Branca, em Washington
Tierney L. Cross/The New York Times
O vice-presidente também elogiou Orbán, chamando-o de “sábio e inteligente”, e criticou a União Europeia. Ele afirmou que os “burocratas” europeus “tentaram destruir a economia húngara” para influenciar o resultado eleitoral “porque odeiam esse cara”.
Em outra declaração, reforçou: “Quería enviar una señal a todo el mundo, especialmente a los burócratas de Bruselas, que han hecho todo lo que han podido para reprimir al pueblo de Hungría porque no les gusta el líder que, de hecho, se ha plantado por el pueblo de Hungría”. Apesar do apoio explícito, ponderou: “No le diré a los húngaros cómo votar”.
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A viagem ocorre após visita do secretário de Estado Marco Rubio, em fevereiro, quando desejou “éxito” a Orbán. Segundo analistas, os movimentos refletem uma estratégia mais ampla da administração Trump de aproximação com lideranças nacionalistas europeias, descrita em um documento de segurança nacional como alinhamento com “partidos patrióticos europeus”.
Disputa interna, pesquisas e oposição em ascensão
Apesar do apoio internacional, pesquisas independentes indicam que o Fidesz enfrenta desvantagem significativa. Levantamentos citados pelo The New York Times apontam uma diferença de 10 pontos percentuais ou mais em favor do partido Tisza, liderado por Peter Magyar, um ex-aliado de Orbán que rompeu com o governo em 2024. O movimento, de perfil conservador pró-europeu, ganhou força em menos de dois anos e passou a ameaçar a hegemonia do atual premiê.
Já institutos ligados ao governo indicam cenário oposto, projetando vitória da coalizão Fidesz-KDNP. Orbán, de 62 anos, venceu com facilidade as quatro eleições anteriores e é visto como referência por movimentos nacionalistas na Europa, sendo associado a políticas de restrição à imigração e enfrentamento a pautas progressistas.
O Sr. Vance, à esquerda, reunindo-se com Peter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores da Hungria, o terceiro da esquerda para a direita, e o Sr. Orban em Budapeste na terça-feira
Jonathan Ernst
A campanha do primeiro-ministro tem enfatizado a segurança nacional e a oposição à Ucrânia, apontada como uma ameaça regional. Segundo o The New York Times, essa narrativa coloca o Fidesz como “único garantidor de segurança” diante do que Orbán considera riscos vindos do país vizinho.
Interesses geopolíticos e influência internacional
O pleito húngaro também mobiliza interesses de outras potências. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, vê Orbán como aliado estratégico dentro da União Europeia, especialmente por sua atuação em temas como sanções econômicas e apoio financeiro à Ucrânia. Moscou mantém colaboração com o governo húngaro e tem contribuído para sustentar a economia do país por meio do fornecimento de energia.
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Na véspera da chegada de Vance, o Kremlin apoiou alegações do governo húngaro sobre um suposto ataque a um gasoduto que liga a Sérvia à Hungria. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou que a Ucrânia tem histórico de sabotagem e que “é muito provável que sejam encontrados indícios do envolvimento do regime de Kiev” no episódio.
O presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, aliado de Orbán, declarou que explosivos de “poder devastador” foram encontrados no trecho sérvio do gasoduto. A oposição húngara contestou a narrativa. Peter Magyar questionou a veracidade da informação e acusou o governo de tentar influenciar o eleitorado com base no medo às vésperas da votação.
Uma visita agendada do vice-presidente JD Vance deixa claro que a Rússia não é o único país interessado na vitória do líder húngaro, Viktor Orbán
Akos Stiller/The New York Times
Segundo o The New York Times, o envio de Vance à Hungria indica que o governo Trump acredita na possibilidade de reverter o cenário apontado pelas pesquisas. O próprio presidente norte-americano já afirmou ter capacidade de influenciar eleições estrangeiras. Em entrevista à Politico, citou o apoio ao presidente argentino Javier Milei como exemplo: “Ele estava perdendo a eleição, e eu o apoiei e ele venceu com uma margem esmagadora”.
No entanto, diferentemente do caso argentino, não há confirmação de apoio financeiro direto à Hungria. Orbán afirmou ter discutido com Trump um “escudo financeiro” de dezenas de bilhões de dólares, mas o presidente dos EUA negou: “Não, eu não prometi a ele, mas certamente ele pediu”.
A forte tempestade que atingiu a província de Tucumán na madrugada de domingo (6) deixou pelo menos três mortos: um casal e uma criança. As vítimas, identificadas como Mariano Robles (28) e Solana Albornoz (32), ficaram presas no veículo em que viajavam quando voltavam de um casamento na região de Tafí Viejo. Segundo relatos repercutidos por tabloides internacionais, os dois teriam sido encontrados abraçados dentro do carro após o veículo ser arrastado pela enxurrada durante o temporal.
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Segundo a família, o último contato com eles foi às 21h e, momentos depois, o veículo — um Nissan Versa branco — foi encontrado pelas autoridades locais em um canal de drenagem. Metade do carro estava submersa na água, coberta por galhos, e dentro dele o casal foi encontrado morto.
Quem foram Mariano Robles e Solana Albornoz?
Naturais de Tucumán, ambos trabalhavam para o governo provincial. Robles atuava na Caja Popular de Ahorros, enquanto Albornoz trabalhava na Casa de Governo de Tucumán.
Segundo o jornal La Gaceta, eles tinham dois filhos à espera em casa: um de nove meses e outro de cinco anos.
De acordo com a imprensa local, a família, que havia perdido contato com o casal na noite de sábado, comunicou o desaparecimento às autoridades. — Eles estavam no carro esperando a água baixar — afirmou a família das vítimas.
Após o alerta, foi iniciado o protocolo de busca e salvamento, com a atuação de uma equipe do Grupo Especial de Resgate (GER), vinculada ao CERO.
Eles estavam voltando de um casamento quando uma forte tempestade os surpreendeu na estrada e foram encontrados mortos dentro do carro.
Em entrevista à LN+, o chefe dos bombeiros de Tafí Viejo, Ángel Aguilar, disse que, por volta das 13h de domingo, receberam um chamado alertando sobre um veículo que estava em uma vala no bairro Nueva Italia, a poucos metros da Rota 9, coberto de lama e galhos.
— Os corpos tiveram que ser retirados após a desmontagem do teto do veículo, porque ele estava preso sob uma ponte — explicou Aguilar.
Além do casal, o temporal deixou outra vítima na região: um menino de 12 anos morreu após sofrer uma descarga elétrica ao tocar um poste na cidade de San Miguel de Tucumán.
Os Estados Unidos confirmaram a prisão de duas mulheres identificadas como parentes do falecido general iraniano Qassem Soleimani, em um caso que reacendeu as tensões com Teerã, nesta semana. São elas Hamideh Soleimani Afshar, apontada como sobrinha do ex-comandante da Força Quds, e sua filha, sobrinha-neta do general.
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Afshar, de 47 anos, morava em Los Angeles e mantinha presença ativa nas redes sociais, onde, segundo o Departamento de Estado, divulgava conteúdo alinhado à narrativa oficial de Teerã. As autoridades americanas afirmam que ela não apenas reproduzia mensagens do regime iraniano, como também as ampliava com comentários próprios, celebrando ataques contra soldados e bases dos EUA no Oriente Médio e se referindo ao país como o “Grande Satã”.
Entre as postagens citadas por Washington estão mensagens nas quais ela elogiava as capacidades militares do Irã contra os Estados Unidos, compartilhava conteúdos sobre divisões internas na política americana no contexto do conflito e endossava ameaças contra iranianos exilados considerados “traidores”.
Em uma das publicações, comemorou a possibilidade de o regime receber “reparações de guerra”, enquanto, em outra, defendeu medidas punitivas contra opositores. Também divulgou conteúdo de forte carga simbólica, como imagens e charges contra figuras da oposição iraniana no exterior — incluindo o exilado Reza Pahlavi — retratando-os como aliados de potências estrangeiras.
Em outras postagens, amplificou anúncios relacionados à liderança iraniana, incluindo referências à ascensão de Mojtaba Khamenei, acompanhando essas mensagens com conteúdo de cunho religioso e nacionalista.
O contraste entre sua retórica e seu estilo de vida foi outro ponto destacado pelas autoridades americanas. Segundo o Departamento de Estado, Afshar exibia nas redes sociais uma vida luxuosa nos Estados Unidos, com imagens usando roupas de grife, joias e frequentando ambientes sofisticados — incluindo viagens de helicóptero e consumo de bebidas premium —, argumento usado por Washington para apontar um suposto “duplo padrão”.
Encomenda direta de Marco Rubio
Ambas as mulheres foram presas por agentes federais em solo americano após o secretário de Estado, Marco Rubio, ordenar a revogação de suas autorizações de residência permanente. Elas permanecem sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), aguardando deportação.
Rubio foi enfático ao justificar a medida. Em publicação nas redes sociais, afirmou que Afshar “celebrou ataques contra americanos” e chamou os EUA de “Grande Satã”, expressão historicamente associada à liderança iraniana. O político também criticou o “estilo de vida luxuoso” que, segundo ele, ambas mantinham em cidades como Los Angeles enquanto defendiam o governo iraniano.
Confira:
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“Esta semana revogamos o status legal de Afshar e de sua filha; ambas estão agora sob custódia do ICE, aguardando deportação dos Estados Unidos”, escreveu Rubio, acrescentando que o governo Trump não permitirá que o país seja “um refúgio para estrangeiros que apoiam regimes terroristas anti-americanos”.
O Departamento de Estado, no entanto, não informou se há acusações criminais formais contra as detidas, o que reforça a avaliação de que se trata de uma medida de natureza imigratória, e não judicial.
Como ocorreu a prisão
Segundo a versão oficial, a prisão ocorreu na noite de sexta-feira, imediatamente após a revogação dos chamados “green cards”. Agentes federais localizaram as duas mulheres e efetuaram a detenção sem incidentes.
Afshar entrou nos Estados Unidos em 2015 com visto de turista. Posteriormente, obteve asilo em 2019 e residência permanente em 2021, status revogado na semana passada por decisão direta do Departamento de Estado.
Sua filha, Sarinasadat Hosseiny, também ingressou no país em 2015, com visto de estudante, e recebeu residência permanente em 2023.
As autoridades informaram ainda que o marido de Afshar foi proibido de entrar nos Estados Unidos, ampliando o alcance das sanções administrativas.
Resposta do Irã
Em Teerã, a reação foi imediata. Veículos da mídia estatal e agências ligadas ao governo negaram qualquer vínculo das mulheres com a família de Qassem Soleimani.
Zeinab Soleimani, filha do líder militar, declarou que “as pessoas presas nos Estados Unidos não têm nenhuma ligação com o mártir Soleimani” e classificou como falsas as alegações do Departamento de Estado.
Narjes Soleimani, outra filha do general e integrante do Conselho Municipal de Teerã, afirmou que nenhum parente direto do militar viveu em território americano.
O precedente Larijani
O episódio ocorre em meio ao aumento da pressão sobre cidadãos iranianos com conexões políticas relevantes. Dias antes, o governo dos EUA adotou medidas semelhantes contra parentes de Ali Larijani, figura influente do establishment iraniano.
Na ocasião, o status imigratório de Fatemeh Ardeshir-Larijani — filha do ex-funcionário — e de seu marido foi revogado, além da proibição de retorno ao país.
A decisão foi interpretada como parte de uma estratégia mais ampla de endurecimento contra indivíduos ligados, direta ou indiretamente, à liderança iraniana.
Larijani, ex-chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, havia morrido recentemente em um ataque aéreo durante a escalada da tensão regional, o que adicionou ainda mais sensibilidade política ao caso.
Começou como uma cena improvável, quase cômica, para quem passava pela estrada: uma avestruz correndo entre carros em plena rodovia. O episódio, porém, mobilizou motoristas e moradores na manhã de terça-feira (6), na Tailândia.
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O animal foi visto percorrendo cerca de 10 quilômetros pela rodovia Pattaya-Rayong, na altura da estrada 36, próximo ao Circuito Bira, no distrito de Bang Lamung, província de Chon Buri. Um vídeo publicado pela página Zoom Rayong, no Facebook, mostra a ave correndo por volta das 10h (horário local), acompanhando o fluxo de veículos em direção à província de Rayong.
Assista:
Avestruz foge de recinto e dispara na frente de veículos em rodovia na Tailândia
Segundo o Bangkok Post, testemunhas relataram que a avestruz foi avistada entre os quilômetros 22 e 33, batendo as patas continuamente enquanto seguia pela pista. Motoristas reduziram a velocidade, e alguns chegaram a buzinar na tentativa de conduzi-la até o acostamento, evitando riscos maiores.
Fuga atrás de caminhão
Mais tarde, descobriu-se que o animal tinha apenas cinco meses e pertencia ao café “Cat Meow 4289”, localizado em frente ao autódromo. O proprietário, Issara Boriboon, de 43 anos, afirmou que a ave escapou pela manhã enquanto ele estava fora, segundo o Bangkok Post.
Segundo ele, funcionários relataram que o animal correu atrás de um caminhão betoneira que havia acabado de descarregar concreto em uma obra nos fundos do estabelecimento. Ao retornar, Boriboon saiu imediatamente em busca da avestruz com uma bicicleta de trilha, mas não conseguiu localizá-la.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução
A captura ocorreu no cruzamento de Khanam Rai, já na província de Rayong, a cerca de 10 quilômetros do ponto de fuga. Moradores conseguiram conter o animal e o mantiveram em segurança até a chegada do dono.
De acordo com Boriboon, a avestruz foi levada de volta ao café sem ferimentos. Ele agradeceu à população pela ajuda e destacou que o animal, descrito como dócil e acostumado a circular livremente pelo local, nunca havia fugido antes. Apesar da movimentação e do susto, não houve registro de acidentes durante o trajeto.
Um ex-cabo das forças especiais da Austrália foi preso nesta terça-feira, no aeroporto de Sydney, acusado de crimes de guerra por assassinatos cometidos no Afeganistão entre 2009 e 2012. Considerado o soldado vivo mais condecorado do país, Ben Roberts-Smith, de 47 anos, enfrentará cinco acusações e passará a noite detido antes de audiência de fiança prevista para quarta-feira.
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Segundo a Polícia Federal Australiana, o militar é acusado de matar detentos desarmados e apontado como envolvido direto ou indireto em outros homicídios. As acusações incluem uma de assassinato, uma de coautoria e três por auxiliar, incentivar, aconselhar ou facilitar assassinatos.
A comissária da polícia Krissy Barrett afirmou que mortes foram de autoria do militar ou aconteceram “na presença dele e sob suas ordens”.
— Será alegado que as vítimas foram mortas a tiros pelo acusado ou por membros subordinados das Forças de Defesa Australianas (ADF), na presença dele e agindo sob suas ordens — diz.
Ela destacou ainda que os casos envolvem “uma parte muito pequena das confiáveis e respeitadas Forças de Defesa Australianas”, e acrescentou que “a maioria orgulha o país”.
Roberts-Smith nega qualquer irregularidade e já classificou as acusações como “escandalosas” e “maliciosas”. Segundo sua defesa, as mortes ocorreram legalmente em combate ou não aconteceram.
O caso já havia sido analisado na esfera civil. Em 2023, um julgamento por difamação concluiu que o ex-militar matou vários afegãos desarmados, na primeira vez em que um tribunal avaliou alegações de crimes de guerra envolvendo forças australianas. Ele recorreu da decisão, mas perdeu no ano seguinte.
Na sentença, o juiz Anthony Besanko concluiu que Roberts-Smith participou de pelo menos quatro assassinatos. Segundo o magistrado, ele ordenou a execução de homens desarmados para “iniciar” soldados novatos.
Também foi apontado seu envolvimento na morte de um agricultor algemado, que foi chutado de um penhasco, e de um combatente talibã capturado, cuja perna protética foi levada como troféu.
Investigações e impacto institucional
As investigações têm como base, entre outros elementos, o Relatório Brereton, de 2020, que identificou “evidências críveis” de 39 mortes ilegais e recomendou a apuração de 19 militares. O Escritório do Investigador Especial (OSI), criado para conduzir os casos, já apresentou acusações contra apenas outra pessoa além de Roberts-Smith.
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O diretor de investigações do OSI, Ross Barnett, afirmou que a prisão representa um “passo significativo” e destacou as dificuldades do processo.
— O OSI foi encarregado de investigar literalmente dezenas de assassinatos supostamente cometidos no meio de uma zona de guerra em um país a 9.000 km da Austrália — disse: — Não podemos ir a esse país, não temos acesso às cenas do crime… Não temos fotografias, plantas do local, medições, recuperação de projéteis, análise de padrões de sangue… Não temos acesso aos mortos.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que não comentará o caso por estar sob análise judicial. “[É] muito importante que não haja envolvimento político”, declarou.
O impacto institucional já atinge o Memorial de Guerra Australiano, que informou que revisará novamente a exposição dedicada ao militar. A placa que acompanha seu uniforme e medalhas já havia sido atualizada para refletir as alegações e o resultado do processo civil.
Antes das denúncias, Roberts-Smith era visto como herói nacional.
Em 2018, ganhou destaque ao receber a Cruz Vitória por enfrentar sozinho combatentes do Talibã durante um ataque ao seu pelotão do SAS. O caso também esteve no centro de uma longa disputa judicial por difamação iniciada após reportagens publicadas naquele ano, em um processo que durou sete anos, custou milhões de dólares e foi descrito como “julgamento do século”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer duras ameaças ao Irã nesta terça-feira, afirmando que “uma civilização inteira vai morrer esta noite” caso não seja alcançado um acordo para encerrar o conflito entre os países.
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A declaração foi feita em publicação na rede social Truth Social, na qual Trump elevou o tom ao comentar a rejeição iraniana a propostas de paz intermediadas por terceiros.
“Uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais ser recuperada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai”, escreveu. Em seguida, acrescentou: “No entanto, agora que temos uma mudança completa e total de regime, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?”
Trump ameaça Irã e diz que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’ caso República Islâmica não chegue a acordo com os EUA
Reprodução: Truth Social
O presidente norte-americano classificou o momento como decisivo: “Vamos descobrir esta noite, um dos momentos mais importantes na longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente vão acabar. Deus abençoe o grande povo do Irã!”
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EUA e Irã receberam entre a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira um plano de cessar-fogo em duas etapas elaborado pelo Paquistão, afirmou uma fonte ouvida pela agência Reuters, com previsão de um fim imediato das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, seguido por um período de negociação para um acordo de paz definitivo.
O processo diplomático ocorre enquanto novos ataques são registrados por toda a região, com mortes confirmadas em Israel e na nação persa nesta segunda, e com o prazo do ultimato dado pelo presidente americano, Donald Trump, para a reabertura de Ormuz, até às 21h de terça-feira (horário de Brasília), quase chegando ao fim.
Embora as autoridades americanas não tenham se pronunciado sobre a proposta, o governo do Irã se referiu a termos transmitidos pelo Paquistão e rejeitou qualquer hipótese de cessar-fogo temporário, acrescentando que uma resposta será encaminhada a Islamabad incluindo suas próprias demandas, como o fim definitivo das hostilidades. A Casa Branca confirmou ter recebido uma proposta de mediadores para um cessar-fogo de 45 dias com o Irã, mas detalhou que Trump “não a validou”.
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O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, manteve contato “durante toda a noite” com JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, enviado especial, e Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, segundo a fonte citada pela Reuters. O plano estabelece uma estrutura em duas etapas: em um primeiro momento, um cessar-fogo imediato e a reabertura de Ormuz — rota por onde passa 20% do petróleo produzido no mundo; em seguida, seria aberto um prazo de 15 a 20 dias para a conclusão de um acordo final.
O arranjo, que provisoriamente foi chamado de “Acordo de Islamabad” e prevê negociações presenciais na capital paquistanesa, deveria ser formalizado por meio de um memorando de entendimento a ser assinado eletronicamente pelas partes e pelo Paquistão, de acordo com a fonte ouvida pela Reuters, que revelou haver pressão por uma definição rápida, apontando que “todos os elementos precisam ser acordados hoje”.
O desfecho é improvável, segundo as manifestações iniciais do Irã. Em uma coletiva de imprensa em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano Esmail Baghaei confirmou o diálogo com os EUA por meio de mediadores — além do Paquistão, países como Egito e Turquia participam de esforços diplomáticos —, mas afirmou que esboços repassados ao país incluiriam 15 pontos formulados pelos EUA, aos quais classificou como “ilógicos” e “excessivos”, e que o país nunca iria aceitar condições impostas pelos americanos, mesmo que sob pressão.
A poucas horas do fim do ultimato imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para a reabertura do Estreito de Ormuz ou para um cessar-fogo imediato, o Irã voltou a ser intensamente bombardeado nesta terça-feira. Fontes iranianas confirmam que ao menos 18 pessoas morreram nos ataques mais recentes, que entre outros alvos atingiram a estratégica ilha Kharg, que abriga o principal terminal de exportação de petróleo do país. À medida que a nação persa é alvo de novas ameaças de ataques contra alvos não militares por parte de Israel e EUA, autoridades em Teerã alternam entre discursos que prometem recrudescimento da resistência ou de apelo à diplomacia, em um momento em que o tempo para um acordo parece se encerrar. Novos ataques iranianos voltaram a ser lançados na região, que vive uma preocupação crescente sobre os impactos do aprofundamento do conflito.
“O inimigo americano-sionista lançou diversos ataques contra a Ilha Kharg, e várias explosões foram ouvidas no local”, publicou a agência de notícias iraniana Mehr, enquanto meios de comunicação dos EUA citaram funcionários do governo americano confirmando ataques contra “alvos militares” na ilha estratégica. A Fox News detalhou que os alvos seriam bunkers, abrigos subterrâneos, uma estação de radares e depósitos de munição.
A ilha localizada no norte do Golfo Pérsico foi apontada como uma linha-vermelha pelo Irã no início do conflito, mas acabou sendo bombardeada pelos adversários anteriormente no conflito. Com cerca de um terço do tamanho da ilha de Manhattan, Kharg concentra instalações responsáveis por quase 90% das exportações de petróleo bruto do país antes do início do atual conflito.
A nova onda de ataques não ficou restrita à Ilha Kharg neste 39º dia de conflito. Bombardeios também foram registrados em Teerã e províncias próximas à capital. As agências de notícias iranianas Mizan e Fars apontaram que 18 pessoas, incluindo duas crianças, morreram em ataques aéreos contra em Alborz.
A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA) aponta que mais de 3,5 mil pessoas foram mortas no Irã desde o início dos ataques israelenses e americanos, incluindo pelo menos 1.665 civis. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) aponta um número maior de civis mortos: 2,1 mil. As duas organizações detectaram um agravamento no número de vítimas no país nos últimos dias.
*Matéria em atualização
Uma mulher americana que estava desaparecida nas Bahamas após cair de um barco durante um passeio com o marido foi identificada como Lynette Hooker, de 55 anos, moradora de Michigan, nos Estados Unidos. O caso ocorreu no sábado (4), nas Ilhas Abaco, e mobiliza autoridades locais e dos Estados Unidos.
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Segundo a Polícia Real das Bahamas (RBPF), Lynette viajava com o marido, Brian Hooker, de 58 anos, em um pequeno bote de cerca de oito pés, no trajeto entre Hope Town e Elbow Cay. O casal seguia em direção ao iate em que estavam hospedados, chamado “Soulmate”, quando o acidente aconteceu por volta das 19h30.
Queda ocorreu em meio a mau tempo e fortes correntes
De acordo com o relato de Brian às autoridades, a mulher escorregou e caiu na água devido às condições climáticas adversas. Em seguida, foi arrastada por fortes correntes e desapareceu de vista. Ainda não está claro se ela utilizava colete salva-vidas no momento do incidente.
A RBPF informou que Lynette segurava a chave do bote quando caiu, o que fez com que o motor desligasse. Sem propulsão, Brian remou durante toda a noite até alcançar uma marina por volta das 4h deste domingo. Foi nesse momento que ele relatou o ocorrido, e as autoridades foram acionadas.
As buscas seguem em andamento com a participação conjunta de equipes das Bahamas e dos Estados Unidos. A Guarda Costeira americana enviou uma aeronave para auxiliar nas operações de resgate.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a filha da vítima, Karli Aylesworth, afirmou ter poucas informações sobre o caso e pediu uma investigação completa. “Minha única preocupação é descobrir o que aconteceu com minha mãe e garantir que todos os fatos sejam apurados”, disse. Ela também solicitou o envolvimento de autoridades americanas em diferentes níveis.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA informou que o governo está ciente do desaparecimento e atua em cooperação com as autoridades das Bahamas para prestar assistência.
Atualmente, as Bahamas estão sob alerta de viagem de nível dois, que recomenda maior cautela aos visitantes. O aviso menciona o aumento da criminalidade e riscos associados a atividades aquáticas, incluindo falhas na regulamentação da navegação que já resultaram em acidentes com vítimas.

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