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Pouco antes do meio-dia de um domingo de outubro, os passageiros se acomodaram no convés superior do American Princess, um navio de cruzeiro de 29 metros que partiu de Sheepshead Bay, no bairro do Brooklyn, em Nova York, rumo ao Oceano Atlântico em busca de baleias.
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Eles não precisaram esperar muito para encontrar uma. Depois de contornar Breezy Point, no Queens, o capitão desligou o motor e os turistas correram para o lado de bombordo quando a crista cinza-vítrea da barbatana dorsal de uma baleia jubarte rompeu a superfície das ondas.
A equipe havia encontrado a fêmea de 8,8 metros e 5.760 quilos três dias antes e visto mais de uma dúzia de cicatrizes superficiais ao longo de suas costas.
Duas semanas depois, a mesma baleia encalhou em um banco de areia perto de Long Beach Island, Nova Jersey, e morreu no dia seguinte. Funcionários do Marine Mammal Stranding Center, um serviço de resgate de animais com sede em Nova Jersey, determinaram que a hélice de um navio a havia ferido em agosto. Uma necropsia revelou que ela estava gravemente abaixo do peso e apresentava sinais de doença renal, informou a instituição.
Fofura: Rara baleia jubarte albina é flagrada por drone na costa da Austrália; vídeo
Após terem sido caçadas quase até a extinção, as populações de baleias têm se recuperado lentamente em todo o Atlântico desde a aprovação de diversas medidas de proteção, incluindo uma moratória internacional sobre a caça comercial de baleias em 1986. Pesquisadores têm observado recentemente um número maior de baleias permanecendo na costa do porto de Nova York para se alimentar de lançons, arenques-do-atlântico e outros peixes pequenos, em vez de continuarem para suas áreas de alimentação tradicionais no Golfo do Maine.
Eles estão longe de ser os únicos na rodovia aquática de Nova York. O tráfego de navios porta-contêineres, petroleiros e barcos de pesca tornou-se mais congestionado desde a pandemia do coronavírus, o que levou a colisões e emaranhamentos que contribuem para o encalhe de baleias em Nova York e Nova Jersey. Os esforços para reduzir a velocidade de embarcações menores estagnaram e as leis federais que protegem os mamíferos marinhos estão sendo enfraquecidas.
— Existem pequenas rodovias invisíveis que atravessam o território das baleias jubarte — disse Joy Reidenberg, que estuda a estrutura e a função dos corpos dos animais na Escola de Medicina Icahn do Mount Sinai. — É como um cervo atravessando a estrada. Eles não sabem que um barco está vindo, e o que temos é um atropelamento oceânico.
Uma baleia emerge do Oceano Atlântico perto de Atlantic Beach durante um cruzeiro de observação de baleias no inverno com a American Princess Cruises, em 15 de novembro de 2025
Johnny Milano / The New York Times
Os cientistas ainda estão tentando entender por que Nova York se tornou um destino para baleias.
Ao longo dos últimos 15 anos, a Gotham Whale, uma organização sem fins lucrativos que monitora a vida marinha de Nova York, identificou 486 baleias-jubarte diferentes na Baía de Nova York, a área marítima em forma de crescente entre Cape May, Nova Jersey, e Montauk Point, no extremo leste de Long Island. A organização também identificou várias baleias-minke, menos comuns, e baleias-fin, baleias-sei, cachalotes e baleias-francas-do-atlântico-norte, espécies ameaçadas de extinção a nível federal e entre as mais raras do mundo. Os pesquisadores observam entre 70 e 90 baleias-jubarte anualmente desde 2019, mas contabilizaram 168 no ano passado, um recorde para a organização.
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As temperaturas da água no Golfo do Maine aumentaram devido aos efeitos das mudanças climáticas, e muitas baleias estão passando mais meses perto de Nova York para se alimentar. O porto ficou mais limpo graças a anos de investimentos na modernização da infraestrutura de esgoto e estacas, o que impulsionou o retorno da vida marinha. Restrições estaduais que limitam a quantidade de arenque-do-mar que os pescadores comerciais podem capturar e proíbem grandes redes, conhecidas como redes de cerco, permitiram que as populações de peixes prosperassem.
Muitas baleias jubarte avistadas perto da costa têm menos de 6 anos ou são adultos mais velhos que já passaram da idade reprodutiva. Os cientistas acreditam que os juvenis estão evitando a competição com os adultos e encontraram uma oferta abundante de presas, em vez de viajarem mais para o norte.
— Se você é jovem, não está interessado em acasalar ou dar à luz — disse Reidenberg, acrescentando: — Estamos vendo um padrão de baleias jovens e baleias mais velhas permanecendo perto das águas de Nova York porque é um meio-termo.
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O buffet de frutos-do-mar deles fica situado em uma das vias navegáveis ​​mais movimentadas do país. O Porto de Nova York-Nova Jersey é o mais movimentado da Costa Leste e está entre os três portos mais movimentados do país. Em 2024, um ano com leve queda no movimento, 60.928 embarcações comerciais e 760 embarcações de recreio, como iates particulares e barcos de pesca, transitaram pelo Canal Ambrose, a principal rota de navegação do porto, que liga Sandy Hook, Nova Jersey, a Rockaways, segundo a Guarda Costeira dos EUA.
O volume de carga que entra no porto de Nova York aumentou consideravelmente desde a pandemia, quando muitos importadores redirecionaram seus embarques para o Nordeste. Os volumes de carga saltaram 11% entre 2023 e 2024, e 2.678 navios atracaram nos portos da região em 2024, o maior número desde 2015, segundo registros da Autoridade Portuária.
Os relatos de baleias encalhadas também se tornaram mais comuns. Entre 1980 e 2009, a região de Nova York registrou uma média de dois a três encalhes por ano, de acordo com dados da Atlantic Marine Conservation Society. De 2017 a 2025, a média anual saltou para mais de 11, com quase metade das baleias apresentando sinais de interferência humana, como fraturas causadas por colisões com embarcações, ou ferimentos provocados por hélices, ou equipamentos de pesca. Nova Jersey apresentou um aumento semelhante, com 77 encalhes durante o período de nove anos.
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Os mamíferos marinhos são particularmente vulneráveis ​​a colisões com grandes navios-tanque, cuja força pode dobrar seus corpos ao meio. As baleias-jubarte têm uma visão tão deficiente que não conseguem perceber a proa bulbosa do navio se aproximando.
— A baleia pode ouvir o navio, mas não percebe que ele está se aproximando porque o som vem das hélices ou do motor mais próximo da popa — disse Danielle Brown, estudante de pós-doutorado em ecologia da Universidade Rutgers e diretora de pesquisa da Gotham Whales. — Quando estão se alimentando, elas ficam distraídas e se movimentam ativamente, mergulhando repetidamente.
A tripulação pode não perceber que atingiu uma baleia até atracar. Quando um navio de cruzeiro da MSC chegou ao Brooklyn em maio de 2024, seu capitão descobriu uma baleia-sei de 13,4 metros, espécie ameaçada de extinção, estendida na proa. A baleia estava em boas condições de saúde antes de o navio fraturar sua omoplata, concluíram os cientistas da AMSEAS.
Embarcações menores também podem causar ferimentos graves. As baleias se acostumaram tanto com o som dos barcos que chegam a se aproximar deles enquanto se alimentam, dizem os pesquisadores. Pescadores que usam redes de arrasto para capturar atum e robalo podem avançar em direção a cardumes de menhaden, ignorando a provável presença de baleias.
— A baleia é essencialmente um indicador de que pode haver atum por perto — disse Charles Witek, um pescador amador de Long Island. Ele acrescentou: — Conheço pescadores que já fisgaram baleias acidentalmente.
Os equipamentos de pesca representam suas próprias ameaças. Quando uma baleia se depara com longas cordas verticais presas a armadilhas para lagostas, ela instintivamente rola para longe, enrolando involuntariamente a grossa corda em sua barbatana dorsal, cauda e boca.
— Esse arrasto desgasta a baleia e pode cortar sua carne, causando infecções, ou até mesmo decepando parte de sua cauda, ou nadadeira, e impedindo-a de se alimentar — disse Reidenberg.
Os esforços para fortalecer as leis federais a fim de reduzir o risco de colisões e emaranhamentos têm apresentado poucos avanços.
Em 2022, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) tentou reduzir os limites de velocidade para embarcações entre 35 e 65 pés para no máximo 10 nós, de novembro a maio, período em que as baleias-francas migram pelo Atlântico Central. A regra aplicava-se apenas a embarcações com mais de 65 pés, mas a NOAA retirou a proposta em janeiro, após intensa pressão da indústria da pesca esportiva.
Em julho, os republicanos da Câmara elaboraram revisões à Lei de Proteção de Mamíferos Marinhos que poderiam permitir maior assédio a esses animais e adiar restrições a equipamentos de pesca. Quatro meses depois, o governo Trump propôs novas regras para a Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção que permitiriam a invasão de seus habitats e ignorariam quaisquer efeitos das mudanças climáticas.
Os pescadores e grupos de defesa marítima de Nova York propuseram suas próprias soluções. Concessionárias de iates estão experimentando câmeras térmicas caras que usam inteligência artificial para identificar objetos e compartilhar dados com navegantes próximos. Alguns pescadores comerciais compraram linhas de pesca com sistema de desengate rápido e armadilhas sem corda com sinais acústicos, que são muito mais caras do que os equipamentos de pesca convencionais.
A opção mais econômica é um curso online gratuito. O tutorial de 30 minutos, lançado em setembro pela Nature Conservancy e diversas outras organizações, oferece dicas para operadores de barcos sobre como reconhecer baleias no oceano e evitar colisões.
— A realidade é que muitas baleias estão sendo atingidas por barcos, e não são apenas navios grandes — disse Carl Lobue, cientista marinho da Nature Conservancy. — Ninguém quer atingir uma baleia.

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Uma briga entre dois rinocerontes-de-um-chifre interrompeu a rotina de turistas e moradores de Sauraha, cidade turística próxima ao Parque Nacional de Chitwan, no Nepal, nesta quarta-feira. Os animais foram flagrados se enfrentando violentamente a poucos metros de uma rua movimentada da região.
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Vídeos que circularam nas redes sociais mostram os rinocerontes correndo em alta velocidade, avançando um contra o outro e se empurrando enquanto pessoas observavam a cena à distância, escondidas em sacadas, calçadas e estabelecimentos próximos.
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Sauraha é conhecida pelos safáris e pela proximidade com a fauna selvagem do Parque Nacional de Chitwan, uma das principais reservas de rinocerontes-indianos do mundo. A presença de animais próximos a áreas urbanas é frequente, mas confrontos desse porte em vias públicas são considerados incomuns.
Segundo autoridades locais, os animais aparentavam disputar território, comportamento comum entre machos adultos da espécie, especialmente em períodos ligados à dominância e reprodução. Rinocerontes-de-um-chifre podem ultrapassar duas toneladas e atingir altas velocidades em curtas distâncias.
Apesar da intensidade da briga e da proximidade com turistas, ninguém ficou ferido. Após a repercussão das imagens, autoridades reforçaram orientações para que visitantes mantenham distância de animais selvagens e evitem aproximações para fotos e vídeos.
Uma mulher morreu após ser atingida por um guarda-sol arrancado pela força do vento durante uma tempestade na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. A vítima foi identificada como Dana Winger, de 56 anos, segundo o legista do Condado de Clarendon.
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O acidente aconteceu na noite de sábado (23), no restaurante Driftwood Grill, localizado às margens do Lago Marion, cerca de 110 quilômetros a noroeste de Charleston. Dana jantava com o marido quando os fortes ventos provocados pela tempestade fizeram com que o objeto se soltasse e atingisse sua cabeça e pescoço por volta das 19h40, diante de outros clientes.
De acordo com a legista Jacqueline Blackwell, Dana foi encontrada inconsciente e com ferimentos graves na cabeça e no pescoço. As equipes de emergência tentaram reanimá-la, mas ela foi declarada morta cerca de uma hora depois. O caso é investigado como acidente, e uma autópsia será realizada na Universidade Médica da Carolina do Sul, em Charleston.
Comoção nas redes sociais
A morte provocou uma onda de homenagens de amigos e familiares nas redes sociais. Em uma publicação no Facebook, a amiga Heather Iosa relembrou a convivência próxima com Dana e a relação dela com seus filhos.
“Dana esteve comigo em todos os momentos, bons e ruins. Ela ajudou a criar meus filhos. Nunca perdia um jogo ou um momento importante da vida deles. Vou sentir muita saudade dela”, escreveu.
Em outra mensagem, Heather afirmou: “Ela não era apenas uma amiga. Era da família. Uma segunda mãe para os meus filhos”.
Cameron Winger, apontado por veículos locais como enteado de Dana, também publicou uma homenagem.
“Prometo que vou cuidar do papai e da nossa família. Só porque você não está mais aqui não significa que deixará de viver através de nós”, escreveu.
O Driftwood Grill havia sido inaugurado um dia antes da tragédia, segundo informações divulgadas pelo próprio restaurante nas redes sociais. Em comunicado, o estabelecimento lamentou o ocorrido e prestou solidariedade à família.
“Nossos corações estão com a família, amigos e todos os afetados por este trágico incidente durante o severo evento climático da noite passada no Lago Marion”, informou o restaurante.
Enquanto a Terra e a maioria dos planetas do Sistema Solar têm um padrão de rotação semelhante, girando no sentido anti-horário de oeste para leste, o segundo planeta mais próximo do Sol, o gigante Vênus, gira na direção oposta, com uma rotação retrógrada.
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Vênus possui uma rotação lenta e extremamente retrógrada devido à influência de sua atmosfera. Esse fenômeno a torna uma exceção no Sistema Solar, fazendo com que gire na direção oposta à dos outros planetas que a circundam.
Anomalias que podem ser a causa de sua rotação reversa
Ao contrário dos gigantes gasosos ou do nosso próprio planeta Terra, a atmosfera de Vênus é extremamente densa, e isso faz com que essa anomalia ocorra no planeta mais brilhante e quente visível da Terra, de acordo com um estudo publicado na revista Nature Astronomy.
Planeta Vênus
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Segundo o Jornal da USP, a atração gravitacional do Sol atua sobre essas massas atmosféricas deformadas, criando um efeito de fricção ou torque que mudou sua direção ao longo do tempo.
Existe uma teoria, pouco aceita pela comunidade científica, que fala de um impacto gigante, sugerindo que o planeta foi atingido por outro que alterou sua trajetória original, o que perde força por ser muito improvável.
Fatos interessantes sobre Vênus
Graças à sua lenta rotação leste-oeste, um dia em Vênus equivale a 243 dias terrestres. Em contraste, sua órbita ao redor do Sol leva 225 dias terrestres , de acordo com a Nasa Science.
Visto do Polo Norte, é o único planeta com movimento inverso, girando no sentido horário.
“Estar na superfície de Vênus seria como estar no fundo de um oceano muito, muito quente”, explicou o pesquisador Kane à revista Nature, “chegando a temperaturas de até 475 °C”.
Israel anunciou na quarta-feira que matou o novo chefe do braço armado do movimento islâmico palestino Hamas, que havia sido alvo de um atentado a bomba em Gaza no dia anterior, apesar do cessar-fogo que deveria estar em vigor desde outubro.
“O comandante do braço armado da organização terrorista Hamas em Gaza foi eliminado ontem”, escreveu o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, na plataforma de mídia social X.
Katz e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, haviam anunciado na terça-feira que o exército realizou “um ataque em Gaza contra Mohamed Odeh”, comandante das Brigadas Ezzedine al-Qassam, o braço armado do Hamas. O grupo não se pronunciou.
Oito oficiais militares venezuelanos, incluindo um general, acusados ​​em 2017 de conspirar para um golpe de Estado contra Nicolás Maduro, foram libertados da prisão na terça-feira, em meio a uma nova onda de solturas concedidas pelo governo interino de Delcy Rodríguez a presos políticos.
Esses oito oficiais estão ligados ao chamado “Caso Paraquedista”, no qual foram acusados ​​de incitar a violência contra o governo Maduro. Entre eles também estava o General Raúl Isaías Baduel, ex-aliado de Hugo Chávez, que morreu na prisão em 2021.
Duas filhas do General Baduel, Andreína e Margareth, lideram a campanha pela libertação de presos políticos e exigem a libertação de seu irmão, Josnars Baduel, preso desde 2020 por suposto envolvimento em uma incursão para derrubar Maduro.
Os sargentos deixaram o tribunal sob aplausos de um grupo de pessoas que os abraçaram e choraram. Vestidos com camisetas amarelas, alguns ergueram o punho em sinal de vitória, segundo imagens transmitidas pela ONG Foro Penal, no canal X. O general Lozada, por sua vez, saiu em uma cadeira de rodas, mas se levantou e cobriu o peito com uma bandeira venezuelana.
“Confirmamos a libertação, após cumprirem suas penas, dos sargentos paraquedistas e do general (Ramón) Lozada”, informou Gonzalo Himiob, vice-presidente da ONG, ao canal X. Eles estavam presos há mais de nove anos, acrescentou.
O presidente interino, que assumiu o poder na Venezuela após a captura de Maduro em uma operação dos EUA, promoveu uma lei de anistia que exclui a maior parte dos militares, que também são considerados presos políticos por ONGs.
Jorge Arreaza, presidente da comissão parlamentar que monitora a anistia, argumentou na terça-feira que houve “atrasos em alguns processos” e que, durante o governo Maduro, não havia “condições políticas” para que os casos fossem julgados. “Estávamos numa situação muito polarizada”, disse ele numa entrevista à televisão estatal.
Um primeiro grupo de 31 militares, também acusados ​​de rebelião e traição, foi libertado em fevereiro sob liberdade condicional. Segundo o Foro Penal, quase 800 presos políticos foram libertados desde janeiro. O governo alega que 8 mil pessoas foram beneficiadas pela anistia em vigor desde fevereiro, mas a maioria não foi presa, e sim estava respondendo a processos judiciais.
A ONG alertou que, em 25 de maio, ainda havia 409 presos políticos no país.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deportou milhares de cubanos e de cidadãos de outros países para o México no último ano sem as devidas garantias legais e sem acesso a abrigo, comida ou assistência médica. Segundo um relatório da Human Rights Watch (HRW) divulgado nesta quarta-feira, a maioria dos deportados é formada por idosos, muitos com problemas de saúde crônicos que exigem tratamento contínuo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Na República Dominicana, imigrantes vivem com medo de dar à luz em unidades de saúde. O motivo está na atuação de agentes de imigração dominicanos. Alocados em hospitais públicos, eles têm detido imigrantes sem documentos, que posteriormente são deportados, incluindo mães e seus recém-nascidos. A operação, em curso há mais de um ano, atingiu principalmente haitianos que fogem da catastrófica crise humanitária no Haiti. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em julho de 1826, o Congresso do Panamá se consolidava como o primeiro e principal antecedente histórico da integração latino-americana. Convocado pelo venezuelano Simón Bolívar, o encontro buscou criar uma confederação de repúblicas hispano-americanas que fossem capazes de coordenar a defesa comum, resolver conflitos e fortalecer a posição da América Latina frente às potências estrangeiras, mas perdeu força diante de divisões políticas encabeçadas por grandes nações, incluindo o Brasil. Quase 200 anos mais tarde, no entanto, a ideia de união nas Américas permanece sendo vista como um potencial a ser explorado — e, diante das rápidas mudanças globais provocadas pelos Estados Unidos sob Donald Trump, analistas acreditam que, juntos, países da região têm uma oportunidade estratégica a ser explorada. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Congresso da Bolívia abriu caminho, nesta terça-feira, para que o presidente boliviano, Rodrigo Paz, declare estado de emergência no país, o que lhe permitiria usar as Forças Armadas e restringir certas liberdades para conter os protestos em massa que exigem sua renúncia.
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Leitura de Washington: Vice-secretário de Estado dos EUA diz que protestos na Bolívia configuram tentativa de golpe contra presidente
Com mais de dois terços dos votos a favor, a Câmara dos Deputados revogou uma lei que, desde 2020, limitava a capacidade do presidente de decretar estado de emergência. Já revogada pelo Senado, a legislação dá a Paz um caminho livre para seguir em frente.
O líder legislativo, Roberto Castro, anunciou o decreto da lei após mais de cinco horas de debate em sessão virtual com a participação de 117 dos 130 deputados. A secretaria da Câmara especificou que a legislação foi aprovada com “mais de dois terços” dos votos.
Milhares de manifestantes marcharam na segunda-feira em La Paz para exigir a renúncia do presidente, na quarta semana de protestos que provocaram escassez de produtos básicos em cidades importantes do país andino. Em um momento em que a Bolívia passa por aquela que já é considerada a pior crise econômica em quatro décadas, o mandatário de centro-direita que ascendeu ao poder em novembro classificou os atos como um teste à transição do país para uma economia mais aberta e para a democracia boliviana.
— Há muitos interesses internos e externos em fazer esta democracia fracassar e provocar desordem regional — afirmou Paz em entrevista à rede de TV Wall Street Week, da Bloomberg, no sábado, a partir do Palácio Presidencial. — Esta é uma questão sobre saber se a democracia na Bolívia é viável ou não.
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Paz, que assumiu o cargo após duas décadas de governos socialistas, tem alternando entre tentativas de diálogo com os manifestantes e a mobilização de forças de segurança para reprimi-los. Em viagem à cidade de Sucre, na segunda-feira, o presidente anunciou que reduzirá seu salário pela metade — em uma medida quase simbólica, uma vez que o valor corresponde a 24 mil bolivianos (cerca de 17 mil reais) — e fez um novo apelo ao diálogo com as organizações que lideram os protestos. No entanto, descartou dialogar com manifestantes radicais que usem de violência.
— Uma minoria não pode governar, uma minoria não pode abusar de nós e faremos cumprir claramente a Constituição — advertiu o presidente, que já havia anteriormente destacado que o Ordenamento Jurídico boliviano permite o uso de força para contenção de distúrbios sociais.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, pediu nesta terça-feira à comunidade internacional ajuda urgente para evitar um desastre na ilha, que está sob bloqueio energético dos Estados Unidos, em um discurso perante o Conselho de Segurança da ONU.
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— Faço um apelo à comunidade internacional para que se mobilize para evitar uma catástrofe humanitária que poderia ser imposta pela via das armas ou pelo bloqueio de combustível – declarou Rodríguez. — Chegou o momento da solidariedade para com Cuba.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou abertamente diversas vezes assumir o controle de Cuba e afirmou que, após a ofensiva que derrubou Nicolás Maduro na Venezuela, a ilha comunista poderia ser seu próximo alvo militar.
Os cubanos sofrem há anos com duras condições econômicas, em parte devido ao embargo comercial imposto pelos Estados Unidos em 1962, com escassez de alimentos, medicamentos e outros produtos básicos. Os apagões generalizados são frequentes no país.
A situação piorou quando Trump interrompeu o fornecimento de petróleo proveniente da Venezuela após a queda de Maduro. Na semana passada, Washington apertou ainda mais o cerco ao denunciar judicialmente o ex-presidente cubano Raúl Castro pela morte de quatro americanos na derrubada de dois aviões de um grupo anticastrista em 1996. Raúl Castro exercia então o cargo de ministro da Defesa.
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Horas depois de a acusação contra ele se tornar pública, o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, advertiu que os Estados Unidos estavam muito focados em mudar o sistema comunista de Cuba. Nesta terça-feira, o chanceler cubano afirmou que a acusação tem motivações políticas e negou que Havana represente uma ameaça à segurança nacional dos EUA, como afirma Washington.
— É uma ideia que vai contra a lógica e o senso comum — afirmou ao Conselho de Segurança da ONU. — Deixem Cuba viver em paz.

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