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A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA determinou uma revisão de todas as licenças de transmissão de emissoras locais da rede ABC, e determinou um prazo de 30 dias para que a documentação necessária seja apresentada. Oficialmente, a FCC credita a medida, rara nos Estados Unidos, a um inquérito sobre políticas de diversidade dentro da ABC, mas o real alvo da ofensiva é o comediante Jimmy Kimmel, autor de uma piada sobre a primeira-dama, Melania Trump, considerada um insulto pela Casa Branca.
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Na ordem, emitida nesta terça-feira, a FCC afirma que “vem investigando as emissoras ABC da Disney por possíveis violações da Lei de Comunicações de 1934”, que regula as comunicações interestaduais e internacionais nos EUA, e “das normas da FCC, incluindo a proibição da agência à discriminação ilegal”, uma referência ao veto determinado pelo presidente Donald Trump a políticas de diversidade.
A agência afirma ter poder para exigir que uma empresa sob investigação apresente os documentos para a renovação de licenças de transmissão antecipadamente, “permitindo que a FCC conduza sua investigação em andamento e possibilite que a FCC assegure que a emissora esteja cumprindo suas obrigações de interesse público de forma mais ampla”.
Segundo a agência, a ABC deve fornecer “os pedidos de renovação de licença para todas as suas emissoras de TV licenciadas dentro de 30 dias — ou seja, até 28 de maio de 2026”. Ao todo, oito emissoras foram citadas, todas com licenças ainda válidas por mais alguns anos.
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A ojeriza às políticas de inclusão e diversidade pelo governo Trump é notória, e levou muitas empresas americanas e de capital estrangeiro que operam no país a mudarem suas ações internas para evitar a ira da Casa Branca. Os impactos também foram sentidos em escolas, universidades e nas Forças Armadas, sob a égide do “combate à cultura woke”.
Mas no caso da ABC, o alvo real chama-se Jimmy Kimmel, um dos mais populares apresentadores dos Estados Unidos, e que mais uma vez entrou para a lista de indesejáveis do governo Trump por uma piada, agora sobre Melania Trump.
— Nossa primeira-dama, Melania, está aqui. Olhem para Melania, tão linda. Senhora Trump, a senhora tem a aura de uma futura viúva — disse Kimmel em seu programa na quinta-feira passada.
Dois dias depois, um homem armado tentou invadir o salão onde Trump participava de um jantar de jornalistas que cobrem a Casa Branca, supostamente com a intenção de matá-lo, e a piada de Kimmel rapidamente foi resgatada e notada pelo entorno do presidente.
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Na segunda-feira, Melania Trump disse na rede social X que “pessoas como Kimmel não deveriam ter a oportunidade de entrar em nossas casas todas as noites para espalhar ódio”, e perguntou até quando “a direção da ABC vai tolerar o comportamento atroz de Kimmel às custas da nossa comunidade”. No mesmo dia, Trump foi ao seu Truth Social acusar o comediante de incitação à violência, e terminou a mensagem com um pedido que soou como ordem: “Jimmy Kimmel deveria ser demitido imediatamente pela Disney e pela ABC”.
A gigante do entretenimento não respondeu à determinação de Trump, e o programa de Kimmel foi exibido normalmente na segunda-feira. Como esperado, ele mencionou a pressão pela demissão.
— Aquela foi uma piada bem leve sobre o fato de ele [o presidente Trump] ter quase 80 anos e ela ser mais jovem do que eu. Não foi, de forma alguma, um incitamento ao assassinato, e eles sabem disso. Há muitos anos me manifesto veementemente contra a violência armada, em particular — disse o comediante. — Concordo que discursos de ódio e violência são algo que devemos rejeitar. Acho que um ótimo ponto de partida para diminuir esse discurso é conversar com seu marido sobre isso.
Nesta terça-feira, após a determinação da FCC, a Disney disse, em comunicado, que a ABC sempre seguiu as normas federais de comunicação, que está confiante na renovação das licenças e que está preparada “para demonstrar isso pelos canais legais apropriados”.
Especialistas dizem que as chances de sucesso da ofensiva da FCC — inédita em tal escala — são pequenas, mas alertam que esse é mais um sinal de como a agência está sendo usada para propósitos que vão além de regular as telecomunicações, sob liderança de Brandon Carr, um advogado fiel a Donald Trump.
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Em setembro passado, o próprio Kimmel foi afastado temporariamente do ar após comentários considerados nocivos sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk: na ocasião, disse que os trumpistas estavam “tentando desesperadamente caracterizar esse garoto que assassinou Charlie Kirk como qualquer coisa que não fosse um deles”, na esperança de “ganhar pontos políticos”. Meses antes, em fevereiro, uma investigação foi lançada contra a rede CBS, sob acusação de favorecimento à candidata democrata na eleição presidencial de 2024, Kamala Harris. No mês passado, Carr ameaçou cassar licenças de emissoras por causa da cobertura crítica da guerra no Irã.
“A Primeira Emenda [à Constituição, que trata da liberdade de expressão] e o mandato da FCC não permitem que a agência use licenças de transmissão como armas para punir emissoras por conteúdo constitucionalmente protegido que veiculam”, disse, em comunicado, Seth Stern, da Fundação pela Liberdade de Imprensa, nesta terça-feira. “A decisão de Carr de abandonar seus princípios para bajular Trump e alavancar sua carreira não muda a lei que Carr sabe muito bem que se aplica. A FCC não é a polícia do jornalismo nem a polícia do humor. Isso não passa de uma manobra ilegal para intimidar a ABC e fazê-la ceder.”

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A estimativa de US$ 25 bilhões apresentada na quarta-feira por um alto funcionário do Pentágono ao Congresso dos Estados Unidos para o custo total da guerra com o Irã até o momento é considerada subestimada e não inclui despesas relevantes, disseram à CNN americana três pessoas com conhecimento do assunto. A avaliação das fontes é a de que o custo real esteja entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões, ao incluir gastos com a reconstrução de instalações militares e a reposição de equipamentos destruídos durante os ataques.
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A diferença entre os valores reflete, principalmente, danos ainda não contabilizados oficialmente pelo Departamento de Defesa. Nos primeiros dias do conflito, ataques iranianos na região do Golfo causaram danos significativos a pelo menos nove instalações militares dos EUA em 48 horas. As ofensivas atingiram estruturas localizadas no Bahrein, Kuwait, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Catar.
Vários sistemas estratégicos também foram destruídos. Entre eles, o radar de uma bateria antimísseis THAAD americana na Jordânia e edifícios que abrigavam sistemas semelhantes em dois pontos dos Emirados Árabes Unidos. Uma aeronave E-3 Sentry da Força Aérea dos Estados Unidos foi destruída em um ataque iraniano contra uma base aérea estratégica na Arábia Saudita.
Ao detalhar a composição dos custos apresentados aos parlamentares durante audiência na Câmara dos Representantes na manhã de quarta-feira, Jules “Jay” Hurst III, controlador do Pentágono, afirmou que “a maior parte” dos gastos informados foi destinada à compra de munições. Questionado sobre a inclusão dos custos de reparo das bases no cálculo, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, não respondeu.
— Esse número está totalmente equivocado — afirmou o deputado democrata Ro Khanna durante a audiência, ao criticar a estimativa inicial apresentada pelo Pentágono.
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Dados anteriores fornecidos pelo próprio Departamento de Defesa ao Congresso indicavam que a guerra já havia custado cerca de US$ 11 bilhões apenas nos primeiros seis dias. No mês passado, o Pentágono também solicitou à Casa Branca a aprovação de um pedido ao Congresso de mais de US$ 200 bilhões em financiamento adicional para sustentar as operações militares em curso.
Em reuniões com jornalistas na semana passada, Hurst reconheceu que o governo ainda não tem um cálculo definitivo sobre os danos às instalações militares americanas no exterior. Segundo ele, a estimativa depende de decisões futuras sobre a reconstrução dessas estruturas — custos que não estão incluídos na controversa proposta orçamentária de US$ 1,5 trilhão para o ano fiscal de 2027.
— Esse custo não está refletido no orçamento porque ainda estamos avaliando o que queremos construir no futuro — afirmou Hurst, indicando que aliados dos EUA podem contribuir financeiramente para a reconstrução das bases atingidas, o que dificulta a elaboração de uma estimativa mais precisa neste momento.
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A proposta de orçamento de US$ 1,5 trilhão para 2027 representa, segundo autoridades, um aumento de 42% no financiamento do Departamento de Defesa em relação aos níveis atuais. Hegseth argumentou que a medida reverteria anos de subinvestimento, permitindo reforçar cadeias industriais e aumentar a “letalidade e sobrevivência” das forças americanas, além de sustentar projetos como sistemas de defesa antimísseis, aeronaves e embarcações.
— Cada política que adotamos, cada item orçamentário que solicitamos, serve para garantir que o departamento permaneça totalmente focado em aumentar a letalidade e a capacidade de sobrevivência de nossas forças, da linha de frente ao chão de fábrica. Este é um orçamento histórico — disse Hegseth.
Às vésperas das eleições de meio de mandato, em que o custo de vida é tema central, parlamentares republicanos demonstram resistência em defender junto ao eleitorado um aumento de US$ 440 bilhões nos gastos com defesa, que provavelmente exigiria cortes em programas sociais populares. Os bombardeios americanos ao Irã também consumiram grande parte dos estoques de mísseis e bombas de alta tecnologia dos EUA. O Pentágono estimou que os dois primeiros dias da guerra custaram US$ 5,6 bilhões apenas em munições.
O custo da guerra é de interesse para o Congresso, já que o conflito deve ultrapassar 60 dias nesta semana — momento em que os parlamentares poderão ser chamados a aprovar ou rejeitar a continuidade do uso da força militar no Irã. A Lei de Poderes de Guerra dos EUA estabelece que um governo pode empregar força militar sem aprovação do Congresso por até 60 dias, após os quais o presidente pode solicitar uma extensão de 30 dias ou o Congresso pode votar para autorizar a guerra.
(Com Bloomberg)

O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, nomeou três novos secretários para as pastas da Fazenda, Planejamento e Gestão e a Procuradoria-Geral do Estado.

A iniciativa dá continuidade ao processo de revisão de estruturas administrativas das secretarias. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial, nessa quarta-feira (29).

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Esta é a segunda passagem de Guilherme Mercês pela Secretaria de Fazenda. Ele já ocupou o cargo de secretário em 2020 e 2021. Na época, liderou a adoção de um conjunto de medidas que evitaram o colapso das contas estaduais e mantiveram o Rio no Regime de Recuperação Fiscal.

Rafael Abreu assume a secretaria de Planejamento e Gestão após três anos à frente da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento. Servidor de carreira desde 2012, é especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Com uma atuação voltada à coordenação e elaboração de instrumentos de planejamento e orçamento, entre novembro de 2015 e abril de 2023, ocupou o cargo de Superintendente de Planejamento, na Subsecretaria de Planejamento e Orçamento.

O advogado Bruno Teixeira Dubeux retorna ao comando da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), onde esteve entre 2020 e 2023. Foi responsável pela criação da Comissão Especial para Combate ao Racismo Estrutural e Institucional (CECREI) e da Comissão Especial para Promoção da Igualdade de Gênero, ambas instituídas em 2021e pela modelagem jurídica da concessão do saneamento e pela manutenção do Estado no Regime de Recuperação Fiscal.

Na terça-feira (28), o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, nomeou o médico urologista Ronaldo Damião para o cargo de secretário de Saúde. Com experiência técnica e acadêmica, o novo secretário é vice-presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM). Já foi presidente da Sociedade Brasileira de Urologia e atua nas áreas de cirurgia oncológica e pesquisa urogenital clínica e cirúrgica.
 

Um ônibus caiu no rio Sena, na região de Juvisy-sur-Orge, na França, na manhã desta quinta-feira, após o motorista perder o controle do veículo durante um treinamento de direção. Equipes de resgate mobilizaram mergulhadores especializados e embarcações para retirar os ocupantes e verificar se havia outras vítimas na água.
Segundo autoridades locais, o acidente aconteceu por volta das 9h30 no horário local, quando o ônibus deixava a rodoviária e seguia pela ponte Draveil. No veículo estavam quatro pessoas: o motorista em treinamento, um instrutor e dois passageiros.
De acordo com as primeiras informações, o condutor teria cometido um erro de direção e colidido com outro carro antes de o ônibus sair da margem e cair no Sena. Ao entrar no rio, o coletivo ainda atingiu um carro que estava estacionado, fazendo com que o veículo tombasse e também fosse arrastado para a água.
Os quatro ocupantes do ônibus foram retirados rapidamente assim que o veículo começou a afundar. Mergulhadores foram vistos entrando no rio e se dirigindo até o coletivo submerso para verificar se havia alguém preso.
As autoridades informaram que acreditam que não havia ninguém dentro do carro estacionado no momento da colisão. Após a inspeção, os mergulhadores confirmaram que o automóvel estava vazio.
Resposta rápida evitou tragédia
A prefeita de Juvisy-sur-Orge, Lamia Bensarsa Reda, afirmou estar “chocada” com o acidente, que classificou como raro na cidade.
— O ônibus estava saindo da rodoviária quando o motorista perdeu o controle e bateu em um carro estacionado. É a primeira vez que vejo algo assim. Acho que acabei de viver o pior dia da minha vida — declarou.
Ela destacou que a rápida atuação da polícia e dos serviços de emergência evitou consequências mais graves.
— Felizmente, não houve vítimas graças à rápida resposta da polícia e dos serviços de emergência. Eles reagiram muito rapidamente e conseguiram levar as pessoas para um local seguro — acrescentou.
Após o acidente, o tráfego na região foi fortemente impactado, com alterações nas ligações de transporte locais e interdição parcial da área para o trabalho das equipes de resgate.
Segundo a prefeita, a prioridade agora é garantir a fluidez do trânsito e permitir que os socorristas atuem com segurança.
— O desafio agora é manter o trânsito fluindo sem problemas e permitir que os serviços de emergência e a polícia trabalhem nas melhores condições possíveis — disse.
Um helicóptero segue sobrevoando a região, enquanto dois barcos patrulham o Sena para assegurar que não haja mais pessoas necessitando de resgate. Uma investigação deverá ser aberta para apurar as circunstâncias exatas do acidente e confirmar o que levou o motorista a perder o controle do ônibus.
O relatório de autópsia divulgado nesta terça-feira (28) revelou que Elyjah Hearn, menino de 5 anos encontrado morto dentro de uma lixeira em Los Angeles, sofreu ferimentos graves e provavelmente foi espancado antes de morrer. A criança, que era autista, foi localizada em 12 de julho de 2025, enrolada parcialmente em um cobertor de lã, e teve a morte classificada como homicídio por traumatismo contuso.
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Segundo o laudo, obtido pela emissora ABC 7, Elyjah apresentava contusões, fraturas e escoriações na cabeça, no tronco e nos braços, além de cortes na testa e nos lábios. O médico legista também identificou hematomas em diferentes estágios de cicatrização na parte frontal e posterior do corpo, o que indica que ele pode ter sofrido abusos anteriores.
Brycson Malik Gaddis, de 20 anos, ex-namorado de Kemia Hearn, mãe do menino, foi preso em 16 de julho e acusado de assassinato. Ele se declarou inocente e permanece detido na Cadeia de Van Nuys, sem direito a fiança. A próxima audiência está marcada para 13 de maio.
Investigação e imagens de segurança
De acordo com a polícia, imagens de câmeras de segurança registraram um homem acompanhado de uma mulher carregando um grande volume envolto em um cobertor semelhante ao que foi encontrado com o corpo da criança, a poucos quarteirões da lixeira, na noite anterior à descoberta.
Nas gravações, o que pareciam ser pés e pernas podiam ser vistos pendurados sob o cobertor enquanto o homem caminhava pela rua. Um mandado de busca e apreensão descreveu que “a vítima estava envolta em um cobertor multicolorido, no qual foi encontrada morta posteriormente”, e apontou que Brycson estava acompanhado de Kemia Hearn.
A polícia também afirmou ter encontrado vestígios de sangue na pia e no ralo do banheiro, além de manchas em uma sacola sobre a cama no apartamento de Gaddis.
Kemia Hearn, de 24 anos, foi interrogada nos dias seguintes à morte do filho, mas acabou liberada e não foi formalmente acusada.
Histórico criminal e denúncias
Gaddis já possuía um histórico criminal com acusações anteriores de roubo de carro, agressão e violência doméstica. Em fevereiro de 2025, ele foi acusado de violência doméstica e cárcere privado por supostamente agredir uma ex-namorada e mantê-la trancada no apartamento em duas ocasiões.
Ele também faltou a uma audiência judicial em abril daquele ano, o que levou à expedição de um mandado de prisão. Segundo as autoridades, embora usasse tornozeleira eletrônica, o equipamento estava com a bateria descarregada e não vinha sendo recarregado corretamente.
Familiares de Kemia afirmaram ainda que ela também teria sido vítima de agressões por parte de Gaddis, e a polícia relatou já ter recebido diversas chamadas relacionadas a episódios de violência doméstica.
Uma campanha criada no GoFundMe para ajudar a família descreveu Elyjah como “uma criança alegre e divertida que iluminava todos os lugares por onde passava”.
“Seu riso, sua energia e seu espírito inocente tocaram todos que o conheceram. Sua vida foi interrompida cedo demais, e nossos corações estão despedaçados”, diz a mensagem publicada na página.
A morte de uma mulher após um ataque de cascavel no sul da Califórnia reacendeu o alerta das autoridades para o aumento de acidentes com serpentes venenosas na região, em meio a uma sequência de ocorrências registradas nas últimas semanas. O caso mais recente envolvendo uma excursionista resgatada às pressas em uma trilha do Parque Nacional Kings Canyon reforçou a preocupação de bombeiros e especialistas com o avanço desses incidentes durante a primavera no estado.
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Segundo o Corpo de Bombeiros de Montecito, a mulher foi atacada no tornozlo enquanto percorria cerca de 1,5 quilômetro da trilha Buena Vista, no dia 12 de abril, por volta das 15h38 (horário local). Sem conseguir fazer uma ligação para o 911 por causa da falta de sinal de celular, ela conseguiu enviar uma mensagem de texto a um familiar pedindo socorro. A pessoa acionou os serviços de emergência, que orientaram a vítima a soprar um apito repetidamente para facilitar sua localização.
Um vídeo divulgado pela corporação mostra cerca de dez socorristas carregando a mulher até um local seguro. Ela foi retirada da área em uma maca do tipo Stokes, utilizada em terrenos acidentados, e depois levada de ambulância para um hospital. O estado de saúde dela não foi atualizado pelas autoridades.
Sequência de ataques preocupa autoridades
Esse foi o segundo caso de mordida de cobra em trilhas de Montecito apenas neste mês. Antes disso, em 6 de abril, outro caminhante havia sido ferido na trilha Cold Spring, em Santa Bárbara, e precisou ser transportado de helicóptero para o Hospital Cottage de Santa Bárbara, segundo informações relatadas por fonte independente.
De acordo com a emissora KTLA, este foi o sétimo ataque de cascavel registrado no sul da Califórnia em cerca de seis semanas, incluindo duas mortes. Uma delas foi a de Julian Hernandez, de 25 anos, que foi picado enquanto andava de bicicleta próximo ao início da trilha Quail Hill, em Irvine, em 1º de fevereiro. Ele foi hospitalizado, entrou em coma por mais de um mês e morreu em 4 de março.
Dez dias depois, Gabriela Bautista, de 46 anos, morreu após ser atacada durante uma trilha no Parque Regional de Wildwood, em Moorpark. Segundo a emissora KCAL, ela foi levada de helicóptero ao Los Robles Regional Medical Center, mas morreu cinco dias depois. O Gabinete do Médico-Legista do Condado de Ventura confirmou que a causa da morte foi o veneno da picada de cascavel.
O Sistema de Controle de Intoxicações da Califórnia registrou 77 chamadas relacionadas a mordidas de cascavel apenas nos três primeiros meses de 2026, informou o Los Angeles Times. Normalmente, o centro recebe entre 200 e 300 casos por ano.
Especialistas atribuem o aumento ao clima mais quente neste ano. Greg Pauly, especialista em répteis do Museu de História Natural do Condado de Los Angeles, afirmou ao jornal que o crescimento da vegetação favoreceu a proliferação de roedores, principal fonte de alimento das cobras, além de temperaturas mais amenas estimularem maior atividade na superfície.
Segundo o Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia, o estado abriga sete espécies de cascavéis. Já os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estimam que entre 7 mil e 8 mil pessoas sejam mordidas por cobras venenosas todos os anos nos Estados Unidos. Embora apenas cerca de cinco mortes sejam registradas anualmente, as sequelas permanentes são mais comuns e podem atingir de 10% a 44% das vítimas, de acordo com a agência.
Uma tempestade de granizo de grandes proporções provocou a morte de uma ema de 21 anos no zoológico Dickerson Park, em Springfield, no estado do Missouri, nos Estados Unidos. O caso aconteceu na manhã desta terça-feira (28), quando pedras de gelo com tamanho semelhante ao de bolas de softball atingiram a região e causaram destruição em larga escala.
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Segundo informações divulgadas pelo próprio zoológico em sua página oficial no Facebook e confirmadas pela porta-voz Joey Powell à imprensa local, a ave, chamada Adam, foi atingida durante a tempestade por volta das 11h e não resistiu aos ferimentos. Apesar do nome, Adam era uma ema fêmea.
Outra ema macho também ficou ferida e permanece sob cuidados veterinários, mas foi o único outro animal atingido diretamente. De acordo com Powell, nenhum dos demais animais morreu.
Danos severos e fechamento temporário
Além da perda do animal, o Dickerson Park Zoo registrou danos estruturais significativos. A porta-voz informou que veículos e telhados foram fortemente afetados e que praticamente tudo o que era de vidro foi destruído pela força do granizo. O zoológico permaneceu fechado nesta quarta-feira para avaliação dos estragos e reparos emergenciais.
Relatos locais estimaram que as pedras de gelo tinham entre 7,5 e 12,5 centímetros de diâmetro. Um meteorologista de Springfield mediu granizo de cerca de 10 centímetros, segundo o USA Today. Para comparação, uma bola de softball tradicional tem aproximadamente 9,7 centímetros de diâmetro.
Em publicação no Facebook, o meteorologista Brandon Beck classificou o episódio como o mais severo já registrado na cidade e no Condado de Greene.
“A tempestade de granizo de terça-feira foi a pior já registrada em Springfield, Missouri, e no Condado de Greene. Ela teve o maior grão de granizo já medido e certamente será a mais cara em termos de prejuízos”, escreveu.
O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos considera “granizo gigante” as pedras com mais de 2,75 polegadas (cerca de 7 centímetros) de diâmetro, classificando esse fenômeno como uma ameaça extrema à vida e à propriedade.
A tempestade também deixou rastros fora do zoológico. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostraram carros com para-brisas destruídos e tetos amassados em várias áreas do Condado de Greene. Houve ainda relatos de danos em detectores de gás, o que levou autoridades a orientarem moradores a deixarem imediatamente qualquer local onde sentissem cheiro de vazamento, segundo o USA Today.
Mais de 10 mil clientes da City Utilities ficaram sem energia após a tempestade, embora cerca de 6 mil tenham tido o serviço restabelecido em aproximadamente duas horas.
A publicação do zoológico sobre a morte da ema gerou dezenas de mensagens de solidariedade de visitantes e moradores da região, que lamentaram a perda do animal e elogiaram o trabalho das equipes de tratadores, veterinários e voluntários responsáveis pelos cuidados com os animais durante a tempestade.
Um elefante macho chamado Tswale foi devolvido à natureza após passar mais de duas décadas em cativeiro na África do Sul. A reintegração foi anunciada pela instituição AnimalTalk Africa em publicação nas redes sociais no dia 19 de abril, quando informou que o animal já estava adaptado ao novo ambiente e criando vínculos com uma manada selvagem em uma reserva protegida no Cabo Oriental.
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Segundo a organização, Tswale passou 23 anos sob cuidados humanos desde que foi poupado, ainda filhote, de um abate em massa de elefantes em Limpopo, em 2004. Na ocasião, ele e sua irmã, Modjadji, foram resgatados e encaminhados para um programa de treinamento voltado à indústria de turismo de aventura.
Confira:
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Durante esse período, os irmãos viveram sob os cuidados do tratador Amos Jivendava, responsável por acompanhar de perto a trajetória dos dois animais ao longo de mais de duas décadas. A mudança na vida de Tswale ocorreu no fim do ano passado, após a morte de Modjadji, quando foi iniciada a operação para devolvê-lo ao habitat natural.
Reencontro com a vida selvagem
A transferência até a nova reserva durou cerca de 23 horas. Imagens divulgadas pela instituição mostram o momento em que Tswale aparece sedado, suspenso por uma rede de cintas e equipamentos, pouco antes da soltura definitiva.
De acordo com os responsáveis pelo processo, a readaptação aconteceu de forma rápida e sem complicações. Poucos dias após ser libertado, o elefante já emitia sons graves de baixa frequência — forma de comunicação típica da espécie, em direção a outros elefantes selvagens que estavam a quilômetros de distância.
Com o passar dos dias, ele se afastou da área inicial e conseguiu contato com uma manada. Guardas florestais confirmaram posteriormente que Tswale foi avistado entre outros elefantes e aparentava estar totalmente integrado ao grupo.
“Tswale continua a criar laços com sua nova família, não demonstrando qualquer sinal de querer partir ou buscar companhia humana”, informou a AnimalTalk Africa em atualização publicada após a soltura.
Para Dereck Milburn, integrante do grupo de conservação WeWild Africa, o caso representa um exemplo importante de reabilitação animal.
“Tswale está finalmente onde deveria estar. Ele passou muito tempo sendo tratado como mercadoria. Sua história prova que elefantes criados em cativeiro para interação humana podem se adaptar e prosperar com sucesso na natureza. Esperamos que isso sirva de inspiração para que outros donos de elefantes em cativeiro façam o mesmo”, afirmou.
A polícia do Território do Norte, na Austrália, informou nesta quinta-feira (30) ter encontrado o corpo de uma criança que pode ser de Kumanjayi Little Baby, menina indígena de cinco anos desaparecida desde de sábado (25) em um acampamento aborígine próximo a Alice Springs, no interior do país. Segundo as autoridades, exames forenses ainda estão em andamento para confirmar oficialmente a identidade e determinar a causa da morte.
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A criança havia sido vista pela última vez pouco antes da meia-noite de sábado, quando foi colocada para dormir no Old Timers Camp, uma área destinada pelo governo para acolher povos aborígines quando estão em Alice Springs. Desde então, uma grande operação de buscas mobilizou policiais, voluntários e moradores da região.
De acordo com a investigação, o principal suspeito é Jefferson Lewis, de 47 anos, que desapareceu no mesmo período. Ele havia deixado a prisão apenas seis dias antes do sumiço da menina e, segundo a polícia, foi visto de mãos dadas com ela na noite do desaparecimento.
— Acreditávamos que ele havia assassinado essa criança — afirmou o investigador-chefe Peter Malley à imprensa local. — Digo a Jefferson Lewis: vamos atrás de você.
Segundo Malley, uma peça de roupa íntima infantil foi encontrada perto do acampamento e exames periciais confirmaram a presença de DNA tanto da menina quanto de Lewis. A polícia informou ainda que o suspeito, apontado pela imprensa local como um parente distante da vítima, possui histórico de prisões relacionadas à violência doméstica e familiar.
Buscas e comoção
As autoridades acreditam que Lewis esteja recebendo ajuda para permanecer foragido. Sem telefone celular, conta bancária ou veículo, ele tem dificultado o rastreamento policial, que intensificou buscas em áreas de mata e deserto ao redor da comunidade.
— Estamos batendo de porta em porta, estamos revistando casas. É um retorno ao policiamento da década de 1930 — disse Malley na quarta-feira, ao destacar a dificuldade da operação.
Cerca de 200 pessoas participaram das buscas ao longo de cinco dias. A ministra-chefe do Território do Norte, Lia Finocchiaro, afirmou que toda a região acompanhava a mobilização com expectativa de um desfecho diferente.
— Durante cinco dias, todos os moradores do Território do Norte ficaram com o coração na boca, aguardando o momento em que receberíamos o anúncio de que ela havia sido encontrada sã e salva. Todos estão incrivelmente devastados — declarou.
O comissário de Polícia do Território do Norte, Martin Dole, classificou a descoberta como “o pior resultado possível”.
Em nota divulgada pela BBC, a mãe da menina, cujo nome não foi revelado, afirmou que a filha era profundamente amada e lamentou a perda.
“Vai ser muito difícil viver o resto de nossas vidas sem você”, escreveu. “Sabemos que você está no céu com o resto da família e com Jesus. Eu e seu irmão nos encontraremos com você um dia.”
Ela também agradeceu aos policiais e voluntários que atuaram nas buscas pela filha.
Por razões culturais, a vítima foi identificada apenas como Kumanjayi Little Baby. Em muitas comunidades aborígenes e das ilhas do Estreito de Torres, mencionar o nome, divulgar imagens ou reproduzir a voz de pessoas falecidas sem autorização da família viola protocolos tradicionais de luto.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou nesta quinta-feira que pediu aos Estados Unidos “detalhes” sobre a proposta de Moscou de um cessar-fogo em 9 de maio, data em que a Rússia celebra a vitória soviética sobre os nazistas.
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Durante uma conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente russo, Vladimir Putin, propôs um cessar-fogo durante as celebrações do Dia da Vitória, segundo informou um assessor do Kremlin.
Em uma mensagem no X, Zelenskyafirmou que determinou a seus representantes que entrassem em contato com a Presidência dos Estados Unidos para “esclarecer os detalhes da proposta russa”.
“Vamos esclarecer do que se trata exatamente: algumas horas de segurança para um desfile em Moscou ou algo mais importante. Nossa proposta é um cessar-fogo de longo prazo”, publicou.
A Rússia realiza todo 9 de maio um grande desfile militar na Praça Vermelha, em Moscou, para marcar a capitulação da Alemanha nazista em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial.
Neste ano, porém, o Kremlin informou que não exibirá equipamentos militares nas celebrações por causa da “ameaça terrorista” representada por Kiev.
Ucrânia defende trégua mais ampla
A Ucrânia, que combate a invasão russa desde fevereiro de 2022, tentou atrapalhar o desfile do ano passado com ataques de drones contra Moscou nos dias anteriores.
O governo ucraniano defende há tempos uma trégua duradoura como passo para favorecer negociações de paz.
A Rússia rejeita essa possibilidade sob o argumento de que uma pausa mais longa permitiria que Kiev reforçasse suas defesas militares.
Israel deteve 175 ativistas que estavam a bordo de 20 embarcações de uma nova flotilha de ajuda a Gaza quando seguiam para o território palestino com um carregamento humanitário, informou o governo israelense.
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Os organizadores da flotilha, composta por quase 60 embarcações, denunciaram pouco antes que navios israelenses os cercaram “ilegalmente” em águas internacionais, em frente à costa da Grécia, e os ameaçaram com “sequestros e violência”.
“Aproximadamente 175 ativistas de mais de 20 barcos (…) agora seguem pacificamente para Israel”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores de Israel em comunicado, junto com um vídeo dos ativistas sob custódia em uma de suas embarcações.
Israel controla todos os pontos de entrada da Faixa de Gaza e tem sido acusado pela ONU e por ONGs estrangeiras de impedir a entrada de bens no território, o que provocou escassez desde o início da guerra no enclave palestino, em outubro de 2023.
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“No momento em que publicamos este comunicado (04h30 GMT), ao menos 22 dos 58 barcos da flotilha foram tomados de assalto pelas forças israelenses, em total violação do direito internacional”, afirmou a Flotilha Mundial Sumud, que organiza a mobilização em apoio aos palestinos.
Inicialmente, não foi possível verificar de forma independente a versão apresentada pela flotilha, que partiu nas últimas semanas de Marselha, na França; Barcelona, na Espanha; e Siracusa, na Itália.
Organizadores relatam abordagem militar
Atualmente, as embarcações estão em frente à costa da Grécia, perto de Creta, segundo o rastreamento ao vivo no site da organização.
“Nossos barcos foram abordados por lanchas militares cujos ocupantes se identificaram como sendo de ‘Israel’”, afirmou a organização em comunicado anterior publicado no X.
Ela acrescentou que os ocupantes foram “mirados com lasers e armas de assalto semiautomáticas” e que os soldados “ordenaram aos participantes que se agrupassem na parte dianteira dos barcos e ficassem de quatro”.
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Uma primeira viagem da Flotilha Global Sumud em 2025 atravessou o Mediterrâneo até as proximidades de Gaza e atraiu atenção internacional.
As cerca de 50 embarcações que integravam aquela missão foram interceptadas por Israel em frente às costas do Egito e da Faixa de Gaza no início de outubro.
A operação israelense, classificada como ilegal pelos organizadores e pela Anistia Internacional, provocou condenações internacionais. Os tripulantes foram presos e expulsos por Israel.
A Faixa de Gaza enfrenta um bloqueio israelense desde 2007, intensificado após o início da guerra desencadeada pelo ataque mortal realizado em 2023 pelo grupo islamista Hamas em território israelense.

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