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O início do processo de regularização na Espanha provocou cenas de tumulto em Madri nesta semana, onde dezenas de pessoas tentaram invadir a embaixada da Gâmbia em busca de documentação. Imagens que circulam nas redes sociais mostram migrantes escalando o muro do prédio diplomático, em meio à tentativa de acelerar o acesso a papéis necessários para garantir permanência legal no país.
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Segundo relatos da imprensa internacional, o episódio ocorreu em um contexto de filas extensas e dificuldades para obtenção de atendimento em centros oficiais. A nova legislação espanhola prevê a concessão de status legal a cerca de 500 mil estrangeiros, desde que comprovem ausência de antecedentes criminais e residência no país por pelo menos cinco meses antes do início de 2026.
A iniciativa entrou em vigor na última semana e já mobiliza multidões em diferentes regiões da Espanha. Mais de 400 centros de atendimento registraram formação de longas filas, com pessoas aguardando por horas — e, em alguns casos, passando a noite — para conseguir atendimento e regularizar a situação migratória.
Em Madri, a frustração com a falta de vagas disponíveis levou ao aumento da tensão. Parte dos migrantes que aguardavam atendimento foi informada de que todos os horários já estavam preenchidos, o que desencadeou a tentativa de invasão da embaixada. A situação gerou momentos de pânico e exigiu a intervenção da Guarda Civil, que conseguiu conter o tumulto. Não houve registro de prisões, mas a área segue sob monitoramento.
O impacto do aumento repentino na demanda por serviços públicos também tem gerado preocupação entre autoridades e trabalhadores. Em Sevilha, sindicatos alertaram para uma “pressão extraordinária” sobre o sistema, com reflexos na qualidade do atendimento e no ambiente de trabalho. Entre as reivindicações estão reforço de equipes, melhorias na segurança e compensações para os funcionários.
Na capital, o volume de solicitações diárias em centros de assistência social saltou de 1.500 para 5.500, segundo autoridades locais. A expansão acelerada da demanda alimenta críticas de setores que consideram a medida precipitada.
O plano do governo, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, também enfrenta resistência política. Representantes da oposição classificam a iniciativa como excessiva e apontam riscos de sobrecarga institucional. Por outro lado, o governo defende que a regularização é necessária para suprir a falta de mão de obra e estimular a economia.
Durante um evento em Barcelona, Sánchez afirmou que a imigração faz parte da identidade do país e rejeitou discursos contrários à política.
— A Espanha é filha da migração e não se tornará mãe da xenofobia — disse.
Com cerca de 50 milhões de habitantes, o país abriga aproximadamente 10 milhões de pessoas nascidas no exterior. Estima-se que 840 mil migrantes estejam em situação irregular, a maioria oriunda da América Latina.
Enquanto o rei britânico Charles III e a rainha Camilla se preparam para dar continuidade à agenda real nos EUA com compromissos em Nova York nesta quarta-feira, as interações do monarca na véspera com o presidente americano, Donald Trump, ainda repercutem na mídia americana como um exemplo raro de sucesso diplomático diante do comportamento errático do republicano. Com um misto de bom humor e gestos simbólicos, Charles alcançou o melhor desempenho de uma liderança estrangeira no Trump II no jantar da noite de ontem no no Salão Leste da Casa Branca, na avaliação de parte da imprensa americana — não sem um breve momento de constrangimento.
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No discurso de Charles III, houve o tradicional humor britânico seco. Piadas adaptadas às preferências de Trump, incluindo um brinde com Coca-Cola. Um pouco de deferência equilibrada com leves provocações sobre a Otan — além de um presente reluzente. Entre os temas que arrancaram risadas de uma lista de convidados que mesclou a cúpula do governo americano, empresários simpáticos ao presidente e juízes conservadores da Suprema Corte, referências culturais e históricas foram preferência.
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Charles III citou Oscar Wilde, brincando que os britânicos têm tudo em comum com os americanos “exceto, é claro, a língua”. O humor foi usado para enfrentar temas sensíveis. Durante o brinde, o rei aludiu a comentários de Trump contra seus aliados europeus, a quem acusou de se aproveitarem do sistema de defesa dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial. Durante a cúpula de Davos, em janeiro, Trump disse que, sem apoio americano, as pessoas na Europa “falariam alemão e um pouco de japonês”.
— O senhor comentou recentemente, senhor presidente, que se não fossem os Estados Unidos, os países europeus falariam alemão. Ouso dizer que, se não fosse por nós, vocês falariam francês — ironizou, referindo-se aos conflitos entre as então potências coloniais, França e Grã-Bretanha, pelo controle da América do Norte antes da independência dos Estados Unidos.
Trump, Charles III e Melania brindam em jantar na Casa Branca
Brendan Smialowski / AFP
A história compartilhada entre os dois países também foi exaltada, e mesmo episódios violentos viraram motivo de comentários bem humorados. Charles III disse que o jantar foi “uma melhora considerável em relação à Festa do Chá de Boston”, quando colonos jogaram no mar carregamentos de chá britânico tributados em 1773. Também caçoou ligeiramente de Trump, ao dizer que não podia deixar de notar as “reformas” na Ala Leste da Casa Branca — que o ex-magnata do ramo imobiliário ordenou a demolição para construir um gigantesco salão de baile que custará US$ 400 milhões.
— Lamento dizer que nós, britânicos, é claro, fizemos nossa própria tentativa de remodelação imobiliária da Casa Branca em 1814 — disse o rei, referindo-se à época em que soldados britânicos incendiaram o prédio.
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Presente e saia-justa
Apesar das piadas às custas de Trump, que outros líderes não ousaram fazer, Charles III reservou um gesto ao gosto do presidente americano. Em determinado momento da noite, o rei se dirigiu a Trump diretamente, oferecendo como “presente pessoal” o sino da torre de comando do submarino britânico HMS Trump, que combateu na Segunda Guerra Mundial — que Charles propositalmente disse ser “seu valente homônimo”.
Gravadas com clareza na superfície do sino estavam as palavras TRUMP 1944. O presidente levantou-se de sua cadeira e olhou com admiração para o sino, lançando um olhar para a esposa Melania.
— Caso algum dia precise falar conosco… bem, é só nos dar um toque! — disse Charles, para ouvir a sala irromper em aplausos, enquanto Trump visivelmente radiante, fez um sinal de positivo para o rei.
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O monarca britânico, porém, não escapou de uma breve saia-justa durante o discurso de Trump. O presidente se referia aos lugares ao redor do mundo onde americanos e britânicos lutaram juntos — das praias da Normandia às colinas congeladas da Coreia, até as areias escaldantes do Norte da África e do Oriente Médio. Erguendo os olhos do roteiro, afirmou:
— E estamos fazendo um pouco de trabalho no Oriente Médio agora também, como vocês devem saber, e estamos indo muito bem — disse Trump. — Nós derrotamos militarmente esse adversário específico e nunca vamos permitir que esse adversário jamais… Charles concorda comigo… Nunca vamos deixar esse adversário ter uma arma nuclear.
A guerra no Irã é o ponto mais delicado na atual relação entre EUA e Reino Unido, com a discordância entre Trump e o premier britânico, Keir Starmer, sobre a falta de apoio de Londres à ofensiva se tornando pública. A Coroa britânica evita entrar publicamente em disputas políticas e temas de governo, mas mesmo de forma lateral, Charles III tocou no tema do Oriente Médio.
O rei lembrou que sua mãe visitou os EUA em 1957 para ajudar a recolocar o “especial” na “relação especial” após a crise envolvendo o Canal de Suéz. E então veio a ironia:
— Quase setenta anos depois, é difícil imaginar algo assim acontecendo hoje — disse Charles, enquanto alguns convidados riam, fazendo Trump virar-se e sorrir. — Mas não é difícil perceber o quão importante a relação continua sendo, tanto em aspectos visíveis quanto invisíveis.
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Ainda durante o jantar, Charles III contou que tinha 10 anos quando conheceu pela primeira vez um presidente americano: Dwight D. Eisenhower, durante uma visita ao Palácio de Balmoral, na Escócia. Recordou também do “primeiro primeiro-ministro” de sua mãe, Winston Churchill — um dos ídolos de Trump — e a ocasião em que Churchill, hospedado na Casa Branca e se envolveu em um incidente vergonhoso com o presidente Franklin Delano Roosevelt.
— [Churchill] saiu nu da banheira e descobriu a porta se abrindo quando o presidente Roosevelt entrou para conversar — disse o monarca. — Com um humor afiado, o presidente afastou qualquer constrangimento ao declarar: “O primeiro-ministro não tem nada a esconder do presidente dos Estados Unidos!”.
Quando o monarca britânico concluiu o discurso, Trump deu-lhe um tapinha nas costas e disse: “bom trabalho”. (Com AFP e NYT)
Um avião de pequeno porte caiu sobre um hangar no Aeroporto de Parafield, em Adelaide, no sul da Austrália, na tarde desta quarta-feira (29), deixando duas pessoas mortas e ao menos 11 feridos. O piloto e um passageiro morreram no local após a aeronave, identificada como um bimotor Diamond DA42, sair da rota durante uma tentativa de pouso e colidir contra o edifício, provocando um incêndio de grandes proporções.
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Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que o avião aparenta perder estabilidade no ar antes de despencar em direção ao solo. Em seguida, a aeronave desaparece atrás de uma construção do aeroporto e uma grande explosão é vista, com chamas consumindo o hangar e uma espessa coluna de fumaça preta se espalhando pela região.
Confira:
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Joshua Lee Swannell, que presenciou o acidente, relatou o desespero dos segundos que antecederam a queda. Segundo ele, era possível ouvir um ruído agudo vindo da aeronave antes do impacto.
— Tudo o que eu conseguia ouvir era um som agudo, como o de um avião. Só ouvi o estrondo, tudo aconteceu muito rápido — afirmou à imprensa local.
Equipes de solo ficaram feridas
De acordo com a emissora australiana 7NEWS, 11 funcionários que trabalhavam dentro do hangar no momento da colisão sofreram queimaduras e precisaram ser levados a hospitais da região. Quatro vítimas foram encaminhadas ao Royal Adelaide Hospital, enquanto outras sete receberam atendimento no Lyell McEwin Hospital. Entre os feridos, havia também vários alunos-pilotos que estavam no local.
A Polícia da Austrália do Sul informou que ainda não havia confirmação sobre o número total de pessoas a bordo da aeronave ou dentro do hangar no momento do acidente. O policial sênior Matt Brown afirmou que havia diversos relatos de feridos, mas que os números ainda estavam sendo apurados.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução/7NEWS
Após a colisão, o Aeroporto de Parafield foi fechado para todo o tráfego aéreo. A administração informou que apenas aeronaves que já retornavam ao terminal foram autorizadas a pousar. A área próxima à Kings Road foi evacuada para permitir a atuação das equipes de emergência.
Em nota, um porta-voz do aeroporto afirmou que os serviços de resgate foram acionados imediatamente após a confirmação de que “um pequeno avião havia colidido com um hangar durante uma tentativa de pouso”.
Moradores relataram ter visto a fumaça a quilômetros de distância. O Corpo de Bombeiros Metropolitano orientou a população das áreas próximas a permanecer em casa por causa da densa fumaça e alertou que pessoas com dificuldade para respirar deveriam procurar atendimento médico. Em casos de agravamento dos sintomas, a recomendação foi acionar o serviço de emergência pelo número 000.
O Departamento Australiano de Segurança nos Transportes (ATSB) abriu uma investigação para apurar as causas do acidente. Segundo o órgão, investigadores especializados em operações, manutenção, engenharia de aeronaves, fatores humanos e sobrevivência foram enviados de Canberra e Brisbane para analisar os destroços e coletar evidências no local.
A equipe também deverá recuperar componentes da aeronave considerados relevantes para uma análise técnica mais aprofundada nas instalações do ATSB, em Canberra. Até o momento, não há informações oficiais sobre o que provocou a perda de controle do avião durante a aproximação para pouso.
Um atobá com tufos de grama sobre a cabeça, como se procurasse o próprio ninho, roubou a cena no Nikon Comedy Wildlife Awards e conquistou o público em uma das competições de fotografia de natureza mais irreverentes do mundo. A imagem, registrada por Alison Tuck e intitulada “Agora, onde está meu ninho?”, foi a vencedora da categoria voto popular, consolidando-se como um dos registros mais memoráveis da edição.
Atobá ‘mascarado’ por grama venceu categoria de voto popular do Nikon Comedy Wildlife Awards
Reprodução: Alison Tuck / Nikon Comedy Wildlife Awards
O prêmio reúne fotografias enviadas de diversas partes do mundo e celebra momentos espontaneamente engraçados da vida selvagem. Entre os destaques deste ano estiveram gorilas em poses que lembram passos de dança, um filhote de urso em situação inusitada diante das câmeras e sapos que pareciam protagonizar uma cena de crime.
A fotografia de Alison foi feita durante uma excursão escolar às falésias de Bempton, na Inglaterra. O clique mostra o atobá recolhendo grama para o ninho em meio a ventos fortes — o que resultou em uma cena quase teatral. A imagem superou outras 40 finalistas na votação aberta ao público.
“Foi realmente emocionante chegar à final com meu atobá e fiquei honrada em receber uma menção altamente recomendada”, afirmou Alison. “No entanto, vencer esta categoria é algo totalmente diferente e estou muito feliz e grata a todas as pessoas que votaram em mim.”
Ela acrescentou: “Sem esquecer de mencionar o quanto me diverti — afinal, é o Nikon Wildlife Comedy Awards!”
Embora Alison tenha vencido o voto popular, o grande prêmio geral da competição ficou com Mark Meth Cohn. Sua fotografia capturou um gorila aparentemente dançando nas montanhas Virunga, na África Oriental — uma cena descrita como um verdadeiro espetáculo cômico em meio à natureza.
Na categoria aves, Warren Price levou o prêmio com uma imagem de dois araus em uma interação descrita como uma “brincadeira de mau comportamento”. Já na categoria de répteis, anfíbios e insetos, o vencedor foi o jovem fotógrafo Grayson Bell, com um registro bem-humorado de sapos em uma pose improvável.
Entre os ambientes aquáticos, Jenny Stock conquistou o troféu com a imagem de um peixe em meio aos corais, em uma composição que chamou atenção pelo timing e pela expressão curiosa do animal.
As fotos premiadas haviam sido selecionadas entre as inscrições do concurso de 2025, e os vencedores gerais e por categoria foram anunciados em dezembro do ano passado. A competição segue se consolidando como uma vitrine global para o humor involuntário do reino animal — e para o talento de fotógrafos capazes de eternizar esses instantes raros.
Duas pessoas foram esfaqueadas em Golders Green, no norte de Londres, segundo um grupo local de vigilância de bairro judaico, em meio a uma série de ataques antissemitas que têm como alvo a comunidade judaica da cidade. Um homem foi detido, de acordo com uma equipe da CNN no local, e vários veículos de emergência, incluindo uma ambulância e um helicóptero da polícia, foram enviados para a região.
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O suspeito foi “visto correndo pela Golders Green Road armado com uma faca e tentando esfaquear membros judeus do público”, informou o grupo de segurança comunitária Shomrim, que atua com vigilância de bairro e resposta a emergências.
O Shomrim acrescentou que respondeu imediatamente à ocorrência e que a polícia utilizou uma arma de choque ao chegar ao local. Grandes trechos da via foram isolados pelas autoridades. Vídeos que circulam nas redes sociais parecem mostrar um homem sendo detido por vários policiais, além de dois homens à paisana.
A comunidade judaica de Londres tem sido alvo de uma onda de ataques antissemitas nas últimas semanas. No mês passado, incendiários atearam fogo a quatro ambulâncias pertencentes a uma instituição de caridade judaica em Golders Green. Quatro pessoas foram posteriormente acusadas pela polícia no caso. Semanas depois, uma sinagoga e o antigo prédio de uma instituição de caridade judaica, ambos no norte de Londres, também foram atacados.
Em atualização.
Às vésperas de um dos períodos turísticos mais movimentados do Japão, um caso policial alterou a rotina de um dos zoológicos mais populares do país. Em Asahikawa, no norte japonês, a abertura da temporada de verão do zoológico Asahiyama foi adiada depois que um funcionário disse à polícia ter descartado o corpo da esposa no incinerador usado pelo parque para queimar carcaças de animais mortos.
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A revelação colocou o local no centro de uma investigação criminal e levou autoridades municipais a manter o zoológico fechado por mais tempo, enquanto a polícia aprofunda as apurações. O Asahiyama, inaugurado em 1967, estava fechado desde 8 de abril para manutenção e deveria reabrir nesta quarta-feira, a tempo da Golden Week — sequência de feriados que tradicionalmente impulsiona o turismo no Japão. Agora, permanecerá fechado ao menos até sexta-feira.
Na semana passada, policiais fizeram buscas dentro das instalações do zoológico após o funcionário relatar que teria usado o incinerador do parque para se desfazer do corpo da mulher, segundo a imprensa japonesa. O equipamento é normalmente usado para descartar carcaças de animais quando morrem.
As autoridades já procuravam pela mulher depois que uma amiga registrou seu desaparecimento junto à polícia. Foi durante essa apuração que surgiu o relato que mudou o rumo do caso.
O impacto vai além da investigação criminal. Com mais de 1 milhão de visitantes por ano, o Asahiyama é um dos zoológicos mais conhecidos do Japão, famoso por recintos projetados para aproximar público e animais, com estruturas incomuns como cúpulas de vidro e áreas suspensas que permitem observação mais próxima dos bichos.
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Diante da crise, o governo municipal pediu desculpas pelo transtorno e alertou que o parque pode voltar a fechar sem aviso prévio caso a investigação exija novas diligências.
Em entrevista coletiva, o prefeito de Asahikawa, Hirosuke Imazu, descreveu o momento como uma “crise sem precedentes”.
— Ninguém poderia ter previsto isso — afirmou. Em seguida, acrescentou: — Estou tomado por uma imensa ansiedade e enfrento uma crise de magnitude sem precedentes.
Apesar do abalo, a prefeitura tenta preservar a temporada turística.
— Estamos nos preparando para recebê-los, então esperamos que o maior número possível de pessoas venha ao parque — disse Imazu, mirando a reabertura assim que as condições permitirem
Um muro memorial localizado em Golders Green, no norte de Londres, foi alvo de uma possível tentativa de incêndio criminoso. O caso aconteceu na Limes Avenue, na madrugada desta segunda-feira (27), e está sendo investigado pela Polícia Metropolitana, com apoio da unidade antiterrorismo, embora o incidente não esteja sendo tratado, até o momento, como ato terrorista.
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O memorial presta homenagem a milhares de manifestantes mortos durante a repressão no Irã, em janeiro, e fica próximo a um centro judaico. Parte do muro também é dedicada às vítimas do ataque do Hamas ao festival de música Nova, em Israel, em 2023. Uma mensagem recente de solidariedade à comunidade judaica, após ataques recentes, também foi afixada nas proximidades.
Segundo a polícia, inicialmente acreditava-se que o fogo poderia ter sido provocado por uma vela, mas imagens de câmeras de segurança mostraram uma pessoa utilizando um líquido inflamável para tentar iniciar as chamas. O incêndio atingiu a área, mas o muro em si não foi danificado. O caso foi registrado às 00h15 de segunda-feira e comunicado oficialmente às autoridades no início da noite.
Comunidade relata medo crescente
Ali Vahedi, voluntário do grupo comunitário Miga Rally, responsável pela construção do memorial e pela organização da segurança do local, afirmou que o clima de insegurança se agravou nas últimas semanas. Segundo ele, drones têm sobrevoado a área e pessoas já chegaram a arremessar objetos, como tomates, contra o memorial.
“A situação está ficando mais perigosa”, disse à Press Association. Ele relatou ainda que a polícia informou que o suspeito utilizou um líquido para iniciar o incêndio e que o fogo só não causou danos maiores porque foi percebido e apagado rapidamente por uma pessoa que passava pelo local.
Outro voluntário, Vahlid Baghi, classificou a tentativa de incêndio como “chocante”. Já Ahad Ghanbary destacou que há preocupação real entre moradores, especialmente porque Golders Green concentra uma forte presença tanto da comunidade judaica quanto de iranianos exilados. Segundo ele, os grupos convivem de forma próxima e compartilham o temor diante da escalada de ataques.
O episódio ocorre poucas semanas após outro suposto ataque incendiário que destruiu quatro ambulâncias da comunidade judaica na mesma região. A Polícia Metropolitana afirmou ter reforçado a presença policial com patrulhas armadas e agentes do Projeto Servator, especializados em identificar comportamentos suspeitos e possíveis preparações para crimes.
O superintendente-chefe Luke Williams afirmou que a corporação reconhece o aumento da preocupação entre moradores e que a polícia trabalha em estreita colaboração com líderes comunitários e organizações locais. Já Phil Rosenberg, presidente do Conselho de Deputados dos Judeus Britânicos, declarou solidariedade à comunidade britânico-iraniana e afirmou que o país enfrenta uma ameaça potencialmente ligada a ações coordenadas contra grupos judaicos e opositores do regime iraniano.
Um grupo que se identifica como Harakat Ashab al-Yamin al-Islamia (Hayi) reivindicou a autoria de uma série de ataques incendiários contra locais judaicos no norte de Londres, além de um incidente envolvendo drones próximos à embaixada israelense. Dois homens chegaram a ser presos sob leis antiterrorismo, mas foram liberados posteriormente — um sem acusação formal e outro sob fiança até julho. A investigação segue em andamento.
Por trás da imagem de uma criança supostamente em tratamento contra o câncer, havia uma farsa construída dentro de casa. Na Austrália do Sul, uma mulher de 45 anos foi condenada a quatro anos e três meses de prisão após admitir que fingiu que o filho de seis anos tinha câncer para arrecadar milhares de dólares em doações e financiar um padrão de vida luxuoso.
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O nome da condenada não pode ser divulgado por razões legais. Ela se declarou culpada por uma acusação de praticar atos suscetíveis de causar dano ao filho e por dez acusações de fraude.
Segundo o processo, a mulher raspou a cabeça e as sobrancelhas do menino, enfaixou sua cabeça e suas mãos e ainda lhe administrou medicamentos para tornar a mentira convincente diante de familiares, amigos e da comunidade.
A encenação começou depois que a criança consultou um oftalmologista após um acidente. A partir dali, segundo o caso apresentado no tribunal, a mãe passou a dizer ao marido, à família, a amigos e à escola do menino que ele havia sido diagnosticado com câncer ocular.
Para sustentar a história, obrigou o filho a usar cadeira de rodas e restringiu suas atividades diárias, criando a impressão de que ele passava por sessões de radioterapia. Segundo a imprensa local citada no processo, também deu ao menino analgésicos e suplementos de saúde.
No Tribunal Distrital, o juiz descreveu as ações como “cruéis”, “calculadas” e “manipuladoras”.
A acusação afirmou que a mulher “usou egoisticamente o filho como instrumento de engano” para ludibriar pessoas próximas e a comunidade, acrescentando que as doações ajudaram a família a viver “a vida dos ricos e famosos”.
Defesa cita vício em jogos e colapso financeiro
A defesa sustentou que a mulher desenvolveu vício em jogos de azar após a pandemia de Covid-19 e que “tirou proveito” do acidente do filho em meio a um colapso financeiro. Seus advogados classificaram o caso como “um erro monumental e grave de julgamento”, afirmando que ela tentava aliviar egoisticamente o estresse financeiro da família.
Segundo a defesa, ela foi diagnosticada com transtorno de personalidade borderline e vivia acima de suas possibilidades.
— Infelizmente, ela gastava mais do que seus rendimentos permitiam e vivia acima de suas possibilidades — afirmou o advogado, acrescentando que a cliente tinha a crença “tolamente equivocada” de que a família precisava “das marcas mais recentes”.
O marido da mulher, que chegou a ser investigado, teve o caso retirado pela polícia. Em depoimento, descreveu a devastação causada pela fraude.
— Destruiu minha vida e a dos meus filhos — afirmou.
Em outra declaração, disse:
— Eu confiava completamente em você como minha esposa e nunca duvidei de você. Eu era dedicado à nossa família. Agora me sinto como um peão em um jogo de xadrez.
Do lado de fora do tribunal, resumiu o sentimento da família em uma frase: “nenhuma sentença será capaz de justificar o que foi feito com meus filhos”.
A mulher poderá pedir liberdade condicional em abril do próximo ano.
Subiu para 16 o número de mortos na colisão entre dois trens nos arredores de Jacarta, capital da Indonésia, após uma passageira ferida morrer no hospital nesta quarta-feira. Segundo as autoridades, todas as vítimas fatais eram mulheres.
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O acidente ocorreu no fim da noite de segunda-feira, quando um trem de longa distância atingiu o último vagão — reservado exclusivamente para mulheres — de um trem suburbano que estava parado perto da estação Bekasi Timur, na região metropolitana da capital.
A batida desencadeou uma complexa operação de resgate que durou quase 12 horas. Equipes de emergência precisaram abrir à força as estruturas destruídas para retirar passageiros presos entre os destroços.
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O porta-voz da polícia de Jacarta, Budi Hermanto, afirmou nesta quarta-feira à AFP que uma mulher de 25 anos morreu pela manhã, elevando o número de vítimas fatais para 16.
Ao todo, 90 pessoas ficaram feridas no acidente. Dessas, 44 já receberam alta após atendimento hospitalar, segundo a polícia.
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Investigação mira causas do acidente
A agência nacional de busca e resgate informou que todas as mortes ocorreram entre passageiras que estavam no trem suburbano.
Segundo as autoridades, o comboio estava parado em uma passagem de nível após um incidente envolvendo um táxi quando foi atingido na traseira pelo outro trem.
O ministro dos Transportes, Dudy Purwagandhi, informou à imprensa nesta quarta-feira que foi aberta uma investigação contra a empresa de táxis.
Diante da tragédia, o presidente Prabowo Subianto atribuiu o acidente à insegurança nas passagens de nível e ordenou melhorias em todo o país, incluindo instalação de postos de vigilância e construção de viadutos.
Acidentes de transporte são recorrentes na Indonésia, arquipélago do Sudeste Asiático onde sistemas de ônibus, ferrovias e aviação frequentemente enfrentam críticas por falhas de manutenção e infraestrutura precária.
Um total de 21 pessoas foi executado e mais de 4 mil foram detidas no Irã por motivos políticos ou de segurança nacional desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, afirmou a ONU nesta quarta-feira.
Segundo o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, a escalada repressiva ocorreu após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, que desencadearam o conflito.
De acordo com o organismo, “ao menos nove pessoas foram executadas em relação aos protestos de janeiro de 2026, dez por suposta filiação a grupos de oposição e duas por espionagem”.
A agência informou ainda que, no mesmo período, mais de 4 mil pessoas foram presas “sob acusações relacionadas à segurança nacional”.
ONU relata tortura e desaparecimentos forçados
“Muitos detidos foram vítimas de desaparecimentos forçados, tortura ou outras formas de tratamento cruel, desumano e degradante, em particular confissões obtidas sob coação — às vezes televisionadas — e simulações de execução”, acrescentou o organismo da ONU.
“Consterna-me constatar que, além das graves consequências do conflito, as autoridades continuam violando os direitos do povo iraniano de forma brutal e impiedosa”, disse o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, citado no comunicado.
“Faço um apelo às autoridades para que suspendam todas as execuções, estabeleçam uma moratória sobre a pena de morte, garantam plenamente o respeito aos direitos de defesa e ao direito a um julgamento justo, e libertem imediatamente as pessoas detidas arbitrariamente”, insistiu.
Segundo várias organizações não governamentais, entre elas a Anistia Internacional, o Irã é o país que mais recorre à pena de morte depois da China.

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