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Quatro embarcações cruzaram com sucesso o estreito de Ormuz mesmo após o anúncio do bloqueio pelos Estados Unidos. Depois de navegarem próximas à costa iraniana, seguiram para águas abertas. Enquanto isso, a medida já começa a dissuadir outras embarcações, com pelo menos dois navios desistindo das viagens planejadas.
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As travessias bem-sucedidas começaram a se deslocar para nordeste no início da segunda-feira a partir de águas ao largo dos Emirados Árabes Unidos, mostram dados de rastreamento de navios. Os petroleiros de médio porte parecem ter seguido uma rota logo ao sul da ilha iraniana de Larak, uma passagem que Teerã disse nos últimos dias que embarcações que tentam uma travessia rumo ao leste deveriam seguir.
Um navio transportador de gás liquefeito de petróleo, de bandeira e propriedade vietnamita, aproximou-se do estreito na direção oposta para entrar no Golfo Pérsico. O NV Sunshine começou a navegar para o norte a partir de águas ao largo de Sohar, no Golfo de Omã, no final de domingo, e agora está dentro do golfo, sinalizando que segue para Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos.
Bloqueio dos EUA
As travessias ocorrem poucas horas antes de os Estados Unidos implementarem um bloqueio nas áreas ao redor do estreito de Ormuz, após as negociações entre Teerã e Washington terem fracassado no fim de semana. As restrições — que se aplicam a todas as embarcações que entram ou saem de portos ou áreas costeiras iranianas e passaram a valer às 10h de Nova York (12h00 em Brasília) na segunda-feira — seguem o endurecimento do controle da República Islâmica sobre a vital hidrovia desde o início da guerra, o que fez o tráfego marítimo despencar.
O petroleiro de produtos de petróleo Rich Starry, sancionado pelos EUA, recuou durante sua travessia de saída perto da ilha iraniana de Qeshm, enquanto o graneleiro Guan Yuan Fu Xing, ligado à China, fez uma súbita meia-volta em sua travessia de entrada no lado oposto da hidrovia.
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As travessias de navios estão sendo observadas de perto enquanto EUA e Irã disputam o controle do ponto de estrangulamento, por onde cerca de um quinto do petróleo mundial costumava passar. Embarcações têm sido alvo ou atacadas por Teerã nas últimas semanas por seus vínculos com países ocidentais ou por sua propriedade. A mais recente medida de Trump busca desafiar o controle da República Islâmica sobre o estreito e privá-la de receita energética.
Os embaixadores do Líbano e de Israel negociarão diretamente nesta terça-feira em Washington um acordo para tentar colocar um fim ao conflito que atinge os dois países, apesar de na prática ser derivado da guerra dos israelenses e dos EUA contra o Irã. O encontro não deve levar a um acordo de paz, ao menos por enquanto. Neste momento, o objetivo libanês seria o fim dos ataques ao seu território e da ocupação israelense em áreas no sul do país. Os dois lados concordam que o Hezbollah, alvo da operação de Israel, deve ser desarmado. Mas divergem sobre como atingir este objetivo. Entenda os principais pontos da tratativa e o histórico das disputas entre os países: Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (14), que a guerra dos Estados Unidos, liderada por Donald Trump, contra o Irã é inconsequente e que o presidente estadunidense não precisa ameaçar o mundo. Lula também foi solidário ao papa Leão XIV, que trocou críticas com Trump esta semana.

Para o presidente Lula, Trump faz jogo de narrativas na tentativa de agradar à população e para tentar passar a ideia de os Estados Unidos serem “país onipotente, daquele povo superior”. O brasileiro afirmou que admira os Estados Unidos como maior economia do mundo, mas que isso é resultado da capacidade de trabalho do povo do país norte-americano.

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“Isso não é pelo autoritarismo do presidente. Isso é pela conjuntura econômica, pela importância do país, pelo grau de universidade que eles têm. Então, o Trump não precisava ficar ameaçando o mundo”, disse Lula.

“Essas ameaças do Trump não fazem bem para a democracia. Essa guerra do Irã é inconsequente”, acrescentou o presidente ao destacar as consequências do conflito na economia, sobretudo nos preços dos combustíveis.

No domingo (12), ao comentar as críticas do papa sobre as ações dos Estados Unidos no Irã e na Venezuela, Trump afirmou que Leão XIV é “terrível em política externa” e pediu que ele deixe de agradar a esquerda radical. O papa respondeu que não tem medo do presidente estadunidense e que acredita na mensagem de paz do Evangelho.

“Estive com ele [papa Leão XIV] e saí muito bem-impressionado. [Quero] ser solidário a ele, porque está correta a crítica que ele fez ao presidente Trump. Ninguém precisa ter medo de ninguém”, disse Lula em entrevista aos veículos Brasil247, Revista Fórum e DCM.

Ramagem

Durante a entrevista, Lula ainda lembrou da recente parceria entre Brasil e Estados Unidos visando a combater o tráfico internacional de armas e drogas e comentou a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) pelo serviço de imigração e alfândega do país norte-americano, conhecido pela sigla ICE (ICE U.S. Immigration and Customs Enforcement).

“O Ramagem acho que vai vir para cá. A direita aqui no Brasil está dizendo que ele foi preso por uma multazinha [de trânsito], mas não. Ele foi preso, ele já estava condenado a 16 anos nesse país [Brasil], ele foi um golpista que está condenado. Ele tem que voltar para o Brasil para cumprir a sua pena”, disse Lula.

A Polícia Federal (PF) informou, em nota, que a prisão de Ramagem decorreu “de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA”. O ex-deputado e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido na cidade de Orlando, no estado da Flórida.

Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito. Proibido de deixar o país, o ex-deputado saiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.

O nome de Ramagem consta na lista de foragidos procurados da Interpol.
 

Agentes da brigada financeira anticorrupção da França realizaram nesta terça-feira uma busca no Palácio do Eliseu, sede da presidência do país, no âmbito de uma investigação sobre a organização das homenagens a grandes personalidades no Panteão, segundo fonte próxima ao caso.
A operação, revelada pelo semanário Le Canard Enchaîné, faz parte de uma apuração sobre as condições de adjudicação das cerimônias de entrada no Panteão, atribuídas há 22 anos à empresa Shortcut Events.
A busca ocorreu na terça-feira, confirmou a fonte.
O Panteão, conhecido como o “templo dos imortais”, abriga desde o fim do século XVIII os restos de homens e mulheres que marcaram a história da França. Atualmente, cabe ao presidente decidir quais personalidades serão homenageadas.
Segundo o Le Canard Enchaîné, cada “panteonização” custa “cerca de dois milhões de euros” (2,36 milhões de dólares).
Investigação abrange mais de duas décadas
A investigação inclui cerimônias realizadas desde 2002 até a entrada, em 2024, dos restos do resistente comunista armênio Missak Manouchian, poeta e figura da luta contra a ocupação nazista na França durante a Segunda Guerra Mundial.
O último a ser homenageado, em outubro, foi o ex-ministro Robert Badinter, responsável pela abolição da pena de morte e falecido em 2024.
A próxima “panteonização” prevista é a do historiador e resistente judeu Marc Bloch, executado pelos nazistas, marcada para junho.
Quase 700 civis foram mortos em ataques de drones no Sudão desde janeiro, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, ao detalhar a devastação e a catástrofe humanitária provocadas pela guerra civil no país.
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Agora entrando no quarto ano, o conflito entre o Exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF) já matou dezenas de milhares de pessoas, deslocou mais de 11 milhões e levou várias regiões à fome.
“Nos primeiros três meses deste ano, quase 700 civis foram mortos em ataques de drones”, afirmou o chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, em comunicado divulgado na véspera do terceiro aniversário do início da guerra.
Ataques de drones quase diários têm desorganizado a vida em todo o Sudão, especialmente no sul de Kordofan — atual principal frente de batalha — e em áreas do oeste sob controle das RSF, incluindo Darfur.
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A agência da ONU para a infância, UNICEF, afirmou que drones foram “responsáveis por quase 80%” das ao menos 245 crianças mortas ou feridas nos três primeiros meses do ano.
A porta-voz do UNICEF no Sudão, Eva Hinds, disse: “Drones estão matando e ferindo meninas e meninos em suas casas, em mercados, nas estradas, perto de escolas e unidades de saúde”.
19 milhões enfrentam fome aguda
“Milhões foram forçados a deixar suas casas em todo o Sudão e além de suas fronteiras”, afirmou Fletcher, acrescentando: “O risco de uma instabilidade regional mais ampla é alto.”
Segundo ele, cerca de 34 milhões de pessoas — quase dois em cada três habitantes — precisam de ajuda humanitária, enquanto a fome avança com a aproximação do período de escassez.
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AFP
De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (WFP), mais de 19 milhões de pessoas enfrentam fome aguda, enquanto a fome extrema atinge grandes áreas de Darfur e Kordofan.
O chefe de preparação e resposta a emergências do WFP, Ross Smith, alertou que a situação está sendo “perigosamente agravada” pela guerra no Oriente Médio, que tem interrompido rotas de transporte e elevado os custos de alimentos, combustível e fertilizantes.
“Isso terá um efeito em cadeia sobre tudo, com o aumento dos preços de bens essenciais e alimentos empurrando mais pessoas para a fome”, disse.
Violência sexual brutal
Enquanto isso, mulheres e meninas enfrentam um aumento acentuado e sistemático da violência sexual, alertou a ONU Mulheres.
“A violência sexual como tática de guerra está sendo usada para infligir terror, humilhação, dor e controle sobre mulheres e meninas e para oprimir populações inteiras”, afirmou Anna Mutavati, diretora regional da ONU Mulheres para o leste e sul da África.
Segundo ela, o número de mulheres e meninas que necessitam de apoio por violência de gênero quadruplicou desde o início da guerra.
A ONU pede um aumento urgente no financiamento da ajuda. Fletcher afirmou que trabalhadores humanitários alcançaram 17 milhões de pessoas no Sudão e que, neste ano, pretendem atender 20 milhões.
No entanto, “a resposta está criticamente subfinanciada”, disse.
“Precisamos de ação agora — para parar a violência, proteger civis, garantir acesso às comunidades em maior risco e financiar a resposta.”
A coordenadora residente da ONU no Sudão, Denise Brown, afirmou na segunda-feira que o apelo da organização para arrecadar US$ 2,9 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões) neste ano está apenas 16% financiado, em meio à queda nas contribuições internacionais.
Doadores devem se reunir em Berlim na quarta-feira para uma conferência sobre o conflito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que o Papa Leão XIV está certo na crítica que fez ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por causa da guerra do Irã. O brasileiro também acrescentou que o americano “não precisa ficar ameaçando o mundo”.
— (Ele) Está correto na crítica que fez ao presidente Trump, ninguém precisa ter medo de ninguém —dise Lula, em entrevista aos portais 247, Revista Fórum e DCM.
O papa havia afirmado que não teme o governo americano e que busca promover o valor evangélico da paz. Horas depois, Trump chamou o Pontífice — o primeiro nascido nos EUA — de “fraco” e “liberal demais”e ainda compartilhou uma imagem gerada por inteligência artificial que o retratava como uma figura semelhante a Jesus Cristo. A imagem foi apagada horas depois.
Lula criticou também criticou a postagem de Trump.
— Aquela imagem de Jesus Cristo, aquilo não contribui, com acredita no sistema multilateral, que acredita na democracia.
Para o presidente brasileiro, Trump não precisa ficar ameaçando o mundo.
— Eu acho que o presidente Trump faz um jogo eminentemente na tentativa de agradar o povo americano para tentar passar a ideia do país potência, preponderante, daquele povo superior. Obviamente que somos admiradores dos Estados Unidos, mas isso não é pelo autoritarismo do presidente, é pela conjuntura econômica, importância do país, academia deles. Então o Trump não precisava ficar ameaçando o mundo. Eu disse para ele, a gente tem que escolher se a gente quer ser temido ou amado.
Lula também afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é um “político fora de linha” e que não há “nada de humanismo nele”.
Os resultados das eleições de 2026 no Peru continuam em andamento, e ainda não há certeza sobre qual candidato avançará para o segundo turno ao lado de Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos. A contagem rápida realizada pela Ipsos-Transparência, com 95,7% das atas processadas, coloca Fujimori na liderança com 17,1% dos votos. Na sequência aparecem Roberto Sánchez, com 12,4%, Rafael López Aliaga, com 11,3%, e Jorge Nieto, com 10,4%. Segundo a consultoria, os três últimos estão em empate técnico.
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De acordo com a Ipsos, a ordem entre o segundo, terceiro e quarto lugares pode variar nas próximas horas. Os resultados têm nível de confiança de 95%. O presidente da Transparência, Álvaro Henzler, afirmou que o primeiro lugar está definido e que Fujimori teria assegurada sua vaga no segundo turno. Já a definição do segundo colocado depende da margem de erro.
Sánchez apresenta margem de erro de cerca de 1,3%, enquanto López Aliaga tem 1,2% e Nieto 0,9%. Ricardo Belmont aparece em quinto lugar, com 10,2% e margem de erro de 0,5%, sendo descartado para uma eventual segunda rodada. Henzler destacou que, com os dados disponíveis, não é possível determinar qual candidato avançará e pediu à população que aguarde “com tranquilidade os resultados finais”.
Ele reiterou que se trata de uma “amostra estabilizada”, o que garante confiança nos números, e explicou que os resultados não coincidem, por ora, com a apuração da Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), pois o sistema oficial prioriza atas provenientes de Lima, Callao e províncias próximas. O diretor da Ipsos, Alfredo Torres, reforçou que será necessário aguardar o cálculo oficial.
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Os resultados oficiais da ONPE também seguem em atualização constante. Até o fechamento da apuração, 57,078% das atas haviam sido processadas, com Fujimori em primeiro lugar, com 16,927%, seguida por López Aliaga, com 14,163%, e Nieto, com 12,631%.
Nos cortes divulgados pela ONPE a cada 15 minutos, cerca de 130 votos separavam López Aliaga e Nieto, com vantagem momentânea de Aliaga, ex-prefeito de Lima, na disputa pelo segundo lugar. Ao mesmo tempo, atas observadas e encaminhadas aos Jurados Eleitorais Especiais (JEE) poderiam alterar o cenário. Até 53,596% das atas processadas, 137 haviam sido enviadas para revisão e possível nova contagem.
A abstenção também tem papel relevante. Segundo a ONPE, com 56,318% das atas processadas, 3.372.990 peruanos não votaram, enquanto 11.987.400 participaram do pleito. No Peru, 3.282.766 pessoas deixaram de comparecer às urnas, e no exterior foram 90.224. Até o momento, 43,8% dos eleitores votaram, enquanto 12% não o fizeram, restando ainda mais de 46% das atas a serem processadas.
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Apesar dos resultados apertados, representantes da Transparência descartaram fraude eleitoral. Henzler afirmou que não foram encontradas irregularidades significativas e que não há evidências de manipulação nas mesas de votação. Segundo ele, tanto a contagem dos votos quanto o traslado das atas ocorreram normalmente. Observadores, afirmou, não relataram problemas, embora tenha havido atrasos.
A votação continuou na segunda-feira em 13 centros eleitorais de Lima, devido à falta de material eleitoral. As 187 mesas que não foram instaladas no domingo foram abertas no dia seguinte. A jornada teve longas filas, de até quatro quarteirões, no colégio San Luis Gonzaga, em San Juan de Miraflores, onde cerca de 8 mil eleitores deveriam votar. Houve denúncias de atraso no início do processo, apesar de as mesas estarem instaladas, devido à ausência de fiscais.
Em meio às críticas à ONPE, a Diretoria contra a Corrupção da Polícia Nacional do Peru prendeu José Samané Blas, gerente de Gestão Eleitoral da ONPE. Horas depois, o Júri Nacional de Eleições (JNE) anunciou que apresentará denúncia penal contra o chefe da ONPE, quatro funcionários da entidade e o representante da empresa Galaga, por supostos crimes contra o direito ao voto.
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ERNESTO BENAVIDES / AFP
O JNE também denunciou criminalmente o chefe da ONPE, Piero Corvetto, e outros quatro funcionários pelos graves problemas que surgiram ontem durante o processo eleitoral. A denúncia contra Corvetto propõe investigar supostos crimes de abuso de autoridade, atentado contra o direito de sufrágio, omissão de atos funcionais e obstrução do processo eleitoral. Segundo o documento, Corvetto teria tido conhecimento prévio da crise logística e tecnológica, mas não teria informado oportunamente o plenário do JNE.
O próximo presidente do Peru enfrentará o desafio de lidar com o aumento da criminalidade e a instabilidade política que levou o país a ter oito presidentes na última década. Embora nada esteja certo sobre seu próximo adversário, Fujimori, de 50 anos, comemorou a suposta derrota de seus detratores na segunda, afirmando que “o inimigo é a esquerda”.
Se esse cenário se confirmar, o Peru se juntaria à onda de governos de direita na América Latina alinhados com o governo de Donald Trump. Em entrevista à AFP, Fujimori, líder do Fuerza Popular, prometeu expulsar imigrantes ilegais e atrair investimentos dos EUA para seu país.
Instabilidade nacional
O Peru está mergulhado em uma onda de violência e criminalidade, a principal preocupação dos eleitores peruanos. Desde 2018, os homicídios dobraram e a extorsão aumentou oito vezes. A campanha eleitoral focou em promessas de uma postura firme no combate ao crime, com algumas propostas radicais vindas dos próprios candidatos.
Fujimori promete retirar o Peru da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos para reinstaurar juízes “sem rosto” (anônimos) no combate ao crime, uma política implementada por seu pai na década de 1990, mas cujo fracasso o obrigou a perdoar centenas de presos posteriormente. Ela também planeja militarizar as prisões e fazer os detentos trabalharem “em troca de comida”.
López Aliaga, que se autodenomina “Porky” por sua semelhança com o porco dos desenhos animados, oferece prisões isoladas na Amazônia e afirma que irá “caçar, um por um”, os imigrantes venezuelanos sem documentos para devolvê-los ao seu país.
Uma francesa de 86 anos foi detida pelo serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE) no estado da Louisiana após se mudar para o país para viver com o companheiro americano, em um caso que envolve disputa familiar, processo migratório e questionamentos sobre a atuação das autoridades.
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Marie-Thérèse, natural de Nantes, foi presa no início de abril em Anniston, no Alabama, e transferida para um centro de detenção. Segundo o filho, “eles algemaram suas mãos e pés como se ela fosse uma criminosa perigosa”.
A idosa havia se mudado para os Estados Unidos após retomar um relacionamento com Billy, um ex-soldado americano que conheceu nos anos 1960, quando ele estava baseado em Saint-Nazaire, pela OTAN. Na época, ela era secretária. Os dois perderam contato, casaram-se com outras pessoas e tiveram filhos.
Eles voltaram a se encontrar em 2010 e, após ficarem viúvos em 2022, iniciaram um relacionamento descrito pelo filho como “como adolescentes”. Ele também definiu Billy como um “homem encantador, adorável”. O casal se casou no ano passado, e Marie-Thérèse se mudou para o Alabama, onde solicitou um green card.
Disputa por herança e prisão
A situação mudou após a morte repentina de Billy, em janeiro, quando teve início uma disputa pela herança entre Marie-Thérèse e o filho dele. Segundo o filho da francesa, o herdeiro “a ameaçou, a intimidou e chegou até a cortar sua água, internet e eletricidade”.
Marie-Thérèse contratou um advogado para lidar com o caso, mas foi presa pelo ICE um dia antes de uma audiência agendada. A família foi alertada por vizinhos. Não há provas de que o filho de Billy tenha denunciado a idosa às autoridades migratórias.
O Ministério das Relações Exteriores da França acompanha o caso e realizou uma visita consular, segundo a BBC.
De acordo com o filho, Marie-Thérèse tem problemas cardíacos e nas costas, mas segue “lutadora” e “aguentando bem”. A família afirma que a prioridade é retirá-la do centro de detenção.
— Nossa prioridade é tirá-la desse centro de detenção e repatriá-la para a França. Dado seu estado de saúde, ela não vai aguentar um mês nessas condições de detenção — afirmou
Ele descreveu a situação como “um filme americano ruim”.
— Todas as manhãs acordo e digo a mim mesmo que nada disso é verdade, que foi apenas um pesadelo.
O caso ocorre em meio ao endurecimento da política migratória nos Estados Unidos, com maior atuação do ICE em detenções e deportações. Procurado pela rede BBC, o Departamento de Segurança Interna dos EUA não respondeu.
Há uma boa notícia em meio à confusão que marcou a eleição presidencial no Peru: não foram observados indícios de fraude no processo. Essa informação deve constar do relatório sobre o pleito que deve ser publicado hoje pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que enviou observadores ao país. Apesar da grande desorganização que deixou mais de 60 mil pessoas impedidas de votar, não se acredita que o processo eleitoral possa vir a ser invalidado. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu os indiciamentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandres de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A base para os indiciamentos dessas autoridades é o caso do Banco Master. Vieira aponta que há indícios do cometimento de crimes de responsabilidades como o de “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”; e o de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”.

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Essas infrações, previstas na Lei 1.079 de 1950, são passíveis de julgamento pelo próprio Senado. O relatório de 221 páginas apresentado nesta terça-feira (14) ainda precisa ser aprovado pela Comissão. Um pedido de vista pode adiar a votação do texto.

“É razoável que a decisão sobre indiciamentos se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de persecução e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade”, destacou o relator da CPI, ao considerar a limitação de recursos da comissão.

O senador sergipano alega que o Brasil já testemunhou investigações, julgamentos e condenações de figuras do Executivo e Legislativo, “mas jamais de integrantes das altas cortes da Justiça”.

A assessoria do procurador-geral Paulo Gonet informou que ele não comentaria o assunto. Já a assessoria do STF não respondeu o contato até a publicação desta reportagem.

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