Uma mensagem automática enviada por um relógio inteligente foi o primeiro sinal de que algo grave havia acontecido com o ciclista Ben Overton, de 29 anos, que morreu após uma colisão em Crawley, no condado de West Sussex, na Inglaterra, em 2022. A esposa dele, Paula Overton, de 32 anos, contou que recebeu o alerta enquanto tomava banho em casa e, antes mesmo da chegada da polícia, já temia o pior.
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Segundo Paula, a notificação enviada pelo relógio Garmin informava que o dispositivo havia detectado um incidente envolvendo Ben e incluía as coordenadas do local. Ao acessar o aplicativo de rastreamento Life360, utilizado pelo casal por motivos de segurança, ela percebeu que a localização do marido permanecia parada no meio da rua.
— Achei a mensagem muito estranha, então resolvi verificar o aplicativo. Eu esperava que o marcador estivesse se movendo, mas ele estava parado. Todos os cenários possíveis começaram a passar pela minha cabeça. Eu estava apavorada — relatou em entrevista nesta semana.
Ela acionou o serviço de emergência e, minutos depois, recebeu a confirmação de que havia ocorrido um acidente. Cerca de uma hora mais tarde, um policial foi até sua residência para comunicar oficialmente a morte do ciclista.
Investigação e disputa judicial
Sem imagens de câmeras de segurança ou testemunhas do acidente, o Ministério Público concluiu que não havia provas suficientes para processar o motorista envolvido. O caso foi revisado três vezes, mas acabou arquivado pelas autoridades.
A situação só avançou após uma investigação conduzida por advogados em uma ação contra a seguradora do condutor. Neste ano, o motorista concordou em assumir responsabilidade parcial pelo acidente. Para Paula, a admissão representou um encerramento importante após anos de espera.
— Saber que eles admitiram responsabilidade parcial me permitiu seguir em frente de certa forma. Acho que finalmente tive o desfecho que precisava. Sei quem foi o culpado e acredito firmemente que foi o motorista — afirmou.
O inquérito sobre a morte de Ben ocorreu apenas neste ano, cerca de quatro anos após o acidente, em razão do longo processo de análise do caso pelas autoridades.
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— Saber que eles admitiram responsabilidade parcial me permitiu seguir em frente de certa forma. Acho que finalmente tive o desfecho que precisava. Sei quem foi o culpado e acredito firmemente que foi o motorista — afirmou.
O inquérito sobre a morte de Ben ocorreu apenas neste ano, cerca de quatro anos após o acidente, em razão do longo processo de análise do caso pelas autoridades.









