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O indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu, em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, nesta quarta-feira (29), que é um dever do Supremo se aprimorar e exercer a autocontenção em pautas que dividem a sociedade.

Declarando-se evangélico, Messias ainda defendeu o Estado laico:

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“Precisamos, por sua importância, de que o STF se mantenha aberto permanentemente ao aperfeiçoamento. A percepção pública de que cortes supremas resistem à autocrítica e ao aperfeiçoamento institucional tende a pressionar a relação entre a jurisdição e a nossa democracia”, disse Messias em sua fala inicial à CCJ.

Para o indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma República, todo Poder deve se sujeitar a regras e contenções. A fala ocorre no contexto em que o STF discute um código de ética para disciplinar as atividades dos magistrados.

“Demandas da sociedade por transparência, prestação de contas, escrutínio público, não devem causar constrangimentos.”

Ele acrescentou que o aperfeiçoamento institucional do STF é capaz de neutralizar discursos autoritários que buscam enfraquecer o Judiciário.

“Portanto, é dever do Supremo aprimorar-se com lucidez institucional para permanecer pujante e respeitado, como o Brasil dele necessita. O Supremo deve convencer a sociedade de que dispõe de ferramentas efetivas de transparência e controle. A democracia começa pela ética dos nossos juízes.”

A sabatina de Jorge Messias tem 27 senadores inscritos para fazer perguntas ao indicado ao STF. Atual advogado-geral da União (AGU), Messias precisa dos votos de 41 dos 81 senadores para assumir a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

Autocontenção do Supremo

Ainda no discurso inicial à CCJ, Jorge Messias defendeu a autocontenção do STF em operar mudanças que dividam a sociedade. Ele também defendeu que o tempo é importante para amadurecer agendas no debate democrático.  

“Cortes constitucionais também se afirmam por suas virtudes passivas e devem ser cautelosas em operar mudanças divisivas que interfiram em desacordos morais razoáveis da nossa sociedade”, afirmou.

O STF vem sendo criticado por parlamentares por, supostamente, legislar em temas que seriam de competência do Parlamento. Julgamentos têm sido realizados sob a justificativa de que o Congresso não têm decidido sobre assuntos que a Constituição exige alguma regulamentação.

“O comportamento não expansionista confere legitimidade democrática às cortes e aplaca as críticas – tanto as justas quanto as injustas –, de politização da Justiça e de ativismo judicial. Nem ativismo, nem passivismo. A palavra é equilíbrio.”

Messias completou que o STF deve cumprir um papel “residual” nas políticas públicas. “Não como protagonista ou substituto dos gestores e legisladores, autocontido na restrição de direitos fundamentais”, concluiu.

Cristão no Estado laico

Ao final da sua apresentação na CCJ, Jorge Messias destacou que é um “servo de Deus”, e que ser evangélico é uma bênção, “não um ativo”, defendendo a laicidade do Estado.

“A minha identidade é evangélica. Todavia, o Estado constitucional é laico. Uma laicidade clara, mas colaborativa, que fomenta o diálogo construtivo entre o Estado e todas as religiões”, destacou o indicado ao Supremo.

Um Estado laico (ou secular) é aquele que é neutro em assuntos religiosos, não adotando uma religião oficial e separando as instituições políticas das religiosas

Messias acrescentou que a neutralidade estatal em relação à religião assegura a todos o exercício da fé. Disse ainda que juiz que coloca suas convicções religiosas acima da Constituição “não é juiz”.

“Firmado o respeito absoluto à laicidade, devo-lhe dizer, como servo de Deus, que os princípios cristãos me acompanham em qualquer jornada da minha vida. Tenho clareza que o Estado laico não interdita considerar a base ética cristã que cimenta a nossa Constituição. É possível interpretar a Constituição com fé e não pela fé”, explicou.

Messias finalizou a apresentação na CCJ destacando que não tem “tradição hereditária” no Judiciário, chegando onde chegou graças aos estudos e sua trajetória de vida.

“Sou nordestino, evangélico, filho da classe média brasileira, sem tradição hereditária no poder Judiciário. Chego aqui pelo estudo, pelo trabalho, pela minha família, pelos meus amigos e irmãos, pela fé em Deus. E, consequentemente, pela confiança da minha trajetória de vida. Uma vida de disciplina e humildade”, concluiu.

Texto em ampliado às 11h40

 

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, presta depoimento nesta quarta-feira ao Congresso pela primeira vez desde o início da guerra com o Irã, em uma audiência marcada por pressões de parlamentares sobre os custos do conflito, a estratégia militar e mudanças no comando das Forças Armadas.
Contexto: Chefe do Pentágono vai depor pela primeira vez ao Congresso sobre guerra no Irã
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Convocado para discutir a proposta de orçamento de defesa de 2027, que prevê gastos recordes de US$ 1,5 trilhão, Hegseth deve, ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, defender a ampliação de investimentos em drones, sistemas de defesa antimísseis e navios de guerra.
O depoimento, porém, ocorre sob o impacto da guerra iniciada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel sem aprovação do Congresso. Parlamentares democratas devem concentrar questionamentos no aumento dos custos, na redução de estoques estratégicos de munição e em episódios como o bombardeio de uma escola que matou crianças. Também há expectativa de cobranças sobre a capacidade de defesa contra drones iranianos, alguns dos quais atingiram alvos e causaram mortes e feridos entre militares americanos.
Embora um cessar-fogo frágil esteja em vigor, tentativas no Congresso de limitar os poderes de guerra do presidente Donald Trump fracassaram, mantendo o conflito sem autorização formal do Legislativo. Republicanos, por sua vez, dizem confiar na condução de Trump, mas demonstram preocupação com a duração da guerra e seus efeitos políticos.
O cenário externo também pressiona o governo. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã — rota estratégica para o transporte global de petróleo — fez disparar os preços da energia e agravou o custo político do conflito às vésperas das eleições de meio de mandato. Os Estados Unidos responderam com bloqueio naval e reforço militar na região, incluindo o envio de três porta-aviões ao Oriente Médio.
As negociações para encerrar a guerra seguem travadas. O governo Trump avalia com ceticismo uma proposta iraniana que prevê a reabertura do estreito em troca do fim das hostilidades, da suspensão do bloqueio americano e do adiamento das discussões sobre o programa nuclear de Teerã.
Além da condução da guerra, Hegseth deve enfrentar questionamentos sobre a recente demissão de altos oficiais militares. Entre eles está o principal oficial do Exército, general Randy George, além de outros generais e almirantes, após a saída do secretário da Marinha, John Phelan.
As decisões provocaram reação no Congresso. O senador Thom Tillis afirmou que passou a reconsiderar seu apoio ao secretário, enquanto o deputado Austin Scott classificou a demissão de George como “um desserviço extremo” ao Exército e “conduta imprudente”.
A audiência marca a primeira vez que Hegseth enfrenta questionamentos diretos de parlamentares sobre a guerra, após evitar escrutínio público mais amplo nas últimas semanas. As discussões devem se estender também ao Senado, onde ele e Caine participam de nova audiência na quinta-feira.
Em atualização.

O indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu, em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, nesta quarta-feira (29), que é um dever do Supremo se aprimorar e exercer a autocontenção em pautas que dividem a sociedade.

Declarando-se evangélico, Messias ainda defendeu o Estado laico:

Notícias relacionadas:

“Precisamos, por sua importância, de que o STF se mantenha aberto permanentemente ao aperfeiçoamento. A percepção pública de que cortes supremas resistem à autocrítica e ao aperfeiçoamento institucional tende a pressionar a relação entre a jurisdição e a nossa democracia”, disse Messias em sua fala inicial à CCJ.

Para o indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em uma República, todo Poder deve se sujeitar a regras e contenções. A fala ocorre no contexto em que o STF discute um código de ética para disciplinar as atividades dos magistrados.

“Demandas da sociedade por transparência, prestação de contas, escrutínio público, não devem causar constrangimentos.”

Ele acrescentou que o aperfeiçoamento institucional do STF é capaz de neutralizar discursos autoritários que buscam enfraquecer o Judiciário.

“Portanto, é dever do Supremo aprimorar-se com lucidez institucional para permanecer pujante e respeitado, como o Brasil dele necessita. O Supremo deve convencer a sociedade de que dispõe de ferramentas efetivas de transparência e controle. A democracia começa pela ética dos nossos juízes.”

A sabatina de Jorge Messias tem 27 senadores inscritos para fazer perguntas ao indicado ao STF. Atual advogado-geral da União (AGU), Messias precisa dos votos de 41 dos 81 senadores para assumir a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

Autocontenção do Supremo

Ainda no discurso inicial à CCJ, Jorge Messias defendeu a autocontenção do STF em operar mudanças que dividam a sociedade. Ele também defendeu que o tempo é importante para amadurecer agendas no debate democrático.  

“Cortes constitucionais também se afirmam por suas virtudes passivas e devem ser cautelosas em operar mudanças divisivas que interfiram em desacordos morais razoáveis da nossa sociedade”, afirmou.

O STF vem sendo criticado por parlamentares por, supostamente, legislar em temas que seriam de competência do Parlamento. Julgamentos têm sido realizados sob a justificativa de que o Congresso não têm decidido sobre assuntos que a Constituição exige alguma regulamentação.

“O comportamento não expansionista confere legitimidade democrática às cortes e aplaca as críticas – tanto as justas quanto as injustas –, de politização da Justiça e de ativismo judicial. Nem ativismo, nem passivismo. A palavra é equilíbrio.”

Messias completou que o STF deve cumprir um papel “residual” nas políticas públicas. “Não como protagonista ou substituto dos gestores e legisladores, autocontido na restrição de direitos fundamentais”, concluiu.

Cristão no Estado laico

Ao final da sua apresentação na CCJ, Jorge Messias destacou que é um “servo de Deus”, e que ser evangélico é uma bênção, “não um ativo”, defendendo a laicidade do Estado.

“A minha identidade é evangélica. Todavia, o Estado constitucional é laico. Uma laicidade clara, mas colaborativa, que fomenta o diálogo construtivo entre o Estado e todas as religiões”, destacou o indicado ao Supremo.

Um Estado laico (ou secular) é aquele que é neutro em assuntos religiosos, não adotando uma religião oficial e separando as instituições políticas das religiosas

Messias acrescentou que a neutralidade estatal em relação à religião assegura a todos o exercício da fé. Disse ainda que juiz que coloca suas convicções religiosas acima da Constituição “não é juiz”.

“Firmado o respeito absoluto à laicidade, devo-lhe dizer, como servo de Deus, que os princípios cristãos me acompanham em qualquer jornada da minha vida. Tenho clareza que o Estado laico não interdita considerar a base ética cristã que cimenta a nossa Constituição. É possível interpretar a Constituição com fé e não pela fé”, explicou.

Messias finalizou a apresentação na CCJ destacando que não tem “tradição hereditária” no Judiciário, chegando onde chegou graças aos estudos e sua trajetória de vida.

“Sou nordestino, evangélico, filho da classe média brasileira, sem tradição hereditária no poder Judiciário. Chego aqui pelo estudo, pelo trabalho, pela minha família, pelos meus amigos e irmãos, pela fé em Deus. E, consequentemente, pela confiança da minha trajetória de vida. Uma vida de disciplina e humildade”, concluiu.

Texto em ampliado às 11h40

 

Um grupo de cinco estudantes evitou um possível acidente envolvendo um ônibus escolar após a motorista sofrer um mal súbito enquanto dirigia, no condado de Hancock, no estado do Mississippi, nos Estados Unidos. O caso ocorreu logo após o veículo deixar a Hancock Middle School, quando a condutora, Leah Taylor, de 46 anos, teve uma crise de asma e perdeu a consciência ao volante.
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Com cerca de 40 alunos a bordo, o ônibus seguia por uma rodovia de quatro faixas quando começou a sair da trajetória. Foi nesse momento que o estudante Jackson Casnave, de 12 anos, que estava sentado logo atrás da motorista, percebeu a situação e correu para assumir o volante. Ele pediu ajuda aos colegas, iniciando uma ação coordenada para evitar a colisão.
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Darrius Clark, também de 12 anos, conseguiu acionar os freios enquanto o colega mantinha o controle da direção. Juntos, eles reduziram a velocidade do veículo até conseguir estacioná-lo no acostamento, interrompendo o deslocamento de forma segura.
Ação rápida e trabalho em equipe
Enquanto os dois estudantes controlavam o ônibus, outros colegas passaram a ajudar no atendimento à motorista. Um terceiro aluno tentou localizar a medicação de Taylor, enquanto Kayleigh Clark, de 13 anos, irmã de Darrius, saiu da parte traseira do veículo e ligou para o serviço de emergência. Ela relatou dificuldade para ouvir o atendente devido ao desespero e aos gritos dentro do ônibus.
— Eu estava com medo, mas precisava ajudar — disse Kayleigh, em relato à imprensa local.
Toda a sequência foi registrada pelas câmeras de segurança do próprio ônibus e mostra a rapidez com que os estudantes reagiram à situação, que se desenrolou em poucos segundos.
Após o episódio, a motorista agradeceu aos alunos e afirmou que eles foram decisivos para evitar consequências mais graves.
— Sou grata aos meus estudantes. Eles salvaram a minha vida e a de todos que estavam no ônibus — declarou.
Taylor contou ainda que tentou alcançar sua medicação no momento da crise, mas perdeu a consciência antes de conseguir utilizá-la.
Os próprios alunos afirmaram que agiram por instinto diante da emergência.
— Não tive tempo de processar o que estava acontecendo. Só queria garantir que ninguém se machucasse — disse Jackson Casnave.
O diretor da escola também destacou a atitude dos estudantes, ressaltando a iniciativa do grupo em um momento crítico.
— Eles não esperaram alguém agir. Tomaram a frente, e isso diz muito sobre o caráter deles — afirmou a diretora Melissa Saucier.
Após o ocorrido, os cinco estudantes foram homenageados pela escola durante um evento interno e receberam como reconhecimento um almoço especial fora do campus.

O ministro das Cidades, Vladimir Lima, disse nesta quarta-feira (29) que “nos próximos dias” será publicada a regulamentação do Reforma Casa Brasil, com as novas faixas a serem atendidas pelo programa. 

Lançada em outubro do ano passado, a iniciativa do governo oferece crédito para reformas, ampliações e melhorias em moradias urbanas.

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Coordenado pelo Ministério das Cidades e operado pela Caixa Econômica Federal, o Reforma Casa Brasil foi criado para enfrentar a inadequação habitacional e melhorar as condições de moradia das famílias brasileiras que já possuem imóvel.

O financiamento pode ser utilizado para comprar materiais de construção, pagar mão de obra e contratar serviços técnicos.

“Estamos finalizando a regulamentação do Reforma Casa Brasil. Ela será publicada já nos próximos dias”, disse Lima após participar do programa Bom dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Reformas e melhorias

Entre as intervenções previstas para o Reforma Casa Brasil estão as feitas em telhados, instalações elétricas e hidráulicas, construção de cômodos, melhorias de acessibilidade e adaptações para maior conforto e segurança.

Segundo o Ministério das Cidades, o valor máximo do financiamento passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil por família. O prazo de pagamento foi ampliado de 60 para até 72 meses (seis meses).

O público-alvo foi ampliado para famílias com renda de até R$ 13 mil, igualando-se ao teto do programa Minha Casa, Minha Vida e garantindo que mais brasileiros possam melhorar suas moradias.

Com relação às taxas de juros, o governo informou que elas serão reduzidas a 0,99% ao mês para todas as faixas de renda. Antes, a taxa mensal cobrada era de até 1,95%, variando conforme a renda familiar.

Confira o passo a passo para acesso ao programa:
 


Informação Passo a Passo Programa Reforma Casa Brasil

Mais aportes

O anúncio de que novos perfis e valores seriam aplicados ao Reforma Casa Brasil foi feito no dia 15 de abril, em cerimônia no Palácio do Planalto sobre a ampliação de aportes para o Minha Casa Minha Vida.

Em termos gerais, o governo ampliou o público atendido pelo MCMV por meio da atualização das faixas de renda. Aumentou também o valor máximo do financiamento dos imóveis e reduziu as taxas de juros aplicadas.

As novas regras preveem aumento no limite de renda familiar mensal para acesso ao crédito, passando a ser de até R$ 13 mil, para imóveis que custam até R$ 600 mil.

 

Mais de cinco meses após o anúncio da indicação, teve início a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira (29), na busca de uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao abrir a fala, Messias destacou sua trajetória acadêmica e profissional, defendendo a aplicação da Constituição com humanismo e diversidade.

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“A Constituição somente se concretiza seus valores fundamentais quando aplicada com o humanismo e diversidade de saberes aqui nesta casa tão presentes”, destacou Messias.

A indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para o lugar do ministro aposentado Luis Roberto Barroso, precisa passar por aprovação na CCJ e, em seguida, no plenário do Senado. São necessários 41 votos para aprovação ao Supremo.

A demora para sabatina e votação da indicação de Messias ao STF ocorreu por resistência de parte dos senadores ao nome de Messias, em especial, o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar a vaga no STF. 

O Advogado-Geral da União (AGU) Jorge Messias foi anunciado ao cargo no dia 20 de novembro de 2025, mas a mensagem do Planalto ao Congresso formalizando a indicação foi adiada para o início de abril.

Durante a sabatina, Messias deve ser questionado pelos senadores e senadoras sobre a postura que deve ter no STF. EM seguida, sua indicação é votada na CCJ e, ainda nesta quarta-feira, o plenário da Casa deve apreciar a indicação.

Trajetória acadêmica e profissional

Jorge Rodrigo Araújo Messias se graduou em direito, em 2003, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em 2018, finalizou mestrado em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional, na Universidade de Brasília (UnB), onde também concluiu o doutorado com tese sobre o mesmo tema, no ano de 2024.

Ainda no campo acadêmico, o indicado foi professor de direito na UnB entre 2018 e 2022, como convidado, e da Universidade Santa Cecília (UNISANTA), desde 2024.

Suas publicações acadêmicas incluem livro, em coautoria, intitulado Reclamação Constitucional no Supremo Tribunal Federal e Fazenda Pública, e a organização do livro Análise Social do Direito: Por uma Hermenêutica de Inclusão.

É também autor de diversos capítulos de livros jurídicos, entre eles, Advocacia Pública e Democracia, que integra a obra Defesa da Democracia e das Liberdades, publicada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Jorge Messias foi ainda autor de um capítulo do livro Convenção Americana de Direitos Humanos Comentada, e um capítulo em Direito Público e Democracia – Estudos em homenagem aos 15 anos do ministro Benedito Gonçalves no STJ.

“O currículo do indicado encaminhado a esta Casa elenca também 85 (oitenta e cinco) trabalhos publicados, listados e enumerados como “outras produções técnicas”, além de 26 (vinte e seis) participações em eventos jurídicos, como palestrante ou conferencista”, escreveu o relator da indicação de Messias na CCJ, o senador Weverton (PDT-MA).

Jorge Messias ainda integrou o Instituto Brasileiro de Direito Empresarial (IBRADEMP) e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Atualmente, é associado ao Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) e da OAB.

Segundo Messias, esses são “espaços que reforçam minha crença na importância do direito como instrumento do desenvolvimento nacional, da estabilidade institucional e da justiça social”.

O indicado ainda foi presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Banco Central (2006-2007); e ocupou cargo no Sindicato de servidores da Fazenda Nacional – Sinprofaz (2008-2010); foi membro da Comissão Nacional da Advocacia Pública Federal do Conselho Federal da OAB (2010-2012).

A carreira profissional do indicado começa como técnico bancário concursado da Caixa Econômica Federal, entre 2002 e 2006. Em 2006, é aprovado para a Advocacia-Geral da União (AGU), primeiramente como Procurador do Banco Central do Brasil e, posteriormente, também por concurso público, como Procurador da Fazenda Nacional.

Na AGU, Messias atuou nas consultorias jurídicas do Ministério da Educação (2012), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (2011-2012), da Casa Civil (2014 e 2016). Desde 2023, atua como ministro de estado da AGU.

 

Um Pikachu desgastado, ursos de pelúcia “cansados” ou bichinhos de tecido cheios de manchas são os clientes VIP de um meticuloso serviço de lavanderia japonês que viralizou nas redes sociais por deixar esses brinquedos como novos. Os vídeos dos cuidados exigentes que as pelúcias recebem na empresa Cleaning Yonmarusan têm encantado fãs na internet e atraído clientes do mundo todo para esse serviço especializado em tecidos de alta qualidade.
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Masakazu Shimura, profissional da limpeza com três décadas de experiência, deu a um boneco de Pokémon — que já estava em bom estado — um bom banho de vapor, escovando-o com cuidado após uma leve esfregada com espuma, quase como se cuidasse de um bebê recém-nascido.
Masakazu Shimura coloca um brinquedo de pelúcia em uma máquina de lavar
PHILIP FONG / AFP
Baseando-se em sua perícia e experiência limpando todo tipo de itens, desde camisas sociais até barracas de camping, Shimura lava e restaura as delicadas fibras dos peluches.
— Enquanto lavo à mão, toco com cuidado para entender que tipo de material é e avalio seu estado, entre outras coisas, massageando suavemente com as mãos — explicou à AFP.
Um Pikachu de pelúcia desgastado, um ursinho de pelúcia cansado ou um bichinho de pelúcia manchado podem ganhar uma nova vida
PHILIP FONG / AFP
Shimura é um dos 12 profissionais de limpeza certificados da Yonmarusan, uma rede regional de Yamanashi, a oeste de Tóquio.
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Embora a empresa limpe pelúcias há décadas, o negócio experimentou um crescimento graças a publicações virais nas redes sociais nos últimos anos, impulsionadas pela adoração da Geração Z pelos bichinhos e pelo amor do Japão por tudo que seja “fofo e delicado”.
‘Veem como membros da família’
Hoje em dia, o serviço limpa mais de 10.000 pelúcias por ano, há uma década não passava dos 1.200. Algumas pessoas até “vão ao Japão especificamente com o propósito de mandar limpar suas pelúcias”, disse Hisako Mori, gerente de relações públicas da empresa.
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— Enquanto a limpeza é realizada, aproveitam para viajar pelo Japão. Ao final da viagem, recolhem as pelúcias antes de voltar para casa.
Shimura disse que alguns clientes desejam preservar arranhões ou rabiscos específicos em seus peluches, já que essas marcas às vezes carregam lembranças preciosas.
— Esses itens guardam memórias especiais. Isso também é verdade para roupas, mas ainda mais para pelúcias, que sabemos que nossos clientes veem como membros da família.
Uma equipe da Universidade de Glasgow anunciou a recuperação de 42 páginas até então consideradas perdidas de um dos mais relevantes manuscritos antigos do Novo Testamento. O material integra o Codex H, uma cópia em grego datada do século VI das cartas atribuídas a São Paulo. A descoberta foi divulgada pela própria instituição em seu site oficial.
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De acordo com os pesquisadores, o Codex H originalmente era um volume completo, mas foi desmontado no século XIII no Mosteiro Great Lavra, localizado no Monte Athos. Naquele período, o alto custo e a escassez do pergaminho levaram monges a reutilizar suas folhas na produção e reparo de outros livros. Com isso, partes do manuscrito passaram a servir como capas, reforços de encadernação e folhas de apoio em diferentes volumes.
Segundo a universidade, fragmentos físicos já conhecidos do Codex H estão atualmente distribuídos em bibliotecas de países como Itália, Grécia, Rússia, Ucrânia e França. A partir da análise desses materiais, os pesquisadores conseguiram identificar e reconstruir as páginas desaparecidas.
Para recuperar o conteúdo, a equipe liderada pelo professor Garrick Allen utilizou tecnologia de imagem multiespectral, capaz de detectar vestígios de tinta invisíveis a olho nu. O método permite reconstruir digitalmente textos apagados ou encobertos ao longo dos séculos.
Allen explica que intervenções posteriores nos manuscritos deixaram “impressões fantasma” do texto original em páginas vizinhas. A partir do processamento dessas marcas, foi possível recuperar trechos que já não existiam fisicamente. Especialistas em Paris também contribuíram com análises de datação por carbono para validar os resultados.
Embora os trechos recuperados correspondam a partes já conhecidas das cartas paulinas, a descoberta amplia o entendimento sobre como os textos cristãos eram organizados, copiados e utilizados nos primeiros séculos. Entre os achados estão alguns dos exemplos mais antigos conhecidos de listas de capítulos dessas cartas, além de correções feitas por escribas, anotações marginais e sinais de uso em práticas religiosas cotidianas.
O início do processo de regularização na Espanha provocou cenas de tumulto em Madri nesta semana, onde dezenas de pessoas tentaram invadir a embaixada da Gâmbia em busca de documentação. Imagens que circulam nas redes sociais mostram migrantes escalando o muro do prédio diplomático, em meio à tentativa de acelerar o acesso a papéis necessários para garantir permanência legal no país.
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Memorial para vítimas de protestos no Irã sofre tentativa de incêndio em Londres
Segundo relatos da imprensa internacional, o episódio ocorreu em um contexto de filas extensas e dificuldades para obtenção de atendimento em centros oficiais. A nova legislação espanhola prevê a concessão de status legal a cerca de 500 mil estrangeiros, desde que comprovem ausência de antecedentes criminais e residência no país por pelo menos cinco meses antes do início de 2026.
A iniciativa entrou em vigor na última semana e já mobiliza multidões em diferentes regiões da Espanha. Mais de 400 centros de atendimento registraram formação de longas filas, com pessoas aguardando por horas — e, em alguns casos, passando a noite — para conseguir atendimento e regularizar a situação migratória.
Em Madri, a frustração com a falta de vagas disponíveis levou ao aumento da tensão. Parte dos migrantes que aguardavam atendimento foi informada de que todos os horários já estavam preenchidos, o que desencadeou a tentativa de invasão da embaixada. A situação gerou momentos de pânico e exigiu a intervenção da Guarda Civil, que conseguiu conter o tumulto. Não houve registro de prisões, mas a área segue sob monitoramento.
O impacto do aumento repentino na demanda por serviços públicos também tem gerado preocupação entre autoridades e trabalhadores. Em Sevilha, sindicatos alertaram para uma “pressão extraordinária” sobre o sistema, com reflexos na qualidade do atendimento e no ambiente de trabalho. Entre as reivindicações estão reforço de equipes, melhorias na segurança e compensações para os funcionários.
Na capital, o volume de solicitações diárias em centros de assistência social saltou de 1.500 para 5.500, segundo autoridades locais. A expansão acelerada da demanda alimenta críticas de setores que consideram a medida precipitada.
O plano do governo, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, também enfrenta resistência política. Representantes da oposição classificam a iniciativa como excessiva e apontam riscos de sobrecarga institucional. Por outro lado, o governo defende que a regularização é necessária para suprir a falta de mão de obra e estimular a economia.
Durante um evento em Barcelona, Sánchez afirmou que a imigração faz parte da identidade do país e rejeitou discursos contrários à política.
— A Espanha é filha da migração e não se tornará mãe da xenofobia — disse.
Com cerca de 50 milhões de habitantes, o país abriga aproximadamente 10 milhões de pessoas nascidas no exterior. Estima-se que 840 mil migrantes estejam em situação irregular, a maioria oriunda da América Latina.
Enquanto o rei britânico Charles III e a rainha Camilla se preparam para dar continuidade à agenda real nos EUA com compromissos em Nova York nesta quarta-feira, as interações do monarca na véspera com o presidente americano, Donald Trump, ainda repercutem na mídia americana como um exemplo raro de sucesso diplomático diante do comportamento errático do republicano. Com um misto de bom humor e gestos simbólicos, Charles alcançou o melhor desempenho de uma liderança estrangeira no Trump II no jantar da noite de ontem no no Salão Leste da Casa Branca, na avaliação de parte da imprensa americana — não sem um breve momento de constrangimento.
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No discurso de Charles III, houve o tradicional humor britânico seco. Piadas adaptadas às preferências de Trump, incluindo um brinde com Coca-Cola. Um pouco de deferência equilibrada com leves provocações sobre a Otan — além de um presente reluzente. Entre os temas que arrancaram risadas de uma lista de convidados que mesclou a cúpula do governo americano, empresários simpáticos ao presidente e juízes conservadores da Suprema Corte, referências culturais e históricas foram preferência.
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Charles III citou Oscar Wilde, brincando que os britânicos têm tudo em comum com os americanos “exceto, é claro, a língua”. O humor foi usado para enfrentar temas sensíveis. Durante o brinde, o rei aludiu a comentários de Trump contra seus aliados europeus, a quem acusou de se aproveitarem do sistema de defesa dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial. Durante a cúpula de Davos, em janeiro, Trump disse que, sem apoio americano, as pessoas na Europa “falariam alemão e um pouco de japonês”.
— O senhor comentou recentemente, senhor presidente, que se não fossem os Estados Unidos, os países europeus falariam alemão. Ouso dizer que, se não fosse por nós, vocês falariam francês — ironizou, referindo-se aos conflitos entre as então potências coloniais, França e Grã-Bretanha, pelo controle da América do Norte antes da independência dos Estados Unidos.
Trump, Charles III e Melania brindam em jantar na Casa Branca
Brendan Smialowski / AFP
A história compartilhada entre os dois países também foi exaltada, e mesmo episódios violentos viraram motivo de comentários bem humorados. Charles III disse que o jantar foi “uma melhora considerável em relação à Festa do Chá de Boston”, quando colonos jogaram no mar carregamentos de chá britânico tributados em 1773. Também caçoou ligeiramente de Trump, ao dizer que não podia deixar de notar as “reformas” na Ala Leste da Casa Branca — que o ex-magnata do ramo imobiliário ordenou a demolição para construir um gigantesco salão de baile que custará US$ 400 milhões.
— Lamento dizer que nós, britânicos, é claro, fizemos nossa própria tentativa de remodelação imobiliária da Casa Branca em 1814 — disse o rei, referindo-se à época em que soldados britânicos incendiaram o prédio.
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Presente e saia-justa
Apesar das piadas às custas de Trump, que outros líderes não ousaram fazer, Charles III reservou um gesto ao gosto do presidente americano. Em determinado momento da noite, o rei se dirigiu a Trump diretamente, oferecendo como “presente pessoal” o sino da torre de comando do submarino britânico HMS Trump, que combateu na Segunda Guerra Mundial — que Charles propositalmente disse ser “seu valente homônimo”.
Gravadas com clareza na superfície do sino estavam as palavras TRUMP 1944. O presidente levantou-se de sua cadeira e olhou com admiração para o sino, lançando um olhar para a esposa Melania.
— Caso algum dia precise falar conosco… bem, é só nos dar um toque! — disse Charles, para ouvir a sala irromper em aplausos, enquanto Trump visivelmente radiante, fez um sinal de positivo para o rei.
‘EUA não têm amigos mais próximos do que os britânicos’, diz Trump a Charles
O monarca britânico, porém, não escapou de uma breve saia-justa durante o discurso de Trump. O presidente se referia aos lugares ao redor do mundo onde americanos e britânicos lutaram juntos — das praias da Normandia às colinas congeladas da Coreia, até as areias escaldantes do Norte da África e do Oriente Médio. Erguendo os olhos do roteiro, afirmou:
— E estamos fazendo um pouco de trabalho no Oriente Médio agora também, como vocês devem saber, e estamos indo muito bem — disse Trump. — Nós derrotamos militarmente esse adversário específico e nunca vamos permitir que esse adversário jamais… Charles concorda comigo… Nunca vamos deixar esse adversário ter uma arma nuclear.
A guerra no Irã é o ponto mais delicado na atual relação entre EUA e Reino Unido, com a discordância entre Trump e o premier britânico, Keir Starmer, sobre a falta de apoio de Londres à ofensiva se tornando pública. A Coroa britânica evita entrar publicamente em disputas políticas e temas de governo, mas mesmo de forma lateral, Charles III tocou no tema do Oriente Médio.
O rei lembrou que sua mãe visitou os EUA em 1957 para ajudar a recolocar o “especial” na “relação especial” após a crise envolvendo o Canal de Suéz. E então veio a ironia:
— Quase setenta anos depois, é difícil imaginar algo assim acontecendo hoje — disse Charles, enquanto alguns convidados riam, fazendo Trump virar-se e sorrir. — Mas não é difícil perceber o quão importante a relação continua sendo, tanto em aspectos visíveis quanto invisíveis.
Causos da realeza nos EUA
Ainda durante o jantar, Charles III contou que tinha 10 anos quando conheceu pela primeira vez um presidente americano: Dwight D. Eisenhower, durante uma visita ao Palácio de Balmoral, na Escócia. Recordou também do “primeiro primeiro-ministro” de sua mãe, Winston Churchill — um dos ídolos de Trump — e a ocasião em que Churchill, hospedado na Casa Branca e se envolveu em um incidente vergonhoso com o presidente Franklin Delano Roosevelt.
— [Churchill] saiu nu da banheira e descobriu a porta se abrindo quando o presidente Roosevelt entrou para conversar — disse o monarca. — Com um humor afiado, o presidente afastou qualquer constrangimento ao declarar: “O primeiro-ministro não tem nada a esconder do presidente dos Estados Unidos!”.
Quando o monarca britânico concluiu o discurso, Trump deu-lhe um tapinha nas costas e disse: “bom trabalho”. (Com AFP e NYT)

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