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Uma influenciadora digital chinesa de 20 anos foi encontrada em grave estado de saúde nas ruas de Sihanoukville, no Camboja, após ter sido vítima de tráfico humano, segundo informações divulgadas pela imprensa estatal da China.
Aposta de R$ 170 vira mais de R$ 2 milhões em mercado de criptomoedas após queda de Maduro
De acordo com o semanário China Newsweek, a jovem, identificada como Wu Zhenzhen, natural da província chinesa de Fujian, afirmou ter sido atraída para o Camboja por meio de uma falsa promessa de emprego bem remunerado.
Em vez disso, acabou abandonada em Sihanoukville, cidade costeira que tem sido apontada por organizações não governamentais como um dos principais polos de centros de burla online no Sudeste Asiático. Uma fotografia em que Wu aparece sentada na rua, segurando uma radiografia das pernas que aparentava mostrar anomalias, viralizou nas redes sociais chinesas e levou a Embaixada da China no Camboja a confirmar oficialmente o caso.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a embaixada alertou que muitas supostas “ofertas de emprego bem remunerado no estrangeiro” estão ligadas a indústrias ilegais, como esquemas de fraude online, prostituição, jogos de azar e tráfico de drogas.
“Uma vez envolvidas, as pessoas tornam-se altamente vulneráveis à detenção ilegal, abusos violentos e até risco de vida”, afirmou o órgão diplomático.
O consulado chinês em Sihanoukville auxiliou Wu a ser internada em um hospital local no último sábado. Segundo a unidade de saúde, ela foi diagnosticada com infecção pulmonar, pleurisia, derrame pleural, retenção urinária e deficiência severa de albumina. Exames toxicológicos também apontaram resultado positivo para metanfetamina e cetamina, drogas estimulantes de uso ilegal.
Em entrevista ao China Newsweek, Wu foi descrita como estando com a memória confusa e relutante em relatar detalhes do período em que permaneceu no país.
“Ela mencionou ter sido detida por vários dias, mas não conseguiu especificar onde ou por qual motivo. Também disse repetidas vezes que trabalhou como empregada de mesa no Camboja, mas recusou-se a dar mais detalhes”, relatou a publicação.
O caso lança luz novamente sobre uma rede internacional de escravidão moderna que atua no Sudeste Asiático. Milhares de pessoas são traficadas para centros de burla, onde são torturadas e forçadas a aplicar golpes online em vítimas de todo o mundo, movimentando milhões de dólares.
A ONG EOS Collective, especializada na investigação de fraudes digitais, afirma que esses esquemas se transformaram em operações altamente sofisticadas, sustentadas pelo tráfico humano em larga escala. Segundo a cofundadora da entidade, Li Ling, apenas no Camboja existem mais de 250 centros de burla, sendo que o maior deles pode abrigar mais de 15 mil pessoas.
Uma aposta de 27 euros (cerca de R$ 169,56) em uma plataforma de previsões com criptomoedas rendeu 372 mil euros (aproximadamente R$ 2,33 milhões) a um apostador que permanece anônimo, segundo apuração da BBC. O foco era a saída de Nicolás Maduro do poder até o fim de janeiro.
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As apostas foram feitas na Polymarket, plataforma que utiliza blockchain para registrar mercados de previsão. O volume de apostas cresceu de forma significativa nas horas que antecederam o anúncio de Donald Trump de que o presidente venezuelano havia sido capturado.
De acordo com dados da plataforma, uma conta criada no mês passado abriu quatro posições relacionadas exclusivamente à Venezuela e obteve um lucro total de US$ 436 mil (o equivalente a 372 mil euros, ou R$ 2,33 milhões) a partir de um investimento inicial de apenas US$ 32,5 (27,79 euros).
Para Better Markets, o caso levanta suspeitas. O diretor executivo da entidade, Dennis Kelleher, afirmou à CBS que “essa aposta específica apresenta todas as características de uma operação baseada em informação privilegiada”.
A identidade do apostador segue desconhecida. A conta está vinculada apenas a um identificador de blockchain composto por letras e números, sem qualquer dado pessoal associado.
Os números reforçam o caráter atípico da movimentação. Na tarde de sexta-feira, a um dia da intervenção norte-americana, os investidores da Polymarket atribuíam apenas 6,5% de probabilidade à saída de Maduro do poder. Pouco antes da meia-noite, esse índice subiu para 11% e disparou nas primeiras horas do dia em que o líder venezuelano foi detido.
O Papa Leão XIV receberá, na quarta e na quinta-feira, no Vaticano, cardeais de todo o mundo, em resposta a demandas por uma governança mais colegiada da Igreja Católica.
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O encontro dos 245 cardeais será o primeiro consistório desde que Leão foi eleito Pontífice, em maio de 2025, após a morte do Papa Francisco. Fontes do Vaticano indicaram que os cardeais desejam ter maior participação na condução da Igreja em nível mundial.
Durante seus 12 anos de pontificado, Francisco chegou a ser alvo de críticas por um estilo de liderança considerado duro e personalista, que teria marginalizado numerosos cardeais. Diferentemente de seus antecessores, o Papa argentino concentrou decisões em um círculo restrito de cerca de 12 cardeais e realizou apenas um consistório extraordinário ao longo de seu governo.
Não há uma agenda definida para a reunião desta semana. Em comunicado, o Vaticano informou que os cardeais darão “apoio e aconselhamento ao Santo Padre no exercício de sua elevada e grave responsabilidade no governo da Igreja universal”. Segundo a nota, o consistório “será marcado por momentos de comunhão e fraternidade, assim como por momentos dedicados à reflexão, à partilha e à oração”.
A reunião poderá oferecer indícios sobre o estilo de liderança de Leão XIV e sobre seus planos para a Igreja, uma vez que, até agora, sua agenda tem sido dominada por compromissos herdados do pontificado anterior.
Trata-se de um consistório extraordinário, destinado à discussão de temas eclesiais relevantes. Os consistórios ordinários, por sua vez, são tradicionalmente convocados para a nomeação de novos cardeais, o grau mais elevado do clero católico.
O Irã classificou como uma “ameaça” as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a respeito das manifestações na República Islâmica e advertiu que não permitirá que elas fiquem sem resposta. A afirmação foi feita nesta quarta-feira pelo chefe do Exército iraniano.
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“O Irã considera a escalada da retórica inimiga contra a nação iraniana como uma ameaça e não tolerará que continue sem resposta”, declarou o general Amir Hatami, segundo a agência Fars.
Nos últimos dias, Trump ameaçou intervir militarmente no Irã caso o regime reprima de forma violenta manifestantes contrários ao governo. Já Netanyahu manifestou apoio público aos protestos que ocorrem no país.
A República Islâmica do Irã já havia classificado como “linha vermelha” e desestabilização regional uma possível intervenção americana no país após o presidente dos EUA afirmar que sairia “em resgate” dos manifestantes que participam de protestos hostis ao governo, depois que as primeiras mortes foram confirmadas, incluindo de um membro das forças de segurança.
As declarações do presidente republicano provocaram uma reação imediata de dois assessores do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
“Qualquer mão intervencionista que ataque a segurança do Irã sob qualquer pretexto será alvo de uma resposta”, escreveu Ali Shamkhani, conselheiro de Khamenei, em uma publicação no X. “A segurança do Irã é uma linha vermelha.”
Já o também conselheiro Ali Larijani escreveu que “Trump deveria saber que qualquer interferência dos Estados Unidos neste assunto interno seria o equivalente a desestabilizar toda a região e prejudicar os interesses americanos”: “Que tenha cuidado com seus soldados”, acrescentou.
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Os comentários aconteceram após Trump sugerir que estaria disposto a agir na nação persa, caso a repressão do governo a manifestações pelo alto custo de vida que tomaram o país desde o fim de dezembro se tornasse letal. Os protestos começaram com o fechamento de estabelecimentos comerciais em Teerã, a capital, mas se espalharam para outros grupos e regiões do país.
“Se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, o que é seu costume, os Estados Unidos da América virão em seu socorro. Estamos com as armas preparadas e carregadas, prontos para agir. Obrigado por sua atenção a esse assunto!”, escreveu Trump na Truth Social.
Nos últimos dias, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou os protestos como “legítimos” e instruiu seus funcionários a atenderem às reivindicações dos manifestantes. Alguns funcionários, no entanto, alertaram que responderiam com firmeza a qualquer instabilidade.
“De uma perspectiva islâmica (…), se não resolvermos o problema da subsistência das pessoas, acabaremos no inferno”, declarou Pezeshkian em um pronunciamento na televisão.
Manifestantes em protesto contra a deterioração das condições econômicas no Irã, em Teerã
FARS NEWS AGENCY / AFP
As autoridades iranianas estão em alerta com a possibilidade de que a inquietação interna — que começou no domingo, motivada pelo aumento do custo de vida no país — sirva de motivação para ações de potências estrangeiras contra o governo. Antes de Trump, a agência de inteligência de Israel, Mossad, publicou uma mensagem aos manifestantes na quarta-feira, sugerindo que os apoiaram “em campo”.
O Irã classificou como uma “ameaça” as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a respeito das manifestações na República Islâmica e advertiu que não permitirá que elas fiquem sem resposta. A afirmação foi feita nesta quarta-feira pelo chefe do Exército iraniano.
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“O Irã considera a escalada da retórica inimiga contra a nação iraniana como uma ameaça e não tolerará que continue sem resposta”, declarou o general Amir Hatami, segundo a agência Fars.
Nos últimos dias, Trump ameaçou intervir militarmente no Irã caso o regime reprima de forma violenta manifestantes contrários ao governo. Já Netanyahu manifestou apoio público aos protestos que ocorrem no país.
A República Islâmica do Irã já havia classificado como “linha vermelha” e desestabilização regional uma possível intervenção americana no país após o presidente dos EUA afirmar que sairia “em resgate” dos manifestantes que participam de protestos hostis ao governo, após as primeiras mortes terem sido confirmadas, incluindo de um membro das forças de segurança.
As declarações do presidente republicano provocaram uma reação imediata de dois assessores do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
“Qualquer mão intervencionista que ataque a segurança do Irã sob qualquer pretexto será alvo de uma resposta”, escreveu Ali Shamkhani, conselheiro de Khamenei, em uma publicação no X. “A segurança do Irã é uma linha vermelha.”
Já o também conselheiro Ali Larijani escreveu que “Trump deveria saber que qualquer interferência dos Estados Unidos neste assunto interno seria o equivalente a desestabilizar toda a região e prejudicar os interesses americanos”: “Que tenha cuidado com seus soldados”, acrescentou.
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Os comentários aconteceram após Trump sugerir que estaria disposto a agir na nação persa, caso a repressão do governo a manifestações pelo alto custo de vida que tomaram o país desde o fim de dezembro se tornasse letal. Os protestos começaram com o fechamento de estabelecimentos comerciais em Teerã, a capital, mas se espalharam para outros grupos e regiões do país.
“Se o Irã atirar e matar violentamente manifestantes pacíficos, o que é seu costume, os Estados Unidos da América virão em seu socorro. Estamos com as armas preparadas e carregadas, prontos para agir. Obrigado por sua atenção a esse assunto!”, escreveu Trump na Truth Social.
Nos últimos dias, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou os protestos como “legítimos” e instruiu seus funcionários a atenderem às reivindicações dos manifestantes. Alguns funcionários, no entanto, alertaram que responderiam com firmeza a qualquer instabilidade.
“De uma perspectiva islâmica (…), se não resolvermos o problema da subsistência das pessoas, acabaremos no inferno”, declarou Pezeshkian em um pronunciamento na televisão.
Manifestantes em protesto contra a deterioração das condições econômicas no Irã, em Teerã
FARS NEWS AGENCY / AFP
As autoridades iranianas estão em alerta com a possibilidade de que a inquietação interna — que começou no domingo, motivada pelo aumento do custo de vida no país — sirva de motivação para ações de potências estrangeiras contra o governo. Antes de Trump, a agência de inteligência de Israel, Mossad, publicou uma mensagem aos manifestantes na quarta-feira, sugerindo que os apoiaram “em campo”.
A Finlândia não é apenas considerada um dos países mais felizes do mundo, mas um estudo científico também reuniu informações suficientes para confirmar que as árvores do país contêm partículas de ouro. Parece ficção, mas não é. Graças a uma série de testes microscópicos em um tipo específico de planta que cresce lá, pesquisadores encontraram a presença desse metal precioso em suas agulhas, e ele não é prejudicial à saúde da planta.
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A aurora boreal, as paisagens árticas e os passeios de trenó tornaram a Lapônia famosa, região da Finlândia que agora também se orgulha de ter árvores com ouro. Uma equipe de cientistas finlandeses extraiu agulhas de 23 abetos (Picea abies) que crescem no depósito de Tiira. Analisando-as com microscópios e amostras genéticas, eles detectaram biofilmes do metal precioso nas células de quatro espécimes, que brilhavam mesmo na ausência de luz solar.
Os especialistas também encontraram uma comunidade de bactérias “hospedeiras” na árvore, conhecidas como endófitas, capazes de absorver traços de ouro dissolvido do solo e convertê-los em partículas sólidas. Esse processo, chamado biomineralização, foi uma notícia surpreendente para os envolvidos na pesquisa.
De acordo com os cientistas, as nanopartículas de ouro ficam aprisionadas em uma espécie de gel formado pelos próprios microrganismos, e dessa forma a árvore as incorpora em suas agulhas.
Uma descoberta fundamental feita por cientistas finlandeses foi que quanto maior a concentração de ouro em um pinheiro, menor o número de bactérias vivas nele. Da mesma forma, mesmo com níveis mais baixos de partículas de ouro em suas agulhas, os microrganismos ainda predominam.
Pode ser utilizado para fins industriais?
No artigo publicado em agosto de 2025, os cientistas esclareceram que a quantidade de ouro nas agulhas de pinheiro é minúscula e, portanto, inviável comercialmente. Além disso, a extração de cada partícula exige um trabalho árduo e os resultados não são em larga escala.
Além disso, é importante destacar que a região da Lapônia é um dos territórios de conservação de uma das culturas indígenas europeias que ainda prevalecem ali, em uma área que consideram sagrada, portanto, o uso dos recursos naturais é moderado.
Em conclusão, este trabalho nos ajudou a entender como as árvores podem trabalhar em conjunto com as bactérias sem que estas representem uma ameaça à sua sobrevivência. Ele fornece, inclusive, provas concretas de que as árvores podem transformar naturalmente ouro líquido em ouro sólido, limpando o solo de forma sustentável.
Além disso, essa descoberta pode abrir caminho para futuras buscas por novos depósitos de ouro , bastando analisar as agulhas das árvores em uma área onde se acredita que esse metal possa estar presente, corroborando assim a quantidade que a planta contém.
Assim como já foi comprovado com os eucaliptos na Austrália , os abetos da Lapônia, na Finlândia, atuam como sentinelas do ecossistema, com a capacidade de absorver e remover a poluição por metais do solo e incorporá-la ao seu próprio desenvolvimento, sem prejudicá-los ou ao meio ambiente. Pelo contrário, essa é uma forma que encontraram para sobreviver em solos onde predominam diferentes elementos que nem sempre servem como nutrientes.
A rápida escalada da obesidade na China tem impulsionado o surgimento das chamadas “prisões para obesos”, campos de treinamento de estilo militar voltados à perda acelerada de peso. Embora a adesão seja voluntária, os participantes enfrentam dietas rígidas, rotinas intensas de exercícios e vigilância constante, que dificulta desistências durante a estadia, geralmente de um mês.
De acordo com o New York Post, dados oficiais indicam que o número de crianças obesas quadruplicou desde 2000 e que mais da metade dos adultos chineses está acima do peso. Com a maior população do mundo, a China concentra hoje o maior contingente global de pessoas com sobrepeso ou obesidade. Para responder ao problema, um setor de bootcamps privados e governamentais se expandiu nos últimos anos: já são mais de mil instalações, muitas adaptadas de antigas escolas e dormitórios.
Rotina rígida e resultados rápidos
Dentro desses centros, as regras são estritas. As áreas são cercadas, com portões de aço e segurança permanente. Há programas mais curtos, de duas semanas, mas os treinadores recomendam 28 dias, sob o argumento de melhores resultados. Muitos aceitam estrangeiros e não exigem fluência em mandarim ou cantonês.
Um raro relato veio da australiana conhecida como Egg Eats, que compartilhou a experiência com cerca de 50 mil seguidores no Instagram. Aos 28 anos, ela documentou dias marcados por despertadores às 7h30, pesagens diárias e horas de spinning, boxe e HIIT. Segundo a influenciadora, foram 2,25 kg perdidos na primeira semana e 4 kg em 14 dias.
Assista:
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O programa custou US$ 1.500 e incluiu quatro horas diárias de exercícios, com 19 aulas por semana. As refeições, servidas em porções controladas, reproduzem a comida chinesa cotidiana; petiscos são proibidos e alimentos escondidos são confiscados em inspeções nos dormitórios.
Apesar do rigor, Egg Eats afirmou não se arrepender da escolha. O modelo, no entanto, é alvo de críticas.
Imagens circulam nas redes sociais
Captura de tela/Instagram/eggeats
Morte reacende controvérsia
Em 2023, a influenciadora chinesa Cuihua, de 21 anos, morreu após participar de campos de emagrecimento no norte do país. Pesando 156 kg, ela havia perdido mais de 27 kg em dois meses e compartilhava a jornada no Douyin, plataforma equivalente ao TikTok. A morte reacendeu o debate sobre os riscos de programas extremos.
Especialistas defendem maior regulação. Para o professor associado Pan Wang, da Universidade de Nova Gales do Sul, o governo deveria monitorar dietas e exercícios potencialmente perigosos. “A indústria da beleza está em plena expansão, e a magreza virou uma forma de capital social”, afirmou, segundo o NY Post. “Empresas como esses acampamentos lucram com isso.”
As causas da epidemia incluem aumento da renda, maior consumo de alimentos calóricos e frituras, além de estilos de vida mais sedentários e estressantes. Em 2024, o governo chinês lançou uma campanha de três anos contra a obesidade, com metas para reduzir gordura, açúcar e sal nas cantinas escolares e estimular atividade física no trabalho. Pelo plano, alunos do ensino fundamental devem cumprir ao menos duas horas diárias de exercícios.
Como explicar vestígios tão claros de água em um planeta que, ao que tudo indica, sempre foi frio? Um estudo da Universidade Rice, no Texas, publicado neste mês de janeiro na revista AGU Advances, propõe uma resposta: pequenos lagos podem ter persistido como água líquida em Marte antigo, protegidos por uma fina camada de gelo sazonal, mesmo sob baixas temperaturas atmosféricas.
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A pesquisa ajuda a resolver uma contradição antiga entre modelos climáticos, que apontam para um Marte predominantemente frio, e evidências geológicas de atividade hídrica prolongada, como sedimentos estratificados e antigos litorais. Segundo os autores, esses lagos não exigiriam um período globalmente quente para existir e poderiam ter durado décadas.
Um novo modelo para um velho enigma
A autora principal do estudo, Eleanor Moreland, estudante de pós-graduação da Rice, afirma que a ausência de sinais claros de gelo espesso nas bacias marcianas foi um ponto de partida. “Observar antigas bacias lacustres em Marte sem evidências de gelo duradouro me fez questionar se esses lagos poderiam ter retido água por mais de uma estação em um clima frio”, explicou.
Para testar a hipótese, a equipe adaptou um modelo climático originalmente desenvolvido para a Terra pela climatologista Sylvia Dee. Embora Marte não tenha registros naturais como anéis de árvores ou núcleos de gelo, os pesquisadores usaram dados coletados por robôs, interpretando informações de rochas e minerais como arquivos indiretos do clima antigo.
Após anos de ajustes, o modelo — batizado de LakeM2ARS — simulou condições de cerca de 3,6 bilhões de anos atrás, considerando menor radiação solar, maiores concentrações de dióxido de carbono e padrões sazonais distintos dos terrestres. Foram realizadas 64 simulações com base em dados reais do rover Curiosity, da Nasa, na Cratera Gale.
Os resultados mostraram que, em vários cenários, a água poderia permanecer líquida sob uma fina camada de gelo, que funcionaria como um isolante térmico. “Essa camada de gelo sazonal age como um cobertor natural para o lago”, disse Kirsten Siebach, professora associada da Rice e coautora do estudo. Segundo ela, o gelo reduziria a evaporação no inverno e permitiria derretimento parcial no verão, deixando poucos vestígios permanentes.
Além de explicar a preservação excepcional de antigos leitos lacustres, a pesquisa sugere que a ausência de geleiras visíveis não exclui a existência desses lagos. Publicado na AGU Advances, o trabalho representa um avanço na simulação de ambientes extraterrestres e reforça a ideia de que Marte pode ter sido mais hidrologicamente ativo do que se imaginava — mesmo sem nunca ter sido, de fato, um planeta quente.
O que pode surgir quando um monte de neve encontra o olhar de um artista? Em uma calçada do Brooklyn, a resposta ganhou forma monumental: uma escultura de neve que transformou uma esquina comum em ponto de peregrinação para curiosos e fotógrafos. Criada pelo artista bielorrusso Henrik Lojka, a obra retrata o rosto barbudo e coroado do rei lituano Mindaugas e passou a atrair dezenas de visitantes após circular nas redes sociais.
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Nova York entra em estado de emergência com maior nevasca dos últimos anos
Neste domingo (4), cerca de 50 pessoas se reuniram em frente à Igreja Pentecostal Casa do Senhor, na Avenida Atlântica, para observar a escultura, segundo o New York Post. Imagens divulgadas no Instagram e no X impulsionaram a visitação espontânea. Entre os curiosos estava Gautier Ithorotz, francês radicado em Nova York, que comparou a figura a Poseidon e destacou o impacto visual da obra, em depoimento ao jornal.
Ao redor da escultura, moradores e visitantes tentavam decifrar a imagem. Alguns a associaram a personagens mitológicos e da cultura pop, como Aquaman ou o pai da Pequena Sereia. Um frequentador contou ao New York Post que mudou o trajeto do passeio dominical após ver a obra no perfil WhatIsNewYork no Instagram, atraído pelo caráter inusitado da intervenção urbana.
O artista bielorrusso Henrik Lojka posa ao lado de sua escultura de neve representando o rei lituano Mindaugas
Reprodução/Redes sociais
Da neve à memória histórica
A escultura nasceu de forma improvisada. Lojka, ex-professor de arte de 63 anos, encontrou um monte de neve acumulado na calçada e passou cerca de três horas moldando a figura.
De acordo com sua tradutora, Viktoria Lahunova, o artista começou pela coroa e trabalhou de cima para baixo, buscando contraste com a paisagem urbana de Nova York. Antes de chegar aos Estados Unidos, em 2021, ele produzia esculturas de areia com personagens históricos da Bielorrússia e chegou a cumprir 20 dias de prisão por se opor ao presidente Alexander Lukashenko, conforme relatou ao New York Post por meio de intérprete.
Atualmente morando no Brooklyn, Lojka já criou outras duas esculturas de neve em frente à Igreja Autocéfala Bielorrussa, na mesma avenida. Ao jornal, ele afirmou que seu trabalho busca preservar a memória cultural de seu país, diante do que considera um enfraquecimento da língua e da identidade bielorrussas frente à influência russa.
Enquanto começa a derreter, a escultura segue atraindo visitantes que aproveitam a curta existência da obra para registrar imagens antes que o inverno — e o tempo — a façam desaparecer.
Uma criança de cinco anos morreu e outra ficou gravemente ferida depois que um carro elétrico teria acelerado de forma repentina em um estacionamento no sul de Londres. O episódio ocorreu em novembro de 2022, em frente ao prédio onde a família morava, próximo à estação London Bridge, e nos últimos dias está sendo analisado pela Justiça britânica.
Segundo o que foi relatado ao tribunal de Old Bailey, Ashenafei Demisse, de 52 anos, estava sentado em seu Volkswagen ID.4 quando ofereceu doces ao menino Fareed, amigo próximo da família. No local também estavam a mãe da criança, Maryam Lemulu, a esposa de Demisse, Yodit Samuel, e o filho do casal, Raphael, de 12 anos.
Versões opostas sobre o que causou a aceleração
De acordo com a promotoria, o veículo acelerou de forma abrupta e atingiu Fareed e Raphael, além de colidir com outros cinco carros antes de parar. Fareed foi levado às pressas ao Hospital Guy’s, nas proximidades, mas morreu pouco depois em decorrência de múltiplos traumatismos, incluindo fratura no crânio. Raphael ficou internado por cerca de um mês, com as duas pernas quebradas.
O promotor Michael Williams afirmou ao júri que não foram encontradas evidências de defeito mecânico ou eletrônico no automóvel. Uma investigação policial, segundo ele, concluiu que o carro só poderia ter acelerado mediante intervenção do motorista. Para a acusação, Demisse pressionou acidentalmente o acelerador, acreditando estar acionando o freio, fazendo com que o veículo atingisse velocidade próxima ao máximo.
A defesa contesta essa versão. O advogado Stephen Knight disse ao tribunal que Demisse não pressionou o acelerador e sustentou que o carro “se moveu por conta própria”, sem qualquer ação do motorista. Demisse responde por acusações de causar morte e ferimentos graves por direção imprudente ou negligente, o que ele nega.
Em depoimento lido no tribunal, Maryam Lemulu afirmou que o carro avançou de repente, sem ruído, e em alta velocidade. Yodit Samuel, esposa do réu, declarou que também viu o veículo arrancar rapidamente, sem lembrar de barulho de motor, e ressaltou que Demisse trabalhava como motorista de táxi havia muitos anos. O julgamento segue em andamento no Old Bailey.

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