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Os eleitores do estado americano da Virgínia aprovaram um plano, nesta terça-feira, para alterar o mapa eleitoral do estado que favorece o Partido Democrata, de acordo com a apuração realizada pela agência Associated Press. O novo mapa eliminará quatro dos cinco distritos eleitorais controlados por republicanos antes das eleições de meio de novembro, que renovarão a Câmara e parte do Senado, dando à oposição um impulso considerável em seus planos para retomar ao menos uma das Casas do Congresso.
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A vitória dos democratas faz com que a guerra de alterações dos mapas eleitorais nos EUA fique empatada, eliminando a vantagem construída pelos republicanos desde o ano passado, quando aprovaram alterações no Texas e em outros estados. Além da mudança em si, a votação ajuda os democratas no momento em que tentam aproveitar a baixa aprovação do presidente Donald Trump e a aversão à guerra no Irã.
— Enquanto muitos esperavam que os democratas se rendessem e se fizessem de mortos, fizemos o oposto — disse Hakeem Jeffries, líder democrata na Câmara dos Deputados. — Os democratas não recuaram. Nós lutamos. Quando eles descem ao nível mais baixo, nós revidamos com força.
A rara votação realizada neste período do ano foi marcada pelas dezenas de milhões de dólares gastos em publicidade e por uma surpreendente e alta taxa de comparecimento durante a votação antecipada e nos votos enviados por correio, quando quase 1,4 milhão de pessoas depositaram suas cédulas. Mas no dia da eleição, nesta terça, o comparecimento foi menor do que na eleição para o governo estadual, em 2025.
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Os mapas eleitorais, relativos às cadeiras na Câmara, são modificados normalmente uma vez por década, depois do Censo, para que se adequem às mudanças populacionais. Mas no ano passado, a pedido de Trump, os republicanos no Texas modificaram os distritos para criar cinco novas cadeiras para seu partido. Isso deu início a uma incomum corrida para alterar os mapas, com os dois partidos em busca de uma vantagem. As estimativas são feitas com base no histórico de votação das regiões, e afetam áreas onde o voto em democratas, ou em republicanos, segue um padrão por vezes de décadas.
O referendo deve ser o último impulsionado pelos democratas antes das eleições de novembro, mas o campo republicano promete novas ofensivas.
Na Flórida, o governador Ron DeSantis, republicano, disse que irá modificar seus distritos. Se a Suprema Corte derrubar um trecho da Lei dos Direitos de Voto, de 1965, que veta alterações de mapas eleitorais com base em critérios raciais, vários estados do sul, majoritariamente republicanos, podem seguir pelo mesmo caminho antes de novembro.
Ao menos cinco detentos morreram durante uma rebelião em uma penitenciária de segurança máxima na Venezuela, informou o Ministério dos Serviços Penitenciários nesta terça-feira. As prisões na Venezuela são alvo de constantes reclamações de superlotação, conflitos violentos entre a população carcerária e os guardas e controle exercido por grupos criminosos.
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Na segunda-feira, “eclodiu uma briga entre detentos, que se transformou em rebelião” na penitenciária Yare III, localizada a cerca de 70 quilômetros de Caracas, informou o Ministério dos Serviços Penitenciários em um comunicado divulgado nas redes sociais. “Isso resultou na morte de cinco pessoas privadas de liberdade”.
As autoridades penitenciárias não especificaram os motivos do conflito, nem se houve feridos. E a Procuradoria da Venezuela anunciou uma investigação sobre o incidente. O complexo penitenciário é composto por três unidades: Yare I, II e III.
Em 2023, o presidente deposto Nicolás Maduro ordenou uma operação militar para assumir o comando das principais prisões do país, que estavam sob controle de gangues criminosas há anos. Dezenas de presos foram transferidos para Yare III após essas operações. A penitenciária vizinha, Yare II, funciona como prisão política.
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Na semana passada, pelo menos 46 presos políticos ligados à indústria petrolífera foram libertados desse centro de detenção, confirmou uma equipe da AFP. A ONG Observatório Venezuelano de Prisões (OVP) registrou 105 mortes em prisões venezuelanas em 2024, relacionadas às precárias condições de encarceramento.
O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou indefinidamente o cessar-fogo com o Irã, pouco antes do fim de um prazo inicial estabelecido por ele mesmo, há cerca de duas semanas. Segundo ele, o prazo adicional servirá para que os iranianos “apresentem uma proposta unificada” para a guerra, citando as fraturas dentro do regime em Teerã. O anúncio veio em meio a um impasse sobre a presença de negociadores iranianos em uma nova reunião com os americanos em Islamabad, e foi um novo recuo do republicano na guerra que desestabilizou o Oriente Médio e impacta todo o planeta.
“Considerando que o governo do Irã está seriamente fragmentado, o que não surpreende, e a pedido do Marechal de Campo Asim Munir e do Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif, do Paquistão, fomos solicitados a suspender nosso ataque ao Irã até que seus líderes e representantes apresentem uma proposta unificada”, escreveu Trump em sua rede social, o Truth Social.
As horas que antecederam o anúncio foram marcadas pela incerteza sobre a participação do Irã em uma nova rodada de negociações em Islamabad, previstas inicialmente pelo republicano para o fim de semana, mas que em nenhum momento tiveram a confirmação da presença iraniana. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, estava pronto para ir ao Paquistão, mas a viagem foi suspensa na manhã desta terça-feira. Os paquistaneses afirmaram que estavam em uma maratona frenética para evitar o colapso das conversas, ao menos temporariamente.
Segundo diplomatas, há um ponto que é o maior entrave às conversas: Teerã critica a imposição de um bloqueio a seus portos e navios, em vigor desde a semana passada, e a Guarda Revolucionária, hoje principal força dentro do regime e que está no controle do Estreito de Ormuz, condicionou o diálogo ao livre trânsito de suas embarcações.
Contudo, na mensagem no Truth Social, Trump disse que o bloqueio continuará.
“Portanto, ordenei que nossas Forças Armadas mantenham o bloqueio e permaneçam prontas e aptas em todos os demais aspectos, e, consequentemente, prorrogarei o cessar-fogo até que a proposta seja apresentada e as discussões sejam concluídas, seja de uma forma ou de outra”, acrescentou.
Segundo iranianos e o governo do Paquistão, que atua como mediador das conversas, a trégua terminaria às 21h desta terça-feira, pelo Horário de Brasília, mas os EUA consideravam que a pausa seria válida até a noite de quarta-feira. Não estava claro o que aconteceria se o prazo fosse expirado e nenhum acerto, mesmo que preliminar, obtido.
Embora dê mais tempo para a diplomacia, a extensão indefinida da pausa nos combates foi um novo recuo de Donald Trump em uma guerra que em que declarou, mais de uma vez, ser o vencedor. No final de março, ele ameaçou destruir toda a infraestrutura de energia do Irã, especialmente as centrais de geração de energia, mas mudou de discurso após forte alta dos preços do petróleo. No começo de abril, disse que “uma civilização iria morrer”, referência ao Irã, se não houvesse um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz — a fala, considerada por si só um crime de guerra, angariou críticas até em sua base nos EUA, e resultou no anúncio de um cessar-fogo temporário de duas semanas, ampliado indefinidamente nesta terça-feira.
Nos dias que antecederam a extensão, Trump voltou a ameaçar atacar instalações civis, como centrais elétricas e pontes, e na segunda-feira afirmou à agência Bloomberg ser “altamente improvável” uma prorrogação da trégua sem que um acordo tivesse sido firmado. Até agora, não há sinais de que o Irã tenha concordado com seus termos, tampouco que voltará tão cedo à mesa de negociações. Como escreveu um analista do jornal britânico Guardian, este pode ser mais um episódio do chamado “Taco”, sigla em inglês para a expressão “Trump sempre amarela”, agora em sua versão persa.
O chefe do órgão eleitoral que organizou as eleições gerais no Peru, Piero Corvetto, renunciou ao cargo nesta terça-feira, poucas horas antes de comparecer perante o Ministério Público para prestar depoimento sobre irregularidades no processo. Além da lenta apuração eleitoral, que já dura mais de uma semana, o pleito de 12 de outubro também enfrentou diversos problemas logísticos, o que provocou a desconfiança do eleitorado e, principalmente, reações públicas de candidatos.
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“Espero que minha renúncia contribua para gerar um clima de maior confiança nas eleições”, disse o funcionário em carta publicada em seu perfil na rede social X. A carta foi endereçada ao presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que aceitou sua renúncia “por unanimidade”.
Corvetto estava à frente do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) desde 31 de agosto de 2020. Ele havia sido reconduzido ao cargo em 2024.
“Considero necessário e urgente renunciar à responsabilidade que me foi confiada, no interesse da organização e condução do segundo turno da eleição presidencial em um contexto de maior confiança pública no ONPE”, acrescentou, explicando sua saída. Ele descreveu as irregularidades registradas na distribuição de material eleitoral em Lima durante o dia 12 de abril como “problemas técnicos operacionais”.
A Junta Nacional Eleitoral (JNE), a mais alta autoridade eleitoral do país, descreveu as irregularidades na distribuição do material eleitoral em Lima, em 12 de abril, como “problemas técnicos e operacionais”. Esses problemas causaram atrasos na abertura das seções eleitorais na capital peruana e impediram que mais de 50 mil pessoas votassem, forçando uma prorrogação de 24 horas do horário de votação — uma medida sem precedentes no Peru.
A missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) mencionou “sérias deficiências”, mas esclareceu que não encontrou “nenhuma evidência objetiva” de fraude, como alegado pelo candidato ultraconservador Rafael López Aliaga. A Junta Nacional Eleitoral (JNE), a mais alta autoridade eleitoral do país, estima que os resultados finais não serão conhecidos antes de 15 de maio devido aos atrasos na apuração dos votos realizada pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE)
Corvetto deve comparecer perante o Ministério Público esta tarde para responder a perguntas no processo contra ele, juntamente com outros três funcionários da ONPE, por suposta interferência no direito ao voto.
— Esperamos ter os resultados presidenciais pelo menos até meados de maio, o que é necessário para determinar o segundo turno — disse neste sábado Yessica Clavijo, secretária-geral do Conselho Nacional Eleitoral, à rádio RPP.
Segundo Clavijo, das mais de 15 mil cédulas sob revisão após terem sido contestadas, 30% correspondem à eleição presidencial e o restante à votação para deputados e senadores.
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Cédulas encontradas em um contêiner de lixo, registros eleitorais contestados e acusações de fraude lançaram uma sombra sobre o dia da eleição e dificultaram a contagem dos votos presidenciais, alimentando ainda mais a desconfiança em instituições já fragilizadas. Os peruanos ainda não sabem quem enfrentará a candidata de direita Keiko Fujimori no segundo turno, em 7 de junho, a única candidata com vaga garantida.
O esquerdista radical Roberto Sánchez e López Aliaga estão praticamente empatados na disputa pelo segundo lugar, com Sánchez mantendo uma ligeira vantagem de 14 mil votos, com quase 94% das cédulas apuradas.
Um balão de ar quente com 13 pessoas a bordo fez um pouso de emergência no quintal de uma casa em Temecula, na Califórnia, nos Estados Unidos, no último sábado. Ninguém se feriu e não houve danos à residência.
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Os moradores Hunter e Jenna Perrin compartilharam vídeos da situação inusitada no YouTube. O casal relatou que estava em casa por volta das 8h30 quando foram avisados por um vizinho sobre a aterrissagem inesperada. Ao saírem para verificar o que ocorria, encontraram o cesto do balão parado no gramado dos fundos, com os passageiros ainda dentro.
De acordo com passageiros e com os proprietários do imóvel, o piloto informou que precisou descer após a redução dos ventos e o baixo nível de combustível, o que impediu a continuação do trajeto até um ponto mais adequado para pouso.
Os moradores afirmaram que a manobra foi precisa e evitou colisões com árvores, cercas e a própria casa. Depois que os ocupantes desembarcaram, o balão voltou a subir e foi levado até uma rua próxima, onde foi desmontado.
Uma das passageiras contou que fazia o passeio ao lado do marido para comemorar dez anos de casamento e elogiou a atuação do piloto durante a emergência.
A melhor alternativa para Donald Trump seria encerrar a guerra no Oriente Médio o mais breve possível, em meio a grave crise de popularidade que se abate sobre seu governo. Pesquisa da Reuters/Ipsos, publicada nesta terça-feira, mostra 62% de desaprovação a Trump e apenas 36% de aprovação aos ataques contra o Irã. Só 25% dos entrevistados avaliam que as ações tornam os Estados Unidos mais seguros, e apenas 26% consideram que o custo da operação militar valeu a pena. A questão, pontua o analista de relações internacionais Uriã Fancelli, é que Trump teme o custo político de encerrar o episódio com um acordo que pareça fraco ou inferior ao firmado por Barack Obama em 2015 — que, diga-se de passagem, criticou por anos e prometeu superar. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma adolescente brasileira de 13 anos foi baleada durante o ataque a tiros que ocorreu na segunda-feira, no México. O Gabinete de Segurança mexicano divulgou que a jovem sofreu um ferimento a bala no sítio arqueológico de Teotihuacán, a 50 quilômetros da Cidade do México, e o Itamaraty confirmou que ela já recebeu alta hospitalar. Nesta terça-feira, autoridades mexicanas indicaram que o ataque ocorrido nas pirâmides turísticas, que deixou um morto e 13 feridos, envolveu um planejado pelo agressor. Vários reféns tiravam fotos e admiravam a vista no limite permitido de subida na Pirâmide da Lua, uma das duas maiores que há no local, quando ouviram os primeiros disparos. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram cenas do ataque de diversos ângulos. Nelas, é possível ver e ouvir um casal de brasileiros sendo diretamente ameaçado pelo atirador durante o incidente.
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O ataque, realizado ao meio-dia por um mexicano que depois cometeu suicídio, “não foi espontâneo”, afirmou o Procurador-Geral do Estado do México, José Luis Cervantes, em uma coletiva de imprensa. O homem “visitou o sítio arqueológico em diversas ocasiões antes do ataque e hospedou-se em hotéis próximos” para planejar o atentado, indicou Cervantes. De acordo com o promotor, uma mochila foi encontrada no local contendo a arma usada pelo atirador para matar os turistas, uma faca e 52 cartuchos de munição.
Segundo as autoridades, a canadense que morreu no local tinha entre 20 e 25 anos, e o agressor, um mexicano, tinha entre 30 e 35 anos. Entre os feridos, que foram levados para diferentes hospitais, estavam um menino de seis anos e duas mulheres colombianas, uma russa, uma canadense, uma holandesa e seis americanos, além da jovem brasileira.
Sheinbaum afirmou que o agressor tinha “problemas psicológicos” e “foi influenciado por eventos ocorridos no exterior”. Portanto, destacou a presidente, “não se trata de algo ligado ao crime organizado”. A líder mexicana pediu o reforço das medidas de segurança para impedir a entrada de armas de fogo em locais turísticos após este episódio e disse que foi a primeira vez que um incidente desse tipo ocorreu em um sítio arqueológico no México.
— Precisamos de mais segurança para impedir que alguém entre em um sítio arqueológico ou em um local turístico armado — declarou.
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Relatos e registros de sobreviventes
Casal de brasileiros Henrique Reis e Marina Beta nas pirâmides de Teotihuacán instantes antes de atirador começar a disparar
Arquivo pessoal
Durante o ataque, além de disparar diversas vezes no local, o agressor chegou a manter cerca de 20 pessoas reféns no alto da pirâmide. Entre elas estava um casal de brasileiros que contou em entrevista ao GLOBO como foram os momentos de terror que viveram sob a mira do atirador. Henrique Reis e Marina Beta, que foram os dois primeiros a serem liberados pelo agressor, estavam curtindo o último dia de férias no México quando foram surpreendidos pelos tiros no ponto turístico.
Enquanto estavam sendo feitos reféns, o atirador chegou a exigir em dado momento que uma das vítimas cortasse uma cerca de plástico que impede a passagem para a parte superior da pirâmide. Nessa hora, relatou Reis, ele pediu a Beta que cortasse a estrutura e arremessou a faca no chão na direção dela. Na sequência, ele disse que, se ela colaborasse, seria liberada. A brasileira então seguiu as orientações do atirador e teve permissão para descer as escadas.
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Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que o homem armado exige que Beta se levante para cortar um pedaço da estrutura de proteção e ela segue as ordens. Além disso, também é possível ver em outro registro o momento em que Reis é libertado pelo atirador e desce as escadas da pirâmide com as mãos para o alto, sob a ordem de avisar aos policiais que havia reféns lá em cima.
Brasileiros são obrigados por atirador a se movimentarem durante ataque
Segundo Reis, durante os cerca de 15 minutos que passaram sob poder do atirador, o homem disparava na direção dos reféns e chegou a atingir alguns deles. Durante esse tempo, o agressor repetia frases um pouco desconexas, xingava os turistas e dizia que eles não deveriam estar ali, num local “que deveria ser sagrado”.
— A maioria dos tiros passavam voando por cima da gente. Ele disparava para baixo também, para a parte onde é a cidade arqueológica, onde estava todo mundo que conseguiu descer e quem já estava lá embaixo — detalhou o brasileiro.
Uma dos reféns conseguiu gravar os momentos de tensão que viveram durante o ataque. No registro, é possível ver várias pessoas deitadas no chão, inclusive o casal de brasileiros. Na sequência, a mulher esconde o telefone e só é possível ouvir as falas do atirador, xingando e ameaçando os turistas de morte, dando ordens a Beta e a Reis, além de um choro contínuo de criança ao fundo.
Pouco após a descida de Reis, quando os policiais já haviam subido a pirâmide até o local onde a cena acontecia, os reféns se levantam e é possível ver a movimentação coletiva das vítimas deixando o local.
Refém gravou ameaças de atirador durante ataque no México
Enquanto o ataque está sendo investigado, ocorrido poucas semanas antes de o México sediar uma das etapas da Copa do Mundo que coorganiza com os Estados Unidos e o Canadá, a presidente Claudia Sheinbaum pediu um controle de armas mais rigoroso em áreas turísticas. A Cidade do México sediará a partida de abertura da Copa do Mundo em 11 de junho.
Outros vídeos compartilhados nas redes sociais mostram registros de longe do momento do ataque. Nas imagens é possível ver várias pessoas agachadas num ponto da pirâmide enquanto um homem armado vestido de camisa xadrez e máscara no rosto anda de um lado para o outro.
Turistas são mantidos reféns durante ataque no México
“O que aconteceu hoje em Teotihuacán nos causa profunda tristeza. Expresso minha mais sincera solidariedade às pessoas afetadas e suas famílias. Estamos em contato com a Embaixada canadense”, publicou a presidente Claudia Sheinbaum ontem nas redes sociais.
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, instou os Estados Unidos e o Irã a prorrogarem o cessar-fogo temporário, previsto para expirar às 21h de hoje (horário de Brasília), e a continuarem trabalhando por uma solução diplomática, enquanto Islamabad se prepara para sediar uma segunda rodada de negociações entre os dois países.
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A posição do Paquistão é de que o diálogo e a diplomacia continuam sendo os únicos meios viáveis para enfrentar os desafios e alcançar uma paz e estabilidade duradouras na região, afirmou o Ministério das Relações Exteriores paquistanês em comunicado.
Os planos para as negociações entre os EUA e o Irã ganham destaque à medida que se aproxima o fim do cessar-fogo de duas semanas, em meio ao endurecimento do discurso público entre os dois países.
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O horário exato do fim da trégua é incerto. A televisão estatal iraniana informou que o cessar-fogo termina à meia-noite no horário de Greenwich (21h de Brasília), enquanto o presidente americano, Donald Trump, afirmou que a trégua se estenderia um dia além do previsto, ou seja, até a noite de quarta-feira, no horário de Washington.
O Paquistão, que atua como mediador entre as partes, disse que o cessar-fogo permanece em vigor até 23h50 GMT de terça-feira (20h50 de Brasília).
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Na segunda-feira, Trump afirmou que considera “altamente improvável” a extensão da trégua sem um acordo e disse esperar a retomada dos combates caso as negociações fracassem.
Teerã ainda não confirmou publicamente se enviará representantes para as reuniões previstas para quarta-feira, mas indicou a mediadores regionais que pretende enviar negociadores, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
Desde o início da semana, autoridades intensificaram os preparativos para uma possível nova rodada de negociações em Islamabad. O hotel Serena, que sediou o primeiro encontro, voltou a ser isolado, com reforço no esquema de segurança, bloqueios de ruas e aumento do patrulhamento por forças policiais e militares na área diplomática.
(Com AFP)
O rover Curiosity, da Nasa, detectou em Marte a coleção mais diversa de moléculas orgânicas já encontrada no planeta, incluindo sete compostos identificados pela primeira vez em solo marciano. A descoberta, anunciada em estudo publicado nesta terça-feira na revista Nature, reforça a hipótese de que Marte teve, no passado remoto, condições químicas adequadas para abrigar vida microbiana.
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As substâncias foram encontradas em uma amostra de rocha perfurada em 2020 na região do Monte Sharp, dentro da cratera Gale, onde o Curiosity opera desde 2012. Segundo os pesquisadores, o local já foi ocupado por lagos e rios bilhões de anos atrás.
Entre os compostos identificados estão moléculas contendo carbono, enxofre e nitrogênio. Uma delas pertence ao grupo dos heterociclos nitrogenados, estruturas consideradas precursoras de RNA e DNA, moléculas essenciais para o armazenamento de informação genética.
— Essa detecção é bastante significativa porque essas estruturas podem ser precursoras químicas de moléculas nitrogenadas mais complexas — afirmou Amy Williams, professora da Universidade da Flórida e autora principal do estudo. — Mas isso não significa que encontramos vida.
Os cientistas ressaltam que ainda não é possível determinar se os compostos surgiram por processos biológicos ou geológicos. Outra possibilidade é que tenham sido levados a Marte por meteoritos, hipótese já considerada em estudos anteriores.
Apesar disso, a descoberta indica que vestígios químicos complexos podem sobreviver por bilhões de anos no ambiente marciano, mesmo sob intensa radiação e temperaturas extremas. Atualmente, as noites no planeta podem registrar menos de -100°C, e a atmosfera rarefeita oferece pouca proteção contra a radiação solar.
— Durante muito tempo, acreditamos que toda matéria orgânica seria degradada nesse ambiente hostil. É animador ver que materiais complexos podem permanecer preservados no subsolo — disse Williams.
As análises foram realizadas pelo instrumento SAM (Sample Analysis at Mars), laboratório em miniatura instalado no interior do Curiosity. O equipamento aquece amostras coletadas pela broca do rover e analisa os gases liberados para identificar a composição química das rochas.
Os novos resultados se somam a achados anteriores do Curiosity, que já havia detectado hidrocarbonetos de cadeia longa em Marte. Para especialistas, o conjunto de evidências fortalece a visão de que o planeta já reuniu água líquida, atmosfera mais densa e química compatível com o surgimento da vida.
A descoberta também aumenta a expectativa em torno da missão Rosalind Franklin, da Agência Espacial Europeia (ESA), prevista para 2028. O rover europeu será capaz de perfurar até dois metros abaixo da superfície marciana, onde materiais orgânicos podem estar melhor preservados.
O Exército de Israel anunciou que substituiu a imagem de Jesus Cristo crucificado destruída por um soldado no sul do Líbano no domingo e puniu dois militares com 30 dias de detenção, após a repercussão de uma foto que mostrava o ato e levou à abertura de investigação.
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Uma investigação das Forças Armadas de Israel concluiu que, durante operações na vila de Debel, de maioria católica maronita, um soldado danificou a estátua enquanto outro a fotografava. Outros seis militares não tentaram impedir o incidente nem o denunciaram, informou o Exército.
Imagem de soldado israelense vandalizando imagem de Jesus Cristo na vila libanesa de Debel
Reprodução/Redes Sociais
A imagem, que circulou nas redes sociais, mostra a estátua de Jesus na cruz invertida — com a cabeça no chão e os braços removidos da cruz — enquanto um soldado a atinge com uma marreta.
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— Condenamos esse ato vergonhoso porque ele ofende nossos sentimentos religiosos e ataca nossas crenças — disse Maroun Nassif, vice-administrador da vila, à CNN.
O soldado responsável e o militar que fez o registro fotográfico foram afastados de funções de combate e punidos com detenção, enquanto os demais foram convocados para prestar esclarecimentos, a fim de determinar possíveis medidas disciplinares adicionais.
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O Exército israelense classificou o episódio como de “grande gravidade” e afirmou que a conduta é incompatível com os valores da força.
“As Forças Armadas de Israel expressam profundo pesar pelo incidente e estão trabalhando para garantir que isso não volte a acontecer no futuro”, afirmou o Exército em comunicado publicado na rede X, no qual também anunciou a substituição da estátua.
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A vila de Debel, no sul do Líbano, tem sido alvo de bombardeios e operações terrestres israelenses desde o início da ofensiva recente na região.
O caso gerou críticas no Parlamento israelense. O deputado árabe Ayman Odeh ironizou o episódio, enquanto Ahmad Tibi questionou o comportamento dos militares.
Segundo a imprensa libanesa, outros locais religiosos no sul do país também foram danificados desde o início da atual ofensiva na região.

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