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O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi condenado nesta sexta-feira a cinco anos de prisão por obstrução da Justiça e outras acusações, no primeiro de uma série de julgamentos relacionados à tentativa fracassada de impor a lei marcial em dezembro de 2024.
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A pena ficou abaixo dos dez anos de prisão solicitados pelo Ministério Público contra o ex-líder conservador de 65 anos, cuja ação de força contra o Parlamento desencadeou uma grave crise política e acabou levando à sua destituição do cargo.
Ex-promotor, Yoon ainda enfrenta outros sete julgamentos. Um deles, por insurreição, pode resultar em pena de morte.
Nesta sexta-feira, o Tribunal Distrital Central de Seul analisou um dos diversos desdobramentos do caso que mergulhou o país em meses de protestos em massa e instabilidade política. O ex-presidente é acusado de ter excluído membros do governo de uma reunião sobre os preparativos para a imposição da lei marcial e de ter impedido sua prisão ao se entrincheirar por semanas em sua residência oficial, em Seul, sob a proteção de sua guarda pessoal.
Ele acabou detido em janeiro do ano passado, após uma operação que durou várias horas.
“Apesar de ter o dever, acima de todos os outros, de defender a Constituição e respeitar o Estado de Direito como presidente, o acusado demonstrou, ao contrário, uma atitude que ignorava a (…) Constituição”, afirmou o juiz Baek Dae-hyun ao proferir a sentença.
“A culpabilidade do acusado é extremamente grave”, acrescentou o magistrado, ressaltando, no entanto, que Yoon não foi considerado culpado de falsificação de documentos oficiais por falta de provas.
A defesa tem prazo de sete dias para recorrer da decisão.
‘Insurreição’
A condenação ocorre dias depois de os promotores terem pedido, em outro processo, a pena capital por seu papel como o “líder de uma insurreição” na articulação da imposição da lei marcial. Segundo a acusação, Yoon merece essa punição por não demonstrar “remorso” por ações que ameaçaram a “ordem constitucional e a democracia”.
Mesmo em caso de condenação, é considerado improvável que a pena de morte seja executada, já que a Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial sobre execuções desde 1997.
O ex-presidente sustenta que a decretação da lei marcial foi um exercício legítimo de sua autoridade. Na terça-feira, afirmou que “o exercício dos poderes constitucionais de emergência de um presidente para proteger a nação e manter a ordem constitucional não pode ser considerado um ato de insurreição”.
Yoon acusa o então partido de oposição de ter imposto uma “ditadura inconstitucional” por meio do controle do Poder Legislativo e argumenta que, em sua avaliação, “não havia outra opção a não ser despertar o povo, que é soberano”.
Uma equipe de cientistas da Universidade de Chicago apresentou um novo modelo para explicar a atmosfera de Júpiter, trazendo pistas relevantes sobre a formação do planeta e, por extensão, do próprio sistema solar. O estudo foi publicado na quinta-feira (8) no periódico The Planetary Science Journal e se baseia na integração de dados de missões espaciais com novas ferramentas computacionais.
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De acordo com comunicado da universidade, a análise revisita um debate antigo da ciência planetária: a quantidade de oxigênio presente em Júpiter. As estimativas indicam que o gigante gasoso possui cerca de uma vez e meia mais oxigênio do que o Sol. Essa diferença ajuda os pesquisadores a reconstruir como os planetas se formaram a partir da mesma matéria primordial que deu origem à estrela central do sistema.
“Este é um debate antigo nos estudos planetários”, afirmou Jeehyun Yang, pesquisador de pós-doutorado e autor principal do trabalho, ao destacar que a nova geração de modelos computacionais pode transformar a compreensão não apenas de Júpiter, mas também de outros planetas.
Uma atmosfera mais lenta do que o esperado
Outro resultado considerado inesperado foi a constatação de que a circulação vertical da atmosfera de Júpiter é entre 35 e 40 vezes mais lenta do que apontavam modelos anteriores. Segundo Yang, o novo modelo sugere que a difusão dos gases ocorre de forma muito mais gradual, podendo levar semanas para que uma molécula atravesse uma camada atmosférica, e não apenas algumas horas.
Essa lentidão implica processos químicos e físicos mais longos e complexos no interior do planeta, o que acrescenta novos desafios à interpretação de fenômenos já conhecidos, como as intensas tempestades e os ventos extremos. A Universidade de Chicago lembra que os céus tempestuosos de Júpiter são observados há pelo menos 360 anos, desde que astrônomos registraram a Grande Mancha Vermelha, uma tempestade duas vezes maior que a Terra que persiste há séculos.
O modelo combina medições obtidas por missões como Galileo e Juno — que permitiram analisar a atmosfera superior — com dados sobre reações químicas e o comportamento de nuvens e gotículas. Isso possibilitou estimar a presença de compostos como amônia, metano, água, monóxido de carbono e hidrossulfeto de amônio, aprofundando a visão sobre a atmosfera profunda do planeta.
Segundo os autores, o avanço só foi possível graças à colaboração entre instituições como a Universidade de Chicago e o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), com apoio da NASA e do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Apesar dos progressos, Yang ressalta que muitas perguntas permanecem em aberto. “Isso mostra o quanto ainda temos a aprender sobre os planetas, mesmo em nosso próprio sistema solar”, afirmou.
Especialistas destacam que o estudo não apenas amplia o conhecimento sobre Júpiter, mas também oferece uma base para investigar a formação de outros planetas, dentro e fora do sistema solar, reforçando o papel dos gigantes gasosos como peças-chave na história cósmica.
O tsunami meteorológico que atingiu praias da província de Buenos Aires nesta semana reacendeu dúvidas sobre a possibilidade de episódios semelhantes no Brasil. Especialistas afirmam que o fenômeno argentino não representa ameaça direta ao litoral brasileiro, mas ressaltam que eventos desse tipo podem ocorrer de forma localizada, sobretudo no Sul do país.
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Diferentemente dos tsunamis provocados por terremotos, o meteotsunami tem origem atmosférica. Ele surge a partir de variações rápidas da pressão do ar associadas a ventos intensos, geralmente ligados à passagem de frentes frias ou ciclones extratropicais. Quando essas condições coincidem com características favoráveis do oceano, como águas rasas, o nível do mar pode subir de forma abrupta.
Sinais de alerta e risco local
Um dos principais indícios de perigo é o recuo súbito do mar, que antecede a chegada da onda. Segundo especialistas, esse comportamento deve ser interpretado como sinal de risco imediato, exigindo que as pessoas deixem a faixa de areia sem hesitação.
No Brasil, registros de meteotsunamis são raros, mas existem. De acordo com o Uol, episódios documentados nos últimos anos no litoral de Santa Catarina resultaram em danos materiais e situações de pânico, embora sem vítimas fatais. Por décadas, eventos desse tipo foram classificados apenas como ressaca, já que a identificação precisa costuma ocorrer apenas após a análise de dados meteorológicos e do nível do mar.
A previsão desses fenômenos ainda enfrenta limitações, sobretudo pelo curto intervalo entre a formação do sistema atmosférico e o impacto na costa. Especialistas ouvidos pela Uol destacam que o aumento da frequência de eventos extremos, associado ao aquecimento dos oceanos, pode elevar a chance de ocorrências semelhantes no futuro.
Na Argentina, o episódio ocorreu após um dia de calor intenso e foi marcado por variações bruscas no nível do mar registradas em portos da região. A onda repentina surpreendeu banhistas e foi associada à atuação de um sistema atmosférico instável sobre o oceano.
Uma moradora de Miami Beach, na Flórida, afirmou ter sido alvo de intimidação depois que dois policiais foram até sua casa para questioná-la sobre um comentário que fez ao prefeito da cidade em uma publicação no Facebook. O episódio, ocorrido nesta segunda-feira (12), reacendeu o debate sobre os limites entre segurança pública e liberdade de expressão nos Estados Unidos.
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Raquel Pacheco, de 51 anos, disse ter ficado surpresa ao receber a visita de detetives após comentar uma postagem do prefeito Steven Meiner. Na publicação, Meiner — que é judeu — descrevia Miami Beach como um “refúgio seguro para todos”, em contraste com outras cidades americanas. Pacheco, ex-candidata a cargos públicos locais e crítica recorrente do prefeito, respondeu com um texto duro, questionando suas posições políticas e acrescentando emojis irônicos.
No comentário, ela acusava o prefeito de hipocrisia ao se declarar defensor de uma cidade inclusiva, citando posições anteriores dele sobre o conflito no Oriente Médio, a tentativa de barrar um filme pró-Palestina e a falta de apoio à comunidade LGBTQ.
Meiner, que é judeu, disse que Miami Beach era uma área segura, comparando-a à cidade de Nova York, que ele acusou de “remover intencionalmente proteções contra grupos específicos, incluindo a promoção de boicotes a empresas israelenses/judaicas”
Reprodução/Facebook
Visita policial e reação da moradora
Segundo Pacheco, os policiais disseram que estavam ali apenas “para conversar” e avaliar se o comentário poderia gerar reações de terceiros. Ela gravou o encontro, que durou menos de três minutos, e compartilhou o vídeo nas redes sociais. Ao ser questionada se seria acusada, ouviu que não. Ainda assim, afirmou ao Miami Herald que sentiu medo e classificou a abordagem como abuso de poder. “Isso é liberdade de expressão. Isto é a América”, disse aos agentes.
Os policiais a aconselharam a evitar publicações semelhantes, alegando que o conteúdo poderia “incitar algo”. Pacheco recusou-se a responder perguntas sem um advogado e afirmou depois que sua liberdade de expressão “morreu na porta de casa”, em declarações à CBS News.
A advogada Miriam Haskell, do Community Justice Project, passou a representá-la e classificou a ação como uma “tática de intimidação” contra uma manifestação protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, segundo o Miami Herald. Para ela, a justificativa de “ameaça imediata” não ficou clara, já que os policiais teriam se concentrado mais nas possíveis reações ao comentário do que em qualquer risco concreto.
Em nota ao Miami Herald, o porta-voz da polícia de Miami Beach, Christopher Bess, afirmou que a visita ocorreu “por excesso de cautela”, diante de preocupações nacionais com o antissemitismo, e que se tratou de um “encontro consensual” para garantir a segurança do prefeito e da comunidade. Após a conversa, a polícia decidiu não levar adiante nenhuma investigação criminal.
O prefeito Steven Meiner disse ao The Washington Post que o caso é um “assunto policial” e declarou apoiar o direito de opiniões divergentes, embora tenha afirmado que a linguagem usada justificaria uma verificação de segurança. O gabinete do prefeito não comentou além disso.
Veterana do Exército dos EUA, Pacheco afirmou nas redes sociais que ficou “com o coração partido” com o ocorrido. “Se podem mandar a polícia à minha porta por algo que eu disse, podem fazer o mesmo com você”, escreveu, em referência ao episódio, segundo a CBS News.
O astronauta japonês Kimiya Yui, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), divulgou neste fim de semana imagens encantadoras da aurora boreal captadas a partir da Estação Espacial Internacional (ISS), em um vídeo em time-lapse que revela o fenômeno em cores vibrantes sobre a Terra.
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O registro foi publicado em sua conta na rede social X enquanto Yui se aproximava do retorno à Terra após completar parte da missão Crew-11, realizada em colaboração entre JAXA, NASA, Rússia e SpaceX. A gravação mostra as luzes do norte, causadas por partículas solares interagindo com o campo magnético do planeta, dançando na atmosfera terrestre, um espetáculo raro observado da órbita.
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O astronauta explicou na legenda que o vídeo foi feito “nos intervalos de trabalho” e que o presente visual foi uma forma de agradecer pelos quase 300 dias de experiências valiosas no espaço.
Como se formam as auroras
O fenômeno da aurora boreal, também conhecido como Luzes do Norte, ocorre quando partículas energéticas emitidas pelo Sol colidem com a magnetosfera da Terra, criando cortinas de luz coloridas visíveis principalmente nas altas latitudes. As cores variam conforme o tipo de gás e a altitude da colisão.
As auroras ocorrem com mais frequência em áreas de altas latitudes, próximas ao Círculo Polar Ártico, formando um anel conhecido como oval auroral. Os locais com maior probabilidade de observação incluem o norte da Noruega, Suécia e Finlândia, a Islândia, o Alasca, o norte do Canadá e regiões da Groenlândia. No Hemisfério Sul, o fenômeno equivalente é chamado de aurora austral, visível principalmente na Antártica e em áreas do extremo sul da Austrália, Nova Zelândia e Chile.
A intensidade e a extensão das auroras variam conforme a atividade solar: em períodos de maior instabilidade no Sol, elas podem ser vistas em latitudes mais baixas do que o habitual.
Registros que encantam
Em fevereiro do ano passado, o astronauta da Nasa Don Pettit, conhecido por ser um exímio fotógrafo espacial, também divulgou imagens que fez do fenômeno, capturadas diretamente do espaço. Além da aurora, aparecem na foto o fenômeno chamado luminescência atmosférica, a vista do horizonte da Via Láctea e o sol a nascer sobre um oceano Pacífico nublado.
Paleta orbital ao nascer do sol
Reprodução
Já em março de 2024, um show de luzes da aurora boreal iluminou os céus de todo o Reino Unido durante duas noites. Os observadores que estavam na Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e também na Inglaterra puderam vislumbrar o fenômeno, que não é típico nos países. No X — antigo Twitter —, internautas compartilharam os registros.
Um fenômeno ainda mais raro provocou auroras boreais de cores diferentes do usual nos Estados Unidos, em novembro de 2023. Diferente da esverdeada aurora boreal construída no imaginário popular dos brasileiros, o espetáculo da natureza revelou também tons laranjas e roxos em um vídeo gravado no Lago Winnipesaukee, em New Hampshire. Além do estado, o fenômeno foi visto ao longo da fronteira dos Estados Unidos com o Canadá, e em estados do Sul como Texas e Carolina do Norte.
Na Islândia, o fenômeno tornou-se cartão-posta do país. Há excursões de turistas em ônibus enormes, micro-ônibus e superjipes, guias particulares e passeios de barco, um acampamento base que faz as vezes de observatório e até museu. Tudo para observar as belas luzes.
Os guias capricham para explicar a ciência e criam expectativas nos turistas de que verão o espetáculo em suas viagens, e a maioria das agências oferece a opção de remarcação gratuita do passeio caso as luzes não apareçam. A “caçada” torna-se quase tão divertida quanto a observação do fenômeno em si.
As investigações sobre o incêndio em um bar na Suíça na noite de Ano Novo seguem para apurar o que aconteceu na madrugada, que culminou em 40 mortos e 116 feridos. Uma das perguntas a ser respondida é sobre como o fogo teria começado. Uma das linhas é de que a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, uma das vítimas fatais, encostou as velas de faísca de uma das garrafas que segurava no teto do estabelecimento, que era revestido com um material inflamável.
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Testemunhas estão sendo ouvidas sobre o caso no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana. A família da jovem veio a público afirmando que Cyane não recebeu treinamento de segurança e desconhecia os riscos das chamas próximas ao teto. Uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que a jovem usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas tocavam o teto.
Essa testemunha afirmou que Cyane usou o capacete a pedido da gerente do bar, Jessica Moretti, de 40 anos, que responde em liberdade após pagamento de fiança e uso de tornozeleira eletrônica. Esse é um item promocional da Dom Perignon, marca do champagne das garrafas que ela segurava e tinham as velas de faísca presas.
De acordo com o relatório, o uso do acessório reduzia o campo de visão de Cyane significativamente, por isso, não conseguia ver as velas “tocando o teto”, destacou o jornal inglês Daily Mail.
A advogada Sophie Haenni, que representa a família de Cyane, disse à BBC que a jovem “não deveria estar servindo mesas” na noite do incêndio, mas que foi pedido para descer para ajudar no atendimento e na alta demanda de garrafas.
— Não foi a própria Cyane que decidiu usar esse capacete, foi a pedido de seus empregadores. Ela estava apenas fazendo seu trabalho — disse Sophie Haenni à BBC. A advogada ainda destacou que Cyane nunca foi informada “do perigo do teto e não recebeu nenhum treinamento de segurança”.
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O teto do bar, estabelecimento que funcionava num porão, era revestido com uma espuma de isolamento acústico. O material inflamável teria propagado as chamas rapidamente.
As velas presas as garrafas que Cyane segurava encostaram no teto quando a jovem estava sobre os ombros Mateo Lesguer, de 23 anos, o DJ residente. O rapaz usava uma máscara, do personagem “V de Vingança” durante a festa. Ele também morreu no incêndio.
De acordo com as investigações, era recorrente o uso de velas presas Às garrafas de champagne, como uma forma de apresentação no estabelecimento.
Discordâncias sobre relação
Os proprietários do bar, Jacques Moretti e Jessica Moretti, respondem na Justiça por acusações que incluem homicídio culposo por negligência. Em audiências, o casal afirmou que Cyane era tratada como “enteada” e “irmã”, versão rebatida pela família da vítima.
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Em entrevista à televisão francesa, a advogada Sophie Haenni, que representa os parentes da garçonete, afirmou que Cyane havia procurado o serviço de proteção ao trabalhador para reivindicar direitos básicos, como contrato formal, comprovantes de salário e certificado de trabalho — documentos exigidos pela legislação suíça.
— Não havia familiaridade entre eles. O que existia era uma relação profissional marcada por conflitos — disse a advogada, acrescentando que a jovem também reclamava de ordens e do tratamento recebido no ambiente de trabalho.
Segundo a defesa da família, as mensagens trocadas entre Cyane e os proprietários tinham tom formal, incompatível com a imagem de proximidade apresentada pelos réus. Jacques Moretti permanece em prisão preventiva e, de acordo com registros judiciais, já teve condenações anteriores por outros crimes.
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Os pais da vítima, Jérôme e Astrid Panine, demonstraram indignação com declarações emocionadas feitas por Jessica Moretti em audiência recente, nas quais ela se referiu à garçonete como “uma irmã” e admitiu saber que a prática com velas de champanhe era recorrente no bar, apesar dos riscos.
A família afirma ter recebido com frustração o pedido de desculpas apresentado pela proprietária, por considerá-lo incompatível com os fatos apurados. — Há um sentimento profundo de injustiça e impotência. Eles vão lutar para que os responsáveis sejam condenados — afirmou a advogada.
O Ministério das Relações Exteriores do México pediu, na quinta-feira, esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte de um de seus cidadãos, enquanto estava sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) no estado da Geórgia.
O consulado mexicano em Atlanta solicitou “que as circunstâncias do incidente sejam esclarecidas” e afirmou que “está cooperando nos esforços necessários para garantir que a investigação seja conduzida de forma rápida e transparente”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores, em um comunicado.
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Segundo o governo mexicano, a morte ocorreu na quarta-feira. Não houve nenhum comentário oficial das autoridades americanas.
O Ministério das Relações Exteriores do México não divulgou o nome da vítima, mas confirmou que o consulado “estabeleceu contato imediato” com sua família.
De acordo com dados oficiais divulgados pelo ICE, pelo menos outras quatro pessoas morreram em centros de detenção de imigrantes em 2026.
O ano de 2025 foi o mais letal para os detidos pelo ICE em duas décadas: pelo menos 30 pessoas morreram em centros de detenção de imigrantes, o maior número desde 2004, ano seguinte à criação da agência.
As operações do ICE durante o governo do presidente Donald Trump têm sido alvo de intenso escrutínio desde o assassinato de Renee Nicole Good, uma mulher de 37 anos, pelas mãos de um agente da imigração em Minneapolis, em 7 de janeiro.
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A cidade, que fica no estado de Minnesota, no norte dos Estados Unidos, tem sido palco de protestos contra a agência de imigração desde a semana passada, após a morte da mulher.
A indignação pública aumentou na quarta-feira, quando um agente do ICE atirou e feriu um venezuelano, que foi levado a um hospital para tratamento, segundo as autoridades locais.
O presidente Donald Trump tem pressionado por deportações em massa de imigrantes indocumentados e, na quinta-feira, ameaçou enviar as Forças Armadas para Minneapolis em resposta aos protestos.
O Japão e os Estados Unidos fecharam acordo nesta sexta-feira para aumentar a produção conjunta de equipamentos de defesa, incluindo mísseis, e expandir sua presença militar nas águas a sudoeste do Japão, enquanto a China aumenta a pressão sobre seu vizinho asiático.
O acordo surge após o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, se reunir com o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, em Washington, onde também se comprometeram a continuar cooperando em cadeias de suprimentos, incluindo minerais críticos.
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O arquipélago asiático está envolvido em uma acirrada disputa diplomática com a China, desencadeada pela sugestão da primeira-ministra, Sanae Takaichi, em novembro, de que Tóquio poderia intervir militarmente caso Pequim atacasse Taiwan.
A China, que considera a ilha autônoma parte de seu território e espera recuperá-la, mesmo que pela força, reagiu com indignação e bloqueou as exportações para o Japão de bens de dupla utilização, tanto para fins civis quanto militares.
Essa decisão alimentou as preocupações em Tóquio de que Pequim possa cortar o fornecimento de elementos de terras raras, essenciais em setores como defesa e tecnologia.
Considerando que “o ambiente de segurança está se tornando cada vez mais sério” na Ásia, “os dois ministros reafirmaram que a aliança entre Japão e Estados Unidos permanece absolutamente inabalável”, afirmou o Ministério da Defesa japonês em um comunicado.
Eles concordaram em continuar avançando na produção conjunta de mísseis ar-ar e interceptores terra-ar. Os aliados também concordaram em trabalhar na expansão de “exercícios e manobras conjuntas mais sofisticadas em vários locais, incluindo a região sudoeste”, segundo o comunicado.
O fortalecimento das defesas ao redor da chamada região “sudoeste”, que inclui áreas como a ilha subtropical de Okinawa, é uma das principais prioridades do Japão, e o país vem aumentando constantemente seu orçamento militar.
Okinawa, que abriga a maioria das bases militares americanas no Japão, é um posto avançado fundamental de Washington para monitorar a China, o Estreito de Taiwan e a Península Coreana.
A líder opositora venezuelana María Corina Machado entregou, nessa quinta-feira (15), sua medalha do Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ambicionava ganhar a distinção no ano passado e considerou o gesto “maravilhoso”. O perfil da Casa Branca no Instagram postou o momento da entrega.
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A entrega ocorreu durante um almoço privado na Casa Branca, aonde Corina Machado compareceu para manter vivas as suas chances diante do mandatário republicano, que decidiu apostar no governo atual em Caracas.
Trump mudou os rumos da Venezuela no dia 3 de janeiro, com a captura e a deposição forçada do presidente Nicolás Maduro, mas rapidamente frustrou qualquer expectativa de um fim do regime chavista.
A prioridade de Trump é o petróleo e as riquezas naturais venezuelanas, usando como pano de fundo a luta contra o narcotráfico, temas sobre os quais Corina Machado não pode exercer influência, especialmente de fora do país.
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O mandatário republicano costuma se vangloriar de seus sucessos, mas nesta ocasião não publicou nenhuma foto dessa entrega simbólica de um prêmio que, segundo os estatutos do Instituto Nobel, é pessoal e intransferível.
‘Gesto maravilhoso’
– Apresentei ao presidente dos Estados Unidos a medalha do Prêmio Nobel da Paz – declarou Corina Machado em frente ao Capitólio em Washington, após sua reunião com Trump. – Contamos com o presidente Trump para a liberdade da Venezuela – acrescentou.
Corina Machado é “uma mulher extraordinária que passou por muitas coisas”, reagiu Trump em sua plataforma Truth Social, horas depois. A entrega da medalha é “um gesto maravilhoso de respeito mútuo”, acrescentou.
O republicano não escondeu sua decepção, em diversas ocasiões, desde que o Instituto Nobel anunciou sua escolha no ano passado.
Trump diz ter solucionado oito conflitos em todo o mundo desde que tomou posse para o segundo mandato.
Corina Machado, por sua vez, considera o presidente americano a melhor aposta para uma mudança radical em seu país.
– Fiquei muito impressionada com sua clareza e como ele conhece a situação na Venezuela, como se importa com o que o povo venezuelano está sofrendo, e eu lhe assegurei que a sociedade venezuelana está unida – afirmou em declarações marcadas pela desorganização, diante do Capitólio, onde havia se reunido com senadores.
O que deveria ser uma entrevista coletiva às portas do Congresso transformou-se em um comício descontrolado, com dezenas de venezuelanos apoiadores gritando e aplaudindo a opositora.
A polícia e os seguranças a retiraram do local e a colocaram em um carro, sem que a coletiva anunciada fosse realizada.
Uma decisão tomada meses atrás para pressionar a Venezuela, e que culminou na derrubada do chavista Nicolás Maduro, há pouco menos de duas semanas, agora estreita a margem de manobra do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante de uma possível escalada com o Irã. A análise foi feita por autoridades de defesa, atuais e antigas, ao Wall Street Journal (WSJ). Agora, por conta das prioridades assumidas antes, o Pentágono tem 12 navios de guerra designados para as águas do Caribe, contra apenas seis no Oriente Médio, revelou um oficial da Marinha dos EUA. Além disso, não há nenhum grupo de ataque de porta-aviões no Oriente Médio ou na Europa desde que Trump ordenou que o navio USS Gerald R. Ford fosse do Mediterrâneo para o Caribe em outubro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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