Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Um total de 61 pessoas morreram entre quarta e sexta-feira (23) no Afeganistão devido à forte nevasca e chuva, segundo um balanço preliminar divulgado no sábado pela Autoridade Nacional de Gestão de Desastres (ANDMA). Outras 110 pessoas ficaram feridas e 458 casas foram parcial ou totalmente destruídas, principalmente nas províncias do norte e do centro do país, de acordo com um mapa publicado pela ANDMA na plataforma de mídia social X.
Efeito climático: Tempestade de neve e chuvas torrenciais matam nove crianças no Afeganistão
Alerta: Megatempestade de neve e gelo nos EUA leva regiões a declararem estado de emergência
Um porta-voz da autoridade de gestão de desastres pediu aos cidadãos que evitem viagens desnecessárias, pois muitas estradas permanecem bloqueadas ou cobertas de neve. Em Bamyan, no centro do país, alimentos foram distribuídos aos motoristas que ficaram presos em uma passagem de montanha coberta de neve.
Uma das principais rodovias do país, a Rodovia Salang, está completamente fechada ao tráfego, segundo autoridades locais na província de Parwan, no leste do país.
Afeganistão sofre com inundações e deslizamentos de terra, especialmente em áreas remotas com infraestrutura frági
Wakil Kohsar/AFP
Nos últimos dias, nove crianças morreram em decorrência dos ventos fortes e das chuvas, seis delas apenas na última quarta-feira, em Kandahar. Neste mesmo dia, outro incidente na província de Nuristan, no leste do país, matou três membros da mesma família e deixou outros dois feridos após um deslizamento de terra provocado por fortes chuvas atingir uma casa na vila de Quraish.
— Duas meninas de 10 anos e um adolescente foram mortos — disse à AFP Fraidoon Samim, porta-voz do governo provincial de Nuristan na ocasião.
O Afeganistão sofre frequentemente com inundações, deslizamentos de terra e tempestades mortais, especialmente em áreas remotas com infraestrutura frágil, deixando as comunidades vulneráveis ​​a condições climáticas extremas.
Em documento estratégico divulgado pelo Pentágono na sexta-feira, o governo americano deixa claro que as Forças Armadas dos Estados Unidos assumirão novas prioridades em 2026, em claro contraste de postura com a atuação de administrações anteriores. Entre os destaques mais importantes da Estratégia de Defesa Nacional (NDS, na sigla em inglês) de 2026 estão a proteção do território nacional e a dissuasão da China, além do apoio “mais limitado” a aliados e a inserção da América Latina no topo da agenda.
Leia mais: Otan e Dinamarca concordam em reforçar segurança do Ártico; entenda a presença de Rússia e China na região
Entre a cruz e a espada: Na mira de duas potências, Europa se vê pressionada entre Trump e Putin
A estratégia deste ano, de 34 páginas, representa uma mudança significativa em relação às políticas anteriores do Pentágono, tanto na ênfase em parceiros assumindo maiores responsabilidades com menos apoio de Washington, quanto no tom mais moderado em relação a adversários tradicionais como a China e a Rússia. As versões anteriores da estratégia — publicadas a cada quatro anos — apontavam a ameaça representada pela China como a principal prioridade de defesa. Agora, as relações com Pequim serão abordadas através da “força, não do confronto”, afirma o relatório.
“À medida que as forças americanas se concentram na defesa do território nacional e da região Indo-Pacífica, nossos aliados e parceiros em outros lugares assumirão a responsabilidade principal por sua própria defesa, com apoio crucial, porém mais limitado, das forças americanas”, destaca o documento.
A estratégia de defesa anterior, divulgada durante a presidência de Joe Biden, descrevia a China como o desafio mais significativo para Washington e afirmava que a Rússia representava uma “ameaça aguda”. Em 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump, o Pentágono descreveu “poderes revisionistas”, como a China e a Rússia, como o “desafio central” para a segurança dos EUA.
O novo texto, no entanto, defende a manutenção de “relações respeitosas” com Pequim, sem mencionar Taiwan, a ilha democraticamente eleita e aliada dos Estados Unidos, que a China reivindica como sua. Além disso, descreve a ameaça russa como “persistente, mas administrável”, afetando particularmente os membros orientais da Otan.
Tanto as estratégias de Biden quanto as de Trump enfatizam a importância da defesa do território nacional, mas suas descrições dos desafios enfrentados pelos Estados Unidos divergem significativamente. A Estratégia de Defesa Nacional do governo Trump critica o governo anterior por negligenciar a segurança das fronteiras, afirmando que isso levou a uma “enxurrada de imigrantes ilegais” e ao tráfico generalizado de drogas.
“Segurança de fronteiras é segurança nacional”, e o Pentágono “priorizará, portanto, os esforços para selar nossas fronteiras, repelir formas de invasão e deportar imigrantes ilegais”, acrescenta o documento.
Durante seu governo, Biden concentrou-se na China e na Rússia, afirmando que elas representavam “desafios mais perigosos à segurança nacional e à segurança interna” do que até mesmo a ameaça do terrorismo. Os perigos oferecidos pelas mudanças climáticas, que o governo anterior havia identificado como uma “ameaça emergente”, também não são mencionados neste roteiro para 2026.
Initial plugin text
Restauração da ‘dominância militar’ na América Latina
Assim como a Estratégia de Segurança Nacional de Trump, divulgada no mês passado, a Estratégia de Defesa Nacional coloca a América Latina na vanguarda da agenda dos EUA. O Pentágono “restaurará a dominância militar dos EUA no Hemisfério Ocidental. Usaremos essa dominância para proteger nossa pátria e nosso acesso a territórios-chave em toda a região”, afirma o documento do Pentágono.
Na estratégia de dezembro, publicada pela Casa Branca, o governo americano já deixava claro o reforço da presença americana e a contraposição à influência de atores de fora da região no Hemisfério, implicitamente a China, como “consistente com os interesses de segurança dos EUA”.
Desde que retornou ao cargo no ano passado, Trump tem repetidamente mobilizado as forças armadas dos EUA na América Latina, incluindo a ordem de uma operação militar surpreendente que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, bem como ataques a embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico Oriental, que deixaram mais de 100 mortos.
(Com AFP)
A Polícia Nacional da Espanha libertou 15 mulheres chinesas submetidas à exploração sexual em Palma de Maiorca e prendeu 14 integrantes da organização criminosa responsável pelo esquema. Segundo a corporação, as vítimas eram aliciadas com promessas enganosas de emprego e mantidas em condições análogas à escravidão.
’15 minutos para responder’: Em reunião com influenciadores, líder da Venezuela disse que foi ameaçada de morte após captura de Maduro
Restauração de relações: EUA designam nova chefe de missão diplomática na Venezuela
Em comunicado divulgado neste sábado, a polícia informou que a rede obtinha lucros não apenas com a exploração sexual, mas também com a venda de estimulantes e drogas aos clientes.
“As vítimas permaneciam sob um regime de escravidão, deviam estar disponíveis de forma permanente e eram forçadas a realizar atendimentos a domicílio”, afirmou a Polícia Nacional.
De acordo com as investigações, parte das mulheres já estava na Espanha, enquanto outras viajaram da China após aceitarem falsas ofertas de trabalho. “Algumas delas relataram que já estavam na península e outras que haviam viajado da China para a Espanha após aceitarem supostas ofertas de trabalho como massagistas de caráter terapêutico, com um salário aproximado de 2.000 euros mensais, ou ainda como cozinheiras ou cuidadoras”, acrescenta o comunicado.
A operação contou com o apoio da ONG Our Rescue e resultou na prisão de 12 suspeitos nas Ilhas Baleares — arquipélago ao qual pertence Maiorca — e outros dois em Barcelona. Sete dos detidos tiveram a prisão preventiva decretada.
Segundo a polícia, todos os presos são de nacionalidade chinesa, com exceção de um espanhol. Os investigadores apuraram ainda que o dinheiro obtido com a atividade criminosa era enviado à China por meio de um esquema de conversão de moeda. Com os rendimentos obtidos pela atividade, “eram realizadas remessas de dinheiro a cidadãos chineses encarregados de efetuar a conversão da moeda para yuans, sendo posteriormente depositados em contas bancárias na China”.
As mulheres eram submetidas a jornadas exaustivas e sem qualquer autonomia. Elas eram obrigadas a trabalhar “24 horas por dia, sete dias por semana, sem liberdade de locomoção e sem possibilidade de recusar qualquer cliente”.
A investigação teve início após duas denúncias anônimas e ganhou força quando uma das vítimas conseguiu escapar e procurar a polícia. Ela relatou ter sofrido agressões sexuais e físicas, um depoimento considerado “crucial” para o avanço do caso, segundo a Polícia Nacional.
O vice-presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Oke Gottlich, afirmou que é preciso “debater seriamente” a possibilidade de um boicote em massa à Copa do Mundo desse ano, nos EUA, em função das ações de Donald Trump, em especial a sua tentativa de anexar a Groenlândia . As falas do dirigente foram dadas em uma entrevista ao jornal alemão Hamburger Morgenpost.
— Chegou a altura de considerar e debater seriamente a possibilidade de uma retirada em massa do Campeonato do Mundo — defendeu Gottlich, membro do Comité Executivo da DFB e presidente do St. Pauli, clube da Bundesliga.
Gottlich relembrou os boicotes às Olimpíadas de 1980, em Moscou, eem 1984, em Los Angeles, como reflexo da Guerra Fria.
— Na minha avaliação, a ameaça potencial agora é maior do que era então. Temos de discutir isto — disse o dirigente.
Ele ainda criticou as diferentes posturas das entidades esportivas a depender da situação, mesmo que envolva política
— O Catar era demasiado político para todos, e agora somos completamente apolíticos? É uma coisa que me incomoda verdadeiramente. Como organizações e como sociedade, esquecemos de como estabelecer tabus e limites e como defender valores. Os tabus são uma parte essencial da nossa postura. Um tabu é quebrado quando alguém ameaça? Um tabu é quebrado quando alguém ataca? Quando pessoas morrem? Gostaria de saber, da parte de Donald Trump, quando é que atingiu o seu limite, e gostaria de saber, da parte de Bernd Neuendorf (presidente da Federação Alemã de Futebol), e Gianni Infantino (presidente da FIFA).
Governo defende autonomia para Federação de Futebol decidir sobre boicote
A ideia de um boicote, por parte da Alemanha, vem sendo comentada por parlamentares locais. Nessa semana, o governo alemão afirmou que a Federação Alemã de Futebol (DFB) terá total “autonomia” para discutir com a Fifa se boicotará ou não a Copa do Mundo. O presidente americano ameaça anexar a Groenlândia e aumentar as tarifas contra os países europeus que se opuserem ao plano.
‘São nossos patriotas’: Trump assina decreto que reserva espaço de TV para partida anual entre equipes da Marinha e do Exército
Leia também: grupo é preso suspeito de manipular jogos de basquete universitário nos EUA e na China
“Essa avaliação, portanto, cabe às federações envolvidas, neste caso a DFB e a Fifa. O governo federal acatará a decisão delas”, afirmou a Secretária de Estado do Esporte, Christiane Schenderlein, em um comentário enviado por e-mail à AFP.
A AFP questionou o governo sobre a possibilidade de um boicote à Copa do Mundo, que será realizada no Canadá, nos Estados Unidos e no México, de 11 de junho a 19 de julho.
— O governo federal respeita a autonomia do esporte. As decisões relativas à participação em grandes eventos esportivos ou a boicotes são de responsabilidade exclusiva das federações esportivas, e não da esfera política — afirmou Schenderlein, membro da CDU, partido conservador do chanceler Friedrich Merz.
Galerias Relacionadas
Na Alemanha, potência do futebol, as primeiras vozes a defender um boicote — e até mesmo o cancelamento — da Copa do Mundo surgiram nos últimos dias em resposta às ameaças do magnata republicano.
“Se Donald Trump cumprir suas ameaças em relação à Groenlândia e desencadear uma guerra comercial com a União Europeia, acho difícil imaginar os países europeus participando da Copa do Mundo”, declarou o influente deputado conservador Roderich Kiesewetter ao jornal Augsburger Allgemeine nesta terça-feira.
Outro deputado da CDU, Jürgen Hardt, porta-voz do partido para a política externa, disse ao jornal Bild que o “cancelamento do torneio” seria um “último recurso para fazer o presidente Trump cair em si”. Apelando por uma “resposta unificada” da Europa, o deputado social-democrata (SPD) Sebastian Roloff mencionou ao jornal econômico Handelsblatt a possibilidade de “considerar a retirada da Copa do Mundo”.
Galerias Relacionadas
De acordo com uma pesquisa do Instituto Nacional de Estatística (INSA) realizada para o Bild na quinta e sexta-feira com 1.000 pessoas, quase metade dos alemães (47%) aprovaria um boicote à Copa do Mundo caso Washington anexasse a Groenlândia. Mais de um terço (35%) se oporia.
Tetracampeã mundial, a seleção alemã não perde uma Copa do Mundo desde o período imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial (1950). Donald Trump tem uma relação próxima com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que lhe entregou o recém-criado Prêmio da Paz da Fifa durante o sorteio da Copa do Mundo em dezembro.
O menino de 12 anos atacado por um tubarão na cidade australiana de Sydney morreu, comunicou a família neste sábado. Nico Antic havia sido mordido na semana passada enquanto nadava com amigos.
Entenda: Menino de 12 anos é atacado por tubarão e sofre ferimentos nas duas pernas na Austrália
Leste do país: Autoridades interditam praias após quatro ataques de tubarão em menos de 48 horas na Austrália
Segundo os pais, Lorena e Juan Antic, o garoto não resistiu aos ferimentos provocados pelo ataque de um tubarão de grande porte. “Nos parte o coração comunicar que nosso filho, Nico, faleceu”, disseram em comunicado.
No momento do ataque, as crianças pulavam na água a partir de uma rocha de cerca de seis metros de altura, no subúrbio de Vaucluse, no leste de Sydney. De acordo com a polícia, as fortes chuvas recentes haviam inundado o porto e deixado a água turva.
Nico Antic apresentava hemorragia grave quando foi resgatado por uma lancha da polícia. Ele foi encaminhado ao hospital em estado crítico.
Austrália registrou série de ataques de tubarões ao longo das últimas semanas
AFP
O ataque foi um dos quatro registrados em um intervalo de dois dias na região, o que levou as autoridades a fecharem dezenas de praias de Sydney. O caso também representa a terceira morte recente relacionada a ataques de tubarão na Austrália.
Especialistas apontam que o aumento da densidade populacional ao longo do litoral australiano e a elevação da temperatura dos oceanos têm alterado os padrões migratórios dos tubarões, o que pode estar contribuindo para a maior incidência de ataques.
A China informou neste sábado a abertura de uma investigação contra um vice-presidente de sua poderosa Comissão Militar Central (CMC) e outro alto funcionário do comando militar, ambos suspeitos de “graves violações da disciplina”, expressão usada pelo regime como eufemismo para corrupção.
Comitê: China teve o maior número de jornalistas presos em 2025
Crise: Na China, taxa de natalidade cai para o nível mais baixo desde 1949
A medida se insere na ampla campanha anticorrupção conduzida pelo presidente Xi Jinping, que está no poder há mais de uma década e que tem atingido sucessivamente quadros de alto escalão do Partido Comunista e das Forças Armadas.
“Após uma avaliação (…), decidiu-se iniciar uma investigação contra Zhang Youxia e Liu Zhenli”, informou o Ministério da Defesa chinês em comunicado oficial.
Segundo a pasta, ambos são suspeitos de “graves violações da disciplina e da lei”.
A Comissão Militar Central é o órgão máximo de comando das Forças Armadas chinesas, responsável por assegurar o controle do Partido Comunista sobre o Exército e coordenar a política de defesa nacional.
Quem são os militares?
Zhang Youxia, de 75 anos, é o general de mais alta patente entre os dois vice-presidentes da CMC. Ele divide o posto com Zhang Shengmin, general da força de foguetes, que assumiu o cargo em outubro, após a destituição de seu antecessor em outra investigação anticorrupção.
Zhang Youxia, de 75 anos, é o general de mais alta patente entre os dois vice-presidentes da Comissão Militar Central da China (CMC)
AFP
Já Liu Zhenli, de 61 anos, ocupa o cargo de chefe do Estado-Maior Conjunto da CMC, posição estratégica na hierarquia militar chinesa.
Os dois generais são subordinados diretos de Xi Jinping, que preside a Comissão Militar Central desde 2012.
Uma explosão em um laboratório de cocaína deixou nove mortos e oito feridos no Pacífico colombiano, em uma área próxima à fronteira com o Equador, informou o governo regional nesta sexta-feira. O acidente ocorreu no departamento de Nariño, no sudoeste do país, região estratégica para a produção e o tráfico da droga.
’15 minutos para responder’: Em reunião com influenciadores, líder da Venezuela disse que foi ameaçada de morte após captura de Maduro
Restauração de relações: EUA designam nova chefe de missão diplomática na Venezuela
Segundo as primeiras investigações, um cilindro de gás explodiu enquanto a cocaína era preparada em território indígena awá, a cerca de 60 quilômetros do município de Tumaco. A área é conhecida pela forte presença de grupos armados ilegais e pela atuação do narcotráfico.
O laboratório artesanal “não é legal”, “mas os direitos humanos e o direito à vida sempre devem ser respeitados”, afirmou Fredy Andrés Gámez, secretário do governo regional de Nariño. De acordo com as autoridades, os sobreviventes sofreram queimaduras graves.
As vítimas trabalhavam para uma dissidência da extinta guerrilha das FARC, a Coordenadora Nacional Exército Bolivariano, grupo que não aderiu ao Acordo de Paz de 2016 e mantém diálogo com o governo do presidente Gustavo Petro.
Em comunicado, a organização ilegal atribuiu o acidente a erro humano. “Por falhas humanas e ao manipular alguns cilindros de gás (…) o local pegou fogo em questão de segundos”, afirmou o grupo.
O departamento de Nariño, que faz fronteira com o Equador, tem sido crucial por décadas na produção de coca e no escoamento da cocaína com destino aos Estados Unidos. Na região, grupos dedicados ao narcotráfico exercem forte controle territorial, frequentemente com o apoio de cartéis mexicanos.
Durante visita a Tumaco nesta sexta-feira, o presidente colombiano questionou a presença do laboratório na área. “O que fazia um laboratório de cocaína em uma zona de paz?”, disse Petro, em discurso contra os cultivos ilícitos.
O episódio ocorre em meio a uma escalada de tensões diplomáticas entre Colômbia e Equador. Na quarta-feira, o presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciou uma tarifa de 30% sobre produtos colombianos, acusando o governo de Petro de não combater de forma eficaz o narcotráfico na fronteira comum. A Colômbia respondeu com a aplicação da mesma tarifa e reiterou seu compromisso no enfrentamento aos grupos ilegais.
Após um ano de críticas semelhantes por parte dos Estados Unidos, Petro viajará a Washington no início de fevereiro. O presidente colombiano tem encontro previsto com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, no dia 3, para discutir estratégias conjuntas de combate ao narcotráfico.
A instalação de radiotelescópios na superfície da Lua pode inaugurar uma nova etapa na astronomia observacional, ao ampliar de forma significativa a capacidade de registrar as sombras de buracos negros supermassivos. A conclusão é de uma análise publicada, no início do mês de janeiro, na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (MNRAS), que avalia o impacto científico da integração de antenas lunares a redes de observação já existentes.
Atualmente, apenas dois buracos negros — o M87, no centro de uma galáxia distante, e Sagitário A* (Sgr A*), no núcleo da Via Láctea — tiveram suas sombras observadas diretamente, por meio do Telescópio do Horizonte de Eventos (EHT), uma rede global baseada na Terra. Segundo o novo estudo, a adição de radiotelescópios na Lua permitiria observar até 31 objetos desse tipo, mais de dez vezes o número atual.
Limites da Terra e o salto proporcionado pela Lua
As restrições atuais decorrem principalmente do tamanho máximo que um conjunto de radiotelescópios pode atingir no planeta e das propriedades das ondas de rádio. Conforme destaca o site Universe Today, para alcançar a resolução de um grande telescópio óptico, seria necessário um radiotelescópio com quase dez quilômetros de diâmetro. Para contornar esse obstáculo, a comunidade científica utiliza a interferometria de linha de base muito longa (VLBI), técnica que combina sinais de observatórios espalhados pelo globo, simulando um telescópio do tamanho da Terra.
Ainda assim, o diâmetro do planeta impõe um teto físico à resolução. Com o EHT, esse limite é hoje de cerca de 20 microssegundos de arco, com perspectivas de chegar a 10 microssegundos em versões futuras. A Lua, porém, muda essa escala. Ao integrar antenas lunares à rede terrestre, a distância média entre a Terra e o satélite — cerca de 384.400 quilômetros — passaria a definir a base do sistema, reduzindo a resolução para a faixa de submicrossegundos.
Pesquisadores do Observatório Astronômico de Xangai e colaboradores internacionais afirmam que esse avanço tornaria possível “detectar as sombras de buracos negros que antes eram consideradas inacessíveis”, segundo artigo em pré-publicação no arXiv citado pelo MNRAS.
O estudo analisou cinco locais potenciais para a instalação dos radiotelescópios: dois no lado oculto da Lua, dois no lado visível e um no polo sul lunar. O lado oculto é apontado como ideal por oferecer proteção natural contra o ruído de rádio emitido pela Terra. Já o polo sul surge como alternativa estratégica de longo prazo, alinhada aos planos da futura Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS).
As simulações indicam que a instalação de um radiotelescópio no antípoda lunar, na longitude leste de 180° e latitude 0°, proporcionaria janelas de observação acessíveis a todos os candidatos selecionados. As antenas necessárias teriam entre cinco e 100 metros de diâmetro, dependendo da sensibilidade exigida por cada objeto.
A análise publicada no MNRAS aponta que apenas seis buracos negros — entre eles M104, NGC 524 e NGC 1052 — poderiam ser observados diretamente com antenas de 100 metros. No cenário mais favorável, o M104, no centro da Galáxia do Sombrero, teria sua sombra detectável com uma antena lunar de apenas cinco metros, graças ao grande tamanho angular previsto e ao forte fluxo em 230 GHz.
Apesar do potencial científico, os desafios de engenharia são expressivos. Será necessário coordenar observações entre a Lua e a Terra, instalar e alimentar equipamentos de grande porte em ambiente hostil e lidar com limitações de sensibilidade. Especialistas avaliam que o desenvolvimento desses observatórios pode levar décadas e dependerá da articulação com programas internacionais, como a missão chinesa LOVEX e o próprio ILRS.
Do ponto de vista científico, porém, o ganho é considerado decisivo. Uma amostra mais ampla de sombras permitiria testar a relatividade geral de Einstein em condições extremas ainda pouco exploradas. Segundo o estudo, imagens na escala de submicrossegundos “expandirão profundamente os testes da relatividade geral em campos gravitacionais intensos”, oferecendo dados inéditos sobre anéis de fótons e a estrutura do espaço-tempo ao redor dos buracos negros.
Se concretizada, a proposta colocaria a Lua no centro de uma nova fronteira da astronomia, abrindo caminho para observar alguns dos objetos mais enigmáticos e tênues do universo com um nível de detalhe sem precedentes.
Como recuperar uma ilha inteira após séculos de danos ambientais? Na Ilha Floreana, no arquipélago de Galápagos, cientistas e ambientalistas conduzem um dos mais ambiciosos projetos de restauração ecológica já realizados para tentar devolver à região espécies emblemáticas e conter a perda de biodiversidade provocada por ações humanas ao longo de quase dois séculos.
Pérolas de parasitas? Ácaro raro forma ‘colar’ em aranhas e é encontrado ao acaso no Butantan
Antes da era digital: há 66 anos, dois homens ficaram 20 minutos no lugar mais profundo da Terra
Com 173 quilômetros quadrados e cerca de 150 moradores, Floreana foi uma das primeiras ilhas do arquipélago a receber ocupação humana. A passagem de piratas, baleeiros e colonizadores deixou um legado ambiental profundo, marcado pela introdução de ratos, gatos, cabras e gado, além de plantas invasoras que alteraram o habitat natural e levaram ao desaparecimento ou à drástica redução de espécies nativas.
Entre os casos mais críticos está o do pássaro-bruxa-pequeno (Pyrocephalus nanus), ave de plumagem vermelha vibrante que antes era comum na região e hoje sobrevive com dificuldade. A perda de vegetação nativa e a ação de predadores introduzidos comprometeram sua reprodução, agravada pela presença da mosca-vampiro, cujas larvas atacam os filhotes. Segundo a revista Science, ninhos infestados chegam a registrar mortalidade de 100%.
Um “projeto de restauração turbinado”
Para enfrentar esse cenário, a Fundação Charles Darwin e a Direção do Parque Nacional de Galápagos lideram um programa de restauração avaliado em US$ 15 milhões. O diretor da fundação define a iniciativa como um “projeto de restauração turbinado”, em referência à escala inédita da operação em uma ilha extensa e com população humana estável. O plano envolve a erradicação de espécies invasoras, a recuperação da vegetação original e a reintrodução de animais extintos localmente.
Após mais de uma década de planejamento, cientistas iniciaram a eliminação de ratos e gatos com iscas lançadas por helicópteros, adotando protocolos rigorosos para proteger moradores e animais domésticos. Viveiros foram criados para replantar scalesia, árvore fundamental para a fauna local, enquanto a amora-preta, planta invasora que sufoca espécies nativas, passou a ser removida manualmente e por meio de fungos específicos, testados para não afetar o restante do ecossistema.
No combate à mosca-vampiro, pesquisadores instalaram estações de autofumigação nos ninhos, com materiais tratados com pesticidas considerados seguros para as aves, mas letais para o inseto. Também estão em estudo métodos complementares, como a introdução controlada de vespas que atacam as larvas, ainda em fase de avaliação para evitar impactos colaterais.
Os primeiros resultados começaram a aparecer. Em 2024, 19 tartarugas-de-floreana foram transferidas para um recinto protegido, marcando o retorno de uma espécie considerada extinta localmente desde o século XIX. Já a temporada reprodutiva de 2025 registrou um recorde de 39 filhotes nascidos de dez casais, segundo dados divulgados pela fundação.
Apesar dos avanços, novos obstáculos surgiram. Formigas vermelhas invasoras consumiram parte do veneno destinado aos ratos, dificultando a erradicação completa. Especialistas defendem monitoramento contínuo e ajustes nas estratégias para garantir o sucesso a longo prazo e permitir que a experiência de Floreana sirva de modelo para outras ilhas de Galápagos. As lições aprendidas ali podem ser decisivas para preservar um dos conjuntos de ecossistemas mais singulares do planeta.
Quem eram os gigantes que moldavam a paisagem terrestre antes mesmo de existirem árvores? Há cerca de 400 milhões de anos, quando a vida fora da água ainda dava seus primeiros passos, estruturas com até oito metros de altura se erguiam em vastas regiões do planeta. Conhecidos como prototaxitos, esses organismos dominaram ecossistemas primitivos e, por mais de um século, desafiaram as tentativas de classificação da ciência.
Antes da era digital: há 66 anos, dois homens ficaram 20 minutos no lugar mais profundo da Terra
Pérolas de parasitas? Ácaro raro forma ‘colar’ em aranhas e é encontrado ao acaso no Butantan
Em um mundo sem florestas ou animais terrestres complexos, musgos e pequenos insetos cobriam o solo enquanto os prototaxitos se destacavam como verdadeiras torres vivas. Seu tamanho e abundância fizeram deles as maiores estruturas do período Devoniano, funcionando como uma espécie de antecessor das florestas modernas — embora sua natureza biológica permanecesse incerta.
O enigma começou no século XIX, quando o geólogo John William Dawson descreveu os primeiros fósseis encontrados no Canadá, na década de 1850, como restos de árvores primitivas, chegando a chamá-los de “primeira conífera”. A interpretação parecia plausível, mas esbarrava em um problema central: naquela época, árvores ainda não existiam. Desde então, os prototaxitos já foram classificados como plantas, algas, líquens e, mais recentemente, fungos gigantes.
Um fóssil que não se encaixa
Agora, um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Edimburgo reacende o debate ao analisar fósseis excepcionalmente preservados de Prototaxites taiti, encontrados no sílex de Rhynie, na Escócia. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (21) na revista Science Advances e se baseia em um depósito formado próximo ao equador há cerca de 400 milhões de anos, famoso por conservar organismos com detalhes microscópicos.
A análise revelou uma estrutura interna inesperada: redes complexas de tubos de diferentes tamanhos e formatos, alguns ramificados, outros curvos, com paredes que exibiam padrões de crescimento. Segundo Alexander “Sandy” Hetherington, um dos autores, essas características não correspondem às de fungos ou plantas primitivas conhecidas. “Em todos os livros de anatomia sobre fungos vivos, nunca encontramos estruturas como essas”, afirmou.
A equipe também realizou análises químicas em busca de quitina, componente típico das paredes celulares dos fungos, mas não encontrou vestígios nos prototaxitos. O contraste foi claro: outros fungos preservados no mesmo depósito apresentaram sinais químicos dessa substância. Técnicas de aprendizado de máquina reforçaram o resultado, identificando os fósseis como pertencentes a um grupo distinto de plantas, fungos e outros eucariotos conhecidos.
A conclusão, destacada no próprio artigo, é direta: nenhum grupo existente reúne todas as características observadas nos prototaxitos. Para os autores, a hipótese mais consistente é a de que esses organismos representem uma linhagem completamente nova e hoje extinta da árvore da vida.
Especialistas independentes acolheram as evidências com cautela e curiosidade. A paleobióloga Vivi Vajda, do Museu Sueco de História Natural, concordou que os dados não sustentam a hipótese fúngica e sugeriu que a busca por fósseis com assinaturas químicas semelhantes pode ajudar a rastrear essa linhagem perdida. Já Matthew Nelsen, do Museu Field, destacou que o caso reforça a ideia de que a diversidade da vida terrestre primitiva era muito maior do que se supunha.
Durante milhões de anos, os prototaxitos alteraram a dinâmica da luz, da umidade e dos nutrientes em paisagens sem árvores. Seu desaparecimento completo, sem descendentes identificáveis, lembra que a evolução não seguiu um caminho linear até as formas atuais, mas foi marcada por experimentos que prosperaram e se extinguiram. Hoje, esses colossos silenciosos deixam de ser apenas uma curiosidade fóssil e passam a questionar os limites das categorias com que a ciência tenta organizar a história da vida na Terra.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress