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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (5), que haja mandato para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Lula, entretanto, essa decisão cabe ao Congresso Nacional e não deve ter relação com a tensão entre os Poderes com o julgamento da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

Em entrevista ao Portal UOL, o presidente lembrou que a questão do mandato para a Suprema Corte estava no programa de campanha do PT em 2018, quando Fernando Haddad concorreu à Presidência. “Eu acho que tudo precisa mudar e nada está livre de mudança”, disse Lula.

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“Eu acho que não é justo uma pessoa entrar com 35 anos e ficar até 75 anos, ou seja, não é justo. É muito tempo, então eu acho que pode ter um mandato. Mas isso é um processo a ser discutido com o Congresso Nacional que não tem nada a ver com o que aconteceu no 8 de janeiro ou com o julgamento do 8 de janeiro”, acrescentou o presidente.

Para Lula, o referido julgamento foi “a maior lição de que as instituições têm respeitabilidade nesse país”. “Nem a pressão do presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump fez com que a Supremo Corte mudasse de posição. Isso é um valor incomensurável para um país democrático”, afirmou.

Ainda na entrevista, ele defendeu critérios para a escolha dos novos ministros, a partir da “solidez de conhecimento jurídico e de cumprimento da Constituição”.

A declaração vem em um momento em que membros da Corte são criticados publicamente pela condução das investigações envolvendo as fraudes no Banco Master.

Nesta semana, em discurso na abertura do Ano Judiciário de 2026, o presidente do STF, Edson Fachin, colocou como prioridade a preservação da integridade do tribunal e anunciou a criação de um Código de Ética para os magistrados, com a relatoria da ministra Cármen Lúcia.

O STF é composto por 11 ministros que são indicados pelo presidente da República e devem passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ter o nome aprovado em votação no plenário da Casa.

Hoje, há uma vaga na cadeira então ocupada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou a aposentadoria antecipada e deixou o tribunal em outubro do ano passado.

Para o lugar, o presidente Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias. O Senado aguarda o envio da mensagem presidencial que formaliza a indicação para marcar a sabatina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (5), que o principal problema da Venezuela é fortalecer a democracia e oferecer melhores condições de vida para sua população. Para Lula, a ausência do presidente Nicolás Maduro, sequestrado e preso pelo governo dos Estados Unidos, não deve ser principal preocupação no momento.

“Essa [volta de Maduro ao país] não é a preocupação principal [o retorno de Maduro à Venezuela]. A preocupação principal é a seguinte: há possibilidade de a gente fortalecer a democracia na Venezuela e as 8 milhões de pessoas que estão fora de lá, voltarem à Venezuela? Há condições de a democracia ser efetivamente respeitada na Venezuela e a população possa participar ativamente?”, afirmou o presidente em entrevista ao Portal UOL.

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O presidente brasileiro reforçou que a América do Sul não pode ser palco de um conflito armado, como é visto em outras regiões do planeta. “O que estamos dizendo ao [presidente dos Estados Unidos, Donald] Trump é que a América do Sul é uma zona de paz. A gente não tem bomba atômica, a gente não tem armas nucleares. O que a gente quer é crescer economicamente, fortalecer o processo democrático e melhorar a vida de milhões de latino-americanos. Porque a América Latina não pode continuar a ser uma parte do mundo pobre.”

Lula comentou sobre uma conversa que teve com Donald Trump, em janeiro, quando a Venezuela também foi abordada. O brasileiro defendeu junto ao seu homólogo estadunidense que cabe aos venezuelanos determinarem os rumos de seu país. “Eu disse ao presidente Trump: quem vai resolver os problemas da Venezuela são os venezuelanos. Eles têm que assumir a responsabilidade.”

Conselho da Paz

Lula ainda comentou sobre o convite que recebeu de Trump para participar do conselho criado por ele, denominado “Conselho da Paz”, e que teria a tarefa de reconstruir Gaza. O presidente questiona a composição do conselho, formado sem a participação de um representante da Palestina, e com um projeto de tornar a região parecida com um “resort”.

“Eu disse ao Trump que se o conselho for para cuidar de Gaza, o Brasil tem todo interesse em participar. Agora, é muito estranho que não tenha um palestino na direção desse conselho. É muito estranho que a proposta apresentada de reconstrução de Gaza seja mais de um resort do que de reconstrução de Gaza. Eu quero saber quem é que vai reconstruir as casas, os hospitais, as padarias que foram detonados”, questionou.

“Falei com o chefe da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que o Brasil tem todo interesse em participar, mas é preciso que os palestinos estejam na mesa. Senão, não é uma comissão de paz”, completou.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira que Havana está disposta a abrir um diálogo com os EUA sobre qualquer assunto, desde que sem qualquer tipo de pressão, no mais recente aceno da ilha comunista a Washington, diante dos avanços promovidos pelo governo do presidente americano, Donald Trump.
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— Cuba está disposta a dialogar com os Estados Unidos, um diálogo sobre qualquer tema que precise ser discutido — disse Díaz-Canel em um pronunciamento televisionado, acrescentando que isso deveria ocorrer “sem pressão” ou “pré-condições”.
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O discurso do presidente reitera pontos que a diplomacia cubana já vinha transmitindo nos últimos dias. O vice-chanceler Carlos Fernández de Cossío repetiu durante a semana que o país estava aberto ao diálogo, embora tenha especificado que não há negociações em curso — contrariando uma fala de Trump, que chegou a afirmar que já haveria conversas em andamento.
— Não existe um diálogo especificamente neste momento, mas sim houve troca de mensagens — disse o vice-chanceler na segunda. — Sim, é verdade que houve comunicação entre os dois governos.
Em uma declaração à rede americana CNN, Cossío pareceu traçar uma “linha vermelha” para as conversas, na visão de Havana: a continuidade do regime cubano.
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— Não estamos prontos para discutir nosso sistema constitucional, assim como supomos que os EUA não estejam prontos para discutir o seu, seu sistema político e sua realidade econômica — declarou o vice-chanceler durante entrevista.
A fala coaduna com o exposto pelo presidente cubano no pronunciamento desta quinta. Díaz-Canel afirmou que as negociações poderiam acontecer com respeito aos pilares do governo cubano.
— [As negociações devem] partir de uma posição de igualdade, com respeito à nossa soberania, nossa independência, nossa autodeterminação [e sem] interferência em nossos assuntos internos — disse o presidente.
Desde o ataque americano de 3 de janeiro contra a Venezuela, no qual foi deposto o presidente Nicolás Maduro, principal aliado de Cuba, e Washington assumiu o controle do setor petroleiro venezuelano, Donald Trump tem multiplicado as ameaças contra a ilha. Além de cortar o fornecimento de petróleo venezuelano e o dinheiro de Caracas para a ilha, Trump assinou, nesta quinta-feira, um decreto que contempla a imposição de tarifas extras para países que venderem petróleo para Havana, citando razões de segurança nacional.
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AFP
Referindo-se aos EUA como “governo imperial”, Díaz-Canel afirmaram que as medidas anunciadas por Trump sob justificativa de asfixiar a economia da ilha, levaram o país a um “desabastecimento agudo de combustível”.
Cuba, cuja rede de energia elétrica sofre cortes de fornecimento frequentes devido à infraestrutura antiga ou à escassez de combustível, é extremamente dependente do abastecimento externo para manter suas termelétricas ativas. Um corte de energia atingiu a cidade turística de Santiago, segunda maior do país. A pressão sobre o sistema elétrico é ainda mais relevante em meio a um inverno rigoroso, que fez Havana registrar uma temperatura negativa recorde de 0ºC.
O bloqueio de combustíveis a Cuba é motivo de preocupação internacional. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou que o país corre o risco de sofrer um “colapso humanitário” se não importar petróleo para suprir suas necessidades. (Com AFP)
Um terceiro jato especializado da Força Aérea dos Estados Unidos chegou ao Oriente Médio nesta quinta-feira, identificou o BBC Verify, equipe da emissora britânica especializada em checagem de fatos. Dois desses jatos, que funcionam como centros de comunicação aérea, já haviam sido deslocados para a região na semana passada. A movimentação ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas com o Irã após a repressão sangrenta a protestos em todo o país no mês passado, e enquanto Teerã quer que as conversas com Washington, que começam nesta sexta-feira, em Omã, se limitem ao seu programa nuclear, embora Washington também queira abordar a questão dos mísseis balísticos.
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Segundo a equipe da BBC, a aeronave, um E-11A, partiu ontem do Aeroporto Internacional de Chania, na ilha grega de Creta, e pousou cerca de quatro horas depois na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.
Entre os deslocamentos monitorados nos últimos dias também estão cerca de 12 caças F-15, um drone de combate MQ-9 Reaper e várias aeronaves A-10C Thunderbolt II na base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia. Além disso, a equipe acompanhou a movimentação do contratorpedeiro USS Delbert D. Black pelo Canal de Suez rumo ao Mar Vermelho, e a atuação de drones e aviões de vigilância na região do Golfo. Também foram registrados voos de aeronaves como o MQ-4C Triton, o P-8 Poseidon e o E-3G Sentry.
O porta-aviões americano USS Abraham Lincoln e sua escolta também chegaram ao Oriente Médio no fim de janeiro.
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Enquanto isso, no Golfo, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter interceptado dois navios petroleiros com tripulações estrangeiras, sob acusação de “contrabando de combustível”, informou nesta quinta-feira a agência de notícias iraniana Tasnim. Inicialmente, não foi informada qual bandeira os navios ostentavam nem a nacionalidade dos tripulantes.
“Foi encontrado mais de um milhão de litros de combustível a bordo dos dois navios”, e um total de “15 estrangeiros membros da tripulação foram encaminhados à Justiça”, informou a Tasnim. Os navios foram interceptados perto da ilha iraniana de Farsi, no Golfo, precisou a agência. Os navios-tanque estiveram “envolvidos em operações de contrabando durante vários meses e foram identificados e interceptados após operações de vigilância, interceptação e inteligência” das forças navais da Guarda Revolucionária Islâmica, acrescentou.
As forças iranianas atacam regularmente petroleiros que acusam de integrar o comércio ilícito no Golfo e no estreito de Ormuz, pontos-chave para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito. Trata-se da apreensão mais recente em uma série de episódios semelhantes registrados nos últimos meses.
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Arte/ O GLOBO
Negociações em Omã
Todas essas movimentações ocorrem enquanto as conversas entre os dois países sobre o programa nuclear iraniano estão previstas para começar nesta sexta-feira, em Omã. Os dois países mantiveram diálogos no começo de 2025 com a mediação de Omã. Mas uma guerra em junho daquele ano, desencadeada por Israel e à qual os Estados Unidos se juntaram brevemente, fez o processo fracassar antes do sexto encontro.
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Após a repressão ao movimento de protesto no Irã no começo de janeiro, Donald Trump ameaçou com uma nova intervenção militar. Finalmente, o presidente americano parece ter optado pela diplomacia e pressiona o Irã a concluir um acordo sobre seu programa nuclear e balístico.
Os países ocidentais, a começar por Estados Unidos e Israel, considerado pelos especialistas como a única potência nuclear no Oriente Médio, suspeitam que o Irã queira desenvolver uma arma atômica, algo que Teerã sempre negou.
Em junho de 2025, os Estados Unidos bombardearam três instalações nucleares no Irã (Fordow, Natanz e Isfahã), o que permitiu, segundo Trump, “aniquilar” o programa nuclear do país. No entanto, não se conhece a extensão exata dos danos.
Antes destes ataques, o Irã enriquecia urânio a 60% segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), isto é, muito acima do limite de 3,67% autorizado pelo acordo nuclear de 2015, que caducou nesta quinta-feira, concluído com as grandes potências.
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Em resposta à retirada dos Estados Unidos desse acordo em 2018, o Irã deixou de cumprir seus compromissos.
O urânio enriquecido entre 3% e 5% serve para alimentar as usinas nucleares para a produção de energia elétrica. Até 20%, serve para produzir isótopos médicos, usados especialmente no diagnóstico de alguns tipos de câncer. Mas a partir desse limite, pode ter aplicações militares em potencial, segundo especialistas. E para fabricar uma bomba, o enriquecimento deve chegar a 90%.
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Vários países, como a Rússia, propuseram ao Irã custodiar suas reservas de urânio enriquecido, ao que Teerã se nega.
Embora o Irã queira que os diálogos se limitem à questão nuclear e à suspensão das sanções, em 2018 a retirada americana do acordo nuclear foi motivada, em parte, pela ausência de medidas para limitar o programa balístico do Irã, considerado uma ameaça para Israel. Segundo o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, esta questão deveria ser debatida na mesa de negociações, particularmente o alcance dos mísseis, apesar da negativa do Irã.
A República Islâmica lidera o chamado Eixo da Resistência, uma aliança informal de grupos armados hostis a Israel, da qual fazem parte o movimento Hezbollah no Líbano, o Hamas em Gaza e os rebeldes houthis no Iêmen.
Com agências internacionais.
As versões sobre a suposta prisão do empresário colombiano-venezuelano Alex Saab, aliado íntimo de Nicolás Maduro e ex-ministro da Indústria da Venezuela, em uma operação conjunta entre autoridades americanas e venezuelanas na quarta-feira, permanecem conflitantes nesta quinta, enquanto Caracas não apresenta qualquer pronunciamento oficial sobre o caso. Fontes venezuelanas, colombianas e americanas confirmam que Saab, acusado de ser o operador financeiro de atividades irregulares de Maduro, teria sido levado ao menos para prestar depoimento perante autoridades judiciais. Advogados dele e de outro empresário negaram qualquer detenção.
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A Radio Caracol, da Colômbia, noticiou a prisão de Saab na quarta-feira em Caracas, como parte de uma operação policial venezuelana com participação do FBI. Fontes ouvidas pelo veículo de comunicação colombiano afirmaram que ele teria sido detido às 02h00, e estaria sob custódia do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional, aguardando uma possível extradição para os EUA. Os mesmos detalhes foram confirmados por fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters, também na quarta-feira.
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O jornal americano New York Times, por sua vez, afirmou que tanto Saab quanto o empresário Raúl Gorrín, proprietário da rede de televisão Globovisión, foram interrogados por agentes venezuelanos, citando cinco fontes do país sul-americano e um funcionário americano, ouvidos em condição de anonimato para discutir o tema sensível. Ainda de acordo com o Times, os empresários com conexões políticas com o chavismo foram detidos em Caracas entre a noite de terça e a quarta-feira, em uma operação que era do conhecimento das agências de segurança americanas.
Nem a Casa Branca nem o Palácio de Miraflores se pronunciaram sobre o caso oficialmente. A procuradoria da Venezuela emitiu uma declaração afirmando que não tinha confirmação sobre detenções dos dois empresários. Questionado, o presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, Jorge Rodríguez, disse não ter informações sobre o caso.
Representantes de Saab e Gorrín disseram que eles não estavam detidos. Um funcionário do magnata das comunicações disse que Gorrín estava em liberdade na noite de quarta-feira, enquanto o advogado do ex-ministro de Maduro, Luigi Giuliano, negou que seu cliente tenha sido sequer detido.
— Estive com ele esta manhã, ele está calmo em Caracas e esta tarde vou vê-lo novamente — disse na quarta-feira o advogado em entrevista ao El Espectador, da Colômbia.
Washington-Caracas
Observadores americanos afirmam que a ação contra dois aliados próximos de Maduro sinaliza um aprofundamento da cooperação entre os dois países, que convivem por meio de uma relação frágil desde a captura de Maduro, em 3 de janeiro.
Desde o ataque, o governo do presidente americano, Donald Trump, tem trabalhado em estreita colaboração com a ex-vice e sucessora de Maduro, Delcy Rodríguez. Em questão de semanas, ela redirecionou as exportações de petróleo bruto do país para os EUA e reformulou a lei petrolífera nacional para atrair investimentos americanos.
Em contrapartida, as detenções aumentam a crescente atmosfera de medo e suspeita entre os apoiadores de Maduro, muitos dos quais ficaram surpresos com a rapidez e a abrangência da campanha de Delcy para redistribuir riqueza e poder após a queda de Maduro. Desde que assumiu o poder, ela demitiu vários funcionários considerados leais ao ex-presidente, incluindo Saab. (Com NYT e El Tiempo)

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Vianna (Podemos-MG), retirou de pauta, nesta quinta-feira (5), o requerimento que quebrava os sigilos bancário e fiscal do Banco Master, investigado por supostas fraudes no mercado financeiro.

No contexto das apurações contra o Banco Master, a CPMI do INSS vem transferindo o foco dos trabalhos para a instituição do banqueiro Daniel Vorcaro, que está em prisão domiciliar e tem depoimento marcado na CPMI para o dia 26 de fevereiro.

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Como o requerimento apresentado quebrava todo o sigilo do banco, o presidente da CPMI, Carlos Vianna, argumentou que o pedido foge do objeto da Comissão, que deve focar apenas nos empréstimos consignados de aposentados e pensionistas realizados pelo Master.

“Não há sentido em nós pedimos a quebra de 100% das operações, uma vez que esses dados não poderão ser utilizados futuramente dentro do relatório”, avaliou Vianna a jornalistas, acrescentando que pediu que o requerimento fosse refeito para ser analisado em outro momento.  

Durante a sessão, o presidente da CPMI alegou ainda que o Judiciário não permite que a Comissão fuja do tema original que justificou sua criação: 

“É a leitura que se faz da Advocacia do Senado e a leitura que se tem hoje por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).”

Os parlamentares têm defendido a investigação de 251 mil contratos de empréstimos consignados de aposentados e pensionistas firmados com o Banco Master. Há indícios de irregularidades nesses contratos, segundo o próprio INSS.

Um dos autores do requerimento, o deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS), afirmou que o texto que pede a quebra de sigilo poderia ser ajustado antes da votação e defendeu que há uma tentativa de “blindar” a investigação contra o Banco.

Por outro lado, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) defendeu que o requerimento contra o Banco Master foi apresentado não para ser aprovado, uma vez que não tinha relação com os empréstimos consignados, tema da CPMI, mas sim para criar uma cortina de fumaça.

“Nós temos agora que avançar para chegar nos mandantes [do roubo dos aposentados do INSS]. E é exatamente isso que a oposição tenta impedir, criando cortina de fumaça, criando narrativas falaciosas”, comentou a jornalistas.

Acordo

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-PE), destacou na sessão que o acordo de cooperação técnica do Master com o INSS para empréstimos consignados foi firmado no governo anterior, em 17 de setembro de 2020.

“Talvez isso explique por que o presidente do Banco Central que não interveio no Banco Master tenha sido o Roberto Campos Neto, e não Gabriel Galípolo. No maior escândalo financeiro da história do país, a intervenção ocorreu devido ao Banco Central e à presidência de Gabriel Galípolo”, disse.

Por outro lado, a oposição tenta atribuir o escândalo do INSS e do Banco Master ao atual governo, como fez a deputada federal Bia Kicis (PL-DF).

“Ladainha da esquerda que quer botar a culpa de tudo no Jair Bolsonaro, que foi lá que começou [os desvios]. O povo não está caindo nessa”, rebateu a deputada.

Presidente do INSS

Ainda nesta quinta-feira (5), a CPMI ouviu o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que explicou porque a instituição decidiu não renovar o contrato do Banco Master com o INSS para empréstimos consignados. Dos 324 mil contratos de crédito com aposentados, 251 mil não possuíam os documentos exigidos.

“Verificando a quantidade de reclamação dos nossos segurados, entendemos por bem não renovar o acordo de cooperação técnica em 18 de setembro, muito antes de liquidação de Master”, afirmou.

O presidente do INSS acrescentou que pediu aos representantes do Banco Master para ver os contratos de empréstimos consignados que não haviam sido protocolados no sistema pelo banco.

“Quando mostrou esses contratos, não tinha os elementos mínimos para a gente fazer o controle: não tinha o valor emprestado, taxa de juro, custo efetivo. E pior: a assinatura, que era uma assinatura eletrônica do nosso segurado, não era acompanhada com QR code, com aquilo com que você consegue certificar que a assinatura era daquela pessoa. E a gente saiu da reunião falando: ‘Não tem como assinar o termo de compromisso’”, completou.

Outros requerimentos

O presidente da CPMI, senador Carlos Vianna, decidiu manter a votação apenas dos requerimentos que eram consenso entre governo e oposição, tendo retirado de pauta outros 20 requerimentos sem acordo, como o pedido de prisão preventiva do ex-presidente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) durante o governo de Jair Bolsonaro, José Carlos Oliveira, que também foi ministro do Trabalho e Previdência do governo anterior.

Vianna justificou que decidiu adiar a análise dos requerimentos tidos como polêmicos para tentar chegar a um acordo entre governo e oposição.

“Como sempre faço, busco consenso entre os líderes para que a gente possa avançar. Vários deles foram retirados, mas vários também, uma dezena muito importante de quebras de sigilo, foram aprovados e vão complementar. Naturalmente as investigações da CPMI”, argumentou.

A autoridade eleitoral da Colômbia impediu o candidato favorito às eleições presidenciais de 2026, o senador Iván Cepeda, de participar de uma primária crucial, o que representou um revés para sua coligação de esquerda. Em audiência pública, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) disse que o senador, aliado do presidente Gustavo Petro, não pode participar da consulta sob a alegação de que ele já participou de uma votação interna do partido em outubro.
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Cepeda ainda pode se candidatar à presidência, mas não como representante da ampla coalizão de facções de esquerda que está realizando a primária. As pesquisas mostram que ele teria vencido com folga, então a decisão provavelmente dividirá seus votos ao forçá-lo a enfrentar outro candidato de esquerda.
A principal coligação de esquerda deve agora selecionar seu candidato a partir de uma lista reduzida que inclui o ex-senador Roy Barreras e o ex-ministro do Interior, Juan Fernando Cristo, que, segundo as pesquisas, são bem menos populares que Cepeda. A primária está marcada para 8 de março, quando os colombianos também votarão para o Congresso.
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Petro não está apto a concorrer, e a maioria dos partidos que o apoiava havia manifestado seu apoio a Cepeda.
— A consolidação que poderia ter ocorrido em torno de Cepeda não acontecerá em março, mas ele ainda provavelmente estará na cédula em maio — disse Armando Armenta, economista sênior da AllianceBernstein, em Nova York.
Com a participação de Cepeda nas prévias de março barrada, Petro afirma que o CNE está politizado e que a decisão é um “grave golpe para a democracia”.
“Diante da violação do nosso direito à participação política (…), vou me inscrever para o primeiro turno das eleições presidenciais e vamos vencer”, postou Cepeda no X nesta quinta-feira, anunciando também a retirada da coalizão governista Pacto Histórico destas consultas.
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Os títulos de dívida colombianos em dólares ampliaram os ganhos após a notícia e figuraram entre os de melhor desempenho nos mercados emergentes. As notas com vencimento em 2049 subiram 0,7 centavo de dólar.
— Isso significa que a esquerda provavelmente iria dividida, com dois candidatos para o primeiro turno — disse Alejandro Arreaza, economista do Barclays.
— Além disso, o vencedor de uma primária de centro-esquerda diferente também poderia tirar alguns votos de Cepeda. Nesse cenário, a candidatura de Cepeda poderia enfraquecer — completou.
Corrida eleitoral
Nas primárias de março, forças da esquerda, da direita e do centro vão se enfrentar com o objetivo de escolher os candidatos que vão disputar o primeiro turno das presidenciais, em 31 de maio.
Cepeda, de 63 anos, filósofo e defensor dos direitos humanos, lidera as pesquisas de intenção de voto para a Presidência.
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É inimigo declarado do influente ex-presidente de direita Álvaro Uribe (2002 – 2010), a quem denunciou por supostos vínculos com paramilitares.
O segundo melhor colocado nas pesquisas é o candidato independente Abelardo de la Espriella, um excêntrico advogado defensor da linha-dura contra o crime. O candidato já defendeu personalidades controversas como Alex Saab, um empresário colombiano que esteve preso nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro, acusado de ser testa-de-ferro do presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro.
Roy Barreras, ex-presidente do Senado e ex-embaixador da Colômbia no Reino Unido, no momento tem intenções de voto minoritárias.
(Com Bloomberg e AFP)
Centenas de parteiras foram às ruas de Atenas nesta quinta-feira para protestar contra a proibição de assistir partos sem a supervisão de um médico na Grécia, país que já registra uma das maiores taxas de cesarianas da Europa, em torno de 65%. As manifestantes afirmam que a medida aprofunda a medicalização do parto, eleva custos do sistema de saúde e restringe o direito de escolha das mulheres.
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Ioanna Vassilakis, presidente da associação grega de parteiras rindependentes, disse que “essa decisão reforçará a medicalização do parto”. Segundo ela, a regra “levará a mais cesáreas em um país que já detém um recorde na Europa com mais de 65%”, percentual muito acima do recomendado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, acima de uma taxa de 15%, a maioria das cesarianas realizadas é desnecessária.
Mãe segura filha nos braços em meio a protesto de parteiras na Grécia
ANGELOS TZORTZINIS / AFP
Vassilakis também alertou para o impacto financeiro da medida. “Isso aprofundará o déficit do seguro público de saúde com intervenções que são caras”, afirmou à AFP. Durante o protesto, as manifestantes entoaram palavras de ordem como “Um ataque contra as parteiras é um ataque contra todas as mulheres” e entregaram ao ministro da Saúde, Adonis Georgiadis, mais de 2.000 cartas de mulheres que relataram partos fisiológicos acompanhados por profissionais do ramo.
De acordo com a dirigente, a medicalização do parto no país vai além das cesarianas. “Na Grécia, a medicalização do parto não para por aí (…) 11,6% das crianças nascem prematuramente após uma indução médica, frente a uma média de 6,2% no restante da União Europeia”, explicou.
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A proibição de que parteiras atendam gestantes em centros de saúde também preocupa mulheres que vivem longe de hospitais, em ilhas ou regiões montanhosas. Para Vassilakis, “transportá-las de helicóptero ou deixá-las sozinhas não pode ser uma solução”.
Entre as manifestantes estava Nadia Konstantinou, que deu à luz três vezes com o auxílio de Vassilakis. “Todas as mulheres deveriam estar na rua. Trata-se dos nossos corpos, das nossas decisões!”, disse, emocionada. “É impossível um parto sem violência sem uma parteira”, insistiu.
Após uma experiência difícil em um hospital privado, Maria Irini Kouroukakou decidiu recorrer a uma parteira para ter dois filhos seguintes. “Durante o primeiro, o médico usou instrumentos apesar de eu ter pedido expressamente que não o fizesse”, relatou. “Hoje estou na rua por minhas três filhas. Não quero que elas tenham que passar por isso se um dia se tornarem mães”, acrescentou. Oftalmologista, ela afirma que, na Grécia, “existe uma alarmante falta de informação sobre os partos fisiológicos”.
Para Charoula Idari, estudante de parteria, o número elevado de cesarianas tem também uma explicação econômica. “Os hospitais privados cobram mais caro por elas”, afirmou.
Um cliente que enganou uma prostituta com um comprovante falso de pagamento foi condenado na Bélgica por estupro, decisão que o Tribunal de Antuérpia considerou, nesta quinta-feira, sem precedentes.
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A Bélgica é um dos países europeus onde o trabalho sexual é regulamentado, e Antuérpia está entre as cidades que afirmam proteger as pessoas que declaram essa atividade, em sua grande maioria mulheres.
Não é incomum que profissionais do sexo recorram à Justiça quando não são pagas por seus clientes, segundo uma porta-voz do Tribunal de Apelações de Antuérpia ouvida pela AFP.
Mas é a primeira vez que a recusa de pagamento ou “uma artimanha”, como a apresentação de um comprovante falso, é considerada em um processo como ausência de consentimento na relação sexual e, portanto, estupro, acrescentou a porta-voz.
De acordo com o tribunal, o Código Penal belga estabelece que “há estupro quando ocorre penetração sexual em uma pessoa que não consentiu”. Assim, “não há consentimento se o ato sexual foi realizado por meio de engano ou outro comportamento passível de punição”, destacou a corte.
Na decisão, o Tribunal de Apelações considerou que o homem enganou deliberadamente a vítima ao simular que realizava um pagamento por meio de seu aplicativo bancário. Isso ocorreu seis vezes com a mesma mulher, quando o cliente lhe mostrou, para enganá-la, a tela do telefone com uma transação não validada ou referente a um pagamento anterior que havia sido efetivamente realizado, indicou o tribunal.
O homem, um búlgaro de cerca de 30 anos, afirmou ter agido sob efeito de cocaína, segundo a porta-voz. Ele foi condenado a três anos de prisão com pena suspensa e obrigado a fazer psicoterapia e a se submeter a controles regulares que comprovem que não consome mais drogas.
O Kremlin zombou nesta quinta-feira das especulações de que o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein pudesse ter vínculos com os serviços secretos russos, após os Estados Unidos divulgarem um grande número de documentos comprometedores.
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— Eu gostaria de ter feito muitas piadas sobre isso — disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, a repórteres, referindo-se às suspeitas levantadas pelo primeiro-ministro polonês, Donald Tusk. — Mas não vamos perder tempo com isso durante nossa coletiva de imprensa.
Peskov ainda classificou as suspeitas como “pouco sérias”.
Tusk anunciou esta semana que a Polônia investigará possíveis vínculos entre Epstein no país, mas também com os serviços secretos russos.
Os arquivos recentemente divulgados mostram que Epstein expressou repetidamente seu desejo de se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, embora não haja provas de que eles tenham se encontrado.
Peskov declarou a um veículo de imprensa estatal russo esta semana que o Kremlin nunca recebeu qualquer pedido do financista para se encontrar com o presidente Putin.
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Figura proeminente da alta sociedade nova-iorquina durante as décadas de 1990 e 2000, Epstein foi acusado de explorar sexualmente inúmeras jovens, incluindo menores de idade. Ele se suicidou na prisão antes de seu julgamento, em 2019.
No total, quase 3,5 milhões de páginas — incluindo documentos, fotos e vídeos — do volumoso processo foram divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA desde dezembro. O Congresso americano determinou a divulgação dos arquivos em novembro, e o presidente Donald Trump sancionou a lei, apesar de inicialmente se opor a ela, buscando pôr fim às acusações e especulações em torno do caso, envolvendo inclusive o seu nome.
O caso Epstein também envolve figuras como o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, o intelectual americano Noam Chomsky e o ex-presidente democrata dos EUA, Bill Clinton.
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O ministro da Justiça polonês, Waldemar Zurek, liderará a equipe de investigação na Polônia.
— Como vocês sabem pela mídia, o círculo de Epstein incluía poloneses — disse Zurek a repórteres.
O ministro indicou que as autoridades polonesas conhecem a identidade de duas pessoas, um homem e uma mulher de nacionalidade polonesa, sem fornecer mais detalhes. A equipe determinará se as atividades envolvendo Epstein e sua rede na Polônia justificam uma investigação mais aprofundada, especialmente se houver vítimas polonesas.

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