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Quatro astronautas voarão na próxima semana para repor o pessoal da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), informou a Nasa nesta sexta-feira (6), após a evacuação médica de emergência da tripulação anterior.
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A Nasa anunciou que a nova missão, Crew-12, decolará a bordo do foguete Falcon 9 da SpaceX na manhã de quarta-feira, 11, com o lançamento “previsto para não antes das 6h01” locais (8h01 em Brasília).
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A confirmação traz um pouco de certeza para a Crew-12, que teve problemas de última hora com o foguete e mudanças de pessoal.
No início da semana, a SpaceX manteve em terra seus foguetes Falcon 9 enquanto investigava o que a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) descreveu como uma “falha de ignição do motor no segundo estágio”.
“O veículo Falcon 9 está autorizado a voltar a voar”, disse um porta-voz da FAA à AFP nesta sexta.
A pausa temporária por parte da SpaceX causou preocupação de que o voo da Crew-12 tivesse que ser adiado.
A missão substituirá a Crew-11, que retornou à Terra em janeiro, um mês antes do previsto, durante a primeira evacuação médica da história da plataforma orbital.
A China revogou a condenação à morte de um cidadão canadense acusado de tráfico de drogas, informou nesta sexta-feira (6) uma fonte governamental do Canadá à AFP, em um possível sinal de distensão diplomática entre os dois países.
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O Canadá “está ciente de uma decisão emitida pelo Supremo Tribunal Popular da República Popular da China no caso do senhor Robert Schellenberg”, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Thida Ith, em um comunicado enviado à AFP.
A condenação à morte de Robert Lloyd Schellenberg por suposto tráfico de drogas foi imposta em 2019, durante um período de fortes tensões diplomáticas após a prisão, em Vancouver, da diretora financeira da empresa Huawei, Meng Wanzhou, em cumprimento a um mandado dos Estados Unidos.
A prisão de Wanzhou enfureceu Pequim, que deteve dois canadenses — Michael Spavor e Michael Kovrig — sob acusações de espionagem. Ottawa condenou essas prisões como represália.
Schellenberg foi detido por acusações de narcotráfico em 2014. Posteriormente, as autoridades chinesas o condenaram à morte, considerando branda sua pena inicial de 15 anos de prisão.
Após a revogação da condenação, Ith afirmou que o ministério “continuará prestando serviços consulares ao senhor Schellenberg e à sua família”.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, visitou a China em janeiro como parte de seu esforço global para ampliar os mercados de exportação do Canadá e reduzir a dependência comercial dos Estados Unidos em meio às tensões com o presidente Donald Trump.
O governo canadense não comentou se a diplomacia durante a visita de Carney influenciou a decisão do tribunal chinês no caso de Schellenberg.
Wanzhou, Spavor e Kovrig foram libertados em 2021.
O julgamento contra Luigi Mangione, jovem acusado de matar a tiros o CEO de uma empresa de seguros de saúde em Nova York em 2024, começará em 8 de junho, informaram meios de comunicação nos Estados Unidos, incluindo a ABC e a NBC, nesta sexta-feira (6).
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O juiz responsável pelo caso, Gregory Carro, considerou que o julgamento por homicídio no tribunal de Manhattan deveria ser realizado antes de 8 de setembro, data em que começará outro julgamento federal por atos de assédio relacionados ao assassinato do executivo.
Em ambos os casos, Mangione, de 27 anos, pode ser condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. As duas acusações poderiam ter acarretado a pena de morte solicitada pelo governo do presidente Donald Trump. No entanto, essa possibilidade foi rejeitada pela juíza Margaret Garnett no fim de janeiro.
Mangione, cuja família vive em Baltimore (Maryland), é acusado de ter atirado a sangue frio contra o diretor da UnitedHealthCare, Brian Thompson, de 50 anos, em uma rua de Manhattan em 4 de dezembro de 2024.
O acusado fugiu, mas cinco dias depois foi detido em um restaurante McDonald’s, na Pensilvânia, a cerca de 370 quilômetros do local do crime. Desde então, o caso se tornou um símbolo da insatisfação dos americanos contra as empresas de seguros de saúde.
Mangione — que possui uma base de seguidores, a maioria mulheres que frequentemente comparecem às suas audiências — declarou-se inocente de todas as acusações.
Sem pena de morte
O juiz distrital dos EUA, Margaret Garnett, decretou há uma semana, que Luigi Mangione não poderá ser condenado à pena de morte no processo pelo assassinato do CEO da gigante de seguros UnitedHealthcare, Brian Thompson, em dezembro de 2024, em Midtown Manhattan.
O magistrado acolheu argumentos da defesa e concluiu que a principal acusação de assassinato — que poderia ter levado à pena de morte — tinha falhas técnicas e, por isso, foi descartada. Com isso, apenas as acusações de “stalking” (perseguição) e outros crimes relacionados permanecem na esfera federal, com pena máxima de prisão perpétua, e não mais a pena capital.
Além do processo federal, Mangione também enfrenta uma ação no âmbito estadual em Nova York, onde acusações de terrorismo foram abolidas em setembro de 2025 por um juiz estadual por considerá-las insuficientes sob a lei local, embora a acusação de assassinato em segundo grau e outros crimes sigam em pé.
O caso voltou a ganhar destaque na semana passada quando um homem de Minnesota, identificado como Mark Anderson, foi preso por se passar por agente do FBI na tentativa de liberar Mangione da prisão federal em Brooklyn com documentos falsos.

Os hospitais filantrópicos poderão ter acesso a recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para buscar financiamentos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (6) medida provisória (MP) que permite a destinação de parte do dinheiro do fundo para operações de crédito dessas entidades até 2030.

A medida também beneficia entidades que atendem pessoas com deficiência e organizações sem fins lucrativos que atuam de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

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O anúncio foi feito durante visita às Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador. Na ocasião, Lula também assinou outros três atos voltados ao fortalecimento do financiamento da saúde pública.

De 2019 a 2022, o FGTS estava autorizado a usar recursos em operações de crédito para instituições filantrópicas da saúde. A MP restabeleceu a destinação do fundo para essa finalidade por mais quatro anos.

A expectativa do governo é que a MP permita destinar cerca de R$ 4 bilhões às entidades filantrópicas em 2026, sem impacto nos recursos já previstos para habitação, saneamento e infraestrutura.

Juros

Com a utilização do FGTS, bancos públicos poderão oferecer financiamentos com juros mais baixos. Segundo dados do governo, a taxa média de juros da Caixa Econômica Federal para hospitais filantrópicos com recursos do fundo somou 11,6% ao ano no período anterior, contra 17,7% ao ano nas operações com recursos próprios.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a redução dos encargos financeiros permitirá ampliar e qualificar os serviços prestados ao SUS. De acordo com ele, as entidades poderão acessar crédito com taxa cerca de 30% menor, prazo de pagamento ampliado de 120 para 180 meses e carência de 12 meses. 

“Isso garante a manutenção dos serviços, a ampliação de cirurgias e atendimentos e a aquisição de equipamentos”, disse.

Outros atos

Durante a visita a Salvador, o governo também assinou ato que amplia os atendimentos do programa Agora Tem Especialistas por meio do chamado Componente Créditos Financeiros. A estratégia permite que dívidas de prestadores privados sejam compensadas com a oferta direta de consultas, exames e cirurgias eletivas ao SUS. Na Bahia, um hospital passará a realizar cerca de 150 cirurgias mensais adicionais pelo sistema público.

O Hospital Irmã Dulce foi habilitado pelo Ministério da Saúde para ofertar atendimento especializado em terapia nutricional a pacientes de alta complexidade, como os internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com o reconhecimento, a unidade receberá repasse adicional de R$ 2 milhões.

O governo federal também anunciou a ampliação permanente de recursos para serviços especializados já existentes. A Bahia passará a receber um repasse adicional de R$ 23 milhões para custeio dessas ações, que será incorporado ao orçamento da Secretaria estadual da Saúde.

Um tribunal da Nigéria determinou que o governo britânico pague 420 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 2,9 bilhões) às famílias de 21 mineiros mortos por autoridades coloniais há quase 80 anos, informou nesta sexta-feira à AFP o advogado das vítimas.
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O episódio ocorreu em 18 de novembro de 1949, quando a polícia abriu fogo contra trabalhadores que realizavam uma sentada em protesto contra as condições de trabalho e salários atrasados na mina do vale de Iva, no estado de Enugu, no sudeste do país. Outras 51 pessoas ficaram feridas no ataque, que intensificou os crescentes apelos pela independência da Nigéria, alcançada em 1960.
O caso foi apresentado ao tribunal de Enugu pelo ativista nigeriano de direitos humanos Mazi Greg Ono. Na sentença proferida na quinta-feira, o juiz Anthony Onovo determinou que o governo britânico pague 20 milhões de libras esterlinas a cada uma das famílias das vítimas.
O advogado das famílias, Yemi Akinseye-George, afirmou à AFP que, assim que tiverem uma cópia da decisão, solicitarão ao procurador-geral e ao Ministério das Relações Exteriores da Nigéria que notifiquem Londres e iniciem “os trâmites diplomáticos para seu cumprimento”.
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Segundo o letrado, as autoridades britânicas se recusaram a comparecer ao julgamento, “apesar da devida notificação”.
Em precedente citado no processo, o Reino Unido concordou, em 2013, em indenizar mais de 5.000 quenianos que foram vítimas de tortura e maus-tratos durante a revolta Mau Mau, na década de 1950.
A coroa da Imperatriz Eugênia, cujo marido, Napoleão III, governou a França no século XIX, foi um dos nove valiosos ornamentos reais roubados por ladrões durante o audacioso assalto ao Louvre em outubro do ano passado. Foi, porém, o único destes que acabou deixado para trás. Os ladrões largaram a peça real, adornada com oito águias douradas esculpidas e ricamente decorada com esmeraldas e diamantes, na calçada em frente ao museu antes de fugirem.
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Mais de três meses depois, o Louvre publicou fotografias que mostram a extensão dos danos. Os arcos da coroa, cravejados de diamantes e semelhantes a palmas de palmeira, foram arrancados ou dobrados, a cruz adornada com joias está tombada para um lado e uma das águias douradas desapareceu.
O Louvre anunciou que em breve convidará restauradores a apresentarem propostas para o reparo da coroa, um processo que será supervisionado por um comitê de especialistas recém-formado. O diretor de artes decorativas do museu, Olivier Gabet, afirmou que a equipe do museu não sabia quanto custaria a restauração, mas começou com uma estimativa de 40.000 euros (cerca de R$ 246 mil). Como quase todas as peças foram encontradas, o custo real estará nas horas de trabalho delicado de restauração, disse ele.
O Louvre, o maior e mais visitado museu do mundo, ainda se recupera do arrombamento ocorrido 30 minutos após a abertura, que revelou falhas no sistema de segurança obsoleto e na infraestrutura precária do museu. O ministro da Cultura da França nomeou um especialista externo para investigar as deficiências do museu, e greves dos sindicatos do Louvre forçaram o fechamento total ou parcial do prédio cerca de uma dúzia de vezes. A Galeria Apollo, onde as joias da coroa eram guardadas, permanece fechada ao público.
Mais de três meses depois, o Louvre publicou fotografias que mostram a extensão dos danos na coroa da Imperatriz Eugênia
Thomas Clot/Musée du Louvre
Uma investigação criminal que envolveu mais de 100 policiais resultou na acusação de cinco pessoas por envolvimento no roubo. Mas, além da coroa da imperatriz, nenhuma das joias foi encontrada. A coroa de Eugénie é uma das poucas joias da coroa francesa que ainda permanecem em posse do Estado. Muitas foram roubadas após o início da Revolução Francesa em 1789, e a maior parte do restante foi leiloada pelo Estado francês em um fervor republicano em 1887. A coroa de Eugénie foi adquirida pelo museu em 1988.
A coroa era metade de um conjunto encomendado por Napoleão III, o último imperador da França e sobrinho de Napoleão, para que ele e sua mulher usassem na abertura da “Exposição Universal” de 1855 em Paris. Supervisionada pelo joalheiro oficial do imperador, ela foi confeccionada com 1.354 diamantes, 1.136 diamantes lapidados em rosa e 56 esmeraldas, de acordo com o Louvre.
Após Napoleão III ser capturado pela Prússia e perder o controle da França, a Imperatriz Eugênia fugiu para a Inglaterra, abandonando a coroa. Mas ela processou com sucesso a República Francesa para recuperá-la e, posteriormente, a legou à sua afilhada, a Princesa Maria Clotilde Napoleão, que vivia na Bélgica.
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Um relatório de especialistas do Louvre afirmou que a coroa provavelmente foi esmagada quando os ladrões a puxaram por uma pequena fenda aberta em sua caixa de vidro reforçado durante o roubo, e ainda mais danificada pelo impacto da queda durante a fuga. No processo, quatro de suas palmas, decoradas com diamantes e esmeraldas, se desprenderam, e uma caiu no chão. Cerca de 10 dos 1.354 diamantes estão desaparecidos, segundo o relatório do Louvre, juntamente com a águia dourada, que “provavelmente está em algum lugar com as outras peças roubadas, e talvez a encontremos um dia”, acrescentou Gabet.
Gabet disse que espera que a coroa, que se tornou um símbolo de esperança desde seu roubo e recuperação “milagrosa”, seja restaurada até o final do ano e apresentada ao público, “no Louvre, obviamente”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (6) que 2026 será um ano de disputa entre verdades e mentiras, mas que “a verdade prevalecerá graças à mobilização das pessoas para desmascarar informações falsas”. 

“Este ano, se preparem, porque será o ano da disputa entre a verdade e a mentira, entre quem fez e quem não fez; entre quem fala a verdade e quem mente”, disse.

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Em Salvador, na Bahia, Lula participou do lançamento de ações do Novo PAC Saúde voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Na solenidade, ele lembrou que até mesmo o SUS é alvo de mentiras desde sua criação.

Segundo ele, mentiras eram espalhadas com o propósito de desacreditar o programa, principalmente por aqueles que não precisavam de hospitais públicos para fazer tratamentos de saúde.

“Vocês sabem que o SUS foi atacado desde ele foi criado. Pessoas que não o usavam criticavam; pessoas que nunca iam ao SUS fazer consulta diziam que ele não prestava. E a imprensa dava corda. Só mostrava gente dormindo no corredor”, disse.

“Mas veio a Covid e, se não fosse o SUS, esse país estava acabado”, complementou.

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Indústria da mentira

Segundo Lula, há, no Brasil, “uma verdadeira indústria de contar mentiraque precisa ser combatida com a ajuda de autoridades e da sociedade.

“2026 será ano da verdade. É o ano que a gente vai ter de provar que a verdade e o bem podem vencer o mal e a mentira”, discursou o presidente.

Nesse sentido, acrescentou, “cabe a cada prefeito, vereador, dirigente sindical, mulheres e homens não permitir que haja prevalência da mentira, porque não é possível conviver com a quantidade de mentira que essa gente coloca todo santo dia”.

“Vamos desmascarar essa gente”, complementou, referindo-se àqueles que se dizem falar em nome de Deus, mas que, reiteradamente, “se mostram a favor da morte e da mentira”.

Veículos para o SUS

O evento em Salvador marca, segundo o Planalto, “o início de um conjunto de investimentos estruturantes que ampliam o acesso a exames, cirurgias e transporte de pacientes, com impacto direto na rede pública de saúde da Bahia e de todo o país”.

No evento, o governo anunciou a compra de 2,1 mil veículos para transporte de pacientes do SUS. Foram investidos R$ 815 milhões em recursos da frente do Novo PAC Saúde chamada Agora Tem Especialistas, os Caminhos da Saúde.

Foram adquiridos 700 micro-ônibus, 700 vans e 700 ambulâncias de suporte básico para os casos que exigem maior cuidado.

“Esses veículos estarão disponíveis para levar pacientes até os serviços especializados, com prioridade para o cuidado ao câncer. A previsão é que todo esse quantitativo seja entregue em 2026”, detalhou o Planalto.

Novos equipamentos

Também durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou contratos autorizando a compra de 80 novos tomógrafos, ao custo de R$ 170 milhões.

O governo anunciou, ainda, a compra de 150 combos de equipamentos voltados a cirurgias gerais e de oftalmologia. O equipamento terá como destino hospitais públicos em cerca de 120 municípios.

Está prevista também a aquisição de 10 mil combos de equipamentos para unidades básicas de saúde. Entre os equipamentos, estão câmaras frias para vacinas, balanças digitais e laser terapêutico para o tratamento de feridas e reabilitação – cerca de 180 mil aparelhos.

Após episódios de brutalidade ocorridos durantes ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, os protestos contra a atuação dos agentes têm se espalhado, inclusive além do país. No último domingo, críticas negativas sobre as operações, que já deixaram duas pessoas mortas e dezenas de presos durante protestos, foram feitas durante o Grammy. E a mobilização contra essa força chegou também aos esportes, mais precisamente nos Jogos Olímpicos de Inverno, em duas cidades da Itália, que começaram nesta sexta-feira.
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O esquiador da equipe britânica Gus Kenworthy usou ser perfil no Instagram para criticar as ações dessa força. No gelo, o atleta escreveu, com urina, “fuck ice”. Tal reação e publicação ocorreram na última quarta-feira, pouco antes do evento mundial. Este ano as competições são realizadas nas cidades de Milão e Cortina d’Ampezzo, até o dia 22.
O atleta, de 34 anos, vai competir na modalidade de esqui estilo livre, na especialidade de halfpipe. O britânico-americano defende a equipe britânica, embora ainda resida nos Estados Unidos. Ele competiu pela equipe norte-americana entre 2014 e 2018.
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Em sua publicação, Gus Kenworthy incentiva que as pessoas entrem em contatos com senadores, por meio de ligações telefônicas, para falar contra o ICE. Nesta semana foi a reta final da discussão sobre o financiamento, com garantias de recursos, para o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), em que tem o serviço de imigração sob seu guarda-chuva.
O esquiador da equipe britânica Gus Kenworthy faz postagem contra o ICE dias antes dos Jogos Olímpicos de Inverno, na Itália
Reprodução / Instagram / @guskenworthy
Para este contato com senadores, o atleta sugere um script, e num trecho diz:
“Pessoas inocentes foram assassinadas, e já chega. Não podemos ficar de braços cruzados enquanto o ICE continua a operar com poder irrestrito em nossas comunidades. Os senadores ainda têm influência neste momento, e (…) devem usá-la para exigir salvaguardas reais e responsabilização — incluindo a retirada do ICE e da CBP [Alfândega e Proteção de Fronteiras] de nossas comunidades, o fim do financiamento irrestrito para a brutalidade e o estabelecimento de limites claros para prisões sem mandado, perfilamento racial e aplicação da lei em locais sensíveis, como escolas e hospitais”.
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No dia seguinte à postagem, o atleta seguiu com uma série de fotos com a legenda “Meu último post foi sobre xixi, então achei apropriado dar sequência com um pequeno despejo (dump)… de fotos de janeiro. Sim, eu sou uma criança”, num trocadilho com a situação e com o ritmo de postagem.
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A crítica à foto e ao texto contra o ICE tiveram reações tanto de apoio por parte dos fãs do esporte, em que muitos agradeceram por ele se posicionar politicamente, e de forma negativa, alguns afirmando deixarem de o seguir no perfil da rede social, onde Gus Kenworthy tem mais de 1,2 milhão de seguidores.
O posicionamento do esquiador não será punido, uma vez que, ao ver do Comitê Olímpico Internacional (COI), não houve violação da Regra 50.2 da Carta Olímpica em que “nenhum tipo de manifestação ou propaganda política, religiosa ou racial é permitida em qualquer local, instalação ou outra área olímpica”. O órgão explicou ao jornal inglês The Guardian que não regulamenta publicações pessoais em redes sociais”.
A França detectou uma campanha de desinformação ligada à Rússia que alega o envolvimento do presidente Emmanuel Macron com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein, informou uma autoridade governamental nesta sexta-feira. Políticos, celebridades e membros da realeza foram envolvidos na turbulência após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter publicado, na semana passada, um novo conjunto de quase três milhões de documentos relacionados à investigação de Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.
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A agência francesa Viginum, que monitora campanhas de desinformação estrangeiras, afirmou ter detectado na quarta-feira uma operação nas redes sociais envolvendo uma reportagem em vídeo falsa, alegando que “jornalistas haviam descoberto uma conversa comprometedora envolvendo Emmanuel Macron”.
As publicações citam uma suposta troca de e-mails entre Epstein e o falecido agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, que foi encontrado morto em sua cela em uma prisão de Paris em 2022, após ser acusado de estuprar menores. Segundo as publicações, Brunel teria dito a Epstein em maio de 2017 que levaria “alguns rapazes” a uma festa organizada por Macron, alegações que Viginum classificou como falsas.
Os arquivos do Departamento de Justiça sobre Epstein não contêm o suposto e-mail. A reportagem, supostamente do jornalista Victor Cousin, do Le Parisien, foi publicada inicialmente em um site que utilizava fraudulentamente a identidade de um veículo de comunicação francês, o France-Soir, afirmou Viginum. Em artigo para o jornal Le Parisien, Cousin, de 26 anos, disse que havia ido a uma delegacia para registrar uma queixa.
“Tive que explicar como indivíduos pró-Rússia roubaram minha identidade para atacar o presidente francês”, escreveu ele. “O policial à minha frente olhou para mim com os olhos arregalados, sem conseguir entender o que eu estava dizendo.”
‘Roubo de marca’
Na quarta-feira, o France-Soir também procurou se distanciar da reportagem fabricada.
“Aviso: roubo de marca e conteúdo”, dizia o comunicado. “O site http://france-soir.net não tem nenhuma ligação com o France-Soir.”
Segundo a agência governamental, a campanha de desinformação foi provavelmente conduzida por uma operação de informação chamada Storm-1516, ligada à inteligência militar russa. O site falso do France-Soir foi vinculado “com um alto grau de certeza à operação de informação CopyCop”, afirmou a empresa.
CopyCop, por sua vez, está ligado a John Mark Dougan, um fugitivo americano que vive na Rússia. Este último “mantém parte da infraestrutura digital da operação de informação Storm-1516”, disse Viginum. Na conta do X, a primeira a compartilhar o vídeo falso foi “@LoetitiaH, uma frequente fonte de informações para as operações da Storm-1516”, acrescentou a agência.
O conteúdo do vídeo foi então “captado e amplificado por diversas outras contas monitoradas pela Viginum”, afirmou a empresa. As postagens direcionadas a Macron começaram a aparecer online na quarta-feira, compartilhadas simultaneamente por diversas contas de redes sociais identificadas como fontes regulares de desinformação pró-Rússia. Essas contas contam com milhares de seguidores na internet.
Tal como em operações de desinformação anteriores nas redes sociais, estas utilizam um vídeo com áudio dublado por inteligência artificial, capturas de ecrã de documentos alterados e links para um website que imita outro meio de comunicação social para dar credibilidade à sua narrativa. As postagens compartilham um link para o clone do site de mídia France-Soir, lançado no domingo, cujo nome de domínio está registrado como “.net”, em vez do “.fr” do site autêntico.
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O governo francês tem alertado repetidamente o público sobre as campanhas de desinformação russas na Europa, que se intensificaram desde que o presidente Vladimir Putin ordenou a invasão da Ucrânia em 2022.
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Segundo o Antibot4Navalny, um coletivo que monitora redes de bots pró-Kremlin, o Storm-1516 e uma campanha de desinformação conhecida como Matryoshka lançaram operações simultâneas contra Macron no início de fevereiro. No entanto, o grupo afirmou que não havia nenhuma “ligação direta comprovada além do momento e dos temas” entre as duas operações.
“Não há fortes ligações entre os sites ou as contas de distribuição que nos permitam fazer essa afirmação”, disse Antibot4Navalny à AFP.
Segundo a Viginum, o grupo Storm-1516 foi responsável por pelo menos 77 operações de desinformação direcionadas a países ocidentais entre o final de 2023 e março de 2025. Após a publicação dos arquivos de Epstein, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky também foi alvo de postagens falsas.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse esta semana que os arquivos de Epstein demonstram “como a elite ocidental trata as crianças” e que tais autoridades “apoiam o regime de Kiev”.
Cerca de 4,5 milhões de meninas em todo o mundo, muitas delas com menos de cinco anos de idade, correm o risco de sofrer mutilação genital feminina ao longo deste ano, alertaram nesta sexta-feira diversas agências da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com a entidade, aproximadamente 230 milhões de mulheres já foram submetidas à prática globalmente.
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A mutilação genital feminina, que costuma ocorrer antes da puberdade, pode causar infecções, hemorragias, infertilidade e complicações durante o parto. Em nota conjunta, dirigentes de várias agências da ONU — entre elas a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) — ressaltaram o caráter ilegal e danoso do procedimento. “A mutilação genital feminina é uma violação dos direitos humanos e não pode ter nenhuma justificativa”, escreveram.
Os responsáveis também destacaram os impactos duradouros sobre a saúde das vítimas. A prática coloca em risco “a saúde física e mental das mulheres e pode provocar complicações graves e duradouras”, acrescentaram.
Segundo o comunicado, esforços realizados nas últimas três décadas permitiram avanços significativos: quase dois terços da população dos países onde a mutilação genital feminina ainda ocorre se declaram favoráveis à sua suspensão.
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Para as agências, estratégias como educação em saúde, diálogo com líderes religiosos e comunitários, envolvimento de pais e cuidadores e o uso de meios de comunicação tradicionais e redes sociais têm se mostrado eficazes para combater o problema.
As organizações, no entanto, alertam para o risco de retrocessos diante de possíveis cortes no financiamento de programas internacionais voltados à erradicação da prática, considerados essenciais para proteger meninas e mulheres e garantir o respeito aos direitos humanos.

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