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O chefe da agência nuclear do Irã afirmou nesta segunda-feira que pode diluir seus estoques de urânio enriquecido a 60% — bem acima do necessário para uso civil e próximo do grau usado militarmente — caso as sanções financeiras impostas ao país sejam suspensas. A oferta, ainda sem resposta, ocorre em meio a negociações entre os EUA e Teerã sobre o programa nuclear local, que têm como pano de fundo ameaças de intervenção militar e novas sanções.
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Citado pela agência estatal Irna, Mohammad Eslami, chefe da Organização de Energia Nuclear, não especificou as sanções a que se refere, tampouco como ou quando o processo teria início. Há quase dois anos, o Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) defendeu que Teerã diluísse seus estoques de urânio enriquecido a 60% para recuperar a confiança internacional em seu programa nuclear, mas a sugestão foi ignorada pelos dirigentes iranianos.
O processo de diluição envolve misturar o urânio enriquecido a uma quantidade de urânio com menor grau de processamento, até que o nível desejado seja atingido. Segundo estimativas da IAEA, o Irã tem mais de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, e um relatório de 2023 da agência apontou que partículas enriquecidas a 83% foram encontradas em instalações locais. Segundo especialistas, para ser usado em uma arma, é necessário material enriquecido a mais de 90%. Teerã alega que seu programa atômico tem fins pacíficos, e que um decreto religioso veta os arsenais nucleares.
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Outra possibilidade é o envio do material enriquecido para outro país, seguindo um dos passos do acordo internacional sobre o programa nuclear do país, firmado em 2015 e rasgado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 2018, durante seu primeiro mandato. Na época, os iranianos enviaram mais de 11 toneladas de urânio enriquecido para a Rússia, e mantiveram cerca de 300 kg. A proposta estabelecia um limite máximo de enriquecimento de 3,67%, inspeções mais intrusivas e uma pausa no desenvolvimento de novos equipamentos. Ao romper o acordo, Trump impôs novas sanções e aprofundou uma crise que, àquela altura, parecia resolvida.
A oferta iraniana vem em meio a negociações preliminares entre EUA e Irã para tentar evitar uma nova guerra no Oriente Médio. No início do ano, Trump esteve perto de lançar uma intervenção militar, mas foi dissuadido por monarquias árabes e por Israel, que temiam os efeitos da inevitável retaliação. À época, o republicano dizia que um ataque seria uma forma de punir o governo pela repressão aos protestos, que deixou milhares de mortos, e que a ação poderia levar à queda do regime, no poder desde 1979.
A retórica foi adequada ao longo das semanas, e o risco de bombardeios — ainda mais violentos do que os de junho do ano passado, contra instalações nucleares — foi substituído por sinais de que os dois lados querem negociar. Trump tem uma lista maximalista, que inclui limites extremos ao programa nuclear, ao desenvolvimento de mísseis balísticos e à rede de milícias espalhadas pelo Oriente Médio. Teerã não quer aceitar todos os termos e exige o fim do bloqueio econômico, mas tem pouca margem de manobra, especialmente com uma “armada” dos EUA perto de sua costa.
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Na terça-feira, Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional e próximo do líder supremo, Ali Khamenei, vai a Omã, país que sedia as negociações entre americanos e iranianos. De acordo com a agência Tasnim, ele ” se reunirá com altos funcionários do Sultanato de Omã e discutirá os mais recentes desenvolvimentos regionais e internacionais”.
Na semana passada, representantes dos dois governos realizaram a primeira rodada de conversas indiretas desde junho do ano passado, e Larijani deve ir a Omã para acertar os detalhes da próxima reunião. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, disse que os dois lados querem “obter resultados”, mas preferiu moderar as expectativas.
— Existe uma barreira de desconfiança em relação aos Estados Unidos, que deriva do próprio comportamento americano — afirmou o diplomata, citado pela rede al-Jazeera.
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Conselho de Ética e Decoro Parlamentar durante oitiva

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados tem reuniões marcadas esta para terça e quarta-feira (7 e 8) para ouvir parlamentares sobre a ocupação do Plenário, no início de agosto do ano passado.

Inicialmente, na condição de testemunhas serão ouvidos, pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS), os deputados Zucco (PL-RS), Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Alberto Fraga (PL-DF).

A reunião segue com a oitiva dos representados: os deputados Marcos Pollon, Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). As representações (REP 24/25, REP 25/25 e REP 27/25) contra esses parlamentares são analisadas em conjunto.

As oitivas começam às 10 horas na terça-feira, com previsão de serem retomadas no dia seguinte, às 14 horas.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um barco turístico desgovernado colide com gôndolas no Grande Canal de Veneza, na Itália, neste domingo (8), lançando turistas na água. O incidente envolveu a embarcação chamada Impresa, que seguia em alta velocidade e cruzou o canal na diagonal antes de atingir outras embarcações.
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Nos vídeos, é possível ver o barco se aproximando de uma gôndola desavisada. O gondoleiro ainda tenta desviar usando o remo tradicional, mas não consegue evitar o choque. Com o impacto, os ocupantes da gôndola caem na água, enquanto a embarcação é parcialmente sugada para baixo do ferry. Três pessoas foram vistas boiando enquanto o barco seguia adiante.
Veja o momento:
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Falha mecânica e investigação em andamento
Segundo a imprensa italiana, o ferry da empresa Alilaguna apresentou uma avaria no sistema de câmbio a caminho da estação de Santa Lucia, antes de chegar à Ponte Rialto, deixando o capitão sem controle das marchas. Duas lanchas da polícia passaram a acompanhar a embarcação ao perceberem que algo estava errado.
Ao final do trajeto desgovernado, o Impresa só parou após colidir em alta velocidade com o edifício histórico Rio delle Poste, às margens do canal. Outras gôndolas e barcos tentaram se afastar para evitar novos impactos. Equipes de resgate retiraram turistas da água sob gritos de pessoas que acompanhavam a cena das passarelas.
Imagens circulam nas redes sociais
Reprodução/X
De acordo com relatos da mídia local, nove pessoas foram resgatadas e atendidas com contusões e sinais iniciais de hipotermia. A polícia abriu investigação para apurar as causas do acidente. Luigi Coro, do grupo de direitos dos cidadãos CMP, afirmou que a bainha da alavanca de câmbio pode ter quebrado. “Os barcos não têm freios, usam marcha à ré. Se isso falha, a última marcha permanece”, disse, acrescentando que o piloto poderia ter desligado o motor, mas possivelmente entrou em pânico.
Em nota, o presidente da Alilaguna, Fabio Sacco, declarou que, aparentemente, ninguém ficou gravemente ferido. Segundo ele, o funcionário que pilotava a embarcação, em estado de choque, foi levado ao hospital para exames, incluindo testes de álcool e drogas. O barco será rebocado para um estaleiro para investigação e reparos.
As colisões deixaram gôndolas gravemente danificadas e a proa do ferry destruída. Nas redes sociais, usuários reagiram com choque às imagens, classificando o episódio como “um milagre” sem vítimas graves e criticando o tráfego intenso de embarcações de grande porte no Grande Canal. Segundo a Mediaset Infinity, bombeiros, mergulhadores e a polícia local de Veneza atuaram no atendimento da ocorrência.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (foto) (Republicanos-PB), informou hoje (9), em Brasília, que encaminhou a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6×1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caberá ao colegiado analisar a admissibilidade da matéria (PEC 8/25). Se for aprovada, segue para análise de uma comissão especial.

O texto – de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) – acaba com a escala 6×1, de seis dias de trabalho e um de descanso, e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais. Pela proposta, a nova jornada entra em vigor 360 dias após a data da sua publicação.

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Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.

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Horários compensados

A proposta da deputada também faculta a compensação de horários e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Motta disse que apensou à PEC outra proposta de idêntico teor, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto também reduz a jornada de trabalho para 36h semanais, facultadas a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

A matéria, entretanto, prevê que a nova jornada entre em vigor 10 anos após a data de sua publicação.

“Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros. O mundo avançou, principalmente na área tecnológica, e o Brasil não pode ficar para trás”, afirmou Motta por meio de suas redes sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (9), que não faltará dinheiro para pesquisas em saúde durante o seu governo. Ainda, ao defender o multilateralismo em evento do Instituto Butantan, Lula falou sobre a parceria com China para a produção de vacinas no Brasil e que não está escolhendo o país asiático em detrimento dos Estados Unidos.

“Nós estamos escolhendo aquilo que é melhor para o nosso país. E se a China aceita fazer uma parceria conosco na produção de vacina e vai produzir a quantidade que, ainda, a gente não tem condição de produzir, por que não fazer um convênio com a China?”, disse Lula.

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Em São Paulo, o evento marcou o início da vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da atenção primária de todo o país. O imunizante, 100% nacional, foi desenvolvido pelo Butantan, após mais de 15 anos de pesquisa financiada pelos governos paulista e federal.

“Enquanto eu tiver possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para a pesquisa, nem no Butantã e nem outro instituto de pesquisa desse país”, afirmou.

A previsão é proteger contra a dengue 1,2 milhão de trabalhadores que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). A expansão da vacinação para outros públicos, de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos, está prevista para o segundo semestre deste ano à medida que o Butantan amplie a sua capacidade de produção.

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O Ministério da Saúde vem adquirindo todo o quantitativo disponível e a expectativa é de que, a partir de uma parceria estratégica entre Brasil e China, com a transferência da tecnologia para a WuXi Vaccines, a produção possa aumentar em 30 vezes.

Lula também falou sobre as fake news que tentam desacreditar sobre a importância da vacinação e afirmou que é preciso convencer a sociedade a voltar a tomar vacinas, “como era antigamente”.

“Nós temos a obrigação de não desanimar, de fazer campanha, de falar na escola, os professores falarem, os pastores e padres falarem [nas igrejas], os políticos falarem, até que a gente convença as pessoas de que tomar vacina significa evitar a possibilidade de que, em algum momento, a natureza [os vírus e bactérias] possa atrapalhar a vida de uma pessoa”, disse.

No primeiro evento em São Paulo neste ano, o presidente Lula (PT) anunciou um pacote de investimentos de R$ 1,4 bilhão no Instituto Butantan e o início da vacinação dos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) contra a dengue em todo o país, a partir desta terça-feira (10), com a vacina Butantan-DV, o primeiro imunizante de prevenção à doença em dose única.
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Em um breve discurso, Lula fez críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou que o mundo vive “um momento negacionista” e exaltou a importância do multilateralismo nas negociações com outros países.
— O dólar fica oscilando por causa do humor do Trump, não depende de nós, da nossa economia. Onde é que está a razão para alguém desacreditar desse país, para alguém não acreditar nesse país, celebrar a primeira vacina contra dengue do mundo, uma coisa nossa, criada por nós, pesquisada por nós e quem sabe a gente possa produzir em quantidade para atender os países mais pobres do que nós, especialmente da América Latina — falou.
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Lula exaltou os institutos públicos de pesquisa e desenvolvimento científico, como o Butantan e a Fiocruz, e disse que agora a vacina da dengue desenvolvida nacionalmente será mais uma coisa que ele irá mostrar em encontros internacionais.
— Eu sou muito teimoso, se o Trump conhecesse o que é a sanguinidade de Lampião num presidente, ele não ficaria provocando a gente. Não adianta ficar falando na televisão “eu tenho o maior navio de guerra, o maior submarino do mundo”, eu não quero briga com ele, eu não sou doido. Vai que eu brigo e eu ganho, o que eu vou fazer? A briga do Brasil é a briga pela construção da narrativa, nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo, nós precisamos provar, no debate político, que foi o multilateralismo que permitiu que a gente vivesse em paz — disse.
O presidente lembrou da parceria que foi feita com uma farmacêutica chinesa para acelerar a produção da vacina Butantan-DV, e que continuará fazendo parcerias do tipo de for benéfico para o país.
— Eu não quero ter supremacia sobre o Uruguai, sobre a Bolívia, mas também não quero ser menor que a China e que os Estados Unidos. Eu estou escolhendo o que é melhor para o Brasil. Por que não fazer um convênio com a China e produzir mais vacina? Fortalecer o Butantan não é ajudar esse ou aquele estado, fortalecer o Butantan é ajudar a 215 milhões de almas nesse Brasil, não importa quem é o governador, prefeito — acrescentou.
O pacote de investimentos faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde, e o total de R$ 1,4 bilhão vai permitir ampliar a produção de vacinas e soros, incluindo a construção de uma fábrica de vacinas contra o HPV e a uma nova planta para produção de vacinas com a tecnologia de RNA mensageiro. Também será construída uma nova fábrica para produzir mais vacinas contra difteria, tétano e coqueluche (DTPa). A nova planta para a produção de IFA da vacina tetravalente contra o Papilomavírus Humano (HPV), permitirá a produção de 20 milhões de doses ao ano.
A líder da oposição venezuelana e ganhadora do Nobel da Paz, María Corina Machado, afirmou nesta segunda-feira que está preparada para retornar ao seu país, apesar da prisão de um de seus principais aliados horas após ser liberado de uma prisão em Caracas — em um caso que a própria María Corina descreveu como um sequestro.
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— Isso não afeta em nada o meu retorno. Muito pelo contrário — disse María Corina a jornalistas em Washington. — O que está acontecendo na Venezuela neste momento demonstra que estamos enfrentando não apenas um regime criminoso, mas um regime que tem medo da verdade, que tem medo de seus cidadãos.
*Matéria em atualização
Um italiano de 80 anos, suspeito de ter pago a militares bósnios para atirar contra civis durante o cerco de Sarajevo (1992-1996), foi interrogado nesta segunda-feira em Milão, informou a imprensa. O ex-motorista de caminhão da região do Friuli-Veneza Júlia, no nordeste da Itália, foi acusado pelo Ministério Público de Milão de “homicídio voluntário continuado e agravado por motivos abjetos”, segundo a agência de notícias italiana Ansa.
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“Meu cliente respondeu a todas as perguntas e reafirmou sua inocência”, declarou à saída do interrogatório seu advogado, Giovanni Menegon.
O Ministério Público abriu, em outubro, uma investigação sobre as supostas viagens desses “turistas de guerra”, também conhecidos como “atiradores de fim de semana”, entre eles vários italianos.
Na maioria, eram simpatizantes de extrema-direita aficionados por armas e com alto poder aquisitivo, que teriam viajado durante a guerra da Bósnia às colinas que cercavam Sarajevo, pagando ao exército sérvio da Bósnia, que sitiava a cidade, para poder atirar contra civis.
Segundo a imprensa italiana, o homem interrogado em Milão era aficionado por caça, possuía várias armas de fogo e era um nostálgico do fascismo. Também teria se vangloriado publicamente de ter viajado à Bósnia para “caçar pessoas”.
“Segundo os depoimentos colhidos, ele contava aos amigos no bar do bairro o que havia feito durante a guerra nos Bálcãs”, explicou à AFP a jornalista independente Marianna Maiorino, que investigou o caso e também foi interrogada no âmbito da investigação italiana.
“Não estou preocupado, é apenas um dos muitos assuntos, grandes ou pequenos, que marcaram minha vida, vivi muitos”, declarou o suspeito no domingo ao jornal Messaggero Veneto.
A investigação preliminar começou no final do ano passado, após uma denúncia do jornalista e escritor italiano Ezio Gavanezzi, baseada em dois testemunhos incluídos em um documentário.
Durante o cerco de Sarajevo (1992-1996), o mais longo da história da guerra moderna, mais de 11.500 pessoas morreram na cidade, incluindo várias centenas de crianças, segundo números oficiais da Bósnia.
As forças americanas interceptaram no oceano Índico um petroleiro que conseguiu se esquivar do bloqueio imposto pelo presidente Donald Trump aos navios sancionados no Caribe, informou o Pentágono nesta segunda-feira.
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“As forças americanas interceptaram” o navio, disse o Pentágono em resposta a uma pergunta da AFP, após anunciar no X que forças americanas haviam abordado “sem incidentes” o Aquila II, sancionado pelo governo de Washington.
A interceptação se insere em uma escalada da ofensiva dos Estados Unidos contra o transporte de petróleo venezuelano desde que Trump impôs, em dezembro, um bloqueio naval a embarcações ligadas ao setor. A medida tem como objetivo impedir a exportação da commodity fora dos canais considerados legais por Washington e ampliar o controle americano sobre a produção do país sul-americano.
Desde o início do bloqueio, ao menos sete navios petroleiros foram apreendidos por forças americanas em diferentes regiões marítimas. No mês passado, os EUA anunciaram a captura do Motor Vessel Sagitta no mar do Caribe, sob a acusação de operar em desafio direto à quarentena imposta a embarcações sancionadas.
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Entre os navios interceptados também está um petroleiro de bandeira russa, apreendido no Atlântico Norte no início do ano, após ser perseguido por forças americanas desde a costa venezuelana. Os episódios mostram o alcance global da operação, que passou a atingir rotas fora do Caribe, tradicional corredor do petróleo venezuelano.
O bloqueio marítimo foi acompanhado do envio de uma flotilha naval americana à região e de uma ampla operação militar que culminou na deposição forçada do então presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro. Desde então, Trump afirma que os Estados Unidos passaram a exercer controle sobre o petróleo venezuelano e chegou a declarar que parte da produção já foi confiscada e vendida.
Autoridades interinas da Venezuela, no entanto, contestam essa versão e sustentam que seguem no comando da indústria petrolífera. Segundo elas, a estatal PDVSA mantém negociações com o governo americano para a venda de petróleo.
(Com AFP)
Horas depois de renunciar ao cargo, a diplomata Mona Juul, agora ex-embaixadora da Noruega na Jordânia e no Iraque, tornou-se alvo de uma investigação por “corrupção agravada” devido a seus vínculos com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein. O Ministério das Relações Exteriores norueguês confirmou a saída de Juul no domingo, e, nesta segunda-feira, a polícia anunciou formalmente a abertura do inquérito, que incluiu operações de busca e apreensão em duas residências em Oslo.
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A renúncia ocorreu após uma sequência de relatos de que Epstein deixou US$ 10 milhões (mais de R$ 50 milhões, na cotação atual) para os filhos de Juul e de seu marido, Terje Rød-Larsen, em um testamento elaborado pouco antes de sua morte em uma prisão de Nova York, em 2019.
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O ministro das Relações Exteriores, Espen Barth Eide, afirmou que a decisão de Juul foi “correta e necessária”. Para ele, o contato da diplomata com Epstein demonstrou uma “grave falha de julgamento”.
— O caso dificulta a restauração da confiança que o cargo exige — afirmou Eide.
Juul e Rød-Larsen desempenharam papéis fundamentais nas negociações secretas entre israelenses e palestinos que levaram aos históricos Acordos de Oslo, que visavam resolver o conflito israelo-palestino no início da década de 1990.
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Em declaração à agência de notícias norueguesa NTB na semana passada, Juul afirmou que o contato teve origem na relação de seu marido com Epstein e que ela não tinha nenhum relacionamento social ou profissional independente com ele. Ela escreveu que seu contato com o financista havia sido esporádico e privado, não fazendo parte de suas funções oficiais, mas reconheceu que deveria ter sido muito mais cuidadosa.
O último lote de documentos relacionados a Epstein lançou luz sobre diversas figuras proeminentes da Noruega. A princesa herdeira Mette-Marit pediu desculpas na última sexta-feira “a todos vocês que desapontei”, após os documentos revelarem mais detalhes sobre seu relacionamento com Epstein.

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