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O que era para ser uma solução fiscal virou um problema público. O histórico Parque Balboa, um dos principais cartões-postais de San Diego, na Califórnia, passou a ser palco de protestos e vandalismo depois que a prefeitura instituiu uma taxa obrigatória de estacionamento, encerrando décadas de acesso gratuito ao local.
Considerado um oásis cultural da cidade, o parque abriga museus, teatros e restaurantes e sempre contou com estacionamento livre para visitantes. Em setembro de 2025, porém, o Conselho Municipal aprovou uma cobrança de US$ 16, cerca de R$ 83, válida para os 12 estacionamentos do complexo. A taxa entrou em vigor em janeiro, com a expectativa de gerar cerca de US$ 15 milhões anuais para ajudar a reduzir o déficit orçamentário da cidade, segundo o site SFGate.
Reação em cadeia
O impacto foi imediato e negativo. Moradores passaram a boicotar o parque, enquanto os comércios locais sentiram os efeitos da queda no fluxo de visitantes. Restaurantes registraram retração de quase 40% na receita e alguns já avaliam demissões para conter prejuízos, de acordo com a emissora KFMB-TV. Nos museus, a redução de público variou entre 25% e 57% na primeira semana da cobrança.
A insatisfação também tomou as ruas. Em protestos, moradores criticaram duramente a medida e a gestão municipal. “Isso não foi bem pensado”, afirmou a ex-vereadora Lorie Zapf, durante manifestação registrada pela NBC San Diego. “Essa foi uma atitude estúpida que nunca deveria ter acontecido.”
Além das manifestações, houve uma onda de vandalismo contra parquímetros do parque. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram equipamentos danificados, pichados e com telas sujas, causando prejuízo estimado em US$ 77 mil, segundo a CBS 8. A polícia de San Diego informou que 52 parquímetros foram destruídos entre a véspera de Natal e a última sexta-feira.
Críticas também partiram de lideranças culturais. Jim Kidrick, CEO do Museu Aeroespacial de San Diego, afirmou em protesto que a decisão foi “catastroficamente míope”, ao contestar o argumento da prefeitura de que a taxa seria necessária para equilibrar o orçamento.
Recuo parcial da prefeitura
Diante da pressão, o prefeito democrata Todd Gloria anunciou ajustes no programa. A partir de 2 de março, a cidade ampliará as zonas de estacionamento gratuito para moradores e reduzirá a fiscalização, que passará a encerrar às 18h, em vez das 20h. Em comunicado, Gloria disse ter ouvido moradores e vereadores e reconheceu os efeitos da medida sobre a população que frequenta o parque.
Segundo o prefeito, a isenção para residentes em estacionamentos selecionados reduzirá a arrecadação, e a prefeitura buscará cortes em outros serviços para manter o orçamento equilibrado. Ainda assim, opositores consideram o recuo insuficiente e defendem o fim completo da taxa. Para eles, visitantes e moradores não deveriam arcar com o peso da crise financeira do município.
Astrônomos monitoram o asteroide 2024 YR4, identificado no fim de 2024, que tem cerca de 60 metros de diâmetro — altura equivalente à de um prédio de 20 andares — e pertence ao grupo de objetos que passam relativamente perto da Terra. Cálculos recentes indicam que não há risco de colisão com o planeta. Ainda assim, simulações apontam uma pequena probabilidade, estimada em cerca de 4%, de impacto com a Lua em dezembro de 2032.
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A órbita do 2024 YR4 cruza a região por onde transitam Terra e Lua. Em alguns cenários, o trajeto do asteroide se alinha ao do satélite natural, abrindo a possibilidade — considerada remota — de choque. Por isso, o corpo celeste segue sob acompanhamento de agências espaciais e observatórios em diferentes países.
No entanto, caso o choque com a Lua acontecesse, mesmo que não houvesse consequências diretas para a Terra, um clarão breve poderia ser detectado por telescópios — e possivelmente até por astrônomos amadores.
Chance baixa
Pesquisadores ligados à Agência Espacial Europeia afirmam que a chance é baixa, mas suficiente para manter a vigilância científica. Observações mais precisas devem ocorrer a partir de 2028, quando o asteroide voltará a se tornar mais visível para telescópios instalados na Terra.
Se a colisão acontecer, os efeitos se restringiriam à Lua. Estimativas indicam que o impacto poderia formar uma cratera de até um quilômetro de largura e liberar energia comparável à de milhões de toneladas de explosivos.
Parte do material ejetado se transformaria em poeira espacial, e uma fração mínima poderia alcançar o entorno terrestre na forma de meteoritos microscópicos, sem risco para a população.
Apesar de não representar ameaça, a hipótese é vista como rara oportunidade científica. Hoje, crateras lunares são estudadas apenas como registros do passado. A observação de um impacto desse porte em tempo real permitiria compreender melhor a formação dessas estruturas e aperfeiçoar modelos usados para prever colisões em outros corpos do Sistema Solar, inclusive na Terra.
A reforma trabalhista defendida pelo presidente argentino, Javier Milei, foi aprovada pelo Senado na madrugada desta quinta-feira e agora segue para a Câmara dos Deputados, após um dia de protestos em Buenos Aires que terminaram em confrontos violentos entre a polícia e os manifestantes.
Com 42 votos a favor e 30 contra, a controversa reforma será debatida nos próximos dias pelos deputados, que ainda podem revisar o texto.
Após a aprovação, os senadores continuaram discutindo os detalhes da lei ponto por ponto.
“Histórico”, celebrou o ultradireitista Milei nas redes sociais,, após um dia que deixou pelo menos duas pessoas feridas e mais de vinte presas.
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Luis Robayo / AFP
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Luis Robayo / AFP
O projeto de lei reduz as indenizações por demissão, facilita a dispensa de funcionários, limita o direito à greve, permite pagamentos em espécie e autoriza os empregadores a exigirem o fracionamento das férias, entre outras propostas que a Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical do país, considera “regressivas”.
Enquanto o projeto era debatido no Congresso, milhares de pessoas protestavam na praça em frente ao prédio, no centro de Buenos Aires.
Protesto
Manifestantes se protegem da ação da tropa de choque argentina, colocando-se atrás de um cartaz com os dizeres ‘Reforma trabalhista mata minha liberdade’
Luis ROBAYO / AFP
Representantes de organizações sociais, partidos políticos e sindicatos protestaram na tarde de quarta-feira com cartazes como “Parem a reforma trabalhista de Milei”.
Algumas pessoas atiraram pedras e coquetéis molotov contra a polícia de choque, que havia isolado o prédio do parlamento e respondeu com gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha.
Dezenas de explosões foram ouvidas, e um jornalista da AFP observou que um policial e um manifestante ficaram feridos.
– Eles começaram a reprimir. É evidente que não conseguem lidar com a organização popular – disse Ernesto Pasarín, com os olhos lacrimejando por causa do gás lacrimogêneo, à AFP. – Reforma trabalhista não significa que vai criar empregos, mas sim empregos mais precários.
Alguns manifestantes quebraram calçadas e atiraram pedras contra a polícia, e pelo menos quatro contêineres de lixo foram incendiados nas proximidades.
Dezenas de policiais avançaram a pé ou de motocicleta para dispersar os manifestantes da praça e prenderam mais de 35 pessoas, segundo estimativas baseadas em dados oficiais e diversas reportagens.
– Com essa reforma trabalhista exploratória, eles só pensam nos ricos. Quem se beneficia são os patrões – disse Federico Pereira, sociólogo de 35 anos, à AFP.
‘Argentina Moderna’
A oposição e os sindicatos questionam a falta de geração de empregos, argumentando que a economia apresenta sinais de estagnação, com queda no consumo e na produção industrial.
– A lei não vai gerar empregos, não vai gerar investimentos enquanto o atual plano econômico permanecer em vigor – disse o senador da oposição José Mayans ao final do debate. Ele considerou o espírito da reforma “uma violação” e “regressivo”.
Por sua vez, a senadora Patricia Bullrich, principal defensora da lei pelo partido governista, afirmou que ela busca “simplificar” a vida profissional do país para que as novas gerações possam “viver com dignidade e um futuro”.
– Este sistema fracassou – declarou ela, argumentando que o projeto de lei visa “criar uma Argentina que cresça no setor privado, que cresça com as empresas, que cresça com a produção”.
O governo negociou cerca de trinta alterações ao projeto original contra o tempo para garantir sua rápida aprovação na Câmara dos Deputados. O objetivo é transformar a reforma em lei antes de 1º de março, data em que Milei dará início à sessão ordinária do Congresso.
A deputada peronista Julia Strada disse à AFP que seu partido fará “absolutamente tudo para impedir” que o assunto seja debatido na Câmara. – Veremos qual estratégia seguiremos.
Há divergências entre os sindicatos. Os mais militantes, como o poderoso Sindicato dos Trabalhadores do Petróleo, consideraram a reação da CGT morna e estão convocando uma greve.
Desde que Milei assumiu o cargo, em dezembro de 2023, suas políticas de abertura da economia e redução do tamanho do Estado resultaram na perda de cerca de 300 mil empregos formais, impactando severamente a construção civil, a indústria e as economias regionais.
A Rússia informou nesta quinta-feira que repeliu um ataque com míssil ucraniano na região de Volgogrado, mas que os destroços causaram incêndio em uma instalação militar forçando a evacuação de uma cidade próxima.
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“As unidades de defesa aérea do Ministério da Defesa russo repeliram um ataque com míssil na região de Volgogrado”, publicou o governador regional, Andrei Bocharov, na plataforma de mensagens Telegram.
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“A queda de destroços causou um incêndio nas instalações do Ministério da Defesa perto da vila de Kotluban”, acrescentou, sem fornecer mais detalhes sobre a localização.
Embora não tenha havido vítimas, ele disse que ordens de evacuação estavam em andamento em Kotluban “para garantir a segurança dos civis diante da ameaça de detonação durante os esforços de combate ao incêndio”.
Mais ao norte, na região de Tambov, na Rússia, o governador Evgeny Pervishov disse que estudantes universitários tiveram que ser realocados depois que um ataque com drone ucraniano provocou um incêndio. – O incêndio já foi extinto. Não houve feridos – disse ele.
A Rússia e a Ucrânia acusam-se de lançar ataques que prejudicam as negociações em curso para pôr fim à guerra, que já dura quase quatro anos.
Sob pressão dos Estados Unidos, iniciaram conversações, mas permanecem em desacordo, uma vez que Moscou exige concessões territoriais e políticas da Ucrânia, o que Kiev considera equivalentes a rendição.
A Rússia lançou a sua ofensiva militar contra a Ucrânia em fevereiro de 2022 e controla agora cerca de um quinto do país, incluindo a península da Crimeia, que anexou em 2014.
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, advertiu que seus países vizinhos seriam os próximos alvos de Pequim se a China se apoderar da ilha que reivindica como parte de seu território. Lai insistiu na necessidade de que Taipei reforce drasticamente as suas defesas.
Em sua primeira entrevista a uma agência internacional de notícias desde que assumiu o cargo, em maio de 2024, Lai disse que está confiante de que o Parlamento aprovará um orçamento adicional de US$ 40 bilhões para financiar compras cruciais para a segurança da ilha, incluindo armas dos Estados Unidos.
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O presidente chinês, Xi Jinping, advertiu Washington para que não venda armamento a Taiwan, mas Lai argumentou que o país norte-americano apoiará a ilha e não a utilizará como uma “moeda de troca” com Pequim.
A China considera Taiwan parte de seu território e ameaçou, inclusive, utilizar a força para tomar essa ilha autônoma, uma potência na fabricação de semicondutores.
Lai afirmou que, se a China anexar Taiwan, ficará “mais agressiva, minando a paz e a estabilidade no Indo-Pacífico e a ordem internacional baseada em regras”.
– Se Taiwan for anexada pela China, as ambições expansionistas de Pequim não vão parar por aí – alertou durante a entrevista exclusiva realizada na terça-feira (10), na sede do Gabinete Presidencial, em Taipei.
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– Os próximos países ameaçados seriam Japão, Filipinas e outros da região do Indo-Pacífico, com repercussões que acabariam chegando à América e Europa – afirmou.
‘Esforço de consolidação da paz’
Taiwan considera que sua localização no centro da denominada “primeira cadeia de ilhas da Ásia-Pacífico”, que se estende do Japão às Filipinas, é fundamental para a segurança regional e o comércio global.
Tóquio e Manila também mantêm disputas territoriais com Pequim e o Estreito de Taiwan, que separa a ilha da China continental, é uma artéria-chave do transporte marítimo.
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A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, cujo país abriga várias bases e 60 mil soldados americanos, sugeriu em novembro que Tóquio poderia intervir militarmente se a China atacar Taiwan, o que provocou uma resposta irada de Pequim.
O presidente filipino, Ferdinand Marcos, também advertiu que seu arquipélago, onde as tropas americanas têm acesso a nove bases militares, seria arrastado “inevitavelmente” para uma guerra por Taiwan.
– Neste mundo em constante transformação, as nações pertencem a uma comunidade global: a situação de um país afetará inevitavelmente os outros – afirmou Lai.
Com vistas à reunião programada entre o presidente americano, Donald Trump, e Xi em Pequim, em abril, o líder taiwanês deu respaldo a qualquer diálogo que ajude a manter o ‘status quo’.
– Acreditamos que o presidente Trump está realizando um difícil esforço de consolidação da paz, o que implica salvaguardar os interesses americanos e dissuadir o expansionismo chinês no curto prazo – disse.
Lai acrescentou que os Estados Unidos não precisam “utilizar Taiwan como moeda de troca em nenhuma discussão com a China”.
– No contexto da competição comercial entre Estados Unidos e China, a China busca muito mais dos Estados Unidos do que os Estados Unidos da China – considerou.
‘Dissuadir a agressão’
Os Estados Unidos romperam relações diplomáticas formais com Taipei em 1979, em favor de Pequim, mas continuam sendo o principal garantidor de segurança e fornecedor de armas de Taiwan.
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No entanto, os analistas apontam que Washington mantém uma “ambiguidade estratégica” no que diz respeito ao envio de tropas para defender a ilha.
A pressão militar chinesa sobre Taiwan se intensificou sob o mandato de Xi.
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O gigante asiático posiciona navios de guerra e aviões de combate no entorno da ilha quase todos os dias, e lançou seis rodadas de exercícios de grande escala desde 2022, a última em dezembro.
Uma onda recente de expurgos de generais de alta patente promovida por Xi também gerou especulações sobre o que isso poderia significar para o cronograma de um potencial ataque de Pequim a Taiwan. Alguns funcionários americanos sugeriram que isso poderia ocorrer em 2027.
Lai assinalou que a destituição de tantos generais chineses é “uma situação incomum”, mas indicou que isso não muda a necessidade de preparação de Taiwan.
– Devemos ter a capacidade de dissuadir a agressão – afirmou. – Queremos garantir que, para a China, nunca haja um bom dia para invadir Taiwan.
Relações com EUA
Os esforços de Trump para obrigar os fabricantes de chips taiwaneses a aumentarem sua capacidade de produção nos Estados Unidos e sua insistência para que Taipei gaste mais em defesa alimentaram as preocupações sobre sua vontade de proteger a ilha.
Taiwan investiu bilhões de dólares para modernizar seu exército e ampliar sua indústria militar. Mas suas forças seriam superadas em número e armamento em um eventual conflito com a China.
Diante da pressão de Washington, Lai se comprometeu a aumentar o gasto em defesa de Taiwan até mais de 3% do PIB este ano e até 5% em 2030.
– Taiwan é responsável por proteger nosso próprio país – afirmou Lai, ao insistir que as relações entre os Estados Unidos e a ilha são “sólidas como uma pedra”.
Também manifestou sua esperança de uma maior cooperação com a Europa em matéria de indústria de segurança nacional.
Para alcançar o objetivo, seu governo propôs aumentar o gasto em defesa em US$ 40 bilhões por oito anos para financiar, entre outras coisas, um sistema de defesa aérea de múltiplas camadas denominado “T-Dome”.
No entanto, a legislação para permitir esse aumento foi bloqueada dez vezes desde dezembro pela oposição, que conta com maioria parlamentar e a utiliza para obstruir a agenda de Lai.
Senadores democratas e republicanos dos Estados Unidos criticaram os legisladores opositores taiwaneses e pediram que trabalhassem “de boa-fé, acima das diferenças partidárias”.
Apesar dos adiamentos, Lai mostrou-se otimista sobre a aprovação do orçamento.
– Em uma sociedade democrática, todos os partidos políticos são, em última instância, responsáveis perante o povo. Portanto, tenho certeza de que este orçamento contará com o seu apoio – frisou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou nesta quarta-feira (11) que o Pentágono compre eletricidade de centrais térmicas de carvão, em uma nova tentativa de relançar uma indústria em declínio, que contribui de forma significativa para o aquecimento global.
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Trump assinou o decreto durante uma cerimônia na Casa Branca, rodeado de mineradores. O texto instrui o Pentágono a assinar acordos de longo prazo para o fornecimento de eletricidade gerada a partir do carvão, “a fim de garantir que instalações militares e os locais essenciais da defesa contem com um fornecimento ininterrupto”, segundo o Executivo americano.
O governo Trump é um opositor ferrenho das energias renováveis, particularmente a eólica, que considera pouco confiáveis. O carvão é “essencial para a segurança nacional”, afirmou o presidente, durante a cerimônia.
A produção de carvão diminuiu consideravelmente nos Estados Unidos nos últimos 15 anos, à medida que essa fonte de energia foi progressivamente substituída por gás natural e energias renováveis, mais baratas e limpas.
Bombardeiros, caças, mísseis e submarinos com capacidade nuclear. Apenas no último ano, analistas documentaram dezenas de ocasiões em que a Rússia exibiu esse arsenal de poder militar no Ártico. Agora, forças da OTAN estão combinando suas operações já em andamento na região para rastrear com mais rapidez e, se necessário, conter o que autoridades descreveram nesta quarta-feira como uma Rússia agressiva e uma presença chinesa crescente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Marinha mexicana e a Guarda Costeira dos EUA apreenderam 188 pacotes de cocaína, em uma “operação coordenada” no Oceano Pacífico, informou a Secretaria da Marinha mexicana nessa terça-feira.
Essa operação conjunta incomum ocorre em meio a tensões entre os dois países após os alertas do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre atacar os cartéis de drogas em terra e após os ataques aéreos de Washington contra embarcações supostamente usadas para o tráfico de drogas no Caribe.
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Reprodução / Redes Sociais
A operação foi realizada “no âmbito da cooperação bilateral” e “além da Zona Econômica Exclusiva”, ou seja, fora das águas territoriais do México, explicou a Marinha mexicana, sem especificar a quantidade de cocaína apreendida.
O presidente dos EUA, Donald Trump, realizará uma reunião de cúpula com lideranças alinhadas da América Latina em Miami, no dia 7 de março, afirmou um funcionário da Casa Branca à AFP nesta quarta-feira. Sem dar detalhes sobre o que estará à mesa, ele indicou que o convite deve ser feito aos presidentes da Argentina, Paraguai, Bolívia, El Salvador, Equador e Honduras em um momento complexo das relações entre a Casa Branca e o continente. O governo americano e os países citados não se pronunciaram.
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No começo de dezembro passado, a nova estratégia de segurança nacional dos EUA trazia uma ênfase poucas vezes vista em tempos recentes, retomando conceitos da Doutrina Monroe (“América para os americanos”) e sinalizando que a tolerância à influência de forças consideradas hostis (especialmente a China) ou a dissidências seria pequena.
Isso foi visto na Venezuela, onde a pressão militar — a maior em décadas no Caribe — culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, citado como líder cartel do narcotráfico,ataques a barcos acusados de transportarem drogas e ameaças a outros líderes, como o presidente colombiano, Gustavo Petro (a quem Trump recebeu depois na Casa Branca).
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Após a queda de Maduro, seus aliados chavistas permaneceram no poder, mas agora com uma pauta alinhada à Casa Branca e que tem na exploração do petróleo um grande protagonista. Os americanos passaram a supervisionar a venda do produto e esperam impulsionar o ritmo de extração. Por outro lado, cortaram o suprimento a Cuba, um regime visto como hostil por Washington, provocando uma grave crise energética.
Entre os convidados, não são esperadas críticas a seu novo corolário. Nayib Bukele, líder de El Salvador, é aliado do republicano em sua política migratória, recebendo centenas de imigrantes em sua megaprisão, o Cecot, onde denúncias de maus tratos se acumulam. No Equador, Daniel Noboa,outro líder alinhado ao trumpísmo, tentou viabilizar a instalação de bases militares americanas, mas a proposta foi derrotada em referendo no ano passado.
No Paraguai, Santiago Peña se refere com frequência ao republicano, e na Argentina, Javier Milei é mais do que um aliado, mas um fã de Donald Trump, que desempenhou um papel direto nas eleições legislativas do ano passado. E há os recém-chegados ao posto, como Nasry Asfura, que tinha como plataforma de campanha o fortalecimento dos laços de Honduras com os Estados Unidos, e Rodrigo Paz, cuja eleição marcou o fim de mais de 20 anos de domínio da esquerda na Bolívia.
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Embora a Casa Branca não tenha divulgado a pauta da reunião de Miami (ou tampouco confirmado o encontro), é certo que ela incluirá a imigração, tema prioritário para o republicano mas que hoje se demonstra espinhoso devido à violência dos agentes federais nos EUA. Enquanto Bukele aceitou receber e enclausurar os deportados por Trump, não há muitos candidatos a seguir seu exemplo: no ano passado, Noboa disse que só aceitaria equatorianos vindos dos Estados Unidos. Mas no mês passado, o jornal New York Times revelou que a Argentina negocia o recebimento de imigrantes de outros países da América do Sul — tal como Trump, uma das bandeiras de Milei é a imigração.
Dos convidados para Miami, três países (Argentina, Paraguai e El Salvador) foram chamados e aceitaram fazer parte do Conselho da Paz, uma iniciativa de Trump inicialmente pensada para resolver o conflito na Faixa de Gaza, mas que pretende se tornar uma espécie de “espelho” do Conselho de Segurança da ONU. A primeira reunião está marcada para a semana que vem, em Washington. O Brasil foi convidado, mas ainda não disse se fará parte.
Washington começará, “em algumas semanas”, a desembolsar os bilhões de dólares que deve às Nações Unidas, ao mesmo tempo em que continuará pressionando por reformas no organismo, disse nesta quarta-feira o embaixador dos Estados Unidos na ONU. A entidade enfrenta problemas orçamentários crônicos porque alguns Estados-membros não pagam integralmente suas contribuições obrigatórias ou o fazem com atraso.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, advertiu em janeiro sobre o risco de paralisação da organização caso os países não paguem o que devem. Segundo informes, Washington deve mais de 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 10 bilhões) à ONU por sua participação no orçamento ordinário e quase o mesmo valor para o orçamento das operações de manutenção da paz.
“Vamos pagar”, afirmou o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, acrescentando que o dinheiro chegaria “em algumas semanas”, mas não deu detalhes sobre quanto Washington está disposto a desembolsar.
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Ele ressaltou, no entanto, que os Estados Unidos mantêm sua exigência de reformas dentro da ONU.
“Continuaremos pedindo a esses organismos que façam pelo menos a mesma quantidade, se não mais, com menos” recursos financeiros, acrescentou.
Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca há pouco mais de um ano, os Estados Unidos reduziram seu financiamento a alguns organismos da ONU, retiraram-se de outros (incluindo a Organização Mundial da Saúde) e rejeitaram ou adiaram certas contribuições obrigatórias. Houve ampla preocupação de que Washington esteja tentando minar o multilateralismo.
Waltz assegurou que o “Conselho da Paz” criada por Trump “não está destinada a substituir a ONU, mas a complementá-la”. Ele também descartou os apelos de alguns para que a ONU reavalie sua sede em Nova York após vários líderes terem seus vistos negados para participar da Assembleia Geral no ano passado.

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