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O jornalista americano-kuwaitiano Ahmed Shihab-Eldin, detido no Kuwait após divulgar imagens que mostravam o impacto dos ataques iranianos, foi libertado e autorizado a deixar o país após semanas sem contato com familiares e amigos. O anúncio foi feito pelo Departamento de Estado dos EUA na noite desta sexta-feira, após a campanha pela soltura de Eldin virar alvo de uma campanha endossada por uma série de organizações internacionais.
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Ainda na quinta-feira, o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) afirmou que o repórter havia sido liberado de todas as acusações, indicando que a libertação estava próxima. Eldin, que colaborou com veículos como Al-Jazeera e New York Times, foi detido com base em novas regras estabelecidas por países da região durante a guerra, denunciadas por agências internacionais como censura.
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Uma lista de países que inclui, além do Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar e Jordânia, adotaram medidas que dificultam o jornalismo livre e punem a publicação de informações. As medidas específicas adotadas por cada país são diferentes, mas incluem proibições de divulgação de imagens de locais atacados pelo Irã, restrição do acesso de jornalistas a esses locais e intimidação à atividade jornalística, além de aplicação de punições a profissionais de mídia e mesmo civis, cujos comentários on-line foram avaliados como conteúdo pró-Teerã.
As justificativas incluem impedir a desestabilização da opinião pública e defesa da segurança nacional.
Eldin foi detido enquanto viajava para visitar a família no Kuwait e não era visto desde 2 de março. Em suas redes sociais, o repórter publicou sobre a guerra em curso, incluindo vídeos e fotos sobre os ataques ao Kuwait — alguns deles, reproduções de imagens divulgadas pelas Forças Armadas dos EUA. Segundo as organizações internacionais, ele respondia por acusações que incluíam “disseminação de informações falsas” e “mau uso de dispositivos móveis”, sob regras estabelecidas durante o conflito. (Com AFP)
O diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, pediu desculpas a uma comunidade canadense devastada por um ataque a tiros em massa ocorrido em fevereiro. Altman disse que lamentava profundamente que a empresa não tivesse informado a polícia sobre a conta preocupante no ChatGPT da autora do ataque.
A OpenAI havia suspendido uma conta vinculada a Jesse Van Rootselaar em junho de 2025, oito meses antes de a mulher transgênero de 18 anos matar oito pessoas na pequena cidade mineradora de Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica.
A conta foi bloqueada por preocupações relacionadas a um uso vinculado a atividades violentas, mas a OpenAI afirmou que não informou a polícia porque nada indicava um ataque iminente.
As autoridades canadenses condenaram a forma como a OpenAI lidou com o caso e convocaram os executivos da empresa a Ottawa para que explicassem seus protocolos de segurança.
A família de uma menina que foi baleada e ficou gravemente ferida na escola da cidade está processando a gigante tecnológica americana por negligência.
Em uma carta dirigida à comunidade e publicada nesta sexta-feira (24) pelo site de notícias local Tumbler RidgeLines, Altman disse que “ninguém deveria ter que suportar uma tragédia como essa”.
“Lamento profundamente não termos alertado as forças de segurança sobre a conta que foi bloqueada em junho”, acrescentou.
“Embora eu saiba que as palavras nunca serão suficientes, acredito que é necessário pedir desculpas para reconhecer o dano e a perda irreversível que sua comunidade sofreu”, escreveu Altman.
Van Rootselaar matou a mãe e o irmão na casa da família antes de se dirigir à escola secundária local, onde matou a tiros cinco crianças e um professor.
A autora do ataque tirou a própria vida depois que a polícia entrou no local.
Colômbia e Venezuela acordaram nesta sexta-feira estabelecer uma cooperação militar contra “máfias” que operam em sua porosa fronteira, em um encontro entre Gustavo Petro e Delcy Rodríguez que marcou a primeira visita presidencial ao país após a derrubada de Nicolás Maduro em janeiro.
“Ambos os países propusemos a elaboração (…) de planos militares, mas também o estabelecimento imediato de mecanismos para compartilhar informações e para o desenvolvimento de inteligência”, afirmou a presidente venezuelana, Delcy Rodríguez.
O colombiano Gustavo Petro declarou que o “esforço comum” deve ser orientado para “libertar os povos da fronteira das máfias dedicadas a diversas economias ilegais, começando pela cocaína, o ouro ilícito, o tráfico de pessoas e minerais raros”.
A Câmara Federal de Cassação Penal, instância de apelações na Argentina, confirmou nesta sexta-feira uma ordem judicial para apreensão de bens avaliados em US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões no câmbio atual) da ex-presidente Cristina Kirchner, de seus filhos e do empresário Lázaro Báez, que também cumpre condenação pelo caso.
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A ex-presidente de 73 anos cumpre uma condenação a seis anos em prisão domiciliar desde junho de 2025 e foi inabilitada politicamente, após ser considerada culpada de corrupção em processos de licitação de obras públicas. O caso em questão abrange os períodos de governo de Cristina Kirchner (2007-2015) e também de seu esposo Néstor (2003-2007), que faleceu em 2010.
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Kirchner tinha recorrido da parte da condenação que ordenava a execução dos bens, assim como os outros condenados na ação. No entanto, uma sala da Câmara Federal de Cassação Penal resolveu rejeitar esse pedido e confirmar a apreensão disposta na sentença original, segundo a decisão obtida nesta sexta-feira pela AFP.
Desta maneira, fica reiterada a ordem de confiscar uma propriedade de Kirchner na província de Santa Cruz (sul da Argentina) e outros 19 bens cedidos a seus filhos Máximo e Florencia. Além das propriedades de Kirchner e filhos, a decisão confirma a execução de 84 bens do empresário Lázaro Báez.
A estratégia da defesa visava salvaguardar os bens, sob o fundamento de que sua conexão com o ato condenado não havia sido “devidamente fundamentada”. Ou seja, que não ficou comprovado que foram adquiridos com dinheiro proveniente do ato ilícito.
— Esta decisão me causa uma preocupação jurídica séria — disse à AFP Gregorio Dalbón, um dos advogados de Kirchner, que antecipou que “a defesa irá à Corte Suprema” de Justiça com um recurso de apelação. — [A Câmara de] Cassação ordenou executar bens herdados de Néstor Kirchner, uma pessoa que morreu antes do julgamento e que nunca foi condenado. Estendeu efeitos penais sobre Máximo e Florencia Kirchner por essa via hereditária. Incluiu imóveis sem rastreabilidade direta comprovada em conexão com o crime.
Kirchner enfrenta outro julgamento por corrupção durante os anos 2000, no qual é acusada de integrar uma rede de propinas entre políticos e empresários por contratos de obras públicas. Segundo a acusação no processo, que tem outros 85 denunciados e pode se prolongar para além de 2026, Kirchner foi “a principal destinatária” de um sistema que começou durante a presidência de seu marido entre 2003 e 2007.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou nesta sexta-feira (24) ato criando a comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata da redução da jornada de trabalho no país. O texto teve a admissibilidade aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta-feira (22).

A CCJ só analisa se os textos estão aderentes à Constituição Federal. O mérito caberá à comissão especial.

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A comissão será composta de 37 membros titulares e de igual número de suplentes. Pelo regimento, o colegiado terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer.

Os membros analisarão duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

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A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovadas na comissão especial, irão depois para votação no plenário.

As duas propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que busca o fim da escala 6×1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. A admissão das propostas foi aprovada por unanimidade em votação simbólica.

Quando a PEC for à votação no plenário, será exigido um quórum de três quintos dos votos dos deputados, o que corresponde a 308 parlamentares, em dois turnos.

Proposta do governo

Como essa tramitação pode se estender por meses e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Plataformas online de predição tiveram o bloqueio determinado nesta sexta-feira (24) pelo Ministério da Fazenda. Segundo o ministro, Dario Durigan, pelo menos 27 plataformas de mercado preditivo já foram tiradas do ar pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Por meio desses serviços online, usuários arriscam dinheiro em previsões sobre entretenimento, temas políticos, culturais ou sociais. Em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, o governo federal explicou que o serviço não está previsto na legislação e é ilegal.

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“A gente tem acompanhado a evolução desse setor no Brasil, que sofreu um espaço de anarquia, porque não teve regra, não teve nenhum acompanhamento, de 2018 a 2022”, afirmou o ministro da Fazenda.

“De modo que a conclusão à que chega o Ministério da Fazenda, em conjunto com os demais ministérios do governo do presidente Lula, é que os mercados de predição não são legais, não são regulares no Brasil”.

A ordem de bloqueio foi feita com base em uma resolução aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que busca fechar uma brecha regulatória e definir regras mais claras para esse tipo de atividade.

Dario Durigan apontou que a decisão cumpre o objetivo de proteger a poupança popular e evitar maior endividamento da população.

“No momento em que a gente faz um esforço para diminuir o nível de dívida das famílias brasileiras, das pequenas empresas, dos agricultores rurais, dos estudantes, a gente também previne, a partir do anúncio que o presidente vai fazer sobre o programa de endividamento, que as pessoas não tomem dívida nova, por exemplo, nesse tipo de mercado, que é uma dívida ruim, que prejudica a esperança e a qualidade de vida das pessoas”.

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O que é mercado preditivo?

O mercado preditivo funciona como uma espécie de “bolsa de apostas” sobre eventos futuros. Nele, as pessoas compram e vendem contratos financeiros baseados em perguntas simples como “Vai acontecer ou não?”.

Se o evento acontecer, quem apostou ganha dinheiro. Se não acontecer, perde. Esses contratos são chamados de derivativos no jargão do mercado financeiro.

“A gente não vai ter aqui previsão de chuva, morte de uma determinada celebridade, como possibilidade de ser encarado como derivativo regular no Brasil”, exemplificou o ministro.

Segundo ele, a legislação brasileira que regulamenta o mercado de apostas só permite a apostas em eventos esportivos reais e jogos online com regras definidas.

Como essas plataformas de mercado preditivo não se adequavam à lei sobre apostas online, elas operavam no mercado financeiro com a venda destes derivativos, sem lastro financeiro, e agora passam a ser proibidas, segundo a resolução do CMN.

“A medida tem como objetivo evitar a consolidação de um novo mercado de apostas, o chamado mercado de predição, para evitar que ele se consolide sem controle. Do nosso ponto de vista, se isso acontecesse, provocaria riscos enormes para a população brasileira”, destacou a ministra chefe da Casa Civil, Miriam Belchior.

Confira a lista de plataformas de mercado preditivo bloqueadas

 


Brasília (DF), 24/04/2026 - Governo anuncia bloqueio de plataformas de mercado preditivo. Regulamento fecha o cerco contra nova modalidade de apostas ilegais. Foto: Governo Federal/Divulgação

Governo anuncia bloqueio de plataformas de mercado preditivo. Regulamento fecha o cerco contra nova modalidade de apostas ilegais. Governo Federal/Divulgação
A reabertura imediata do Estreito de Ormuz sem restrições é “vital” para o mundo, afirmou na sexta-feira o presidente do Conselho Europeu, António Costa, após conversas entre líderes da União Europeia (UE) e seus homólogos do Egito, Síria e Líbano, no Chipre.
— O Estreito de Ormuz deve ser reaberto imediatamente, sem restrições e sem cobrança de pedágio, em pleno respeito ao direito internacional e ao princípio da liberdade de navegação — afirmou Costa. — Isso é vital para o mundo inteiro.
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Os líderes da UE distanciaram-se do apelo do chanceler alemão, Friedrich Merz, para que o bloco aliviasse as sanções contra o Irã como parte de um acordo de cessar-fogo. Merz indicou que a UE estava disposta a aliviar gradualmente as sanções caso um acordo abrangente fosse alcançado.
— O alívio das sanções pode fazer parte de um processo — disse o chanceler após a cúpula.
Mas os líderes europeus disseram que a medida era prematura. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por exemplo, disse que o alívio das sanções “deveria ser condicionado à verificação da desescalada”, mas também a “uma mudança na repressão ao próprio povo [do Irã]”.
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A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã correm o risco de resultar em um acordo “mais fraco” do que o firmado há uma década.
— Se as negociações se concentrarem apenas na questão nuclear e não houver especialistas nucleares presentes, acabaremos com um acordo mais fraco do que o Plano de Ação Conjunto Global — disse Kallas, referindo-se ao acordo de 2015 firmado durante o governo de Barack Obama, do qual Trump retirou os EUA em 2018.
Kallas ainda afirmou que, se os negociadores não incluírem na pauta os “programas de mísseis do Irã, seu apoio a grupos aliados e também suas atividades híbridas e cibernéticas na Europa”, existe a possibilidade de “acabarmos com um Irã mais perigoso”.
Pacto de assistência mútua
Os líderes da UE elaborarão um plano sobre como utilizar o pouco conhecido pacto de assistência mútua do bloco em caso de ataque estrangeiro, à medida que as críticas do presidente americano, Donald Trump, à Otan — que tem o Artigo 5º que estabelece a defesa coletiva em caso de ataque contra um aliado — se intensificam.
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No Chipre, eles, então, concordaram que a Comissão Europeia “preparará um plano” sobre como o bloco responderá caso a cláusula de assistência mútua seja acionada, informou Nikos Christodoulides, presidente do Chipre, também nesta sexta-feira.
Os líderes discutiram a cláusula de defesa mútua, artigo 42.7 do tratado da UE, na noite de quinta-feira, antes de surgirem notícias de que os EUA estavam estudando maneiras de suspender a Espanha da Otan. Trump, um crítico de longa data da aliança militar transatlântica, intensificou seus ataques após os países europeus se recusarem a se envolver na sua guerra contra o Irã. Este mês, ele afirmou que estava considerando a retirada dos EUA da aliança.
Nesse contexto, o interesse pela cláusula de assistência mútua da UE foi reacendido, a qual impõe aos Estados-membros “a obrigação de prestar auxílio e assistência por todos os meios ao seu alcance” caso um país vizinho seja atacado por um governo estrangeiro ou por um ator não estatal.
— Grécia, França, Itália, Espanha e os Países Baixos mobilizaram equipamento e forças militares para ajudar o Chipre a defender-se de ataques externos — afirmou António Costa. — Estamos a elaborar o manual sobre como utilizar esta cláusula de assistência mútua.
Uma tragédia no interior da Itália acabou com a morte de dois irmãos gêmeos, de 22 anos, que foram encontrados mortos e abraçados um ao outro, depois de sofrerem uma intensa descarga elétrica, em um gramado da cidade de Magione, na Itália. Francesco e Giacomo Fierloni estavam treinando os seus pássaros de estimação para uma temporada de caça na Europa, quando o acidente aconteceu, na última quinta-feira (23), segundo o portal britânico The Sun.
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Investigações da polícia local ainda ocorrem para entender o que de fato aconteceu. Mas, segundo informações preliminares, um dos irmãos estaria tentando salvar o outro quando também foi eletrocutado. Acredita-se que, durante os treinos, um dos pássaros pousou em um fio alto, quando um deles usou uma vara de fibra de carbono, comum para caçadores, para tentar fazê-lo descer. Sem saber que o cabo, que fica a 10 metros do chão, era de energia, ele o tocou acidentalmente e recebeu a descarga de cerca de 20 mil volts.
Depois de não voltarem para a casa e não atenderem aos telefonemas do pai, um tio foi procurá-los até localizar os corpos. Os paramédicos ainda tentaram reanimá-los, mas não tiveram sucesso.
O prefeito da cidade, Massimo Lagetti, publicou sobre a tragédia nas redes sociais, e lamentou o ocorrido. Os irmãos completariam 23 anos no próximo dia 23 de maio.
“Eu conhecia esses dois rapazes pessoalmente; eles eram pessoas maravilhosas, tanto profissionalmente quanto pessoalmente, verdadeiramente dois meninos de ouro. Agradeço a todos os estabelecimentos comerciais que permaneceram fechados durante as homenagens e um último e caloroso agradecimento a toda a nossa comunidade pelo que demonstraram em um momento de tanta necessidade”, escreveu ele, que ainda determinou luto para o dia 24 de abril na cidade.
Os irmãos tinham os pássaros como hobbie e se dedicavam a eles, quando não estavam trabalhando na empresa local do pai, que oferece serviços de aquecimento e encanamento.
O governo do presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira uma ampliação dos métodos de aplicação da pena de morte em casos federais, incluindo execuções por pelotões de fuzilamento, eletrocussão e gás letal. A pena de morte é aplicada normalmente em nível estadual nos EUA, mas o governo federal também pode solicitar a execução para certos crimes.
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“A administração anterior descumpriu seu dever de proteger o povo americano ao se recusar a solicitar e implementar a punição máxima contra os criminosos mais perigosos, incluindo terroristas, assassinos de crianças e assassinos de policiais”, declarou o procurador-geral interino Todd Blanche em um comunicado. “[Sob o presidente Donald Trump,] o Departamento de Justiça volta a fazer cumprir a lei e a se posicionar ao lado das vítimas”.
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O presidente pôs fim, em 2020, durante seu primeiro mandato, a uma pausa de 17 anos nas execuções federais. Houve 13 execuções por injeção letal durante os últimos seis meses de mandato de Trump, mais do que sob qualquer líder americano em 120 anos. No primeiro dia de seu segundo mandato, o republicano pediu ampliar o uso da pena de morte “para os crimes mais vis”.
A medida do governo Trump enfrenta um obstáculo significativo. Legalmente, o governo federal só pode realizar execuções em estados que permitem a pena capital e executá-las de acordo com os protocolos estaduais. Durante anos, as execuções federais ocorreram em Indiana, estado que permite apenas a pena capital por injeção letal.
Atualmente, cinco estados dos Estados Unidos autorizam o pelotão de fuzilamento para execuções, mas apenas um — Carolina do Sul — utilizou esse método nos últimos anos. Nove estados permitem a eletrocussão, mas esse método não é usado desde 2020.
Dois estados executaram recentemente detentos por meio de hipóxia de nitrogênio, que consiste em bombear gás nitrogênio para uma máscara, provocando a asfixia do preso. O uso do gás nitrogênio como método de pena capital foi denunciado por especialistas das Nações Unidas como cruel e desumano.
A pena de morte foi abolida em 23 dos 50 estados dos Estados Unidos, enquanto outros três — Califórnia, Oregon e Pensilvânia — mantêm moratórias.
Antes de deixar a Casa Branca em janeiro de 2025, o presidente democrata Joe Biden, opositor da pena de morte, comutou as sentenças de morte de 37 dos 40 detentos condenados à pena capital em nível federal. Os três homens cujas sentenças de morte não foram comutadas foram um dos autores do atentado à maratona de Boston de 2013, um homem armado que assassinou 11 fiéis judeus em 2018 e um supremacista branco que matou nove fiéis negros em uma igreja em 2015. (Com AFP e NYT)
Mortes e desaparecimentos de ao menos dez pessoas ligadas a áreas científicas e técnicas nos Estados Unidos passaram a alimentar teorias conspiratórias na internet, gerando repercussão e mobilizando autoridades. Familiares das vítimas reagem às especulações e classificam o movimento como “repugnantes”.
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Os casos, que envolvem profissionais de diferentes áreas — de pesquisadores a assistentes administrativos — vêm sendo agrupados online sob a ideia de “cientistas desaparecidos”, apesar de não apresentarem conexão comprovada entre si. Entre os episódios está o assassinato do astrônomo Carl Grillmair, de 67 anos, morto a tiros em casa, na Califórnia, em fevereiro.
Um homem de 29 anos, Freddy Snyder, foi acusado de homicídio e invasão de domicílio e deve responder à Justiça. A viúva de Grillmair, Louise, rejeita as teorias que circulam na internet.
— Acho que é um completo absurdo. Quero dizer, existem os fatos, e eles estão aí — afirma.
Ela sustenta que o crime pode ter sido motivado por vingança. Segundo seu relato, o suspeito já havia aparecido armado na propriedade anteriormente, e um vizinho chegou a acionar o serviço de emergência.
— Veio por vingança, achando que Carl foi quem ligou para o 911 — disse.
Sobre o marido, afirmou que era “provavelmente a pessoa mais gentil que já existiu”.
Outro caso que passou a circular nas mesmas listas é o desaparecimento de William Neil McCasland, general aposentado da Força Aérea, no Novo México. Segundo a mulher, Susan McCasland Wilkerson, ele deixou o celular, levou uma arma e apresentava problemas de saúde recentes.
— Indícios de que ele planejou não ser encontrado — afirmou.
Ela também rebateu associações com teorias ufológicas. Disse que o marido estava aposentado havia quase 13 anos e “não tem nenhum conhecimento especial sobre corpos extraterrestres ou destroços do acidente de Roswell armazenados em Wright-Patt”. Em tom irônico, escreveu: “Neste momento, sem nenhum sinal dele, talvez a melhor hipótese seja que alienígenas o teletransportaram para a nave-mãe”.
O desaparecimento de Melissa Casias, assistente administrativa do Laboratório Nacional de Los Alamos, também foi incluído nas especulações. O marido, Mark Casias, indicou que ela pode ter sumido por vontade própria. “Foram as seis semanas mais difíceis de nossas vidas sem você”, escreveu. “Sierra e eu estamos ficando mais preocupados a cada dia. Acreditamos que você está bem, mas não entendemos por que não entrou em contato”.
Outros episódios citados envolvem um físico do MIT assassinado por um ex-colega, um pesquisador encontrado morto após problemas familiares e um cientista que morreu de “doença cardiovascular arteriosclerótica”.
Autoridades e especialistas descartam padrão
Apesar da diversidade de circunstâncias, os casos passaram a ser tratados como um conjunto por usuários na internet, o que levou ao interesse do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes e à atuação do FBI.
Especialistas contestam a existência de padrão.
— A força de trabalho aeroespacial e nuclear dos EUA com acesso a segredos de Estado é de cerca de 700 mil pessoas — afirma escritor científico Mick West.
Segundo ele, “a mortalidade comum ao longo de 22 meses prevê cerca de 4 mil mortes, cerca de 70 homicídios e cerca de 180 suicídios”.
— A lista tem 10… As mortes são reais. O luto das famílias é real. O padrão não é.
Para familiares, o principal impacto tem sido emocional. Louise Grillmair afirma que tentou rebater as especulações com informações concretas.
— Eu disse: ‘Bem, posso oferecer algo melhor que uma opinião. Eu tenho os fatos’.
Ela também classificou as teorias como “desrespeitosas com a memória deles”. Outros parentes usaram termos como “terríveis” e “repugnantes” para descrever a circulação de versões não comprovadas, enquanto alguns optaram por não se manifestar publicamente para evitar mais exposição.

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