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Do chão dos salões de beleza aos canais de Xochimilco: toneladas de cabelo humano são utilizadas para limpar as águas dessa área natural protegida no sul da Cidade do México, um dos maiores atrativos turísticos da megalópole.
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Os habitantes de Xochimilco continuam cultivando flores e hortaliças com técnicas pré-hispânicas nas chinampas, ilhas criadas artificialmente erguidas em um imenso lago que, ao longo do tempo, foi sendo contaminado.
“O cabelo tem uma aderência e essa capacidade de reter certos contaminantes: óleo, gorduras, hidrocarbonetos, coliformes fecais, metais pesados (…) uma infinidade de contaminantes”, diz à AFP Mattia Carenini, diretor da organização ambientalista Matter of Trust.
E é que o crescimento da mancha urbana em Xochimilco e as atividades humanas desencadearam uma crise ambiental que ameaça espécies endêmicas e deixou as águas repletas de produtos químicos e bactérias.
“Se não fosse pela água, seríamos mais produtivos do que nunca”, afirma, por sua vez, Agustín Galicia, um agricultor de 74 anos que cultiva hortaliças há seis décadas em sua chinampa.
Galicia percorre lentamente os canais repletos de cultivos a bordo de sua “trajinera”, uma embarcação simples. Ele mergulha na água um imenso bastão que se enterra no fundo e serve de alavanca para empurrar o barco.
“Esta terra é rentável”, diz entusiasmado, dando as boas-vindas à iniciativa para limpar os canais. Os motores são proibidos por causa da poluição.
Com os cabelos, preenchem redes finas que são submersas na água durante um par de meses para absorver os contaminantes, explica Constanza Soto Candia, gerente de operações da Matter of Trust. Uma vez que cumprem sua primeira função, os cabelos podem ser “utilizados como composto diretamente na terra”, diz Soto Candia.
E é exatamente isso que Carenini faz com enormes mechas que coloca cuidadosamente ao redor de algumas hortaliças.
“Isso permite reduzir a evaporação direta em 71% e diminuir o uso de água para irrigação. Além disso, o cabelo tem nutrientes (…) que vão sendo incorporados ao solo, melhorando o solo nos próximos 10 a 20 anos”, ressalta.
A alguns quilômetros de Xochimilco, no coração da metrópole, Rebecca Serur, de 42 anos e fundadora de uma rede de salões de beleza, reuniu mais de 100 quilos de cabelo em 2025.
“Em vez de sermos alguém que polui, estamos sendo alguém que ajuda o planeta”, afirma a cabeleireira.
Neste inverno, a unidade de Ali lançou um drone interceptador na linha de frente, na Ucrânia, mas o esforço foi em vão. Com temperaturas abaixo de zero, a câmera congelou e os soldados não conseguiram cumprir sua missão: impedir um ataque russo iminente. Ao longo dos 1.200 quilômetros da linha de frente, os termômetros registraram as temperaturas mais baixas dos quatro anos de guerra, dificultando o uso de drones movidos a bateria, que se tornaram peça central das táticas militares de ambos os lados. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em sua tentativa de acessar cadastros de eleitores, o governo do presidente americano, Donald Trump— que chegou a processar 25 chefes eleitorais estaduais, em sua maioria democratas — tem enfrentado resistência de autoridades republicanas à entrega de dados confidenciais ao Departamento de Justiça (DOJ). Pelo menos seis escritórios eleitorais republicanos recusaram fornecer informações não públicas, como números de seguro social, carteira de motorista e endereço residencial, segundo entrevistas, reportagens locais e registros obtidos pela rede americana CNN e pelo Brennan Center, think tank de esquerda que pesquisa questões eleitorais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Num galpão cercado de serrarias no sul de Kolkata (antiga Calcutá), o premiado cineasta indiano Koushik Sarkar ensaia atores para um momento dramático de seu próximo filme, em que uma mulher encontra o corpo do filho assassinado. Sob sua orientação, a atriz reage em silêncio, petrificada, o que aumenta o impacto da cena. Só mais tarde, quando conduz uma vaca no campo, repetindo os passos do filho morto, é que ela explode em choro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira em direção à Ásia onde cumprirá agendas em dois países: Índia e Coréia do Sul. O tour faz parte de um esforço para reduzir a dependência da China como principal mercado de destino de produtos brasileiros. A intenção é ampliar o leque de parceiros estratégicos do Brasil em um momento de reorganização geopolítica e disputas comerciais acirradas. Entre os temas que devem ser tratados pela comitiva brasileira estão a regulação da inteligência artificial e a exploração de minerais críticos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Dois esquiadores britânicos e um francês morreram em uma avalanche ocorrida na estação de esqui de Val d’Isère, nos Alpes franceses, na manhã de sexta-feira. O incidente aconteceu em meio a um episódio extremo de risco de avalanche, com condições meteorológicas severas e alertas de perigo máximo na região.
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O Ministério Público de Albertville confirmou que a avalanche atingiu uma área fora das pistas demarcadas no valle de Manchet, por volta das 11h30 (hora local), arrastando seis pessoas. Três delas morreram e outro britânico sobreviveu com ferimentos leves.
As vítimas britânicas foram identificadas como Stuart Leslie, 46 anos, e Shaun Overy, 51 anos, ambos esquiadores experientes. Eles faziam parte de um grupo de quatro pessoas acompanhadas por um instrutor profissional, que não se feriu. Os corpos foram encontrados em um córrego na base do vale. A vítima francesa foi atingida enquanto esquiava sozinha, confirmou à revista People o promotor de Albertville, Benoit Bachelet.
A avalanche ocorreu um dia depois de Météo-France emitir um alerta de avalanche de nível vermelho, um dos mais elevados do sistema de aviso, devido ao forte acúmulo de neve provocado pela tempestade Nils. Entre 60 cm e 1 m de neve fresca caíram na região, criando uma cobertura instável que poderia ser facilmente desencadeada por movimentos sobre o terreno.
A Justiça francesa abriu uma investigação por homicídio culposo para apurar as circunstâncias do acidente, prática comum em casos de mortes nas montanhas. Autoridades locais lembraram que, mesmo com equipamentos de segurança como transceptores e sondas, o risco de avalanches em áreas fora de pistas pode ser extremo, especialmente sob condições meteorológicas adversas.
O resort e serviços de resgate emitiram condolências às famílias e reforçaram a recomendação de que esquiadores permaneçam nas pistas sinalizadas enquanto persistirem condições perigosas.
A Espanha anunciou que fornecerá ajuda humanitária a Cuba por meio do sistema das Nações Unidas. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo Ministério das Relações Exteriores espanhol após uma reunião, em Madrid, entre o chanceler José Manuel Albares e o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez. Em breve comunicado, a chancelaria espanhola informou que a Espanha prestará ajuda “nas áreas de alimentação e produtos sanitários de primeira necessidade”. A nota não especifica prazos nem valores do apoio.
À beira do colapso: Sem petróleo da Venezuela, crise de Cuba se aprofunda e expõe fragilidades estruturais
Com bloqueio de petróleo imposto por Trump: Crise energética em Cuba derruba iluminação em até 50% nas grandes cidades
Cuba enfrenta uma gravíssima crise energética após o fim do fornecimento de petróleo por parte da Venezuela, na esteira da queda de Nicolás Maduro, e diante das ameaças de Washington de impor tarifas aos países que vendam petróleo à ilha. Impulsionado pelo sucesso da operação militar que capturou o venezuelano, o presidente dos EUA, Donald Trump, acredita que cortar o fornecimento de mais de 27 mil barris de petróleo por dia que Cuba recebia do regime chavista será o golpe final contra Havana. Sempre que é questionado sobre Cuba, ele diz:
— Parece que está prestes a cair.
As ações são um golpe brutal para um país que já enfrenta sua pior crise econômica desde a revolução de 1959 e lida com apagões, escassez de alimentos e medicamentos e a redução das reservas em moeda estrangeira. O governo comunista passou a aplicar um pacote de medidas emergenciais que restringe a venda de combustível e reduz o transporte público, ao mesmo tempo em que vê o declínio de sua influência sobre a esquerda global e governos aliados.
— A esquerda internacional não está sendo muito enfática. Veja o caso do Brasil, por exemplo. [O presidente Lula tem se limitado a condenar o bloqueio]. Tampouco o governo espanhol está dando uma resposta de alto perfil — disse o historiador cubano Rafael Rojas ao El País. — Há uma erosão da legitimidade de Cuba no cenário internacional devido à falta de democracia e à repressão sistemática, e esse chamado à solidariedade tem efeito muito limitado.
Apoio limitado
O especialista afirmou, ainda, que a rejeição ao bloqueio dos Estados Unidos não está se traduzindo em ajuda além da assistência humanitária — o que, avaliou, “não é suficiente para evitar um colapso”. Com o retorno de Trump, foi inaugurada uma nova ordem mundial na qual o multilateralismo e as organizações internacionais, incluindo a ONU, estão em retração. Nesse novo contexto, Cuba tem visto seu papel ser cada vez mais difuso e isolado.
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México, Chile e Rússia estão entre os poucos países que saíram em defesa de Havana, condenando publicamente a ofensiva de Trump. Ainda assim, Moscou prometeu ajuda financeira de maneira pouco convincente. E, embora a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, insista que tenta reativar o fluxo de petróleo, a verdade é que ele foi interrompido. Agora, os envios consistem somente em leite em pó e outros produtos básicos.
O Chile também denunciou o bloqueio e anunciou o envio de ajuda humanitária. Mas a pressão de Trump se intensifica por meio de países vizinhos: nesta semana, a Nicarágua, aliada de Cuba, concordou em fechar a principal rota de exilados cubanos, negando entrada a cidadãos da ilha em situação irregular. A Guatemala anunciou a retirada de todos os médicos cubanos que atuavam no país.
“A economia cubana atravessa provavelmente a pior crise de sua história, marcada por uma combinação de fatores internos e externos”, aponta um estudo da Embaixada da Suíça em Havana, que atua como mediadora entre Cuba e EUA. Trump sustenta que ofereceu um acordo e que os dois governos estão negociando. Havana reconhece apenas que houve alguns contatos sobre questões técnicas e nega que existam negociações sérias.
Sem dar mais detalhes, a nota do governo espanhol diz que a situação de Cuba após o endurecimento do embargo americano foi discutida. No X, o chanceler cubano escreveu: “Reiteramos a disposição de fortalecer o diálogo político, econômico-comercial e a cooperação em benefício de ambos os países, no complicado contexto internacional atual, diante das violações da Paz, da Segurança e do Direito Internacional e da crescente agressão dos Estados Unidos contra Cuba”. (Com AFP)
A principal central sindical da Argentina convocou nesta segunda-feira uma greve geral no dia em que a Câmara dos Deputados debater a reforma trabalhista do presidente ultraliberal Javier Milei, já aprovado pelo Senado, anunciaram fontes da organização.
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O projeto, que pode ser debatido pelos deputados esta semana ou na próxima, reduz as indenizações por demissão, permite pagamentos em espécie (bens ou serviços), estende a jornada de trabalho para 12 horas e limita o direito à greve, entre outras disposições.
A confederação que representa os trabalhadores do transporte anunciou que “apoia integralmente a medida”, que promete paralisar o transporte terrestre, aéreo e fluvial de passageiros.
Esta ação, a quarta contra as políticas do governo Milei, ocorre em meio à crescente agitação social, sinais de recessão econômica, declínio da atividade industrial e queda acentuada do consumo.
“Regressivas”
Os sindicatos filiados à Confederação Geral do Trabalho (CGT) consideram essas mudanças “regressivas” e “inconstitucionais” e prometem contestar a reforma na Justiça caso a lei seja aprovada. O governo afirma que as mudanças ajudarão a reduzir o emprego informal, que afeta mais de 40% do mercado de trabalho, e a criar empregos, ao reduzir a carga tributária sobre os patrões.
A senadora Patricia Bullrich, presidente da Comissão do Trabalho no Congresso, reuniu-se com Milei nesta segunda-feira na residência presidencial em Olivos. Bullrich havia declarado anteriormente que não permitiriam alterações no texto aprovado pelo Senado; no entanto, no domingo, admitiu que consideram flexibilizar o polêmico artigo que reduz o salário do trabalhador à metade em afastamento por doença.
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O governo tenta impedir modificações no texto que o façam retornar ao Senado para aprovação, o que atrasaria a aprovação da lei desejada por Milei antes de seu discurso em 1º de março, quando inaugurará as sessões parlamentares ordinárias.
Consenso e adesão
“Há consenso coletivo para a realização de uma greve nacional”, antecipou Cristian Jerónimo, secretário-geral da CGT (Confederação Geral do Trabalho), em entrevista à Rádio 10 no domingo, antes da reunião extraordinária da diretoria nesta segunda-feira, onde a medida foi decidida. A greve não incluirá convocação para mobilização.
“Terá amplo apoio e demonstrará o descontentamento não apenas com este projeto de lei, mas também com o rumo político e econômico deste governo hoje na Argentina”, disse Jerónimo. Fontes da CGT esclareceram que “como sempre, haverá liberdade de ação em cada sindicato”.
A convocação será formalizada na quarta-feira, ao meio-dia, em coletiva de imprensa.
“Garantimos uma paralisação total do transporte de passageiros (…) no dia em que a reforma trabalhista for debatida na Câmara dos Deputados, não haverá transporte”, anunciou a União Geral de Associações de Trabalhadores do Transporte (UGATT) nas redes sociais.
Desde que Milei assumiu o cargo em dezembro de 2023, 300 mil empregos foram perdidos e 21 mil empresas fecharam, segundo dados do setor industrial.
Na última quarta-feira, milhares de pessoas protestaram em frente ao Congresso durante a votação do projeto de lei no Senado, que o aprovou por 42 votos a 30. Sindicatos, partidos de oposição e organizações sociais participaram de uma manifestação que terminou em confrontos com a polícia e cerca de 30 prisões.
A última greve geral, realizada em 10 de abril de 2025, teve participação limitada, já que os sindicatos de transporte se recusaram a aderir devido à pressão do Ministério do Trabalho.
O exército ucraniano retomou 201 km² do exército russo entre a última quarta-feira e domingo (de 11 a 15), segundo uma análise da AFP com base em dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês).
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As forças de Kiev não haviam recuperado tanto território em tão pouco tempo desde a contraofensiva de junho de 2013. A área é quase equivalente às conquistas totais da Rússia em dezembro (244 km²).
“Esses contra-ataques ucranianos provavelmente estão se aproveitando do bloqueio do acesso das forças russas ao Starlink [um serviço de internet via satélite], que, segundo blogueiros militares russos, interrompe as comunicações e o comando”, afirma o ISW, que colabora com o Critical Threats Project, outro centro de estudos americano.
Em 5 de fevereiro, observadores militares russos já haviam notado essa interrupção após anúncios de Elon Musk, proprietário da SpaceX (que comercializa o Starlink). O americano anunciou “medidas” para acabar com o uso dessa tecnologia pelo Kremlin.
Segundo a Ucrânia, drones russos usaram o Starlink para contornar os sistemas de interceptação eletrônica e atingir seus alvos com precisão.
O território conquistado pela Ucrânia concentra-se principalmente a cerca de 80 quilômetros a leste da cidade de Zaporizhzhia, em uma área onde as tropas russas avançaram significativamente desde meados de 2025.
Em fevereiro deste ano, Moscou controlava 19,5% do território ucraniano, total ou parcialmente, em comparação com 18,6% no ano anterior.
Antes da invasão que começou em fevereiro de 2022, a Rússia já controlava cerca de 7% do território, incluindo a Crimeia e parte de Donbass.
A Indonésia anunciou que poderá mobilizar até 8 mil militares para uma possível missão humanitária na Faixa de Gaza, no âmbito da iniciativa do Conselho de Paz do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O contingente deverá estar pronto até o fim de junho, segundo as Forças Armadas do país, no que representa o primeiro compromisso firme com um elemento central do plano de reconstrução do pós-guerra defendido pelo líder americano.
As Forças Armadas Nacionais da Indonésia (TNI) informaram que já finalizaram a estrutura proposta da tropa e o cronograma de deslocamento, embora o governo ainda não tenha decidido quando o envio ocorrerá. Segundo o porta-voz do Exército, general de brigada Donny Pramono, cerca de 1.000 militares poderão estar prontos até o início de abril para atuar como equipe avançada, e o contingente poderá chegar a até 8.000 integrantes até junho.
— Em princípio, estamos prontos para ser designados para qualquer lugar — afirmou Pramono à agência americana Associated Press, ressaltando, no entanto, que o fato de as tropas estarem prontas não significa que serão enviadas imediatamente. — Nossas tropas estão totalmente preparadas e podem ser enviadas com pouco aviso assim que o governo der aprovação formal. O envio ainda requer uma decisão política e depende de mecanismos internacionais
De acordo com o cronograma divulgado, os militares passarão por exames de saúde e trâmites administrativos ao longo de fevereiro. Ao fim do mês, haverá uma revisão da prontidão da força. A formação de uma brigada composta por 8 mil integrantes foi definida em reunião realizada em 12 de fevereiro para tratar da missão. O anúncio, feito no domingo, ocorre dias antes da primeira cúpula do Conselho de Paz em Washington, que deverá contar com a presença do presidente indonésio, Prabowo Subianto, e de outros líderes mundiais na quinta-feira.
O governo indonésio tem enfatizado que qualquer atuação em Gaza será estritamente humanitária. O Ministério das Relações Exteriores reiterou que a contribuição do país se concentrará na proteção de civis, na prestação de serviços médicos e na reconstrução do território devastado pela guerra, e que os militares não participarão de operações de combate nem de ações que possam levar a confronto direto com grupos armados.
Se for confirmada, a Indonésia será o primeiro país a se comprometer publicamente a enviar tropas para a missão de segurança criada sob a iniciativa do Conselho de Paz. O órgão, composto majoritariamente por chefes de Estado, foi inicialmente concebido para supervisionar a trégua entre Israel e Hamas em Gaza, mas logo passou a enfrentar ceticismo por parte de alguns aliados de Washington. A carta constitutiva do órgão estabelece um mandato amplo e global, e analistas afirmam que Trump tenta criar um rival para as Nações Unidas que o colocaria no comando.
Autoridades indonésias justificaram a adesão ao Conselho de Paz de Trump afirmando que a participação era necessária para defender os interesses palestinos a partir de dentro do órgão, uma vez que Israel integra o conselho, mas não há representação palestina. A Indonésia, país com a maior população de maioria muçulmana do mundo, não mantém relações diplomáticas formais com Israel e historicamente apoia a solução de dois Estados.
O país do Sudeste Asiático também tem atuado no envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, incluindo o financiamento de um hospital. Com experiência em operações de manutenção da paz, a Indonésia figura entre os dez maiores contribuintes para missões da ONU, inclusive no Líbano. (Com New York Times)

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