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Um brasileiro de 29 anos, que era chamado pelo apelido Osíris, morreu nesta semana após ser atingido por disparos de artilharia na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia. O ataque ocorreu nas proximidades de Kupiansk, área que tem sido palco de confrontos intensos desde o início da guerra contra a Rússia. A informação foi confirmada pelo GLOBO.
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Natural do interior de São Paulo, o jovem atuava como voluntário ao lado das forças ucranianas no 2º Corpo da Guarda Nacional de Kharkiv. Segundo relatos divulgados por apoiadores nas redes sociais, ele teria decidido viajar para o país com o objetivo de defender a Ucrânia no conflito.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que, oficialmente, há registro de 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos no conflito. A morte do jovem ainda não foi contabilizada formalmente pelo órgão.
O aumento das baixas reforça a preocupação do Itamaraty. Em julho de 2025, o ministério publicou comunicado oficial desaconselhando a ida de cidadãos brasileiros a zonas de conflito armado. Na ocasião, destacou o crescimento no número de brasileiros mortos em guerras internacionais e alertou para situações em que voluntários enfrentam dificuldades para deixar as forças combatentes após o alistamento.
Segundo o governo, em muitos desses casos a assistência consular é limitada em razão dos contratos firmados com exércitos estrangeiros.
A nova leva de e-mails ligados ao financista americano Jeffrey Epstein aprofunda o constrangimento em torno da família do Príncipe Andrew, preso nesta quinta-feira (19) no contexto das investigações sobre sua relação com o empresário. De acordo com divulgações da BBC, as mensagens, tornadas públicas anos após a condenação de Epstein por crimes sexuais, mencionam reiteradamente Sarah Ferguson e as princesas Beatrice e Eugenie.
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Andrew, que já havia sido afastado de funções oficiais e perdeu títulos honoríficos após o escândalo, sempre negou de forma veemente qualquer irregularidade. Seu gabinete foi procurado para comentar as novas revelações. Representantes de Ferguson também foram contatados.
Os arquivos mostram e-mails enviados em setembro de 2011 para Jeffrey Epstein a partir de um endereço de e-mail ocultado
Divulgação/Departamento de Justiça dos EUA
Elogios, pedidos de dinheiro e estratégia de imagem
Nos e-mails, a ex-duquesa de York aparece elogiando Epstein de forma efusiva, chamando-o de “o irmão que sempre desejei ter” e declarando gratidão por sua “generosidade”. Em outra troca, uma remetente identificada como “Sarah” chega a escrever: “Estou ao seu dispor. Case-se comigo”. As mensagens são posteriores à condenação de Epstein, em 2008.
Os arquivos também indicam pedidos de apoio financeiro. Em 2009, após dificuldades em um empreendimento comercial, Ferguson teria solicitado 20 mil libras para pagar o aluguel, mencionando risco de exposição na imprensa. Há ainda referências a acordos para quitação de dívidas e a alegação, feita por Epstein em mensagem, de que teria prestado ajuda financeira a ela por 15 anos.
Parte das trocas sugere tentativa de gestão de imagem após as acusações contra o financista. Em um e-mail atribuído a Epstein, ele afirma que “Fergie agora pode dizer: ‘Eu não sou um pedófilo’”, indicando estratégia para conter danos reputacionais. O assessor de imprensa do empresário à época, Mike Sitrick, menciona a intenção de fazer com que jornais deixassem de associá-lo ao termo.
Um porta-voz de Ferguson disse à BBC que ela foi orientada a parabenizar Epstein pelo nascimento de um suposto filho, mas que desconhece detalhes adicionais. Nunca houve confirmação pública de que o financista tenha tido filhos.
Menções às princesas e acesso à realeza
As princesas Princesa Beatrice e Princesa Eugenie também aparecem nas mensagens. Em uma troca de 2010, um remetente não identificado menciona o “fim de semana de sexo” de Eugenie, sem contexto adicional. Não há indicação de irregularidade nas citações.
Outros e-mails relatam encontros sociais, incluindo um almoço em Miami com Ferguson e as filhas, além de convite enviado a Epstein para a festa de 50 anos de Andrew no Palácio de St. James. Em mensagem a um investidor, o financista afirma que Ferguson poderia organizar um chá no Palácio de Buckingham ou no Castelo de Windsor, o que evidenciaria seu trânsito em círculos da alta sociedade britânica.
Apesar da proximidade revelada nas mensagens, os documentos não indicam, por si, prática de crimes por parte das pessoas citadas. Ainda assim, o impacto reputacional é significativo.
Andrew, que deixou a Royal Lodge e foi afastado da vida pública após o escândalo, tornou-se símbolo do desgaste da chamada “marca York”. Já Beatrice e Eugenie mantêm seus títulos e posições na linha de sucessão, mas as novas revelações reacendem questionamentos sobre a capacidade de a família se dissociar definitivamente da sombra de Epstein.
O presidente Donald Trump reuniu nesta quinta-feira, no Instituto de Paz dos Estados Unidos, representantes de mais de 40 países para a primeira reunião de seu Conselho da Paz, iniciativa que tem como foco imediato a reconstrução da Faixa de Gaza e a criação de uma força internacional de estabilização para o território palestino, onde um frágil cessar-fogo ainda está em vigor.
Segundo uma autoridade sênior dos Estados Unidos, a reunião inclui atualizações sobre “todas as linhas de esforço”, entre elas assistência humanitária, a Comissão Nacional para a Administração de Gaza e a Força Internacional de Estabilização. A expectativa é que membros do conselho anunciem compromissos de envio de milhares de integrantes para forças internacionais de estabilização e de polícia em Gaza.
Antes do encontro, Trump afirmou que os integrantes do Conselho da Paz já prometeram US$ 5 bilhões para a reconstrução do território, valor que representa uma fração dos cerca de US$ 70 bilhões estimados como necessários para reconstruir Gaza. O presidente também deve apresentar os detalhes de um plano de reconstrução multibilionário e de uma força de estabilização autorizada pelas Nações Unidas.
A iniciativa reúne países como Armênia, Egito, Hungria, Paquistão, Turquia e Emirados Árabes Unidos. Pelo menos cinco chefes de Estado eram esperados na capital americana, entre eles o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, e o presidente da Argentina, Javier Milei, ambos aliados de Trump.
Ao chegar ao encontro, o presidente posou para uma “foto de família” ao lado do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio, além de líderes da Arábia Saudita, Indonésia e Catar. Aliados tradicionais dos EUA, como Reino Unido, França, Noruega, Suécia e Eslovênia, não aderiram ao conselho. Alguns países manifestaram preocupação com a carta constitutiva do órgão, que não faz menção direta a Gaza, e com o risco de que a iniciativa possa enfraquecer o papel da ONU em operações de paz.
O papa Leão XIV também recusou o convite para integrar o conselho. O Vaticano afirmou que a ONU é a principal responsável por gerir situações de crise. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou a decisão como “profundamente lamentável”.
A Rússia foi convidada a participar, mas o vice-ministro das Relações Exteriores, Sergey Ryabkov, informou que o país não estará na primeira cúpula e ainda avalia sua posição de longo prazo. A União Europeia (UE) enviou a comissária Dubravka Šuica, responsável pela pasta do Mediterrâneo, como representante, mas o bloco não integra o conselho. A Itália participa como observadora, e o chanceler Antonio Tajani afirmou que o país está disposto a ajudar a treinar forças policiais em Gaza e em outras áreas dos territórios palestinos.
O Canadá teve o convite retirado por Trump no mês passado, pouco depois de o primeiro-ministro Mark Carney discursar no Fórum Econômico Mundial e alertar para uma “ruptura” na ordem mundial.
Especialistas e líderes religiosos criticaram o Conselho da Paz. O cardeal Pierbattista Pizzaballa, do Patriarcado Latino de Jerusalém, afirmou que se trata de “uma operação colonialista: outros decidindo pelos palestinos”. O assessor do presidente palestino Mahmoud Abbas, Mahmoud al-Habbash, classificou o arranjo como “temporário” e disse que a liderança palestina o rejeita “em qualquer circunstância”, embora o considere o “mal menor”.
Uma explosão de um caminhão-tanque de gás nesta quinta-feira matou pelo menos três pessoas e feriu 10 em Santiago, informaram as autoridades. Por volta das 8h, horário local (mesmo horário em Brasília), o motorista perdeu o controle do veículo perto da localidade periférica de Renca e bateu em uma barreira de contenção.
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“Temos três mortos e 10 feridos, alguns em estado grave”, disse o delegado presidencial Gonzalo Durán a repórteres, acrescentando que a causa do acidente está sendo investigada.
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A explosão gerou uma grande coluna de fumaça, visível de vários pontos da capital.
O general da polícia Víctor Vielma indicou que a explosão também danificou “alguns veículos dentro de um prédio adjacente e afetou uma cúpula na área”. Os bombeiros estão combatendo o incêndio.
Um vazamento de gás tóxico matou ao menos 36 mineiros e deixou outros 26 hospitalizados na comunidade de Kampani Zurak, no nordeste da Nigéria. A tragédia ocorreu nas primeiras horas desta terça-feira (17), segundo autoridades locais.
De acordo com o porta-voz da polícia, Alfred Alabo, uma investigação preliminar aponta que as mortes foram causadas pela liberação repentina de óxido de chumbo, além de gases associados como enxofre e monóxido de carbono. As substâncias são altamente tóxicas, sobretudo em ambientes fechados ou com ventilação precária.
Segundo relatos oficiais, os trabalhadores não tinham conhecimento da presença dos gases nocivos e só perceberam o risco quando começaram a apresentar sintomas de mal-estar durante a atividade no poço da mina.
Investigação e suspeita de irregularidade
Em comunicado, o ministro do Desenvolvimento de Minerais Sólidos da Nigéria, Dele Alake, afirmou que os mineiros desconheciam a natureza tóxica das emissões e continuaram operando normalmente até que a situação se agravasse. O governo determinou o fechamento imediato do local e abriu investigação para apurar as causas do vazamento.
Ainda não está claro qual minério era explorado na área nem se a atividade era legalizada. A Nigéria enfrenta, há anos, dificuldades para conter operações ilegais de mineração, especialmente de ouro, que já provocaram centenas de mortes no país.
Os corpos das vítimas foram liberados às famílias para sepultamento conforme os rituais religiosos locais.
Pesquisadores da Universidade Duke, em Londres, e do Hospital Al Shifa na Faixa de Gaza descobriram que cerca de 116 mil pessoas ficaram feridas durante a guerra no enclave entre 7 de outubro de 2023 e 1º de maio de 2025. Desses feridos, segundo o estudo publicado nesta quinta-feira na revista eClinicalMedicine, eles estimam que cerca de 46 mil necessitem de cirurgia reconstrutiva. A equipe ainda afirmou que espera que esse número aumente para até 68 mil até maio, caso as hostilidades não diminuam ou cessem.
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— Este é um número muito elevado. Esses ferimentos são bastante complexos e exigem cuidados especializados que não estão disponíveis em Gaza— disse o médico Zaher Sahloul, cofundador da organização humanitária MedGlobal, que não participou do estudo, em entrevista à ABC News.
O estudo constatou que cerca de 80% das lesões que exigiram cirurgia reconstrutiva provavelmente ocorreram em decorrência de explosões causadas por ataques aéreos. Essas explosões, segundo os autores, ocorreram principalmente em áreas urbanas.
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Desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023 — quando o Hamas lançou um ataque terrorista surpresa em Israel, que matou cerca de 1.200 israelenses — as ofensivas de Israel causaram um enorme número de feridos entre a população civil palestina. No entanto, os autores observam que coletar dados precisos é um desafio em zonas de conflito devido à destruição de instalações de saúde, às mortes de profissionais de saúde e às restrições de informação impostas pelo bloqueio.
Há muito que trabalhadores humanitários dizem que o sistema de saúde em Gaza estava em colapso, o que reduz a capacidade dos hospitais fornecerem cirurgias de reconstrução. Além disso, estradas foram destruídas — dificultando o acesso a algumas áreas — e, de acordo com os trabalhadores, escombros podem estar escondendo munições não detonadas, tornando perigosas algumas viagens para coletar dados ou prestar assistência.
— Os principais hospitais que costumavam realizar cirurgias reconstrutivas em Gaza também ficaram sem equipamentos e especialistas capacitados para realizá-las — afirmou Sahloul.
Os autores também escreveram que abordar a crescente lacuna entre a necessidade de cirurgia reconstrutiva devido ao conflito e a capacidade do sistema de saúde “exige um consenso sobre o volume e o padrão das lesões, bem como a capacidade de prever lesões futuras”.
A equipe construiu um modelo usando dados de ataques, mapeamento aeroespacial e estimativas de densidade populacional de fontes humanitárias, governamentais e da mídia. O modelo, portanto, constatou que, até maio de 2025, ocorreram entre 29 mil e 46 mil lesões que exigiram cirurgia reconstrutiva.
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Sahloul, que estava em Gaza no início de 2024 trabalhando nas cidades de Khan Younis e Rafah, disse que ele e seus colegas viram um grande número de lesões por esmagamento — que ocorrem quando força ou pressão excessiva é aplicada em uma parte do corpo — após eventos com múltiplas vítimas.
— A maioria desses pacientes fica sem tratamento adequado para as feridas e cirurgia reconstrutiva devido à falta de cirurgiões disponíveis — disse ele à ABC. — E a guerra piorou ainda mais depois que eu saí. Então, não me surpreenderia se esse número fosse preciso, embora seja muito difícil prever com exatidão o número de pacientes.
De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, pelo menos 1.500 pessoas foram mortas desde o anúncio do cessar-fogo, em outubro do ano passado. E, por isso, não seria surpreendente ver o número de feridos graves aumentar, segundo Shaloul.
— Esses números são astronômicos e, se forem precisos, representam um enorme fardo para o sistema de saúde da região — afirmou o médico. — Infelizmente, a maioria desses pacientes terá complicações, infecções e morrerá enquanto aguarda a cirurgia.
A região de Lisboa foi atingida por dois sismos de magnitude 4,1 no início da tarde desta quinta-feira (19), com intervalo de apenas dois minutos entre eles. Os tremores foram sentidos em diversos municípios dos distritos de Lisboa, Santarém, Leiria e Coimbra, sobretudo nos andares mais altos dos edifícios. Até o momento, não há registro de vítimas ou danos materiais.
De acordo com o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico, o primeiro abalo foi registrado às 12h14 (hora local), com epicentro próximo a Alenquer, no Distrito de Lisboa, a uma profundidade de aproximadamente 14,6 quilômetros. Dois minutos depois, às 12h16, um novo tremor, também de magnitude 4,1, foi registrado na mesma região.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) confirmou os dois eventos sísmicos. Segundo o órgão,, o tremor não causou danos pessoais ou materiais e de acordo com informações disponíveis até ao momento e foi sentido com intensidade máxima IV/V em Loures, município de 200 mil habitantes na região metropolitana da capital portuguesa.
Relatos de moradores indicam que os abalos foram percebidos em cidades como Oeiras, Cascais, Sintra, Alverca, Castanheira do Ribatejo, Bucelas e Porto Alto, além de outros municípios da área metropolitana de Lisboa.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil também confirmou a ocorrência e afirmou que “não há registo de danos pessoais ou materiais até o momento”.
O episódio ocorre um ano e dois dias após o sismo de magnitude 4,7 que também atingiu a região de Lisboa, reacendendo a atenção das autoridades para a atividade sísmica na área.
As Forças Armadas dos Estados Unidos estão prontas para realizar um possível ataque ao Irã já neste fim de semana, enquanto Israel prepara suas defesas diante da perspectiva de um conflito iminente. A movimentação ocorre em meio ao reforço militar de Washington no Oriente Médio e a alertas internacionais de que a possibilidade de uma escalada é real, embora autoridades próximas ao presidente americano, Donald Trump, tenham relatado que o republicano ainda não tomou uma decisão final sobre prosseguir ou não com uma ofensiva.
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No centro do impasse está a questão do enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado para abastecer reatores nucleares ou produzir bombas. Israel e os Estados Unidos querem cessar toda atividade e desmontar as usinas iranianas, enquanto a República Islâmica insiste em manter alguma capacidade de produção de combustível para supostos fins pacíficos. Nesta quinta-feira, Teerã reiterou que “nenhum país” pode privá-lo do direito de enriquecimento nuclear, ao mesmo tempo em que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, sinalizou que a janela diplomática do Irã está se fechando.
— Não há muito tempo, mas estamos trabalhando em algo concreto — disse Grossi à Bloomberg, referindo-se a seis horas de reuniões realizadas no início da semana, em Genebra, com diplomatas iranianos. — Há algumas soluções que a AIEA propôs.
A segunda rodada de negociações sobre um novo acordo nuclear, realizada em Genebra na terça-feira, no entanto, terminou sem avanços reais. Autoridades iranianas tentaram adotar um tom otimista após as conversas, com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, mencionando “bons progressos”. Por sua vez, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que “houve algum progresso”, mas que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”. Segundo avaliações de segurança israelenses, apesar das declarações públicas, divergências significativas permanecem.
— O presidente sempre deixou muito claro que, em relação ao Irã ou a qualquer outro país do mundo, a diplomacia é sempre sua primeira opção, e o Irã seria muito sábio em fazer um acordo com o presidente Trump e com este governo — disse Leavitt na quarta-feira. — Acredito que os iranianos devem nos apresentar mais detalhes nas próximas semanas, e o presidente continuará acompanhando como isso evolui. Ele está sempre pensando no que é melhor para os EUA, (…) e é assim que toma decisões em relação à ação militar.
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De acordo com a Axios, Trump reuniu-se na quarta-feira com os dois assessores que lideram as negociações indiretas com o Irã: Steve Witkoff, incorporador imobiliário que se tornou enviado especial, e Jared Kushner, genro do presidente. Fontes americanas disseram ao veículo que as conversas em Genebra foram “irrelevantes” e que o Pentágono estava se preparando para uma ofensiva conjunta com Israel que poderia durar semanas. As mesmas fontes acrescentaram que Teerã tem até o fim de fevereiro para oferecer concessões em seu programa nuclear.
Pressão militar
Enquanto manteve o diálogo, o governo americano enviou um amplo conjunto adicional de armamentos ao Oriente Médio, incluindo mais navios de guerra, sistemas de defesa aérea e submarinos, além de dezenas de aviões-tanque e mais de 50 caças adicionais. O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua flotilha de navios de guerra já estão na região, e um segundo porta-aviões, o USS Gerald Ford, está a caminho. Há, ainda, ao menos três navios de combate litorâneo, um destróier com mísseis guiados no Mar Vermelho e dois destróieres com mísseis guiados no Golfo Pérsico, próximos ao estreito de Ormuz.
Altas autoridades iranianas têm advertido repetidamente, nos últimos anos, que bloquearão militarmente o estreito de Ormuz — rota vital de navegação responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo — caso o país seja atacado. A mídia estatal iraniana informou na terça que partes do estreito seriam fechadas por algumas horas por “precauções de segurança”, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizava exercícios militares na área.
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Os porta-aviões e os navios que os acompanham permitem que os Estados Unidos conduzam um ataque ao Irã sem precisar recorrer a aeronaves americanas estacionadas em Estados árabes do Golfo. Esses governos, temendo retaliação do arsenal de mísseis do Irã, afirmaram que não permitirão que operações ofensivas sejam lançadas a partir de seus territórios. Ao mesmo tempo, o Pentágono está retirando parte do pessoal nas proximidades para evitar possíveis contra-ataques caso os EUA avancem com uma ofensiva, publicou a CBS.
Diante dos amplos sinais de escalada, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu nesta quinta-feira que cidadãos poloneses deixem imediatamente o Irã e acrescentou que, “sob nenhuma circunstância, ninguém deve viajar para aquele país”. Ele alertou que a perspectiva de um conflito ativo é “muito real” e afirmou que a ofensiva militar pode eclodir dentro de “algumas, uma dúzia ou várias dezenas de horas”, e que a evacuação “pode deixar de ser uma opção”.
— Por favor, levem isso a sério. Tivemos experiências ruins no passado com pessoas que ignoraram esses alertas. Portanto, quero enfatizar mais uma vez: deixem o Irã imediatamente ou cancelem seus planos de viagem. Se um conflito aberto começar, ninguém poderá garantir uma forma de saída — disse ele em entrevista coletiva.
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Mobilização em Israel
Em Israel, autoridades de defesa afirmam que a probabilidade de um ataque americano ao Irã aumentou nas últimas 24 horas. Elas também não descartam um papel ativo do Estado judeu em qualquer ataque americano ao território iraniano, já que os dois países coordenam de perto inteligência, comunicações e defesa aérea. As forças israelenses têm realizado preparativos defensivos — e, caso Israel seja atacado, também ofensivos — para a possibilidade de uma nova guerra eclodir em breve. A elevação do nível de prontidão e alerta pode afetar licenças de soldados e, se necessário, levar a uma ampla convocação de reservistas.
Ao Haaretz, comandantes de alto escalão das Forças Armadas de Israel afirmaram que, nesta fase, não foram dadas instruções para alterar o nível de prontidão da frente interna além do já elevado estado de alerta e preparação mantido nas últimas semanas. A avaliação predominante é que o Irã não iniciará um ataque preventivo contra Israel e preferirá explorar o canal diplomático até o último momento. Os americanos entendem que o Irã tenta ganhar tempo, mas, ao mesmo tempo, não estão dispostos a ceder em suas exigências centrais nas negociações.
Para um presidente que fez campanha prometendo manter os EUA fora de guerras, Trump agora considera o que seria ao menos o sétimo ataque militar americano em outro país desde 2025 — e o segundo contra o Irã. Em junho passado, após atingir três instalações nucleares iranianas, Trump declarou que o programa nuclear do Irã havia sido “obliterado”. Agora, ele avalia enviar novamente suas Forças Armadas para concluir a tarefa. Diferentemente do ataque conjunto EUA-Israel em junho passado, porém, os objetivos de Trump desta vez são menos claros.
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Os ataques de junho do último ano marcaram a primeira vez que os EUA lançaram bombardeios em território iraniano. A Operação Midnight Hammer durou menos de 30 minutos, segundo o Pentágono. Desta vez, um ataque aéreo americano contra o Irã poderia durar mais, especialmente se Trump tentar infligir danos duradouros — ou fatais — ao regime. A depender da decisão do republicano, os alvos poderiam incluir sistemas de defesa aérea iranianos — já danificados —, depósitos e lançadores de mísseis balísticos, fábricas de drones e bases utilizadas pela Guarda Revolucionária e pela milícia Basij, que desempenharam papéis centrais na repressão letal aos protestos anti-regime no mês passado, que deixou milhares de mortos.
Ataques a instalações nucleares provavelmente incluiriam um bombardeio ao Kūh-e Kolang Gaz Lā, ou “Montanha Picareta”, um complexo subterrâneo escavado na encosta de uma montanha que não foi alvo da guerra aérea de junho, segundo relatos de ex-funcionários e especialistas à NBC. Se Trump tentar derrubar o regime, poderá ordenar uma série de ações encobertas, além de ataques de “decapitação” destinados a eliminar a liderança do país, incluindo a mais alta autoridade, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.
— Minha impressão sobre o governo é que eles vão adotar uma política de enfraquecimento máximo do regime e, se a consequência inevitável disso for a mudança de regime, ótimo — afirmou Mark Dubowitz, diretor-executivo da Foundation for Defense of Democracies, um centro de estudos que defende sanções mais duras e outras medidas contra o Irã. (Com AFP, Bloomberg e New York Times)
A família de Virginia Giuffre afirmou nesta quinta-feira que a prisão de Andrew Mountbatten-Windsor representa a confirmação de que “ninguém está acima da lei, nem mesmo a realeza”. A declaração foi divulgada após o ex-príncipe ser detido pela Polícia do Vale do Tâmisa sob suspeita de má conduta em cargo público.
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Segundo as autoridades, a prisão ocorreu após “avaliação minuciosa” dos fatos e das provas reunidas na investigação em curso. Viaturas descaracterizadas e agentes à paisana foram até Sandringham, onde Andrew reside, para cumprir a detenção. O Palácio informou que Charles III recebeu a notícia “com preocupação”, mas reiterou que “a lei deve seguir seu curso”.
Em nota enviada ao jornal The Guardian, os irmãos de Giuffre, que morreu em abril DE 2025, agradeceram à polícia britânica. “Em nome de nossa irmã, expressamos nossa gratidão pela investigação e pela prisão de Andrew Mountbatten-Windsor”, afirmaram. “Ele nunca foi um príncipe. A todos os sobreviventes, Virginia fez isso por vocês.”
Quem foi Virginia Giuffre
Virginia Giuffre foi a primeira mulher a acusar publicamente Andrew de abuso sexual no contexto do escândalo envolvendo Jeffrey Epstein. Em denúncia apresentada no fim de 2014, ela afirmou ter sido vítima de tráfico sexual por Epstein e disse que foi abusada pelo então príncipe ao menos três vezes em 2001, quando tinha 17 anos. Andrew sempre negou as acusações.
O caso ganhou dimensão internacional e levou, anos depois, a um acordo extrajudicial firmado entre Andrew e Giuffre, sem admissão de culpa. A repercussão contribuiu para o afastamento dele das funções oficiais da monarquia britânica.
Mais recentemente, uma segunda mulher — que permanece anônima — também apresentou acusações. Segundo o advogado Brad Edwards, em entrevista à BBC, ela teria sido enviada ao Reino Unido em 2010 para um encontro sexual com Andrew. A investigação agora busca esclarecer a extensão das responsabilidades.
Giuffre morreu em abril de 2025, e sua família atribuiu sua morte aos danos psicológicos decorrentes de anos de abuso e exploração. Para os irmãos, a prisão de Andrew simboliza um desdobramento histórico de uma batalha iniciada há mais de uma década por sua irmã, que se tornou uma das principais vozes no caso Epstein.
O Telescópio Espacial Hubble revelou a imagem mais nítida já registrada da Nebulosa do Ovo, um impressionante espetáculo de luz cósmica gerado por uma estrela em seus estágios finais de vida. Localizada a cerca de 1.000 anos-luz da Terra, na constelação de Cisne, a estrutura oferece uma oportunidade rara de observar os processos complexos que ocorrem quando uma estrela semelhante ao nosso Sol se aproxima do fim.
Nasa alerta que a Terra está indefesa diante de milhares de asteroides ‘assassinos de cidades’ não detectados
No centro da nebulosa há uma estrela escondida por uma densa nuvem de gás e poeira. Dessa envoltura escapam dois potentes feixes de luz, formando cones estreitos que atravessam o espaço. Ao redor, camadas concêntricas de gás refletem o brilho estelar, criando a aparência de ondas luminosas e contribuindo para o efeito descrito como um “espetáculo de luzes”. Um conjunto de estrelas menores circunda a nebulosa sobre um fundo escuro.
A Nebulosa do Ovo é considerada a primeira, mais jovem e mais próxima nebulosa pré-planetária já descoberta. Esse estágio antecede a formação de uma nebulosa planetária — estrutura composta por gás e poeira ejetados por uma estrela moribunda semelhante ao Sol. Trata-se de uma fase extremamente breve, que dura apenas alguns milhares de anos, funcionando como um laboratório natural para o estudo da evolução estelar tardia.
Nessa etapa, a nebulosa brilha ao refletir a luz da estrela central, que escapa por uma abertura polar no disco denso de poeira. Esse material foi expelido há poucas centenas de anos. Os feixes iluminam lóbulos polares de movimento rápido, que atravessam arcos concêntricos mais antigos e lentos. A forma e o movimento dessas estruturas sugerem possíveis interações gravitacionais com estrelas companheiras ocultas dentro do disco de poeira.
As observações mais recentes foram feitas com a câmera WFC3, que combinou comprimentos de onda visíveis e infravermelhos. Os dados revelam fluxos de hidrogênio molecular aquecido emergindo da nuvem interna de poeira, destacados em tons alaranjados. Os anéis concêntricos, formados por erupções sucessivas da estrela a cada poucas centenas de anos, preservam pistas importantes sobre a dinâmica do núcleo, que não pode ser observado diretamente.
Ao contrário de uma supernova, que resulta de uma explosão violenta, as estruturas simétricas e organizadas da Nebulosa do Ovo indicam uma série coordenada de ejeções graduais de material. Essas estrelas envelhecidas desempenham papel fundamental na produção e dispersão de poeira cósmica, matéria-prima que, ao longo de bilhões de anos, contribui para a formação de novos sistemas estelares — incluindo o Sistema Solar, que deu origem à Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos.
Desde 1997, o Hubble já havia observado a Nebulosa do Ovo com diferentes instrumentos, incluindo as câmeras WFPC2, NICMOS e ACS.

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