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Uma explosão de grandes proporções envolvendo um caminhão que transportava gás provocou, na manhã de sexta-feira, a morte de ao menos quatro pessoas e deixou outras 20 feridas na Região Metropolitana de Santiago, no Chile. O acidente ocorreu por volta das 8h, nas proximidades da comuna de Renca, e mobilizou equipes de emergência ao longo de todo o dia.
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Segundo as autoridades chilenas, o motorista do veículo, pertencente à empresa Gasco, perdeu o controle do caminhão e colidiu contra a barreira de contenção em uma curva que conecta a Rota 5 à Autopista General Vázquez, trecho conhecido como “rota da morte”. O condutor e outras três pessoas morreram no local.
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Dez vítimas sofreram ferimentos graves e foram encaminhadas a hospitais em estado crítico, quatro delas com mais de 50% do corpo queimado. Outras dez pessoas procuraram atendimento médico por conta própria. Cinco feridos permanecem em risco de vida.
As causas do acidente ainda são investigadas. De acordo com informações divulgadas pela imprensa local, a bombona do caminhão teria se fissurado após o tombamento, provocando o vazamento do gás e, em seguida, sua ignição a partir de uma faísca. A nuvem de gás se espalhou por cerca de 800 metros ao redor do ponto do impacto.
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A explosão gerou uma densa coluna de fumaça, visível de diferentes pontos da capital chilena, segundo a agência AFP. A intensidade do incêndio foi tamanha que as chamas chegaram a derreter câmeras de segurança instaladas na área. O Corpo de Bombeiros estimou que a temperatura no centro da explosão atingiu 840 graus Celsius, informou o site BioBio.
O general da polícia Víctor Vielma afirmou que a explosão alcançou “alguns veículos que se encontravam no interior de um recinto vizinho e afetou um domo existente no setor”. Ao todo, 99 veículos foram destruídos.
Somente às 21h o general Víctor Vielma, chefe de Trânsito e Rodovias dos Carabineros, confirmou que a situação estava sob controle. Até então, equipes técnicas trabalharam para liberar, por meio de uma válvula de segurança, o gás que permanecia na bombona do caminhão, medida considerada essencial para evitar novas explosões.
Uma das hipóteses levantadas preliminarmente aponta para possível excesso de velocidade do caminhão. O limite no trecho é de 70 km/h, mas a imprensa chilena relata que veículos frequentemente trafegam a até 100 km/h no local.
Após o episódio, a Confederação Nacional de Transporte de Carga do Chile ressaltou a necessidade de fiscalização permanente e de modernização profunda da infraestrutura viária. Segundo dados do setor, cerca de 90% das cargas no país são transportadas por caminhões.
A empresa proprietária do veículo será investigada. De acordo com o ex-promotor Rodrigo Ríos, será necessário apurar se houve negligência no cumprimento das normas de segurança.
Medellín está avançando com a construção da primeira megaprisão da Colômbia, inspirada no modelo da notória prisão para gangues criada pelo presidente Nayib Bukele em El Salvador, informou a prefeitura local. A prisão terá capacidade para mais de 1.300 detentos sob rígidas medidas de segurança, afirmou Federico Gutiérrez, prefeito da segunda maior cidade do país, que já foi uma das mais violentas do mundo antes da morte do narcotraficante Pablo Escobar em 1993.
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Um funcionário da prefeitura disse nesta sexta-feira que o projeto da megaprisão é inspirado no Cecot (Centro de Confinamiento del Terrorismo – Centro de Confinamento do Terrorismo), a prisão de alta segurança de El Salvador, que tem sido alvo de denúncias de grupos de direitos humanos sobre supostos abusos contra os presos.
A Colômbia junta-se, assim, a outros países latino-americanos, como Equador e Costa Rica, que estão construindo esse tipo de prisão. Mais recentemente, o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, visitou a prisão de Cecot e pediu a Bukele “colaboração” para “aprimorar” o sistema prisional do país.
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Nesta quinta-feira, Gutiérrez visitou o canteiro de obras da prisão, que será financiada com recursos públicos e privados. O líder de direita garantiu que a unidade não será vigiada por funcionários da administração penitenciária nacional, mas por sua própria equipe de segurança.
O prefeito explicou que a prisão, que estará pronta em 2027, contará com sistemas tecnológicos para impedir a comunicação entre os detentos, já que uma das formas mais comuns de extorsão no país tem origem nas prisões. A ideia é que as pessoas encarceradas lá sejam “privadas de muitos privilégios”, disse Gutiérrez à imprensa.
Poderosos grupos criminosos atuam em Medellín. A segurança está no centro do debate que antecede as eleições presidenciais de 31 de maio. Os favoritos, segundo as pesquisas, são o senador de esquerda Iván Cepeda — um dos arquitetos da controversa política de paz do presidente Gustavo Petro, que consiste em negociar com grupos armados — e o advogado de direita Abelardo de la Espriella.
De la Espriella, que conta com o apoio do partido do prefeito de Medellín, propõe a construção de megaprisões onde os detentos ficariam “dez andares abaixo da terra”, alimentados “com pão e água”.
Enquanto as Forças Armadas dos Estados Unidos estão a postos para realizar um possível ataque ao Irã, o presidente americano, Donald Trump, avalia uma ofensiva inicial limitada para pressionar o regime a atender às suas exigências para um acordo nuclear, revelou o Wall Street Journal (WSJ) nesta sexta-feira. Mas o republicano ainda não tomou uma decisão. Determinado a “fechar um acordo de um jeito ou de outro”, Trump, segundo a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, “sabe o que pode ou não fazer”.
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O ataque inicial — que se autorizado poderia ocorrer “nos próximos 10 dias”, como alertou Trump na reunião inaugural do Conselho de Paz, na quinta-feira, em Washington — teria como alvo alguns locais militares ou governamentais. Essa ofensiva, de acordo com o WSJ, provavelmente não provocaria uma retaliação significativa, mas poderia levar o Irã a abandonar as negociações, pelo menos por um período.
Nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã deve apresentar aos EUA seu plano para um acordo nuclear nos próximos “dois ou três dias”.
— O próximo passo é apresentar uma minuta de um possível acordo aos meus homólogos nos EUA. Acredito que nos próximos dois ou três dias ela estará pronta e, após a confirmação final dos meus superiores, será entregue a Steve Witkoff (enviado especial de Washington ao Oriente Médio) — afirmou o ministro ao programa Morning Joe, da rede de televisão americana MSNBC.
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Mas se o Irã ainda se recusar a cumprir a diretiva de Trump para encerrar seu enriquecimento nuclear, os EUA responderiam com uma ampla campanha para derrubar o regime de Teerã, segundo o WSJ. As discussões internas do governo Trump, de fato, têm se concentrado mais em campanhas de maior escala no Irã. Teerã, por sua vez, reiterou que “nenhum país” pode privá-lo do direito de enriquecimento nuclear.
A primeira opção de ataque indica que Trump pode estar aberto a usar a força militar não apenas como forma de pressionar o Irã, mas também para pavimentar o caminho para um acordo favorável aos EUA. Ainda de acordo com o WSJ, o presidente americano poderia escalar a tensão, começando com ataques menores antes de campanhas maiores até que o regime desmantele seu programa nuclear ou caia — como aconteceu com o líder chavista Nicolás Maduro na Venezuela, após meses da pressão militar americana no Caribe.
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O porta-aviões USS Abraham Lincoln já está destacado no Oriente Médio com seu grupo de ataque. Além dele, o poderoso USS Gerald Ford, que estava no Caribe, agora está a caminho da região. Há ainda ao menos três navios de combate litorâneo, um contratorpedeiro com mísseis guiados no Mar Vermelho e dois contratorpedeiros com mísseis guiados no Golfo Pérsico, próximos ao estreito de Ormuz — rota vital de navegação responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo, que pode ser alvo de bloqueio caso a República Islâmica seja atacada.
Analistas americanos ouvidos pelo WSJ alertam que quaisquer ataques contra o Irã, sejam pontuais ou em grande escala, têm o potencial de encorajar uma retaliação iraniana e até arrastar os EUA para uma guerra no Oriente Médio, colocando em risco aliados regionais. Israel, por exemplo, deixou suas defesas em alerta diante da perspectiva de um conflito iminente, e o premier Benjamin Netanyahu afirmou que, se os iranianos lançarem um ataque contra o seu país, receberão uma “resposta que nem imaginam”.
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Desde o início das recentes ameaças de Trump, autoridades iranianas dizem que podem responder com força máxima a qualquer ataque americano. Em uma série de declarações nas redes sociais na última terça-feira — quando aconteceu a segunda rodada de negociações indiretas entre os países, em Genebra, sobre o acordo nuclear —, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que suas forças poderiam afundar um porta-aviões americano e atingir as Forças Armadas dos EUA “com tanta força que elas não conseguiriam se reerguer”.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, discursa em encontro com apoiadores em Teerã
KHAMENEI.IR / AFP
O Irã, porém, já está desconfiado dos prazos de Trump. No ano passado, a Casa Branca disse que daria duas semanas para fechar um acordo nuclear semelhante. Mas, poucos dias depois, bombardeiros americanos atacaram três instalações nucleares iranianas, atrasando o programa nuclear do país, durante uma guerra de 12 dias que também envolveu Israel.
Impasse sobre o enriquecimento de urânio
No centro do impasse está a questão do enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado para abastecer reatores nucleares ou produzir bombas. Tel Aviv e Washington querem cessar toda atividade e desmontar as usinas iranianas, enquanto a República Islâmica insiste em manter alguma capacidade de produção de combustível para supostos fins pacíficos.
Segundo o chanceler iraniano, os EUA não pediram ao Irã que abandonasse o enriquecimento de urânio durante as negociações realizadas na última terça-feira em Genebra, com a mediação de Omã.
— Não propusemos nenhuma suspensão, e os Estados Unidos não pediram o enriquecimento zero — afirmou Araghchi à MSNBC.
Trump, no entanto, tem defendido reiteradamente a proibição total do enriquecimento de urânio no Irã, uma exigência que Teerã considera uma linha vermelha em suas negociações sobre seu programa nuclear.
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A nova avaliação de Trump sobre a possibilidade de um ataque inicial de menor escala ao Irã remete a um debate ocorrido durante seu primeiro mandato em 2018, quando, em meio a uma escalada de retórica nuclear entre Washington e Pyongyang, seu governo considerou a opção de aplicar um chamado “nariz sangrento” à Coreia do Norte — um ataque preventivo limitado que demonstraria a determinação dos EUA em encerrar o programa nuclear do regime. A ideia acabou sendo descartada, e Trump optou por uma estratégia diplomática, reunindo-se três vezes com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, embora os encontros não tenham resultado na desnuclearização de Pyongyang.
— Ao longo dos anos, ficou claro que chegar a um acordo significativo com o Irã não é fácil. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão — declarou Trump na reunião inaugural do Conselho de Paz, sua iniciativa para garantir a estabilidade em Gaza. — (…) Talvez tenhamos que dar um passo adiante, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Vocês provavelmente descobrirão nos próximos 10 dias.
Um homem foi identificado e multado pela polícia municipal de Catania, na região da Sicília na Itália, depois de treinar seu cachorro para depositar sacos de lixo em áreas de descarte irregular, numa tentativa de evitar as câmeras de vigilância instaladas para coibir o abandono ilegal de resíduos, informou a prefeitura da cidade.
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Imagens divulgadas pela polícia mostram um pequeno cão caminhando pela via Pulacara, no bairro San Giorgio, carregando um saco de resíduos na boca e deixando-o ao lado da rua. As autoridades afirmam que o animal foi treinado para essa função para impedir que o dono fosse flagrado pelas câmeras no momento em que descartava o lixo.
Segundo a polícia, a artimanha foi considerada “tão engenhosa quanto duplamente errada”, uma vez que, além de poluir o espaço urbano, a prática buscava deliberadamente burlar o sistema de monitoramento ambiental. A prefeitura ressaltou que o respeito ao decoro urbano e ao meio ambiente é obrigação de todos.
O episódio foi divulgado na página oficial do município no Facebook, acompanhado de vídeos captados pelas câmeras de vigilância e de uma mensagem pública em que a polícia afirma que “inventividade não pode ser um álibi para a incivilidade”.
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Reprodução | Facebook | Prefeitura de Catania
— A engenhosidade nunca pode tornar-se um álibi para a incivilização. Um comportamento que é tão quanto duas vezes correto, porque além de sujar a cidade, tenta escapar das regras aproveitando o amigo de quatro patas inconsciente — diz a publicação.
O abandono ilegal de resíduos, conhecido como “fly-tipping”, é um problema persistente, especialmente no sul da Itália, que tem levado municípios a apostar cada vez mais em sistemas de monitoramento eletrônico para identificar infratores e aplicar multas.
Autoridades italianas podem aplicar multas elevadas para o abandono de lixo sem autorização, com valores previstos na legislação local que vão de milhares a dezenas de milhares de euros, além da possibilidade de sanções penais em casos graves.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará concluir um acordo sobre minerais críticos e terras raras com a Índia durante uma reunião com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, no sábado.
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O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, necessárias para a fabricação de produtos tão diversos como veículos elétricos, painéis solares, smartphones, motores de avião e mísseis guiados.
A produção de terras raras é quase um monopólio da China, que, assim como o Brasil, trava uma disputa tarifária com o governo do presidente americano, Donald Trump.
Mas a Índia deseja reduzir sua dependência da China e desenvolveu a produção nacional e suas atividades de reciclagem, ao mesmo tempo em que tenta diversificar sua carteira de fornecedores de minerais críticos.
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Segundo fontes oficiais, Lula pretende assinar um memorando sobre os minerais durante as reuniões com Modi na Índia, um país com o qual o Brasil tenta reforçar as relações comerciais.
O presidente brasileiro chegou a Nova Délhi na quarta-feira, acompanhado por vários ministros e por uma grande comitiva empresarial, incluindo vários CEOs de companhias brasileiras.
Rishabh Jain, especialista do ‘Council on Energy, Environment and Water’ (CEEW), think tank com sede em Nova Délhi, destacou que a cooperação entre Índia e Brasil no setor dos minerais críticos se soma a outros acordos alcançados com Estados Unidos, França e União Europeia (UE) sobre as cadeias de suprimentos.
Jain declarou à AFP que, embora os acordos tenham contribuído para melhorar o acesso a tecnologias de ponta, o financiamento e o tratamento de alta tecnologia, “as alianças com os países do Sul são essenciais para garantir um acesso diversificado e concreto aos recursos e moldar as novas regras do comércio mundial”.
Com quase 1,5 bilhão de habitantes, a Índia é o país de maior população do mundo e o 10º mercado para as exportações brasileiras. Estima-se que o comércio bilateral superou US$ 15 bilhões (R$ 78 bilhões) em 2025.
Maior cooperação entre os países
O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina. No ano passado, os dois países estabeleceram como meta que as transações comerciais bilaterais alcancem US$ 20 bilhões (R$ 104,5 bilhões) até 2030.
Modi e Lula também abordarão as dificuldades econômicas globais e as tensões nos sistemas de comércio multilaterais provocadas pelas tarifas impostas pelos EUA contra Brasil e Índia em 2025, que estimularam o reforço da cooperação entre os dois países.
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Washington suspendeu, no entanto, este mês uma tarifa adicional de 25% sobre produtos indianos. Em troca, Nova Délhi deve parar de comprar petróleo russo e, em vez disso, passar a comprar produtos energéticos americanos.
—Lula e Modi terão a oportunidade de trocar pontos de vista sobre a situação mundial e, em particular, sobre os desafios que o multilateralismo e o comércio internacional enfrentam — disse a diplomata brasileira Susan Kleebank, secretária de Ásia e Pacífico do Ministério das Relações Exteriores.
Entre as principais exportações do Brasil para a Índia estão o açúcar, o petróleo bruto, os óleos vegetais, o algodão e o ferro.
A demanda por minério de ferro aumentou com o rápido desenvolvimento das infraestruturas e do crescimento industrial da Índia, que pode se tornar a quarta maior economia do mundo em breve.
As empresas brasileiras também estão ampliando a presença na Índia. O grupo Adani e a Embraer assinaram um acordo de fabricação de helicópteros em janeiro.
Na quinta-feira, Lula discursou na cúpula sobre inteligência artificial ‘AI Impact’, em Nova Délhi. O brasileiro pediu o estabelecimento de um programa de governança mundial, multilateral e inclusivo para a IA.
Depois da Índia, ele visitará a Coreia do Sul, onde se reunirá com o presidente Lee Jae-myung e participará de um fórum empresarial Brasil-Coreia do Sul.
Donald Trump afirmou nesta quinta-feira que determinou ao Secretário da Guerra e a outros departamentos a divulgação de documentos governamentais relacionados a “vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs)”.
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A declaração ocorre dias após o ex-presidente Barack Obama comentar, em entrevista a um podcast, que não existem instalações secretas subterrâneas na chamada “Área 51” abrigando alienígenas — a menos que houvesse uma conspiração que nem o presidente conhecesse.
O episódio reacendeu o interesse público sobre a Area 51, base militar localizada no deserto de Nevada que, desde os anos 1950, alimenta teorias sobre tecnologia extraterrestre e encobrimentos governamentais.
A Área 51 é uma instalação confidencial da Força Aérea dos Estados Unidos, situada próximo ao lago seco Groom Lake. Durante décadas, sua própria existência foi oficialmente negada. Em 2013, documentos divulgados pela CIA confirmaram que o local serviu para testes de aeronaves ultrassecretas, como os aviões-espiões U-2 e A-12, durante a Guerra Fria.
O isolamento extremo, o forte esquema de segurança e a ausência de informações públicas contribuíram para transformar a base em símbolo de mistério.
Casos e teorias associados à Área 51
• Roswell (1947): Destroços encontrados no Novo México foram inicialmente descritos como “disco voador” antes de o governo afirmar tratar-se de um balão meteorológico. A mudança de versão alimentou suspeitas de que corpos e tecnologia alienígena teriam sido levados para a Área 51.
• Projeto Aurora: Rumores indicam que a base teria sido usada para testar aeronaves hipersônicas secretas. Embora nunca confirmado oficialmente, relatos de aviões com características incomuns reforçam a lenda.
• “Homens de Preto”: Testemunhas de OVNIs afirmam ter sido abordadas por agentes misteriosos que tentariam desacreditá-las ou silenciá-las.
• Bases subterrâneas: Teorias sugerem que haveria instalações subterrâneas profundas onde ocorreriam experimentos com engenharia reversa de tecnologia extraterrestre.
• Caso Tic Tac (2004): Pilotos da Marinha dos EUA relataram encontros com objetos em formato de “tic tac”. Vídeos foram posteriormente divulgados pelo Pentágono, aumentando o debate sobre fenômenos aéreos não identificados.
• Caverna de Papoose: Suposta instalação subterrânea conectada à base principal, onde ocorreriam operações secretas envolvendo tecnologia alienígena.
• Incidente de Kingman (1953): Relatos apontam a queda de um “disco voador” no Arizona, com suposta recuperação de destroços e corpos, versão negada pelo governo.
Autoridades americanas reconhecem a existência de fenômenos aéreos não identificados, mas afirmam não haver evidências públicas de que sejam de origem extraterrestre.
Arquivos da CIA e do Pentágono indicam que grande parte dos avistamentos históricos pode estar ligada a testes militares sigilosos, especialmente durante a Guerra Fria.
O consumo de carne de cavalo pode ser proibido na Itália nos próximos meses. Um projeto de lei em tramitação no Parlamento prevê classificar equinos — incluindo cavalos, burros e mulas — como animais de estimação, o que tornaria ilegal seu abate para consumo.
A proposta foi apresentada por Michela Vittoria Brambilla, do partido Noi Moderati e integrante da coalizão governista liderada pela primeira-ministra Giorgia Meloni. O texto também conta com apoio de parlamentares da oposição.
Se aprovada, a lei poderá impor multa de até 100 mil euros e pena de prisão de até três anos para quem descumprir a proibição.
O projeto inclui ainda a implantação obrigatória de microchips em equinos e a criação de um sistema nacional de monitoramento. Está previsto também um fundo de 6 milhões de euros para auxiliar criadores a adaptarem seus negócios, segundo o jornal The Guardian.
Brambilla, que preside a associação de direitos dos animais Leidaa, argumenta que a proposta representa uma mudança cultural necessária.
— Já estamos no século 21 e os equinos continuam sendo explorados. Amigos não devem ser comidos — declarou.
Tradição culinária em debate
Apesar da queda no consumo na última década, a Itália segue entre os maiores consumidores e importadores de carne de cavalo na Europa. O alimento integra a culinária tradicional de regiões como Puglia, Campânia, Sicília, Lombardia, Vêneto e Emília-Romanha.
O ex-ministro da Agricultura Gian Marco Centinaio afirmou que a proibição apagaria parte da história gastronômica italiana, reconhecida como patrimônio cultural imaterial pela UNESCO.
— Desde os guisados de Verona e Salento até as almôndegas de Catania, trata-se de identidade regional — disse.
Já o senador Dario Damiani, do partido Forza Italia, argumentou que a medida afetaria a cadeia produtiva e colocaria empregos em risco.
Pesquisa realizada no ano passado mostrou que 83% dos italianos afirmam não consumir carne de cavalo, enquanto 17% dizem ingerir o produto ao menos uma vez por mês. A redução é atribuída a preocupações éticas, maior empatia com os animais e mudanças culturais.
Andrew Mountbatten-Windsor, o ex-príncipe Andrew, foi libertado sob investigação na noite de quinta-feira, após passar grande parte do seu 66º aniversário sob custódia policial. A medida significa que ele não está mais formalmente detido, mas continua sendo alvo de apuração criminal por suspeita de má conduta em cargo público.
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A prisão ocorreu por volta das 8h da manhã (horário local) na propriedade de Sandringham, onde estava hospedado temporariamente enquanto sua residência permanente, Marsh Farm, passa por reformas. Segundo a polícia do Vale do Tâmisa, a detenção decorre da avaliação de uma queixa relacionada ao suposto compartilhamento de material confidencial com Jeffrey Epstein.
É a primeira vez que Andrew é preso, apesar de alegações anteriores envolvendo seus vínculos com Epstein. Ele tem negado de forma consistente e veemente qualquer irregularidade e, até o momento, não há acusações formais apresentadas.
O que acontece agora?
Com a libertação sob investigação, o caso entra na fase de consolidação probatória. A Polícia do Vale do Tâmisa deverá concluir a análise dos materiais apreendidos e encaminhar o conjunto ao Crown Prosecution Service (CPS).
Caberá ao CPS decidir se há base jurídica suficiente para oferecer denúncia por má conduta em cargo público. O processo pode levar semanas e envolve avaliação técnica sobre a suficiência das provas e a viabilidade processual da acusação.
Enquanto isso, Andrew permanece sob investigação, sem restrições como toque de recolher ou proibição de viagens e novos interrogatórios podem ser agendados. As autoridades também continuam examinando documentos, registros digitais e outros elementos coletados.
A libertação sob investigação não encerra o caso nem impede nova convocação para depoimento.
Novas buscas e possível ampliação das diligências
Na manhã de quinta-feira, a Polícia do Vale do Tâmisa informou que estava “realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk”. Após a libertação, a corporação declarou que as diligências em Norfolk “já foram concluídas”.
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As buscas em Royal Lodge, no Windsor Great Park, continuaram até pelo menos a manhã de sexta-feira.
O ex-superintendente-chefe Dal Babu afirmou que os investigadores poderão “ter acesso a equipamentos de informática, arquivos, fotografias e qualquer outra evidência”. Segundo ele, também poderão “realizar buscas em quaisquer instalações que ele possua ou ocupe, ou quaisquer outras que controle, de modo que pode muito bem haver buscas em outras áreas também”.
A depender do conteúdo analisado, o escopo da investigação poderá ser ampliado.
Enquadramento jurídico
A suspeita envolve o crime de má conduta em cargo público, que exige a comprovação de quatro elementos: que o investigado era agente público e que os fatos se relacionam às suas funções; que agiu deliberadamente ao descumprir dever ou se comportar de forma indevida; que houve abuso da confiança pública; e que a conduta ocorreu sem desculpa ou justificativa razoável.
Entre acusações previamente divulgadas estão o compartilhamento de relatórios de visitas comerciais, o encaminhamento de informe confidencial sobre investimentos no Afeganistão e o repasse de documento do Tesouro a contato comercial pessoal. Não se conhecem, contudo, os detalhes específicos das alegações atualmente sob análise.
Impacto na realeza
Andrew é o oitavo na linha de sucessão ao trono britânico, embora seja considerado praticamente impossível que venha a se tornar rei. Sua eventual remoção da linha sucessória exigiria legislação aprovada pelo Parlamento britânico e o apoio de todos os países da Commonwealth que reconhecem o monarca como chefe de Estado.
Ele permanece tecnicamente como conselheiro de Estado, ainda que, na prática, apenas membros ativos da realeza exerçam essa função.
Em comunicado oficial, o rei Charles III declarou receber a notícia da detenção “com profunda preocupação” e confiou que o processo será conduzido de maneira “justa” e “adequada” pelas autoridades competentes.
“Nesse sentido, como já disse anteriormente, eles contam com nosso apoio e cooperação plenos e incondicionais”, disse o rei: “Deixo claro: a lei deve seguir seu curso. Enquanto esse processo continuar, não seria apropriado que eu fizesse mais comentários sobre o assunto.
A Ucrânia afirmou nesta sexta-feira ter desmantelado um suposto plano organizado pela Rússia para assassinar figuras políticas do país, com recompensas que chegariam a US$ 100 mil (mais de R$ 520 mil, na cotação atual). Segundo a AFP, 10 pessoas foram presas na Ucrânia e na Moldávia sob suspeita de participarem do plano.
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De acordo com o procurador-geral Ruslan Kravchenko, o grupo atuava como uma rede organizada de “assassinatos por encomenda”. “Foi identificado um grupo organizado que preparava assassinatos sob encomenda de cidadãos ucranianos e estrangeiros conhecidos”, afirmou Kravchenko em comunicado.
As forças de segurança, ainda segundo o procurador-geral, realizaram cerca de 20 buscas em diferentes regiões da Ucrânia e apreenderam dinheiro, armas de fogo, explosivos e dispositivos de comunicação que continham registros de contato com intermediários russos.
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Sete suspeitos foram detidos em território ucraniano. Outros três — incluindo o apontado como organizador da operação — foram presos na Moldávia.
O governo ucraniano divulgou o nome de apenas uma das autoridades que teriam sido alvo do plano: Andriy Yusov, responsável pela área de comunicações estratégicas das Forças Armadas da Ucrânia e figura-chave nas negociações para troca de prisioneiros com a Rússia.
As autoridades não detalharam quantas pessoas estavam na lista de alvos nem o estágio exato do suposto plano no momento das prisões. Moscou ainda não comentou as acusações.
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Os assassinatos seletivos tornaram-se um marco da guerra entre Rússia e Ucrânia. Desde 2022, segundo o grupo de monitoramento ACLED, o número de tentativas de assassinato dentro da Rússia aumentou significativamente.
Rússia acusou Kiev por crime semelhante
Em novembro do ano passado, os serviços secretos russos (FSB) afirmaram ter impedido uma tentativa da Ucrânia de assassinar “um dos mais altos funcionários do Estado russo” durante uma visita ao túmulo dos pais em um cemitério próximo a Moscou.
De acordo com o comunicado divulgado pelo FSB à época, a operação teria sido organizada pelos serviços especiais ucranianos e visava atingir o funcionário enquanto ele participava da homenagem familiar.
Na ocasião, o FSB também afirmou que “planos semelhantes” de ataques em território russo estariam em andamento. Em resposta, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) negou qualquer envolvimento e acusou Moscou de criar “notícias e declarações falsas”.
Tradicionalmente encarregada da proteção da família real britânica, a Polícia do Vale do Tâmisa desempenhou, nesta quinta-feira, um papel distinto daquele ao qual está habituada: foi a responsável pela detenção de Andrew Mountbatten-Windsor, o ex-príncipe Andrew, alvo de uma investigação que apura as relações do ex-sucessor do trono britânico com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
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A corporação, que rotineiramente fornece equipes armadas e agentes montados para proteger o Castelo de Windsor e as multidões que se reúnem na cidade de Windsor, localizada a cerca de 40 quilômetros a oeste de Londres, agora conduz a investigação por suspeita de “má conduta em exercício de cargo público” contra Andrew.
À época dos fatos sob apuração, ele era conhecido como Príncipe Andrew e, desde 2003, vivia no Royal Lodge, próximo ao Castelo de Windsor. Como qualquer força policial britânica, a Polícia do Vale do Tâmisa deve investigar crimes que supostamente tenham ocorrido em sua área de jurisdição, e isso inclui o local onde o sr. Mountbatten-Windsor residia.
Foram agentes da própria corporação que efetuaram a prisão dele na manhã desta quinta-feira.
Ex-príncipe Andrew
AFP
A Polícia do Vale do Tâmisa é uma das maiores forças do Reino Unido, com cerca de 5 mil agentes, segundo os dados governamentais mais recentes. Diferentemente de muitas das 43 forças policiais regionais da Inglaterra e do País de Gales — que cobrem apenas uma cidade ou condado —, a corporação é responsável por três condados: Buckinghamshire, Berkshire e Oxfordshire, que somam mais de 2,3 milhões de habitantes, em uma área superior a 5,7 mil quilômetros quadrados no Sudeste da Inglaterra.
Além do Castelo de Windsor, a área sob sua responsabilidade inclui a residência oficial conhecida como Chequers, que pertence ao primeiro-ministro e frequentemente recebe membros da realeza e dignitários internacionais.
Em setembro, quando o presidente Trump foi recebido em ambos os locais durante sua suntuosa visita de Estado, a corporação realizou uma das maiores operações de segurança protetiva da história britânica. A ação mobilizou drones, atiradores de elite, cães farejadores, cavalos e equipes marítimas.
A Polícia do Vale do Tâmisa está entre as várias forças britânicas que investigam possíveis crimes relacionados aos arquivos Epstein.
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A Polícia Metropolitana de Londres iniciou neste mês uma investigação contra um ex-ministro do governo britânico, Peter Mandelson, também em relação a possível má conduta no exercício de cargo público. A corporação conduz ainda apurações preliminares sobre acusações de que um agente de proteção não identificado teria “feito vista grossa” durante visitas à ilha privada no Caribe que pertencia ao sr. Epstein.
Já a Polícia de Surrey pediu que quaisquer testemunhas de alegações de abuso sexual infantil na década de 1990 se apresentem. Paralelamente, forças responsáveis por aeroportos utilizados pelo jato particular do sr. Epstein analisam informações contidas nos arquivos.
Em comunicado divulgado na quarta-feira, o Conselho Nacional de Chefes de Polícia do Reino Unido informou que um grupo de coordenação está apoiando as forças regionais para “buscar informações junto a agências de aplicação da lei no exterior”.
O órgão acrescentou que “a polícia e seus parceiros na aplicação da lei estão tratando este assunto com extrema seriedade e avaliarão minuciosamente todas as informações”.
Novas buscas
A polícia voltou a realizar buscas nesta sexta-feira no Royal Lodge, no segundo dia consecutivo de operações envolvendo a investigação. Andrew ficou detido por cerca de 12 horas na quinta-feira, dia em que completou 66 anos, para prestar depoimento sobre o caso que investiga suspeita de má conduta no exercício de um cargo público.
A imprensa inglesa descreveu uma movimentação de viaturas policiais sem identificação na residência real. A rede britânica BBC noticiou ter confirmado com fontes ligadas à polícia que um trabalho de coleta e identificação de evidências está sendo realizado no interior da propriedade, sugerindo que o inventário pode levar dias.
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Andrew ficou detido na delegacia de polícia de Aylsham na quinta-feira, onde foi interrogado sobre um suposto compartilhamento de informações confidenciais com Epstein, enquanto atuou como enviado comercial britânico entre 2001 e 2011. O caso é investigado pela polícia britânica como “suspeita de má conduta no exercício de função pública”.
O ex-príncipe, que perdeu o título real após uma série de documentos revelados nos EUA mostrarem as relações próximas que manteve com o criminoso sexual — incluindo evidências de sua participação na exploração sexual de menores de idade. Se Andrew for acusado formalmente e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua.

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