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Uma mulher do estado de Ohio, nos Estados Unidos, foi condenada nesta semana a pelo menos 60 anos de prisão após admitir que drogou fatalmente quatro homens que conheceu para fazer sexo e, em seguida, roubou seus pertences, informaram as autoridades locais.
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Rebecca Auborn, de 35 anos, recebeu quatro penas de prisão perpétua consecutivas. A sentença foi proferida na quinta-feira pela juíza Karen Phipps, do Condado de Franklin.
Auborn havia se declarado culpada, em dezembro, de quatro acusações de homicídio e uma de agressão grave. Apesar das condenações à prisão perpétua, ela poderá solicitar liberdade condicional após cumprir 60 anos de pena, segundo comunicado do gabinete da promotora do Condado de Franklin, Shayla D. Favor.
O caso veio à tona em 2023, quando Auborn foi formalmente indiciada após uma investigação iniciada a partir de denúncias encaminhadas à Força-Tarefa de Combate ao Tráfico Humano do Centro de Ohio. As informações foram divulgadas pela promotoria.
De acordo com os investigadores, entre dezembro de 2022 e junho de 2023, Auborn “se encontrava com homens para fazer sexo em troca de dinheiro em diversos locais de Columbus e, em seguida, provocava overdose nas vítimas com fentanil para roubar seus pertences”. As mortes ocorreram nesse intervalo.
Durante a audiência, o advogado de defesa, Mark M. Hunt, afirmou que sua cliente assumiu total responsabilidade pelos atos. Ele destacou que, segundo a versão apresentada, ela não tinha a intenção de matar os homens e mencionou um histórico de abusos, incluindo exploração sexual e tráfico, que ela teria sofrido ao longo dos anos.
“Quando você confessa algo, está necessariamente demonstrando remorso”, disse ele na quinta-feira.
Ao lado do advogado, Auborn falou emocionada e afirmou que reza diariamente pelos homens que morreram. Disse ainda que hoje é uma pessoa transformada.
“Se você olhar minha foto policial, poderá ver o vazio nos meus olhos”, declarou. “Tentei preencher esse vazio com drogas, ficando dias e dias sem dormir ou comer, o que acabou me levando a ter experiências fora do corpo.”
O procurador-geral de Ohio, Dave Yost, afirmou em comunicado que a sentença imposta à ré reflete seu “desprezo pela vida e a frieza não apenas de matar, mas de fazê-lo repetidamente.”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de sábado que determinou o envio de um navio-hospital à Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, que, segundo ele, poderia “cair nas mãos da Rússia ou da China”.
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A declaração elevou a tensão diplomática entre Washington e Copenhague e recolocou o Ártico no centro da geopolítica internacional. Trump tem insistido que a ilha, rica em minerais estratégicos, é vital para os interesses americanos e para a segurança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Segundo o republicano, a embarcação prestará assistência médica à população local, embora não tenha detalhado quais seriam os beneficiários nem o número estimado de atendimentos.
“Vamos enviar um grande navio-hospital para a Groenlândia para cuidar de muitos que estão doentes, de quem não estão cuidando lá”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais.
“Já está a caminho!”, acrescentou.
A mensagem foi publicada na rede Truth Social e acompanhada de uma imagem aparentemente gerada por inteligência artificial, que mostrava o USNS Mercy — navio de 272 metros de comprimento que normalmente permanece ancorado no sul da Califórnia — navegando em direção a montanhas cobertas de neve. Não ficou claro se a embarcação retratada é a mesma que será deslocada para a Groenlândia.
Trump afirmou ainda que a operação seria realizada em coordenação com o governador Jeff Landry, republicano da Louisiana, designado por ele como enviado especial à ilha ártica em dezembro.
No mês passado, o presidente recuou de ameaças anteriores de assumir o controle do território após firmar um acordo “quadro” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, com o objetivo de ampliar a influência dos Estados Unidos na região.
“Corpus Sancti Francisci”: uma inscrição em latim na vitrine de plexiglas recorda a quem pertence o esqueleto. São os restos de São Francisco de Assis, expostos pela primeira vez ao público de Assis no 800º aniversário de sua morte.
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Desde este domingo e até 22 de março, diante do altar da igreja inferior da Basílica de São Francisco de Assis, peregrinos e visitantes poderão meditar diante dos ossos do santo, falecido em 3 de outubro de 1226.
A iniciativa, segundo o frei Giulio Cesareo, diretor de comunicação do convento franciscano de Assis, “pode ser uma experiência significativa para crentes e não crentes porque Francisco dá testemunho, com estes ossos tão danificados, tão consumidos, de que se entregou por completo”.
O corpo do santo, fundador da Ordem dos Franciscanos, que renunciou às riquezas e consagrou a vida aos pobres, foi transferido para a basílica construída em sua homenagem em 1230. O túmulo, porém, só foi localizado em 1818, ao fim de escavações conduzidas com discrição.
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AFP
Habitualmente oculta, a vitrine transparente que conserva os restos de São Francisco desde 1978 foi retirada na manhã de sábado do cofre metálico onde permanecia, no túmulo de pedra situado na cripta da basílica.
O pequeno esqueleto, cujo crânio foi danificado durante a transferência para a basílica no século XIII, repousa sobre um pano de seda branco. Os ossos haviam sido expostos apenas uma vez, em 1978, a um público restrito e por um único dia.
“O que é muito bonito, e que não estava previsto no início, é o fato de que um relicário de vidro à prova de balas e antirroubo, totalmente transparente, cobrirá o corpo de Francisco e isso nos permitirá não apenas ver, mas também tocar esse relicário”, acrescentou o frei Cesareo.
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AFP
Além da urna de vidro que cobre a de plexiglas, câmeras de vigilância funcionarão 24 horas por dia para garantir a segurança do esqueleto. A expectativa é receber até 15 mil visitantes por dia durante a semana e até 19 mil aos sábados e domingos.
Procura supera 400 mil reservas
As reservas já somam “quase 400 mil (pessoas) provenientes de todas as partes do mundo, naturalmente com uma clara predominância da Itália”, informou o frei Marco Moroni, guardião do convento franciscano.
“Mas também temos brasileiros, norte-americanos, africanos”, acrescentou.
Em anos anteriores, neste período, a basílica registrava cerca de mil visitantes por dia durante a semana e até 4 mil nos fins de semana.
“Desde sempre, desde o tempo das catacumbas, os cristãos veneram os ossos dos mártires, as relíquias dos mártires, e nunca viveram isso realmente como algo macabro”, afirmou o frei Cesareo. Segundo ele, aquilo que “os cristãos veneram ainda hoje, em 2026, nas relíquias de um santo” é “a presença do Espírito Santo”.
Também em Assis, no Santuário da Despojamento, são conservadas as relíquias de Carlo Acutis, adolescente italiano falecido em 2006 e canonizado em setembro pelo papa Leão XIV.
Especialistas asseguram que os restos de São Francisco não sofrerão alterações com a exposição prolongada. “A vitrine [de plexiglas] está selada, portanto não há nenhum contato com o ar externo. Na realidade, permanece nas mesmas condições em que estaria no túmulo”, afirmou o frei Cesareo.
Segundo ele, a iluminação suave da igreja também não representa risco à conservação. “A basílica não estará iluminada como um estádio (…) porque não há nada de especial a fazer, trata-se de encontrar-se com Francisco, não é um set de cinema”, concluiu.
No próximo 4 de outubro, pela primeira vez em quase 50 anos, o dia de São Francisco de Assis voltará a ser feriado na Itália, em homenagem ao santo padroeiro do país e ao papa argentino que adotou seu nome.
Falecido em abril de 2025, aos 88 anos, Papa Francisco foi o primeiro pontífice a escolher o nome do santo de Assis.
Um tribunal federal de apelações abriu caminho, na sexta-feira, para que a Louisiana exija a exibição dos Dez Mandamentos em todas as salas de aula de escolas públicas do estado. A decisão permite a aplicação de uma lei aprovada em 2024, que estava suspensa por determinação de primeira instância antes mesmo de entrar em vigor.
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Por maioria, os juízes do Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o 5º Circuito decidiram derrubar uma liminar preliminar que barrava a norma. Com isso, afastaram decisões anteriores — entre elas, uma que classificava a lei como “claramente inconstitucional”.
A Louisiana é o primeiro estado a aprovar legislação semelhante desde que a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidou, em 1980, uma lei do Kentucky com diretriz parecida. À época, os ministros entenderam que a medida não tinha “propósito legislativo secular” e era “claramente de natureza religiosa”.
O que prevê a lei?
Pela legislação da Louisiana, os Dez Mandamentos devem ser exibidos em cada sala de aula de escolas públicas de ensino fundamental e médio, além de faculdades e universidades públicas. Os cartazes precisam ter, no mínimo, 28 por 35 centímetros (11 por 14 polegadas), e os mandamentos devem ocupar “o foco central”, apresentados “em fonte grande e de fácil leitura”. O material também deve incluir uma declaração de três parágrafos afirmando que os Dez Mandamentos foram uma “parte proeminente da educação pública americana por quase três séculos”.
Defensores da medida sustentam que os Dez Mandamentos não são apenas um texto religioso, mas também histórico, por estabelecer princípios que teriam influenciado o sistema jurídico americano. Para críticos, essa justificativa serviria de disfarce para a real intenção dos proponentes: inserir a expressão religiosa cristã nas salas de aula do estado.
A contestação judicial foi apresentada por um grupo de nove famílias de diferentes crenças e origens religiosas. Elas argumentam que a lei viola de forma inequívoca os limites constitucionais que separam Igreja e Estado.
Ainda assim, o embate era esperado pelos apoiadores da norma. A proposta integra uma campanha mais ampla de grupos cristãos conservadores para ampliar manifestações públicas de fé e estimular disputas judiciais que possam chegar à Suprema Corte, onde acreditam encontrar ambiente mais favorável do que em décadas anteriores.
No ano passado, legisladores do Texas aprovaram lei semelhante exigindo a exibição dos mandamentos em salas de aula. O 5º Circuito ouviu, em janeiro, argumentos sobre a constitucionalidade tanto da norma texana quanto da Louisiana. A decisão desta sexta-feira, porém, não se aplica ao Texas, onde algumas escolas já afixaram os Dez Mandamentos.
Decisão e divergências
Ao analisar o caso da Louisiana, a maioria dos magistrados entendeu que seria prematuro decidir sobre a constitucionalidade da lei, já que ela ainda não entrou em vigor.
Em opinião concorrente, o juiz de circuito James C. Ho afirmou que a lei “não é apenas constitucional — ela afirma as mais elevadas e nobres tradições de nossa nação”.
Os juízes dissidentes, por sua vez, argumentaram que a norma representa exatamente o tipo de apoio governamental à religião que os redatores da Constituição “anteviram e buscaram impedir”.
Para eles, os mandamentos são “um texto sagrado, extraído literalmente das Escrituras e não um mero código moral ou relíquia histórica”. E acrescentaram: “Ao colocar esse texto em exibição permanente nas salas de aula de escolas públicas, de uma forma que não é curricular nem pedagógica, o estado eleva palavras destinadas à devoção a objetos de reverência, expondo crianças à religião endossada pelo governo em um ambiente de frequência obrigatória.”
Considerado um dos tribunais de perfil mais conservador do país, o 5º Circuito já era visto como propenso a uma decisão nesse sentido. Ainda assim, os autores da ação e as organizações que os representam classificaram o resultado como “extremamente decepcionante” e prometeram manter a disputa nos tribunais.
“Esta decisão está errada. É covarde. E traz consequências reais para nossas crianças”, afirmou Alanah Odoms, diretora executiva da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) da Louisiana, uma das entidades que atuam no caso. Ela acrescentou: “Esta lei transforma a sala de aula da escola pública, um espaço que deveria ser seguro e inclusivo, em uma casa de culto sancionada pelo governo.”
Os defensores da legislação reconhecem que a batalha judicial deve continuar, mas consideraram a decisão do tribunal de apelação um avanço relevante. “Se a ACLU tivesse o que quer, todo e qualquer vestígio de religião seria eliminado do tecido de nossa vida pública”, declarou Joseph Davis, advogado do estado, em comunicado. “A América tem uma tradição consagrada de reconhecer a fé na esfera pública.”
Novos mapas e gráficos de quando e onde ocorrerá o eclipse lunar total foram divulgados pela Nasa. O fenômeno da “Lua de Sangue” ocorrerá no dia 3 de março. O fenômeno foi batizado dessa forma porque ocorrerá um eclipse lunar total, quando a Terra se coloca entre o Sol e a Lua, projetando sobre o satélite sua sombra mais escura.
O material veiculado pela agência espacial americana lista as fases e horários exatos para cada fuso nos Estados Unidos. África e Europa não verão o eclipse.
No Brasil, assim como em grande parte da América do Sul e da Ásia Central, o eclipse será apenas parcial. Ainda assim, como o Brasil tem proporções continentais, a expectativa é que quase ninguém consiga prestigiá-lo. A sorte, talvez, fique restrita a alguns moradores do oeste da região amazônica. Ainda assim, não será a Lua de Sangue, mas apenas o começo da fase parcial.
Apesar disso, será possível acompanhar o fenômeno ao vivo pelo YouTube.
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A lua cheia será a terceira e última do inverno no hemisfério norte. Por isso, o fenômeno acaba recebendo também outro nome: lua de minhoca, em referência ao degelo do solo e reaparecimento das minhocas no início da primavera.
Apesar da lua nascer no entardecer do dia 2 de março, o fenômeno atingirá seu ápice nas primeiras horas do dia 3 de março. Durante a madrugada, a lua passará completamente pela sombra escura da Terra, o que irá provocar o eclipse lunar total.
O evento irá durar cerca de cinco horas, mas o momento em que a lua ficará vermelha durará cerca de 58 minutos — por volta das 6h04 local, o ápice ficará visível para a maior parte dos estados americanos. Os espectadores poderão acompanhar tudo a olho nu com binóculo ou telescópio, já que o fenômeno é totalmente seguro.
Por que a lua fica vermelha?
A coloração avermelhada surge porque, mesmo bloqueada, parte da luz solar consegue atravessar a atmosfera da Terra. Nesse caminho, as cores azuladas se dispersam, enquanto os tons vermelhos passam e iluminam a Lua com uma aura dramática.
São quantas etapas?
O eclipse se desenrolará em cinco etapas:
Penumbral: quando a lua começa a entrar na sombra da Terra
Parcial: a lua avança pela sombra da terra
Total: a lua está totalmente na sombra da Terra, chamada de “umbra”
Volta para a fase parcial
Fecha com a fase penumbral
Há algo além da lua para ficar atento?
A Nasa informa que, à medida que a sombra da Terra escurece a superfície lunar, também será possível observar com mais facilidade as constelações. No momento do eclipse, a Lua estará na constelação de Leão, sob suas patas traseiras.
Poucos dias após o eclipse, em 8 de março, será possível observar também a junção de Vênus e Saturno. Ou seja, esses planetas ficarão próximos um do outro no céu.
Quando acontece o próximo eclipse?
Outro eclipse, mas desta vez solar, é esperado para o dia 12 de agosto, segundo a Nasa. Ele será visível para o Canadá, Groenlândia, Atlântico Norte e Europa Ocidental. Novamente, o Brasil não estará na faixa de observação.
Diferentemente do eclipse lunar, o eclipse solar ocorre quando a lua passa entre o sol e a terra, bloqueando total ou parcialmente a luz solar em algumas áreas.
A Nasa informa ainda que um outro eclipse lunar é esperado para o dia 27 e 28 de agosto, mas parcial. Depois do dia 3 de março, o próximo eclipse lunar total só ocorrerá em 26 de junho de 2029.
Erupções solares — conhecidas por provocar auroras e afetar satélites e comunicações — podem também influenciar a ocorrência de terremotos. É o que sugere um estudo publicado em 3 de fevereiro no International Journal of Plasma Environmental Science and Technology. A proposta, porém, é considerada controversa e ainda carece de comprovação empírica robusta.
Segundo os autores, quando uma erupção solar atinge a Terra, partículas carregadas reorganizam a ionosfera — camada da alta atmosfera rica em gases ionizados. Essa reorganização poderia alterar o equilíbrio elétrico entre a ionosfera e a crosta terrestre, modificando forças eletrostáticas em regiões frágeis onde se originam falhas tectônicas.
O modelo teórico descreve a crosta terrestre e a ionosfera como os polos de uma espécie de bateria com vazamento. Fissuras profundas na crosta, sob alta tensão e contendo fluidos supercríticos ricos em íons, funcionariam como um “capacitor” capaz de armazenar energia elétrica.
De acordo com a hipótese, partículas vindas do Sol deslocariam elétrons para altitudes mais baixas da ionosfera, formando uma camada de carga negativa. Isso aumentaria a força eletrostática sobre cargas na crosta, provocando pequenas variações de pressão.
Os pesquisadores afirmam que essas forças poderiam ser comparáveis a influências já conhecidas sobre falhas geológicas, como marés e gravidade. Em tese, esse aumento de pressão poderia atuar como gatilho adicional para o deslocamento de uma falha tectônica e desencadear um terremoto.
Como exemplo, o estudo cita o terremoto de 2024 na Península de Noto, no Japão, ocorrido durante um período de intensa atividade solar. Para os autores, a coincidência reforça a plausibilidade do modelo.
A hipótese enfrenta resistência. O United States Geological Survey (USGS) sustenta há décadas que não há evidência consistente de que terremotos acompanhem o ciclo solar de 11 anos.
Além disso, tanto erupções solares quanto terremotos são eventos relativamente frequentes, o que aumenta a probabilidade de coincidências estatísticas sem relação causal.
Victor Novikov, geofísico da Academia Russa de Ciências, afirmou ao Live Science que o modelo apresentado é simplificado. Segundo ele, os autores não consideraram adequadamente a resistência elétrica das diferentes camadas rochosas, fator que poderia dissipar o campo elétrico antes que este alcançasse uma falha tectônica.
— Os resultados das observações não corroboram a ideia proposta — disse Novikov.
Os próprios autores reconhecem que validar empiricamente a interação elétrica entre ionosfera e crosta é um desafio técnico significativo. Medições precisas exigiriam dados mais detalhados e monitoramento simultâneo de fenômenos solares e tectônicos em grande escala.
Em mais um movimento para reforçar sua imagem de capital global do luxo, Dubai anunciou a criação da primeira rua do mundo pavimentada com ouro. A via ficará no tradicional Zoco de Ouro, área histórica que abriga um dos mercados de joias mais antigos do emirado e que deve ser reconfigurada como o novo “Distrito Dourado”.
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A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para consolidar o emirado como principal destino mundial para o comércio de ouro e joias, além de fortalecer sua posição como polo global do mercado imobiliário de alto padrão. Nos últimos anos, a cidade se tornou um dos destinos preferidos de grandes fortunas internacionais para investir.
A criação do ‘Distrito Dourado’
Segundo comunicado divulgado no fim de janeiro, o Distrito Dourado nasce com o objetivo de “elevar a posição de Dubai como destino líder mundial de ouro e joias” e reforçar a reputação da cidade como um dos mercados mais confiáveis para o setor.
— Com este lançamento, iniciamos um novo capítulo significativo no cenário do ouro e da joalheria da cidade. Ao unir patrimônio, escala e oportunidade, o Distrito reúne um ecossistema diverso de comerciantes, investidores, varejistas e marcas globais — afirmou Issam Galadari, CEO da Ithra Dubai, empresa responsável pelo projeto.
Ahmed Al Khaja, representante do Departamento de Economia e Turismo de Dubai, acrescentou que o novo distrito “deve desempenhar papel central na atração de visitantes internacionais e no estímulo a investimentos”, além de “reforçar a imagem do emirado como um dos principais destinos globais para viver, visitar e trabalhar”.
Apesar do anúncio, ainda não foram divulgados detalhes sobre a execução da obra nem o prazo para conclusão.
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Por que Dubai atrai investidores
A escolha de Dubai como destino estratégico para investimentos não é casual. A cidade ocupa posição geográfica privilegiada entre Europa, Ásia e África, funcionando como uma base natural para negócios e turismo internacional. O Aeroporto Internacional de Dubai esteve entre os mais movimentados do mundo por uma década e atualmente figura entre os líderes em fluxo total de passageiros.
Além disso, os elevados investimentos em infraestrutura e tecnologia colocaram os Emirados Árabes Unidos entre os países mais bem avaliados em infraestrutura no relatório de competitividade de 2023 do Fórum Econômico Mundial. A combinação entre estabilidade, conectividade global e qualidade de vida sustenta o crescimento econômico e fortalece o apelo junto a investidores estrangeiros.
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Ícones da arquitetura e do luxo
No centro da cidade está o Burj Khalifa, arranha-céu mais alto do mundo, inaugurado em 2010 e considerado símbolo da inovação arquitetônica local. Inspirado na flor Hymenocallis, o edifício ultrapassa 160 andares e reúne residências de alto padrão, escritórios, restaurantes e o hotel Armani.
O emirado também é conhecido por seus empreendimentos hoteleiros de grande porte. Entre eles está o Ciel, arranha-céu de 82 andares cuja inauguração está prevista para 2025. O projeto inclui a piscina mais alta do mundo, localizada no 76º andar, e já recebeu prêmios internacionais de arquitetura, como os concedidos pelo International Property Awards.
Com a nova rua pavimentada em ouro, Dubai reforça sua estratégia de unir turismo, luxo e mercado imobiliário em projetos de forte apelo simbólico, mantendo-se na vanguarda da ostentação urbana global.
Uma das democracias mais antigas da América Latina enfrenta um novo ciclo de instabilidade às vésperas das eleições deste ano. Sob pressão de poderosas organizações criminosas e diante de uma caçada a três chefes de guerra procurados pelo presidente Donald Trump por tráfico de drogas, candidatos na Colômbia têm reduzido drasticamente suas agendas públicas. O cenário levanta temores de que a violência comprometa o processo eleitoral antes de os colombianos irem às urnas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O abraço entre Narendra Modi e Luiz Inácio Lula da Silva ontem selou uma espécie de relançamento das relações entre Índia e Brasil. Para autoridades dos dois países, o momento geopolítico instável e o espaço para crescimento das trocas econômicas levaram os dois países a buscar o que alguns veem como um “novo patamar” na relação bilateral. Para Lula, que trouxe a Nova Délhi uma das maiores comitivas nas viagens internacionais do atual mandato, com 12 ministros, o abraço sinaliza a tentativa de manter a autonomia em meio à crescente competição entre China e Estados Unidos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Quando Vladimir Putin lançou a maior invasão terrestre na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, no dia 24 de fevereiro de 2022, o presidente russo esperava tomar Kiev em dois dias. Um ataque relâmpago para mostrar ao mundo a força de uma Rússia que retornava ao seu lugar entre as grandes potências e que daria força ao discurso neoimperial do Kremlin. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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