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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que construiu sua carreira como magnata do setor imobiliário, costumava dividir seu tempo entre as dezenas de propriedades e campos de golfe. No entanto, nenhum deles tem o significado familiar e político de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, clube privado exclusivo de Trump neste bolsão de milionários do sul da Flórida. Neste domingo, um homem armado que entrou ilegalmente na residência morreu após ser baleado pelas forças de segurança, informou no domingo um funcionário do Serviço Secreto.
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Trump estava em Washington no momento do incidente, que, segundo as autoridades, ocorreu por volta da 1h30 no horário local (6h30 GMT).
“Um homem armado foi morto a tiros (…) após ingressar ilegalmente no perímetro de segurança de Mar-a-Lago esta manhã”, disse o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, em uma publicação na rede X.
O suspeito, um homem de cerca de 20 anos, foi visto no portão norte da propriedade de Mar-a-Lago portando o que parecia ser uma espingarda e um galão de combustível, informou a agência em comunicado. Os agentes confrontaram o homem e efetuaram disparos. Nenhum deles ficou ferido.
Propriedade exclusiva em bolsão de milionários
Trump anunciou, em novembro de 2019, que mudaria seu endereço oficial de Nova York para o resort na Flórida, que fica a 120 km ao norte de Miami. Palm Beach é uma ilha bilionária, de grandes casarões, carros de luxo, galerias de arte. A propriedade foi construída nessa região exclusiva, em 1927, pela socialite americana Marjorie Merriweather Post, dona da General Foods. Morta em 1973, ela deixou o local para o governo americano como uma possível “Casa Branca de Inverno”.
O espaço foi comprado pelo presidente americano em 1985, por cerca de US$ 10 milhões (R$ 48,8 milhões, na cotação atual). Diante de dificuldades financeiras, nos anos 1990, para custear os gastos estimados em US$ 3 milhões por ano (R$ 14 milhões), o magnata fez um acordo e aproveitou os cerca de 10 mil km² de jardins e a vista para o mar para transformar o espaço num clube de luxo: o resort Mar-a-Lago. Hoje, o local se descreve no site como “epicentro da cena social de Palm Beach”.
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Em janeiro de 2021, associados ao clube pagavam taxa inicial de US$ 200 mil (R$ 976 mil) e uma taxa anual de US$ 14 mil (R$ 68 mil), de acordo com a BBC. São, ao todo, 126 quartos — alguns deles privativos e exclusivos para a família Trump. O resort conta com lavatórios revestidos de ouro nos banheiros e várias opções de lazer para os hóspedes, como restaurantes, campos de golfe, quadras de tênis e ginásios.
Estrelas como a cantora Jennifer Lopez e o ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon já ficaram no resort, onde o ex-mandatário brasileiro Jair Bolsonaro jantou com Trump em março de 2020. Bolsonaro chegou a cogitar passar a virada do ano no local, mas acabou optando pela casa do lutador José Aldo, em Orlando, também na Flórida.
A mansão em Palm Beach já foi palco de centenas de eventos, entre casamentos e reuniões de arrecadação de fundos. Dezenas de milhares de convidados passaram pela propriedade até que agentes federais encontraram os documentos sigilosos retirados da Casa Branca. Parte dos arquivos ficou dois meses sobre o palco do salão de baile “Ouro e Branco” — o menor deles na residência e que fica no edifício principal do clube exclusivo, que tem centenas de associados e mais de 150 funcionários.
Algumas caixas, depois, foram levadas para a zona de escritórios do complexo, que inclui um spa, uma loja, espaços esportivos, jardim e uma piscina ao ar livre.
Um homem foi morto a tiros após alegadamente tentar invadir o perímetro de segurança de Mar-a-Lago, residência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em West Palm Beach, na Flórida, neste domingo.
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Segundo o United States Secret Service, o suspeito, descrito como um jovem na casa dos 20 anos, foi alvejado por agentes federais e por um deputado do Palm Beach County Sheriff’s Office depois de uma entrada não autorizada na área protegida.
O incidente ocorreu por volta da 1h30 da madrugada de domingo. Trump encontra-se atualmente em Washington e não estava na propriedade, que possui cerca de 5.800 metros quadrados.
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Em comunicado publicado na rede social X, o Serviço Secreto declarou:
“Em 22 de fevereiro, por volta da 1h30, um homem na casa dos 20 anos foi baleado por agentes do Serviço Secreto dos EUA e por um deputado do Palm Beach County Sheriff’s Office após uma entrada não autorizada no perímetro seguro de Mar-a-Lago”.
O suspeito, natural da Carolina do Norte, havia sido dado como desaparecido pela família dias antes do incidente. De acordo com o porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, os investigadores acreditam que ele deixou o estado em direção ao sul e teria obtido uma espingarda durante o trajeto. A caixa da arma foi encontrada no veículo que conduzia.
Segundo as autoridades, o homem conseguiu passar pelo portão norte de Mar-a-Lago no momento em que outro carro saía da propriedade e acabou sendo rapidamente abordado por agentes do Serviço Secreto. Armado, ele foi confrontado pelos agentes e morreu após ser baleado.

O nome do suspeito não foi divulgado até o momento. As circunstâncias detalhadas do episódio ainda não foram esclarecidas pelas autoridades.

O ex-presidente americano Bill Clinton e sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, irão depor nesta semana perante um comitê do Congresso sobre seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Clinton comparecerá na sexta-feira (27), enquanto Hilary irá na quinta-feira (26). O casal, que confirmou presença ainda no mês passado, solicitou que o depoimento fosse prestado em público para evitar a politização sobre o assunto pelos republicanos.
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Em entrevista à BBC que foi ao ar no último dia 17, Hillary disse que “não há conexões” entre os Clinton e Epstein.
— Nós temos um registro claro sobre as quais estivemos dispostos a falar, que meu marido tem dito: ele pegou algumas caronas de avião para o seu trabalho de caridade. Eu não lembro de já tê-lo encontrado [Epstein] — respondeu a ex-secretária de Estado à rede britânica.
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Quando questionada sobre ter conhecido Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, Hillary confirmou ter “encontrado em algumas ocasiões”. Já quanto ao depoimento público, a ex-secretária de Estado americano disse querer “fazer de forma transparente”.
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— Não temos nada a esconder. Pedimos por diversas vezes a divulgação integral desses arquivos. Acreditamos que a transparência é o melhor remédio — argumentou.
Clinton aparece com frequência no lote de arquivos Epstein Files: mais de três milhões de documentos, fotos e vídeos, divulgado pelo Departamento de Justiça recentemente. O democrata chegou a ser fotografado diversas vezes ao lado do criminoso entre os anos 1990 e início dos anos 2000, antes da primeira prisão de Epstein.
O ex-presidente, porém, negou conhecimento sobre os crimes sexuais e disse ter cortado relações antes que eles viessem à tona. Nem Clinton, nem Hillary, que também nega ter conhecimento dos crimes, foram acusados pelas vítimas de Epstein de terem cometido qualquer tipo de irregularidade.
‘Só quero que seja justo’
Hillary também comentou sobre o pedido para depor no Congresso. Ao ser questionada se achava certo que o ex-príncipe e irmão do rei Charles III, Andrew Mountbatten-Windsor deveria falar perante o Congresso caso fosse intimado a isso, a ex-secretária afirmou que “todo mundo que foi chamado a depor deveria ir”.
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O ex-príncipe Andrew foi preso na última quinta-feira (19) por “suspeita de má conduta no exercício de um cargo público” após indicações de que compartilhou informações confidenciais com Epstein enquanto trabalhava como enviado comercial britânico entre 2001 e 2011. Se for acusado formalmente e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua.
— Eu só quero que seja justo, eu quero que todo mundo seja tratado da mesma forma — afirmou Hillary, alegando que ela e Clinton estão sendo tratados de maneira diferente: — Isso não é verdade para o meu marido e para mim, porque outras testemunhas que foram chamadas a depor deram depoimentos por escrito. Nós oferecemos isso, eles querem nos envolver nisso. Por que eles quem nos envolver nisso? Para desviar a atenção do presidente Trump.
Os democratas afirmam que a investigação está sendo usada como arma para atacar os oponentes políticos de Trump, que já admitiu ter conhecido Epstein nos anos 1990. Hillary também acusou o governo Trump de promover um “encobrimento” na condução dos arquivos ligados ao criminoso sexual.
Trump declarou que rompeu relações antes da condenação de 2008 e nega qualquer envolvimento nas atividades criminosas. O nome do presidente americano aparece em registros de contato social. Apesar disso, ele não foi convocado a depor.
Ao menos oito pessoas morreram, incluindo uma criança, após um micro-ônibus turístico romper a camada de gelo do Lago Baikal, na Sibéria, e afundar nas águas subárticas. O acidente ocorreu quando o veículo atravessava uma estrada improvisada sobre o lago congelado em direção ao Cabo Khoboy, ponto turístico popular da região.
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Segundo autoridades locais, apenas um ocupante conseguiu escapar antes que o veículo fosse completamente submerso. Ele alertou os serviços de emergência. Mergulhadores especializados foram mobilizados para resgatar os corpos, entre eles o de um casal e de um adolescente de 14 anos.
Um vídeo que circula nas redes sociais capturou o momento em que o veículo afunda na fenda.
Veja:
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O micro-ônibus afundou a cerca de 18 metros de profundidade (aproximadamente 60 pés), prendendo os passageiros na água gelada. O grupo era composto por turistas chineses, um morador local e o motorista russo, identificado como Nikolay Dorzheev, de 44 anos.
As autoridades russas abriram um processo criminal para apurar as circunstâncias da tragédia. De acordo com a Associação de Operadores Turísticos da Rússia, os turistas teriam contratado o passeio por meio de um guia não registrado.
O governador da região de Irkutsk informou que o consulado-geral da China foi notificado sobre o caso.
O motorista é acusado de utilizar uma rota sobre o gelo considerada insegura. Embora o Lago Baikal costume registrar camadas de gelo com até 1,2 metro de espessura no inverno, a área onde ocorreu o acidente apresentava fissuras recentes — uma abertura de cerca de três metros de largura teria provocado o rompimento e a queda do veículo.
O Lago Baikal é o mais profundo do planeta, com cerca de 1.642 metros de profundidade máxima (5.387 pés), e concentra aproximadamente 20% de toda a água doce não congelada da Terra. Localizado ao norte da Mongólia, é um dos principais destinos turísticos da Sibéria, especialmente entre visitantes chineses.
A Groenlândia “não precisa” de apoio sanitário externo porque conta com assistência médica gratuita e universal, afirmaram no domingo autoridades da Dinamarca. A declaração foi feita após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o envio de um navio-hospital ao território autônomo no Ártico.
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“A população da Groenlândia recebe a atenção à saúde de que necessita. Ela a recebe na Groenlândia e, se for necessário um tratamento específico, o recebe na Dinamarca. Portanto, não é necessária uma iniciativa sanitária especial na Groenlândia”, afirmou à emissora dinamarquesa DR o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen.
No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de um navio-hospital à ilha e disse que a embarcação atenderá numerosos doentes no território ártico.
“Vamos enviar um grande navio-hospital à Groenlândia para cuidar de muitos que estão doentes e não estão sendo atendidos lá”, escreveu nas redes sociais. “Já está a caminho!”, acrescentou.
Controle do território
Trump tem reiterado, em diferentes ocasiões, a intenção de assumir o controle da Groenlândia, território dinamarquês considerado estratégico por Washington.
Sem mencionar diretamente a iniciativa americana, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, declarou estar “contente por viver em um país onde o acesso à saúde é livre e igual para todos, onde não são os seguros ou a fortuna que determinam se se recebe um tratamento digno”.
“O mesmo ocorre na Groenlândia”, escreveu em sua página no Facebook.
Assim como a Dinamarca, a ilha dispõe de sistema de saúde público e gratuito, administrado pelas autoridades locais. A Groenlândia conta com cinco hospitais regionais, sendo que a unidade de Nuuk, capital do território, recebe pacientes de diferentes áreas da ilha.
No início de fevereiro, o governo groenlandês firmou um acordo com Copenhague para aprimorar o atendimento de pacientes da ilha em hospitais dinamarqueses.
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Professora de danças de salão, juíza internacional e presença constante em competições pela Europa e pela China, Tetiana Khimion viu a própria vida mudar radicalmente com a invasão russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. Aos 47 anos, mãe de dois filhos, deixou os palcos e o estúdio em Sloviansk, na região de Donetsk, para se alistar nas Forças Armadas ucranianas.
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No Exército, escolheu uma função incomum para quem vinha da dança: treinou para se tornar sniper.
— Quando passeava com os miúdos no parque, às vezes atirava num pequeno campo de tiro que havia lá. Conseguia acertar no centro do alvo e até ganhar pequenos prémios. Pensei: talvez eu consiga fazer isto — contou à agência Associated Press.
Tetiana afirma que a profissão de atiradora de precisão reúne dois elementos centrais da sua trajetória pessoal.
— A profissão de sniper é, na verdade, muito criativa e eu sou uma pessoa criativa. Preciso de me expressar. Ao mesmo tempo, é muito matemática, e eu adoro matemática. Estudei Física e Matemática na universidade, por isso esta combinação de precisão e criatividade fez todo o sentido para mim.
Em agosto de 2023, passou a integrar o 78.º Regimento de Assalto Aéreo como atiradora de curto alcance, responsável por dar cobertura a grupos de assalto em missões de combate.
Tetiana começou a praticar danças de salão aos seis anos. Tornou-se juíza de nível internacional e abriu o próprio estúdio, onde treinava crianças. A rotina era marcada por viagens constantes e competições no exterior.
— Os meus dias eram muito preenchidos. Viajávamos para competir e representar a Ucrânia. Todas as semanas íamos para uma cidade diferente, descobríamos a Europa, a China. Era muito intenso, mas parecia rotina — recorda.
A invasão russa pôs fim a essa normalidade. Naquela manhã de fevereiro, percebeu que não poderia continuar a dançar enquanto o país estava sob ataque.
Tetiana diz que encara cada missão com disciplina e sangue-frio — postura que atribui aos anos de trabalho com crianças e à exigência do desporto.
Ainda assim, admite que a guerra a transformou profundamente.
— Tornei-me uma pessoa completamente diferente. Sinto que já vivi todas as minhas emoções, sensações e momentos mais fortes. Quero continuar a viver, ir às montanhas, nadar no oceano. Mas percebo que não vou conseguir sentir as emoções como antes, porque as mais intensas já foram vividas.
Duas pessoas morreram após novas avalanches nos Alpes Austríacos, elevando para sete o número de vítimas fatais em apenas dois dias no país. As mortes ocorreram em meio a uma sequência de deslizamentos provocados por uma forte tempestade de neve que atingiu a região desde quinta-feira.
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Um esquiador eslovaco de 21 anos morreu instantaneamente depois que uma “placa de neve se desprendeu acima dele” enquanto praticava esqui fora de pista, segundo a polícia da Estíria.
Em outro caso, um austríaco de 41 anos foi “arrastado pela avalanche e completamente soterrado” na região do Tirol. Ele chegou a ser resgatado e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Na sexta-feira, outras cinco pessoas — quatro no Tirol e uma em Vorarlberg — já haviam morrido em avalanches desencadeadas pela tempestade. Autoridades haviam alertado esquiadores para evitar áreas fora das pistas sinalizadas (off-piste), consideradas mais instáveis.
Com as novas mortes, o número de vítimas em avalanches na Áustria neste inverno chegou a 20, tornando a temporada uma das mais letais já registradas no país.
Quase 50 centímetros de neve caíram desde quinta-feira, causando interrupções no transporte e falhas no fornecimento de energia em diferentes regiões alpinas.
Helicópteros foram mobilizados para localizar e retirar vítimas soterradas sob toneladas de neve. Um dos maiores deslizamentos ocorreu nas proximidades de St. Anton am Arlberg, em terreno fora de pista na montanha Rendl (Verwall).
Além das mortes por avalanche, outro episódio trágico foi registado na sexta-feira: uma pessoa morreu após ser atropelada por um limpa-neves, depois de cair de uma escadaria.
Ex-ministro conservador Tom Tugendhat e atual deputado afirmou que impedir Andrew Mountbatten-Windsor de se tornar rei “é a coisa certa a fazer”, diante das alegações de que o ex-príncipe teria partilhado informações sensíveis com Jeffrey Epstein.
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Em declarações ao jornal britânico The Sun on Sunday, Tugendhat disse que o caso levanta “questões urgentes” sobre influência estrangeira e segurança nacional.
— Isto vai além do que um tribunal poderia razoavelmente considerar. O Parlamento deve avaliar o que isto significa para o país. Se o pior for comprovado, precisamos revisitar leis de traição escritas há 700 anos? — afirmou.
As declarações surgem enquanto buscas policiais na antiga residência de Andrew, o Royal Lodge, em Windsor, entram no quarto dia. A operação teve início após a detenção do ex-príncipe por suspeita de má conduta no exercício de função pública.
No sábado, foi divulgado que o rei Charles III não deverá se opor a eventuais planos para remover o irmão da linha de sucessão ao trono.
Fontes do Palácio de Buckingham disseram ao jornal The Guardian que o monarca não impediria o Parlamento de aprovar legislação que impeça Andrew de ascender ao trono. Em comunicado ao jornal The Independent, um porta-voz do palácio afirmou que a questão é “um assunto do Parlamento”.
A Metropolitan Police Service também realiza “averiguações iniciais” relacionadas a antigos agentes responsáveis pela proteção real de Andrew. Segundo um ex-oficial citado pela rádio LBC, membros da unidade de proteção especializada podem ter “deliberadamente fechado os olhos” durante visitas do ex-príncipe à ilha privada de Epstein.
Andrew tem negado repetidamente qualquer irregularidade ou conhecimento de crimes atribuídos a Epstein. Até o momento, não houve acusação formal relacionada às alegações de traição.
Uma mulher do estado de Ohio, nos Estados Unidos, foi condenada nesta semana a pelo menos 60 anos de prisão após admitir que drogou fatalmente quatro homens que conheceu para fazer sexo e, em seguida, roubou seus pertences, informaram as autoridades locais.
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Rebecca Auborn, de 35 anos, recebeu quatro penas de prisão perpétua consecutivas. A sentença foi proferida na quinta-feira pela juíza Karen Phipps, do Condado de Franklin.
Auborn havia se declarado culpada, em dezembro, de quatro acusações de homicídio e uma de agressão grave. Apesar das condenações à prisão perpétua, ela poderá solicitar liberdade condicional após cumprir 60 anos de pena, segundo comunicado do gabinete da promotora do Condado de Franklin, Shayla D. Favor.
O caso veio à tona em 2023, quando Auborn foi formalmente indiciada após uma investigação iniciada a partir de denúncias encaminhadas à Força-Tarefa de Combate ao Tráfico Humano do Centro de Ohio. As informações foram divulgadas pela promotoria.
De acordo com os investigadores, entre dezembro de 2022 e junho de 2023, Auborn “se encontrava com homens para fazer sexo em troca de dinheiro em diversos locais de Columbus e, em seguida, provocava overdose nas vítimas com fentanil para roubar seus pertences”. As mortes ocorreram nesse intervalo.
Durante a audiência, o advogado de defesa, Mark M. Hunt, afirmou que sua cliente assumiu total responsabilidade pelos atos. Ele destacou que, segundo a versão apresentada, ela não tinha a intenção de matar os homens e mencionou um histórico de abusos, incluindo exploração sexual e tráfico, que ela teria sofrido ao longo dos anos.
“Quando você confessa algo, está necessariamente demonstrando remorso”, disse ele na quinta-feira.
Ao lado do advogado, Auborn falou emocionada e afirmou que reza diariamente pelos homens que morreram. Disse ainda que hoje é uma pessoa transformada.
“Se você olhar minha foto policial, poderá ver o vazio nos meus olhos”, declarou. “Tentei preencher esse vazio com drogas, ficando dias e dias sem dormir ou comer, o que acabou me levando a ter experiências fora do corpo.”
O procurador-geral de Ohio, Dave Yost, afirmou em comunicado que a sentença imposta à ré reflete seu “desprezo pela vida e a frieza não apenas de matar, mas de fazê-lo repetidamente.”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de sábado que determinou o envio de um navio-hospital à Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, que, segundo ele, poderia “cair nas mãos da Rússia ou da China”.
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A declaração elevou a tensão diplomática entre Washington e Copenhague e recolocou o Ártico no centro da geopolítica internacional. Trump tem insistido que a ilha, rica em minerais estratégicos, é vital para os interesses americanos e para a segurança da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Segundo o republicano, a embarcação prestará assistência médica à população local, embora não tenha detalhado quais seriam os beneficiários nem o número estimado de atendimentos.
“Vamos enviar um grande navio-hospital para a Groenlândia para cuidar de muitos que estão doentes, de quem não estão cuidando lá”, escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais.
“Já está a caminho!”, acrescentou.
A mensagem foi publicada na rede Truth Social e acompanhada de uma imagem aparentemente gerada por inteligência artificial, que mostrava o USNS Mercy — navio de 272 metros de comprimento que normalmente permanece ancorado no sul da Califórnia — navegando em direção a montanhas cobertas de neve. Não ficou claro se a embarcação retratada é a mesma que será deslocada para a Groenlândia.
Trump afirmou ainda que a operação seria realizada em coordenação com o governador Jeff Landry, republicano da Louisiana, designado por ele como enviado especial à ilha ártica em dezembro.
No mês passado, o presidente recuou de ameaças anteriores de assumir o controle do território após firmar um acordo “quadro” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, com o objetivo de ampliar a influência dos Estados Unidos na região.

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