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Promotores da Austrália analisam a possibilidade de reabrir um dos casos mais emblemáticos de desaparecimento infantil do país, ocorrido há mais de cinco décadas. A família de Cheryl Grimmer recebeu com satisfação a sinalização de que as autoridades de Nova Gales do Sul (NSW) podem revisar a decisão anterior de não prosseguir com o processo criminal.
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Cheryl tinha três anos quando desapareceu da praia de Fairy Meadow, em Wollongong, em janeiro de 1970. Apesar das extensas buscas realizadas na época, nenhuma pista conclusiva foi encontrada. O caso permaneceu sem solução por décadas.
Em 2017, um homem chegou a ser formalmente acusado pelo sequestro e assassinato da criança. O processo judicial, no entanto, foi interrompido porque a principal prova — uma confissão feita por ele ainda na adolescência — foi considerada juridicamente inadmissível. O acusado nega qualquer envolvimento no crime e, diante da fragilidade probatória, os promotores retiraram a acusação.
Desde então, a família tem mantido pressão pública para que o caso seja revisto. Atendendo à mobilização — inclusive por parte dos parentes — a diretora de processos criminais de NSW, Sally Dowling, informou que seu gabinete está disposto a realizar uma revisão especial da decisão anterior.
Em carta enviada à família, Dowling explicou que o prazo regular para solicitar formalmente uma revisão já havia expirado. Ainda assim, decidiu abrir uma exceção e concordou em analisar novamente o caso. Ela indicou duas possibilidades: revisar imediatamente com base nas provas entregues pela polícia em 2019 ou aguardar a conclusão da avaliação de informações adicionais que os detetives afirmam ter descoberto recentemente, descritas como “novas” informações.
— Demorou anos demais, mas finalmente estamos muito felizes que eles reconheçam nossa luta por alguma justiça para Cheryl — declarou o irmão mais velho de Cheryl, Ricki Nash, à BBC.
Podcast deu viibilidade ao caso
O caso ganhou nova visibilidade após o lançamento, em 2022, do podcast Fairy Meadow, produzido pela BBC, que reexaminou o desaparecimento. Desde a divulgação do programa, ao menos uma nova testemunha se apresentou.
Segundo Nash, a família enviou carta à Polícia de NSW solicitando formalmente a reabertura da investigação, agora considerando evidências surgidas após 2019.
— Não estamos pedindo nada extraordinário. Quando a transparência conduz o processo, o mal não pode mais se esconder atrás de falhas processuais ou da divisão burocrática.
A família havia se mudado recentemente de Bristol para a Austrália como parte do programa conhecido como “Ten Pound Poms”, que incentivava a migração de britânicos ao país mediante custo reduzido de passagem.
O desaparecimento
No dia do desaparecimento, Ricki Nash estava encarregado de supervisionar os irmãos mais novos enquanto a família se preparava para deixar a praia. Ele foi instruído a ir até o bloco de banheiros, e Cheryl correu rindo em direção ao vestiário feminino, recusando-se a sair. Constrangido demais para entrar no espaço feminino, Nash retornou à praia para buscar ajuda da mãe. Quando ambos voltaram, cerca de 90 segundos depois, a menina já não estava mais no local.
Desde a interrupção do julgamento, ocorrida há sete anos, a família sustenta que houve falhas significativas por parte das autoridades de NSW tanto na busca inicial quanto nas etapas subsequentes do caso.
Em outubro do ano passado, Jeremy Buckingham, integrante do Conselho Legislativo de NSW — a câmara alta do estado — utilizou o privilégio parlamentar para tornar público o nome do suspeito, até então conhecido apenas como Mercury. O nome verdadeiro permanece protegido por lei, já que ele era menor de idade na época do suposto crime.
Além disso, está prevista para maio uma investigação parlamentar em NSW voltada a casos de assassinatos não resolvidos e desaparecimentos de longa duração. O caso de Cheryl Grimmer será incluído na apuração, o que pode ampliar o escrutínio institucional sobre o desaparecimento e sobre as decisões tomadas ao longo das últimas décadas.
Um cachorro de dois anos que havia sido abandonado dentro do Aeroporto Internacional Harry Reid, em Las Vegas, encontrou um novo lar após mobilizar autoridades e uma organização de resgate animal. O filhote, um goldendoodle que passou a ser chamado de Jet Blue, foi adotado pelo policial que participou do atendimento da ocorrência.
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O animal havia sido deixado no terminal no início deste mês por Germiran Bryson, de 26 anos. Funcionários do aeroporto informaram que ela não possuía a documentação necessária para embarcar com o cão como animal de serviço. Segundo a polícia, em vez de remarcar a viagem, Bryson amarrou o cachorro a um medidor de bagagens no balcão de passagens.
Pouco depois, a mulher foi localizada no portão de embarque e detida. De acordo com a polícia de Las Vegas, ela foi presa sob acusação de abandono de animal e resistência à prisão.
Resgate e adoção
Após o resgate, o cachorro permaneceu sob cuidados do Serviço de Proteção Animal durante o período obrigatório de retenção de 10 dias. Em seguida, a organização sem fins lucrativos Retriever Rescue de Las Vegas iniciou a busca por um novo lar.
O policial Skeeter Black, que já estava previamente aprovado no processo de adoção da entidade junto com a família, foi selecionado para ficar com o animal. O departamento de polícia anunciou a adoção em uma publicação nas redes sociais, informando que Jet Blue agora segue para uma “casa segura e amorosa”.
O anúncio foi acompanhado por vídeos e fotos do momento em que Black e seus familiares buscaram o cachorro no centro de resgate. Nas imagens, o animal aparece abanando o rabo e interagindo com o novo tutor.
Segundo o departamento, o caso, que começou com um episódio de abandono, terminou como um exemplo de cooperação entre autoridades, organizações de resgate e a comunidade. Bryson não retornou para buscar o animal após a detenção. Jet Blue agora inicia uma nova fase ao lado da família que o adotou.

Em declaração conjunta, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung, da Coreia do Sul, anunciaram, nesta segunda-feira (23), em Seul, acordos nas áreas da agricultura, tecnologia, medicamentos e um incremento no intercâmbio cultural e educacional.  Eles reforçaram o comprometimento dos dois países em ampliar o comércio bilateral.

Depois da visita à Índía, Lula se reuniu na manhã de hoje com o presidente coreano. Em entrevista, os dois presidentes também destacaram o compromisso dos dois países com os valores democráticos e o fortalecimento da soberania popular frente a cenários de extremismo, desinformação e ameaças autoritárias.

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“Realizei uma visita oficial em 2005 e voltei em 2010, por ocasião da Cúpula do G20. Desde então, nenhum outro mandatário brasileiro veio ao país. Esse hiato é incompatível com os vínculos sociais e econômicos existentes entre nossos povos. Hoje, elevamos o relacionamento entre Brasil e Coreia ao patamar de Parceria Estratégica e lançamos um Plano de Ação com iniciativas concretas para os próximos três anos”, disse Lula

O presidente brasileiro também falou sobre os laços comerciais entre Brasil e Coreia do Sul:

“O Brasil é o principal destino dos investimentos coreanos na América Latina. Com intercâmbio de US$ 11 bilhões, a Coreia é nosso 4º parceiro comercial na Ásia”, disse. E complementou: “Agora, damos início a um renovado ciclo de desenvolvimento e prosperidade compartilhada”.

Lula citou outras áreas em que os dois países podem atuar juntos.  

“A transição energética abre novas frentes de complementaridade entre setores produtivos. As cadeias de minerais críticos guardam inúmeras oportunidades de agregação de valor. Há amplo espaço para cooperação em segmentos de alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial”.

O presidente citou a importância dos acordos firmados com o país asiático. 

“Celebramos um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva que vai facilitar o comércio bilateral, promover harmonização regulatória e trazer mais segurança para as empresas. Firmamos ainda um memorando que vai fortalecer a cooperação financeira em torno de agendas de interesse comum dos dois países. Em relação às negociações entre o Mercosul e a República da Coreia, discutimos caminhos para retomar as tratativas interrompidas em 2021”.

Uma área em que haverá grande colaboração entre a Coreia e o Brasil é a da saúde.

“Na área de saúde, os instrumentos abrangem produção de medicamentos e vacinas, pesquisa em diagnóstico de doenças transmissíveis e doenças crônicas, bem como genômica avançada e saúde digital”, afirmou o presidente brasileiro.

O Irã advertiu nesta segunda-feira que considerará “um ato de agressão” qualquer ataque ao seu território, ainda que seja seletivo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insinuar que avalia essa possibilidade.
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Teerã e Washington participaram, em 17 de fevereiro, na Suíça, de uma segunda rodada de negociações indiretas, sob mediação de Omã, sobre o programa nuclear iraniano. O encontro ocorreu em meio à escalada de tensões na região, após os Estados Unidos enviarem dois porta-aviões ao Oriente Médio.
Irã e Omã confirmaram novas conversas para quinta-feira, mas o governo americano ainda não oficializou a participação.
— Sobre a primeira pergunta acerca de um ataque limitado, não existe ataque limitado. Um ato de agressão será considerado um ato de agressão. Ponto final — declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, em entrevista coletiva em Teerã.
A afirmação foi uma resposta às declarações de Trump, que disse na sexta-feira que “considera” um ataque limitado contra o Irã caso o país não chegue rapidamente a um acordo com os Estados Unidos.
— Qualquer Estado reagiria com firmeza a um ato de agressão com base em seu direito inerente à legítima defesa, e é exatamente isso que faríamos — acrescentou Baqai.
Na semana passada, ao ser questionado por um jornalista — “O senhor considera um ataque limitado se o Irã não chegar a um acordo?” — Trump respondeu: “O que posso dizer é que estou considerando”.
O chanceler iraniano, Abás Araqchi, lidera as negociações por Teerã. Os Estados Unidos são representados pelo emissário Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro do presidente americano.
Em entrevista à Fox News, gravada na quinta-feira e exibida no sábado, Witkoff afirmou que Trump se pergunta por que o Irã não “capitulou” diante da mobilização militar americana.
O porta-voz da diplomacia iraniana reiterou que o país jamais se rendeu ao longo de sua história.
Um passageiro foi preso no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, próximo a Bangkok, após agentes de segurança encontrarem 15 animais selvagens vivos escondidos em sua bagagem pouco antes do embarque em um voo internacional. Entre os animais estavam tartarugas e primatas protegidos por leis ambientais.
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Segundo autoridades tailandesas, Naveen Kumar, de 38 anos, cidadão indiano, se preparava para embarcar na noite de terça-feira (17) em um voo da Thai Airways com destino a Calcutá quando funcionários notaram contornos incomuns em sua mala durante a inspeção. Ao abrirem a bagagem, os agentes localizaram os animais vivos comprimidos em cestos de plástico e dentro de uma mala cinza.
Ao todo, foram encontrados 13 exemplares de tartarugas, incluindo tartarugas-cabeçudas e de água doce, além de um langur e um gibão. Kumar foi detido no local e os animais foram apreendidos pelas autoridades.
Animais foram encaminhados para órgãos de conservação
Após a apreensão, os espécimes foram entregues ao Escritório de Conservação da Vida Selvagem e à Estação de Inspeção de Pesca do aeroporto para identificação e cuidados. Em comunicado, o Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas informou que os animais serão avaliados e incluídos no processo investigativo.
O suspeito também entregou voluntariamente seu telefone celular, que a polícia acredita ter sido utilizado durante o suposto esquema de transporte ilegal. Kumar tinha passagem marcada para as 23h35, no horário local.
Ele foi acusado de violar a Lei de Conservação e Proteção da Vida Selvagem, além de dispositivos da legislação aduaneira, sanitária e de pesca. O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia do Aeroporto de Suvarnabhumi, e a investigação continua.
A apreensão ocorre em um país considerado ponto estratégico para o tráfico de animais no Sudeste Asiático. Devido à proximidade com países como Myanmar e Camboja, a Tailândia é frequentemente apontada por autoridades internacionais como rota de circulação ilegal de espécies.
O comércio clandestino de animais integra um mercado global que, segundo investigações internacionais, movimenta redes criminosas transnacionais. Em outras frentes do crime organizado, rotas logísticas complexas também têm sido usadas para contrabando, incluindo esquemas que utilizam navios carregados com gado para transportar cocaína com destino a grandes portos europeus, segundo apurações do Centro de Análise e Operações Marítimas de Narcóticos (MAOC-N), sediado em Lisboa.
Um médico de 55 anos morreu após ser atacado por um tubarão enquanto praticava windsurf em uma praia popular da Nova Caledônia, território francês que abrange dezenas de ilhas no sul do Oceano Pacífico, diante de familiares que assistiam à cena da faixa de areia. O caso ocorreu na tarde de domingo em Numeá, capital do país, e mobilizou equipes de resgate e autoridades locais.
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De acordo com informações divulgadas pela organização Nouvelle-Caledonie Prevention Requin, o homem foi visto sendo violentamente sacudido na água antes de desaparecer. Ele teria sofrido ferimentos fatais nos braços e nas pernas.
Ainda não foi determinada a espécie do tubarão responsável pelo ataque, entretanto, a prefeitura de Numeá anunciou a retomada de um programa que coleta amostras de tubarões-tigre e tubarões-bulldog, duas espécies comuns na região.
O corpo foi encontrado boiando em uma lagoa próxima por um grupo de velejadores que navegava pela região. Segundo os bombeiros, os marinheiros retiraram a vítima da água e a levaram até a praia, onde tentaram reanimá-la. Apesar dos esforços, o médico teve a morte confirmada pouco depois por equipes médicas.
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Autoridades afirmaram que os ferimentos no antebraço direito, na perna e na tíbia esquerda eram compatíveis com um ataque de tubarão. A prancha de windsurf da vítima também foi localizada com um grande pedaço arrancado, aparentemente por uma mordida de animal.
Mais de uma dezena de policiais foi mobilizada para isolar a área, e a praia foi fechada ao público. Equipes especializadas também foram enviadas para prestar apoio aos familiares da vítima, que estavam no local no momento do ataque, informaram as autoridades locais.
Uma autópsia está em andamento para confirmar oficialmente a causa da morte. O promotor de Nouméa, Yves Dupas, pediu cautela ao comentar o caso: “Ainda não sabemos como o ataque aconteceu. Estamos tentando determinar as circunstâncias.”
Após o anúncio da morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG), considerado o mais violento do México, vídeos que começaram a circular nas redes sociais mostram pessoas desesperadas correndo dentro do Aeroporto Internacional de Guadalajara.
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Passageira de um voo que saiu de Newark com destino final à Cidade do México, com escala em Guadalajara, Marani Ceja relatou que, ao aterrissar, a tripulação informou que não poderiam desembarcar da aeronave.
Em entrevista ao jornal mexicano El Universal, Marani detalhou que, por indicação do piloto, os passageiros permaneceriam a bordo até novo aviso, devido à suspensão temporária de chegadas e partidas. Além disso, funcionários comunicaram que o aeroporto estava “blindado” por motivos de segurança.
— Quando chegamos, foi justamente quando começaram as movimentações; as pessoas começaram a entrar na pista correndo para se esconder. Ouviam-se os alarmes no aeroporto e vários veículos de segurança do próprio aeroporto. Desde que aterrissamos, os arredores estavam em chamas, muito fumaça por todos os lados — narrou.
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Embora tenha relatado que não foram ouvidos disparos nas proximidades ou dentro da terminal aérea, ela destacou que foi evidente a mobilização e a proteção das pessoas diante da situação.
Após permanecer cerca de uma hora a bordo, Marani contou que a tripulação comunicou a normalização gradual das operações.
‘Alarme falso’
Minutos depois, o Gabinete de Segurança confirmou que os aeroportos de Jalisco operavam normalmente.
“Os passageiros estão embarcando em seus voos conforme o programado e não se registra nenhum evento relevante nas instalações”, informou a autoridade através das redes sociais.
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Em comunicado, o Aeroporto Internacional de Guadalajara esclareceu que não houve incidentes dentro da terminal aérea e que não há risco para passageiros, colaboradores e visitantes. O aeroporto explicou que os vídeos que circulam se trataram de uma psicose entre os passageiros e pediu que mantivessem a calma e seguissem as orientações do pessoal aeroportuário.
O aeroporto afirmou que as instalações estão sob a proteção da Guarda Nacional e da Secretaria de Defesa Nacional, e que as operações continuam normalmente, sem cancelamentos ou impactos nas atividades aéreas.
Morte de ‘El Mencho’
O Exército mexicano anunciou neste domingo que matou o poderoso chefe do narcotráfico Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, líder do cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), em uma violenta operação que provocou retaliações em ao menos oito estados com bloqueios de estradas e queima de veículos, lojas e bancos.
“El Mencho”, líder do cartel Jalisco Nova Geração, com seu filho Ruben Oseguera Gonzalez, conhecido como “El Menchito”
Divulgação / Corte do Distrito de Columbia
Ex-policial de 59 anos, Oseguera era apontado como o principal líder do CJNG, organização criminosa que leva o nome do estado onde fica Guadalajara, a segunda maior cidade do México, e um dos chefes mais procurados pelo México e pelos EUA, que ofereciam uma recompensa de US$ 15 milhões (R$ 78 milhões) por informações que levassem a seu paradeiro. Em poucos anos, o grupo expandiu suas atividades para diferentes regiões do país e do continente, tornando-se um dos mais poderosos do tráfico de drogas e rivalizando com o Cartel de Sinaloa, fundado por Joaquín ‘El Chapo’ Guzmán, atualmente preso nos Estados Unidos.
O Exército informou em comunicado que “El Mencho” ficou ferido em um confronto com militares na localidade de Tapalpa e morreu “durante seu traslado por via aérea à Cidade do México”. As autoridades militares acrescentaram que, para a execução da operação, “além dos trabalhos de inteligência militar central” (…) “contou-se com informações complementares” por parte das autoridades americanas.
No total, sete criminosos morreram e três militares ficaram feridos. Dois integrantes do CJNG foram detidos e foram apreendidos, entre outros tipos de armamento, lança-foguetes capazes de derrubar aeronaves e destruir veículos blindados, segundo a mesma fonte. A presidente Claudia Sheinbaum pediu calma pelas redes sociais e disse que a maior parte do país segue em “plena normalidade” . “Trabalhamos todos os dias pela paz, a segurança, a justiça e o bem-estar do México”, disse a mandatária.
Um filhote de macaco que havia viralizado nas redes sociais ganhou um novo capítulo em sua história no zoológico da cidade de Ichikawa, no Japão. Punch, de seis meses, passou a ser acolhido por outros integrantes do grupo após semanas em que aparecia em vídeos tentando se aproximar de outros primatas e buscando conforto em um urso de pelúcia.
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As imagens mais recentes, que circulam nas redes, mostram o pequeno primata sendo abraçado por um macaco adulto chamado Onsing. Em um dos vídeos, os dois aparecem escalando juntos uma estrutura rochosa do recinto, com o adulto segurando Punch enquanto o filhote se apoia para subir. Em outro registro, os dois descansam encostados em uma parede de pedra, balançando suavemente lado a lado.
Assista:
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Da rejeição à aproximação
Punch nasceu em julho e foi rejeitado pela mãe logo após o nascimento, o que obrigou a equipe do zoológico a criá-lo em um ambiente controlado. Como filhotes de macaco costumam permanecer agarrados às mães desde os primeiros dias de vida, os tratadores ofereceram cobertores e brinquedos para reduzir o estresse do animal.
O filhote rapidamente se apegou a um orangotango de pelúcia, que passou a carregar constantemente. Vídeos que viralizaram nas redes sociais mostravam Punch dormindo abraçado ao brinquedo ou segurando o objeto com cautela enquanto tentava se aproximar de outros jovens do grupo.
Confira:
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No mês passado, o zoológico iniciou um processo gradual de reintegração do animal à tropa. Em comunicado, a instituição pediu que o público acompanhasse e torcesse pelo progresso do filhote, afirmando que, apesar de algumas repreensões típicas da convivência entre macacos, não havia sinais de agressividade grave. “Embora Punch seja repreendido, ele demonstra força mental e resiliência”, informou a equipe.
A mobilização online ganhou força com a hashtag #HangInTherePunch, que atraiu visitantes ao zoológico. Em um dos dias mais movimentados, mais de cem pessoas se reuniram em frente ao recinto para observar o comportamento do filhote e registrar imagens.
Punch usa bichinho de pelúcia como apoio durante a integração com outros macacos
Reprodução / X / @heavensbvnny
Agora, com os novos vídeos mostrando o macaquinho nos braços de Onsing e cercado por outros membros do grupo, muitos dos que acompanharam sua trajetória celebram o que parece ser o fim de um período de isolamento para o pequeno primata.
O Exército mexicano matou no domingo Nemesio Oseguera, “El Mencho”, fundador e líder do cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), o chefão mais poderoso do México e por quem os Estados Unidos ofereciam 15 milhões de dólares.
Oseguera, de 59 anos, ficou ferido em um confronto com militares na localidade de Tapalpa, em Jalisco (oeste). Ele morreu pouco depois, quando era transportado por via aérea para a Cidade do México.
O CJNG reagiu violentamente, com bloqueios de rodovias e incêndio de veículos em Jalisco — sede do cartel — e em outros estados do país. Células do cartel incendiaram estabelecimentos comerciais e espalharam terror entre a população.
A reação gerada após a operação evidenciou o amplo poder que o cartel mantém em diferentes regiões do México, com presença tanto em negócios legais quanto ilegais. Também revelou sua ampla estrutura e capacidade de mobilização.
A resposta brutal do cartel reacendeu questionamentos sobre o futuro da organização criminosa e os possíveis cenários que podem se abrir após esse episódio.
O que é o cartel Jalisco Nova Geração e quão poderoso ele é?
“El Mencho” fundou esse cartel em 2009 e, segundo especialistas, trata-se de uma das organizações de narcotráfico mais poderosas do México. O chefão falecido era um dos principais responsáveis pelo tráfico de heroína, cocaína, metanfetamina e fentanil para os Estados Unidos, segundo o governo desse país.
“É certamente uma das organizações mais poderosas no México em termos de capacidade militar, capacidade de recrutamento e de armamento”, afirma à AFP David Mora, especialista do centro de análise Crisis Group.
Os negócios do cartel se expandiram para outras atividades criminosas, como extorsão, roubo de combustível e tráfico de pessoas, segundo a agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA), crimes que lhe rendem alta receita e grande capacidade econômica.
O cartel Jalisco Nova Geração se caracterizou por se mostrar “sempre disposto a desafiar o governo mexicano”.
Em diversas ocasiões, divulgou imagens de seus pistoleiros ostentando armamento e veículos blindados, além de ter atentado, em 2020, contra o atual secretário de Segurança Pública, Omar García Harfuch, quando ele era o chefe da polícia na capital. Também esteve por trás, em novembro, do assassinato do prefeito de Uruapan, Carlos Manzo.
Por que a reação foi tão violenta em vários estados do México?
A reação violenta após a operação contra Oseguera ressaltou o poder do cartel no México. Os bloqueios e incêndios de lojas e estabelecimentos comerciais também se estenderam ao balneário de Puerto Vallarta, ao estado vizinho de Michoacán e aos estados de Puebla (centro), Sinaloa (noroeste), Guanajuato (centro) e Guerrero (sul).
É a organização criminosa predominante em vários estados, mas em outros está em conflito com diferentes grupos criminosos.
“O que vimos hoje é justamente uma demonstração de onde operam e onde podem infligir violência”, afirma um especialista.
Apesar da reação, o cartel não conseguiu impedir que Oseguera fosse morto e que seu corpo fosse levado pelas autoridades à Cidade do México.
O que acontecerá com o cartel sem “El Mencho” à frente?
Nemesio Oseguera era um líder criminoso ao estilo de Joaquín “Chapo” Guzmán e Ismael “El Mayo” Zambada, presos nos Estados Unidos. Tinha presença dominante no cartel Jalisco Nova Geração e não havia sucessores claros.
Segundo especialistas, o grupo havia se fortalecido após o enfraquecimento do cartel de Sinaloa devido às suas guerras internas.
Seu filho mais velho, conhecido como “El Menchito”, foi condenado no ano passado nos Estados Unidos à prisão perpétua.
Os possíveis cenários são que o cartel continue operando sem seu líder ou que entre em uma guerra interna pela liderança.
No caso de uma guerra interna, poderia haver aumento da violência homicida, já que a ausência de uma sucessão direta cria um vazio de poder e abre espaço para rearranjos violentos dentro da organização.
Professora de danças de salão, juíza internacional e presença constante em competições pela Europa e pela China, Tetiana Khimion viu a própria vida mudar radicalmente com a invasão russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022. Aos 47 anos, mãe de dois filhos, deixou os palcos e o estúdio em Sloviansk, na região de Donetsk, para se alistar nas Forças Armadas ucranianas.
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No Exército, escolheu uma função incomum para quem vinha da dança: treinou para se tornar sniper.
— Quando passeava com os miúdos no parque, às vezes atirava num pequeno campo de tiro que havia lá. Conseguia acertar no centro do alvo e até ganhar pequenos prémios. Pensei: talvez eu consiga fazer isto — contou à agência Associated Press.
Tetiana afirma que a profissão de atiradora de precisão reúne dois elementos centrais da sua trajetória pessoal.
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— A profissão de sniper é, na verdade, muito criativa e eu sou uma pessoa criativa. Preciso de me expressar. Ao mesmo tempo, é muito matemática, e eu adoro matemática. Estudei Física e Matemática na universidade, por isso esta combinação de precisão e criatividade fez todo o sentido para mim.
Em agosto de 2023, passou a integrar o 78.º Regimento de Assalto Aéreo como atiradora de curto alcance, responsável por dar cobertura a grupos de assalto em missões de combate.
Tetiana começou a praticar danças de salão aos seis anos. Tornou-se juíza de nível internacional e abriu o próprio estúdio, onde treinava crianças. A rotina era marcada por viagens constantes e competições no exterior.
— Os meus dias eram muito preenchidos. Viajávamos para competir e representar a Ucrânia. Todas as semanas íamos para uma cidade diferente, descobríamos a Europa, a China. Era muito intenso, mas parecia rotina — recorda.
A invasão russa pôs fim a essa normalidade. Naquela manhã de fevereiro, percebeu que não poderia continuar a dançar enquanto o país estava sob ataque.
Tetiana diz que encara cada missão com disciplina e sangue-frio — postura que atribui aos anos de trabalho com crianças e à exigência do desporto.
Ainda assim, admite que a guerra a transformou profundamente.
— Tornei-me uma pessoa completamente diferente. Sinto que já vivi todas as minhas emoções, sensações e momentos mais fortes. Quero continuar a viver, ir às montanhas, nadar no oceano. Mas percebo que não vou conseguir sentir as emoções como antes, porque as mais intensas já foram vividas.

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