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O rei Harald V foi hospitalizado nesta terça-feira durante uma estadia na ilha espanhola de Tenerife.
De acordo com comunicado divulgado pela Casa Real da Noruega, o monarca foi internado após apresentar um quadro de infecção e desidratação. Não foram divulgados, até o momento, mais detalhes sobre seu estado de saúde.
Aos 89 anos, Harald V está à frente da nobreza da Noruega desde 1991, quando assumiu o trono.
“O rei foi admitido no Hospital Universitario Hospiten Sur, em Tenerife, esta tarde. O rei está sendo curado de uma infeção e desidratação e a sua condição é boa”, diz o documento.
*Esta matéria está em atualização
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou uma “possível fraude” nas próximas eleições, questionando a confiabilidade do software usado para a contagem prévia dos votos. O país elegerá novos membros do Congresso em 8 de março e o sucessor de Petro em 31 de maio. O atual mandatário, primeiro presidente de esquerda na história do país, está impedido por lei de se candidatar novamente.
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Em uma longa mensagem no X na madrugada desta terça-feira, Petro expôs a suposta “persistência da fraude eleitoral na Colômbia”, que teria afetado sua força política nas eleições de 2014, 2022 e, segundo ele, nas próximas de 2026.
“O software de pré-contagem ilegal que existe hoje é o mesmo que existia na fraude de 2014 (…). Também temos provas de fraude em 2022”, afirmou.
“Dadas essas circunstâncias (…) que devo denunciar, a possível fraude só será enfrentada com 60 mil fiscais eleitorais” da esquerda nas mesas de votação, acrescentou.
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A Procuradoria-Geral, que fiscaliza a integridade dos funcionários públicos, rejeitou as declarações de Petro. Em comunicado, assegurou que a transparência das eleições está garantida e pediu respeito às autoridades eleitorais.
A “pré-contagem” é um registro rápido de votos a partir de amostras estatísticas das mesas eleitorais, que mais tarde é confirmado ou não por uma apuração oficial. O processo é usado em vários países da região e, na Colômbia, é um instrumento sem valor jurídico, que tem apenas fins informativos e permite conhecer os resultados com maior rapidez.
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Petro questiona a empresa colombiana ASD, que desenvolveu o software usado para a contagem preliminar nas eleições de 2014, 2022 e 2026.
Com a contratação dessa companhia, “não há segurança de transparência nas próximas eleições”, disse.
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O software da ASD já foi alvo de críticas nas eleições de dezembro em Honduras, nas quais a apuração foi paralisada com 57% de avanço na leitura das atas por “problemas técnicos”.
Petro defende que um software desenvolvido pelo Estado colombiano seja utilizado.
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O senador de esquerda Iván Cepeda, herdeiro político de Petro, lidera as pesquisas de intenção de voto junto com o advogado e empresário de direita Abelardo de la Espriella.
Um avião comercial da American Airlines foi retirado de operação após a descoberta de impactos de bala em sua estrutura durante uma inspeção de rotina no Aeroporto Internacional de Miami, na manhã desta terça-feira, confirmou a companhia ao GLOBO. A aeronave havia acabado de pousar após um voo que partiu da Colômbia.
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O Boeing 737 MAX 8 com matrícula N342SX, que havia operado o voo AA924 de volta a Miami após cumprir a rota Miami–Medellín (Colômbia), pousou normalmente no aeroporto norte-americano, sem relatos de problemas durante o voo. Passageiros e tripulantes desembarcaram sem incidentes antes da identificação das perfurações.
A equipe de manutenção da companhia encontrou os buracos de bala no aileron direito, uma superfície crítica de controle de voo responsável pelo equilíbrio lateral da aeronave. Após a detecção, a empresa suspendeu o uso do avião.
As perfurações só foram percebidas depois do desembarque dos passageiros, durante a inspeção pós-voo, procedimento padrão das equipes técnicas. A aeronave foi posteriormente levada em um voo não comercial até o centro de manutenção da American Airlines no Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth para avaliações aprofundadas, incluindo a verificação de possíveis danos internos em hidráulica ou sistemas elétricos.
Autoridades dos dois países foram notificadas e trabalham para esclarecer as circunstâncias que levaram aos impactos. Não está claro de onde partiram os disparos. Segundo a American Airlines, nenhuma intercorrência relacionada ao voo foi registrada e nenhuma pessoa se feriu. A companhia comentou que está acompanhando de perto as investigações junto das autoridades.

O Senado aprovou nesta terça-feira (24) a Medida Provisória (MP) 1317/25, que transforma a atual Autoridade Nacional de Proteção de Dados em uma agência reguladora, com o nome de Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A proposta também cria uma carreira própria para a nova entidade, responsável pela regulação, fiscalização e proteção de dados. O texto agora vai para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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A nova agência reguladora de natureza especial será vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A ANPD terá autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira, além de patrimônio próprio.

O texto da MP também criou um órgão de auditoria na estrutura da atual autoridade, agora transferida para a agência.

Proteção de crianças e adolescentes

Além de equiparar a então Autoridade Nacional de Proteção de Dados às demais agências reguladoras, o projeto busca assegurar a proteção dos direitos de crianças e de adolescentes no ambiente digital.

A MP foi assinada pelo presidente Lula no mesmo evento em que foi sancionada a lei que protege crianças e adolescentes no ambiente digital, que chegou a ser chamada de lei contra “adultização” e de ECA Digital.

A lei prevê que a fiscalização e a punição desses crimes no ambiente digital sejam feitas por uma autoridade nacional autônoma, que será a nova agência reguladora.

Na avaliação do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a transformação da ANPD em agência reguladora é uma medida adequada às novas responsabilidades que lhe foram atribuídas.

“A relevância se verifica pela necessidade de dotar a ANPD da estrutura necessária para o exercício de suas funções, especialmente aquelas que lhe foram atribuídas pela regulamentação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente”, disse.

Especialista em Regulação de Proteção de Dados

A nova carreira criada para a ANPD é a de Regulação e Fiscalização de Proteção de Dados, composta de cargos de Especialista em Regulação de Proteção de Dados.

O cargo, de nível superior, tem atribuições voltadas às atividades especializadas de regulação, inspeção, fiscalização e controle de proteção dos dados pessoais.

Caberá a esse especialista também a implementação de políticas e a realização de estudos e pesquisas respectivos a essas atividades.

Pelo texto aprovado, serão 200 cargos de especialista, criados a partir da transformação de 797 cargos vagos de agente administrativo, de nível intermediário, da carreira da previdência, da saúde e do trabalho.

Também foram criados 18 cargos de livre provimento: 4 cargos em comissão do Executivo (CCE) e 14 funções comissionadas do Executivo. O preenchimento dos cargos, no entanto, dependerá de autorização orçamentária.

“A transformação de cargos a que se refere o caput deste artigo será realizada sem aumento de despesa, mediante compensação financeira entre os valores correspondentes à totalidade da remuneração dos cargos e das funções que estão sendo criados e os valores correspondentes à totalidade da remuneração dos cargos que estão sendo transformados, vedada a produção de efeitos retroativos”, diz o texto aprovado.

Um avião comercial da American Airlines foi retirado de operação após a descoberta de impactos de bala em sua estrutura durante uma inspeção de rotina no Aeroporto Internacional de Miami, na manhã desta terça-feira, segundo o site especializado AIR Live. A aeronave havia acabado de pousar após um voo que partiu da Colômbia.
O Boeing 737 MAX 8 com matrícula N342SX, que havia operado o voo AA924 de volta a Miami após cumprir a rota Miami–Medellín (Colômbia), pousou normalmente no aeroporto norte-americano, sem relatos de problemas durante o voo. Passageiros e tripulantes desembarcaram sem incidentes antes da identificação das perfurações.
A equipe de manutenção da companhia encontrou os buracos de bala no aileron direito, uma superfície crítica de controle de voo responsável pelo equilíbrio lateral da aeronave. Após a detecção, a empresa suspendeu o uso do avião.
As perfurações só foram percebidas depois do desembarque dos passageiros, durante a inspeção pós-voo, procedimento padrão das equipes técnicas. A aeronave foi posteriormente levada em um voo não comercial até o centro de manutenção da American Airlines no Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth para avaliações aprofundadas, incluindo a verificação de possíveis danos internos em hidráulica ou sistemas elétricos.
Autoridades dos dois países foram notificadas e trabalham para esclarecer as circunstâncias que levaram aos impactos. Não está claro de onde partiram os disparos.
Até o momento, a American Airlines não divulgou comunicado oficial com detalhes sobre o incidente. Autoridades aeroportuárias e agências de segurança aérea dos Estados Unidos e da Colômbia devem emitir posicionamentos assim que a investigação avançar.
Um avião comercial da American Airlines foi retirado de operação após a descoberta de impactos de bala em sua estrutura durante uma inspeção de rotina no Aeroporto Internacional de Miami, na manhã desta terça-feira, segundo o site especializado AIR Live. A aeronave havia acabado de pousar após um voo que partiu da Colômbia.
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O Boeing 737 MAX 8 com matrícula N342SX, que havia operado o voo AA924 de volta a Miami após cumprir a rota Miami–Medellín (Colômbia), pousou normalmente no aeroporto norte-americano, sem relatos de problemas durante o voo. Passageiros e tripulantes desembarcaram sem incidentes antes da identificação das perfurações.
A equipe de manutenção da companhia encontrou os buracos de bala no aileron direito, uma superfície crítica de controle de voo responsável pelo equilíbrio lateral da aeronave. Após a detecção, a empresa suspendeu o uso do avião.
As perfurações só foram percebidas depois do desembarque dos passageiros, durante a inspeção pós-voo, procedimento padrão das equipes técnicas. A aeronave foi posteriormente levada em um voo não comercial até o centro de manutenção da American Airlines no Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth para avaliações aprofundadas, incluindo a verificação de possíveis danos internos em hidráulica ou sistemas elétricos.
Autoridades dos dois países foram notificadas e trabalham para esclarecer as circunstâncias que levaram aos impactos. Não está claro de onde partiram os disparos.
Até o momento, a American Airlines não divulgou comunicado oficial com detalhes sobre o incidente. Autoridades aeroportuárias e agências de segurança aérea dos Estados Unidos e da Colômbia devem emitir posicionamentos assim que a investigação avançar.
Dezessete organizações internacionais de ajuda humanitária afirmaram nesta terça-feira que recorreram à Suprema Corte de Israel para que possam continuar trabalhando na Faixa de Gaza e outros territórios palestinos, onde o Estado judeu pretende barrá-las a partir de 1º de março. A data foi definida por autoridades israelenses como prazo para que as entidades cumpram novas regras exigidas pelo governo, como a divulgação de nomes e informações de contatos dos funcionários dos órgãos, além de detalhes sobre financiamento e operações.
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As entidades consideram as regras invasivas e arbitrárias e dizem que a proibição prejudicará o fornecimento de assistência aos palestinos. Em comunicado conjunto, as organizações disseram ter pedido uma ordem liminar urgente para suspender o processo até uma decisão final. A nota sustenta que interromper as atividades dos grupos levará a um “colapso humanitário e a danos irreparáveis” para centenas de milhares de pessoas necessitadas, e que a proibição viola as obrigações de Israel como potência ocupante, demonstrando “falta de proporcionalidade”.
De acordo com o documento judicial, o governo de Israel tem até a tarde de quarta-feira para apresentar uma resposta. O Estado judeu, porém, tem minimizado a medida, com o COGAT, órgão militar israelense responsável por supervisionar assuntos civis em Gaza, afirmando que as organizações cujas licenças devem ser revogadas respondem por menos de 1% do total de ajuda que entra no território. Segundo o órgão, mais de 20 entidades continuarão operando após cumprir as novas exigências.
Dados pessoais
As organizações que se recusam a cumprir as exigências dizem temer o que o Estado judeu poderia fazer com os dados pessoais de seus funcionários, observando que pelo menos 133 trabalhadores humanitários foram mortos em ataques israelenses desde o início da guerra, em 2023. Para as ONGs, cumprir a exigência exporia funcionários a possíveis represálias, minaria o princípio da neutralidade humanitária e violaria a legislação europeia de proteção de dados.
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Os autores da ação dizem ter proposto alternativas práticas à entrega das listas de funcionários a Israel, incluindo “triagem independente de sanções” e “sistemas de verificação auditados por doadores”. Diferentemente do que foi alegado pelo órgão israelense que controla o acesso a Gaza, as organizações afirmam que, coletivamente, apoiam ou implementam mais da metade de toda a assistência alimentar em Gaza, além de 60% das operações de hospitais de campanha e todo o tratamento hospitalar de crianças que sofrem de desnutrição aguda.
Israel nega ter como alvo grupos de ajuda. Em alguns casos, afirmou ter atingido terroristas que haviam se infiltrado nas organizações ou que estavam disfarçados de trabalhadores humanitários. Em outros, os militares acabaram reconhecendo os erros. Israel, no entanto, atribui as mortes de civis ao Hamas, cujo ataque em 2023 desencadeou a guerra e cujos combatentes atuam em áreas densamente povoadas no enclave.
Athena Rayburn, diretora-executiva da AIDA, organização que reúne mais de 100 grupos internacionais que atuam nos territórios palestinos, disse a jornalistas nesta terça-feira que a presença dessas entidades em Gaza, onde a mídia estrangeira não tem permissão para entrar, também permite que observadores externos testemunhem a guerra. Rayburn ainda reforçou que as ONGs desempenham um papel vital ao lado da ONU e de outros provedores de ajuda.
— Essa petição pode proteger esse trabalho que salva vidas e permitir mais tempo para encontrar uma solução para essa questão — afirmou.
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A grande maioria dos 2 milhões de moradores de Gaza depende de organizações de ajuda para obter alimentos, água, atendimento de saúde, abrigo e outros itens essenciais, após a ofensiva israelense de dois anos ter destruído grande parte do território. Centenas de milhares vivem em tendas, e a reconstrução ainda não começou após o frágil cessar-fogo alcançado em outubro. Ainda assim, os autores da petição afirmam que a proibição, prevista para março, já começou na prática, com o bloqueio de suprimentos e negação de vistos a funcionários estrangeiros.
— Não conseguimos levar equipes internacionais para dentro de Gaza desde o início de janeiro. As autoridades israelenses negaram qualquer entrada em Gaza, mas também na Cisjordânia — disse à AFP Filipe Ribeiro, chefe de missão do Médicos Sem Fronteiras (MSF) nos territórios palestinos. — Por enquanto, ainda estamos trabalhando em Gaza e planejamos manter nossas operações enquanto pudermos.
Além da MSF, maior fornecedor de suprimentos médicos depois das agências da ONU e da Cruz Vermelha, estão entre as organizações proibidas grupos conhecidos como o Conselho Norueguês para Refugiados, a Oxfam e a Medical Aid for Palestinians. À Associated Press, o MSF reforçou que não consegue enviar nenhum tipo de suprimento, incluindo antibióticos, analgésicos, anestésicos e curativos, desde o mês passado. Nesse cenário, disse a entidade, “grupos vulneráveis estão em maior risco de não receber o atendimento de que precisam”.
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A proibição ocorre em meio ao endurecimento da postura de Israel em relação a atores humanitários em geral, após ter proibido a agência da ONU para refugiados palestinos, a UNRWA, de atuar em Israel no início de 2025. A UNRWA, que Israel acusou de empregar pessoas que participaram do ataque do Hamas em 7 de outubro, também não pode mais coordenar com as autoridades israelenses na Cisjordânia ocupada — situação que deverá se repetir com as ONGs proibidas.
— Argumentamos que Israel agiu aqui sem qualquer autoridade, porque, segundo os Acordos de Oslo, toda a questão do registro de organizações era tratada pela Autoridade Palestina — disse Yotam Ben-Hillel, advogado israelense que apresentou o recurso em nome das organizações internacionais. — Esta é uma nova era na forma como Israel lida com organizações internacionais sem fins lucrativos. (Com AFP)
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, descartou nesta terça-feira riscos para os torcedores que visitarem Guadalajara, uma das sedes da Copa do Mundo de 2026, após uma ofensiva do narcotráfico provocar temor na cidade e em boa parte do país no domingo.
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Sheinbaum afirmou, em entrevista coletiva, que não existe “nenhum risco” para os visitantes e ofereceu “todas as garantias” para que a metrópole do oeste do México receba as quatro partidas programadas para seu território em junho próximo.
No domingo, a violência criminosa irrompeu na região após a morte do chefe do narcotráfico Nemesio Oseguera, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), em uma operação militar. Durante a ação e os confrontos posteriores, morreram ao menos 27 agentes de segurança, 46 supostos criminosos e uma civil, informaram as autoridades na segunda-feira.
O CJNG respondeu ao desdobramento das forças oficiais com a queima de veículos, comércios e bloqueios de estradas em 20 dos 32 estados do país, deixando imagens que circularam pelo mundo a menos de quatro meses do início do principal torneio do futebol, que será disputado de 11 de junho a 19 de julho.
Na Cidade do México e em Monterrey, as outras duas sedes mexicanas do Mundial — que também será realizado nos Estados Unidos e no Canadá — não foram registrados incidentes violentos. Uma porta-voz da FIFA disse à AFP que, por ora, a entidade não pretende comentar sobre a segurança na próxima sede do torneio.
Pablo Lemus, governador do estado de Jalisco, onde fica Guadalajara, classificou como “completamente falso” que a cidade possa perder partidas da Copa do Mundo. “Não há absolutamente nenhum risco de perder nenhuma das três sedes” no México, acrescentou em entrevista coletiva.
A seleção mexicana tem programado para quarta-feira um amistoso contra a Islândia no estádio La Corregidora, no estado de Querétaro (centro), onde no domingo foi suspensa uma partida da primeira divisão devido à violência. Na segunda-feira, o Tri divulgou na rede social X fotos de seus jogadores e dos atletas islandeses treinando em Querétaro.
Volta à normalidade
Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, era até então o narcotraficante mais procurado pelo governo dos Estados Unidos, que oferecia por ele uma recompensa de 15 milhões de dólares. O chefe do cartel, de 59 anos, comandava o CJNG, uma das organizações criminosas mais poderosas do mundo, designada por Washington como organização terrorista estrangeira em fevereiro de 2025.
A reação do cartel à morte de seu líder provocou temor em cidades próximas, como Puerto Vallarta, um concorrido balneário da costa do Pacífico, frequentado por turistas e residência de cidadãos canadenses e norte-americanos.
No entanto, Sheinbaum afirmou nesta terça-feira que a situação “pouco a pouco está se normalizando” e que os aeroportos de Puerto Vallarta e Guadalajara operam sem problemas. Ao longo da segunda-feira, também foram registrados bloqueios, mas em menor número. A presidente assegurou em sua coletiva que foram apenas entre seis e sete e que “todos foram desmobilizados”.
Segundo o governo do estado de Jalisco (oeste), nesta terça-feira as atividades econômicas são retomadas e as escolas reabrirão na quarta-feira. Devido à jornada conturbada do fim de semana, dois jogos de futebol foram suspensos no domingo em Jalisco e outro no estado de Querétaro, no centro do México.
Além de quatro partidas da fase de grupos da Copa do Mundo — entre elas um dos confrontos mais aguardados dessa etapa, entre Uruguai e Espanha — Guadalajara sediará, junto com Monterrey (nordeste), o torneio de repescagem que, no fim de março, definirá os dois últimos classificados para o Mundial.
Nesse torneio participarão seis seleções, nenhuma europeia: Bolívia, República Democrática do Congo, Iraque, Nova Caledônia, Jamaica e Suriname.
Um total de 179 pessoas deixou a prisão na Venezuela, beneficiadas pela recém-promulgada lei de anistia, informou o chefe da comissão parlamentar que acompanha o processo. A histórica lei, impulsionada pela presidente interina Delcy Rodríguez, prevê o arquivamento de processos penais de centenas de presos políticos. Enquanto o governo celebra a aplicação da medida, alguns advogados e beneficiários denunciam atrasos e entraves nos tribunais para a concessão da liberdade plena.
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O deputado Jorge Arreaza afirmou que o sistema de Justiça já recebeu 4.293 pedidos de anistia.
Do total, cerca de 3.000 pessoas que estavam em liberdade condicional passaram a ter liberdade plena, também com base na lei promulgada em 19 de fevereiro.
— É extraordinário o ritmo que está sendo alcançado — comemorou Arreaza em coletiva de imprensa.
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Apesar dos números divulgados pelo governo, potenciais beneficiários denunciam dificuldades na tramitação dos pedidos.
A lei de anistia, que não tem aplicação automática, exige que aqueles que queiram optar pelo benefício compareçam aos tribunais para revisar cada caso e determinar o arquivamento do processo ou a anulação da sentença.
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Advogados de presos políticos e de libertados com medidas cautelares foram na segunda-feira aos tribunais em Caracas para apresentar os primeiros pedidos, mas a maioria encontrou negativas e atrasos ao protocolar seus documentos.
— Os tribunais que nos submeteram arbitrariamente a processo continuam sendo nossos algozes, não se pode permitir que violem a lei de anistia — denunciou Rodrigo Cabezas, ex-ministro das Finanças de Hugo Chávez, em liberdade condicional desde julho de 2025.
Ele explicou que o tribunal responsável por seu caso não admitiu o pedido ao indicar que “não há expediente”.
— Reitero que não cometi crime algum e reivindico, como meu direito humano, que se encerre a fraude processual que me afetou junto a meus entes queridos — acrescentou.
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A lei determina que os tribunais têm prazo máximo de 15 dias para “verificar os pressupostos da anistia”.
— Disseram a algumas pessoas que elas não podem receber os documentos, a outras que sim, mas que precisam esperar um tempo prudencial para ter resposta — explicou à AFP o advogado Omar Mora Tosta, que lidera a defesa de integrantes do partido da líder opositora María Corina Machado detidos.
O sindicato dos trabalhadores da imprensa afirmou, por sua vez, que “nenhum tribunal recebeu os requerimentos” de um grupo de jornalistas que solicitou o benefício.
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Alguns casos foram tramitados.
— Fui atendida na defensoria pública e houve receptividade muito boa — indicou Liomary Espina, de 57 anos, que espera resposta a seu pedido em três dias úteis.
A Assembleia Nacional criou uma comissão especial para acompanhar e tratar casos excluídos na lei.
O governo britânico declarou, nesta terça-feira (24), ser a favor de divulgar os documentos relacionados à nomeação do ex-príncipe Andrew como representante especial para o Comércio Internacional em 2001, após sua prisão na semana passada em conexão com o caso Epstein.
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Após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar os arquivos do criminoso sexual americano, o irmão do rei Charles III tornou-se suspeito de má conduta enquanto ocupava um cargo público. Nenhuma acusação formal foi apresentada contra ele até o momento.
Nesta terça-feira, o ministro do Comércio, Chris Bryant, apoiou a moção do Partido Liberal Democrata (centrista) no Parlamento para que o governo trabalhista divulgasse os documentos relacionados à nomeação de Andrew Mountbatten-Windsor.
—Deixe-me ser claro desde o início. Apoiamos esta moção — disse Bryant, que descreveu o ex-príncipe como “um homem em uma constante busca por autoengrandecimento e enriquecimento pessoal”.
Alguns dos documentos divulgados parecem indicar que o então príncipe repassou informações confidenciais ao financista, que cometeu suicídio na prisão em 2019, durante o período em que atuou como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, de 2001 a 2011.
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Reprodução: Departamento de Justiça dos Estados Unidos
‘Grosseiro e arrogante’
Chris Bryant descreveu Andrew Mountbatten-Windsor como “grosseiro, arrogante, com um senso de privilégio; incapaz de distinguir entre o interesse público, que alegava servir, e seus próprios interesses privados”.
Bryant alertou, contudo, que o governo deve consultar a polícia sobre quais documentos podem ser divulgados, para não comprometer a investigação.
O governo manifestou sua disposição em divulgar os arquivos horas depois de a polícia ter libertado sob fiança o ex-embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, nesta terça-feira.
Mandelson foi preso na segunda-feira sob suspeita de negligência no cumprimento do dever durante seu mandato como chefe do Departamento da Indústria no governo trabalhista, de 2008 a 2010.
Assim como o ex-príncipe Andrew, os laços de Mandelson com Epstein eram conhecidos.
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O líder do Partido Liberal Democrata, Ed Davey, disse ao Parlamento nesta terça-feira que a relação de Andrew e Mandelson com Epstein representa uma “mancha” no Reino Unido.
— Precisamos começar a limpar essa mancha com o desinfetante da transparência — disse Davey.
As palavras de Davey foram reiteradas pelo ministro do Comércio, que expressou a disposição de seu governo em divulgar os documentos.
— É o mínimo que devemos às vítimas dos horríveis abusos perpetrados por Jeffrey Epstein e outros — disse Bryant.
— Abusos que foram permitidos, facilitados e apoiados por um amplo grupo de indivíduos arrogantes, privilegiados e, muitas vezes, muito ricos, neste país e em outros — acrescentou o ministro.
Embora as duas investigações sejam separadas, o jornal The Telegraph descobriu declarações feitas por Mandelson no Parlamento em 2001, nas quais ele considerava o então príncipe Andrew “plenamente qualificado” para ocupar o cargo de representante para o Comércio Internacional.
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Starmer sob pressão
Andrew Lownie, ex-jornalista da BBC e biógrafo do ex-príncipe, disse à AFP que Mandelson e Tony Blair, primeiro-ministro trabalhista em 2001, “impuseram a nomeação” de Andrew.
Na época, Mandelson também ocupava o cargo de ministro da Indústria e Comércio.
As revelações sobre os laços de Mandelson com Epstein pressionaram o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, acusado de nomeá-lo mesmo sabendo de sua proximidade com o financista americano após a condenação deste por crimes sexuais.
Starmer, que retirou Mandelson do cargo de embaixador em setembro de 2025 após novas informações que o ligavam a Epstein virem à tona, pediu desculpas às vítimas.
Apesar de tudo, o primeiro-ministro declarou há duas semanas que seu governo está “forte e unido”, em uma tentativa de dissipar as dúvidas sobre uma possível renúncia em decorrência da nomeação de Mandelson.

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