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No segundo discurso ao Congresso dos EUA em seu atual mandato, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que “os Estados Unidos estão de volta”, repetindo um jargão de campanha e de governo: “essa é a Era de Ouro”. Ao contrário do ano passado, quando discursou ainda em meio à euforia da vitória nas urnas e a um tratoraço de ordens executivas, Trump voltou ao Capitólio com a popularidade abaixo dos 40%, fissuras na base de apoio e uma derrota do tarifaço na Suprema Corte ainda não digerida. Por isso, a fala era considerada uma tábua de salvação para os governistas, que correm o risco de perderem o controle do Congresso nas eleições de novembro
— Esta noite, após apenas um ano, posso dizer com dignidade e orgulho que alcançamos uma transformação como nunca se viu antes, uma reviravolta histórica. Nunca mais voltaremos ao ponto em que estávamos há pouco tempo — disse o presidente, sob aplausos da metade republicana do plenário e eventuais gritos de “USA”, sigla para Estados Unidos em inglês.
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Em tom de prestação de contas, Trump mirou em aspectos positivos de seu governo. A começar pela economia. Antes do discurso, sua porta-voz, Karoline Leavitt, afirmou que o republicano “tirou nosso país da beira do desastre e, com razão, declarará que o estado da nossa união é forte, próspero e respeitado”. Em entrevistas recentes, Trump diz que as finanças dos EUA “jamais estiveram tão fortes”, e usa o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York como troféu: no começo do mês, o patamar de 50 mil pontos foi superado pela primeira vez.
— Quando falei pela última vez nesta Casa, há 12 meses, tinha acabado de herdar uma nação em crise, com uma economia estagnada — afirmou, ignorando que o crescimento do PIB no último de seu antecessor, Joe Biden, em 2024, havia sido de 2,8%.
Outros indicadores ajudam na narrativa. Em 2025, o PIB avançou 2,2%, o ritmo de geração de vagas em janeiro surpreendeu economistas e a inflação está em 2,4% ao ano — mesmo assim, especialistas dizem que o Federal Reserve, o Banco Central americano, não deve atender aos desejos presidenciais de um corte na taxa básica de juros, hoje entre 3,5% e 3,75%, na reunião do mês que vem. No discurso, ele voltou a cobrar o corte, e disse que os preços estão “despencando”.
O tom oficial positivo contrasta com a percepção dos americanos sobre o estado de seus bolsos. Uma pesquisa realizada pelo jornal Washington Post, pela rede ABC News e pelo instituto Ipsos mostra que 57% desaprovam a maneira como Trump conduz a economia, e 65% não concordam com suas políticas de controle da inflação.
Outra sondagem, das redes públicas NPR e PBS, ao lado da Universidade Marist, aponta que 60% dos entrevistados (incluindo quase 70% dos eleitores independentes) acreditam que o país está pior do que há um ano. No discurso, citou medidas para reduzir os preços, como o corte de preços de medicamentos, o incentivo ao uso de carros movidos a combustíveis fósseis e à exploração de petróleo (para baratear a gasolina), se dirigindo a esse trabalhador insatisfeito.
— Juntos, estamos construindo uma nação onde toda criança tenha a chance de almejar mais e ir mais longe, onde o governo responde ao povo, não aos poderosos, e onde os interesses dos cidadãos americanos trabalhadores sejam sempre nossa primeira e principal preocupação — declarou, culpando os democratas pela alta nos preços. — Esta é a Era de Ouro da América.
Para o republicano, mais do que prestar contas à nação, o discurso desta terça-feira passou a ser visto como uma tábua de salvação para interromper a sequência negativa antes das eleições de novembro. Na média das pesquisas, a desaprovação do governo está em 56%. Projeções para as eleições de novembro mostram que a oposição democrata é favorita para conquistar a Câmara, e muitos parlamentares do partido boicotaram o discurso.
No plenário, chamou a atenção a presença da equipe masculina de hóquei no gelo dos EUA, que conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Milão-Cortina. A equipe feminina, que também conquistou o ouro, foi convidada, mas alegou “problemas de agenda”. Trump disse que elas “em breve estarão na Casa Branca”.
Aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump
Editoria de Arte
O pessimismo é palpável em outra bandeira de campanha: a imigração. A violência das operações da agência anti-imigração de Trump, o ICE, em cidades como Minneapolis acirraram as críticas à Casa Branca e fizeram seus índices despencarem. Uma pesquisa da agência Reuters e do instituto Ipsos, da semana passada, mostrou que 38% dos americanos aprovam a política migratória de Trump — no ano passado, quando o presidente falou ao Congresso, o índice era de 50%. Os números são similares aos do Washington Post e da ABC News, com 57% de desaprovação.
Trump tentou mudar o foco da violência dos agentes do ICE, que deixou dois cidadãos americanos mortos e levou milhares de estrangeiros em situação regular à prisão, para a fronteira com o México. Em janeiro, ocorreram 6,1 mil travessias irregulares, o menor número desde julho do ano passado. Em dezembro de 2023, no ápice da crise migratória, foram mais de 243 mil travessias. Números explorados à exaustão diante dos congressistas, convidados e das câmeras, carregando consigo o habitual exagero .
— Após quatro anos, nos quais milhões e milhões de imigrantes ilegais cruzaram nossas fronteiras sem qualquer verificação ou controle, agora temos a fronteira mais forte e segura da história americana, de longe. Nos últimos nove meses, nenhum imigrante ilegal foi admitido nos Estados Unidos — afirmou Trump, citando um número que não condiz com os dados oficiais. — Mas sempre permitiremos a entrada legal de pessoas. Pessoas que amarão nosso país e trabalharão arduamente para mantê-lo
Criança foi ‘usada como isca’ por agentes: Menino de cinco anos detido pelo ICE nos EUA ‘tem pesadelos e acorda chorando’, diz pai
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Mas o presidente que se apresenta diante do mesmo Congresso invadido por seus apoiadores há cinco anos — mais de 1,5 mil deles foram perdoados pelo republicano mesmo após condenações judiciais — é um líder que comprovou que seus poderes não são infinitos.
Na semana passada, a Suprema Corte, de maioria conservadora, derrubou o principal pilar do tarifaço global, anunciado no ano passado e que causou uma tempestade na economia do planeta. Para os magistrados, o presidente excedeu sua autoridade legal ao anunciar as taxas, sob alegação de que os EUA estavam sendo prejudicados no comércio internacional. Trump disse que a decisão era “errada, mas poupou de ataques os magistrados que votaram contra a tarifa — três deles estavam no plenário.
Durante o primeiro ano de governo, Trump usou as tarifas para obter vantagens estratégicas, como ferramenta diplomática (a pressão por acordos de fato levou governos à mesa de negociações) e como arma de pressão política. Em julho passado, a Casa Branca anunciou tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, citando o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Após longas negociações e dois encontros entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, algumas alíquotas foram reduzidas, e os dois líderes devem se reunir novamente em março, em Washington.
Após a derrubada na Justiça, ele anunciou uma nova tarifa global, de 15%, mas a alíquota atualmente em vigor seja de 10%. Apesar do presidente defender as tarifas como uma ferramenta para ajudar a economia americana, o déficit comercial dos EUA deu um salto, chegando a US$ 70,3 bilhões em dezembro passado. As importações aumentaram 3,8%, enquanto as exportações caíram 2,9%. Segundo a pesquisa do Washington Post e da ABC News, 64% desaprovam sua política tarifária.
Impacto aos cofres públicos: Democratas fazem campanha para que famílias americanas sejam reembolsadas por tarifas
Mas um dos principais temas da eleição de novembro será ocultado na fala de Trump. A divulgação de milhões de documentos do processo do financista Jeffrey Epstein, acusado de liderar uma rede de abuso de menores e tráfico humano, mostrou as ligações do milionário com a elite política e econômica dos EUA e Europa, com numerosas menções a Trump.
Por anos, o republicano surfou nas teorias da conspiração envolvendo uma suposta lista de clientes de Epstein, e prometeu divulgá-la caso fosse eleito em 2024. A vitória veio, assim como a pressão para que documentos do caso fossem tornados públicos (o que Trump não queria fazer). No ano passado, o governo esteve perto de perder votações importantes por dissidências na base, e foi obrigado a ceder. As revelações ainda não produziram efeitos palpáveis nos EUA — no Reino Unido, o chefe de Gabinete do premier, Keir Starmer, deixou o cargo, e o ex-príncipe Andrew chegou a ser preso —, mas a oposição democrata promete explorar o tema à exaustão.
Análise: Para o Irã, rejeitar as exigências dos EUA para acordo nuclear é um risco que vale a pena correr
Depois de bombardear sete países em 12 meses, e se autodeclarar o “presidente da paz”, Trump chega ao púlpito pressionado por uma decisão uma guerra contra o Irã, cujos objetivos não são claros nem para o governo.
Segundo a imprensa americana, o comando do Pentágono advertiu para os riscos de uma operação de grande porte. Trump posicionou uma grande força, ou armada, como gosta de dizer, no Oriente Médio, e pode lançar um ataque a qualquer momento caso os iranianos não aceitem um acordo em seus termos. A principal exigência pública do presidente a Teerã é o desmantelamento de seu programa nuclear.
Há 23 anos, outro republicano, George W. Bush, usou o discurso sobre o Estado da União para justificar a guerra que lançaria contra o Iraque, em março de 2003. Na época, mais de 70% dos americanos apoiavam a intervenção. Hoje, de acordo com números do YouGov, 49% são contra o uso de força militar no Irã, e apenas 27% a defendem— entre os republicanos, 58% são a favor.
Ele ainda louvou a guinada estratégica americana para a América Latina, inspirada na Doutrina Monroe e que levou à maior mobilização militar na região em décadas, teoricamente focada no combate ao narcotráfico, e a uma operação que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas. Apesar das caras no regime serem praticamente as mesmas, Trump chamou o governo venezuelano de “nosso novo amigo e parceiro”, afirmando que os EUA receberam “mais de 80 milhões de barris de petróleo” do país, sem explicar quando ou como.
Em março de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, se dirigia ao Congresso semanas depois de ser eleito pela segunda vez, em meio a um tratoraço de ordens executivas, promessas de reforma no Estado, ameaças a aliados e diante de uma oposição ainda grogue pela derrota nas eleições. Depois de uma “presidência imperial”, na qual testou os limites de seu poder dentro e fora dos EUA, Trump volta ao Capitólio, mas sem a mesma aura: sua popularidade está abaixo dos 40%, sua base de apoio dá sinais de fadiga e a derrota do tarifaço na Suprema Corte ainda não foi digerida.
Efeito colateral: Ameaças de Trump travam comércio bilateral dos EUA pelo mundo e abrem espaço à China
Caso Epstein: Departamento de Justiça dos EUA removeu arquivos relacionados a Trump sobre abuso de menor, diz Rádio Pública Nacional
Para o republicano, mais do que prestar contas à nação, o discurso desta terça-feira passou a ser visto como uma tábua de salvação para interromper a sequência negativa antes das eleições de novembro. Na média das pesquisas, a desaprovação do governo está em 56%. Projeções para as eleições de novembro mostram que a oposição democrata é favorita para conquistar a Câmara, e muitos parlamentares do partido boicotarão o discurso.
“Não comparecerei ao discurso sobre o Estado da União esta noite”, disse a deputada Katherine Clark, número dois dos democratas na Câmara, em comunicado. “Em vez de ouvir Donald Trump mentir para o povo americano, ouvirei o que o povo do meu distrito tem a dizer.”
Aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump
Editoria de Arte
Como em 2025, uma fala longa, destinada a enumerar seus feitos à frente da Casa Branca e suas bandeiras de campanha. A começar pela economia. Antes do discurso, sua porta-voz, Karoline Leavitt, afirmou que o republicano “tirou nosso país da beira do desastre e, com razão, declarará que o estado da nossa união é forte, próspero e respeitado”. Em entrevistas recentes, Trump diz que as finanças dos EUA “jamais estiveram tão fortes”, e usa o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York como troféu: no começo do mês, o patamar de 50 mil pontos foi superado pela primeira vez.
— Então, temos um país que agora está indo bem. Temos a melhor economia que já tivemos. Temos a maior atividade que já tivemos — disse Trump na véspera do discurso.
Criança foi ‘usada como isca’ por agentes: Menino de cinco anos detido pelo ICE nos EUA ‘tem pesadelos e acorda chorando’, diz pai
Outros indicadores ajudam na narrativa. Em 2025, o PIB avançou 2,5%, o ritmo de geração de vagas em janeiro surpreendeu economistas e a inflação está em 2,4% ao ano — mesmo assim, especialistas dizem que o Federal Reserve, o Banco Central americano, não deve atender aos desejos presidenciais de um corte na taxa básica de juros, hoje entre 3,5% e 3,75%, na reunião do mês que vem.
O tom oficial positivo contrasta com a percepção dos americanos sobre o estado de seus bolsos. Uma pesquisa realizada pelo jornal Washington Post, pela rede ABC News e pelo instituto Ipsos mostra que 57% desaprovam a maneira como Trump conduz a economia, e 65% não concordam com suas políticas de controle da inflação. Outra sondagem, das redes públicas NPR e PBS, ao lado da Universidade Marist, aponta que 60% dos entrevistados (incluindo quase 70% dos eleitores independentes) acreditam que o país está pior do que há um ano.
Estimativas do Censo: Repressão à imigração derruba ritmo de crescimento populacional dos EUA sob Trump, e avanço é o menor desde a pandemia
O pessimismo é palpável em outra bandeira de campanha: a imigração. A violência das operações da agência anti-imigração de Trump, o ICE, em cidades como Minneapolis acirraram as críticas à Casa Branca e fizeram seus índices despencarem. Uma pesquisa da agência Reuters e do instituto Ipsos, da semana passada, mostrou que 38% dos americanos aprovam a política migratória de Trump — no ano passado, quando o presidente falou ao Congresso, o índice era de 50%. Os números são similares aos do Washington Post e da ABC News, com 57% de desaprovação.
Trump tenta mudar o foco da violência dos agentes do ICE, que deixou dois cidadãos americanos mortos e levou milhares de estrangeiros em situação regular à prisão, para a fronteira com o México. Em janeiro, ocorreram 6,1 mil travessias irregulares, o menor número desde julho do ano passado. Em dezembro de 2023, no ápice da crise migratória, foram mais de 243 mil travessias. Números explorados à exaustão diante dos congressistas, convidados e das câmeras, carregando consigo o habitual exagero. Na segunda-feira, ele disse que a fronteira “está 100% fechada”, algo que os próprios números do Departamento de Segurança Interna desmentem.
Análise: Trump perdeu em Minneapolis, mas democratas, divididos, não podem cantar vitória
Mas o presidente que se apresenta diante do mesmo Congresso invadido por seus apoiadores há cinco anos — mais de 1,5 mil deles foram perdoados pelo republicano mesmo após condenações judiciais — é um líder que comprovou que seus poderes não são infinitos.
Na semana passada, a Suprema Corte, de maioria conservadora, derrubou o principal pilar do tarifaço global, anunciado no ano passado e que causou uma tempestade na economia do planeta. Para os magistrados, o presidente excedeu sua autoridade legal ao anunciar as taxas, sob alegação de que os EUA estavam sendo prejudicados no comércio internacional.
Durante o primeiro ano de governo, Trump usou as tarifas para obter vantagens estratégicas, como ferramenta diplomática (a pressão por acordos de fato levou governos à mesa de negociações) e como arma de pressão política. Em julho passado, a Casa Branca anunciou tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, citando o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Após longas negociações e dois encontros entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, algumas alíquotas foram reduzidas, e os dois líderes devem se reunir novamente em março, em Washington.
Trump criticou os juízes — que lhe garantiram vitórias importantes em seu primeiro ano de mandato — e anunciou uma nova tarifa global, de 15%, embora a alíquota atualmente em vigor seja de 10%. Apesar do presidente defender as tarifas como uma ferramenta para ajudar a economia americana, o déficit comercial dos EUA deu um salto, chegando a US$ 70,3 bilhões em dezembro passado. As importações aumentaram 3,8%, enquanto as exportações caíram 2,9%. Segundo a pesquisa do Washington Post e da ABC News, 64% dos entrevistados desaprovam sua política tarifária.
Impacto aos cofres públicos: Democratas fazem campanha para que famílias americanas sejam reembolsadas por tarifas
Mas um dos principais temas da eleição de novembro será ocultado na fala de Trump. A divulgação de milhões de documentos do processo do financista Jeffrey Epstein, acusado de liderar uma rede de abuso de menores e tráfico humano, mostrou as ligações do milionário com a elite política e econômica dos EUA e Europa, com numerosas menções a Trump.
Por anos, o republicano surfou nas teorias da conspiração envolvendo uma suposta lista de clientes de Epstein, e prometeu divulgá-la caso fosse eleito em 2024. A vitória veio, assim como a pressão para que documentos do caso fossem tornados públicos (o que Trump não queria fazer). No ano passado, o governo esteve perto de perder votações importantes por dissidências na base, e foi obrigado a ceder. As revelações ainda não produziram efeitos palpáveis nos EUA — no Reino Unido, o chefe de Gabinete do premier, Keir Starmer, deixou o cargo, e o ex-príncipe Andrew chegou a ser preso —, mas a oposição democrata promete explorar o tema à exaustão.
Análise: Para o Irã, rejeitar as exigências dos EUA para acordo nuclear é um risco que vale a pena correr
Depois de bombardear sete países em 12 meses, e se autodeclarar o “presidente da paz”, Trump chega ao púlpito pressionado por uma decisão uma guerra contra o Irã, cujos objetivos não são claros nem para o governo. Segundo a imprensa americana, o comando do Pentágono advertiu para os riscos de uma operação de grande porte. Trump posicionou uma grande força, ou armada, como gosta de dizer, no Oriente Médio, e pode lançar um ataque a qualquer momento caso os iranianos não aceitem um acordo em seus termos. A principal exigência pública do presidente a Teerã é o desmantelamento de seu programa nuclear.
Há 23 anos, outro republicano, George W. Bush, usou o discurso sobre o Estado da União para justificar a guerra que lançaria contra o Iraque, em março de 2003. Na época, mais de 70% dos americanos apoiavam a intervenção. Hoje, de acordo com números do YouGov, 49% são contra o uso de força militar no Irã, e apenas 27% a defendem— entre os republicanos, 58% são a favor.
Os Estados Unidos interceptaram no oceano Índico um terceiro petroleiro acusado de violar o bloqueio contra navios submetidos a sanções no Caribe e que havia fugido da região, anunciou o Pentágono nesta terça-feira.
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“Do Caribe ao oceano Índico, nós o perseguimos e o interceptamos”, declarou o Pentágono em mensagem publicada no X, acompanhada de um vídeo que mostra soldados descendo de rapel de um helicóptero até o convés do petroleiro Bertha.
“O navio operava apesar do bloqueio estabelecido pelo presidente Trump contra embarcações sancionadas no Caribe e tentava escapar”, acrescentou o órgão sobre a operação realizada durante a noite.
O Departamento de Defesa “privará os atores ilícitos e seus intermediários de qualquer liberdade de manobra no mar”, afirmou ainda.
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Trata-se do terceiro navio interceptado pelas forças americanas no oceano Índico neste mês e do décimo no total desde que Donald Trump ordenou, em dezembro, um bloqueio contra embarcações sancionadas que partem da Venezuela ou se dirigem ao país.
Todos esses navios apreendidos nos últimos meses representam apenas uma fração ínfima do total de embarcações sancionadas que operam no mundo.
Esse número pode chegar a 800 barcos, estimou um alto funcionário da Guarda Costeira dos EUA durante uma audiência no Congresso no início de fevereiro.
A montadora japonesa Honda informou, nesta terça-feira (24), que suspendeu as operações em sua fábrica em Guadalajara, a segunda maior cidade do México, devido à violência desencadeada após a morte, em uma operação militar, de um poderoso líder do narcotráfico.
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A Honda disse em um comunicado que está “avaliando as condições” de segurança depois que homens armados do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) incendiaram veículos e bloquearam estradas em 20 dos 32 estados do país no domingo, em represália pela morte de seu líder, Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”.
Essas ações violentas ocorreram especialmente em Guadalajara, capital do estado de Jalisco, e em sua região metropolitana, onde fica uma das duas fábricas da Honda no México.
“Como medida de precaução, nossas operações em nossas instalações de Guadalajara foram temporariamente suspensas na segunda-feira, 23 de fevereiro”, informou à AFP uma porta-voz da montadora. As atividades serão retomadas “quando for apropriado”, acrescentou.
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A operação militar para capturar o chefe do cartel, de 59 anos, foi realizada no domingo, no estado de Jalisco, oeste do país. Durante e após os confrontos, pelo menos 27 agentes de segurança, 46 supostos criminosos e uma civil morreram, informaram as autoridades nacionais. Oseguera foi ferido e morreu quando era levado a um hospital.
O governo estadual informou nesta terça-feira que o sistema de transporte público opera a 70% de sua capacidade em Guadalajara e anunciou que as aulas nas escolas serão retomadas na quarta-feira.
A Honda tem duas fábricas no México, uma em El Salto, Jalisco, e outra em Celaya, no estado de Guanajuato.
O México abriga fábricas das principais empresas automotivas do mundo, como Honda, Ford, General Motors, BMW e Audi. O setor representa 3,6% do PIB do país.
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O Senado aprovou nesta terça-feira (24) o Projeto de Lei (PL) 5391/20 que estabelece regras mais rígidas para condenados por homicídios de policiais e outros agentes de segurança. O projeto altera a Lei nº 11.671, de 8 de maio de 2008, que trata da transferência e inclusão de presos em estabelecimentos penais federais de segurança máxima e segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Pela proposta, serão enviados para estabelecimentos penais federais de segurança máxima o preso – provisório ou condenado – pela prática do crime de homicídio qualificado quando praticado contra autoridade ou agente integrante do sistema prisional, da Força Nacional de Segurança, das polícias, das Forças Armadas, ou seus parentes, no exercício da função ou em decorrência dela ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição.

O projeto propõe, ainda, alterações na Lei de Execução Penal no que diz respeito ao instituto do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), para que sejam incluídos neste regime os presos que praticarem homicídio contra militares e agentes da segurança pública.

A proposta inclui ainda no RDD os presos que tenham reiterado na prática de crimes cometidos com violência à pessoa ou grave ameaça, hediondos ou equiparados. A reiteração será reconhecida a partir da segunda condenação, não se exigindo o trânsito em julgado.

 

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira (24) que o governo federal irá fazer um repasse de R$ 800 por cada pessoa desabrigada na Zona da Mata de Minas Gerais, região que sofre com temporais. Os recursos serão pagos às prefeituras para a aquisição de itens de primeira necessidade.  

“Nós temos centenas de pessoas desabrigadas, aí [este recurso] é para a prefeitura para comprar colchão, mantimento, roupa, enfim, para apoiar”, afirmou em entrevista a jornalistas, no Palácio do Planalto.

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Na atualização mais recente, governo de Minas Gerais confirmou 28 mortes, sendo 21 em Juiz de Fora e 7 em Ubá, além de 40 pessoas desaparecidas. Segundo as forças de resgate estaduais, ainda há registros de pessoas soterradas. 

Ainda de acordo com o balanço, há 200 desabrigados e 400 desalojados em Juiz de Fora. Em Ubá são 14 desabrigados e 46 desalojados.  Desalojados são pessoas que deixaram suas casas, por risco ou dano, mas têm para onde ir, como casa de parentes ou amigos. Já os desabrigados perderam ou não podem retornar às suas casas e dependem de abrigos públicos ou sociais. Alckmin diz que conversou com os prefeitos dos dois municípios ao longo do dia.

O repasse dos R$ 800 por pessoa será feito pelo governo federal, via Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), diretamente às prefeituras municipais, que controlam os cadastros das famílias desabrigadas e desalojadas.

Antecipação de benefícios

Alckmin também confirmou a antecipação do pagamento do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para os beneficiados da região atingida. Mais cedo, o governo federal reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora. A decisão possibilita o início imediato dos trabalhos de socorro e ajuda humanitária à população afetada.

“Todo apoio será dado, a questão mais urgente é o socorro às vítimas. Então, Defesa civil, Ministério da Defesa, Exército, Saúde, todo mundo [está] trabalhando”, garantiu Alckmin.

Reforço federal

O presidente em exercício disse que o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, já estão na região para acompanhar o trabalho de resgate. Equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), técnicos da Defesa Civil e militares do Exército estão apoiando as forças estaduais e locais no resgate das vítimas.

A previsão é que novos temporais continuem assolando a região. Além de Juiz de Fora e Ubá, que registraram óbitos, outros seis municípios da região foram atingidos.

Alckmin também assegurou que o governo federal vai apoiar os municípios na recuperação da infraestrutura destruída com as chuvas, como pontes e outros equipamentos públicos. E que programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida, serão oferecidos às famílias que perderam suas moradias.

O Senado aprovou nesta terça-feira (24), em dois turnos, o texto da proposta de Emenda à Constituição (PEC) 22/2025, que institui a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional.

Entre outros pontos, a proposta visa assegurar locais adequados de descanso para motoristas profissionais de cargas e de passageiros em intervalos regulares nas rodovias.

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No primeiro turno, a proposta recebeu 66 votos favoráveis e nenhum contrário. No segundo turno foram 69 votos favoráveis. Nenhum senador votou contra. O texto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados.

A PEC acrescenta dispositivo ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) para garantir infraestrutura mínima de pontos de parada e descanso. O texto diz que a Política Nacional de Apoio à Atividade de Transporte Rodoviário Profissional será instituída pela União em articulação com os estados, o Distrito Federal, os municípios e o setor privado.

Pela proposta, até que seja editada uma lei regulamentar, o motorista não poderá ser penalizado caso descumpra os intervalos de descanso previstos na legislação quando não houver estrutura adequada no percurso, previamente reconhecida pelo poder público

“Até que a cobertura da malha rodoviária alcance quantitativo suficiente de locais de repouso e descanso com condições adequadas de segurança, higiene e repouso, de modo a garantir que motoristas profissionais – empregados ou autônomos – possam cumprir plenamente as normas de saúde e segurança ocupacional e de trânsito, será admitido o fracionamento do período de descanso diário dos motoristas profissionais em viagens de longa distância”, diz a proposta.

O texto diz ainda que o período de descanso diário do motorista profissional em viagens de longa distância – com duração superior a 24h – será de ao menos onze horas, observando-se período mínimo de oito horas ininterruptas de descanso entre duas jornadas de trabalho, complementadas, neste caso, por repousos adicionais no decorrer da jornada.

Para os motoristas profissionais empregados, o fracionamento do período de descanso previsto será condicionado à celebração de acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Outro ponto da PEC diz que será permitido o acúmulo de períodos de descanso semanal remunerado, limitado a quatro consecutivos, desde que previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Já no transporte rodoviário de passageiros exercido em regime de dupla de motoristas profissionais será admitido o descanso no interior do veículo em movimento, desde que dotado de compartimento de descanso e previsto em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Além disso, a União, por meio dos órgãos competentes, publicará anualmente relatório oficial com o mapeamento da cobertura de locais de repouso e descanso destinados aos motoristas profissionais e a atualização da classificação dos trechos rodoviários.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos – PB), diz que há um acordo com o governo federal para poder votar o Projeto de lei Antifacção. A votação pode ocorrer ainda nesta terça-feira (24).

O projeto é discutido no Congresso Nacional desde 31 de outubro do ano passado, data em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou a matéria para ser analisada

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Na Câmara, o texto foi modificado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) e não houve consenso entre os líderes dos partidos para votação em 2025. Motta, em entrevista nesta terça à imprensa, afirmou que, depois de uma longa discussão, foi possível entendimento com a equipe técnica do governo para finalmente votar o projeto. 

“Sem amplas divergências como tivemos na outra votação aqui na Câmara dos Deputados. Isso, na minha avaliação, é um esforço conjunto para que possamos colocar a segurança pública, o enfrentamento às facções criminosas como prioridade”, afirmou o presidente da Câmara,. 

>> Entenda o que é o projeto de lei Antifacção

“Endurecimento de penas”

Ele afirmou que a votação é fundamental para enfrentar o avanço do crime organizado.

“Eu penso que o PL Antifacção traz o endurecimento de penas e uma atualização desse novo marco legal”. Segundo Motta, o projeto terá o nome do ex-ministro Raul Jungmann (que morreu em janeiro). 

O presidente da Câmara afirmou que, para o acordo de votação, houve a participação do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Wellington Lima e Silva.

“O relator está atendendo a mudanças (solicitadas pelo governo). O texto leva em consideração aquilo que também foi aprovado no Senado Federal”, disse. 

O exclusivo condomínio residencial Tapalpa Country Club foi o último refúgio do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, El Mencho, onde ele costumava descansar e se esconder estrategicamente. Na residência de número 39, construída em tijolo, telha e madeira, membros do Exército e da Guarda Nacional o localizaram após ele se encontrar com uma mulher, em meio a uma operação terrestre e aérea para capturá-lo, segundo a versão das autoridades federais.
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Detentos fogem de presídio no México após morte de ‘El Mencho’; 23 estão foragidos e um agente foi morto
Um dia após a operação militar que terminou com a morte do narcotraficante, o El Universal conseguiu entrar na propriedade onde o nativo de Michoacán supostamente passou suas últimas horas entre pinheiros, jardins e uma atmosfera rural, típica desta região montanhosa.
Na cabana exclusiva, a fechadura da porta principal de madeira foi arrombada pelos militares para entrar na residência de dois andares, de onde El Mencho fugiu e foi posteriormente localizado no mato.
A área da entrada principal inclui uma cozinha e sala de jantar, onde foi encontrada uma grande quantidade de alimentos, principalmente frutas e verduras, além de uma geladeira contendo cortes de carne e peixe. El Mencho sofria de insuficiência renal e foi encontrado um medicamento chamado Tationil Plus, usado como agente terapêutico complementar para essa condição.
A propriedade possui quatro quartos que estavam desarrumados e continham roupas e perfumes de diferentes marcas, além de itens de higiene pessoal. Um deles possui um altar dedicado à Virgem de Guadalupe, a São Judas Tadeu e a São Charbel, com uma carta de janeiro de 2026 contendo o Salmo 91.
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“Nenhum mal lhe sobrevirá, nenhuma praga chegará à sua morada, pois ele dará ordens aos seus anjos a seu respeito, para que o guardem em todos os seus caminhos. Eles o sustentarão nas mãos, para que ele não tropece em alguma pedra”, diz um trecho da oração.
Dentro da cabine havia imagens de Nossa Senhora de Guadalupe, São Charbel e São Judas Tadeu, em casa onde o narcotraficante ‘El Mancho’ foi encontrado
Valente Rosas / El Universal
Foram encontrados também um livro de orações de Santa Rita de Cássia dirigido ao compadrito e um escapulário do Sagrado Coração de Jesus.
Um vizinho do Country Club relatou que às 7h20 começou a ouvir tiros nos fundos de sua casa e, quando olhou, percebeu que eram soldados gritando “corram, ele está fugindo de nós!”, mas eles não olharam mais por medo. Ele relatou que os militares foram para a área chamada Alta Gracia e Rancho El Pinto, localizada na colina, onde se concentrou o confronto com os pistoleiros de El Mencho.
— Eles ficaram aqui por 45 minutos com armas de diferentes calibres e um helicóptero que disparou uma rajada de balas. A pessoa que nos ajudou disse que muitos traficantes de drogas haviam chegado recentemente.
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Ele comentou que muitas das casas no loteamento são alugadas e não se sabe quem chega ou “se El Mencho realmente morou aqui, mas ele passou por aquela área”.
Ele acrescenta:
— Agora está tranquilo, e ainda mais durante a semana, porque são principalmente cabanas de fim de semana; é raro encontrar alguém que more aqui, pois são casas de veraneio. Se você vier no verão, verá muito mais gente.
Grande quantidade de alimentos, especialmente frutas e verduras, foram encontradas na cozinha do imóvel onde estava ‘El Mancho’
Valente Rosas / El Universal
Em meio à tensão e à presença do Exército e da Guarda Nacional, os habitantes de Tapalpa tentam voltar à normalidade, mas o panorama em Pueblo Mágico continua sendo de ruas vazias e comércios fechados. Na segunda-feira, algumas pessoas saíram às ruas para o centro do município, mas ainda temem que a violência volte a eclodir.
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Para chegar ao município em Jalisco, é preciso atravessar os bloqueios com veículos incendiados que ainda não foram completamente removidos pelas autoridades estaduais e municipais.
O jornal El Universal contabilizou mais de 10 focos de incêndio em rodovias ao longo das fronteiras entre Guanajuato, Michoacán e Jalisco, alguns dos quais ainda estavam em chamas.
Caminhoneiros, comerciantes, turistas e passageiros sofreram com os bloqueios de estradas com veículos em chamas realizados no domingo por supostos membros do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), após o assassinato de seu líder, Nemesio Oseguera Cervantes, El Mencho.
Nas rodovias e estradas ao longo da fronteira entre Michoacán e Guanajuato, ainda são visíveis os estragos da ofensiva desencadeada pelos homens de El Mencho contra o Exército e a Guarda Nacional. A caminho do estado de Jalisco, pelo menos cinco caminhões foram vistos em chamas e ainda soltando fumaça na rodovia Yurécuaro-La Piedad.
Nas proximidades do município de Tanhuato, em Michoacán, moradores aproveitaram a situação para saquear um veículo que transportava ração para gado, sem que a Polícia Municipal interviesse.
Nesse momento, o Sr. Felix, morador da região, relatou que por volta das 9 horas de segunda-feira, homens armados atearam fogo e bloquearam a estrada de duas faixas com reboques. Ele alegou ter sido subjugado pelos homens, que o avisaram que voltariam “para matar pessoas”.
No cruzamento com a rodovia Morelia-Guadalajara, perto de Briceñas e Villa Jiménez, dezenas de caminhões com diversas mercadorias estão parados desde segunda, assim como caminhões de passageiros e veículos de transporte particular.
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Julián Velázquez Alcántar ficou retido junto com um grupo de mais de 20 pessoas que retornavam de Morelia para Coahuayana, no litoral de Michoacán, após participarem de um evento esportivo.
— Infelizmente, estamos presos aqui desde as 11h de ontem e não há previsão de quando a situação será resolvida para que possamos sair.
O viajante afirmou em entrevista que presenciou três ou quatro reboques incendiados, o que lamentou porque, segundo ele, “estão atacando terceiros que não têm nada a ver com isso”.
Ele disse que viajam para comunidades próximas para estocar alimentos para as mulheres e crianças que os acompanham.
— É triste porque tanto caminhoneiros quanto motoristas de ônibus estão aqui. Essa situação reflete o alto nível de insegurança no país, porque eles estão atacando pessoas inocentes que não têm nada a ver com isso; brigam e acabam nos machucando — comentou.
Um comboio de militares e agentes da Procuradoria-Geral de Michoacán foi visto a caminho de Sahuayo para reforçar a segurança na região.
O rei Harald V foi hospitalizado nesta terça-feira durante uma estadia na ilha espanhola de Tenerife.
De acordo com comunicado divulgado pela Casa Real da Noruega, o monarca foi internado após apresentar um quadro de infecção e desidratação. Não foram divulgados, até o momento, mais detalhes sobre seu estado de saúde.
Aos 89 anos, Harald V está à frente da nobreza da Noruega desde 1991, quando assumiu o trono.
“O rei foi admitido no Hospital Universitario Hospiten Sur, em Tenerife, esta tarde. O rei está sendo curado de uma infeção e desidratação e a sua condição é boa”, diz o documento.
*Esta matéria está em atualização

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