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O homem que comandou a Procuradoria-Geral da Venezuela por cerca de uma década e era apontado como um dos principais executores da política de repressão do presidente Nicolás Maduro, capturado e preso em janeiro, Tarek William Saab, renunciou ao cargo nesta quarta-feira, mas sem se afastar por completo do regime agora alinhado aos Estados Unidos.
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Em mensagem ao Parlamento, Saab disse que deixava o cargo “depois de ter cumprido com retidão e honra este cargo em meio a uma circunstância histórica de excepcional desafio para o presente e o futuro”, sem fazer menção às acusações de abusos contra oposicionistas.
Em um movimento aparentemente orquestrado, Alfredo Ruiz, chefe da Defensoria do Povo, órgão cuja função é a promoção dos direitos humanos, também renunciou, alegando motivos pessoais, e Saab foi indicado como seu sucessor interino. Ele já ocupou o posto entre 2014 e 2017. As movimentações foram chanceladas pela Assembleia Nacional, que ainda aprovou o nome do advogado Larry Devoe como procurador-geral interino. Atual chefe do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Devoe tem um passado de atritos com órgãos internacionais e está desde 2019 na lista de sanções do governo do Canadá.
Durante a sessão em que foram analisadas as movimentações, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, afirmou que, de acordo com a Constituição, será criado um comitê para avaliar a sucessão nos órgãos, que serão comandados interinamente por Saab e Devoe.
— É uma afronta que (…) a pessoa responsável pela perseguição e pela judicialização esteja agora a dirigir-se à Defensoria — disse o parlamentar da oposição Henrique Capriles no final da sessão.
Já o influente ministro do Interior, Diosdado Cabello, não poupou elogios.
— Ele foi um procurador extraordinário, um defensor extraordinário, e está retornando às suas origens. Não temos dúvidas de que ele se sairá muito bem — disse Cabello em seu programa de televisão.
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De origem libanesa, advogado de formação e poeta, Saab foi indicado à Procuradoria-Geral em 2017, depois que sua antecessora, Luisa Ortega Díaz, foi destituída do cargo após um embate com o chavismo. Embora se declare um paladino dos direitos humanos, sua gestão foi marcada por críticas internas e externas, além de acusações de violações dos direitos humanos, perseguição de opositores e por fazer vista grossa à prática de tortura.
Em 2024, diante da relutância do governo brasileiro em aceitar os resultados da eleição presidencial divulgados pelo chavismo, que apontavam Maduro como vencedor, Saab acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser um “agente da CIA”, assim como o então presidente do Chile, Gabriel Boric. Recentemente, pediu à ONU que investigasse os ataques dos EUA contra barcos supostamente ligados ao narcotráfico no Caribe e Oceano Pacífico.
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Após a captura de Maduro, no começo de janeiro, disse que o líder venezuelano tinha “imunidade diplomática”, exigiu que fosse libertado e que cessassem “todas as violações dos direitos humanos cometidas contra o presidente, sua esposa (Cilia Flores, também presa pelos EUA) e, obviamente, contra o povo venezuelano”.
Em comunicado, Juanita Goebertus, diretora para as Américas da Human Rights Watch, questionou a ida de Saab para a Defensoria.
“Tarek William Saab desempenhou um papel fundamental na perseguição sistemática de críticos e opositores na Venezuela. Sua renúncia ao cargo de procurador-geral é promissora, mas sua nomeação como defensor é uma afronta às vítimas. Uma reforma significativa exige a nomeação de um novo procurador-geral independente, que cesse a perseguição à dissidência e esteja comprometido em garantir a libertação e a anistia de todos os presos políticos”, afirmou Gobertus.
Não está claro se a movimentação está ligada à virada de chave liderada pela presidente interina, Delcy Rodríguez, desde a captura de Maduro em janeiro. Outrora uma das mais leais figuras do regime, Delcy passou a falar na mesma frequência do líder americano, Donald Trump. Ela avançou em planos para a abertura do mercado de petróleo, para a libertação de presos políticos, através de uma questionada lei da anistia, aprovada na semana passada (e que tinha Saab entre seus defensores), mas ainda sem um cronograma para eleições gerais e livres.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de lei (PL) 4.099/2023 que classifica empresas que fazem recepção, transporte e passeios no local de destino dos turistas como agências de turismo. O texto ainda será analisado pela Câmara dos Deputados

O projeto altera a expressão usada para nomear essas empresas de “empresas de turismo receptivo” para “agências de turismo receptivo”. Essas empresas atuam exclusivamente ou prioritariamente na prestação de serviços turísticos no destino visitado.

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Entre as atividades desempenhadas estão a recepção e acolhimento de turistas; serviços de traslado e transporte local; elaboração, comercialização e execução de roteiros e passeios turísticos; e assistência, orientação e acompanhamento ao turista durante sua permanência.

Segundo a relatora da proposta, a senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) a alteração para o termo “empresa” reflete com maior precisão a diversidade e a complexidade das operações desempenhadas em regiões com vocação natural para o turismo, “que vão muito além da simples agência”, mas que ainda carecem de estrutura empresarial consolidada.

A senadora destacou ainda que o projeto dá segurança jurídica a essas agências, fortalece o tecido econômico local, garantindo que a renda gerada pelo turismo permaneça e circule na própria comunidade, incentivando o empreendedorismo regional.

“[O projeto se justifica] pelo fortalecimento das agências de turismo receptivo que, por sua própria natureza, são empresas de base local, gerando empregos diretos e indiretos na ponta, contratando guias locais, motoristas, e firmando parcerias com hotéis, restaurantes e artesãos da região”, afirmou.

Para Ana Paula Lobato,  medida é simples mas tem efeitos positivos profundos, que beneficiam “desde o pequeno empreendedor local até a imagem do Brasil como um destino turístico organizado e competitivo”, concluiu.

Alíquotas

O Senado também aprovou, nesta quarta-feira, a redução das alíquotas do PIS/PASEP e Cofins para indústrias químicas e petroquímicas participantes de regime fiscal especial até a migração para um novo regime com vigência em 2027.

Os senadores aprovaram por 59 votos a favor e apenas 3 contrários e uma abstenção, o projeto de lei complementar (PLP) 14/2026, que determina a aplicação de alíquotas de 1,52% para o PIS/Pasep e de 7% para a Cofins, para fatos geradores ocorridos entre janeiro de 2025 e fevereiro de 2026, e em 0,62% e 2,83% para fatos geradores ocorridos de março a dezembro de 2026. 

Isso valerá para indústrias participantes do regime Especial da Indústria Química (Reiq), que será extinto no final do ano. Essas alíquotas se aplicam também à importação com incidência de PIS-Importação e Cofins-Importação. A renúncia abrange a compra de nafta petroquímica, parafina e vários outros produtos químicos utilizados como insumo pela indústria. O texto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O príncipe Harry e Meghan Markle chegaram nesta quarta-feira à Jordânia, onde se encontraram com refugiados sírios no campo de Zaatari e com crianças palestinas evacuadas da Faixa de Gaza. O filho mais novo do Rei Charles III e sua mulher “encontraram jovens refugiados […] e participaram de atividades com crianças, como futebol, arte e música”, disse a agência da ONU para refugiados, Acnur, em uma publicação no Facebook.
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A Jordânia inaugurou o campo de Zaatari, localizado ao norte de Amã, em 2012, um ano após o início da guerra na vizinha Síria, para acolher pessoas que fugiam do conflito. Hoje, abriga cerca de 45 mil refugiados. A ONU afirma que cerca de 680 mil sírios foram registrados na Jordânia a partir de 2011, embora o reino diga ter acolhido 1,3 milhão.
Cerca de 200 mil sírios retornaram ao seu país após a deposição do ex-presidente Bashar al-Assad no final de 2024. A convite da Organização Mundial da Saúde, Harry e Meghan também visitaram um hospital em Amã, na Jordânia, onde se encontraram com crianças evacuadas de Gaza por motivos médicos, região devastada por mais de dois anos de guerra entre Israel e o Hamas.
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O gabinete do casal afirmou que a visita de dois dias “terá como foco a resposta humanitária na área da saúde, a saúde mental e o apoio às comunidades vulneráveis ​​afetadas por conflitos e deslocamentos”.
Em um comunicado divulgado pela OMS, o Príncipe Harry afirmou: “Continuamos profundamente comprometidos em promover a conscientização, reduzir o estigma e ampliar o acesso ao apoio à saúde mental para todos os afetados por conflitos e crises”.
Meghan e Harry se afastaram de seus deveres reais e se mudaram para a Califórnia em 2020 devido a desentendimentos com a família real e preocupações com o tratamento dado a Meghan pela imprensa britânica, que Harry há muito culpa pela morte de sua mãe, Diana.

Após aprovação pela Câmara dos Deputados do PL Antifacção na noite de terça-feira (24), o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Wellington Cesar Lima e Silva, disse hoje (25) que é necessário que o Congresso debata propostas efetivas de recursos para combater o crime organizado no país. O PL aprovado prevê o aumento de penas pela participação em organização criminosa ou milícia.

“Nós temos certeza absoluta de que o Congresso brasileiro terá a oportunidade de viabilizar, no debate da PEC (da Segurança Pública), proposições estruturantes de financiamento da segurança pública”, afirmou o ministro, em entrevista à imprensa.

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No texto final, aprovado ontem, acabou sendo retirada pela Câmara a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets (apostas esportivas) para financiar o combate ao crime organizado. O ministro disse que não tinha conhecimento que essa forma de financiamento seria rejeitada.

Na entrevista, no entanto, ele disse que o tema de recursos para segurança pública deve ser tratado com prioridade. Para o ministro, podem haver diferentes caminhos, além do financiamento do recurso das bets

“O fundamental é que o Parlamento perceba essa expectativa e que seja atendido logo a seguir com a PEC, através de algum modelo que surja no Congresso ou que seja apresentado pelo governo.”

Texto final “aperfeiçoado”

A par do revés em relação ao financiamento, Lima e Silva disse que o relatório final acolheu 14 das 23 propostas do Executivo para aperfeiçoar o texto final apresentado pelo relator da matéria, o deputado Guilherme Derrite (PP-SP). 

“A nossa preocupação é dar à segurança pública e à população brasileira uma financiabilidade compatível com o tamanho do problema e da prioridade do assunto”, disse. 

O ministro lembrou que a proposta original foi do governo federal e a aprovação, ao final de todo o processo, constitui um marco importante no combate ao crime organizado. Entre as propostas, ele entende que foi possível evitar uma potencial criminalização dos movimentos sociais e aperfeiçoamento dos tipos penais

Antes da possível sanção do presidente Lula, o ministro ainda disse que não foi definido se ocorrerão vetos ao texto aprovado pela Câmara. Há um prazo de 15 dias úteis, após recebimento da matéria. Segundo o ministro, a Casa Civil deve fazer as observações e encaminhar ao presidente.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira(25) o acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O texto do acordo foi aprovado ontem (24) pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul). 

Com a aprovação, o texto segue para votação no plenário do Senado. O acordo ainda tem que ser ratificado ainda nos Congressos da Argentina, Paraguai e Uruguai.

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O Parlamento Europeu pediu ao Tribunal de Justiça da União Europeia uma avaliação jurídica sobre o acordoA entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites.

O acordo, aprovado na Câmara em votação simbólica com voto contrário da federação Psol-Rede, cria uma área de livre comércio entre os dois blocos, com redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis, além de prever salvaguardas e mecanismos de solução de controvérsias. 

Assinado no dia 17 de janeiro, no Paraguai, o acordo foi enviado para análise da representação brasileira no Parlasul pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 2 de fevereiro.

O debate na representação brasileira começou no dia 10 de fevereiro, quando o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) leu seu relatório sobre o acordo, mas um pedido de vista adiou a análise. Nesta terça-feira, o texto foi aprovado por unanimidade pela representação. 

Por sugestão do relator, estarão sujeitos à aprovação do Congresso quaisquer atos que possam resultar em denúncia ou em revisão do acordo, bem como eventuais ajustes que acarretem encargos ou compromissos para o Brasil

“O acordo abre uma nova etapa de cooperação e parceria entre os países do Mercosul e da União Europeia”, destacou Chinaglia no parecer.

O texto contém 23 capítulos que tratam, entre outros pontos, da redução de impostos de importação e da criação de regras para diversos setores. O Mercosul zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional.

O número de mortes de profissionais da imprensa bateu recorde em 2025, de acordo com levantamento do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), divulgado nesta quarta-feira. O estudo aponta que das 129 mortes registradas no ano passado, 86 foram atribuídas a Israel. O número de baixas na imprensa foi o maior desde o início dos registros do CPJ, em 1992.
— Jornalistas estão sendo assassinados em números recordes em um momento em que o acesso à informação é mais importante do que nunca — disse Jodie Ginsberg, CEO do CPJ, criado em 1981 para defender a liberdade de imprensa e os jornalistas e liderado por um conselho composto por membros da imprensa e da sociedade civil.
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De acordo com a organização, a maior parte das mortes atribuídas a Israel ocorreu na Faixa de Gaza, 60% do total, onde apesar de um cessar-fogo estar em vigor, confrontos e bombardeios ocorrem com temerária frequência.
“Embora a cobertura de guerras seja inerentemente perigosa, Israel mudou o paradigma ao atacar jornalistas de forma deliberada e ilegal”, afirma o relatório.
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Os militares israelenses são acusados pelas mortes de 70 profissionais da imprensa, e a CPJ lembra que “o assassinato deliberado de jornalistas por qualquer força militar, que tem a obrigação de proteger civis segundo o direito internacional, constitui um crime de guerra”.
“No contexto do crescente conflito mundial, o desrespeito de Israel pela vida dos jornalistas — e pelas leis internacionais destinadas a protegê-los — não tem paralelo. Israel já matou mais jornalistas do que qualquer outro governo desde que o CPJ começou a coletar dados em 1992, tornando a guerra Israel-Gaza (que engloba as mortes em Gaza, bem como os ataques letais no Líbano, Iêmen e Irã) a mais sangrenta já registrada para jornalistas”. diz o relatório.
Com frequência, autoridades militares israelenses acusam profissionais da imprensa de serem militantes do Hamas em Gaza, um argumento que, dentro de sua lógica, justificaria os assassinatos. Foi o caso do correspondente da rede al-Jazeera Anas al-Sharif, apontado como agente do grupo palestino e ameaçado pelo porta-voz militar de Israel Avichay Aderee — em 10 de agosto, ele e outros seis colegas foram mortos em um ataque do lado de fora do Hospital al-Shifa, na Cidade de Gaza.
No mesmo mês, cinco jornalistas morreram em um bombardeio contra o Hospital Nasser, também na Faixa de Gaza, que deixou outros quinze mortos. Uma investigação da agência Reuters, empregadora de um dos profissionais mortos, apontou que o alvo era uma câmera posicionada há meses no local, responsável por transmitir imagens ao vivo.
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As ações não se restringiram a Gaza. Em setembro, 31 jornalistas e produtores morreram em bombardeios israelenses contra jornais estatais no Iêmen, no segundo maior ataque contra profissionais da imprensa já registrado pelo CPJ. Na ocasião, as Forças Armadas israelenses disseram que os alvos eram “militares” e “responsáveis por distribuir e disseminar mensagens de propaganda nos meios de comunicação”.
— Ninguém é responsabilizado por esse número recorde de jornalistas mortos — disse, em declarações ao jornal israelense Haaretz, Carlos Martínez de la Serna, diretor de programas do CPJ. — Não vemos justiça nesses casos em todos os países, e muito poucos casos são transparentes. No geral, a contínua falha dos líderes governamentais em responsabilizar os agressores cria as condições para mais assassinatos, inclusive em países que não estão em guerra, como o México ou as Filipinas.
As Forças Armadas israelenses afirmaram, em comunicado ao Haaretz, que “não têm jornalistas como alvo intencional”, que operam “exclusivamente contra alvos militares, em conformidade com o direito internacional”, e que “qualquer ação tomada contra jornalistas foi estritamente resultado de suas atividades militares, e por nenhum outro motivo”.
“O relatório se baseia em afirmações genéricas, dados de fontes não divulgadas e conclusões predeterminadas, sem levar em conta as complexidades do combate ou os esforços das IDF para mitigar danos a não combatentes”, conclui o texto.
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Em um mundo de conflitos de grande porte, o CPJ aponta que o número de jornalistas mortos por drones deu um salto em 2025: 39 vítimas. Em 2023, foram dois casos. No ano passado, 28 mortes foram atribuídas a drones de Israel, cinco às chamadas Forças de Ação Rápida, envolvidas na guerra civil no Sudão, e quatro à Rússia, em meio à invasão da Ucrânia. Outras duas mortes ainda em investigação estão ligadas a drones da Turquia e dos houthis no Iêmen.
Além da guerra, o crime organizado e autoridades corruptas vêem o jornalismo como um inimigo mortal. No México, as seis mortes de profissionais da imprensa no ano passado seguem sem solução. O caso mais conhecido foi o de Calletano de Jesús Guerrero, editor-executivo de um jornal que denunciava a atuação do crime organizado no estado do México, na região central do país. Ele estava sob proteção policial desde 2014, e foi assassinado em janeiro do ano passado. Casos semelhantes foram registrados nas Filipinas, Índia, Nepal, Bangladesh, Peru, Colômbia, Guatemala e Paquistão.
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Na Arábia Saudita, Turki al-Jasser, um colunista condenado por traição, colaboração com estrangeiros, financiamento ao terrorismo e por ameaçar a segurança nacional foi executado em junho após sete anos preso— as acusações foram questionadas por organizações de defesa dos direitos humanos e consideradas frágeis. Esta foi a primeira morte documentada de um jornalista saudita desde o assassinato e o esquartejamento de Jamal Khashoggi em 2018, no consulado do país em Istambul.
— Ataques à imprensa são um forte indicador de ataques a outras liberdades, e muito mais precisa ser feito para prevenir esses assassinatos e punir os perpetradores. Todos corremos risco quando jornalistas são mortos por reportarem as notícias — apontou Ginsberg.

O Senado aprovou hoje (25) o Projeto de Lei (PL) 2195/2024, que considera a absoluta vulnerabilidade da vítima do crime de estupro de vulnerável, para estabelecer a aplicação das penas, independente da experiência sexual da vítima ou se o crime resultar em gravidez. O projeto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto altera o artigo 217-A do Código Penal, que trata da tipificação do crime de estupro de vulnerável. O texto diz que ter “conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos” é considerado estupro de vulnerável, punível com pena de oito a 15 anos de reclusão.

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Segundo a relatoria da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Eliziane Gama (PSD-MA), o projeto visa aprimorar a proteção de vítimas de estupro de vulnerável e reafirma o entendimento estabelecido na Súmula nº 593 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considera irrelevantes, para a caracterização de crime, o eventual consentimento da vítima, a sua experiência sexual anterior ou a existência de relacionamento amoroso com o réu.

“A alteração que estabelece a presunção absoluta de vulnerabilidade da vítima reforça a intenção do legislador de não permitir discussões que possam desvirtuar a finalidade da norma, focando na proteção do incapaz de consentir, como infelizmente ainda sói ocorrer com frequência nos julgados de alguns Tribunais de Justiça do país”, observou.

A aprovação do projeto vem na esteira do episódio em que a 9ª Câmara Criminal Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que absolveu, por maioria de votos, um homem de 35 anos que havia sido condenado pelo estupro de uma menina de 12 anos. O argumento para a absolvição foi de que eles viviam juntos como um casal.

Diante da repercussão negativa do caso, o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, acatou recurso do Ministério Público e manteve a condenação de um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos. A Justiça também expediu mandados de prisão contra o homem e a mãe da adolescente, acusada de conivência com o crime.

“Veja-se, portanto, que a explicitação de que a experiência sexual da vítima ou a ocorrência de gravidez são irrelevantes para a aplicação da pena elimina quaisquer interpretações que possam mitigar a gravidade do crime ou revitimizar a pessoa violentada. Essa medida confere maior segurança jurídica e clareza à legislação penal, contribuindo para a efetividade da repressão a esse grave delito”, disse a senadora.

Um ex-DJ venezuelano foi condenado nesta segunda-feira a quatro anos e oito meses de prisão no Reino Unido por vender dezenas de milhares de peças de motores de avião com documentação falsificada a companhias aéreas globais, em um esquema que levantou alertas de segurança e resultou em prejuízos milionários para o setor.
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Segundo a investigação do Serious Fraud Office (SFO) britânico, José Alejandro Zamora Yrala, de 38 anos, dirigiu a empresa AOG Technics Ltd. de sua casa em Surrey, nos arredores de Londres, entre 2019 e julho de 2023, comercializando mais de 60 mil componentes de motor — como parafusos, anéis e juntas — com certificados de autenticidade forjados.
A maioria dessas peças era destinada a motores CFM56, amplamente usados em aeronaves Airbus A320 e Boeing 737. Os documentos apresentados como garantia de conformidade foram criados em um computador doméstico e frequentemente acompanhados de identidades e e-mails de funcionários fictícios, segundo o SFO.
— A operação de Zamora colocou a segurança pública em risco em escala global, de uma forma que desafia qualquer crença. Tenho orgulho de termos usado nossas habilidades e expertise especializadas para levá-lo à Justiça e desmantelar essa operação criminosa o mais rápido possível — disse, em nota, a Diretora de Operações do SFO, Emma Luxton.
A fraude só veio à tona em 2023, quando um parafuso fornecido à TAP Air Portugal não se encaixou corretamente, levando técnicos a questionar a autenticidade do certificado anexado. A fabricante do motor identificou a falsificação e alertou as autoridades, desencadeando uma série de verificações que levaram autoridades de aviação do Reino Unido, dos Estados Unidos e da União Europeia a emitir alertas de segurança e a imobilizar aeronaves para inspeções.
O esquema gerou um impacto financeiro estimado em mais de £39 milhões (cerca de R$ 290 milhões) em custos para as companhias aéreas, incluindo gastos com inspeções, substituições de peças e tempo em solo de aeronaves. Dentre as afetadas estão Ethiopian Airlines, que comprou mais de 5,6 mil peças com documentação fraudulenta, e American Airlines, que identificou partes falsificadas em vários de seus motores, embora não tenha comprado diretamente da AOG.
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Durante o julgamento, o juiz Simon Picken classificou a operação de Zamora Yrala como uma violação grave do sistema regulatório que garante a segurança aérea — um padrão fundamental para a confiança nos voos comerciais.
Além da pena de prisão, ele foi impedido de atuar como diretor de empresa por oito anos e enfrentará procedimentos para a recuperação de valores relacionados ao crime.
Investigadores destacam que o caso expõe fragilidades no rastreamento e verificação de peças na cadeia global de fornecimento de componentes aeronáuticos — um setor altamente regulamentado e crítico para a segurança de passageiros e tripulantes.
As autoridades da Colômbia realizaram nesta quarta-feira uma operação de busca e apreensão em um depósito da guerrilha ELN em Bogotá destinado à fabricação de explosivos com potencial para gerar “ações terroristas” nas eleições deste ano, informou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez. O Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou nesta semana um cessar-fogo unilateral para as eleições parlamentares e presidenciais, marcadas pela pressão violenta dos grupos armados e pelo assassinato a tiros, em 2025, do senador e aspirante presidencial de direita Miguel Uribe, entre outras agressões contra políticos. As eleições legislativas serão em 8 de março e as presidenciais, em 31 de maio.
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“Esses artefatos poderiam vir a ser destinados a ações terroristas durante a jornada eleitoral”, disse nesta quarta-feira o ministro na rede social X, em uma publicação na qual incluiu fotografias de morteiros e munições apreendidas.
As autoridades prenderam duas pessoas durante a operação no sul de Bogotá, da qual participaram grupos de elite que arrombaram a porta metálica de uma casa onde se encontrava o depósito. A operação foi realizada pelo Exército e pela polícia, em colaboração com a Administração para o Controle de Drogas (DEA) dos Estados Unidos, acrescentou o ministro, que aponta um “plano” do ELN para atentar contra as eleições.
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O depósito tinha capacidade para fabricar cerca de 70 artefatos explosivos improvisados, disse Sánchez. Segundo um relatório da Defensoria do Povo, o órgão estatal que zela pelos direitos humanos na Colômbia, o ELN é uma “fonte de ameaça” contra as eleições, especialmente em zonas rurais com escassa presença do Estado.
Durante o período pré-eleitoral foram registradas 457 ameaças de morte contra líderes sociais e políticos, segundo a Defensoria. Quase um terço do território da Colômbia se encontra sob risco de violência para estas eleições, assegura a Missão de Observação Eleitoral (MOE), uma organização civil colombiana.
“Não permitiremos que os criminosos intimidem a democracia, nem que o medo silencie o voto”, sentenciou Sánchez.
Guarda-costeiros cubanos mataram nesta quarta-feira quatro pessoas que estavam a bordo de uma lancha com registro do estado da Flórida, em águas territoriais da ilha, informou o Ministério do Interior de Cuba (Minint). Segundo o governo, a embarcação não obedeceu à ordem de parada e abriu fogo contra uma patrulha marítima.
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No “confronto”, que ocorre em um contexto de forte pressão dos Estados Unidos sobre Cuba, “quatro agressores foram abatidos e seis ficaram feridos, sendo evacuados e recebendo atendimento médico”, afirmou o comunicado oficial. O comandante da embarcação das Tropas Guarda-Fronteiras cubanas também ficou ferido, de acordo com a nota.
De acordo com o jornal El País, o ministério informou que “a lancha rápida” procedente dos EUA se aproximou a cerca de uma milha náutica a nordeste do canal El Pino, em Cayo Falcones, no município de Corralillo, província de Villa Clara. As autoridades não divulgaram as identidades, nacionalidades ou as possíveis motivações dos ocupantes da lancha.
Em nota, o governo cubano declarou que “ratifica sua vontade de proteger as águas territoriais”, afirmando que a defesa nacional é um “pilar fundamental” da soberania e da estabilidade regional. O comunicado acrescenta que as investigações seguem em andamento para o “total esclarecimento dos fatos”.
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Histórico de incidentes
Casos semelhantes foram registrados nos últimos anos. Em 2022, uma lancha rápida proveniente dos Estados Unidos teria disparado contra forças guarda-fronteiras perto de Villa Clara, deixando um oficial cubano ferido. Em outro episódio, em Bahía Honda, no oeste da ilha, uma embarcação também procedente dos EUA colidiu com uma patrulheira do Ministério do Interior, resultando no naufrágio da lancha e na morte de parte de seus tripulantes.
Autoridades cubanas relatam ainda a apreensão frequente de lanchas rápidas abandonadas ou capturadas na costa norte do país, em províncias como Ciego de Ávila, Villa Clara e Havana, supostamente usadas para transporte irregular de migrantes. O governo classifica essas ações como “violações territoriais e tráfico humano”.
(Com AFP)

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