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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira que seu país se defenderá com “determinação” perante qualquer “agressão terrorista”, após um confronto em águas territoriais com uma embarcação registrada nos Estados Unidos, que deixou quatro tripulantes mortos e seis feridos. Segundo o regime, houve uma tentativa de infiltração de homens armados com “objetivos terroristas”.
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“Cuba se defenderá com determinação e firmeza frente a qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional”, escreveu o mandatário no X.
O incidente representa um novo foco nas tensões com os Estados Unidos, que se agravaram desde a captura do líder venezuelano deposto Nicolás Maduro no início de janeiro por forças americanas e a interrupção dos envios de petróleo de Caracas para Cuba.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que estava reunindo mais informações sobre o caso e que os EUA estão preparados “para responder adequadamente”.
Desde o retorno de Donald Trump ao poder, a Casa Branca não esconde seu desejo de ver uma mudança de regime na ilha de 9,6 milhões de habitantes e aplica uma política de máxima pressão sobre Havana. Segundo seu governo, o país comunista, localizado a apenas 150 km da costa da Flórida, representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos EUA.
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Alegação de armamentos
De acordo com um comunicado do Ministério do Interior cubano, a lancha neutralizada tinha matrícula da Flórida e “transportava 10 pessoas armadas”. “Segundo depoimentos preliminares dos detidos, eles pretendiam realizar uma infiltração com fins terroristas”, afirmou.
O boletim informava que foram encontrados na embarcação “fuzis de assalto, pistolas, artefatos explosivos improvisados (coquetéis molotov), coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes camuflados”. O incidente ocorreu a uma milha náutica do Cayo Falcones, na província de Villa Clara, no centro de Cuba.
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De acordo com o Ministério do Interior, uma embarcação da Guarda Costeira se aproximou para solicitar a identificação da tripulação da lancha, que abriu fogo “contra os efetivos cubanos”. Os membros do grupo são “cubanos residentes nos Estados Unidos”, a maioria dos quais “tem histórico conhecido de atividades criminosas e violentas”, afirmou o ministério.
Além disso, dois dos ocupantes da embarcação constam na lista de pessoas “sujeitas a investigações criminais” e são procurados por “seu envolvimento na promoção, planejamento, organização, financiamento, apoio ou prática” de “atos terroristas” em Cuba ou em outros países, segundo a nota.
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As autoridades da ilha também relataram a prisão de outro cubano que havia viajado anteriormente dos Estados Unidos para facilitar a operação e que confessou “seus atos”. O comandante da embarcação cubana também ficou ferido no confronto, informou o governo.
Reformas ‘drásticas’
O incidente aconteceu no momento em que Marco Rubio participava de uma reunião de cúpula de chefes de governo da Comunidade do Caribe (Caricom) em São Cristóvão e Névis.
— À medida que reunirmos mais informações, estaremos preparados para responder de forma adequada — declarou o secretário de Estado durante uma entrevista coletiva em Basseterre.
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O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou a abertura de uma investigação judicial. O congressista americano de origem cubana Carlos Giménez exigiu uma investigação sobre as mortes.
— As autoridades americanas devem determinar se alguma das vítimas era cidadã dos Estados Unidos ou residente legal e estabelecer exatamente o que aconteceu — afirmou. — O regime cubano deve ser relegado ao esquecimento por seus incontáveis crimes contra a Humanidade.
Na quarta-feira, Washington confirmou que flexibilizou as restrições às exportações de petróleo para Cuba, que sofre com uma grave escassez de combustível, por razões humanitárias. Agora, permitirá que o petróleo venezuelano seja revendido ao setor privado cubano, sob a condição de que as transações beneficiem não o governo, mas “o povo” da ilha.
Rubio alertou que as restrições a essas importações seriam reimpostas caso Havana violasse o “espírito” dessa flexibilização. Ele também instou Cuba a realizar “reformas drásticas que abram espaço para a liberdade econômica e, finalmente, política do povo cubano; obviamente, os Estados Unidos adorariam ver isso acontecer”.
Um ataque frustrado foi registrado no estado de Jalisco, no México, em meio a uma escalada de violência desencadeada após a operação que resultou na morte do narcotraficante Nemesio Oseguera, “El Mencho”. O motorista de um ônibus reagiu rapidamente e salvou passageiros de criminosos que tentavam atear fogo ao veículo.
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Grupos criminosos reagiram com ações coordenadas, como bloqueios de vias, incêndio de veículos e confrontos. Entre os grupos mencionados no contexto da violência está o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), comandado por Mencho e apontado como um dos principais responsáveis pelos episódios na região.
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Segundo a imprensa mexicana, supostos integrantes do cartel teriam tentado interceptar o ônibus. A intenção, segundo o relato, seria fechar a passagem do veículo e incendiá-lo — prática comum para bloquear vias.
Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o momento em que o motorista reage rapidamente. Em vez de parar, ele impede que os criminosos concluam o bloqueio, evitando que o coletivo fosse incendiado.
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A atitude foi considerada decisiva, pois pode ter evitado ferimentos ou mortes entre os passageiros, um incêndio de grandes proporções e a ampliação do caos na área.
As imagens viralizaram, e muitos usuários elogiaram o motorista. Ele foi chamado de “herói” e teve sua rapidez e coragem destacadas. Alguns internautas também comentaram que o veículo usado pelos supostos criminosos, que fugiram a pé, teria ficado no local por horas.
Há dois séculos o Warabi Hadaka Matsuri, ou Festival Nu de Warabi, reúne dezenas de pessoas no inverno Japonês em um ritual que mistura tradição, colheita e lama. Acontecem, no país, outros festivais “nus”, mas o objetivo deste é a ligação direta com a terra. Acredita-se na prática como forma de atrair colheitas fartas.
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Os participantes vestem o tradicional fundoshi, que são tangas brancas feitas em algodão, e mergulham em arrozais lamacentos com temperaturas baixas. Ele é realizado em Yotsukaido, perto de Tóquio, e consiste na formação de pirâmides humanas lançadas uma contra a outra na lama. O barro, para os locais, é símbolo de trabalho no campo, proteção e fertilidade.
Apesar da modernização recente e redução de fazendas na região, a tradição persiste e fortalece a identidade local. Para manter a cultura, pais levam as crianças para participarem do ato, acreditando-se que o ritual promove saúde para as novas gerações.
Mais de duas décadas após o desaparecimento de uma mulher na Flórida, mergulhadores localizaram um carro submerso e restos mortais que podem esclarecer o caso. O Gabinete do Xerife do Condado de Flagler informou que partes de um Plymouth Neon vermelho de 1996, além de objetos pessoais e ossos humanos, foram retirados de um canal próximo a Palm Coast. As evidências indicam que pertencem a Mary Lou Combs, desaparecida desde 2003.
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Combs tinha 41 anos quando foi vista pela última vez, em 19 de agosto daquele ano, ao sair da casa onde ficava periodicamente com a mãe e os três filhos. A família estranhou quando ela não compareceu à festa de aniversário de uma das crianças dias depois. Segundo parentes, embora tivesse se afastado em outras ocasiões, nunca deixava de participar de compromissos ligados aos filhos. Ela também não voltou ao trabalho em um supermercado da rede Food Lion nem recebeu o último pagamento.
Descoberta após nova busca
Durante anos, investigadores seguiram pistas e realizaram buscas sem sucesso. A reviravolta ocorreu em outubro de 2025, quando uma equipe de mergulhadores voluntários encontrou no Canal Intracostal um objeto que parecia ser parte do para-choque do carro associado ao desaparecimento.
O veículo foi localizado virado de cabeça para baixo, enterrado entre quatro e cinco metros de água e lama. A operação de retirada começou em 3 de fevereiro e mobilizou a Equipe de Busca Subaquática e Resposta a Evidências do FBI, além de outras agências. Mergulhadores entraram no automóvel e usaram equipamentos de dragagem para recuperar o conteúdo.
Entre os itens encontrados estavam um volante com a inscrição “Neon”, peças internas do carro, um sapato tamanho 7 compatível com o de Combs, brinquedos infantis e uma cadeirinha de criança. Também foi recolhido um osso com uma placa metálica que pode corresponder a uma cirurgia de reconstrução no tornozelo feita por Combs antes de desaparecer.
O xerife Rick Staly afirmou que as evidências apontam para a possibilidade de que os restos mortais sejam da mulher. Segundo ele, o objetivo agora é oferecer respostas à família.
— Todas as evidências reunidas até agora sugerem que os restos mortais que recuperamos são de Mary Lou Combs. Embora não seja o desfecho que todos esperavam, sabíamos que encontrá-la viva era extremamente improvável após tanto tempo — disse.
Durante anos circularam rumores de que a mulher poderia ter morrido em uma festa e tido o corpo ocultado. As autoridades, no entanto, afirmam que os indícios atuais apontam para a hipótese de que ela tenha entrado acidentalmente com o carro no canal e se afogado.
Os restos mortais foram encaminhados ao médico legista. Testes de DNA estão em andamento para confirmar a identidade e determinar a causa da morte.
Durante a terceira rodada de negociações indiretas entre Irã e Estados Unidos, que acontece nesta quinta-feira em Genebra, Ali Shamkhani, um importante assessor do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, sugeriu que Teerã poderia chegar a um acordo imediato com Washington se o foco fosse exclusivamente no compromisso da República Islâmica de não desenvolver armas nucleares. Essas negociações têm o objetivo de superar o atual cenário de “nem guerra, nem paz”, nas palavras de Teerã, que enfrenta a ameaça de um ataque ordenado pelo presidente americano, Donald Trump, respaldado por uma significativa “armada” no Oriente Médio.
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“Se a principal questão das negociações for o não desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã, isso está em consonância com a fatwa [declaração religiosa] do Líder Supremo e com a doutrina de defesa iraniana, e um acordo imediato está ao alcance”, escreveu Shamkhani no X.
O conselheiro — que ficou ferido durante a guerra de 12 dias entre Irã e Israel em junho do ano passado, quando os EUA também lançaram um ataque contra as instalações nucleares iranianas — acrescentou que o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi tem “apoio e autoridade suficientes” para liderar um acordo final nas negociações.
— O sucesso das negociações depende da seriedade da outra parte e de sua capacidade de evitar comportamentos e posições contraditórias — ressaltou o chanceler iraniano nesta quinta-feira.
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Como mediador das negociações em Genebra, o governo de Omã afirmou que os negociadores “demonstraram uma abertura sem precedentes a ideias e soluções novas e criativas”. Além disso, acrescentou que tanto as “propostas” do Irã quanto as “respostas e indagações” dos EUA sobre os “principais elementos do programa nuclear iraniano” foram analisadas durante a reunião, assim como as “garantias necessárias” para se chegar a um acordo.
A agência de notícias semioficial iraniana Mehr informou que Rafael Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), juntou-se às negociações em Genebra e atua como “observador técnico”. Para o Irã, a presença de Grossi é considerada significativa, uma vez que o chefe da AIEA tem autoridade legal para declarar se considera que qualquer acesso oferecido por Teerã para verificar seus compromissos com enriquecimento de urânio corresponde às necessidades da inspeção.
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JUAN MABROMATA / AFP
Desde janeiro, os países afirmam que estão abertos ao diálogo, mas também a uma operação militar. Washington deseja um acordo que garanta, entre outras coisas, que Teerã não desenvolva armas atômicas, um receio antigo das potências ocidentais.
Mísseis que ameaçam a Europa e os EUA
Trump, por sua vez, afirma que prioriza a diplomacia, mas na última terça-feira, durante seu discurso sobre o Estado da União ao Congresso americano, acusou Teerã de ter “ambições nucleares”. Segundo o republicano, o Irã desenvolveu “mísseis que podem ameaçar a Europa e nossas bases” militares e quer produzir outros ainda mais poderosos, capazes de “alcançar em breve os EUA”.
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Teerã, que afirma ter limitado o alcance de seus mísseis a 2 mil km, se defendeu e afirmou que as acusações de Trump são “grandes mentiras”.
— Nosso líder supremo já declarou que não teremos armas nucleares de forma alguma — afirmou o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em um discurso. — Mesmo que eu quisesse avançar nessa direção, não poderia, de um ponto de vista doutrinário, não me seria permitido.
O programa balístico iraniano é outro tema de discórdia. Washington quer abordar o tópico, assim como o apoio de Teerã a grupos armados hostis a Israel. Mas Teerã é reticente, o que reduz a perspectiva de um acordo.
— O tema das negociações (…) está concentrado na questão nuclear — disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei, às vésperas das negociações.
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Baqaei afirmou ainda que o país vai pressionar para obter o fim das sanções a que está submetido e pretende reiterar o seu direito “ao uso pacífico da energia nuclear”.
Para o secretário de Estado americano, Marco Rubio, isso é “um grande problema”.
— Temos que falar sobre outros temas, que vão além do programa nuclear — afirmou Rubio.
(Com AFP)
Um vídeo publicado no Instagram nesta quarta-feira (25) mostra o momento em que dois esquiadores encontram e resgatam um homem que estava soterrado na neve profunda em uma pista do resort Palisades Tahoe, na Califórnia, nos Estados Unidos. As imagens chamaram atenção nas redes sociais pela rapidez da ação e pelo risco enfrentado pela vítima.
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O registro, que já tem mais de 2 milhões de visualizações, foi feito em 18 de fevereiro e divulgado por Carson Schmidt, que participava da descida na montanha. No vídeo, os esquiadores percebem algo incomum na neve: dois esquis apontando para fora, enquanto parte da mão do homem segurava um bastão.
Confira o vídeo:
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Segundo Schmidt, ele e um colega tinham acabado de descer uma pista quando notaram que algo estava errado. Ao se aproximarem, perceberam que havia uma pessoa soterrada na neve fofa e começaram a cavar imediatamente para tentar alcançá-la.
Resgate registrado em vídeo
Nas imagens, os dois retiram rapidamente grandes quantidades de neve enquanto o homem permanece imóvel. Em determinado momento, um som abafado pode ser ouvido. “Nós te pegamos”, diz um dos esquiadores ao alcançar a vítima, que responde afirmando que estava bem.
Após alguns instantes, eles conseguem liberar completamente o esquiador. Na publicação, Schmidt afirmou que decidiu compartilhar o episódio como alerta. “Que sirva de lembrete para esquiar com segurança e sempre acompanhado. Não precisa ser uma avalanche para alguém ficar soterrado quando a neve está tão profunda”, escreveu.
Imagens dos atletas soterrados circulam nas redes sociais
Captura de Tela/Instagram/@carson.schmidt10
Ainda não está claro o que levou o homem a ficar preso sob a neve. Procurado, o resort Palisades Tahoe não respondeu imediatamente ao contato da imprensa, segundo o jornal The Post.
O episódio ocorreu um dia depois de uma tragédia na mesma região. Perto de Castle Peak, uma grande avalanche atingiu um grupo de esquiadores que praticavam a atividade fora de pista, deixando nove mortos. O grupo inicial era formado por 15 pessoas que retornavam de uma viagem de três dias e tentavam evitar uma tempestade de inverno.
As vítimas, incluindo seis mulheres descritas como clientes da empresa Blackbird Mountain Guides, foram retiradas da montanha durante o fim de semana. Em coletiva, a xerife do Condado de Nevada, Shannan Moon, lamentou o ocorrido e disse que o impacto da tragédia foi sentido por familiares, amigos e colegas das vítimas.
A civilização maia enfrentou um colapso abrupto há cerca de 1.200 anos. Em aproximadamente um século, cidades foram abandonadas, e populações inteiras deixaram vastas áreas que estavam sob seus domínos.
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Embora o povo que floresceu na Península de Yucatán, na América Central, não tenha desaparecido, a drástica redução de sua influência regional tornou-se um dos maiores enigmas da arqueologia e da climatologia histórica.
O esqueleto conhecido como Crystal Maiden (a “Donzela de Cristal”), uma das ossadas humanas que indicam que a caverna Actun Tunichil Muknal, em Belize, era usada para rituais de sacrifício da civilização maia
Divulgação / Travel Belize
Ao longo das últimas décadas, pesquisadores formularam diferentes hipóteses para explicar o declínio, que vão de conflitos internos a crises ambientais severas. Um estudo recente conduzido pelo professor Paul Mayewski, da Universidade do Maine, acrescenta um novo elemento a esse debate ao analisar núcleos de gelo com cerca de 1.200 anos.
O pesquisador examinou amostras para reconstituir as condições climáticas do período. “A primeira coisa que analisamos foi nosso registro de amônia”, explicou, ao detalhar como a concentração desse composto químico pode indicar a presença de vegetação. Níveis elevados de amônia sugerem clima quente e úmido, com abundância de plantas. Já concentrações reduzidas apontam para períodos de seca prolongada, marcados por escassez de cobertura vegetal e solos ressecados.
Por que civilização ‘sumiu’?
Ao avaliar as camadas correspondentes ao período do colapso maia, Mayewski identificou uma queda expressiva nos níveis de amônia. O dado indica a ocorrência de uma seca intensa e prolongada na região — fenômeno que pode ter provocado quebras sucessivas de safra. A escassez de alimentos teria comprometido a sustentação das grandes populações urbanas, impulsionando migrações e o abandono de centros considerados até hoje obras-primas da engenharia e da arquitetura pré-colombiana.
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O estudo também sugere um fator agravante: o desmatamento. Pesquisas indicam que a derrubada de florestas para expansão agrícola reduz a capacidade do solo de absorver radiação solar e compromete o ciclo hidrológico. Com menor evaporação, há redução na formação de nuvens e, consequentemente, na precipitação.
Nesse cenário, teria se instaurado um ciclo adverso: menos chuvas levariam a secas mais severas, ao fracasso de culturas agrícolas essenciais e a uma crescente insegurança alimentar — processo que poderia ter sido intensificado pela própria expansão das áreas cultivadas.
A hipótese climática se soma a outras explicações para o enfraquecimento da civilização maia, que resultou em seu “desaparecimento” de amplas áreas antes ocupadas, deixando cidades monumentais vazias. Especialistas também consideram fatores como disputas políticas, instabilidade interna e pressão demográfica.
Séculos mais tarde, a chegada dos espanhóis à América Central introduziu doenças que tiveram impacto devastador sobre populações nativas, incluindo os maias.
Apesar das sucessivas adversidades, o povo maia sobreviveu. Atualmente, comunidades descendentes mantêm vivas tradições culturais em diferentes regiões da América Central, evidenciando a resiliência de uma das mais sofisticadas civilizações da história pré-colombiana. O estudo de Mayewski contribui para elucidar parte desse passado complexo, ainda marcado por múltiplas causas e interpretações.
Uma ex-analista de banco de investimento entrou na Justiça dos Estados Unidos após ser demitida semanas depois de solicitar um período fixo de sono de nove horas por noite. O caso, que será julgado em tribunal federal de Nova York e repercutiu na semana passada, coloca em discussão as exigências de trabalho impostas a jovens profissionais em Wall Street.
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Kathryn Shiber, hoje com 21 anos à época dos fatos, trabalhava na empresa de assessoria financeira Centerview Partners quando informou à companhia que precisava dormir regularmente entre meia-noite e 9h para lidar com um transtorno de humor e ansiedade diagnosticado. A empresa chegou a criar um arranjo temporário permitindo esse intervalo, desde que ela permanecesse disponível para trabalhar nos demais horários, inclusive aos fins de semana.
Menos de três semanas depois, porém, Shiber foi chamada para uma reunião por vídeo e dispensada do cargo. Segundo a ação judicial, o diretor de operações da empresa questionou sua decisão de ingressar no setor de banco de investimento diante da necessidade de descanso. A ex-funcionária acusa a companhia de discriminação por deficiência com base em leis federais e estaduais.
Debate sobre jornadas em Wall Street
O processo deve reacender um debate recorrente sobre as longas jornadas no setor financeiro americano. Ao permitir que o caso avançasse, o juiz federal Edgardo Ramos afirmou que há disputa legítima sobre se a disponibilidade constante e horários imprevisíveis são realmente uma função essencial do cargo de analista.
As condições de trabalho em bancos de investimento já haviam ganhado atenção em 2021, quando jovens analistas do Goldman Sachs divulgaram uma apresentação relatando jornadas exaustivas e falta de sono durante a pandemia. A repercussão levou algumas instituições a rever políticas internas, limitando horas e garantindo períodos de descanso.
Especialistas afirmam que processos desse tipo raramente chegam a julgamento. Para a professora Katherine Macfarlane, da Faculdade de Direito da Universidade de Syracuse, ações baseadas na Lei dos Americanos com Deficiências costumam ser rejeitadas antes dessa fase.
Shiber pede indenização de milhões de dólares, incluindo salários que afirma ter deixado de receber ao longo da próxima década e compensação por sofrimento emocional. A Centerview Partners argumenta que analistas juniores são conhecidos por enfrentar jornadas longas e imprevisíveis e que não havia acomodação razoável que permitisse cumprir as funções com a exigência de sono regular.
O julgamento deve ouvir banqueiros que supervisionaram a analista, além de especialistas médicos. Um dos pontos centrais será determinar se estar disponível em horários extremos — como de madrugada — é uma necessidade real do trabalho ou apenas uma prática cultural do setor.
O presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial, Børge Brende, anunciou nesta quinta-feira sua renúncia ao cargo após semanas de especulações envolvendo seu relacionamento com o financista Jeffrey Epstein.
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A decisão ocorre depois de o Fórum ter iniciado uma investigação independente para apurar os vínculos de Brende com Epstein, que morreu em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.
Brende, que assumiu a presidência da organização em 2017, comunicou sua saída por meio de nota oficial. A renúncia foi formalizada após documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicarem que o executivo participou de três jantares de negócios com Epstein, além de ter trocado e-mails e mensagens de texto com o financista.
O Fórum Econômico Mundial informou afirmou que a apuração buscava esclarecer a natureza e o contexto dos contatos entre Brende e Epstein. Não há, até o momento, acusação formal contra o ex-CEO.
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As revelações reacendem o debate sobre a rede de contatos mantida por Epstein com líderes empresariais e políticos ao redor do mundo antes de sua prisão. Brende não detalhou os motivos específicos da renúncia além de afirmar que a decisão foi tomada “no melhor interesse da instituição”.
O vídeo de uma caminhonete praticamente coberta por uma montanha de neve passou a circular nas redes sociais e chamou atenção nos Estados Unidos após a forte nevasca que atingiu o estado de Rhode Island. As imagens, registradas pela emissora local WPRI logo após o fim da proibição de viagens, mostram o veículo trafegando lentamente por uma rua enlameada, com apenas uma pequena área do para-brisa limpa.
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A cena, considerada por muitos moradores ao mesmo tempo perigosa e inusitada, rapidamente repercutiu online. Segundo a WPRI, embora a restrição para circular tenha sido suspensa ao meio-dia desta terça-feira (24) (horário do leste dos EUA), as autoridades orientaram os motoristas a redobrarem a cautela nas estradas.
Confira:
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Motorista virou alvo de críticas e piadas
Nas imagens, o motorista aparentemente abriu espaço apenas para enxergar pela janela, enquanto o restante da caminhonete permaneceu coberto por uma grande quantidade de neve. No estado, dirigir com acúmulo significativo de neve ou gelo no veículo é ilegal. A legislação exige que os condutores limpem completamente o carro, incluindo teto, capô, porta-malas e placas.
A gravação provocou indignação entre moradores nas redes sociais. Alguns acusaram o motorista de colocar outras pessoas em risco. Outros ironizaram a situação, com comentários dizendo que “o bom senso não cai do céu como a neve”. Houve ainda quem brincasse que o veículo parecia “um banco de neve móvel”.
Também surgiram mensagens em tom mais leve, defendendo o condutor ou tratando o episódio com humor. Um internauta afirmou que moradores de Rhode Island estão acostumados com tempestades de inverno, enquanto outro sugeriu que o motorista estaria apenas transportando neve.
Enquanto o vídeo se espalhava, o estado ainda enfrentava as consequências da tempestade histórica. O acúmulo variou de cerca de 37,9 polegadas no Aeroporto Internacional TF Green a 17,5 polegadas em Lincoln, segundo autoridades locais.
Em Newport, a nevasca também foi associada a uma tragédia. Joseph Boutros, estudante de 21 anos da Universidade Salve Regina, morreu após ser encontrado inconsciente dentro de um carro coberto de neve na noite de segunda-feira, vítima de envenenamento por monóxido de carbono.
Nesta quarta-feira (25), muitos moradores continuavam presos em casa pelo terceiro dia consecutivo, enquanto equipes municipais ainda tentavam liberar ruas residenciais. O diretor do Departamento de Obras Públicas de Tiverton, David Michael Silvia Jr., afirmou à WPRI que o volume de neve dificultou o trabalho e chegou a deixar veículos de emergência atolados durante horas. Segundo ele, pode levar de dois a três dias para que a maior parte das vias seja completamente liberada.

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