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As forças militares das Filipinas, dos Estados Unidos e do Japão realizaram exercícios conjuntos esta semana no Canal de Bashi, que separa o arquipélago filipino de Taiwan, informaram as autoridades nesta sexta-feira.
Aeronaves dos três países patrulharam as Ilhas Batanes, no extremo norte das Filipinas, em exercícios projetados para demonstrar sua “capacidade de operar conjuntamente de forma integrada em ambientes marítimos complexos”, disse o Exército de Manila em um comunicado.
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Pouco mais de 100 quilômetros separam as Filipinas de Taiwan, uma ilha com governo democraticamente eleito, que a China considera parte de seu território e não descarta a possibilidade de tomar pela força.
Esta é a primeira vez que as chamadas Atividades de Cooperação Marítima Multilateral (MMCA), das quais esses países participam, se estendem além do Mar da China Meridional, onde as Filipinas e a China têm se envolvido em repetidos confrontos por territórios disputados.
“As operações aéreas foram conduzidas no espaço aéreo sobre o território filipino e suas águas territoriais, ao norte de Luzon”, declarou o Exército filipino em seu boletim, acrescentando que os navios de guerra permaneceram a oeste das Ilhas Batanes.
O exercício conjunto entre Filipinas, Estados Unidos e Japão durou seis dias e terminou na quinta-feira. Incluiu um exercício de artilharia com munição real conduzido pela fragata de mísseis guiados BRP Antonio Luna. O Exército chinês reagiu com indignação.
– As Filipinas têm cooptado países de fora da região para organizar as chamadas patrulhas conjuntas, o que perturba a paz e a estabilidade na região – disse Zhai Shichen, porta-voz do Comando do Teatro Sul.
Ele acrescentou que Pequim realizou uma “patrulha de rotina” no Mar da China Meridional entre 23 e 26 de fevereiro.
Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, desencadeou uma crise nas relações com Pequim ao sugerir que Tóquio poderia intervir militarmente em qualquer ataque chinês a Taiwan.
Em agosto, o presidente filipino Ferdinand Marcos também alertou que as Filipinas seriam arrastadas “à força” para qualquer guerra pela ilha democrática, da qual os Estados Unidos são o maior fornecedor de armas.
O Irã ofereceu assistência nesta sexta-feira para “facilitar o diálogo” entre Afeganistão e Paquistão, após Islamabad declarar “guerra aberta” contra o governo talibã afegão e realizar ataques aéreos em Cabul, na sequência de meses de confrontos mortais na fronteira.
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“A República Islâmica do Irã está pronta para fornecer toda a assistência necessária para facilitar o diálogo e melhorar o entendimento e a cooperação entre os dois países”, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, na plataforma de mídia social X.
* Matéria em apuração
Ataques israelenses mataram pelo menos cinco pessoas em Gaza, na manhã desta sexta-feira (hora local), informou a Defesa Civil do território. Um cessar-fogo entre Israel e o movimento islâmico palestino Hamas está oficialmente em vigor em Gaza desde outubro.
A Defesa Civil, uma organização de primeiros socorros que opera sob a autoridade do Hamas, disse à AFP que um ataque com drone matou três pessoas no sul da Faixa de Gaza e que outras duas morreram no centro do território devastado pela guerra.
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Israel e Hamas acusam-se mutuamente de violar a trégua, que entrou em vigor em 10 de outubro, após dois anos de guerra.
As trocas de tiros continuam diariamente. Em 15 de fevereiro, a Defesa Civil relatou que ataques israelenses mataram 12 pessoas em Gaza.
O Exército israelense explicou, na época, que havia identificado “vários terroristas armados escondidos sob os escombros” e que havia respondido a uma “violação flagrante” do cessar-fogo.
O Ministério da Saúde de Gaza, que também responde ao Hamas, afirmou anteriormente que pelo menos 601 pessoas morreram desde o início do cessar-fogo.
Os militares israelenses dizem que pelo menos quatro de seus soldados morreram no mesmo período.
Restrições à imprensa e o acesso limitado a Gaza impediram a AFP de verificar de forma independente os números de vítimas ou de cobrir livremente os combates.
A divulgação de mais de 3 milhões de páginas dos chamados “arquivos Epstein” pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos desencadeou uma onda de consequências políticas, empresariais e acadêmicas em diversos países. À medida que e-mails, agendas e registros vieram a público, figuras de destaque passaram a enfrentar investigações, renúncias, demissões e até prisões após a exposição de seus vínculos com o financista e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma armada de navios de guerra e caças americanos pairava ameaçadoramente ao largo das águas da Venezuela, e o Pentágono já havia elaborado planos para capturar ou matar o líder do país. Mas, ao final de 2025, o então presidente Nicolás Maduro pareceu surpreendentemente relaxado, comemorando a véspera de Ano Novo com um pequeno grupo de familiares e amigos em sua casa em Caracas, a capital, de acordo com várias pessoas próximas a ele, incluindo um convidado da festa. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em uma maratona diplomática que teve uma etapa crucial concluída nesta quinta-feira em Omã, EUA e Irã ainda não apresentaram o esboço de um acordo, como quer o presidente americano, Donald Trump, centrado em controles do programa nuclear iraniano. Não foram divulgados detalhes sobre o que foi acertado, mas uma reunião de equipes técnicas está prevista para a semana que vem, em Viena, e o tom dos que estavam à mesa foi de otimismo.
— Essas foram as conversas mais sérias e longas — disse o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, citado pela rede al-Jazeera, acrescentando que foram feitos “bons progressos”. — As consultas devem ser realizadas nas capitais, e depois teremos a quarta rodada de negociações na próxima semana.
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Mesmo assim, a Casa Branca não descarta um ataque, mais amplo do que o de junho do ano passado, para forçar o regime a concordar com seus termos, ou até derrubá-lo. Trump disse que “venceria facilmente” uma guerra, mas lideranças do Pentágono alertam para os riscos de um conflito prolongado, que é rejeitado pela maioria dos americanos. Imagens de satélite comprovam que os iranianos aprenderam com os bombardeios americanos recentes, e que destruir seus alvos estratégicos não será simples como prevê o republicano.

Segundo análise da agência Bloomberg, vários túneis de entrada da área subterrânea do Centro de Pesquisa Nuclear de Isfahã, foram fechados, uma ação que especialistas consideram ser uma preparação para evitar desmoronamentos e dificultar a ação de bombas de penetração, as “bunker buster”. Em janeiro, o Instituto pela Ciência e Segurança Internacional (Isis), baseado nos EUA, apontou que várias estruturas danificadas durante a guerra de 12 dias com Israel, em junho passado, foram restauradas.
Imagens de satélite da central nuclear de Isfahã mostram obras para fechar e proteger instalações subterrâneas
Satellite image ©2026 Vantor / AFP
Logo após o bombardeio de junho, Trump disse que a central havia sido “completa e totalmente obliterada”, sem mostrar evidências. Com os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) barrados, não foi possível comprovar a extensão dos estragos, e o ritmo das obras, focadas na prevenção, chama a atenção. Como disse recentemente o presidente do Isis, David Albright, o acúmulo de terra provavelmente se deve à “antecipação a um ataque, o que implicaria que há algo valioso ali”.
— O fortalecimento contra ataques demonstra resiliência — disse Darya Dolzikova, pesquisadora sênior de não proliferação do Royal United Services Institute, à Bloomberg — Este é um país que pode se reconstruir se quiser.
Imagem de satélite da instalação nuclear de Natanz, no Irã
Planet Labs via The New York Times
Trump também declarou, em 2025, que a central de Natanz havia sido obliterada por suas bombas de perfuração, mas poucos acreditaram. Antes do ataque americano, o local foi alvo de sabotagens cibernéticas, incêndios sem explicação e de mísseis israelenses durante a guerra de 12 dias. As imagens analisadas pela Bloomberg confirmam que uma edificação usada para testar centrífugas, danificada no ano passado, foi refeita.
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Sem inspetores internacionais, não é possível fazer uma estimativa sobre o estado das instalações subterrâneas. Segundo as autoridades iranianas, a unidade onde ocorre o enriquecimento de urânio está a cerca de 50 metros de profundidade, protegida por paredes de concreto de sete metros de espessura. E há outro fator que está do lado do Irã.
— Se o objetivo é a reconstituição usando o que eles conseguiram proteger, é fácil — declarou à Bloomberg Robert Kelley, ex-funcionário do Departamento de Energia dos EUA e ex-diretor da Aiea, apontando que o programa nuclear iraniano opera em escala industrial e tem décadas de experiência.
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Nos arredores de Natanz, imagens da Montanha da Picareta, onde há intensa atividade de caminhões e escavadeiras há ao menos seis anos, mostram que duas entradas subterrâneas foram ampliadas e cobertas com areia e cascalho. Segundo o Isis, o local não está em operação, e por isso teria sido poupado nos ataques americanos de junho. Até hoje, nenhum inspetor da Aiea esteve ali.
— Não temos esquemas internos para realmente avaliar como será o interior — diz Spencer Faragasso, pesquisador do Isis, à rede australiana ABC. — Mas, considerando o tamanho dos montes de rejeitos e a quantidade de obras em andamento, não seria incompreensível que instalassem uma unidade de enriquecimento de urânio ali dentro.
Vista aérea da instalação nuclear de Fordow, no Irã
Satellite image ©2025 Maxar Technologies / AFP
Dentro das demandas maximalistas de Trump, o Irã precisa abrir mão de seu programa nuclear, ou ao menos dar garantias factíveis de que ele jamais será militarizado. Desde 2018, quando o republicano rasgou um acordo que estabelecia limites ao enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções, Teerã se vê sem incentivos para conter suas atividades atômicas. Com novas e avançadas centrífugas, o país tem cerca de 400 kg de urânio enriquecido a 60% (o grau militar é acima de 90%) e barrou inspeções externas. Uma das propostas sobre a mesa em Omã era a diluição do material enriquecido a um nível baixo, destinado apenas a uso civil, mas sem o desmantelamento de centrífugas e centrais.
Mas a lista de Trump (e de Israel, especialmente) inclui limites ao desenvolvimento de mísseis balísticos do Irã. Algumas armas têm alcance de até 2 mil km, e poderiam, caso Teerã assim decida, levar uma ogiva nuclear. Na guerra de 12 dias do ano passado, os israelenses tentaram destruir arsenais e unidades de produção, mas elas seguem em operação e ainda mais protegidas.
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A cerca de 30 km de Teerã, o complexo militar de Parchin é um dos principais centros de testes e desenvolvimento de explosivos de grande capacidade, foguetes de curto alcance e mísseis balísticos. Na década passada, a Aiea afirmou ter evidências de que o local abrigaria atividades ligadas ao suposto desenvolvimento de uma arma nuclear, o que Teerã nega. O complexo foi atacado duas vezes por Israel, em 2024 e 2025, e as imagens de satélite mostram que uma instalação usada para testes de explosivos foi reconstruída e está protegida por toneladas e concreto.
— O Irã está empenhado em reforçar a segurança deste edifício contra futuros ataques, o que sugere que ele é importante para alguns programas — disse Kelley à Bloomberg.
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Outro ponto crítico do programa de mísseis iraniano é a unidade de fabricação de mísseis de Khojr, nos arredores de Teerã. Ali, são produzidos componentes para mísseis e foguetes,além de combustível sólido e líquido para os armamentos. Em meados de 2022, passou por uma expansão para incrementar a capacidade de produção de projéteis para a Rússia, envolvida na invasão à Ucrânia. Khojr foi atingido por Israel em 2025, e as imagens de satélite mostram que prédios receberam barreiras de terra e concreto para evitar reações em cadeia em caso de novo ataque. Na prática, isso exigiria bombardeios em massa contra a instalação. E sem qualquer garantia de sucesso.
— A ação militar não é decisivamente eficaz como estratégia de combate à proliferação — disse Dolzikova à Bloomberg. — Ela pode atrasar o processo. Raramente o elimina.
(Com Bloomberg e New York Times)

O Paquistão bombardeou as cidades afegãs de Cabul e Kandahar na sexta-feira, horas depois de as forças afegãs atacarem tropas de fronteira paquistanesas, em uma ação que o governo talibã classificou como retaliação a ataques aéreos mortais anteriores. Pouco depois, o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, declarou “guerra aberta” contra o governo talibã. Ambos os exércitos afirmaram ter matado dezenas de soldados na violência na fronteira, que ocorreu após múltiplos ataques paquistaneses contra o Afeganistão e confrontos ao longo da fronteira nos últimos meses.
“Nossa paciência chegou ao limite. De agora em diante, é guerra aberta entre nós e vocês”, declarou Asif nas redes sociais.
Na capital afegã, a equipe da AFP ouviu jatos e múltiplas explosões fortes, seguidas de tiros, durante um período de mais de duas horas. Um jornalista da AFP na cidade de Kandahar, no sul do Afeganistão, onde reside o líder supremo Hibatullah Akhundzada, disse ter ouvido jatos sobrevoando a região.
O governo talibã confirmou os ataques aéreos paquistaneses, com o porta-voz Zabihullah Mujahid afirmando que não houve vítimas. Horas antes, Mujahid anunciou “operações ofensivas em larga escala” na fronteira “em resposta às repetidas violações cometidas pelos militares paquistaneses”.
O Ministério da Defesa afegão informou que oito de seus soldados foram mortos na ofensiva terrestre.
Um oficial afegão relatou vários civis feridos perto da passagem de fronteira de Torkham, em um acampamento para pessoas que retornavam do Paquistão.
“Um projétil de morteiro atingiu o acampamento e, infelizmente, sete de nossos refugiados ficaram feridos, e o estado de saúde de uma mulher é grave”, disse Qureshi Badlun, chefe de informações da província de Nangarhar.
A fronteira está praticamente fechada desde os confrontos de outubro, embora os afegãos que retornam ao país tenham sido autorizados a atravessá-la.
Meses de violência na fronteira
Mujahid, porta-voz do governo talibã, disse à AFP que vários soldados paquistaneses foram “capturados vivos”, uma alegação negada pelo gabinete do primeiro-ministro em Islamabad.
A operação militar ocorre após ataques paquistaneses nas províncias de Nangarhar e Paktika, entre a noite de domingo e a madrugada de domingo, que, segundo a missão da ONU no Afeganistão, mataram pelo menos 13 civis.
O governo talibã afirmou que pelo menos 18 pessoas foram mortas e negou o anúncio do Paquistão de que a operação militar deixou mais de 80 mortos. Ambos os lados também relataram troca de tiros na fronteira na terça-feira, mas sem vítimas.
As relações entre os países vizinhos deterioraram-se drasticamente nos últimos meses, com as passagens de fronteira terrestre praticamente fechadas desde os confrontos mortais de outubro, que deixaram mais de 70 mortos em ambos os lados.
Após um cessar-fogo inicial mediado pelo Catar e pela Turquia, várias rodadas de negociações não conseguiram produzir um acordo duradouro. A Arábia Saudita interveio este mês, mediando a libertação de três soldados paquistaneses capturados pelo Afeganistão em outubro.
Islamabad acusa o Afeganistão de não agir contra grupos militantes que realizam ataques no Paquistão, o que o governo talibã nega.
As Forças Armadas do Paquistão lançaram seus ataques aéreos contra o Afeganistão dias atrás, após uma série de atentados suicidas mortais. Entre os ataques, está o de uma mesquita xiita em Islamabad, que matou pelo menos 40 pessoas e foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.
O braço regional do grupo militante, o Estado Islâmico-Khorasan, também reivindicou um atentado suicida mortal em um restaurante em Cabul no mês passado.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, chamou o presidente dos EUA, Donald Trump, de “amigo” e pediu que ele “acabe com o bloqueio e as sanções” no contexto da nova relação com Washington, que depôs Nicolás Maduro em uma operação militar.
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— O bloqueio e as sanções contra a Venezuela devem terminar agora — disse Delcy em um discurso transmitido pela televisão estatal. — Presidente Trump, como amigos, como parceiros, estamos abrindo uma nova agenda de cooperação com os Estados Unidos.
O petróleo venezuelano está sob embargo dos EUA desde 2019, mas nas últimas semanas o Departamento do Tesouro emitiu licenças que permitem que algumas empresas operem com certas restrições.
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Delcy assumiu o poder após a captura de Maduro em 3 de janeiro e restabeleceu as relações com os Estados Unidos, que estavam rompidas desde 2019. Desde o início de seu mandato, ele recebeu a diplomata Laura Dogu como chefe da missão dos EUA na Venezuela e visitas de autoridades como o diretor da CIA, o chefe do Comando Sul e o Secretário de Energia.
Outrora uma das mais leais figuras do regime de Maduro, Delcy passou a falar na mesma frequência do líder americano. Ela avançou em planos para a abertura do mercado de petróleo, para a libertação de presos políticos, através de uma questionada lei da anistia, aprovada na semana passada (e que tinha Saab entre seus defensores), mas ainda sem um cronograma para eleições gerais e livres.
Sob pressão de Washington, Delcy também avançou com uma agenda de trabalho que inclui uma reforma petrolífera favorável a empresas privadas e estrangeiras.
Com AFP.

Grupo de integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encaminharam um requerimento ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pedir a anulação da votação desta quinta-feira (26). Eles acusam o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), de fraude e pedem também análise do caso pela Comissão de Ética do Senado. No total, 14 parlamentares assinam o documento. 

O documento inclui fotos que foram apresentadas como supostas comprovações de irregularidades em uma sessão tumultuada que aprovou 87 requerimentos. Entre essas decisões, estão as quebras de sigilos bancários e fiscais do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.

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Pelo documento enviado a Alcolumbre (foto), cinco senadores e nove deputados pedem, além da suspensão dos efeitos da votação, que o recurso seja apresentado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado para apurar eventual quebra de decoro parlamentar por parte do presidente da comissão, o senador Carlos Viana.

Para os parlamentares, a votação foi “eivada de vício” e “compromete a legalidade do processo legislativo, vulnera o princípio democrático e projeta insegurança jurídica sobre todos os atos subsequentes”. Eles pediram que cada um dos 86 requerimentos fosse votado um a um.

Além das quebras de sigilos de Lulinha, esses requerimentos incluíam novas convocações, como a do ex-executivo e sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima,  do ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, o André Moura; da empresária Danielle Miranda Fontelles e de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Contagem

Na argumentação de parlamentares que assinam o documento, foram incluídas cinco imagens que comprovariam a presença dos seus votos contrários, o que alteraria o resultado da votação.

“Conforme demonstram os registros audiovisuais e as fotografias da sessão, os requerimentos foram, em realidade, rejeitados por 14 votos contrários, em contraste com sete votos favoráveis”.

Nessas imagens, há a identificação dos parlamentares sobre as imagens deles. Eles se encontram em pé. “Os senadores e deputados que votaram contra os requerimentos em globo levantaram-se de suas cadeiras e ergueram os braços, manifestando-se de forma inequívoca e visível”, diz o documento.

Segundo os 14 parlamentares, isso não ocorreu por mera controvérsia interpretativa. “A gravidade da fraude na contagem dos votos é agravada pela nítida parcialidade na condução dos trabalhos. O grupo de oposição, por intermédio da Presidência da CPMI, realizou uma seleção arbitrária de requerimentos para a pauta do dia”.

O documento foi assinado pelos senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Jussara Lima (PSD-PI), Jaques Wagner (PT-BA) e Teresa Leitão (PT-PE), e dos deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Damião Feliciano (União-PB), Átila Lira (PP-PI), Cleber Verde (MDB-MA), Orlando Silva (PCdoB-SP), Romero Rodrigues (Podemos-PB), Alencar Santana (PT-SP), Neto Carletto (PP-BA) e Rogério Correia (PT-MG)

A veículos de imprensa, o senador Carlos Viana disse que espera que o presidente do Senado receba todas as versões do que ocorreu na votação.

“Tenho muita tranquilidade que o regimento da Casa foi cumprido e de que nós temos todas as condições para dar sequência aos requerimentos”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quinta-feira (26), no Palácio do Planalto, líderes apostólicos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, fundada originalmente nos Estados Unidos (EUA), e cujos membros são conhecidos popularmente como mórmons. De acordo com Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o grupo fez uma visita de cortesia ao presidente, e eles trataram do trabalho missionário da igreja no Brasil, incluindo ações de ajuda humanitária.

Os religiosos estavam representados pelo apóstolo Ulisses Soares, a principal autoridade mórmon no Brasil; pelo ex-governador do estado norte-americano de Utah, nos EUA, Michael Leavitt, presidente do Coro e Orquestra do Tabernáculo na Praça do Templo, parte da Igreja Mórmon; e pelo diretor da igreja em Salt Lake City e ex-senador dos EUA, Gordon Smith. Outros três representantes do grupo religioso também participaram da reunião.  

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A Secom informou que, durante o encontro, os apóstolos explicaram a Lula, com mais detalhes, o funcionamento da igreja e o trabalho religioso desenvolvido. Citaram, por exemplo, o envolvimento de seus integrantes no apoio às famílias atingidas pelas enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, em 2024, e se ofereceram para fazer um trabalho similar na ajuda aos atingidos pelas tempestades na Zona da Mata em Minas Gerais, que já resultaram em 59 mortes.

Ainda de acordo com a Secom, os líderes mórmons agradeceram ao presidente pelo trabalho em defesa da liberdade religiosa no Brasil e citaram a sanção, em 2003, durante o primeiro mandato de Lula, da Lei de Liberdade Religiosa, destacando o país como um dos que mais protegem o direito de culto no mundo.

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