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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Donald Trump prometeu se destacar como um pacificador, mas no caso do Irã, adotou a linha-dura. No ano passado, forças americanas apoiaram Israel em sua guerra contra a república islâmica, bombardeando várias instalações nucleares.
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Durante os protestos que sacudiram o Irã em janeiro, Trump advertiu que responderia “muito fortemente” se as autoridades “começassem a matar gente, como fizeram no passado”.
Em seu primeiro mandato, Trump foi o artífice da doutrina de “pressão máxima”, que buscava fragilizar o Irã econômica e diplomaticamente.
Em 2018, o americano retirou os Estados Unidos do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, que previa uma suspensão gradual das sanções impostas ao Irã em troca de garantias de que Teerã não desenvolvesse a bomba atômica.
Os países ocidentais e Israel acusam o Irã de querer desenvolver a bomba atômica, mas Teerã insiste que seu programa unicamente tem fins civis.
Em fevereiro, Irã e Estados Unidos retomaram as conversas indiretas, mas Trump continuou com suas ameaças.
Aiatolá Ali Khamenei
O líder supremo iraniano, de 86 anos, personificou durante muito tempo a atitude desafiadora da república islâmica em relação a seus inimigos, a começar por Estados Unidos e Israel.
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No poder desde 1989, Khamenei tem a última palavra sobre todos os assuntos importantes e supervisiona o avanço do programa nuclear iraniano. Ele defende que o enriquecimento de urânio é um direito soberano.
Expandir a influência regional do Irã ao Líbano, à Síria, ao Iraque e ao Iêmen tem sido um ponto-chave de sua política externa.
Khamenei tem insistido que o Irã “nunca se renderá” aos Estados Unidos e é cético em relação à diplomacia.
Durante os diálogos sobre o programa nuclear de 2025, disse que duvidava que um acordo pudesse “conduzir a algum resultado” e argumentou que os problemas do Irã deveriam ser resolvidos internamente.
Quando foram retomados os diálogos, advertiu que o Irã era capaz de atingir os navios de guerra americanos destacados no Golfo.
“Os americanos deveriam saber que se começarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional”, advertiu.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Equipes de segurança chegam ao lugar aonde caíram pedaços de mísseis iranianos interceptados pelo sistema de defesa de Israel
AFP
Durante décadas, o primeiro-ministro israelense denunciou as ambições nucleares do Irã, seu arsenal de mísseis e seu apoio a grupos armados, vendo em tudo isso uma ameaça existencial.
A resposta de Teerã: Irã lança onda de mísseis contra Israel
A pressão de Netanayhu para que fosse lançada uma ação militar se materializou com a guerra de 12 dias contra o Irã em junho passado. Ele afirma que Israel agirá novamente para evitar que o Irã reforce suas capacidades de ataque.
Netanyahu instou reiteradamente o povo iraniano a derrubar seus governantes e restaurar os laços que os dois países tinham antes da Revolução Islâmica de 1979.
Este mês, advertiu que “se os aiatolás cometerem um erro e nos atacarem, vão experimentar uma resposta que não podem nem imaginar”.
Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã
O filho mais velho do último xá do Irã se posicionou como um líder em potencial em uma eventual transição democrática no Irã, um país ao qual não voltou desde a revolução.
O príncipe Reza Pahlavi, herdeiro do xá do Irã e crítico do regime dos aiatolás: sem consenso na oposição
AFP
O príncipe herdeiro voltou a ficar sob os holofotes depois que muitos manifestantes gritaram “Pahlavi voltará” nas recentes manifestações no Irã.
Análise: Ao lançar ataque contra o Irã sem objetivo definido, Trump evoca fracassos passados dos EUA
O homem de 65 anos convocou os iranianos a se manifestarem e a realizarem protestos em todo o nundo.
Radicado nos Estados Unidos, pediu que Washington interviesse diretamente em apoio aos iranianos para derrubar o regime.
“Estou aqui para garantir uma transição para uma futura democracia secular”, disse Pahlavi à imprensa em Munique em fevereiro.
“Chegou a hora de pôr fim à república islâmica”, acrescentou, voltando a pedir ajuda a Trump.
Ele é uma figura divisiva, sobretudo dentro da oposição iraniana.
Pahlavi tem sido criticado por seu apoio a Israel, para onde fez uma viagem muito noticiada em 2023.
Ele é crítico feroz da repressão cometida pela república islâmica, mas nunca se distanciou dos abusos cometidos durante a época de seu pai no poder.
Mohamed bin Salman, príncipe herdeiro da Arábia Saudita
O príncipe herdeiro da Arábia Saudita e governante de fato do país Mohamed bin Salman compartilha a visão de outros Estados do Golfo: estão felizes de que o Irã seja fragilizado, mas temem que isto gere instabilidade e caos na região.
A Arábia Saudita, cuja população é majoritariamente sunita, é o principal exportador mundial de petróleo e mantém tradicionalmente relações tensas com o Irã, seu rival xiita do outro lado do Golfo.
Meses depois de se tornar príncipe herdeiro em 2017, Mohamed bin Salman causou irritação no Irã ao descrever Khamenei como o “Hitler” do Oriente Médio.
Mas Riad e Teerã restauraram suas relações em 2023, numa aproximação promovida pela China.
A estabilidade regional se tornou o principal objetivo da Arábia Saudita, imersa em um processo de transformação centrado nos setores do turismo e dos negócios, com a ideia de reduzir sua dependência do petróleo.
Em janeiro, a Arábia Saudita e outros países do Golfo pediram a Washington que se mantivesse prudente em relação ao Irã, disseram à AFP fontes da região naquele momento.
Mohamed bin Salman prometeu que não permitiria que fossem realizados ataques contra o Irã a partir do território saudita, onde os Estados Unidos têm uma base militar.
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou neste sábado o ataque coordenado por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que lançou mísseis e drones contra o território israelense e bases americanas em outros países da região. Segundo a ministra, a ofensiva é uma “ameaça à paz e estabilidade do mundo”.
“Nada justifica a ofensiva militar contra populações civis, principalmente quando havia negociações diplomáticas em curso. É mais um ataque irresponsável e autoritário que merece condenação e repúdio, como já se manifestou o governo do presidente Lula por meio do Itamaraty”, escreveu a ministra na rede X, reproduzindo a opinião da gestão Lula sobre o assunto.
Em um comunicado divulgado hoje de manhã, o Itamaraty classificou o ataque como fator de agravamento da instabilidade no Oriente Médio e de risco à paz regional.
“Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, diz a nota. “O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”.
As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados. A recomendação do Ministério das Relações Exteriores é para que os brasileiros estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem.
O ataque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado que a ação tem como objetivos a devastação das Forças Armadas iranianas, do programa nuclear do país e a queda do regime teocrático.
Explosões atingiram Teerã e outras cidades da nação persa, com mísseis lançados a partir de bombardeiros americanos e de Israel, que se somou à ofensiva batizada por Washington como “Operação Fúria Épica”.
As forças iranianas confirmaram uma primeira onda de retaliações por toda a região em países onde há bases americanas, com impactos confirmados em Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes e Kuwait.
— O Irã é o maior patrocinador do terror no mundo e recentemente matou dezenas de milhares de seus próprios cidadãos enquanto eles protestavam nas ruas. Sempre foi a política dos EUA, em particular na minha administração, que esse regime terrorista nunca possa ter uma arma nuclear — afirmou Trump, acrescentando que a operação também pretende “eliminar os mísseis” e “obliterar a Marinha” do Irã.
— Nós minimizamos os riscos para a equipe dos EUA na região. Ainda assim, e não falo isso de forma leviana, o regime iraniano busca matar. As vidas de heróis americanos podem ser perdidas e podemos ter baixas, que frequentemente acontecem em guerra, mas estamos fazendo isso pelo futuro.
Há confirmação de bombardeios em várias cidades iranianas, incluindo Teerã, Tabriz, Kermanshah e Isfahã — esta última, que abriga uma das principais centrais nucleares do país. Na capital, um alvo atingido foi o Gabinete do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que, segundo a agência de notícias Mehr, não ficou ferido.
Testemunhas ouvidas pela agência francesa AFP afirmaram que ao menos três explosões foram ouvidas perto da residência oficial do aiatolá Ali Khamenei. Fontes iranianas ouvidas pela agência Reuters afirmam que altos comandantes militares e funcionários do governo foram mortos nos ataques, mas que Khamenei estaria em um local seguro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (28), que todos os prejuízos causados pelas chuvas nos municípios da Zona da Mata de Minas Gerais serão recuperados. Lula está na região e, à tarde, vai se reunir com os prefeitos Margarida Salomão, de Juiz de Fora; José Damato, de Ubá; e Maurício dos Reis, de Matias Barbosa.

As três cidades estão em situação de calamidade pública. Outros dois municípios – Divinésia e Senador Firmino – encontram-se em emergência.

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“Os prefeitos têm que fazer um trabalho muito sério de levantamento de todos os prejuízos. A única coisa que, lamentavelmente, a gente não pode recuperar é a vida das pessoas que morreram”, disse durante visita a uma das áreas afetadas, em Ubá.

“Aquilo quer for material, que a cidade teve prejuízo, educação, saúde, as casas, nós vamos garantir que as pessoas vão ter de volta”, acrescentou o presidente.

O número de mortes nas enchentes e deslizamentos de terra em Minas Gerais subiu para 66, das quais 60 em Juiz de Fora e seis em Ubá, informou o Corpo de Bombeiros. Três pessoas ainda seguem desaparecidas, sendo duas em Ubá e uma em Juiz de Fora.

Até o momento, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional aprovou recursos no valor de R$ 11,3 milhões para socorrer as três cidades mais afetadas. Esses recursos são voltados tanto para assistência humanitária como para restabelecimento dos serviços essenciais, por intermédio dos planos de trabalho apresentados pelas prefeituras.

Também em Ubá, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que as equipes do governo, incluindo as do Sistema Único de Assistência Social (Suas), estão em toda a região, atuando também nos municípios menores para atender a população e auxiliar na elaboração dos planos.

“Não vai faltar apoio a qualquer município de Minas Gerais, é um tempo que não é curto, aqui tem uma fase, de apoio humanitário, de salvamento, de alimentação, de abrigo, mas agora nós já estamos trabalhando nos projetos também”, disse.

Dias confirmou que haverá a antecipação do pagamento de auxílios. como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Bolsa Família. Os moradores das três cidades em calamidade pública – Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa – também podem solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), limitado a R$ 6.220.

De Ubá a comitiva presidencial segue para Juiz de Fora, onde será realizada a reunião com os prefeitos.

Países árabes e de maioria islâmica do Oriente Médio condenaram amplamente a retaliação do Irã aos ataques de EUA e Israel neste sábado, que incluiu bombardeios com mísseis e drones ao território de muitos deles, provocando caos, fechamento do espaço aéreo e mortes em alguns casos. Autoridades regionais classificaram a resposta iraniana como descalibrada, ferindo a integridade territorial de cada um dos países atacados. Pouco antes de iniciar a represália, Teerã afirmou que qualquer instalação americana ou israelense seria um alvo legítimo.
A Guarda Revolucionária do Irã, braço militar mais ideológico do regime teocrático, afirmou que a onda de ataques retaliatórios incluiu bombardeios as base aérea americanas de al-Udeid, no Catar, al-Salem, no Kuwait , al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e à uma base naval no Bahrein. Explosões também foram ouvidas em Riad, capital da Arábia Saudita, e na base aérea de Muwaffaq Al-Salti, na Jordânia. A mídia estatal iraniana também mencionou um ataque direto a uma base americana no norte do Iraque.
Embora muitos países aliados próximos aos EUA tivessem demonstrado contrariedade a uma ação militar americana contra o Irã pelo temor de retaliações e o impacto negativo para a região — uma vez que os alvos americanos mais próximos se encontram em seus territórios (veja o mapa) — a resposta iraniana abafou qualquer condenação ao novo ato de agressão contra Teerã ou eventuais pedidos de contenção. Em uníssono, os países da região condenaram as ações iranianas.
Liderança regional e para o mundo islâmico — onde está localizada Meca, local mais sagrado para os muçulmanos —, a Arábia Saudita condenou “nos termos mais fortes” os ataques iranianos a países do entorno, sem citar explosões ouvidas em Riad, relatadas por testemunhas.
“O reino condena veementemente e denuncia nos termos mais fortes a brutal agressão iraniana e a flagrante violação da soberania dos Emirados Árabes Unidos, do Reino do Bahrein, do Estado do Catar, do Estado do Kuwait e do Reino Hachemita da Jordânia”, dizia o comunicado oficial divulgado neste sábado, alertando ainda as “consequências graves” para a violação da soberania dos países e dos princípios do direito internacional.
Os Emirados Árabes Unidos — outra potência econômica regional, com laços comerciais fortes com o Ocidente — também condenaram a ação iraniana, confirmando ter sido alvo de ataques diretos do país persa. O Ministério da Defesa do país afirmou ter interceptado com sucesso vários dos projéteis, mas afirmou que ao menos uma pessoa morreu após a onda de ataques — afirmando que uma resposta está em análise.
“Este ataque é uma violação flagrante da soberania nacional e do direito internacional, e que o Estado reserva-se o direito pleno de responder a esta escalada e tomar todas as medidas necessárias para proteger seu território”, afirmou a Defesa emirati, acrescentando que o país está “totalmente preparado e pronto para lidar com quaisquer ameaças”.
O Bahrein, que mais cedo confirmou que projéteis iranianos atingiram instalações da Quinta Frota dos EUA localizada no país, descreveu o ataque de Teerã como uma “ação traiçoeira” da República Islâmica “em flagrante violação da soberania e segurança do reino”. O país recebeu uma base americana como um dos termos previstos nos Acordos de Abraão, de normalização com Israel. Não foram divulgadas informações sobre vítimas ou danos materiais.
*Matéria em atualização
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump fez sua jogada de maior risco desde o retorno à Casa Branca com o ataque “em larga escala” ao Irã nas primeiras horas deste sábado. Os objetivos anunciados no vídeo publicado em sua rede social são bem mais ambiciosos do que os da operação militar de junho de 2025, em meio à guerra de 12 dias de Israel com Teerã, centrado na destruição do aparato nucelar do país. Desta vez, a Casa Branca afirma buscar eliminar a capacidade do regime dos aiatolás de produzir mísseis de longo alcance, “aniquilar a Marinha” persa e pôr um fim à República Islâmica, com ajuda da população, notadamente os manifestantes que vêm sendo reprimidos de forma brutal. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Pelo menos 40 pessoas morreram em um ataque atribuído a Israel em uma escola na província iraniana de Hormozgan, perto do estreito de Ormuz, indicou a imprensa estatal do Irã.
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“O número de mortos da escola primária de meninas de Minab chegou a 40”, disse a televisão estatal, acrescentando que outras 45 pessoas ficaram feridas no suposto ataque na província de Hormozgan.
O balanço anterior registava 24 mortes neste ataque à escola primária de Shajare Tayyebeh, que as autoridades iranianas atribuíram a Israel, como parte da operação lançada com os Estados Unidos neste sábado.
Retaliações iranianas
O Irã afirmou neste sábado ter iniciado uma “primeira onda” de ataques com mísseis e drones contra Israel, em resposta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e pelo governo israelense contra alvos iranianos. Em comunicado, os Guardiões da Revolução disseram que a ofensiva foi direcionada aos “territórios ocupados”, em referência a Israel.
Ao mesmo tempo, a escalada atingiu outros países da região. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e disseram que se reservam o direito de responder aos ataques. O Ministério da Defesa informou que o país foi alvo de um “ataque flagrante com mísseis balísticos iranianos” e que as defesas aéreas interceptaram vários projéteis. Abu Dhabi classificou a ação como “uma escalada perigosa”. No Kuwait, o chefe do Estado-Maior declarou que os sistemas de defesa aérea também interceptaram mísseis detectados no espaço aéreo do país.
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Em um comunicado, o Catar condena uma “violação flagrante” de sua soberania após o ataque iraniano em seu território. O documento foi emitido neste sábado após várias séries de explosões serem ouvidas em toda Doha.
Na nota, o Ministério das Relações Exteriores do Catar expressou “sua firme condenação ao ataque ao território catariano por mísseis balísticos iranianos”. O órgão considera que se trata de uma violação flagrante de sua soberania nacional”, acrescentando “reservar-se o direito total de responder a este ataque”.
Teerã, por sua vez, acusou Washington e Tel Aviv de violar o direito internacional. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, citado pela Al Jazeera, as forças armadas do país estão “totalmente preparadas” para defender o território e farão os “agressores se arrependerem de seus atos”.
De acordo com o comunicado, os ataques contra o Irã atingiram a “integridade territorial e a soberania nacional do país”, incluindo infraestrutura defensiva e também áreas não militares em diferentes cidades. O governo iraniano afirma que a ofensiva representa uma violação da Carta das Nações Unidas e cita o Artigo 51, que trata do direito à autodefesa.
*Esta matéria está em atualização
Imagens exibidas pela televisão estatal do Irã e vídeos que circulam nas redes sociais mostram cenários de destruição em áreas atingidas por ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra Teerã e outras cidades iranianas. As gravações mostram prédios danificados, fumaça e equipes de emergência atuando após as explosões.
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Segundo informações da AFP, os bombardeios atingiram diferentes pontos da capital iraniana neste sábado. Colunas de fumaça foram vistas sobre o bairro de Pasteur, onde fica a residência do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e testemunhas relataram ao menos três explosões na região.
Assista:
TV estatal Iraniana mostra destruição após ataque dos EUA e Israel
Ataques e resposta iraniana
Os ataques ocorreram em meio à escalada de tensão envolvendo o programa nuclear iraniano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o objetivo da operação era eliminar “ameaças iminentes” do Irã, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva buscava remover o que chamou de “ameaça existencial”.
Em resposta aos bombardeios, os Guardiões da Revolução afirmaram que o Irã lançou uma “primeira oleada” de mísseis e drones contra Israel. Em comunicado citado pela Al Jazeera, o grupo declarou que os ataques foram direcionados contra “territórios ocupados”.
As sirenes de alerta foram acionadas em cidades israelenses e explosões foram ouvidas em Jerusalém, segundo as forças armadas do país, que relataram o lançamento de uma nova barragem de mísseis.
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Versão de Teerã
Frame de vídeo mostra pessoas inspecionando os danos em um local atingido após ataques dos EUA e de Israel em Teerã, no Irã
AFP
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel atingiram infraestrutura defensiva e locais não militares em várias cidades. Em nota, o governo classificou a ação como violação do direito internacional e citou o direito à autodefesa previsto na Carta das Nações Unidas.
Segundo o comunicado, as forças armadas iranianas estão “totalmente preparadas para defender o país” e farão com que os “agressores se arrependam de seus atos”.
Ainda de acordo com a AFP, o espaço aéreo de Irã, Iraque e Israel foi fechado após o início dos ataques, enquanto diplomatas americanos no Golfo e civis israelenses receberam orientação para procurar abrigo. Ambulâncias foram mobilizadas em Teerã, mas não havia confirmação imediata de vítimas.
O início da semana de trabalho no Irã foi marcado por cenas de pânico na manhã de sábado, quando bombardeios dos Estados Unidos e de Israel atingiram Teerã e levaram moradores às ruas às pressas. Pais correram para escolas minutos após deixarem os filhos nas salas de aula, enquanto explosões sacudiam diferentes áreas da capital.
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O caos e a incerteza se instalaram à medida que detonações atingiam a cidade densamente povoada, segundo relatos de testemunhas ouvidas pelo The New York Times.
Ali, um empresário de Teerã, contou por mensagem de texto que estava no escritório com diversos funcionários quando ouviram duas explosões, seguidas pelo sobrevoo de caças. Segundo ele, empregados saíram correndo e gritando do prédio. Ele, assim como outros moradores, pediu para não ter o nome completo divulgado por temer pela própria segurança.
No bairro arborizado e de alto padrão de Mirdamad, o morador Hamidreza Zand relatou ter visto ao menos dez caças sobrevoando a região enquanto pessoas corriam para as ruas e alguns motoristas abandonavam carros em meio ao trânsito congestionado. Ao fundo, sirenes de ambulâncias ecoavam enquanto outros residentes tentavam buscar seus filhos nas escolas.
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“Corri para a escola para buscar minha filha no ensino fundamental. As meninas estavam escondidas debaixo da escada e chorando”, disse Ali Zeinalipoor, contatado por um repórter por meio da rede social Clubhouse. “A diretora não sabia o que tinha acontecido — todos estavam com muito medo.”
Do telhado de seu apartamento no bairro de Velenjak, no norte de Teerã, Golshan Fathi afirmou ter visto uma segunda leva de aviões de combate.
“As pessoas estão no telhado olhando para o céu e apontando para baixo. É possível ouvir mulheres gritando. Alguns dos meus vizinhos estão correndo para seus carros”, disse. “Parece que estamos em um filme.”
Na região de Pasdaran, onde fica um grande complexo da Guarda Revolucionária iraniana, moradores relataram múltiplas explosões que chegaram a estremecer janelas.
“Meus filhos estão chorando e assustados, estamos todos encolhidos no banheiro, não sabemos o que fazer. Isso é aterrorizante”, escreveu por mensagem Esfandiar, engenheiro que vive na área.
À medida que surgiam relatos de explosões em outras cidades do país, as comunicações começaram a falhar. Uma moradora chamada Mahsa disse que deixava Pasdaran sem conseguir avisar familiares para onde estava indo.
Quando Israel lançou ataques surpresa contra o Irã em junho passado, os alvos foram principalmente instalações militares e nucleares, além de operações em Teerã que resultaram na morte de integrantes do alto comando militar. Já os bombardeios deste sábado pareceram muito mais amplos, incluindo alvos políticos como o Ministério da Inteligência, o Judiciário e o complexo fechado de Pasteur, onde normalmente residem o presidente e o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, segundo moradores e veículos locais.
Os ataques ocorrem em um momento delicado para o país, cujo governo promoveu no mês passado uma repressão violenta para conter protestos nacionais que exigiam o fim do regime clerical.
Nem todos os iranianos, porém, reagiram com indignação às colunas de fumaça que se erguiam após as explosões. Arian, morador do distrito de Ekteban, a oeste da capital, afirmou que alguns parentes comemoraram os bombardeios. Segundo ele, era possível ouvir pessoas do lado de fora do prédio gritando “Vida longa ao xá”, em referência ao monarca deposto na revolução de 1979 que levou a República Islâmica ao poder.
Enquanto aviões de guerra lançavam ataques pelo país, o presidente Donald Trump divulgou um vídeo dirigido aos iranianos afirmando que “a hora da sua liberdade está próxima” e pedindo que se levantassem contra o governo assim que os bombardeios cessassem.
Alguns iranianos ironizaram o apelo.
“A única coisa em que estamos pensando agora é em chegar a um lugar seguro”, afirmou Laleh, advogada e mãe de dois filhos, em entrevista por telefone. “Ninguém está pensando em protestar neste momento.”
Líderes e autoridades de diversos países reagiram neste sábado aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã e à resposta militar de Teerã, que lançou mísseis e drones contra território israelense. A sequência de ações elevou a tensão no Oriente Médio e provocou alertas internacionais sobre o risco de uma escalada regional.
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Irã diz que forças armadas estão ‘totalmente preparadas’ e promete fazer agressores ‘se arrependerem’ após ataques
Segundo informações da AFP, explosões foram registradas em Teerã após bombardeios contra diferentes áreas da capital iraniana. Fumaça foi vista sobre o bairro de Pasteur, onde fica a residência do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, forças iranianas dispararam mísseis contra Israel, enquanto sirenes de alerta soaram em cidades da região e autoridades orientaram civis a buscar abrigo.
Uma nuvem de fumaça se eleva após uma explosão relatada em Teerã em 28 de fevereiro de 2026. O ministério da defesa de Israel anunciou que havia lançado um “ataque preventivo” contra o Irã.
TTA KENARE / AFP
Reações internacionais
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, classificou os acontecimentos como “perigosos”. Em publicação nas redes sociais, afirmou ter conversado com o ministro das Relações Exteriores de Israel e ressaltou que “a proteção de civis e o respeito ao direito internacional humanitário são prioridades”.
O Ministério das Relações Exteriores da Suíça afirmou estar “profundamente alarmado” com os ataques e pediu que todas as partes exerçam “máxima contenção”, protegendo civis e infraestrutura civil.
Na Ásia, o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, declarou que a ofensiva de Washington e Tel Aviv coloca o Oriente Médio “à beira da catástrofe”. Ele defendeu que Estados Unidos e Irã busquem uma saída diplomática para evitar uma escalada maior do conflito.
A presidente da Eslovênia, Nataša Pirc Musar, também manifestou preocupação. Segundo ela, a região vive uma “grave escalada das tensões”, capaz de comprometer a estabilidade no Oriente Médio.
Já o governo da Austrália adotou tom diferente. O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que o país apoia as ações dos Estados Unidos para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear e declarou solidariedade ao povo iraniano “em sua luta contra a opressão”.
A Ucrânia responsabilizou o governo iraniano pelo agravamento da situação. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que Teerã teve oportunidades de evitar o cenário atual e citou a repressão a protestos e violações de direitos humanos no país.
Frame de vídeo mostra pessoas inspecionando os danos em um local atingido após ataques dos EUA e de Israel em Teerã, no Irã
AFP
Alertas e tensão regional
Em meio ao aumento da instabilidade, as embaixadas da Índia em Israel e no Irã orientaram cidadãos indianos a evitarem deslocamentos desnecessários e acompanharem a evolução da crise.
Israel informou que a ofensiva militar contra o Irã recebeu o nome de “Leão Rugindo”, em referência a uma operação anterior chamada “Leão Ascendente”, realizada durante um conflito recente entre os países.
A Arábia Saudita condenou ataques iranianos contra países vizinhos e classificou as ações como uma “flagrante violação de soberania” de Estados do Golfo e da Jordânia. A declaração foi divulgada após uma série de explosões serem ouvidas em diferentes pontos da região.
Troca de acusações
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os bombardeios conduzidos por Israel e Estados Unidos atingiram infraestrutura defensiva e áreas não militares. Em comunicado, o governo classificou a ação como uma violação do direito internacional e declarou que o país se reserva o direito de responder.
Segundo o texto, as forças armadas iranianas estão “totalmente preparadas para defender o país” e farão com que os “agressores se arrependam de seus atos”.
De acordo com os Guardiões da Revolução, uma “primeira oleada” de mísseis e drones foi lançada contra Israel após os bombardeios. O episódio intensificou temores de que o confronto se amplie para outros países do Oriente Médio.

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