Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

A ex-secretária Aline Barbara Mota de Sá Cabral, que trabalhava para o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, afirmou que tinha acesso ao cofre da empresa e repassava dinheiro ao motorista para pagamentos de insumos para a empresa sob orientação do chefe. Ela não soube precisar quanto havia de dinheiro no cofre.

Aline Cabral prestou depoimento, nesta segunda-feira (2), como testemunha na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Notícias relacionadas:

Ela disse também que não tinha conhecimento da origem do dinheiro e do enriquecimento do empresário.

“Eu não tinha acesso a contas bancárias e não fazia pagamentos”.

O Careca do INSS é investigado por ser suspeito de articular um esquema de fraudes no INSS com descontos em aposentadorias sem autorização.

Aline Cabral afirmou desconhecer a origem dos recursos movimentados por Antunes. Segundo a ex-secretária, ele se apresentou como um “empresário de sucesso” quando a contratou.

Carros de luxo

A ex-secretária, que chegou ao cargo de gerente de recursos humanos, porém, confirmou saber que o empresário era donos de carros de luxo, como Porsche e Mercedes.

Ela ainda negou ter feito anotações relacionando porcentagens a agentes públicos.

“Eu nunca fiz tais anotações. E quando aconteceu a operação [de investigação da Polícia Federal], não era eu a secretária dele”.

Aline Cabral negou participar de decisões estratégicas sobre destinação de recursos.

No início do depoimento, a ex-secretária teve habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para garantir direito ao silêncio. Mesmo assim, ela resolveu responder a algumas perguntas dos parlamentares da CPMI. 

Durante o depoimento, Aline Cabral também negou que tenha comprado passagem ou repassado qualquer recurso para o empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. 

Outro depoimento

A CPMI também tinha programado para esta segunda-feira o depoimento do advogado Cecílio Galvão. A comissão manteve a condução coercitiva e o depoimento deve ocorrer na próxima quinta-feira (5).

Galvão vai ser inquirido sobre supostos contratos milionários com associações investigadas por desvios dos benefícios.

A Guarda Revolucionária do Irã disse ter fechado o Estreito de Ormuz e ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar pelo local, que é uma rota vital para o transporte de petróleo e gás. O comunicado ocorreu nesta segunda-feira.
“Incendiaremos qualquer navio que tente passar pelo estreito de Ormuz”, comunicou o general Sardar Jabbari, em uma publicação no canal de Telegram da Guarda iraniana, segundo a AFP. E continuou: “Também atacaremos os oleodutos e não permitiremos que nem uma única gota de petróleo saia da região. O preço do petróleo alcançará os 200 dólares nos próximos dias”.
O Estreito de Ormuz, situado entre o Irã e Omã, é uma das rotas de exportação de petróleo mais importantes do mundo, sendo responsável por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo. Qualquer interrupção neste fluxo pode impactar nos preços do petróleo bruto, fazendo com que os valores subam acentuadamente, e aumentará os temores de uma escalada regional.
Escalada após morte de líder iraniano
A guerra no Oriente Médio se ampliou nesta segunda-feira ao Líbano, com ataques de Israel em represália a disparos do Hezbollah. O Irã contra-atacou desde o início da ofensiva, tomando como alvo as bases militares americanas e o território israelense. Os mísseis do país, no entanto, também atingiram infraestruturas civis, como edifícios residenciais, hotéis, refinarias, portos e aeroportos em várias monarquias do Golfo consideradas um refúgio de paz no Oriente Médio.
O mapa dos ataques retaliatórios do Irã contra Israel, bases militares dos Estados Unidos e países do Golfo
Arte O Globo
A guerra provocou cenas de caos aéreo, com centenas de voos cancelados, e deixou o estratégico Estreito de Ormuz praticamente paralisado, além de gerar uma disparada dos preços do petróleo e do gás.
Apesar dos ultimatos de Trump, a Guarda Revolucionária anunciou, também nesta segunda, ataques contra o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e contra o quartel-general do comandante da Força Aérea.
Para vingar a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários dirigentes da República Islâmica, Teerã lançou mísseis contra diversos países da região, incluindo vários que abrigam bases americanas. No Kuwait, uma coluna de fumaça foi vista na embaixada dos Estados Unidos e três aviões militares americanos caíram, sem provocar vítimas, devido a um erro das defesas antiaéreas locais.
Uma menina de 10 anos foi atacada por uma leoa enquanto alimentava o animal no Zoológico do Parque Zhongshan, na província de Guangdong, no leste da China, em um episódio que gerou vídeos amplamente compartilhados nas redes sociais e levantou questionamentos sobre medidas de segurança em unidades de exposição de animais selvagens.
Mãe de apresentadora desaparece nos EUA: homem é detido à porta de idosa após circular dezenas de vezes na rua
Ofensiva iraniana: britânico mostra estragos em apartamento após ataque de drone em Dubai; vídeo
Imagens amadoras mostram a criança posicionada próxima às barras do recinto dos leões quando uma das leoas estendeu a pata pelo vão e segurou a perna ou a roupa da menina, tentando puxá-la em direção ao interior do espaço destinado aos felinos. A criança gritou enquanto um funcionário do zoológico intervinha, usando um objeto metálico para afastar o animal e libertá-la após cerca de 30 segundos de tensão. Veja o vídeo:
Initial plugin text
Segundo autoridades do zoológico, a menina sofreu apenas ferimentos leves na perna e foi levada a um hospital local, onde recebeu tratamento e profilaxia contra raiva antes de receber alta. O parque suspendeu o funcionário responsável por permitir o acesso da visitante a uma área considerada não autorizada para o público e anunciou o fechamento temporário das instalações para revisão de procedimentos de segurança.
Vídeo mostra momento em que menina de 10 anos é atacada por leão em zoo na China através das grades, criança teve apenas ferimentos leves
Reprodução | X
Nas redes sociais, internautas ressaltaram a facilidade com que a menina teve acesso ao local e questionaram a supervisão disponível no momento do ataque.
Representantes do parque não divulgaram detalhes sobre mudanças nos protocolos de visita ou quando as atividades poderão ser retomadas. Autoridades de fiscalização local indicaram que uma investigação formal será conduzida para apurar responsabilidades.
A guerra no Oriente Médio — iniciada no último sábado após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irã — tem se expendido para países vizinhos. Entre os atingidos está o Catar, que mantém seu espaço aéreo e acessos pelo mar fechados desde então. Com esse cenário, que não tem previsão de melhora, em especial após a coletiva do presidentes dos EUA, Donald Trump, em que afirmou que os ataques ao Irã podem se estender por semanas, o calendário esportivo também sofre impacto.
AO VIVO: Guerra no Oriente Médio cresce com múltiplos fronts e ataques entre Israel e Hezbollah; ações do Irã aumentam tensão com Europa
Quem era a viúva de Ali Khamenei, morta em bombardeios ao Irã durante ataques dos EUA e de Israel
Partidas estão suspensas em solo catari desde então. E sem um futuro de tranquilidade à frente, pode colocar em xeque a realização da Finalíssima, marcada para ser disputada entre Espanha e Argentina no Estádio Lusail, em 27 de março.
Nesse contexto, Luis de la Fuente, técnico da seleção espanhola, falou à Rádio Nacional do seu país e foi questionado sobre a partida que tem gerado tantas controvérsias desde 2024, entre o calendário europeu lotado e a clara relutância, dos próprios técnicos, em realizá-la poucos meses antes da Copa do Mundo de 2026.
O treinador, campeão da Eurocopa, ofereceu detalhes sobre a situação em torno de uma partida que já tinha esgotado seus 89 mil ingressos.
— Sabemos que conversas e negociações estão em andamento. A prioridade, obviamente, é que a sociedade ponha fim ao conflito. Agora, como eles já estão envolvidos e não sabemos quanto tempo isso vai durar, estão tentando encontrar uma solução — explicou o treinador, com certa hesitação.
No entanto, as poucas palavras que dedicou ao assunto foram suficientes para concluir que a tão aguardada partida não corria o risco de ser adiada, pelo menos por enquanto. De la Fuente insinuou que uma alternativa estava sendo considerada pelos organizadores:
— Até que possa ser disputada lá, a solução, pelo que entendi, seria encontrar outro local, se possível.
Enquanto alguns se mostram otimistas e esclarecem que a decisão do Catar é provisória devido ao início dos bombardeios ocorridos nas últimas horas, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, país aliado de Israel, pareceu simultaneamente descartar qualquer garantia e afirmar que as operações militares contra o Irã poderiam durar pelo menos “quatro semanas”.
A Finalíssima está marcada para 27 de março há alguns meses, antes da escalada de tensão que culminou nos ataques, então o prazo estipulado por Trump pode comprometer a realização da partida. Diante deste cenário, Luis de la Fuente foi perguntado diretamente em entrevista à Rádio Nacional sobre as intenções da partida ser mantida.
— Eu entendo, acredite, que sim, a ideia é manter essa data e a partida. Acho que é para aí que todas as negociações estão caminhando, por parte das pessoas que estão trabalhando nisso, claro, em todos os níveis — concluiu o ex-jogador de 64 anos.
Galerias Relacionadas

A Consultoria Legislativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recomendou a rejeição do projeto de lei que autoriza a capitalização do Banco de Brasília (BRB) pelo governo do Distrito Federal (GDF), incluindo a possibilidade de venda ou transferência de imóveis públicos ao banco. Em nota técnica de 112 páginas, os especialistas apontam ausência de informações essenciais para a admissibilidade da proposta e destacam riscos fiscais, jurídicos e patrimoniais.

“À luz dos documentos apresentados e das lacunas de transparência identificadas, as salvaguardas mínimas que a CLDF deve adotar consistem na rejeição do PL em sua redação atual”, afirma trecho do documento.

Notícias relacionadas:

Entre as falhas listadas, estão a inexistência de estimativa de impacto orçamentário-financeiro, a ausência de comprovação de compatibilidade com a Lei Orçamentária Anual, o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias, além da falta de avaliação econômica prévia dos bens públicos que poderiam ser transferidos ao banco.

A consultoria também cita o Artigo 51 da Lei Orgânica do DF, que exige autorização legislativa acompanhada de comprovação de interesse público e avaliação prévia dos ativos. Segundo os técnicos, a inexistência de laudos anexados torna a autorização “vulnerável a ações populares e de improbidade administrativa”.

No mérito, o estudo alerta que a transferência de imóveis pertencentes a empresas públicas como a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e a Companhia Energética de Brasília (CEB) envolve “riscos fiscais, patrimoniais e jurídicos significativos”.

Impacto sobre mercado imobiliário

Os técnicos ainda mencionam o risco de “choque de oferta” no mercado imobiliário, caso vários terrenos sejam colocados à venda simultaneamente, o que poderia desvalorizar o patrimônio público. Também alertam para limites regulatórios do sistema bancário, como o Índice de Imobilização, que restringe a concentração de ativos imobilizados no patrimônio líquido do banco.

Outro ponto sensível é a possibilidade de capitalização por meio de empréstimos. A nota técnica cita o Artigo 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda operações de crédito entre instituição financeira estatal e o ente controlador. Ainda que o governo sustente tratar-se de troca de ativos, os técnicos mencionam entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU) segundo o qual aportes destinados a cobrir prejuízos sem expectativa real de retorno podem configurar “socorro ilegal”.

Limite ultrapassado

Enviado à Câmara Legislativa no último dia 21, o projeto prevê a contratação de operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões. Esse valor, segundo a consultoria, pode ultrapassar o limite anual fixado pelo Senado Federal para o Distrito Federal. O estudo também aponta risco de “contágio fiscal”.

A nota também cita um possível impacto do empréstimo na nota de capacidade de pagamento (Capag) do DF, atualmente classificada como nível C pelo Tesouro Nacional. Com essa nota, o governo do DF não pode contrair empréstimos com garantia da União, em que o Tesouro cobre eventuais inadimplências da unidade da Federação.

Advertência

Em meio à análise legislativa, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa Souza, reuniu-se na manhã desta segunda-feira (23) com deputados distritais. No encontro, ele afirmou que, sem a aprovação do projeto, “o banco para de funcionar”.

Embora a reunião tenha ocorrido a portas fechadas, Souza entregou aos deputados distritais um documento com a cópia do discurso. Segundo ele, apesar do impacto reputacional e da identificação de irregularidades relacionadas às carteiras adquiridas, não houve paralisação das atividades nem omissão da atual gestão. O dirigente afirmou que, dos R$ 12 bilhões em ativos adquiridos com suspeita de fraude, R$ 10 bilhões já foram liquidados ou substituídos.

Possíveis consequências

Souza defendeu que o projeto “não é um cheque em branco”, mas instrumento para assegurar a sobrevivência da instituição. Ele listou possíveis consequências da não aprovação da proposta, como interrupção de transferências de renda de programas sociais, paralisação do sistema de bilhetagem do transporte público, suspensão de linhas de crédito imobiliário, rural e para micro e pequenas empresas, além de impacto sobre 6,8 mil empregados.

“O que está em debate aqui não é o passado. É a estabilidade futura do DF”, declarou o presidente, segundo a cópia do discurso, ao advertir que a eventual descontinuidade do banco pode gerar risco sistêmico e comprometer décadas de atuação da instituição no desenvolvimento econômico do Distrito Federal.

A versão mais recente do projeto foi protocolada pelo GDF após prejuízos decorrentes da compra de carteiras de crédito do Banco Master. A proposta autoriza o DF, como acionista controlador, a contratar operações de crédito com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou outras instituições financeiras. O projeto também prevê o aumento de capital do banco por meio da transferência de bens móveis ou imóveis e a eventual venda de ativos públicos, para levantar recursos para a instituição.

Mansoureh Khojasteh, viúva do líder supremo do Irã Ali Khamenei, morreu nesta segunda-feira, devido aos ferimentos causados pelos bombardeios de sábado nos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel ao país persa. As ações culminaram no assassinato do aiatolá, seus filhos e sobrinha. Khojasteh tinha 79 anos e estava internada, em coma, desde então. A informação foi confirmada nesta segunda por autoridades iranianas.
AO VIVO: Guerra no Oriente Médio cresce com múltiplos fronts e ataques entre Israel e Hezbollah; ações do Irã aumentam tensão com Europa
Guerra no Oriente Médio: quem são os comandantes mortos em ofensiva de EUA e Israel
Mansoureh conheceu Ali Khamenei em uma cerimônia privada em 1964. Eles se casaram no ano seguinte. Junto, o casal teve quatro filhos e duas filhas, sendo eles, em ordem, Mostafa, Mojtaba, Masoud, Meysam, Boshra e Hoda.
Sempre com um perfil discreto mantido durante todo o período de liderança do marido, Mansoureh raramente aparecia em público. Ela nasceu em uma família religiosa em Mashhad, a segunda maior do Irã. Ela era filha de Mohammad Esmaeil Khojasteh Bagherzadeh, um famoso empresário da região.
Initial plugin text
Após a confirmação da morte de Mansoureh, fragmentos de uma antiga entrevista, que teria sido concedida por ela e publicada em 1993 traz alguns poucos detalhes sobre a vida de casada com o líder supremo do país. Entre os assuntos abordados estavam o dia a dia na casa da família, com os quatro filhos tendo nascido antes da Revolução Iraniana, que derrubou o Xá Reza Pálavi, e as duas filhas depois da mudança de governo.
Ali Khamenei foi preso seis vezes por protestar contra o governo do Xá. Segundo a entrevista de Mansoureh, ela o visitou na prisão. O aiatolá ainda foi obrigada a deixar o Irã por seis anos ao ser exilado.
Em comunicado à televisão estatal iraniana, o clérigo recém-eleito, Alireza Arafi, afirmou que a nomeação de um novo líder supremo do país será feita “rapidamente”. A Assembleia de Peritos, composta por 88 membros, um grupo formado principalmente por clérigos, escolherá um substituto para o líder supremo, morto no sábado. Apesar das movimentações, ainda não há uma definição sobre quem irá suceder Khamenei, que ficou à frente do país por 35 anos.
Conflito se espalha
A morte de Mansoureh foi anunciada em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que se expandiu no começo desta semana, com ataques ao Líbano e Israel. Países europeus classificaram como “cegos e desproporcionados” os ataques iranianos contra países vizinhos e contra Israel — onde ao menos nove pessoas morreram, segundo serviços de emergência. A declaração ocorreu mesmo o país tendo colocado em seu radar alvos militares, como bases dos EUA, que serviram como ponto de apoio para os ataques sofridos.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em coletiva que a guerra contra o Irã foi projetada para durar de “quatro a cinco semanas”, mas que pode “ir muito além”. Até a manhã desta segunda-feira, mais de 550 mortes haviam sido confirmadas em solo iranianos, além de mais de 740 feridos, segundo a Crescente Vermelho, organização humanitária que atua em países muçulmanos. Já Israel matou 52 pessoas e deixou mais de 150 feridos no Líbano, expandindo o conflito para a região.
No domingo, França, Alemanha e Reino Unido declararam que estão prontos para adotar “ações defensivas necessárias e proporcionadas” contra o Irã e não comentaram sobre o número de mortos nos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel, seus aliados.
Leia: EUA e aliados do Golfo criticam ‘escalada perigosa’ do Irã; veja onde República Islâmica já atacou
Em meio à escalada, Washington confirmou as primeiras mortes de soldados americanos na operação contra o Irã, baseados no Kuwait. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, por sua vez, afirmou que Teerã não estabelece “nenhum limite” ao seu direito de defesa, classificando a ação dos EUA como “ato de agressão”.
Segundo a rede al-Jazeera, os confrontos e ataques já alcançaram Irã, Israel, Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Líbano e Chipre. Em muitos casos, os projéteis foram interceptados por sistemas de defesa aérea, mas ainda assim houve mortos, feridos e danos à infraestrutura civil e militar.
Dez panamenhos foram detidos no sábado em Cuba e são acusados de serem “autores de atos de propaganda” contra o governo, informou nesta segunda-feira o Ministério do Interior (Minint). A detenção ocorreu três dias depois de guarda-costas cubanos interceptarem, na quarta-feira, uma lancha procedente dos Estados Unidos com dez pessoas armadas a bordo, que tentavam se infiltrar no país “com fins terroristas”, em meio ao aumento das tensões com Washington.
Flexibilização: após autorização dos EUA, empresas privadas em Cuba começam a importar combustível diante de crise energética
Presidente americano: Trump diz que os EUA estão considerando uma ‘tomada de controle amigável’ de Cuba; venda de petróleo é parte-chave de plano
Os panamenhos detidos entraram em Cuba “com o propósito de confeccionar cartazes com conteúdos de caráter subversivo contrários à ordem constitucional”, afirmou o Minint em comunicado divulgado pela televisão cubana.
O ministério destacou que os envolvidos “reconheceram ser os autores dos fatos” ocorridos em Havana na madrugada de sábado.
Initial plugin text
Segundo as investigações, que ainda estão em andamento, “uma vez cumprido o objetivo, eles deveriam deixar o país e, ao retornar ao Panamá, receberiam uma quantia em dinheiro que, de acordo com suas primeiras declarações, varia entre 1.000 e 1.500 dólares para cada um”, informou o Minint.
Um policial de Jacksonville foi preso acusado de falsificar mais de 200 horas de trabalho extra (overtime) e receber ilegalmente mais de US$ 14 mil (cerca de R$ 72,5 mil, na cotação atual) em pagamentos indevidos, informou o xerife T.K. Waters em coletiva de imprensa nesta quinta-feira.
Ofensiva iraniana: britânico mostra estragos em apartamento após ataque de drone em Dubai; vídeo
Mãe de apresentadora desaparece nos EUA: homem é detido à porta de idosa após circular dezenas de vezes na rua
Segundo a investigação, o oficial Christian R. Madsen, de 31 anos, chegou a registrar horas extras que coincidiram com períodos em que ele estava na residência da chefe da divisão de patrulha, Jaime Eason, com quem mantinha um relacionamento romântico, disse Waters.
O xerife explicou que a denúncia sobre o suposto esquema chegou ao conhecimento da unidade de integridade em 12 de fevereiro, e a apuração concentrou-se no período de 1º de dezembro de 2025 a 7 de fevereiro de 2026.
— Iniciamos a apuração há cerca de três semanas e descobrimos que ele havia viajado até a casa dela durante essas horas extras, e havia um relacionamento. Foram necessárias três semanas de trabalho intenso dos detetives para construir um caso forte e trazê-lo à justiça, afirmou Waters.
Madsen enfrenta três acusações de crime grave: furto qualificado, fraude organizada e má conduta oficial, todas de terceiro grau. Ele foi suspenso do cargo, e a promotoria busca sua demissão definitiva da corporação.
O xerife ressaltou que a política do escritório proíbe que funcionários que se tornam relacionados romanticamente permaneçam em posições que gerem conflitos de interesse, e exige notificação imediata à supervisão para mitigar riscos à agência. Até o momento, Waters disse que não há evidências de que Eason tenha aprovado ou autorizado diretamente as horas extras falsificadas pelo oficial.
Após uma conversa com Waters, Jaime renunciou ao cargo de chefe da divisão de patrulha e agora passa por um processo administrativo interno, segundo a autoridade. O xerife enfatizou que casos do tipo prejudicam a confiança pública e que a investigação do departamento continuará a buscar transparência e responsabilidade dentro da agência.
Diversas empresas privadas em Cuba realizaram suas primeiras importações de combustível em meio à escassez na ilha, causada pela pressão dos Estados Unidos, confirmaram fontes à AFP nesta segunda-feira. Washington, que impõe um embargo energético de fato contra Havana, declarou na semana passada que autorizaria a venda de petróleo e gás para Cuba, desde que as empresas garantam que o combustível seja destinado a cidadãos e empresas privadas.
Trump: EUA estão considerando uma ‘tomada de controle amigável’ de Cuba; venda de petróleo é parte-chave de plano
À beira do colapso: Sem petróleo da Venezuela, crise de Cuba se aprofunda e expõe fragilidades estruturais
O proprietário de uma empresa privada cubana disse à AFP, sob condição de anonimato, que realizou a primeira importação de um contêiner ISO (um contêiner usado para transportar combustível) dos Estados Unidos. O empresário, que atua na distribuição atacadista de alimentos, disse que o contêiner ISO chegou no final da semana passada ao porto cubano de Mariel, a cerca de 50 quilômetros a oeste de Havana, e que ele já o transportou para a capital para começar a utilizá-lo.
“Já posso usar”, comentou, acrescentando que estão trabalhando para “garantir o próximo” carregamento de outro contêiner, depois que a ilha comunista, pela primeira vez em quase 70 anos, autorizou a importação de combustível por canais privados no início de fevereiro. “Não podemos funcionar sem combustível”, declarou.
Segundo Oniel Díaz, consultor do setor privado cubano, pelo menos dois clientes de sua empresa também importaram combustível para a ilha.
— Temos dois clientes que já importaram contêineres ISO com combustível — disse Díaz, mas insistiu que isso não significa que “todos” [empresas privadas] possam recorrer a esse método para lidar com a escassez de combustível, devido a desafios logísticos e financeiros.
Initial plugin text
A crise energética que Cuba já enfrentava se agravou em janeiro, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bloqueou os carregamentos de petróleo da Venezuela para a ilha após a captura de Nicolás Maduro por forças especiais americanas.
Embora Washington tenha agora flexibilizado seu veto às exportações de petróleo para Cuba, incluindo o petróleo venezuelano, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a ilha precisa mudar “drasticamente” e culpou seus líderes pela crise econômica e energética que assola a nação caribenha. Rubio alertou, contudo, que as sanções seriam restabelecidas caso o petróleo acabe nas mãos de empresas controladas pelo governo ou instituições militares, que dominam a economia da ilha.
— Cuba precisa mudar. Precisa mudar drasticamente, porque essa é a sua única chance de melhorar a qualidade de vida de seu povo — disse o secretário dos EUA a jornalistas.
Diante dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã ocorridos desde o sábado (28), as tensões e a escala de violência espalharam pelo Oriente Médio. Desde então, o espaço aéreo e viagens por mar sofreram cancelamentos e alterações. Entre os serviços afetados está o cruzeiro MSC Euribia, confirmou a Reuters com a MSC, empresa responsável pela embarcação.
Após ataques dos EUA e Israel: Guerra no Oriente Médio cresce com múltiplos fronts e ataques entre Israel e Hezbollah; ações do Irã aumentam tensão com Europa
Guerra no Oriente Médio: Acompanha a cobertura completa
Ataque ao Irã: Vídeo mostra o momento em que piloto se ejeta e é resgatado no Kuwait
De acordo com a agência de notícia, nesta segunda-feira (2), um porta-voz da MSC Cruises afirmou que a embarcação seguirá no porto de Dubai de acordo com orientações das autoridades militares regionais dos Estados Unidos, um dos países responsáveis pela escalada dos ataques na região.
“Estamos em contato ativo com embaixadas e ministérios das Relações Exteriores para garantir que tenham as informações relevantes sobre seus cidadãos a bordo e para entender quaisquer planos de repatriação que estejam sendo desenvolvidos”, afirmou o porta-voz à Reuters.
As atividades a bordo do navio seguem normalmente, apesar da suspensão do roteiro que previa paradas no Catar e no Bahrein, informaram agências internacionais.
Veja o vídeo: Aviões militares dos EUA caem no Kuwait em terceiro dia de conflito com o Irã
Procurada pela reportagem do GLOBO, a MSC Cruzeiros, braço da empresa no Brasil, não respondeu sobre as questionamentos acerca da suspensão do itinerário da viagem.
O navio MSC Euribia tem capacidade para mais de 6 mil passageiros e cerca de 1,5 tripulantes. No site da empresa consta que a embarcação recebeu esse nome em referência à “antiga deusa Euríbia, que controlava os ventos, o clima e as constelações para dominar os mares”. O navio ainda conta com “inúmeras obras de arte originais e, pela primeira vez, o casco em si é uma obra-prima visual”, destaca a MSC em seu site.
No site há a opção de compra de pacote para a próxima viagem, programada, até o momento, para ocorrer em no próximo dia 11. O itinerário prevê três noites do mar, com partida de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, passando por Dubai, também no país, e pela costa do Catar. Entre as opções de viagem estão reserva antecipada a partir de R$ 2.146 por adulto, desde que com pacote a partir de uma pessoa, passando a R$ 2.626 por pessoa em caso da opção com bebidas inclusas.
A embarcação oferece, entre os atrativos, quatro piscinas, “incluindo um dos maiores e mais complexos parques aquáticos dos mares”, destaca a empresa; a principal com 1.700 metros quadrados. Há ainda espaço para compras com leque de lojas, spa, opções de restaurantes, incluindo de gastronomias locais. Crianças e adolescentes têm à disposição espaços especiais e programações voltadas de acordo com a faixa etária.
Galerias Relacionadas

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress