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Uma mulher de 26 anos, autuada por dirigir sob efeito de álcool, foi presa no Texas, nos Estados Unidos, após atravessar uma cena de crime isolada pela polícia e passar com o carro sobre o corpo de um homem que havia morrido atropelado horas antes. O caso ocorreu na noite de sexta-feira (27) e é investigado pelas autoridades do condado de Bexar.
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Segundo o xerife Javier Salazar, a vítima, um homem de 61 anos que ainda não teve a identidade divulgada, estava atravessando uma rodovia estadual quando foi atingida inicialmente pelo retrovisor de um veículo, perdeu o equilíbrio e caiu na pista. Na sequência, outro motorista não conseguiu frear a tempo e acabou atropelando o homem.
De acordo com a polícia, não há indícios de crime por parte dos condutores envolvidos no primeiro acidente.
Motorista atravessou área isolada
Enquanto os investigadores analisavam o local e o corpo já estava coberto e a área delimitada com fita policial, a motorista Tionne Spears teria atravessado o bloqueio e passado com o carro sobre a vítima.
Ainda segundo o xerife, a mulher quase atingiu agentes que trabalhavam na ocorrência. Após ser abordada, os policiais constataram que ela apresentava sinais de embriaguez.
Durante a abordagem, os agentes também encontraram com Spears uma planta conhecida como khat, substância estimulante originária da África que pode provocar sensação de euforia e aumentar a resistência à dor, explicou Salazar. Ainda não está claro, segundo ele, qual foi o impacto da substância no comportamento da motorista.
“Faço este trabalho há 33 anos e nunca tinha visto alguém atravessar uma cena de crime dessa forma e passar por cima de um corpo que já estava na estrada”, afirmou o xerife. Ele acrescentou que, apesar da gravidade da situação, nenhum investigador ficou ferido.
Spears foi levada para o Centro de Detenção de Adultos do Condado de Bexar e autuada por dirigir sob efeito de álcool, vilipêndio de cadáver e posse de substância controlada. De acordo com o site Law & Crime, ela pagou fiança de US$ 14,1 mil e deve comparecer à Justiça em 30 de março.
Agentes da polícia responderam a chamados de disparos de arma de fogo contra o Templo Emanu-El, no bairro de North York, em Toronto, pouco antes das 23h (horário local) de segunda-feira. A informação foi confirmada pelo delegado Robert Johnson, em coletiva de imprensa realizada na terça-feira pelo Departamento de Polícia de Toronto.
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Apesar da intensidade do ataque, ninguém ficou ferido. O prédio, no entanto, sofreu danos cuja extensão ainda não foi detalhada pelas autoridades. Diversas cápsulas de balas foram encontradas próximas à porta principal do templo.
Em publicação nas redes sociais, a liderança da instituição afirmou que cerca de 20 tiros foram disparados contra o edifício.
Segundo o delegado Johnson, testemunhas relataram que um veículo foi visto deixando o local logo após os disparos. Até o momento, não há descrição oficial de suspeitos. A força-tarefa de armas e gangues do departamento conduz a investigação em conjunto com a unidade especializada em crimes de ódio.
A rabina Debra Landsberg informou, em comunicado, que a celebração de Purim no templo havia terminado aproximadamente uma hora antes do ataque. As luzes já estavam apagadas, mas ela e um pequeno grupo ainda permaneciam na propriedade no momento dos disparos.
“É assustador que isso tenha acontecido logo após nossa celebração de Purim — uma noite repleta de alegria, risos e comunhão”, afirmou a liderança do templo. “Ver essa alegria seguida tão rapidamente por violência e intimidação é profundamente perturbador.”
Horas antes do ataque, o templo havia divulgado imagens do festival de Purim, com fiéis fantasiados, bandejas do tradicional doce hamantaschen e brinquedos infláveis para crianças.
Purim celebra a frustração de um complô para exterminar a população judaica na antiga Pérsia, conforme descrito no Livro de Ester, e é tradicionalmente marcado por festas e fantasias. Tanto o delegado Johnson quanto representantes do templo anunciaram reforço na segurança ao redor da instituição.
“Membros da comunidade judaica de Toronto têm vivenciado um aumento profundamente preocupante do antissemitismo”, declarou o delegado.
Desde 7 de outubro de 2023 — data do ataque do grupo extremista Hamas contra Israel — a polícia de Toronto registrou 309 prisões e 858 acusações relacionadas a crimes de ódio. As autoridades não especificaram quantos desses casos estão diretamente ligados ao antissemitismo.
Nos Estados Unidos, a Liga Antidifamação informou que o número de incidentes antissemitas quase triplicou no ano seguinte ao ataque.
A Justiça francesa abriu investigação para apurar se Mohamed Al Fayed, ex-proprietário da loja de departamentos Harrods e pai de Dodi Al Fayed, que namorou a princesa Diana, esteve à frente de uma rede de abusos sexuais. Advogadas de denunciantes afirmam que o esquema teria operado de forma estruturada e o comparam ao do criminoso sexual Jeffrey Epstein.
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Várias mulheres foram ouvidas em Paris no âmbito do inquérito. Entre elas está Kristina Svensson, ex-funcionária do hotel cinco estrelas Le Ritz, na capital francesa, que pertenceu a Al Fayed. Ela trabalhou como assistente do empresário entre 1998 e 2000.
— Cada vez que me via, ele me agredia — declarou à AFP.
Al Fayed, de origem egípcia, morreu em 2023 e não chegou a ser processado. Em dezembro de 2024, a polícia de Londres informou que 90 mulheres o acusavam de agressões sexuais e estupros ao longo de 35 anos, entre 1977 e 2014.
As vítimas criticam a condução das investigações no Reino Unido e depositam expectativas na atuação das autoridades francesas para esclarecer se o suposto sistema também operou em território francês.
Interrogatórios e novas frentes de apuração
Rachael Louw, hoje com 54 anos, foi ouvida em 10 de fevereiro pela OCRTEH, órgão francês especializado no combate ao tráfico de pessoas. Ela tinha 23 anos quando, segundo relata, foi enviada ao iate de Salah Fayed, irmão de Mohamed, na Riviera Francesa.
À AFP, afirmou ter sentido “alívio” após depor.
— A Justiça francesa avança muito mais rápido e não minimiza o que nos aconteceu, ao contrário dos investigadores do Reino Unido — disse.
Em 2025, o Ministério Público de Paris abriu investigação por tráfico qualificado de pessoas, lenocínio e estupros. Para Louw, a decisão “mostra que considera as agressões em seu conjunto e que não tem medo de enfrentar um sistema organizado”.
Exames médicos e suspeita de triagem
Louw trabalhava como vendedora na Harrods quando chamou a atenção de Mohamed Al Fayed. No verão de 1994, passou por uma consulta médica descrita como “prévia à sua contratação no escritório do presidente da Harrods”.
Segundo relato, o procedimento incluiu exame pélvico, citologia, “avaliação mamária completa” e teste de HIV, indo além do exigido em contratos de trabalho. Relatório médico encaminhado à empresa mencionava detalhes como uso de pílula anticoncepcional, situação familiar e que sua higiene pessoal era “excelente”.
— É um médico que aceita enviar informações confidenciais para dar armas ao estuprador — afirma a advogada Eva Joly, que representa Louw, Svensson e outras denunciantes: — Essas jovens eram como carne, da qual se quer saber se é boa para consumo.
Louw diz que a Justiça francesa “colocou as palavras adequadas” ao classificar esses exames como potenciais estupros.
Após a triagem, encontros teriam sido organizados com Salah Fayed, morto em 2010, em sua residência em Park Lane, em Londres. Louw afirma que foi drogada com “uma mistura de crack e cocaína” e agredida sexualmente. Posteriormente, aceitou trabalhar como assistente do empresário na França.
Relatos de isolamento e coerção
Segundo Louw, ela foi enviada de avião particular para um iate na Riviera. O passaporte teria sido confiscado. “Nada” correspondia ao que imaginara.
— Eu esperava organizar os dias de Salah Fayed, mas só se esperava que eu estivesse constantemente com ele — relatou.
Ela descreve jantares com convidados ricos e mais velhos, acompanhados de “jovens garotas”, em ambiente de “muito contato físico”. Afirma que o namorado, funcionário da Harrods, foi demitido após manter contato com ela.
Em uma ocasião, contou, acordou com Salah Fayed em sua cama.
— Acordei e disse: ‘O que você está fazendo?’ E ele respondeu: ‘Estou me sentindo sozinho’. Fiquei petrificada a noite toda, sem dormir. Era como uma tortura. Eu estava aterrorizada de que ele pudesse interpretar qualquer movimento como um convite para me tocar.
Ela também relata episódio na mansão de Mohamed Al Fayed em Saint-Tropez, envolvendo uma jovem descrita como mais nova. “Se fui drogada ou não, não posso afirmar com certeza”, afirmou.
Temendo nova viagem em uma embarcação com apenas um quarto, decidiu deixar o local. Reservou voo comercial e solicitou a devolução do passaporte, o que teria provocado reação de fúria.
De volta, diz ter bloqueado as lembranças para “sobreviver”.
Silêncio, acordos e documentário
Louw afirma que acreditava estar impedida de falar por um acordo de confidencialidade assinado à época da contratação. Mudou de posição após assistir, em setembro de 2024, a um documentário da BBC sobre a família Al Fayed.
— Tomei consciência do que havia feito parte e do quanto poderia ter sido pior, se eu não tivesse tido a sorte de conseguir escapar… Falo porque deve haver um custo para os criminosos, para que não continuem incentivando os próximos. Se nós, mulheres, não denunciarmos, nos tornamos cúmplices da nossa própria opressão — acrescentou: — Homens poderosos nunca mudarão um sistema que os beneficia.
‘Microfones e câmeras’
Kristina Svensson chegou à França em 1993 e foi contratada pelo Ritz por meio de agência de trabalho temporário. Segundo ela, a promessa era atuar como assistente de Al Fayed após a morte de Dodi Al Fayed e da princesa Diana.
Relata que, na entrevista, as perguntas focaram sua aparência e que teria sido comparada à esposa do empresário. Em Londres, diz ter sido submetida a exame ginecológico obrigatório, no qual acredita ter sido drogada.
Descreve encontros em que aguardava sozinha em um quarto até a chegada de Al Fayed. Afirma ter sofrido agressões sexuais e tentativas de estupro durante as quais “ele ria”.
Questionada sobre por que permaneceu no emprego, respondeu que era estrangeira, sem rede de apoio e desconhecia seus direitos trabalhistas.
Svensson afirma que funcionários a advertiam sobre a existência de “microfones e câmeras por toda parte no Ritz”. Em Saint-Tropez, teria sido aconselhada por uma governanta a trancar a porta do quarto à noite.
Em nota, o Ritz declarou estar “profundamente entristecido com os testemunhos e as acusações de abuso”, que “considera com a maior seriedade, e está disposto a cooperar plenamente com as autoridades judiciais”.
“A segurança e o bem-estar de nossos colaboradores, visitantes e clientes constituem nossa prioridade absoluta”, informou o hotel.
Investigação em curso
Para as advogadas das denunciantes, os relatos indicam a existência de um “sistema poderoso”, com “numerosos aspectos” semelhantes ao esquema atribuído a Jeffrey Epstein.
— Como no caso Epstein, nos Fayed há um consumo frenético de jovens mulheres e um sistema organizado para consegui-las. O esquema é o mesmo: seleção de jovens vulneráveis, transporte, hospedagem, isolamento e dinheiro, usado para intimidar ou infiltrar-se — afirmou Eva Joly.
Embora parte dos fatos possa estar prescrita, as investigações buscam identificar possíveis vítimas cujos casos ainda possam ser judicializados.
— Estamos apenas no início da reconstrução do quebra-cabeça na França — disse a advogada.
O Ministério da Saúde do Kuwait comunicou nesta quarta-feira que uma menina de 11 anos morreu após ser atingida por fragmentos de um projétil em uma área residencial do emirado. O caso ocorreu depois de várias ondas de ataques iranianos contra países do Golfo.
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Segundo a pasta, equipes de resgate tentaram reanimar a criança durante o transporte para o hospital. Ela, no entanto, “não resistiu aos ferimentos”, afirmou o ministério em comunicado. A nacionalidade da vítima não foi divulgada.
Militares americanos mortos
Também no Kuwait foram identificados os primeiros militares americanos a morrer no conflito entre os Estados Unidos e o Irã. Eles foram atingidos por um ataque direto iraniano contra um centro de operações improvisado em um porto civil no domingo, disse à CNN uma fonte a par do ocorridNa tarde de segunda-feira, o número de mortos no ataque ao porto de Shuaiba subiu para seis, anunciou o Comando Central dos EUA, após a recuperação dos restos mortais de outros dois militares.
Inicialmente, o órgão americano havia informado que três militares tinham sido mortos, sem especificar o local do ataque. Também na segunda-feira, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que a ofensiva que matou os oficiais atingiu um “centro de operações táticas fortificado”, mas que “um” projétil conseguiu ultrapassar as defesas aéreas. Antes, a imprensa americana havia informado que o episódio teria ocorrido após um ataque com drone.
A fonte familiarizada com o caso, no entanto, disse que o ataque ocorreu pouco depois das 9h e que houve um impacto direto no centro do edifício, descrito como um trailer triplo adaptado com escritórios no interior. A ofensiva foi feita rapidamente e sem qualquer aviso. Nem mesmo sirenes que pudessem alertar as tropas para evacuar ou se abrigar em um bunker foram acionadas. Horas após o ataque, ainda havia focos de incêndio em partes do prédio.
Uma imagem de satélite feita na manhã de domingo mostrou um prédio no porto em chamas e uma fumaça escura subindo ao céu. O interior do centro de operações improvisado ainda estava enegrecido, e as paredes haviam sido projetadas para fora pela explosão, com algumas partes se desprendendo da estrutura. Como o prédio ainda queimava em alguns pontos horas depois do ataque, a recuperação dos demais militares levou tempo, afirmou a fonte.
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Em nota, o Comando Central afirmou que a instalação foi atingida “durante os ataques iniciais do Irã” e confirmou que as forças americanas “recentemente recuperaram os restos mortais de dois militares anteriormente desaparecidos” no local. Os soldados estavam designados ao 1º Comando de Sustentação de Teatro, um quartel-general independente sediado no Kentucky, com tropas de outras unidades designadas para apoio em rotações de nove meses.
As Forças Armadas americanas ainda não identificaram os militares mortos no domingo porque as famílias ainda estão sendo notificadas. As seis mortes, porém, são as primeiras em combate na operação militar contra o Irã iniciada na madrugada de sábado — e tanto Hegseth quanto o líder dos EUA, Donald Trump, afirmaram que é provável que haja mais baixas nos próximos dias. Segundo um porta-voz do Comando Central, ao menos 18 militares estão gravemente feridos.
— [Eles são] o melhor que a nossa nação tem a oferecer. [São] verdadeiros exemplos do que significa serviço abnegado — disse a jornalistas o presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, na segunda-feira. — Nossas mais profundas e sinceras condolências estão com suas famílias, seus amigos e suas unidades. Jamais os esqueceremos.
O funeral de Estado de Ali Khamenei, que governou o Irã durante quase quatro décadas e morreu no sábado em ataques das forças israelenses e americanas, terá início na noite desta quarta-feira (tarde, no horário de Brasília) e se estenderá por três dias. A informação foi divulgada pela agência estatal Irna.
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“A partir das 22h00 de quarta-feira (15h30 de Brasília), os fiéis poderão prestar uma última homenagem ao corpo do guia mártir da nação, visitando a Grande Mesquita Imã Khomeini, em Teerã”, anunciou a Irna, citando comunicado do Conselho Islâmico para a Coordenação do Desenvolvimento.
Khamenei tinha 86 anos e será enterrado em Mashhad, cidade sagrada no nordeste do país onde nasceu.
A morte do líder supremo desencadeou cenas opostas de luto e celebração no país e uma onda de protestos em diferentes partes do Oriente Médio, do sul da Ásia e da Europa. Segundo relatos de veículos como o The Guardian, o The New York Times e a CNN, milhares de pessoas ocuparam as ruas de Teerã e de outras cidades iranianas após a confirmação de que Khamenei foi morto durante uma série de ataques coordenados atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
Reações diversas
No centro de Teerã, multidões vestidas de preto e carregando fotos do ex-líder entoavam palavras de ordem como “morte à América” e “morte a Israel”. Ao mesmo tempo, em outros bairros da capital e em cidades como Shiraz e Isfahan, grupos celebravam nas ruas, dançando, soltando fogos de artifício e gritando “liberdade, liberdade”.
Multidão lota praça em Teerã para homenagear Ali Khamenei
ATTA KENARE / AFP
Vídeos mostraram homens e mulheres dançando e gritando “Woohoo, hurrah”, enquanto motoristas buzinavam e música persa ecoava pelas ruas.
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Sara, 53 anos, moradora de Teerã, relatou ao The New York Times que, ao ouvir a notícia, “gritou e pulou para cima e para baixo”. Segundo ela, “corremos para fora e gritamos com todas as nossas forças e rimos e dançamos com nossos vizinhos”. Ela afirmou que, um mês antes, havia participado de protestos contra o governo e que forças de segurança a agrediram com cassetetes e gás lacrimogêneo.
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Em um vídeo publicado pela BBC, um homem gritou do alto de um telhado: “Khamenei foi para o inferno”. Já em Abdanan, cidade curda no oeste do país, jovens circularam de carro fazendo sinais de vitória. “Hoje à noite, 28 de fevereiro, parabéns pela nossa liberdade”, diz a narração de um dos vídeos verificados pelo Times. Em outro registro, um homem exclama: “Estou sonhando? Ah! Olá para o novo mundo. Ah!”.
Apesar das celebrações, apoiadores de Khamenei, que o consideravam uma figura religiosa reverenciada, expressaram tristeza nas redes sociais, mas estiveram pouco presentes nas ruas. O aiatolá, que tinha a palavra final nas decisões de governo, havia ordenado pessoalmente, segundo o jornal, o uso de força letal contra manifestantes em janeiro, em uma repressão que, de acordo com grupos de direitos humanos, matou ao menos 7 mil pessoas.
As comunicações por telefone fixo e celular foram interrompidas em várias regiões do Irã, dificultando a avaliação precisa do sentimento popular em um país com mais de 90 milhões de habitantes. Relatos iniciais indicam que mais de 100 pessoas teriam morrido na primeira onda de ataques.
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A morte do líder também provocou repercussões internacionais. No Iraque, o governo anunciou três dias de luto oficial. O porta-voz Bassem al-Awadi declarou, em nota, que “com profunda tristeza, estendemos nossas condolências ao nobre povo do Irã e a todo o mundo muçulmano” após Khamenei ser morto em “um ato flagrante de agressão”.
Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a fortificada Zona Verde, onde fica a embaixada dos Estados Unidos. Já em Karachi, no Paquistão, centenas de jovens tentaram invadir o consulado americano. Segundo a rede Al-Jazeera, ao menos nove pessoas morreram em confronto com agentes de segurança e outras 20 ficaram feridas. Vídeos mostram manifestantes quebrando janelas do edifício enquanto a bandeira americana tremulava sobre o complexo.
Muçulmanos xiitas se reúnem durante um protesto anti-EUA e anti-Israel em Skardu, na região de Gilgit-Baltistão, no Paquistão
AHMAD AL-RUBAYE / AFP
Protestos também foram registrados na Caxemira administrada pela Índia. Em Londres, milhares de pessoas — muitas da diáspora iraniana — se reuniram no norte da cidade para celebrar a morte de Khamenei. Manifestantes exibiam a bandeira do “leão e do sol”, símbolo do período monárquico anterior à Revolução Islâmica, além de bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.
Quase quatro décadas após assumir o poder, a morte de Khamenei representa uma mudança histórica para o regime teocrático iraniano. Ainda não está claro qual será o próximo passo político no país — se haverá transição para um novo sistema de governo ou se o poder será transferido a sucessores previamente indicados pelo líder supremo. Enquanto isso, o Irã e a região enfrentam um cenário de incerteza e tensão crescente.
Uma descoberta arqueológica na Sibéria está surpreendendo cientistas ao sugerir que procedimentos cirúrgicos complexos já eram realizados há cerca de 2.500 anos. O estudo analisou os restos mortais parcialmente mumificados de uma mulher da Idade do Ferro que teria sobrevivido por algum tempo após passar por uma intervenção no crânio.
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A mulher, que teria entre 25 e 30 anos ao morrer — idade próxima à expectativa de vida da época — foi encontrada dentro de um caixão de madeira preservado pelo gelo no sul da Sibéria. Os exames revelaram sinais de um traumatismo craniano severo que provavelmente comprometia funções básicas, como falar e se alimentar.
Indícios de uma cirurgia sofisticada
Pesquisadores da Universidade Estadual de Novosibirsk, na Rússia, recorreram a tomografias computadorizadas para estudar a múmia sem danificá-la. As imagens mostraram dois pequenos orifícios feitos deliberadamente no osso da mandíbula, indicando uma intervenção médica.
Dentro desses canais, os cientistas identificaram vestígios de um material elástico, que pode ter sido crina de cavalo ou tendão animal. Segundo o professor Andrey Letyagin, responsável pelo estudo, esse elemento funcionaria como uma prótese rudimentar para manter a articulação estabilizada.
— É possível que tenhamos descoberto, pela primeira vez, evidências de um procedimento cirúrgico desse tipo — afirmou o pesquisador.
De acordo com a análise, a estrutura improvisada permitia que a mandíbula ainda se movimentasse, embora a paciente provavelmente sentisse dor ao mastigar do lado lesionado.
Os pesquisadores também identificaram formação de novo tecido ósseo em parte da região operada, o que indica que a mulher pode ter vivido meses — ou até anos — após o procedimento. Marcas no crânio sugerem que ela passou a mastigar mais do lado oposto da mandíbula.
A mulher fazia parte do povo Pazyryk, um grupo relativamente pequeno da Idade do Ferro. Para os especialistas, o esforço empregado para tentar salvá-la indica que sua vida era considerada valiosa dentro da comunidade.
A Antártida perdeu cerca de 12,8 mil quilômetros quadrados de gelo ancorado nas últimas três décadas, segundo um estudo baseado em imagens de satélite. A área é equivalente a mais de oito vezes o tamanho do município de São Paulo, que possui cerca de 1.521 km².
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Os cientistas analisaram a chamada “linha de aterramento”, ponto em que o gelo do continente encontra o oceano. A mudança nessa fronteira permite medir o avanço ou recuo das geleiras e mostrou que a perda de gelo é mais concentrada do que se imaginava.
Apesar disso, grande parte do continente permaneceu relativamente estável. De acordo com os pesquisadores, cerca de 77% da camada de gelo da Antártida não apresentou migração significativa dessa linha nas últimas três décadas.
Recuo acelerado em regiões específicas
As perdas mais intensas foram registradas na Antártica Ocidental, na Península Antártica e em partes da Antártica Oriental. No Mar de Amundsen e na região de Getz, algumas geleiras recuaram entre 10 e 40 quilômetros desde 1996.
De acordo com o estudo, liderado pelo professor Eric Rignot, da Universidade da Califórnia em Irvine, o continente perdeu em média 442 km² de gelo por ano desde 1996. No total, foram quase 5 mil milhas quadradas — cerca de 12.820 km².
Entre os casos mais marcantes estão a geleira Pine Island, que recuou 33 km, a Smith, com 42 km, e a Thwaites — conhecida como “geleira do Apocalipse” — que perdeu cerca de 26 km. O estudo foi conduzido pelo professor Eric Rignot, da Universidade da Califórnia em Irvine, com dados de satélites de agências como a NASA e a Agência Espacial Europeia.
Segundo os pesquisadores, o fenômeno está ligado principalmente ao aquecimento das águas oceânicas, que alcançam as geleiras e aceleram o derretimento. Em média, a Antártida perdeu cerca de 442 km² de gelo por ano no período analisado.
Para pesquisadores do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático, a velocidade de redução das emissões nas próximas décadas será determinante. Segundo o cientista Matthias Mengel, cada cinco anos de atraso no pico global de emissões pode acrescentar cerca de 20 centímetros ao nível do mar projetado para 2300.
A queda de uma aeronave militar que transportava dinheiro para o banco central levou autoridades financeiras da Bolívia a adotar medidas emergenciais para evitar a circulação de cédulas desviadas após o acidente. O avião, um C-130 Hércules da Força Aérea Boliviana, saiu da pista ao pousar na cidade de El Alto, na sexta-feira (27), provocando um desastre que deixou 22 mortos e ao menos 40 feridos.
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Segundo informações oficiais, a aeronave levava cerca de 17 milhões de novas notas, equivalentes a aproximadamente 50 milhões de bolivianos (R$ 38 milhões). Após ultrapassar o limite do aeroporto que atende a região de La Paz, o avião atravessou uma cerca e atingiu pelo menos uma dúzia de veículos em uma avenida próxima, de acordo com imagens de câmeras de segurança.
Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram grande quantidade de dinheiro espalhada pelo local da queda. Moradores se aglomeraram para recolher as cédulas, o que dificultou o trabalho de equipes de resgate. Policiais e bombeiros usaram canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, enquanto parte das notas restantes foi incinerada pelas autoridades.
Confusão sobre validade das cédulas
Nos dias seguintes ao acidente, houve informações divergentes sobre a validade do dinheiro transportado. O ministro da Defesa afirmou inicialmente que as notas não tinham valor por falta de numeração completa. Depois, o Banco Central da Bolívia suspendeu temporariamente a circulação das três denominações da chamada série B, à qual pertencia o lote.
Posteriormente, a instituição divulgou a lista específica de séries e números das cédulas que estavam na aeronave. Apenas essas passaram a ser desativadas por tempo indeterminado, enquanto as demais notas da mesma série voltaram a ser consideradas válidas a partir de segunda-feira.
Diante da possibilidade de parte do dinheiro ter sido recolhida no local do acidente, a Associação de Bancos Privados da Bolívia anunciou que as instituições financeiras passaram a adotar controles para impedir sua circulação. Caso uma dessas cédulas seja identificada, os bancos deverão retê-la, invalidá-la e encaminhá-la para destruição.
Autoridades estimam que cerca de 30% do total transportado tenha sido levado por pessoas que estavam na área após a queda. Para ajudar a população a identificar as notas afetadas, o Banco Central também lançou um aplicativo que permite verificar, por meio do número adicional impresso nas cédulas de 10, 20 e 50 bolivianos da série B, se elas pertencem ao lote do avião.
Enquanto isso, as causas do acidente ainda são investigadas. A caixa-preta da aeronave foi recuperada no sábado, e a análise pericial pode levar de algumas semanas a até um ano, segundo autoridades. O local do desastre foi liberado no domingo, depois da retirada dos destroços do avião e dos veículos atingidos.
O Quarto Tribunal de Sentenciamento de San Salvador condenou a 15 anos de prisão Rony Johansen Caishpal Núñez por desviar recursos de uma cliente falecida por meio de crimes informáticos. A decisão, divulgada na sexta-feira (27), concluiu que o então funcionário do banco acessou irregularmente a conta da vítima e transferiu valores para contas ligadas ao casal.
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Segundo o processo, o esquema permitiu a movimentação de mais de US$ 73 mil, cerca de R$ 385 mil, em transações eletrônicas. Como parte das reparações civis, a Justiça determinou que Caishpal Núñez devolva US$ 47.851,58 à instituição financeira afetada, enquanto sua esposa, Amalia Doménica Gutiérrez de Caishpal, deverá pagar US$ 25.281.
A decisão judicial detalha que as partes investigadas dividiram os valores apropriados em diferentes saques e transferências, gerando responsabilidades civis proporcionais que devem cumprir em favor do banco afetado
Captura de tela dos Centros Judiciais
As investigações apontam que, em 2 de agosto de 2021, o funcionário criou uma conta bancária online em nome de uma cliente que havia morrido meses antes, em abril daquele ano. Com acesso ao sistema, ele estabeleceu um perfil de transações e transferiu valores aplicados em depósitos a prazo, apropriando-se do capital e dos juros.
Os recursos foram distribuídos entre sete contas diferentes e parte do dinheiro foi sacada em caixas eletrônicos próximos à residência do casal. Pelos crimes, Caishpal Núñez recebeu penas que somam 15 anos — oito por furto mediante computador, quatro por roubo de identidade e três por acesso não autorizado a dados informáticos. A esposa foi condenada a quatro anos de prisão por participação no desvio.
Rede maior sob investigação
O caso ocorre em meio a uma investigação mais ampla conduzida pela Procuradoria-Geral da República de El Salvador. Em outubro, o órgão informou que 124 integrantes de uma organização transnacional de crimes cibernéticos permanecem presos preventivamente enquanto o processo avança. Outros 32 suspeitos são considerados foragidos.
De acordo com decisão do Segundo Tribunal de Combate ao Crime Organizado de San Salvador, todos os processos relacionados ao grupo serão reunidos em um único caso. A investigação começou em maio de 2025, após autoridades identificarem o uso de contas bancárias, transferências internacionais e plataformas de criptomoedas para lavagem de dinheiro. O volume movimentado chega a cerca de US$ 6 milhões.
Segundo as autoridades, a organização reunia 549 pessoas de países como Colômbia, Equador, Venezuela, Guatemala e Honduras, que utilizavam redes sociais e meios digitais para aplicar fraudes e ocultar recursos. A etapa investigativa segue sob sigilo e pode durar até dois anos.
A legislação salvadorenha prevê penas de até seis anos de prisão para crimes informáticos que afetem sistemas públicos ou serviços essenciais. A norma também permite a punição de delitos iniciados no exterior, desde que tenham impacto em sistemas ou interesses protegidos pelo país.
A Justiça argentina dá continuidade às audiências para determinar se a implosão de um submarino da Marinha, que matou seus 44 tripulantes em 2017, foi um tragédia previsível e evitável. Este é o argumento do Ministério Público (MP) e do assistente da acusação. O julgamento teve início na terça-feira (3) em Río Gallegos, a 2.500 km ao sul de Buenos Aires.
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Nesta quarta terá início o interrogatório dos acusados, sendo eles quatro ex-oficiais da Marinha, após a leitura das acusações, feita ontem.
— Vamos ver qual será sua estratégia. Houve 44 mortes, deficiências na manutenção do submarino, alarmes não ouvidos em uma navegação anterior (…) Diante de todas essas provas, as chances de isto ficar impune são muito pequenas — disse no encerramento da audiência a advogada Valeria Carreras, que representa 34 familiares.
Os destroços do submarino ARA San Juan, de fabricação alemã, foram localizados um ano depois de seu desaparecimento. Ainda permanecem a mais de 900 metros de profundidade e a 500 quilômetros da costa da província de Santa Cruz.
Diante dos quatro ex-oficiais da Marinha acusados, o MP expôs que “não se tratou de um fato fortuito, mas sim de um desfecho previsível, dado o estado da unidade, que tornou possível o naufrágio”.
Os relatórios indicaram que o prazo de reparo recomendado havia sido excedido em 26 meses e que a deterioração significou “um aumento do risco em detrimento da integridade física de seus tripulantes”. O promotor Julio Zárate considerou que o MP reuniu “provas suficientes para avançar em condenações”.
O submarino zarpou do porto de Ushuaia e retornava à base em Mar del Plata, quando desapareceu. Em 15 de novembro de 2017, reportou uma falha elétrica e o princípio de um incêndio. Foi sua última mensagem.
As buscas reuniram dezenas de países e mantiveram em suspense a sociedade e o governo do ex-presidente de direita Mauricio Macri (2015-2019).
Na entrada do tribunal, uma bandeira argentina exibe o rosto das 44 vítimas, com a inscrição “Honra e glória aos nossos heróis em patrulha eterna”, única referência ao caso em uma cidade indiferente ao processo.
Uma bandeira com os retratos dos 44 membros da Marinha Argentina que morreram no naufrágio do submarino ARA San Juan, em 15 de novembro de 2017, é pendurada na entrada do tribunal em Río Gallegos, Santa Cruz, onde é realizado o julgamento de quatro ex-oficiais de alta patente da Marinha
Walter Diaz / AFP
‘Os ninguém’
Nenhum dos familiares das vítimas, 43 homens e uma mulher, compareceu à abertura do julgamento, que foi transmitida pelo YouTube.
— Eles não conseguem nem pagar as fotocópias, quanto mais uma passagem aérea e hospedagem. O mais importante é ter chegado ao julgamento — afirmou à AFP a advogada Valeria Carreras.
Justiça argentina inicia julgamento sobre implosão de submarino que matou 44 marinheiros em 2017
Reprodução
— São pessoas sem poder, dinheiro nem sobrenome influente; sentiram-se os ‘ninguém’ nestes oito anos, por isso há muita expectativa. A visibilidade é importante para que o esquecimento e o tempo não sejam cúmplices da impunidade — acrescentou.
As acusações são descumprimento e omissão de obrigações e negligência qualificada, que têm penas de um a cinco anos.
— Foi uma tragédia evitável, mas é malvisto na Marinha dizer ‘tenho medo’, ‘há riscos’; existe uma cultura de silêncio — afirmou Carreras.
Os acusados, que chegam ao julgamento em liberdade, são o ex-chefe do Comando de Treinamento Luis López Mazzeo, o ex-comandante da Força Submarina Claudio Villamide, o ex-chefe do Estado-Maior do Comando Submarino Héctor Alonso e o ex-chefe de Operações Hugo Correa. Em 2021, um Conselho de Guerra destituiu Villamide por negligência.
‘Invisibilizar’
A Justiça rejeitou pedido do advogado Luis Tagliapietra — pai de Alejandro, morto no submarino aos 27 anos — para que o julgamento fosse realizado em Mar del Plata, a 400 km da capital argentina, onde residiam os tripulantes e três dos quatro acusados.
Os familiares realizaram protestos em frente aos prédios da Marinha nessa localidade durante o período de buscas e depois da localização do submarino, uma exposição que incomodou a força. Eles denunciaram que foram vítimas de espionagem, um caso em que Macri foi processado e que a Suprema Corte encerrou em 2025.
— Levando o debate para Río Gallegos, tão distante de Buenos Aires, buscam invisibilizar a tragédia — afirmou Tagliapietra, que representa cerca de vinte familiares.
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A realização do julgamento em Río Gallegos foi determinada pela Câmara Federal de Cassação Penal.
O julgamento
As audiências ocorrerão em blocos de quatro dias consecutivos, com intervalo de uma semana entre cada etapa.
A principal hipótese é que uma falha em válvula tenha permitido a entrada de água no compartimento de baterias, provocando um incêndio seguido de explosão. Para confirmar essa tese, seria necessária a reflutuação dos destroços — uma operação considerada milionária.
Carreras acredita que mais de 90 testemunhas devem apresentar provas. Durante a instrução, “a memória de muitos falhou, agora isso pode mudar”, indicou.
Na terceira semana de março, as testemunhas vão começar a depor. As audiências serão realizadas durante quatro dias consecutivos, com intervalos de uma semana.

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