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O ex-príncipe Andrew, oficialmente Andrew Mountbatten‑Windsor, está rescindindo o contrato de arrendamento de mais uma propriedade pertencente à Crown Estate, segundo documentos obtidos pela BBC.
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O imóvel é a East Lodge, uma casa de campo do século XIX classificada como patrimônio histórico de Grau II, localizada em Berkshire, a cerca de oito quilômetros de Windsor. O arrendamento anual pago pelo duque de York chegava a quase 13 mil libras por ano.
A residência, com telhado de palha e estrutura térrea, fica próxima à antiga propriedade de Andrew em Sunninghill Park e teria sido usada como alojamento para funcionários.
A decisão ocorre após uma série de mudanças na situação residencial do príncipe. No ano passado, Andrew anunciou que deixaria sua residência oficial em Windsor e se mudaria para Sandringham, em meio ao escrutínio público relacionado às suas ligações com o financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Embora o príncipe sempre tenha negado irregularidades, o caso levou ao afastamento de funções públicas e à perda de títulos militares e patronatos reais.
Mesmo após a saída da residência principal, Andrew manteve o arrendamento de East Lodge — acordo que remonta a 1998, quando assumiu o contrato pagando inicialmente £3.500 por ano. O contrato foi renovado em 2020 e incluía cláusulas de reajuste conforme a inflação. Na época, o valor anual havia subido para £8.047. No verão passado, nova revisão elevou o aluguel para £12.922.
East Lodge era considerada uma extensão da antiga propriedade de Sunninghill Park, que foi vendida em 2007 por £15 milhões. A venda gerou controvérsia porque o comprador — genro do então presidente do Cazaquistão — pagou cerca de £3 milhões acima do preço pedido.
Douglas Gomes/Câmara dos Deputados
Hugo Motta participou de evento da bancada feminina nesta quarta-feira (4)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a prioridade de votação no mês de março serão projetos da bancada feminina.

Motta participou, nesta quarta-feira (4), de café da manhã com as parlamentares do grupo e defendeu o compromisso de uma pauta ousada, firme e abrangente no combate à violência contra a mulher.

“Temos muitos desafios. Recentemente, ao lado dos presidentes de todos os poderes, assinamos o pacto contra o feminicídio. O número de mulheres que são mortas Brasil afora nos entristece muito, e isso requer de nós respostas duras”, disse.

“Quero reafirmar o compromisso no pacto contra o feminicídio e ter uma pauta ainda mais firme, ousada e abrangente no combate à violência contra mulher”, continuou.

Douglas Gomes/Câmara dos Deputados
Bancada feminina na rampa do Congresso
Bancada feminina refaz tradicional foto na rampa do Congresso

Participação feminina na política
Além do combate à violência e ao feminicídio, Motta defendeu mais espaço para a mulher na política e destacou que um de seus compromissos é que as parlamentares relatem projetos dos mais variados temas, e não só relacionados aos temas da bancada.

“Mulher tem de relatar projeto sobre tudo, tenho procurado priorizar isso, para ter mulheres nas relatorias importantes e, com isso, a bancada feminina ganha o protagonismo que merece”, declarou.

“Temos que fortalecer o papel da bancada feminina para que, na próxima legislatura, ela venha ainda mais representativa”, disse o presidente. “Temos que aumentar a influência das mulheres na política nacional e nas grandes decisões de que o Brasil precisa”, acrescentou.

Acervo Câmara dos Deputados
Hugo Motta: “Não existe segurança de direita ou de esquerda”

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Parlamento tem dado respostas claras à sociedade para o enfrentamento do crime organizado.

Motta destacou que, durante sua gestão, quase 50 projetos sobre segurança pública já foram aprovados pelos deputados. Ele reforçou que as portas da Câmara estão abertas para colocar o tema em pauta. Motta participou na noite de terça-feira (4) da 2ª Conferência de Segurança Pública, em Brasília.

“Quero garantir que, da parte da Câmara, não faltará coragem para enfrentar o que é preciso enfrentar, não faltará a determinação de defender o que é certo, nem disposição de dizer que a Câmara e o Congresso têm a preocupação em melhorar indicadores de segurança pública do nosso país”, discursou.

Motta defendeu a valorização das forças de segurança e citou a aprovação de projetos que aumentam as penas de crimes contra agentes de segurança, e também contra crianças, jovens e idosos.

Combate a facções
Ele citou ainda a aprovação do marco legal de combate a facções criminosas e elogiou o diálogo entre o Congresso e o Executivo para que o texto fosse aprovado pelos parlamentares.

“Não permitimos a partidarização desse debate, porque o cidadão quer mais segurança, não existe segurança de direita ou de esquerda, existe segurança ou insegurança, e a sociedade nos cobra políticas públicas claras para que possamos viver em um país mais seguro”, disse Motta.

“O novo marco legal não pertence a partidos. O aumento de penas e as novas tipificações criadas vão fortalecer as forças de segurança, o Judiciário e o Ministério Público no enfrentamento do crime organizado”, afirmou o presidente.

Penitenciárias
Hugo Motta criticou ainda o sistema penitenciário brasileiro e defendeu uma reforma na área.

Para ele, é preciso colocar “o dedo na ferida” e rever o sistema, pois é ineficiente na ressocialização e se tornou um local dominado pelas facções criminosas.

“Isso só será possível se tivermos a decisão política de fazer o que for preciso para que essas mudanças possam ser consolidadas”, declarou.

No quinto dia de guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o conflito atingiu um novo patamar. Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano com o disparo de um torpedo ao largo da costa do Sri Lanka — episódio que o Pentágono classificou como o primeiro afundamento desse tipo desde a Segunda Guerra Mundial.
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Segundo autoridades locais, a embarcação atingida navegava em águas internacionais próximas ao Oceano Índico. O impacto deixou mais de 100 pessoas inicialmente dadas como desaparecidas. Horas depois, o vice-ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka confirmou ao menos 80 mortos. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou a ação como uma “vitória” estratégica.
— Um submarino norte-americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais. Em vez disso, foi afundado por um torpedo — declarou em coletiva no Pentágono. — É o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial.
De acordo com Hegseth, o navio atingido era o “Soleimani”, descrito como o “menino-bonito” da marinha iraniana. A embarcação homenageava o general Qasem Soleimani, morto em 2020 em ataque ordenado pelos EUA durante o primeiro mandato de Donald Trump.
— Acho que o presidente o apanhou duas vezes — ironizou Hegseth, referindo-se ao nome do navio.
A destruição da embarcação amplia o conflito para o teatro marítimo em escala que não se via há décadas, consolidando a chamada “guerra dos mares” em paralelo aos ataques aéreos e operações cibernéticas já em curso.
O governo do Sri Lanka afirmou que atua em operações de resgate e assistência às vítimas. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a nacionalidade de todos os tripulantes ou se havia civis a bordo.
O país, que não participa do conflito, tenta evitar que o episódio arraste a região para instabilidade mais ampla no Oceano Índico — rota estratégica para o comércio global.
O uso de torpedo lançado por submarino, com destruição total de um navio militar em águas abertas, representa uma escalada significativa. Especialistas avaliam que o episódio altera o equilíbrio do conflito e eleva o risco de retaliações diretas no domínio naval, inclusive no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quarta-feira que o Irã “tentou matar o presidente Donald Trump” e declarou que o governo americano respondeu à suposta ameaça. Segundo ele, forças dos EUA “caçaram e mataram” o “líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump”.
A declaração foi dada no Pentágono, em Washington, durante conversa com jornalistas ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine. Hegseth acrescentou que, na sua avaliação, “o presidente Trump deu a última risada”.
Matéria em atualização
Líder supremo do Irã, Ali Khamenei havia planejado uma transição de poder em caso de sua morte, antes mesmo de as bombas americanas e israelenses começarem a cair, no último sábado. Agora, nomes são cotados para substituir a figura central autoritária que regeu o governo teocrático por quase 40 anos e acabou morto nas primeiras horas do ataque coordenado pelos Estados Unidos e por Israel. Entre os possíveis sucessores, está o filho do aiatolá, Mojtaba Khamenei.
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O regime do Irã anunciou nesta quarta-feira que Mojtaba está vivo. O anúncio foi feito em um momento em que o Conselho dos Especialistas, órgão responsável por eleger a nova liderança do país, afirma estar perto de uma escolha — e em que Israel lança sua 10ª onda de ataques aéreos contra a nação persa e ameaça matar qualquer novo líder escolhido para dar continuidade ao regime teocrático.
— Estamos fazendo tudo o que podemos — disse o aiatolá Ahmad Khatami, membro da Assembleia dos Especialistas em uma declaração televisionada. — Se Deus quiser, o líder será nomeado o mais rápido possível. Estamos perto de uma decisão, mas a situação é de guerra.
Quem é Mojtaba Khamenei?
Segundo filho do líder supremo do Irã assassinado, frequentemente visto como um potencial sucessor. Exerceu um poder significativo nos bastidores do Gabinete de seu pai, controlando as nomeações para a Guarda Revolucionária Islâmica e a Inteligência.
Mojtaba Khamenei
Reprodução
Apontado como herdeiro por muito tempo devido ao seu posto clerical (aiatolá desde 2021) e laços familiares, suas perspectivas diminuíram após protestos de 2022.
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Enquanto Israel lança sua 10ª onda de bombardeios contra o Irã, com novas explosões ouvidas em Teerã, e amplia a ação contra o Líbano, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ameaçou eliminar qualquer líder iraniano escolhido para suceder Khamenei.
“Qualquer líder escolhido pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e reprimindo o povo iraniano, será alvo de assassinato, independentemente de seu nome ou de onde esteja escondido”, declarou Katz em uma mensagem publicada no X.
Veja quem são os outros cotados para a sucessão:
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Alireza Arafi
Alireza Arafi
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Aos 67 anos, Arafi é uma figura religiosa de alto escalão. Foi nomeado para o Conselho de Liderança Interino após a morte do líder supremo. Este órgão provisório governará o Irã, conforme estipulado na Constituição, até que a Assembleia de Especialistas, composta por 88 clérigos xiitas, nomeie um novo líder supremo. Arafi é o segundo vice-presidente da Assembleia de Especialistas. Já fez parte do Conselho dos Guardiões, responsável por analisar candidatos eleitorais e leis aprovadas pelo Parlamento.
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Gholam-Hossein Mohseni-Ejei
Gholam-Hossein Mohseni-Ejei
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Com quase 70 anos, é chefe do Poder Judiciário e uma figura-chave no Conselho de Liderança Interino. Tem fortes laços com o Judiciário e setores de inteligência. Suas posições são conservadoras e intransigentes. Entre 1984 e 1985 presidiu um comitê especial no Ministério da Inteligência e, posteriormente, atuou como primeiro vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, antes de ser nomeado presidente do Supremo Tribunal Federal por Khamenei em 2021.
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Mohammad Mehdi Mirbagher
Mohammad Mehdi Mirbagher
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Clérigo e filósofo xiita linha-dura, conhecido por suas visões anti-Ocidente. Dirige a Academia de Ciências Islâmicas de Qom, com foco na integração das disciplinas científicas à epistemologia xiita. Defende o apoio absoluto à autoridade do líder supremo sobre a supervisão constitucional. Promove a economia de resistência e o extremismo antiocidental. Atua como representante da província de Semnan na Assembleia de Especialistas desde 2016, tendo sido reeleito em 2024.
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Hassan Khomeini
Hassan Khomeini
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Neto do fundador da República Islâmica, o aiatolá Ruhollah Khomeini, é um clérigo que tem visões mais moderadas sobre o governo e o regime. Aos 54 anos, é uma figura simbólica e, segundo relatos, foi um dos clérigos de alto escalão indicados por Ali Khamenei como potenciais sucessores. Porém, sua exclusão dos círculos internos do regime e a falta de controle do aparato de segurança tornam suas chances remotas. Mantém um perfil público discreto, concentrando-se em estudos religiosos.
Um dos três homens presos sob suspeita de espionagem para a China é companheiro de uma deputada do Partido Trabalhista britânico, segundo afirmou a BBC em matéria publicada nesta quarta-feira. As detenções ocorreram em Londres e no País de Gales no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Metropolitana com base na Lei de Segurança Nacional.
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Os suspeitos, com idades de 39, 43 e 68 anos, foram detidos sob acusação de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro — crime previsto na Seção 3 da legislação aprovada em 2023 para combater ameaças à segurança do Reino Unido.
Em comunicado, a Polícia Metropolitana de Londres afirmou que “não há nenhuma ameaça iminente ou direta ao público”.
Além das prisões, os agentes realizaram buscas em propriedades associadas aos suspeitos e em três endereços adicionais em Londres, East Kilbride, na Escócia, e Cardiff, no País de Gales. Os três homens permanecem sob custódia enquanto as investigações avançam.
A legislação aplicada ao caso estabelece como crime qualquer ato que “auxilie materialmente um serviço de inteligência estrangeiro em atividades relacionadas ao Reino Unido” ou que envolva conduta suscetível de favorecer tal serviço.
Embora as autoridades não tenham divulgado detalhes específicos sobre a natureza das supostas atividades, o caso amplia a tensão diplomática em torno de alegadas operações de influência chinesa em solo britânico.
A comandante Helen Flanagan, chefe da Polícia Antiterrorista de Londres, afirmou que houve um “aumento significativo” de investigações relacionadas à segurança nacional nos últimos anos.
— Estamos trabalhando para interromper atividades malignas onde houver suspeita — declarou.
Um submarino americano afundou a fragata Iris Dena, navio de guerra da Marinha do Irã, no Oceano Índico, perto de águas territoriais do Sri Lanka, provavelmente com 180 tripulantes a bordo, segundo a documentação da embarcação. O secretário de Estado dos EUA, Pete Hegseth, confirmou que havia torpedeado um navio iraniano na região, enquanto o governo do país insular afirmou ter atendido a um pedido de resgate naval, nomeando a embarcação. Trinta e duas pessoas foram resgatadas com vida e estima-se que até 140 podem estar desaparecidas.
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— Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar a salvo em águas internacionais — afirmou Hegseth nesta quarta-feira, após os relatos oficiais do Sri Lanka sobre a operação de resgate aos tripulantes do Iris Dena. — Em vez disso, foi afundado por um torpedo.
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A Marinha do Sri Lanka foi a primeira a informar sobre o afundamento da embarcação, ao informar ter respondido a um pedido de socorro transmitido pela embarcação a partir de uma posição fora de suas águas territoriais, mas dentro da chamada “zona de busca e resgate” do país. Dois navios e um avião militares foram mobilizados na operação de resgate.
O pedido de socorro foi emitido pela embarcação americana ao amanhecer, a cerca de 25 milhas náuticas (por volta de 40 km) ao sul do porto de Galle. Cerca de uma hora depois as equipes de resgate chegaram ao local, mas já não conseguiram ver o navio.
— Encontramos pessoas flutuando na água, as resgatamos e, posteriormente, ao investigarmos, descobrimos que eram tripulantes de um navio iraniano — afirmou o porta-voz militar Budhika Sampath, acrescentando que o resgate foi autorizado para se fazer cumprir as obrigações internacionais do país sobre socorro naval.
O ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, Vijitha Herath, prestou esclarecimentos sobre o caso perante o Parlamento do país. Ele afirmou que, segundo a documentação da embarcação, acredita-se que 180 tripulantes estavam a bordo. Ele se recusou a afirmar que o navio tinha sido afundado, ao ser questionado por um parlamentar de oposição.
Marinheiro iraniano ferido é socorrido em hospital no sul do Sri Lanka
Ishara S Kodikara/AFP
Segundo o porta-voz da Marinha, as equipes envolvidas na operação avistaram manchas de óleo na água e botes salva-vidas flutuando. Além de 32 marinheiros socorridos a um hospital local, os militares afirmaram ter resgatado “alguns corpos” na operação de resgate.
Autoridades de Israel e dos EUA afirmaram como um dos objetivos da operação conjunta contra o Irã a destruição das capacidades navais do regime dos aiatolás. Washington anunciou na terça-feira que 17 embarcações militares de Teerã já teriam sido afundadas até o momento.
No mesmo pronunciamento em que se manifestou sobre o afundamento do navio iraniano no Índico, o secretário de Defesa dos EUA afirmou que Washington continuará a “caçar, desmantelar, desmoralizar, destruir e derrotar” as forças iranianas, prometendo que “mais e maiores ondas estão a caminho”. Ele chamou o ataque de “morte silenciosa” e o primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo pelos EUA desde a Segunda Guerra Mundial.
— Assim como naquela guerra — disse Hegseth. —Estamos lutando para vencer. (Com AFP)
A CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) está planejando armar as forças curdas — aliado histórico de Washington desde a guerra no Iraque, em 2003 — com o objetivo de fomentar uma revolta popular no Irã, revelou a rede americana CNN, que citou fontes familiarizadas com o assunto, nesta quarta-feira. As facções da oposição iraniana, de acordo com uma autoridade curda, devem participar de uma operação terrestre no oeste do país nos próximos dias.
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Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, conversou com o líder do Partido Democrático do Curdistão Iraniano (KDPI), Mustafa Hijri, ainda segundo a CNN. O KDPI, inclusive, foi um dos grupos visados ​​pela Guarda Revolucionária Islâmica, o Exército ideológico do Irã, que tem atacado grupos curdos e afirmou que utilizou dezenas de drones para atingir as forças curdas durante a guerra.
De acordo com o site americano de notícias Axios, no último domingo, o presidente americano também telefonou para líderes curdos iraquianos para discutir a operação militar dos EUA no Irã e como os curdos poderiam trabalhar juntos com Washington à medida que a missão avança. A CIA, que mantém aum posto no Curdistão iraquiano, localizado perto da fronteira com o Irã, tem um longo e complexo histórico com forças curdas iraquianas, que remonta a décadas, como parte da guerra dos EUA no Iraque.
O governo Trump, de acordo com as fontes ouvidas pela CNN, tem mantido conversas ativas com grupos da oposição iraniana e líderes curdos no Iraque sobre o fornecimento de apoio militar a eles. As forças curdas iranianas contam com milhares de soldados operando ao longo da fronteira entre o Iraque e o Irã, principalmente na região do Curdistão iraquiano. Vários desses grupos divulgaram declarações públicas desde o início da guerra, insinuando ações iminentes e incitando as forças militares iranianas a desertarem.
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Qualquer tentativa de armar grupos curdos iranianos precisaria do apoio dos curdos iraquianos, além dos EUA e de Israel, para permitir o trânsito dos equipamentos militares. Soma-se a isso a necessidade das facções iranianas de usar o Curdistão iraquiano como base de lançamento.
De acordo com a CNN, a ideia seria que as forças armadas curdas enfrentassem as forças de segurança iranianas e as imobilizassem, facilitando a saída de cidadãos das principais cidades sem serem massacrados novamente, como aconteceu durante os intensos protestos antigovernamentais de janeiro. Além disso, os curdos poderiam contribuir para semear o caos na região e sobrecarregar os recursos militares do regime iraniano. Outras ideias ainda giram em torno da possibilidade de os curdos tomarem e manterem território no norte do Irã, criando uma zona tampão para Israel.
Nos últimos dias, as Forças Armadas israelenses têm atacado postos militares e policiais iranianos ao longo de sua fronteira com o Iraque, em parte para preparar o terreno para um possível fluxo de forças curdas armadas para o noroeste do Irã.
Ainda assim, de acordo com fontes ouvidas pela CNN, qualquer apoio dos EUA e de Israel a uma força terrestre curda encarregada de ajudar a derrubar o regime iraniano precisaria ser substancial. Avaliações da inteligência americana têm indicado que os curdos iranianos não têm atualmente a influência ou os recursos para sustentar uma revolta bem-sucedida contra o regime iraniano. E os partidos curdos iranianos estão buscando garantias políticas do governo Trump antes de se comprometerem a participar de qualquer esforço de resistência.
EUA e forças curdas
O povo curdo é um grupo étnico minoritário sem um Estado oficial. Estima-se que existam entre 25 e 30 milhões de curdos, a maioria vivendo em uma região que se estende por partes da Turquia, Iraque, Irã, Síria e Armênia. A maioria dos curdos é muçulmana sunita, mas a população curda possui diversas tradições culturais, sociais, religiosas e políticas, além de uma variedade de dialetos.
Por outro lado, diversos funcionários do governo Trump alertaram, segundo a CNN, sobre a desilusão que as forças curdas sentiram ao trabalhar com os EUA no passado, e sobre suas frequentes queixas de se sentirem abandonadas pelos americanos.
Os EUA também possuem um consulado em Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, e tropas americanas e da coalizão estão baseadas lá como parte da campanha contra o Estado Islâmico.
Alguns curdos esperavam que, em troca da cooperação com as forças americanas, a região semiautônoma do Curdistão iraquiano conquistasse sua independência, embora isso nunca tenha se concretizado. Nos últimos anos, os EUA também se apoiaram fortemente nas forças curdas como parte de sua campanha para combater o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.
No entanto, no início deste ano, o novo governo sírio, alinhado aos EUA, lançou uma rápida campanha militar para assumir o controle do norte do país, que incluiu ataques contra o Estado Islâmico e a expulsão das Forças Democráticas Sírias, controladas pelos curdos. Diante dessa campanha, as forças curdas evacuaram o país e deixaram de guardar as prisões do Estado Islâmico quando as forças americanas se retiraram. Em janeiro, o enviado especial dos EUA para a Síria, Tom Barrack, afirmou que o propósito da aliança dos EUA com as FDS havia “praticamente expirado”.
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