A Europol, agência da União Europeia responsável pela cooperação policial entre os países do bloco, afirmou que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território europeu é atualmente considerado elevado. Segundo a instituição, a guerra no Oriente Médio pode intensificar processos de radicalização, além de aumentar o risco de ciberataques e campanhas de desinformação no continente.
Quatro homens suspeitos de espionagem ligada ao Irã são presos no Reino Unido
Trump diz que enviar tropas terrestres ao Irã seria uma ‘perda de tempo’
De acordo com a CNN Portugal, em resposta enviada à agência portuguesa Lusa, uma porta-voz da Europol afirmou que o conflito na região já provoca reflexos diretos no cenário de segurança da União Europeia.
— A guerra no Oriente Médio tem repercussões imediatas no crime grave e organizado e no terrorismo na União Europeia — disse a representante da agência.
De acordo com a Europol, o atual nível de ameaça pode se manifestar por meio da radicalização de indivíduos isolados ou de pequenas células autônomas.
— O nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado. Isso pode ocorrer por meio da radicalização interna de indivíduos ou pequenos grupos auto-organizados — afirmou.
A agência também alertou que a disseminação rápida de conteúdos polarizadores nas redes sociais pode acelerar esses processos de radicalização, especialmente entre membros de diásporas que vivem em países europeus.
Outro ponto de preocupação é a possível atuação de grupos aliados do Irã no continente. A Europol citou o chamado “Eixo da Resistência”, que inclui organizações como Hezbollah, Hamas e os rebeldes Huthis, além de redes criminosas que atuariam sob orientação de instituições de segurança iranianas.
Segundo a agência, essas estruturas podem estar envolvidas em ações desestabilizadoras no território europeu.
— Suas operações podem incluir ataques terroristas, campanhas de intimidação, financiamento do terrorismo, além de ciberataques, desinformação e fraudes online — afirmou a Europol.
Além do terrorismo, a agência também destacou o risco crescente de ataques cibernéticos contra infraestruturas e empresas ocidentais caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.
Segundo o alerta, grupos criminosos e organizações terroristas podem aproveitar o aumento do fluxo de informações para promover fraudes e disseminar desinformação utilizando ferramentas de inteligência artificial. Entre os possíveis alvos estão instalações diplomáticas, infraestruturas públicas e locais considerados vulneráveis.
Apesar das preocupações, a Europol afirmou que, até o momento, não há indícios de aumento no tráfico de migrantes relacionado diretamente ao conflito.
A situação foi discutida também por autoridades europeias. Em entrevista coletiva em Bruxelas nesta semana, o comissário europeu para Assuntos Internos, Magnus Brunner, afirmou que a prioridade da Comissão Europeia é garantir a segurança dos cidadãos do bloco.
Segundo ele, a União Europeia tem reforçado os controles de segurança nas fronteiras e ampliado o uso do Sistema de Informação Schengen, banco de dados compartilhado que permite aos países emitir alertas relacionados a suspeitos de terrorismo.
Brunner também destacou a implementação gradual do novo sistema europeu de entrada e saída de viajantes, que começou a ser aplicado em outubro e deve estar totalmente operacional em abril.
— Esse sistema já permitiu a detenção de cerca de 500 pessoas consideradas uma ameaça à União Europeia. Estamos no caminho certo, mas manter a vigilância é fundamental — afirmou.
O alerta da Europol ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram um ataque militar contra o Irã que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
Quatro homens suspeitos de espionagem ligada ao Irã são presos no Reino Unido
Trump diz que enviar tropas terrestres ao Irã seria uma ‘perda de tempo’
De acordo com a CNN Portugal, em resposta enviada à agência portuguesa Lusa, uma porta-voz da Europol afirmou que o conflito na região já provoca reflexos diretos no cenário de segurança da União Europeia.
— A guerra no Oriente Médio tem repercussões imediatas no crime grave e organizado e no terrorismo na União Europeia — disse a representante da agência.
De acordo com a Europol, o atual nível de ameaça pode se manifestar por meio da radicalização de indivíduos isolados ou de pequenas células autônomas.
— O nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado. Isso pode ocorrer por meio da radicalização interna de indivíduos ou pequenos grupos auto-organizados — afirmou.
A agência também alertou que a disseminação rápida de conteúdos polarizadores nas redes sociais pode acelerar esses processos de radicalização, especialmente entre membros de diásporas que vivem em países europeus.
Outro ponto de preocupação é a possível atuação de grupos aliados do Irã no continente. A Europol citou o chamado “Eixo da Resistência”, que inclui organizações como Hezbollah, Hamas e os rebeldes Huthis, além de redes criminosas que atuariam sob orientação de instituições de segurança iranianas.
Segundo a agência, essas estruturas podem estar envolvidas em ações desestabilizadoras no território europeu.
— Suas operações podem incluir ataques terroristas, campanhas de intimidação, financiamento do terrorismo, além de ciberataques, desinformação e fraudes online — afirmou a Europol.
Além do terrorismo, a agência também destacou o risco crescente de ataques cibernéticos contra infraestruturas e empresas ocidentais caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.
Segundo o alerta, grupos criminosos e organizações terroristas podem aproveitar o aumento do fluxo de informações para promover fraudes e disseminar desinformação utilizando ferramentas de inteligência artificial. Entre os possíveis alvos estão instalações diplomáticas, infraestruturas públicas e locais considerados vulneráveis.
Apesar das preocupações, a Europol afirmou que, até o momento, não há indícios de aumento no tráfico de migrantes relacionado diretamente ao conflito.
A situação foi discutida também por autoridades europeias. Em entrevista coletiva em Bruxelas nesta semana, o comissário europeu para Assuntos Internos, Magnus Brunner, afirmou que a prioridade da Comissão Europeia é garantir a segurança dos cidadãos do bloco.
Segundo ele, a União Europeia tem reforçado os controles de segurança nas fronteiras e ampliado o uso do Sistema de Informação Schengen, banco de dados compartilhado que permite aos países emitir alertas relacionados a suspeitos de terrorismo.
Brunner também destacou a implementação gradual do novo sistema europeu de entrada e saída de viajantes, que começou a ser aplicado em outubro e deve estar totalmente operacional em abril.
— Esse sistema já permitiu a detenção de cerca de 500 pessoas consideradas uma ameaça à União Europeia. Estamos no caminho certo, mas manter a vigilância é fundamental — afirmou.
O alerta da Europol ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram um ataque militar contra o Irã que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.









