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A Europol, agência da União Europeia responsável pela cooperação policial entre os países do bloco, afirmou que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território europeu é atualmente considerado elevado. Segundo a instituição, a guerra no Oriente Médio pode intensificar processos de radicalização, além de aumentar o risco de ciberataques e campanhas de desinformação no continente.
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De acordo com a CNN Portugal, em resposta enviada à agência portuguesa Lusa, uma porta-voz da Europol afirmou que o conflito na região já provoca reflexos diretos no cenário de segurança da União Europeia.
— A guerra no Oriente Médio tem repercussões imediatas no crime grave e organizado e no terrorismo na União Europeia — disse a representante da agência.
De acordo com a Europol, o atual nível de ameaça pode se manifestar por meio da radicalização de indivíduos isolados ou de pequenas células autônomas.
— O nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado. Isso pode ocorrer por meio da radicalização interna de indivíduos ou pequenos grupos auto-organizados — afirmou.
A agência também alertou que a disseminação rápida de conteúdos polarizadores nas redes sociais pode acelerar esses processos de radicalização, especialmente entre membros de diásporas que vivem em países europeus.
Outro ponto de preocupação é a possível atuação de grupos aliados do Irã no continente. A Europol citou o chamado “Eixo da Resistência”, que inclui organizações como Hezbollah, Hamas e os rebeldes Huthis, além de redes criminosas que atuariam sob orientação de instituições de segurança iranianas.
Segundo a agência, essas estruturas podem estar envolvidas em ações desestabilizadoras no território europeu.
— Suas operações podem incluir ataques terroristas, campanhas de intimidação, financiamento do terrorismo, além de ciberataques, desinformação e fraudes online — afirmou a Europol.
Além do terrorismo, a agência também destacou o risco crescente de ataques cibernéticos contra infraestruturas e empresas ocidentais caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.
Segundo o alerta, grupos criminosos e organizações terroristas podem aproveitar o aumento do fluxo de informações para promover fraudes e disseminar desinformação utilizando ferramentas de inteligência artificial. Entre os possíveis alvos estão instalações diplomáticas, infraestruturas públicas e locais considerados vulneráveis.
Apesar das preocupações, a Europol afirmou que, até o momento, não há indícios de aumento no tráfico de migrantes relacionado diretamente ao conflito.
A situação foi discutida também por autoridades europeias. Em entrevista coletiva em Bruxelas nesta semana, o comissário europeu para Assuntos Internos, Magnus Brunner, afirmou que a prioridade da Comissão Europeia é garantir a segurança dos cidadãos do bloco.
Segundo ele, a União Europeia tem reforçado os controles de segurança nas fronteiras e ampliado o uso do Sistema de Informação Schengen, banco de dados compartilhado que permite aos países emitir alertas relacionados a suspeitos de terrorismo.
Brunner também destacou a implementação gradual do novo sistema europeu de entrada e saída de viajantes, que começou a ser aplicado em outubro e deve estar totalmente operacional em abril.
— Esse sistema já permitiu a detenção de cerca de 500 pessoas consideradas uma ameaça à União Europeia. Estamos no caminho certo, mas manter a vigilância é fundamental — afirmou.
O alerta da Europol ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram um ataque militar contra o Irã que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
Um homem de 22 anos foi acusado de assassinar três mulheres em ataques aparentemente aleatórios no estado de Utah, nos Estados Unidos. De acordo com promotores do Condado de Wayne, Ivan Miller teria cometido os crimes na tarde desta quarta-feira (4) nas proximidades do Parque Nacional Capitol Reef, a cerca de três horas ao sul de Salt Lake City.
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Segundo a acusação, Miller, que é de Blakesburg, no estado de Iowa, não tinha qualquer ligação com as vítimas nem com a região. Após ser detido, ele confessou os assassinatos e afirmou às autoridades que as mortes “tinham que ser feitas”, embora tenha dito que não gostava de cometer os crimes.
Crimes ocorreram em sequência
De acordo com os documentos do processo, a primeira vítima foi uma mulher de 80 anos que estava assistindo televisão em sua casa, na cidade de Lyman. Miller teria entrado na residência e atirado na nuca da idosa para roubar seu carro, um Buick. Após o crime, ele afirmou ter tentado limpar a cena e arrastado o corpo para o porão antes de fugir com o veículo.
Mais tarde, segundo os promotores, o suspeito abandonou o Buick por não gostar do carro e seguiu em busca de outro. Em uma trilha conhecida como Cockscomb, ele teria abordado duas mulheres que faziam caminhada e que, segundo as autoridades, eram amigas e tinham entre 30 e 60 anos.
De acordo com a investigação, Miller se aproximou das duas e atirou na mais jovem, atingindo-a no peito. Em seguida, disparou duas vezes contra a companheira mais velha. Como ela ainda se movia, ele a esfaqueou várias vezes na região do coração antes de roubar o carro delas, um Subaru branco.
Após os ataques, os corpos das duas vítimas teriam sido arrastados para uma vala. Segundo os documentos judiciais, Miller também levou os cartões de crédito das mulheres e usou um deles para comprar gasolina, alegando que pretendia retornar para Iowa.
Os maridos das excursionistas acionaram a polícia após elas não voltarem para casa. Durante as buscas, investigadores localizaram o Buick abandonado nas proximidades, o que ajudou a identificar a vítima idosa e levou os agentes até sua residência em Lyman, que foi isolada para coleta de provas.
Miller foi preso na madrugada de quinta-feira perto de Pagosa Springs, no estado do Colorado. Segundo a Patrulha Rodoviária de Utah, o suspeito estava armado com uma faca e uma pistola calibre .45. Ele responde por três acusações de homicídio qualificado e deve comparecer pela primeira vez à Justiça nesta sexta-feira no Condado de Archuleta, antes de uma possível extradição para Utah.
O acusado também já enfrentava um processo em Iowa por furto, roubo, posse de maconha e porte ilegal de arma. O caso teve origem em um incidente ocorrido em dezembro, quando Miller foi encontrado por um guarda florestal dentro de uma cabana no Parque Estadual do Lago Wapello, após ter arrombado o local para se abrigar do frio. Na ocasião, ele portava um rifle e um revólver totalmente carregados, segundo registros do caso.
Um homem de 39 anos foi acusado de homicídio qualificado após a morte da esposa, uma mulher paraplégica, em um incêndio ocorrido em Birmingham, no estado do Alabama, nos Estados Unidos. Segundo promotores, Justin Martez Seals teria provocado deliberadamente o fogo na estrutura onde a vítima vivia.
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Mekayla Rembert, de 32 anos, foi encontrada morta dentro da garagem onde morava, separada da casa principal do terreno, na noite de 23 de dezembro de 2025. De acordo com as autoridades, equipes de emergência a declararam morta no local por volta das 21h.
Seals foi preso no dia seguinte e compareceu à Justiça na quarta-feira para uma audiência preliminar. Durante a sessão, o promotor adjunto do condado de Jefferson, Nick Taggart, afirmou que o suspeito incendiou a estrutura intencionalmente. Segundo ele, o réu apresentava marcas de queimaduras e tinha conflitos frequentes com a esposa. “Este réu causou a morte dela e deve ser responsabilizado”, declarou, de acordo com o site AL.com.
Investigação aponta possível incêndio criminoso
De acordo com a promotoria, Seals teria utilizado gasolina ou outro acelerador para iniciar o incêndio enquanto Rembert, que utilizava cadeira de rodas, estava no quarto. Inicialmente, o suspeito disse à polícia que estava em uma loja da região quando o fogo começou e que só percebeu o incêndio ao retornar para casa.
Funcionários do estabelecimento, no entanto, relataram aos investigadores que o homem mencionou fogo e gasolina durante sua passagem pelo local e chegou a afirmar: “Minha garota está morta”. A filha do casal também contou à polícia que os pais discutiam com frequência e que o pai não gostava da mãe.
O detetive de homicídios de Birmingham, Ronald Davenport, afirmou que bombeiros identificaram sinais de incêndio criminoso, incluindo marcas de queimadura concentradas na área do quarto e próximas à porta de entrada da garagem. Um vizinho também relatou ter visto Seals gritando e dizendo que “seu bebê estava preso na garagem”.
Segundo o investigador, o suspeito não estava no local quando bombeiros e policiais chegaram. No dia seguinte, ele compareceu voluntariamente ao Departamento de Polícia de Birmingham para prestar depoimento, após as autoridades entrarem em contato com seu pai.
Em sua versão, Seals afirmou que voltava de bicicleta de uma loja de conveniência quando notou o incêndio e correu em direção à garagem em chamas. Ele também disse que deixou o local porque acreditava ter mandados de prisão em aberto e temia ser detido.
A defesa contestou as acusações. A defensora pública do condado de Jefferson, Lauren Presley, afirmou em tribunal que nenhuma testemunha viu o réu antes do início do fogo ou ateando chamas na residência. Segundo ela, depoimentos indicam que o homem tentava entrar no imóvel para salvar a esposa e estava desesperado.
A morte de Rembert foi classificada como homicídio pelo vice-chefe do Instituto Médico Legal, Bill Yates. Após a audiência, o juiz distrital do condado de Jefferson, William Bell, decidiu encaminhar o caso a um júri popular, que irá avaliar a possibilidade de formalizar a acusação.
Rembert deixa filhos. Em declarações ao AL.com, a irmã da vítima, Amber Hollis, disse que ela era dedicada à família e muito querida por quem a conhecia. “Ela era uma pessoa muito doce, que vivia a vida ao máximo”, afirmou. Horas após a morte, Hollis publicou nas redes sociais uma homenagem emocionada à irmã. Uma cerimônia em memória de Rembert foi realizada em 9 de janeiro na funerária WE Lusain.
Uma mãe do estado de Nevada entrou na Justiça contra o Distrito Escolar do Condado de Clark e uma funcionária da rede pública após a morte do filho de oito anos, que se engasgou com um pedaço de abacaxi durante o almoço na escola. A ação civil foi protocolada nesta terça-feira no Tribunal Distrital dos EUA e aponta negligência no atendimento à criança.
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Segundo o processo, Amanda Corbala responsabiliza o distrito escolar e a auxiliar de educação especial Teresa Holve pela morte de seu filho, Cruzito Ruiz. O menino frequentava um programa de ensino especial na Bass Elementary School, na região sul de Las Vegas.
De acordo com a denúncia, Ruiz sofreu um traumatismo craniano aos três anos que lhe causou deficiências físicas e cognitivas. No dia 25 de fevereiro de 2025, ele estava no refeitório da escola quando começou a se engasgar com um pedaço de abacaxi.
Sinais de sufocamento
O processo afirma que o menino tentou pedir ajuda a Holve por meio de gestos, levando as mãos à boca e às costas enquanto apresentava sinais claros de sofrimento, como bochechas inchadas. Uma colega também teria alertado a funcionária de que ele não estava bem.
Mesmo assim, segundo a ação, a auxiliar orientou o garoto a ir ao banheiro. Imagens de câmeras de segurança anexadas ao processo mostram Ruiz apontando para a boca e tentando chamar atenção antes de sair do refeitório segurando o peito.
A denúncia sustenta que, embora tivesse treinamento em reanimação cardiopulmonar (RCP), Holve não identificou o quadro de sufocamento nem tentou realizar manobras de emergência.
Demora no socorro
Após chegar sozinho ao banheiro, o menino desmaiou e ficou com a pele azulada, segundo o processo. A ação afirma que cerca de cinco minutos se passaram entre o momento em que ele deixou o refeitório e o instante em que outros funcionários foram alertados por alunos de que a criança precisava de ajuda.
Funcionários tentaram usar um desfibrilador externo automático (DEA), mas o equipamento indicou que o choque não era recomendado, pois o menino já apresentava batimentos cardíacos irregulares decorrentes de hipóxia prolongada — condição causada pela falta de oxigênio no organismo.
Os serviços de emergência foram acionados, e paramédicos chegaram cerca de 15 minutos após o momento em que Ruiz deixou o refeitório. Segundo a denúncia, os socorristas removeram o pedaço de abacaxi que obstruía as vias aéreas da criança.
Lesão cerebral irreversível
Ruiz foi levado ao St. Rose Sienna Hospital, onde foi diagnosticado com lesão cerebral anóxica, que ocorre quando o cérebro fica completamente privado de oxigênio. Nesse tipo de quadro, células cerebrais começam a morrer após cerca de quatro minutos.
O menino nunca recuperou a consciência. Ele foi declarado com morte cerebral e morreu cinco dias depois, em 2 de março de 2025.
Versões divergentes
O processo também afirma que Holve apresentou relatos diferentes ao ser questionada sobre o ocorrido. Em um documento entregue no dia do incidente, ela disse não se lembrar de ter autorizado alunos a irem ao banheiro e afirmou não ter percebido sinais de sofrimento.
No dia seguinte, porém, teria relatado que o menino parecia não se sentir bem e apresentava bochechas inchadas, motivo pelo qual acreditou que ele precisava cuspir algum líquido.
A ação acusa o distrito escolar de colocar a criança “em uma situação de perigo real e específico” e de falhar no treinamento da funcionária para lidar com emergências médicas. Também sustenta que Holve agiu com “indiferença deliberada a um risco conhecido”.
Segundo o documento judicial, ao orientar o menino a se isolar no banheiro, a funcionária teria limitado o acesso dele à supervisão de adultos e à intervenção imediata, como manobras de desengasgo ou reanimação.
“Se Cruzito tivesse permanecido no refeitório supervisionado, com assistência imediata de adultos, sua probabilidade de sobrevivência e recuperação significativa teria sido substancialmente maior”, afirma a ação.
As Forças Armadas do Equador anunciaram a apreensão de um “narco-submarino” de 35 metros de comprimento escondido em um manguezal dentro da reserva natural de Cayapas-Mataje, no norte do país, próximo à fronteira com a Colômbia. Segundo o Ministério da Defesa equatoriano, a embarcação semissubmersível estava preparada para uma “longa viagem de contrabando de drogas”.
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De acordo com a rede britânica BBC, no interior do equipamento, os militares encontraram cerca de 22.700 litros de combustível, volume considerado suficiente para percorrer grandes distâncias no oceano. Esse tipo de embarcação costuma ser usado por organizações criminosas para transportar grandes carregamentos de cocaína rumo aos Estados Unidos, Europa e, em alguns casos, até à Austrália.
A descoberta ocorre poucos dias depois de o presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciar uma “nova fase” na guerra do governo contra os cartéis de drogas, em meio ao aumento da violência ligada ao narcotráfico no país.
Durante a operação na reserva ambiental, os militares também localizaram um acampamento próximo ao local onde o submarino estava escondido. De acordo com as autoridades, o espaço funcionava como um centro logístico utilizado por criminosos para preparar embarcações destinadas ao transporte ilegal de drogas.
Além do semissubmersível, as forças de segurança apreenderam seis lanchas rápidas, sete motores de popa e dezenas de barris de combustível. Segundo o Ministério da Defesa, os militares chegaram a ser alvo de disparos de indivíduos armados durante a ação.
O governo não informou se houve prisões nem se drogas foram encontradas durante a operação.
A polícia britânica prendeu quatro homens suspeitos de colaborar com o serviço de inteligência do Irã em uma operação realizada na madrugada desta sexta-feira em Londres e arredores. Segundo autoridades, o grupo estaria envolvido em atividades de vigilância contra locais e pessoas ligadas à comunidade judaica.
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De acordo com o tabloide britânico The Sun, as detenções ocorreram pouco depois da 1h (horário local) em endereços nas regiões de Barnet e Watford, no norte da capital britânica, como parte de uma ação previamente planejada conduzida por detetives da divisão antiterrorismo da Polícia Metropolitana.
Entre os presos estão um homem iraniano e três indivíduos com dupla nacionalidade britânica e iraniana. Dois deles, de 40 e 55 anos, foram detidos em imóveis na área de Barnet. Outro suspeito, de 52 anos, foi preso em um endereço em Watford. Já o quarto detido, de 22 anos, foi algemado em uma casa no bairro de Harrow.
De acordo com a polícia, os homens são investigados por suspeita de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro, o que pode configurar crime previsto no artigo 3º da Lei de Segurança Nacional de 2023, legislação criada pelo Reino Unido para combater espionagem e interferência estrangeira.
Os investigadores afirmam que a apuração está ligada à suspeita de monitoramento de locais e indivíduos associados à comunidade judaica na capital britânica.
Durante a operação, agentes também realizaram buscas em diversos endereços em Barnet, Watford e Wembley, onde materiais e possíveis provas foram recolhidos.
Além dos quatro principais suspeitos, outros seis homens — com idades entre 20 e 49 anos — foram detidos no mesmo endereço em Harrow sob suspeita de auxiliar um criminoso. Ao todo, dez pessoas foram levadas sob custódia.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou na quinta-feira novos documentos do FBI sobre entrevistas com uma mulher que afirmou que o presidente Donald Trump a violentou após o criminoso sexual Jeffrey Epstein tê-la apresentado a ele.
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Segundo o Departamento de Justiça, esses documentos não haviam sido divulgados nas publicações anteriores de materiais relacionados ao financista falecido, ordenadas pelo Congresso dos Estados Unidos, porque haviam sido marcados por engano como “duplicados”.
Os democratas acompanham de perto a forma como a administração Trump está lidando com os arquivos de Epstein.
Os documentos divulgados na quinta-feira incluem descrições de vários interrogatórios conduzidos pelo FBI em 2019 com a mulher, que disse que tanto Epstein quanto Trump a agrediram sexualmente quando ela tinha entre 13 e 15 anos.
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Em uma das entrevistas, a mulher afirmou que Epstein a levou “a Nova York ou a Nova Jersey” e que a apresentou a Trump. Segundo relatou aos investigadores, ela mordeu Trump quando ele tentou forçá-la a fazer sexo oral nele.
Ela também afirmou que tanto ela quanto pessoas próximas receberam, durante anos, ligações ameaçadoras exigindo que mantivessem silêncio, algo que a mulher relacionou ao caso Epstein.
Trump negou qualquer conduta inadequada relacionada às acusações ligadas a Epstein, e o Departamento de Justiça já havia indicado anteriormente que alguns dos documentos divulgados “contêm acusações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump”.
Os democratas acusaram o governo Trump de encobrir detalhes da investigação sobre Epstein que poderiam prejudicar o líder republicano.
Na quarta-feira, um comitê da Câmara dos Representantes votou a favor de convocar a procuradora-geral Pam Bondi para responder a perguntas sobre como o Departamento de Justiça está administrando esses documentos.
O Equador declarou estado de emergência em sua principal refinaria de petróleo após um incêndio ocorrido no domingo que obrigou a paralisação completa das operações. A informação foi divulgada na quinta-feira pela estatal Petroecuador.
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O incêndio, que permaneceu ativo por quase duas horas durante a noite, não deixou mortos nem feridos, e as causas ainda estão sendo investigadas.
A declaração de emergência permitirá executar “as ações necessárias para mitigar os efeitos do incidente e restabelecer plenamente as operações”, afirmou a petrolífera em comunicado.
Na prática, a medida permite agilizar a contratação de serviços destinados à reparação dos danos causados pelo fogo.
Este é o segundo incêndio em um mês na Refinaria de Esmeraldas, localizada na província de mesmo nome, na fronteira com a Colômbia.
A expectativa é que as unidades afetadas voltem a operar entre meados de março e o início de maio, quando a refinaria deverá retomar plenamente suas atividades.
O país conta com outras duas refinarias, localizadas na cidade costeira de La Libertad, no sudoeste, e na localidade amazônica de Shushufindi, no nordeste.
Construída há mais de 40 anos, a Refinaria de Esmeraldas tem capacidade operacional de 110 mil barris por dia e é o maior centro de refino do país.
Em maio do ano passado, o Equador suspendeu as operações da Refinaria de Esmeraldas após o incêndio em um tanque de armazenamento de óleo combustível em suas instalações.
Grygory Gladysh, um aposentado e último ocupante de um prédio residencial da era soviética bombardeado no nordeste da Ucrânia, testemunhou o êxodo de sua família e de seus vizinhos de sua cidade natal industrial.
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O homem de 79 anos se abrigou enquanto as tropas russas cercavam sua cidade, Kharkiv, no nordeste do país, em 2022, bombardeando-a com artilharia logo no início da invasão. Ele permaneceu no local durante três invernos rigorosos, praticamente sozinho.
Quatro anos após o início da guerra, ele é o único morador de um imponente bloco de apartamentos no distrito norte da cidade, pontilhado por carcaças carbonizadas de prédios tornados inabitáveis pelos ataques russos.
Ele vive de rações alimentares, não tem aquecimento nem acesso a água corrente — e tampouco qualquer motivação para procurar refúgio em outro lugar.
“E para onde eu iria?”, disse à AFP de seu apartamento, cercado por potes e utensílios de cozinha.
Milhões de ucranianos foram deslocados internamente ou buscaram refúgio no exterior desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando a guerra mais sangrenta na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
A própria esposa e a filha de Gladysh fugiram de Kharkiv — a segunda maior cidade da Ucrânia, localizada perto da fronteira com a Rússia — e se mudaram para a Holanda quando a guerra começou.
Mas muitos nas áreas da linha de frente permanecem onde estão, particularmente moradores idosos que acreditam não ter meios para começar uma nova vida em outro lugar.
“Não sei o que levar daqui nem como transportar”, disse Gladysh.
Muitos de seus parentes da aldeia onde ele cresceu, no oeste da Ucrânia, já faleceram.
“Se eu fosse embora, teria que ir para a aldeia.”
‘Um pouco de tudo’
A vida em Saltivka, subúrbio ao norte de Kharkiv, era caótica e ensurdecedora quando as tropas russas cruzaram a fronteira com a Ucrânia.
“Eles chegaram em veículos blindados… E então a defesa começou”, disse Gladysh.
Por mais de dois meses, as forças ucranianas resistiram ao ataque russo a Kharkiv, posicionando-se no telhado do prédio — que acabou desabando durante os combates.
Segundo ele, as pessoas começaram a deixar o local após a batalha, que deixou muitos moradores sem eletricidade.
“O elevador parou de funcionar porque projéteis explodiram e atingiram o poço do elevador”, acrescentou. “Agora não há motores, nada.”
A vida desde que sua família e os vizinhos partiram tem sido solitária.
O antigo pintor agora depende das visitas de moradores da região para se sustentar.
“Nós nos cumprimentamos, nos abraçamos e conversamos.”
Às vezes eles trazem água para ele; em outras ocasiões, ele próprio precisa buscá-la com um balde. Ele também recebe rações de comida.
Um dia antes de falar com a AFP, recebeu macarrão, cereal, óleo de girassol e um pouco de leite condensado — “um pouco de tudo”.
‘O que há para fazer?’
Em um dia típico, ele vai para o quarto e fica olhando o celular. Disse que lê, mas evita assistir televisão.
“O que há para fazer? Na nossa idade, não há nada para fazer.”
Sua esposa, Natasha, tentou convencê-lo a se juntar a ela na Holanda, onde ela e a filha vivem como refugiadas, mas ele recusou.
“Você não conhece o idioma e vai ficar vagando por aí como uma ovelha, sem nunca aprendê-lo”, disse.
Gladysh cresceu em uma vila agrícola na região de Khmelnytsky, no oeste da Ucrânia, e se formou como motorista de trator.
Em vez disso, foi recrutado para o exército soviético e acabou em uma fábrica em Kharkiv, onde montava tanques. Mais tarde, conseguiu emprego como pintor de casas, trabalho que manteve até se aposentar, aos 60 anos.
Ele não sabe quando a guerra terminará nem o que acontecerá depois.
“Não há fim à vista. Veja o que está acontecendo. Ninguém disse nada inteligente ainda — nem a Rússia, nem a Ucrânia. Ninguém.”
Parece o enredo do filme Matrix, mas o que era ficção pode não estar tão distante da realidade. A hipótese voltou ao debate depois de um cientista afirmar ter identificado evidências físicas de que o universo funciona como uma espécie de simulação de computador. A tese, conhecida como “teoria da simulação”, sugere que a realidade seria resultado de um sistema computacional extremamente avançado, ideia que há anos mobiliza debates entre físicos, filósofos e entusiastas da tecnologia.
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O argumento do pesquisador Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth, Alemanhã, reside em uma “nova regra física” que ele chama de Segunda Lei da Infodinâmica. Para compreendê-la, ele a contrapõe à indiscutível segunda lei da termodinâmica, que afirma que a entropia, uma medida da desordem, em um sistema isolado sempre aumenta ou permanece constante, mas nunca diminui. É por isso que uma xícara de café quente deixada sobre uma mesa eventualmente atinge o equilíbrio térmico com o ambiente ao seu redor, maximizando sua entropia e perdendo energia. No entanto, ao estudar sistemas de informação, Vopson observou o comportamento oposto.
Desde o lançamento do filme Matrix em 1999, a teoria da simulação passou a ocupar o imaginário coletivo .
Reprodução / IMDB
Em um artigo publicado no The Conversation, o físico explica que a entropia da informação tende a permanecer constante ou diminuir ao longo do tempo, atingindo um valor mínimo no equilíbrio. Como detalhou em declarações ao portal EurekAlert!, ele e seu colega, o Dr. Serban Lepadatu, descobriram que essa dinâmica é diametralmente oposta à termodinâmica tradicional. Essa tendência à minimização da informação sugere um processo de otimização de dados, uma característica fundamental de sistemas computacionais complexos.
O pesquisador argumenta que um universo tão vasto e complexo quanto o nosso, se fosse uma simulação, exigiria otimização e compressão de dados integradas para reduzir a capacidade computacional e os requisitos de armazenamento necessários para executar o programa. “Isso é exatamente o que observamos ao nosso redor, incluindo dados digitais, sistemas biológicos, simetrias matemáticas e todo o universo”, afirmou o pesquisador na publicação mencionada.
Para testar essa hipótese, a equipe analisou genomas reais do SARS-CoV-2 (Covid-19). Ao observar as mutações do vírus, eles notaram que a entropia da informação genética diminuiu ao longo do tempo, desafiando a visão darwiniana convencional de que as mutações são eventos puramente aleatórios. De acordo com Vopson, isso indica um processo determinístico que impulsiona as mutações em direção a uma maior eficiência de dados, comportando-se como um código de “auto-otimização”.
Mutações nos genomas do SARS-CoV-2 foram uma parte da teoria
Divulgação / CONICET
Outro ponto fundamental de sua teoria é a prevalência da simetria na natureza, desde flocos de neve até estruturas biológicas. O estudo matemático de Vopson demonstra que estados de alta simetria correspondem à menor entropia da informação. Portanto, a natureza favorece a simetria não por acaso, mas porque é a maneira mais eficiente de armazenar informações dentro do sistema.
A teoria da simulação ganhou popularidade nos últimos anos ao ser debatida por acadêmicos e figuras do setor de tecnologia. Ainda assim, a hipótese permanece no campo especulativo e não há consenso científico sobre a possibilidade de comprovação empírica.

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