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Um vídeo publicado no YouTube pelo chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Dan Scavino, mostrou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebendo orações de líderes religiosos no Salão Oval da Casa Branca. O vídeo é desta sexta-feira, gravado em meio à guerra no Oriente Médio.
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Scavino também fez a publicação em seu perfil na rede social X (antigo Twitter) com a legenda: “Que Deus abençoe a América”. É possível notar a presença de cerca de 20 líderes religiosos ao redor do presidente americano que, em silêncio, fecha os olhos e recebe as orações.
— Nos sentimos honrados de estar hoje diante da tua presença, levantando os braços do nosso presidente. Oramos para que sua bênção e teu favor continuem repousando sobre ele. Oramos para que a sabedoria do céu inunde seu coração e sua mente — diz um dos pastores durante a oração.
Trump é um dos protagonistas da guerra no Oriente Médio, que atingiu seu sétimo dia nesta sexta. Com quase uma semana de confrontos, os números de pessoas mortas ultrapassaram a casa dos mil no Irã, seis soldados americanos faleceram e a economia mundial apresentou quedas relevantes.
O regulador australiano de internet alertou nesta sexta-feira que sites pornográficos deverão bloquear o acesso de menores de 18 anos a partir de segunda-feira, em virtude de novas e amplas restrições destinadas a proteger crianças.
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Alguns sites na Austrália já haviam impedido o acesso de usuários não registrados nesta sexta-feira e estavam recusando novos cadastros, poucos dias antes de se tornar obrigatório o uso de tecnologia de verificação de idade para impedir a entrada de menores.
As novas normas ampliam as medidas de segurança digital do país, após a proibição pioneira — em vigor desde 10 de dezembro — que impede menores de 16 anos de usar redes sociais.
Ampliação das restrições digitais
A iniciativa restringe o acesso de menores a “conteúdos impróprios para sua idade”, incluindo pornografia, violência de alto impacto, suicídio e transtornos alimentares.
A regulamentação abrange sites pornográficos, mecanismos de busca, lojas de aplicativos, fornecedores de videogames e sistemas de inteligência artificial generativa, incluindo chatbots.
O descumprimento pode resultar em multas de até 49,5 milhões de dólares australianos (cerca de 35 milhões de dólares) por cada infração.
O ataque de 28 de fevereiro que atingiu uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã, é o episódio mais mortal conhecido em termos de vítimas civis desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã — e nenhum dos lados assumiu a responsabilidade até o momento. Mas um conjunto de evidências reunidas pelo The New York Times — incluindo imagens de satélite recentemente divulgadas, publicações em redes sociais e vídeos verificados — indica que o prédio da escola foi severamente danificado por um ataque que ocorreu simultaneamente a um bombardeio a uma base naval operada pela Guarda Revolucionária Islâmica, situada em local próximo.
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As declarações oficiais de que as forças americanas estavam atacando alvos navais perto do Estreito de Ormuz, onde está localizada a base da Guarda Revolucionária Islâmica, sugerem que elas provavelmente foram as responsáveis ​​pelo ataque.
Dezenas de pessoas morreram em ataque a uma escola no sul do Irã
A Casa Branca encaminhou ao jornal americano as declarações da secretária de imprensa, Karoline Leavitt, em uma coletiva de imprensa na quarta-feira. Questionada se os Estados Unidos haviam realizado o ataque aéreo à escola, ela respondeu: “Não que saibamos”, acrescentando que “o Departamento de Guerra está investigando o assunto”.
A dificuldade em determinar com precisão o que aconteceu tem sido dificultada pela falta de fragmentos de armas visíveis e pela impossibilidade de jornalistas estrangeiros chegarem ao local. O número total de mortos ainda não foi confirmado por fontes independentes, mas autoridades de saúde iranianas e a mídia estatal afirmaram que o ataque matou pelo menos 175 pessoas, muitas delas crianças, na escola primária Shajarah Tayyebeh.
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Proximidade a alvo americano
Nos dias seguintes ao ataque, as autoridades americanas não confirmaram nem negaram a responsabilidade. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou na quarta-feira que uma investigação estava em andamento. A porta-voz militar israelense, Nadav Shoshani, disse a jornalistas no domingo que, “até o momento”, não tinha conhecimento de nenhuma operação militar de seu país “naquela área” naquele momento.
Autoridades americanas indicaram publicamente, em declarações, que no dia em questão, aviões dos americanos estavam realizando operações na região onde a escola estava localizada.
A escola primária fica na pequena cidade de Minab, no sul do país, a mais de 965 quilômetros de Teerã, mas próximo da importante via navegável do Estreito de Ormuz. Como sábado é o início da semana de trabalho iraniana, crianças e professores estavam em aula no momento do ataque, disseram autoridades de saúde e a mídia estatal iraniana.
Bombas caíram numa escola feminina em Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã , e a emissora pública israelense informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, havia sido alvo dos ataques.
ALI NAJAFI / ISNA / AFP
Os ataques foram relatados pela primeira vez nas redes sociais pouco depois das 11h30, horário local. Uma análise dessas postagens — bem como fotos e vídeos de testemunhas capturados dentro de uma hora após os ataques — ajuda a corroborar que a escola foi atingida ao mesmo tempo que a base naval. Um vídeo, identificado por especialistas em geolocalização , mostrou várias colunas de fumaça saindo da área da base e da escola.
Imagens mostrando os extensos danos ao prédio da escola foram compartilhadas por um grupo de direitos humanos iraniano logo em seguida, e vídeos publicados pela mídia iraniana e verificados de forma independente pelo New York Times mostraram multidões de pessoas vasculhando os escombros em busca de sobreviventes e vítimas.
Para avaliar melhor os danos dentro da base e o que poderia tê-los causado, o jornal americano encomendou novas imagens de satélite da empresa Planet Labs, e uma das mídas tiradas na quarta-feira corroborou ainda mais a cronologia dos eventos.
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As imagens mostram que múltiplos ataques de precisão atingiram pelo menos seis edifícios da Guarda Revolucionária, além da escola. Quatro edifícios dentro da base naval foram completamente destruídos e outros dois apresentaram marcas de impacto no centro de seus telhados, o que é consistente com ataques de precisão.
O analista de segurança nacional, Wes J. Bryant, que serviu na Força Aérea dos Estados Unidos, e foi consultor sênior em danos a civis no Pentágono, analisou as novas imagens de satélite e concluiu que todos os edifícios, incluindo a escola, foram atingidos por ataques com precisão cirúrgica.
Bryant, que tem sido crítico da administração Trump, disse que a explicação mais provável era que a escola tivesse sido um “alvo mal identificado” — que as forças atacaram o local sem perceber que poderia haver um grande número de civis dentro dele.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, afirmou em uma coletiva de imprensa na quarta-feira que as forças americanas estavam realizando ataques no sul do Irã naquele momento. Um mapa apresentado por ele mostrava que uma área que incluía Minab havia sido alvo de ataques nas primeiras 100 horas da operação, embora não identificasse explicitamente a cidade.
Na mesma coletiva de imprensa, o General Caine afirmou que as forças israelenses estavam operando predominantemente mais ao norte do país. Ele também identificou diversas operações militares americanas visando as áreas do sul e sudeste do Irã, sem mencionar qualquer atividade israelense nessas regiões.
“Ao longo do eixo sul, o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln continuou a exercer pressão marítima ao longo do lado sudeste da costa e vem desgastando a capacidade naval em todo o estreito”, disse o general.
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Por volta de 2013, de acordo com as imagens de satélite obtidas pelo jornal americano, a escola chegou a fazer parte da base naval da Guarda Revolucionária, mas desde setembro de 2016, o mesmo prédio foi isolado por uma divisória e não estava mais conectado à base.
Imagens de satélite mostram também que a estrutura apresenta as características de uma escola, incluindo um campo de esportes e outras áreas recreativas que foram adicionadas ao longo do tempo.
“Dadas as capacidades de inteligência dos Estados Unidos, eles deveriam saber que havia uma escola nas proximidades”, disse Beth Van Schaack, ex-funcionária do Departamento de Estado e professora do Centro de Direitos Humanos e Justiça Internacional da Universidade de Stanford.
Teoria de ‘fogo amigo’ descartada
Circulam algumas teorias online sugerindo que um míssil iraniano disparado incorretamente foi o responsável pelo ataque à escola, mas o New York Times e outros analistas online desmentiram a alegação, em parte ao determinar que um único míssil errante não teria causado danos tão precisos e direcionados a vários edifícios da base naval.
Autoridades americanas afirmam que o ataque ainda está sob investigação. Se for confirmado que foi uma bomba americana que atingiu Shajarah Tayyebeh, uma das questões que provavelmente surgirá será se a greve escolar foi um erro ou se foi um ataque direcionado com base em informações desatualizadas.
A especialista em direito da guerra, Janina Dill, da Universidade de Oxford, afirmou que os países responsáveis por ataques são obrigados a “verificar o estado” do alvo para garantir que civis não sejam feridos. A omissão dessa verificação pode violar o direito internacional, acrescentou.
Bancada feminina da Câmara

A bancada feminina da Câmara dos Deputados definiu uma pauta com mais de 80 proposições para 2026, concentrando esforços em iniciativas que reforçam a segurança, a saúde materna e a participação política das mulheres.

A principal aposta das parlamentares é a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 41/26, que busca garantir recursos financeiros diretos para o enfrentamento do feminicídio e a proteção da vida de meninas e mulheres.

A coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), explicou que o projeto destina R$ 5 bilhões, fora do teto de gastos, para fortalecer as ações voltadas às mulheres nos municípios.

“Para construir rede de apoio e enfrentar a violência contra a mulher, é preciso descentralizar os recursos e fortalecer os organismos de políticas para as mulheres que já existem”, defendeu.

Coordenadora do Observatório Nacional da Mulher na Política, a deputada Iza Arruda (MDB-PE) reforçou a urgência. “Se não temos orçamento para a mulher, a gente não consegue fazer com que as ações cheguem a quem mais precisa”, disse.

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Iza Arruda (MDB-PE)
Iza Arruda coordena o Observatório Nacional da Mulher na Política

A preocupação das parlamentares é justificada pela gravidade dos dados: em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o que equivale a uma média de quatro mortes por dia.

Diante desse cenário, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a prioridade de votação em março serão projetos da bancada feminina.

“O número de mulheres que são mortas no Brasil afora nos entristece muito, e isso requer de nós respostas duras”, declarou o presidente. “Quero reafirmar o compromisso com o pacto contra o feminicídio e ter uma pauta ainda mais firme, ousada e abrangente no combate à violência contra a mulher.”

Também a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, em evento na Câmara, destacou como ação de enfrentamento ao problema, justamente, o Pacto Brasil contra o Feminicídio. “Precisamos atuar na base dessa transformação. Na educação, na prevenção e na construção de uma sociedade que reconheça a igualdade”, defendeu.

Barbara Penna
Outro projeto prioritário é o PL 2083/22, conhecido como Lei Barbara Penna, que busca impedir que agressores continuem ameaçando suas vítimas após a condenação.

Barbara Penna, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio em 2013, relatou na Câmara as falhas no sistema ao tentar denunciar a violência contra mulheres.

“Muitos julgam as mulheres vítimas de violência, dizendo que elas não denunciam. Mas, na época, antes da tragédia, eu fui até a delegacia para efetivar a denúncia e fui desmotivada. Entrei na delegacia com medo e saí ainda com mais medo.”

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Dep. Jack Rocha (PT - ES)
A coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara, Jack Rocha

Monitoração eletrônica
Outro projeto em destaque é o PL 4165/25, que estabelece critérios para a monitoração eletrônica de agressores. “Monitorar agressores de vítimas com medida protetiva tem impedido o feminicídio”, observou Jack Rocha.

Prioridade também é o PL 3874/23, que proíbe a aquisição e o porte de armas de fogo por indivíduos com registros de agressão contra mulheres em inquéritos ou processos judiciais.

Na esfera jurídica e financeira, a bancada defende o PL 821/25, que suspende a pensão paga por vítimas a agressores em casos de violência doméstica.

Já o PL 6997/17 impede a concessão de fiança em crimes cometidos no âmbito da Lei Maria da Penha.

Para garantir a autonomia da vítima, o PL 3700/23 concede estabilidade provisória no emprego para mulheres sob medida protetiva de urgência.

Representatividade
Além do combate à violência e ao feminicídio, a líder da bancada negra na Câmara, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), destacou a luta por cadeiras permanentes no Parlamento e por um equilíbrio para as mulheres negras, afirmando que elas precisam do “mesmo tratamento que as demais mulheres”, já que são “minoritárias dentro da minoria” de parlamentares.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Dep. Benedita da Silva (PT - RJ)
Benedita da Silva: mulheres negras são “minoritárias dentro da minoria”

O presidente Hugo Motta também defendeu mais espaço para a mulher na política e destacou que um de seus compromissos é que as parlamentares relatem projetos dos mais variados temas, e não só relacionados aos assuntos da bancada.

“Mulher tem de relatar projeto sobre tudo; tenho procurado priorizar isso, para ter mulheres nas relatorias importantes e, com isso, a bancada feminina ganha o protagonismo que merece”, declarou. “Temos que fortalecer o papel da bancada feminina para que, na próxima legislatura, ela venha ainda mais representativa.”

No campo político, as deputadas buscam aprovar o PL 68/25, que amplia a proteção a mulheres em espaços de poder contra a violência política de gênero, e o PL 3867/23, que autoriza o uso de fundos eleitorais para custear a segurança pessoal de candidatas durante as campanhas.

Na avaliação da deputada Jack Rocha, a violência digital é uma das principais formas de silenciar mulheres na política. “Precisamos avançar na regulamentação das redes para que as mulheres não se afastem da vida pública por acharem o ambiente muito ácido.”

Ambiente digital
Atenta aos novos tipos de crimes, especialmente no ambiente digital, a bancada prioriza ainda o PL 1891/23, que tipifica o estupro virtual no Código Penal, e o PL 6194/25, focado no enfrentamento à misoginia na internet.

A regulamentação do uso ético da inteligência artificial (PL 2338/23) também integra a lista de interesses das parlamentares, a fim de assegurar que a tecnologia respeite a centralidade da pessoa humana.

Violência obstétrica
A saúde da mulher é outra frente prioritária da bancada feminina em 2026, com foco na humanização do parto. Três projetos ganham relevância:

  •  PL 1763/25, que cria diretrizes para o pré-natal e o parto, tipificando o crime de violência obstétrica;
  • PL 1527/25, voltado para o combate da violência obstétrica contra mulheres indígenas; e
  • PL 2768/25, que restringe a episiotomia (corte cirúrgico no períneo, região entre a vagina e o ânus) na assistência ao parto normal somente em situações de necessidade clínica devidamente registrada.

Além disso, a pauta inclui a regulamentação da profissão de doula (PL 3946/21).

Esporte e orçamento
Com a proximidade da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil, a bancada acompanha a Medida Provisória 1335/26, que trata dos direitos de mídia e da propriedade intelectual do evento, além do PL 4578/25, que define diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino no país.

Por fim, a bancada articula a criação do Orçamento Mulher (PL 2883/24), uma ferramenta para promover transparência e garantir recursos específicos para políticas públicas femininas, além de propor a inclusão de recortes de gênero, raça e etnia na execução de políticas urbanas (PL 3637/23).

 

 

 

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão solene em homenagem às mulheres

Em 2025, 25 novas leis ampliaram direitos ou proteção às mulheres ou reconheceram a importância da atuação delas para a sociedade, na avaliação da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados. Embora a produção legislativa tenha sido intensa, as parlamentares alertam para a necessidade de que as leis saiam do papel.

A Coordenadora do Observatório Nacional da Mulher na Política, deputada Iza Arruda (MDB-PE), observou que o marco legal brasileiro já é robusto, mas carece de aplicação prática. “Não é a falta de lei. Nós temos muitas leis. A gente precisa é chegar lá na ponta”, afirmou a parlamentar. Ela acredita que o problema central é o “orçamento que está pequeno para as mulheres”.

A coordenadora dos Direitos da Mulher na Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), confirmou essa visão, defendendo que o foco agora deve estar na regulamentação. Segundo ela, projetos como o auxílio-aluguel para vítimas de violência e o protocolo “não é não” precisam de diretrizes claras “para que o efeito seja imediato, sem depender sempre de determinação judicial”.

Combate à violência
Apesar das observações das deputadas, a legislação sancionada em 2025 apresenta avanços em diversas áreas, com destaque para o combate à violência contra a mulher, saúde pública e direitos digitais.

O combate à violência contra a mulher e a proteção dela estão entre os temas com maior número de atualizações. Entre as novas normas, a Lei 15.125/25 prevê o uso de tornozeleira eletrônica no agressor durante a vigência de medidas protetivas de urgência, o que aumenta a segurança direta da vítima. A medida surgiu do Projeto de Lei 5427/23, do deputado Gutemberg Reis (MDB-RJ).

Já a Lei 15.123/25 aumenta a pena por violência psicológica contra a mulher quando há o uso de inteligência artificial. A medida foi originalmente apresentada pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), por meio do PL 370/24.

Outra lei sancionada – Lei 15.160/23 – proíbe a redução de pena e do prazo de prescrição em crimes de violência sexual contra a mulher quando o criminoso tiver menos de 21 anos ou mais de 70 anos. A norma é resultado do PL 419/23, da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Jandira Feghali (PCDOB-RJ)
Jandira Feghali é autora de uma da propostas que virou lei

Saúde
Na área da saúde, a Lei 15.284/25 assegura exame de mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todas as mulheres a partir dos 40 anos. A nova norma é originária de uma proposta do Senado (PL 499/25).

Outra norma originada do Senado foi a Lei 15.171/25, que amplia o direito das mulheres à cirurgia plástica reparadora da mama em casos de mutilação total ou parcial. O projeto original foi o PL 2291/23.

Já a Lei 15.281/25 cria uma estratégia voltada às mulheres alcoolistas. A norma é resultado do PL 2880/23, do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM). O texto determina a criação de ações específicas para mulheres usuárias e dependentes de álcool no SUS, em especial gestantes e mulheres que acabaram de dar à luz.

Por sua vez, a Lei 15.222/25 prorroga a licença-maternidade nos casos de internação hospitalar prolongada da mãe ou do recém-nascido, garantindo o tempo de convivência após a alta. A norma tem origem no Projeto de Lei 386/23, da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Direitos da criança e do adolescente
Conhecida como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, a Lei 15.211/25 cria mecanismos específicos para proteger o público infantojuvenil no ambiente da internet. A origem da norma é o PL 2628/22, do Senado.

A Lei 15.234/25 (originada do PL 942/24, de Laura Carneiro) aumenta a pena para quem fornece álcool ou drogas a menores de 18 anos, e a Lei 15.280/25 (originada do PL 2810/25, do Senado) agrava a punição para crimes sexuais contra vulneráveis.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Discussão e Votação de Propostas Legislativas. Dep. Tabata Amaral (PSB - SP)
Tabata Amaral apresentou proposta sobre reserva de vaga para mulheres

Cotas em estatais
O Congresso aprovou ainda o PL 1246/21, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que deu origem à Lei 15.177/25, que estabelece uma reserva mínima de 30% das vagas para mulheres nos conselhos de administração de empresas estatais. Do total reservado, 30% deverão ser destinados a mulheres negras ou com deficiência.

Saiba quais foram as leis de interesse da Bancada Feminina sancionadas em 2025

  • Lei 15.086/25 – Inscreve o nome de Hipólita Jacinta Teixeira de Melo no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria
  • Lei 15.116/25 – Institui programa de reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência doméstica no SUS
  • Lei 15.123/25 – Aumenta pena para violência psicológica contra a mulher quando praticada com o uso de inteligência artificial
  • Lei 15.124/25 – Veda discriminação contra estudantes e pesquisadoras em bolsas de estudo e pesquisa em razão de gestação ou maternidade
  • Lei 15.125/25 – Prevê monitoração eletrônica do agressor durante aplicação de medida protetiva de urgência
  • Lei 15.127/25 – Institui campanha de incentivo à doação de cabelo a pessoas carentes em tratamento de câncer e vítimas de escalpelamento
  • Lei 15.139/25 – Cria a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental
  • Lei 15.160/25 – Proíbe a redução do prazo de prescrição em crimes de violência sexual contra a mulher
  • Lei 15.171/25 – Amplia o direito das mulheres à cirurgia plástica reparadora da mama no SUS
  • Lei 15.174/25 – Institui a Política Nacional de Enfrentamento da Infecção por Papilomavírus Humano (HPV)
  • Lei 15.176/25 – Cria um programa nacional de proteção dos direitos da pessoa com síndrome de fibromialgia, que afeta predominantemente as mulheres
  • Lei 15.177/25 – Torna obrigatória a reserva mínima de participação de mulheres em conselhos de administração de empresas estatais
  • Lei 15.211/25 – Conhecida como Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, protege crianças e adolescentes no ambiente digital
  • Lei 15.212/25 – Denomina oficialmente Lei Maria da Penha a Lei 11.340, de 2006
  • Lei 15.214/25 – Cria o Selo Cidade Mulher para municípios que se destacarem em políticas públicas para o bem-estar feminino
  • Lei 15.221/25 – Cria a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães
  • Lei 15.222/25 – Prorroga a licença-maternidade em caso de internação hospitalar prolongada da mãe ou do recém-nascido
  • Lei 15.223/25 – Consolida o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Plano Safra da agricultura familiar
  • Lei 15.234/25 – Aumenta a pena para quem fornecer drogas ou bebidas alcoólicas a crianças ou adolescentes
  • Lei 15.261/25 – Inclui o Dia Internacional da Mulher no calendário nacional e cria o Dia Nacional e o Dia Internacional das Meninas
  • Lei 15.263/25 – Determina o uso de linguagem simples em mensagens de órgãos públicos para cidadãos
  • Lei 15.280/25 – Agrava a pena dos crimes sexuais contra vulneráveis
  • Lei 15.281/25 – Cria estratégia de saúde direcionada às mulheres alcoolistas
  • Lei 15.284/25 – Assegura a todas as mulheres a partir dos 40 anos o direito à mamografia
  • Lei 15.295/25 – Amplia a coleta de DNA na identificação criminal
O número de mortos no Irã desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel já chega a pelo menos 787 pessoas, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho iraniana, enquanto novas imagens de satélite divulgadas nesta semana mostram a extensão da destruição em áreas urbanas do país. Os registros, publicados pela empresa de monitoramento Vantor, revelam prédios destruídos e infraestrutura danificada em diferentes pontos de Teerã após sucessivas ondas de bombardeios.
Turquia, Rússia, China e Índia: onde estão os aliados do Irã em meio à guerra no país?
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Os ataques atingiram diversos bairros residenciais da capital iraniana durante a noite, provocando grandes explosões relatadas por moradores ao The New York Times. De acordo com a televisão estatal iraniana, uma clínica médica, um posto de gasolina, um estacionamento e dois edifícios residenciais foram destruídos. A ofensiva também teria atingido uma área próxima ao palácio presidencial e ao Conselho de Segurança Nacional.
A escalada ocorre dias após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque aéreo. Desde então, a sucessão no comando do país se tornou um dos temas centrais do conflito, com o nome de seu filho, Mojtaba Khamenei, apontado como principal candidato.
Escalada militar na região
Enquanto os bombardeios continuavam no Irã, as Forças Armadas de Israel afirmaram ter atacado posições do Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute na madrugada desta sexta-feira. A ofensiva atingiu Dahiya, um reduto do grupo apoiado por Teerã, onde pelo menos três prédios desabaram, provocando o deslocamento de milhares de moradores.
No Líbano, ao menos 123 pessoas morreram desde o início da nova fase do conflito, segundo o Ministério da Saúde do país. Moradores deslocados passaram a noite em rotatórias, estacionamentos ou dentro de carros no centro da capital libanesa após fugirem dos bombardeios.
Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã lançou uma nova onda de drones e mísseis contra alvos em Tel Aviv, segundo comunicado divulgado pela agência estatal IRNA. Sirenes de alerta aéreo foram acionadas na cidade, e os militares israelenses disseram ter detectado lançamentos de mísseis vindos do território iraniano.
Autoridades americanas afirmam, no entanto, que a campanha militar vem reduzindo significativamente a capacidade de retaliação de Teerã. O chefe do Comando Central dos EUA, almirante Brad Cooper, declarou que os ataques com mísseis balísticos iranianos caíram cerca de 90% desde o último sábado, enquanto os lançamentos de drones diminuíram 83%.
Mesmo assim, autoridades iranianas alertam que o conflito pode se prolongar. Em publicação nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, afirmou que a guerra pode se transformar em um “atoleiro para quem decidir levá-la adiante”.
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Promotores federais dos Estados Unidos acusaram uma ex-executiva da ExThera, fabricante californiana de dispositivos médicos, de ocultar do governo as mortes de dois pacientes com câncer que foram tratados com o filtro sanguíneo da empresa. A Dra. Sanja Ilic, ex-diretora de assuntos regulatórios da empresa, concordou em se declarar culpada e pode enfrentar até três anos de prisão, informou o Departamento de Justiça nesta quinta-feira.
Os promotores também firmaram um acordo de acusação diferida com a empresa, no qual a ExThera admitiu ter fraudado e enganado a Food and Drug Administration (FDA) ao deixar de relatar as mortes.
A empresa concordou em pagar uma multa criminal de 750 mil dólares, que será destinada às famílias das vítimas, além de abrir mão de 5,7 milhões de dólares.
Tratamento experimental e mortes
Os dois pacientes, David Hudlow, de Panama City, na Flórida, e Kyle Chupp, de Orillia, em Ontário, morreram com um dia de diferença, em abril de 2024, pouco depois de voltarem para casa após terem seu sangue filtrado na ilha caribenha de Antigua.
Hudlow, de 55 anos, e Chupp, de 39, estavam entre cerca de duas dezenas de pacientes com câncer em estágio avançado que a ExThera atraiu para Antigua com promessas de que seu filtro sanguíneo — que a FDA havia aprovado condicionalmente apenas para o tratamento da Covid-19 — poderia curá-los, segundo reportou o New York Times no ano passado. Os pacientes pagavam 45 mil dólares por sessão de tratamento.
A operação em Antigua foi idealizada por Alan Quasha, um bilionário americano que viu potencial no filtro sanguíneo da ExThera como tratamento para câncer e longevidade. A Quadrant Management, empresa de private equity da família de Quasha, investiu na ExThera e criou uma distribuidora no Caribe que comprou 10 milhões de dólares em dispositivos de filtragem da companhia. Outra subsidiária da Quadrant contratou uma clínica de saúde em Antigua para administrar os tratamentos.
Ilic e um membro do conselho da ExThera próximo a Quasha, chamado John Preston, promoveram o filtro sanguíneo a pacientes com câncer nos Estados Unidos e no Canadá como uma descoberta milagrosa, informou o New York Times. Nem Quasha nem Preston foram acusados, e ambos negaram qualquer irregularidade.
A investigação, conduzida pela força-tarefa da Nova Inglaterra da Unidade de Fraudes em Saúde do Departamento de Justiça, continua em andamento, segundo duas pessoas familiarizadas com o caso.
A ExThera, que chegou a ter cerca de 50 funcionários, vem buscando novos investimentos e está próxima de pedir recuperação judicial sob o Capítulo 11, de acordo com documentos de apresentação a investidores obtidos pelo New York Times.
A Bolívia retomou a erradicação de plantações ilegais de coca após quase um ano de paralisação. A operação foi relançada em uma cerimônia na cidade de Chimoré, no Trópico de Cochabamba, nesta quinta-feira (5), onde militares iniciaram a destruição manual de novos cultivos, utilizando pás, picaretas e facões sob forte calor, segundo constatou a AFP.
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A retomada ocorre em meio a um aumento das áreas cultivadas. De acordo com o United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC), a área plantada pode ter chegado a 40 mil hectares em 2025 — cerca de 10% a mais do que no ano anterior e acima do limite legal de 22 mil hectares estabelecido pela legislação boliviana em 2017.
Operação em bastião político de Evo Morales
As ações começaram justamente na região considerada bastião político do ex-presidente Evo Morales, líder histórico dos sindicatos de produtores de coca. O relançamento da política antidrogas ocorre após as tensões entre Morales e o ex-presidente Luis Arce terem paralisado a erradicação ao longo de 2025.
Durante o ato em Chimoré, o ministro do Interior, Marco Antonio Oviedo, afirmou que o governo pretende combater o narcotráfico sem recorrer à violência. “Não viemos impor nada nem gerar conflito”, disse o ministro, acrescentando que o Estado não recuará “nem um milímetro diante dos narcotraficantes”.
A presença de autoridades e militares provocou desconfiança entre dirigentes cocaleros, que organizaram vigílias nas estradas e montaram pontos de observação improvisados para acompanhar as operações. Alguns produtores afirmaram temer que a cooperação com os Estados Unidos resulte em acusações de narcotráfico contra lideranças locais.
Paralelamente, o governo do presidente Rodrigo Paz, que assumiu o cargo em novembro após duas décadas de governos de orientação socialista, negocia um acordo para o retorno da Drug Enforcement Administration (DEA). A agência antidrogas americana foi expulsa do país em 2008, durante o governo de Morales, e atualmente mantém apenas intercâmbio de informações com autoridades bolivianas enquanto um novo tratado de cooperação é discutido.
Entre produtores de coca da região, a possível presença da agência americana gera preocupação. Líderes locais afirmam que não aceitariam bases militares estrangeiras e temem que a cooperação leve à extradição de dirigentes ou a intervenções externas no país.
A Bolívia é atualmente o terceiro maior produtor mundial de folha de coca, atrás de Colômbia e Peru. Embora parte da produção seja destinada a usos tradicionais — como mastigação e infusões —, organismos internacionais estimam que grande parcela da coca cultivada na região de Chapare acaba sendo desviada para a produção de cocaína, mantendo o país no centro do debate regional sobre o combate ao narcotráfico.
A Europol, agência da União Europeia responsável pela cooperação policial entre os países do bloco, afirmou que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território europeu é atualmente considerado elevado. Segundo a instituição, a guerra no Oriente Médio pode intensificar processos de radicalização, além de aumentar o risco de ciberataques e campanhas de desinformação no continente.
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De acordo com a CNN Portugal, em resposta enviada à agência portuguesa Lusa, uma porta-voz da Europol afirmou que o conflito na região já provoca reflexos diretos no cenário de segurança da União Europeia.
— A guerra no Oriente Médio tem repercussões imediatas no crime grave e organizado e no terrorismo na União Europeia — disse a representante da agência.
De acordo com a Europol, o atual nível de ameaça pode se manifestar por meio da radicalização de indivíduos isolados ou de pequenas células autônomas.
— O nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado. Isso pode ocorrer por meio da radicalização interna de indivíduos ou pequenos grupos auto-organizados — afirmou.
A agência também alertou que a disseminação rápida de conteúdos polarizadores nas redes sociais pode acelerar esses processos de radicalização, especialmente entre membros de diásporas que vivem em países europeus.
Outro ponto de preocupação é a possível atuação de grupos aliados do Irã no continente. A Europol citou o chamado “Eixo da Resistência”, que inclui organizações como Hezbollah, Hamas e os rebeldes Huthis, além de redes criminosas que atuariam sob orientação de instituições de segurança iranianas.
Segundo a agência, essas estruturas podem estar envolvidas em ações desestabilizadoras no território europeu.
— Suas operações podem incluir ataques terroristas, campanhas de intimidação, financiamento do terrorismo, além de ciberataques, desinformação e fraudes online — afirmou a Europol.
Além do terrorismo, a agência também destacou o risco crescente de ataques cibernéticos contra infraestruturas e empresas ocidentais caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.
Segundo o alerta, grupos criminosos e organizações terroristas podem aproveitar o aumento do fluxo de informações para promover fraudes e disseminar desinformação utilizando ferramentas de inteligência artificial. Entre os possíveis alvos estão instalações diplomáticas, infraestruturas públicas e locais considerados vulneráveis.
Apesar das preocupações, a Europol afirmou que, até o momento, não há indícios de aumento no tráfico de migrantes relacionado diretamente ao conflito.
A situação foi discutida também por autoridades europeias. Em entrevista coletiva em Bruxelas nesta semana, o comissário europeu para Assuntos Internos, Magnus Brunner, afirmou que a prioridade da Comissão Europeia é garantir a segurança dos cidadãos do bloco.
Segundo ele, a União Europeia tem reforçado os controles de segurança nas fronteiras e ampliado o uso do Sistema de Informação Schengen, banco de dados compartilhado que permite aos países emitir alertas relacionados a suspeitos de terrorismo.
Brunner também destacou a implementação gradual do novo sistema europeu de entrada e saída de viajantes, que começou a ser aplicado em outubro e deve estar totalmente operacional em abril.
— Esse sistema já permitiu a detenção de cerca de 500 pessoas consideradas uma ameaça à União Europeia. Estamos no caminho certo, mas manter a vigilância é fundamental — afirmou.
O alerta da Europol ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram um ataque militar contra o Irã que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

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