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O céu deve escurecer por alguns minutos em pleno dia durante um fenômeno astronômico raro previsto para 2 de agosto de 2027. Nesse dia, um eclipse solar total cruzará parte do hemisfério oriental e poderá provocar até 6 minutos e 22 segundos de escuridão em determinadas regiões do planeta — o que o tornará o eclipse mais longo observado em terra firme no século XXI.
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O fenômeno poderá ser visto parcialmente em áreas da Europa, África e Ásia. No entanto, a fase de totalidade — quando a Lua bloqueia completamente a luz do Sol — será visível apenas em uma faixa de cerca de 258 quilômetros de largura.
Segundo a NASA, essa faixa de totalidade percorrerá mais de 15 mil quilômetros e passará por dez países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. No total, a sombra da Lua cobrirá cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados da superfície terrestre.
O eclipse faz parte da série Saros 136, conhecida por produzir eclipses com fases de totalidade mais longas. Um evento com duração superior a essa só deve ocorrer novamente em 2114.
Por que o eclipse será tão longo
A duração incomum do fenômeno está relacionada à posição da Lua no momento do eclipse. Nesse período, o satélite natural estará no perigeu, ponto da órbita em que fica mais próximo da Terra. Essa proximidade faz com que a sombra projetada pela Lua seja maior, permitindo que o Sol fique totalmente encoberto por mais tempo.
O eclipse faz parte da série Saros 136, conhecida por produzir eclipses com fases de totalidade mais longas. Um evento com duração superior a essa só deve ocorrer novamente em 2114
Getty Images
Durante a fase de totalidade, o ambiente não ficará completamente escuro como à noite. Segundo o site especializado Space.com, o efeito será semelhante a um crepúsculo repentino, com uma espécie de penumbra de 360 graus ao redor do horizonte.
Informações falsas nas redes sociais
Nos últimos dias, circularam nas redes sociais publicações afirmando que “o mundo ficará totalmente no escuro por seis minutos” e que o fenômeno não se repetirá por cem anos. A informação não é correta.
Apesar de a duração ser considerada longa para um eclipse solar, a escuridão total só poderá ser observada dentro da faixa específica por onde a sombra da Lua passará.
Além disso, não haverá outro eclipse solar em agosto de 2027. O próximo fenômeno do tipo previsto para aquele ano será um eclipse solar parcial em 21 de setembro, visível principalmente em regiões do oceano Pacífico, incluindo áreas próximas a Fiji, Taiti e Nova Zelândia.
Como observar o fenômeno
Para assistir ao eclipse, será necessário estar dentro da faixa de totalidade e contar com boas condições climáticas. Entre os locais considerados favoráveis para observação estão a cidade de Tarifa, na Espanha, praias da Tunísia e a cidade egípcia de Luxor.
Se o céu estiver limpo nessas regiões, será possível observar o momento exato em que o disco solar desaparece completamente por alguns minutos.
Além de atrair turistas interessados em astronomia, o fenômeno também deve servir como oportunidade para pesquisas científicas.
Por que acontecem os eclipses solares
De acordo com a NASA, um eclipse solar ocorre quando o Sol, a Lua e a Terra ficam quase perfeitamente alinhados e a Lua passa entre o Sol e o nosso planeta, projetando sua sombra sobre a Terra.
Essa configuração não acontece em todas as luas novas porque a órbita da Lua é inclinada cerca de cinco graus em relação à órbita da Terra. Por isso, na maioria das vezes, a sombra do satélite passa acima ou abaixo do Sol quando vista da Terra.
Existem diferentes tipos de eclipses solares. No eclipse total, a Lua cobre completamente o disco solar e permite observar a coroa do Sol. No eclipse anular, a Lua está um pouco mais distante da Terra e não cobre totalmente o Sol, deixando um anel luminoso visível ao redor. Já no eclipse parcial, apenas parte do Sol é encoberta. Há ainda os eclipses híbridos, que podem parecer totais ou anulares dependendo do local de observação.
A investigação judicial sobre a morte de Sofía Devries, a jovem de 23 anos que morreu durante um exercício de mergulho em Puerto Madryn, na Patagônia argentina, está em andamento, com a análise de depoimentos de participantes do mergulho, bem como o estudo de manuais técnicos e normas de segurança que regem a atividade. O caso teve grande repercussão na Argentina e gerou um debate na comunidade de mergulho recreativo sobre as condições em que os treinamentos são realizados e a conduta dos instrutores em situações críticas subaquáticas.
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O corpo da jovem foi encontrado na quarta-feira, 18 de fevereiro, por autoridades locais, nas águas do Golfo Novo, próximo à costa de Punta Cuevas, após 48 horas de buscas. Fontes judiciais indicam que o grupo que Sofía integrava no momento da tragédia havia concluído o curso “Open Water Diver” no dia anterior, uma certificação básica que permite aos mergulhadores descerem a uma profundidade de 18 metros. No dia seguinte, Sofía decidiu fazer, juntamente com outros membros do grupo, um segundo curso. Nele, eles conseguiriam chegar a 30 metros.
As buscas pelo corpo da jovem duraram 48 horas
Maxi Jonas via La Nación
O que aconteceu no momento da tragédia?
Os depoimentos coletados após a morte da jovem começaram a reconstruir a sequência do mergulho. Segundo as declarações iniciais, o grupo era composto por quatro pessoas que desciam acompanhadas por instrutores. Um dos participantes — que se acredita ser o parceiro da jovem — teve dificuldade em descer devido a problemas para equalizar a pressão nos ouvidos, uma manobra de rotina realizada por mergulhadores durante a descida.
— Ele estava com dificuldade para descer porque estava com dificuldade para equalizar. É uma manobra que é feita a cada poucos metros, e ele estava achando difícil — afirmaram os investigadores.
Naquele momento, Sofía já estava em uma profundidade maior com um instrutor da escola Freediving Patagonia identificado como Alejandro Andrés, que agora é o foco de parte da análise jurídica. Entretanto isso, os outros membros do grupo também começaram a subir.
Nesse momento, o instrutor de Sofía sinalizou que estava com um problema no colete equilibrador e precisava subir à superfície. Quando ele começou a subir, a jovem permaneceu no fundo. Segundo depoimentos colhidos pela Procuradoria, ela entrou em pânico.
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— Ela começou a se desesperar, teve uma crise e removeu o regulador para tentar respirar — explicaram fontes próximas ao caso.
O instrutor tentou ajudá-la. Primeiro, ofereceu-lhe o próprio regulador e, em seguida, tentou inflar o colete equilibrador (BCD) dela para que ambos pudessem subir à superfície. No entanto, durante a manobra, a jovem teria soltado o colete. Com o próprio BCD inflado, o parceiro subiu e ficou impossibilitado de descer para ajudá-la.
A suposta responsabilidade do instrutor e o debate na comunidade de mergulho recreativo
Um dos pontos centrais da investigação é determinar se o instrutor agiu de acordo com os protocolos de segurança estabelecidos para esse tipo de prática. A discussão técnica gira em torno de saber se, ao detectar um problema com seu próprio equipamento, ele deveria ter ordenado que todo o grupo subisse junto com ele, em vez de subir sozinho à superfície.
— O que se investiga é se, ao ter esse problema, ele deveria ter dito ‘subimos todos’ e não deixá-la lá embaixo. Essa é a discussão técnica — indicaram fontes judiciais.
Para avançar nessa avaliação, o Ministério Público solicitou os manuais oficiais da Associação Profissional de Instrutores de Mergulho (PADI) e também as normas vigentes da Prefeitura Naval relacionadas a atividades de mergulho.
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Os investigadores buscam determinar se existe uma regra explícita que obrigue o instrutor a não abandonar os mergulhadores durante uma imersão, ou se a situação poderia ser considerada parte dos riscos próprios de uma atividade classificada como esporte radical.
— Todos opinam que ele não deveria tê-la deixado sozinha, mas o que está sendo analisado é se essa obrigação está escrita em alguma norma e se, mesmo estando lá embaixo, o desfecho poderia ter sido evitado — explicaram os investigadores.
Enquanto isso, o caso continua na fase de coleta de provas e análise técnica para estabelecer se houve responsabilidades penais ou administrativas pela morte da jovem.
O depoimento do dono da agência de mergulho
Em meio à comoção gerada pelo caso, o responsável pela escola de mergulho Freediving Patagonia, Alejandro Andrés, decidiu se pronunciar publicamente pela primeira vez e publicou uma mensagem nas redes sociais expressando o impacto pessoal que a tragédia lhe causou.
“O que aconteceu será algo que, pessoalmente, vai me atormentar pelo resto dos meus dias”, afirmou o instrutor, explicando que permaneceu incomunicável por vários dias porque seus dispositivos ficaram sob custódia judicial no âmbito da investigação.
Andrés afirmou que não dará detalhes sobre o ocorrido durante a imersão. “Não vou falar sobre o que aconteceu nem julgar ninguém; disso se encarregará o juiz do caso”, disse.
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O empresário também descreveu o impacto emocional que o episódio lhe causou. “Tenho constantemente imagens do que aconteceu, dos minutos que se passaram, do que todos nós que estávamos no local vivemos, que me perseguirão para sempre”.
Além disso, afirmou que nunca havia passado por uma situação semelhante em sua carreira dentro de um esporte que ele reconhece como de risco. “Nunca me aconteceu algo assim. Vou tentar reencontrar a alegria de fazer isso e vamos continuar ensinando, mostrando às pessoas o quão bonito é o trabalho na água”, expressou.
Apesar da repercussão nacional que o caso teve, ele confirmou que continuará com a atividade. “Tenho minha filha e tenho este negócio que levei 15 anos para construir. Tomei a decisão de abrir as portas e recomeçar”, indicou.
Por fim, adiantou que a empresa realizará uma revisão interna de seus procedimentos após o ocorrido. Enquanto isso, a investigação penal continua, e será a Justiça que determinará com precisão o que aconteceu durante a imersão no Golfo Novo e se existiram responsabilidades em uma tragédia que voltou a colocar o foco na segurança do mergulho recreativo na região.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou uma situação de emergência para contornar o Congresso e autorizar a venda de mais de 20 mil bombas a Israel, em um pacote avaliado em cerca de US$ 660 milhões (aproximadamente R$ 3,46 bilhões), segundo funcionários do governo americano. A medida ocorre em meio à guerra contra o Irã e permite acelerar o envio de armamentos sem passar pelo processo regular de aprovação parlamentar.
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Israel está bombardeando o Irã como parte de uma guerra iniciada em 28 de fevereiro ao lado dos Estados Unidos, com o objetivo de matar líderes iranianos e devastar o programa de mísseis balísticos e instalações nucleares do país. O programa nuclear iraniano, no entanto, já havia sido seriamente comprometido por um ataque americano realizado em junho do ano passado.
O Departamento de Estado divulgou um comunicado na noite de sexta-feira informando que o secretário de Estado, Marco Rubio, determinou que “existe uma emergência que exige a venda imediata” a Israel de 12 mil bombas de grande porte, cada uma com cerca de 450 quilos. O governo de Donald Trump não recebeu autorização do Congresso para a guerra contra o Irã.
As outras partes da venda incluem 10 mil bombas de aproximadamente 225 quilos e 5 mil de pequeno diâmetro. Junto com serviços e acessórios, esse pacote está avaliado em mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,62 bilhões).
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O Departamento de Estado não mencionou esses detalhes no anúncio, mas dois atuais funcionários do governo americano e um ex-funcionário, Josh Paul, que trabalhou com transferências de armas no Departamento de Estado, disseram que eles fazem parte da venda emergencial. Os atuais funcionários falaram sob condição de anonimato para discutir transações sensíveis de armamentos.
Esta é a primeira vez que o segundo governo de Trump declara formalmente uma emergência, medida permitida pela Lei de Controle de Exportação de Armas, para contornar o Congresso e vender armamentos a Israel. A administração já havia ignorado o processo informal de aprovação no Congresso três vezes para vender armas ou enviar ajuda militar a Israel, mas até então não havia declarado emergência.
Em janeiro, o Departamento de Estado contornou o Congresso para anunciar o envio de quatro sistemas de armas a Israel, avaliados em US$ 6,5 bilhões no total (aproximadamente R$ 34 bilhões). Os pacotes incluíam helicópteros de ataque Apache e veículos de combate terrestres. A venda de armas estava há meses em processo de revisão informal em dois comitês do Congresso, mas o Departamento de Estado decidiu avançar com as exportações.
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Os Estados Unidos concedem US$ 3,8 bilhões (cerca de R$ 19,9 bilhões) em ajuda anual a Israel, que utiliza esses recursos para comprar armamentos. Esses sistemas frequentemente, embora nem sempre, são produzidos por empresas americanas. Em alguns casos, Israel paga por suas próprias compras de armas de empresas dos EUA.
Em 2023, o governo de Joe Biden declarou duas vezes situação de emergência para enviar armas a Israel. Um pacote incluía 13 mil projéteis de munição para tanques, e o segundo incluía munições de artilharia. Essas ações ocorreram após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que levou Israel a bombardear e invadir Gaza.
O governo Biden também utilizou duas vezes o mecanismo de emergência para acelerar envios de armas à Ucrânia após a invasão em grande escala da Rússia em 2022.
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No primeiro governo Trump, o Departamento de Estado declarou uma emergência envolvendo o Irã para vender US$ 8,1 bilhões (aproximadamente R$ 42 bilhões) em munições à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos. A medida de 2019 foi posteriormente analisada pelo inspetor-geral do departamento.
As bombas que estão sendo enviadas a Israel agora fazem parte de dois pacotes de venda propostos que estavam sob revisão informal no Congresso, mas ainda não haviam sido aprovados pelos dois comitês responsáveis. Alguns parlamentares criticaram a decisão de contornar o Congresso em acordos de venda de armas.
“Hoje, a invocação da autoridade de emergência prevista na Lei de Controle de Exportação de Armas para contornar a revisão do Congresso em dois casos de munições para Israel expõe uma contradição evidente no centro da justificativa desta administração para a guerra”, disse o deputado Gregory W. Meeks, de Nova York, principal democrata no Comitê de Relações Exteriores da Câmara responsável por revisar transferências de armas.
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“O governo Trump tem insistido repetidamente que estava totalmente preparado para esta guerra”, afirmou ele em comunicado. “Recorrer agora à autoridade de emergência para contornar o Congresso conta uma história diferente. Esta é uma emergência criada pelo próprio governo Trump.”
A empresa responsável pela fabricação das bombas de 450 quilos é a Repkon USA, pertencente à Repkon, uma empresa turca.
Tanto Israel quanto os Estados Unidos estão consumindo rapidamente munições e mísseis interceptadores de defesa aérea na guerra contra o Irã.
Uma frase dita por Joe Biden durante a cerimônia fúnebre do reverendo Jesse Jackson chamou atenção e repercutiu nas redes sociais nesta sexta-feira (6). Ao lembrar episódios da infância, o ex-presidente afirmou diante da plateia: “Eu sou muito mais inteligente que a maioria de vocês”, comentário feito enquanto falava sobre o preconceito que enfrentou por causa da gagueira quando era criança.
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Biden mencionou que frequentemente era alvo de zombarias na escola e que dificuldades de fala costumam ser confundidas com falta de inteligência. Durante o discurso, ele afirmou: “Se eu dissesse que tenho fenda palatina ou pé torto congênito, nenhum de vocês teria rido”. Em seguida, acrescentou: “Mas não tem problema rir da gagueira… É o único aspecto em que as pessoas acham que você é estúpido.”
Logo depois, veio a frase que repercutiu nas redes: “Ah, é mesmo? Eu sou muito mais inteligente que a maioria de vocês”, disse Biden, antes de completar: “Mas, brincadeiras à parte, isso faz você se sentir muito pequeno.”
A cerimônia foi realizada na arena House of Hope, em Chicago, espaço com capacidade para cerca de 10 mil pessoas. O evento reuniu líderes democratas e figuras históricas do movimento pelos direitos civis para homenagear Jesse Jackson.
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Entre os presentes estavam os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton, além da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, da ex-vice-presidente Kamala Harris e do reverendo Al Sharpton.
Jackson morreu aos 84 anos, após enfrentar uma longa batalha contra a paralisia supranuclear progressiva. Ele ganhou projeção nacional ao atuar ao lado de Martin Luther King Jr. durante o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos.
Ao longo da carreira, fundou a organização Rainbow PUSH Coalition e disputou duas vezes a indicação presidencial do Partido Democrata, em 1984 e 1988. Suas campanhas ajudaram a ampliar a participação política de eleitores negros e influenciaram a formação da coalizão eleitoral do partido.
Durante a cerimônia, diferentes oradores destacaram a capacidade de Jackson de construir alianças políticas e dar visibilidade a pautas de comunidades marginalizadas.
O ex-presidente Joe Biden disse aos presentes no funeral do reverendo Jesse Jackson que ele é “ah… muito mais inteligente do que a maioria de vocês”.
Getty Images
Em outro momento do discurso, Biden também comentou sobre o crescimento populacional global e afirmou que “o continente africano será o maior continente do mundo em termos de população em 2050, o maior do mundo inteiro.”
A frase sobre inteligência rapidamente circulou nas redes sociais após vídeos do discurso serem compartilhados. Em uma das publicações que viralizaram, um usuário comentou: “Essa é uma frase estranha para se dizer em um funeral.” Outro escreveu em tom irônico: “Esse cara não tem fim para fazer comédia. Que bom que ele voltou à vida pública.”
Apesar da repercussão, a cerimônia teve como foco principal a trajetória e o legado de Jesse Jackson, lembrado por décadas de atuação na luta por direitos civis e pela ampliação da participação política nos Estados Unidos.
O exército israelense afirmou ter lançado “uma onda de ataques em larga escala” contra a infraestrutura do governo iraniano nas primeiras horas deste sábado. Logo depois, a mídia estatal iraniana informou que ataques israelenses atingiram a área próxima ao Aeroporto Mehrabad, em Teerã.
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Dois moradores de Teerã que vivem perto do aeroporto disseram em mensagens de texto que ele parecia ter sido gravemente danificado e que podiam ver o que pareciam ser aviões comerciais em chamas na pista. O exército israelense não respondeu imediatamente às perguntas sobre se havia atacado o aeroporto.
Fotos divulgadas pela mídia estatal iraniana neste sábado mostram explosões e colunas de fumaça no céu de Teerã.
Fumaça sobe do local dos ataques aéreos em Teerã, em 7 de março de 2026. Fortes explosões atingiram a capital iraniana, informou a TV estatal
ATTA KENARE / AFP
A mídia iraniana também noticiou explosões na cidade de Isfahan, na região central do país. Mais cedo, no sábado, as Forças Armadas de Israel haviam informado que mais de 80 caças atacaram alvos em Teerã e em outras localidades da região central do Irã durante a noite.
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Fotos divulgadas pela mída
Em Jerusalém
É manhã de sábado em Jerusalém. Muitos israelenses passaram a noite indo repetidamente para abrigos antiaéreos, já que as sirenes de alerta aéreo foram acionadas diversas vezes, devido ao que o exército israelense afirmou serem mísseis lançados do Irã. Não houve relatos de grandes danos ou vítimas. A intensidade dos disparos de mísseis balísticos iranianos diminuiu à medida que as forças israelenses e americanas destruíram os arsenais e lançadores do Irã.
O exército israelense informou no sábado que mais de 80 de seus caças atacaram alvos em Teerã e em outras regiões do centro do Irã durante a noite. Entre outros alvos, aviões de guerra israelenses bombardearam a Universidade Imam Hossein, instituição que está sob sanções americanas por sua ligação com a Guarda Revolucionária do Irã, segundo o exército israelense.
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, disse neste sábado que seu país não se renderá aos Estados Unidos ou a Israel, enquanto o conflito no Oriente Médio completa uma semana. “Os inimigos levarão ao caixão o seu desejo de que o povo iraniano se renda”, disse em um discurso transmitido na televisão pública iranina.
Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que somente a “rendição incondicional” de Teerã poderia pôr fim à guerra no Oriente Médio.
A ofensiva israelense-americana começou em 28 de fevereiro. Nesse mesmo dia, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, que estava no poder desde 1989, foi morto em um ataque aéreo.
Desde então, o Irã, alvo de centenas de ataques aéreos americanos e israelense, lançou drones e mísseis contra as monarquias árabes do Golfo — que abrigam bases americanas — e contra Israel.
Também houve ataques com mísseis contra Chipre, que possui duas bases britânicas, o Curdistão iraquiano, onde Washington mantém tropas, e o Azerbaijão.
Dez pessoas morreram em Israel e 13 nos países do Golfo desde o início da guerra.
Pezeshkian pediu desculpas no sábado “aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã”. Ele prometeu que não haveria mais lançamentos de mísseis contra essas nações “a menos que haja um ataque contra o Irã vindo desses países”.
O presidente iraniano faz parte do triunvirato encarregado de exercer o poder interino até a eleição de um novo líder supremo, em data a ser definida.
Os outros dois membros são o chefe do judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, e um dignitário religioso que é membro da Assembleia de Peritos e do Conselho dos Guardiães da Constituição, Alireza Arafi.
Após décadas investindo na construção de bunkers e complexos subterrâneos para proteger seu vasto arsenal de mísseis, o Irã vê essa estratégia ser colocada à prova poucos dias após o início da guerra contra Estados Unidos e Israel. Em menos de uma semana de conflito, aeronaves e drones armados dos dois países passaram a sobrevoar as dezenas de bases cavernosas iranianas, atingindo lançadores de mísseis no momento em que emergem para realizar disparos. Ao mesmo tempo, sucessivas ondas de bombardeiros pesados têm lançado munições sobre essas instalações. Em alguns casos, os ataques parecem ter soterrado armamentos ainda armazenados no subsolo, dificultando o acesso às armas e comprometendo a capacidade iraniana de utilizá-las. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Durante grande parte do último ano, o governo do Líbano tem caminhado em uma corda bamba em suas relações com o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, ao tentar desarmar os militantes e reduzir sua influência na política libanesa. Agora, enquanto o país enfrenta um conflito que se intensifica rapidamente entre o Hezbollah e Israel, cresce a expectativa sobre se o governo aproveitará este momento para tomar medidas decisivas contra o grupo, e sobre como ele reagirá. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No sétimo dia da guerra lançada por EUA e Israel contra o Irã, que provocou impactos globais, o presidente americano, Donald Trump, condicionou novas negociações com Teerã à “rendição incondicional” do regime e à escolha de “uma liderança aceitável” para Washington. Em meio à pressão da Casa Branca, o dia foi de violentos ataques aéreos contra o Irã e o Líbano, onde os israelenses abriram uma nova frente de combate, e que tem na capital, Beirute, seu alvo principal.
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Na rede social Truth Social, Trump afirmou que “não haverá acordo com o Irã, a não ser com uma RENDIÇÃO INCONDICIONAL”, e que o diálogo também está condicionado “à escolha de um líder GRANDE e ACEITÁVEL”. Na véspera, o republicano disse que pretende participar do processo de escolha do novo comando do Irã, e chegou a vetar o nome de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, líder supremo que morreu no sábado passado. Segundo autoridades locais, Mojtaba é o favorito para suceder o pai.
Horas depois, a porta-voz da Casa Branca tentou explicar a novilíngua trumpista.
— O que o presidente quer dizer é que, quando ele, como comandante-em-chefe das Forças Armadas dos EUA, determinar que o Irã não representa mais uma ameaça aos Estados Unidos da América e que os objetivos da Operação Fúria Épica foram plenamente alcançados, então o Irã estará essencialmente em uma posição de rendição incondicional, quer eles digam isso ou não — afirmou Karoline Leavitt à imprensa.
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Em junho passado, em meio à guerra de 12 dias entre Irã e Israel, Trump também exigiu a “rendição incondicional” de Teerã, no momento em que ainda considerava se juntar aos israelenses na guerra. O conflito terminou com bombardeios dos EUA contra instalações nucleares iranianas e um acordo que não envolveu uma capitulação. Na época, Khamenei disse que seu país jamais se renderia.
O contexto hoje é diferente. O Irã está sob bombardeios incessantes, que eliminaram a principal face do regime e causaram estragos cuja extensão é difícil de estimar. E Trump não parece preocupado em explicar ao mundo a motivação da guerra ou seus objetivos.
— Ele está transferindo a responsabilidade da continuação da guerra para o Irã. Isso é uma maneira dele falar com o público ocidental, com aliados dos EUA e com o público interno dele. Ou seja, se a guerra continuar não é nossa responsabilidade, porque nós estamos permitindo que a guerra acabe com a rendição incondicional — disse ao GLOBO Filipe Giuseppe Ribeiro, professor da Pós-Graduação de Política e Relações Internacionais da FESPSP. — E se o Irã não aceitar, a guerra tende a se prolongar, e veremos se os EUA realmente têm capacidade de exigir uma rendição condicional.
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Rendições incondicionais são raras na História moderna. Alemanha e Japão a aceitaram em seus acordos de capitulação ao final da Segunda Guerra Mundial. Em 2001, o Talibã ofereceu aos EUA uma rendição incondicional, recusada pelo então presidente George W. Bush. Vinte anos depois, a milícia retomou Cabul e exigiu que as autoridades apoiadas pelo Ocidente entregassem o poder sem condições prévias.
— A rendição incondicional normalmente acontece quando o país é completamente derrotado militarmente, E essa derrota militar completa normalmente pressupõe uma ocupação — disse ao GLOBO Paulo Filho, coronel da reserva do Exército e mestre em Ciências Militares. — Eu ficaria muito surpreso se houvesse uma rendição incondicional do Irã, porque ela pressupõe a mudança de regime. Pressupõe aceitar todas as condições americanas. E sem uma ocupação no terreno, acho muito difícil que isso aconteça.
Na segunda-feira, o governo americano disse que não descartava o envio de tropas ao Irã “se elas forem necessárias”.
— O presidente Trump garante que nossos inimigos entendam que iremos tão longe quanto for necessário para promover os interesses americanos — disse o secretário de Defesa, Pete Hegseth. — Mas não é preciso colocar 200 mil pessoas lá e mantê-las por 20 anos.
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A exigência de uma capitulação não foi o único recado de Trump nesta sexta-feira. Em entrevista à rede CNN, ele insistiu que a mudança no comando repetirá a fórmula da Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro foi preso em uma intervenção relâmpago, em janeiro, e os chavistas passaram a seguir as ordens de Washington. Ao ser questionado se desejava ver um Irã democrático, disse que não é sua prioridade.
— Não, estou dizendo que precisa haver um líder que seja justo e imparcial. Que faça um ótimo trabalho. Que trate bem os Estados Unidos e Israel, e que trate bem os outros países do Oriente Médio, todos eles são nossos parceiros — afirmou o americano. — Não ligo se for um líder religioso. Lido com muitos líderes religiosos e eles são fantásticos.
Para Giuseppe Ribeiro, a declaração confirma a “mudança da narrativa geopolítica dos Estados Unidos”.
— Eles estão parando de dizer que levam a democracia, porque obviamente quando olhamos para exemplos passados, você percebe que não foi isso que aconteceu em nenhum lugar que eles interviram. Então isso começou a perder sentido — opina. — Por isso, começaram a usar principalmente uma narrativa civilizatória. A civilização contra a barbárie, o bem contra o mal.
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Nesta sexta-feira, Israel ampliou os ataques aéreos contra Teerã e Beirute, nova frente da guerra aberta após ações do grupo Hezbollah, aliado do Irã. Militares israelenses dizem ter atingido o centro de comando emergencial de guerra dos iranianos e o palácio presidencial. Mísseis destruíram um centro esportivo nos subúrbios da capital, e caíram perto da Praça Azadi, onde fica um dos símbolos do país, uma torre construída pelo xá Reza Pahlevi nos anos 1970. De acordo com o Crescente Vermelho iraniano, 1.330 pessoas morreram desde o início da guerra.
Houve bombardeios em Shiraz, Isfahã, Qom e Kermanshah, no norte do Irã, uma área que pode se tornar um dos pontos centrais da guerra. De acordo com a agência Reuters, israelenses e americanos incrementaram a ofensiva na área para facilitar uma incursão de milícias curdas iranianas baseadas no Iraque. Washington está em contato com esses grupos armados, mas autoridades curdas iraquianas, cujo apoio é crucial para um ataque terrestre, estão reticentes.
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Em Beirute, onde centenas de milhares de pessoas receberam ordens israelenses para sair de casa, Israel afirmou ter atingido centros de comando do Hezbollah. Houve registro de ataques no leste libanês, onde residências foram destruídas. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 200 pessoas morreram desde o início da ofensiva, que combina ataques aéreos a uma invasão terrestre.
Os mísseis iranianos continuaram a cair em Tel Aviv e na região central do país, mas sem relatos de danos ou vítimas. No Golfo, Arábia Saudita, Catar e Kuwait relataram ataques, e o governo catari classificou como “ato flagrante de agressão” o bombardeio contra uma instalação que abriga militares de sua Marinha no Bahrein. A base de al-Udeid, no Catar e usada por forças americanas, foi alvejada, mas sem causar vítimas.
Base de al-Udeid, no Catar, após ataque iraniano
MAHMUD HAMS / AFP
Na Casa Branca, Leavitt deu um novo prazo para a guerra, “entre quatro a seis semanas”, similar ao apresentado por Trump anteriormente. Mas deixou evidente uma preocupação do governo: o risco de ver os estoques de munições, mísseis e sistemas de defesa aérea caírem a níveis perigosos caso o conflito se estenda por mais tempo. Na sexta, Trump se reuniu com representantes do complexo industrial-militar dos EUA e pediu que aumentem suas produções.
“As Forças Armadas dos EUA têm munições, armamentos e estoques de armas mais do que suficientes para continuar demolindo o regime iraniano e alcançar os objetivos da Operação Fúria Épica”, disse Leavitt em comunicado. “No entanto, o presidente Trump sempre esteve intensamente focado em fortalecer nossas Forças Armadas, e é por isso que esta reunião com empresas de defesa foi agendada semanas atrás.”
Bombas iluminam o céu e sirenes de emergência interrompem o silêncio das cidades no meio da noite. Famílias juntam o que conseguem carregar e deixam para trás suas casas, trabalhos e os planos que um dia fizeram. A vida parece querer escapar a cada segundo. Em diferentes pontos do Oriente Médio, de Teerã a Beirute, civis descrevem uma rotina marcada por medo constante, deslocamentos às pressas, sonhos interrompidos e escassez, à medida que o conflito entre Israel, Irã e seus aliados se intensifica. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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