





O filho do aiatolá nunca se candidatou a um cargo político no Irã e, apesar das eleições no país não serem consideradas livres, com a repressão sobre a oposição crescendo a cada dia, a falta de algum respaldo de sua popularidade pode pesar contra ele, considerando que o sistema político-religioso do Irã depende do apoio das massas pelo país que o sustentam.
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Outra resistência ao nome de Mojtaba pode surgir das raízes da Revolução Iraniana de 1979. Uma das justificativas para a mobilização que derrubou o governo iraniano do xá Reza Pahlavi era justamente o combate à hereditariedade do antigo regime. Emplacar o filho do atual líder supremo para sucedê-lo pode ser visto como um golpe às bases da revolução.
Incerteza e repressão
Veterano da guerra Irã-Iraque, Mojtaba mantém ligações de alto nível com o aparato de segurança do Irã, segundo Azizi. Ele é acusado por reformistas iranianos de desempenhar um papel significativo na eleição de Mahmoud Ahmadinejad, em 2005, um populista de linha-dura que venceu inesperadamente. Em 2009, após a reeleição de Ahmadinejad contra o líder reformista Mir-Hossein Mousavi, protestos antigovernamentais varreram o país. Respondendo ao suposto papel de Khamenei nas eleições, bem como aos rumores sobre a sua sucessão, alguns ativistas da oposição gritaram: “Mojtaba, que morra e não se torne líder supremo”.
Depois, em 2022, em outra onda de protestos contra o governo, Mousavi, que está em prisão domiciliar desde 2011, apelou ao aiatolá Khamenei para dissipar os rumores sobre o seu filho o suceder. O aiatolá não respondeu então. Em 2024, contudo, ele o fez, à medida que a questão da sucessão se torna muito mais premente.
Na época, o clérigo Mahmoud Mohammadi Araghi, membro da Assembleia de Peritos que seleciona o líder supremo, disse à agência de notícias estatal ILNA que o aiatolá Khamenei se opôs veementemente à consideração do seu filho para o cargo.
Com NYT e Bloomberg.



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, na manhã deste domingo (8), para realizar seu check-up anual.
De acordo com o boletim médico do hospital, divulgado por volta das 13h15, todos os exames realizados pelo presidente “estão dentro da normalidade”.
O hospital não divulgou até quando Lula deverá permanecer no local, mas informou que o presidente seguirá em acompanhamento médico e que não há, neste momento, previsão de que ele tenha que ser submetido a novos exames.
Em suas redes sociais neste domingo, o presidente destacou a celebração do Dia Internacional das Mulheres. Tal qual fez em seu pronunciamento na noite desse sábado (7), ressaltou que a violência contra a mulher é crime e que é preciso sim “meter a colher” para denunciar casos de agressão e de violência.
“A regra é clara: quem agride mulher não pode andar por aí como se nada tivesse acontecido”, escreveu o presidente.
Também em suas redes sociais, Lula informou ter sancionado hoje o projeto de lei que assegura a presunção absoluta de vulnerabilidade das crianças menores de 14 anos e que são vítimas de estupro.
“Com essa mudança em nosso Código Penal, agora não há mais brechas para relativizações, nem chances para que abusadores tentem se livrar das penas, alegando, por exemplo, que as relações foram consentidas ou que não resultaram em gravidez”, disse o presidente.
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