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Um projeto ambicioso de nave interestelar chamado Chrysalis propõe transportar seres humanos a cerca de 40 trilhões de quilômetros da Terra em uma jornada de aproximadamente 400 anos. O conceito foi o vencedor de uma competição promovida pela Initiative for Interstellar Studies e do desafio internacional Project Hyperion, que incentiva equipes a imaginar espaçonaves capazes de sustentar múltiplas gerações durante viagens entre estrelas.
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A proposta prevê uma estrutura gigantesca de cerca de 58 quilômetros de comprimento, projetada para abrigar inicialmente cerca de mil pessoas — número reduzido propositalmente para evitar superpopulação ao longo dos séculos de viagem. O destino final seria o sistema estelar Alpha Centauri, onde se encontra o exoplaneta potencialmente habitável Proxima Centauri b, chamado por especialistas de ‘nova Terra’ ou ‘Terra 2′.
Uma cidade espacial autossuficiente
A Chrysalis foi concebida como uma verdadeira cidade espacial. O projeto prevê um sistema de cilindros rotativos que girariam em velocidade suficiente para gerar gravidade artificial equivalente a cerca de 90% da gravidade da Terra, por meio da força centrífuga.
Sociedade da Chrysalis seria administrada por humanos com o apoio de inteligências artificiais.
Reprodução/Hyperion
A estrutura da nave funcionaria como um conjunto de camadas concêntricas, semelhante a bonecas russas encaixadas. No núcleo ficariam sistemas de comunicação e os módulos destinados ao pouso no planeta de destino. Ao redor desse centro, cinco camadas desempenhariam funções específicas.
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A primeira camada seria dedicada à produção de alimentos, com plantações, criação de animais, fungos e insetos, além de ecossistemas que replicariam florestas tropicais e boreais para preservar a biodiversidade. A segunda abrigaria espaços comunitários, como escolas, hospitais, parques e bibliotecas.
Chrysalis seria construída como uma boneca russa, com várias camadas de espaço vital envolvendo umas às outras em torno de um núcleo central
Giacomo Infelise, Veronica Magli, Guido Sbrogio’, Nevenka Martinello e Federica Chiara Serpe​)
Na terceira camada ficariam as moradias individuais dos habitantes. A quarta seria reservada às atividades de trabalho, incluindo indústrias voltadas à reciclagem, produção de medicamentos e fabricação de estruturas. Já a camada mais externa funcionaria como um grande depósito automatizado, onde robôs armazenariam ferramentas, equipamentos e materiais.
Sociedade planejada para séculos
Como a viagem duraria séculos, a vida dentro da nave teria de ser cuidadosamente planejada. O projeto prevê controle populacional para manter cerca de 1.500 habitantes ao longo das gerações, garantindo o equilíbrio entre recursos disponíveis e consumo.
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A governança da nave seria feita por humanos com apoio de sistemas de inteligência artificial, que ajudariam a preservar o conhecimento acumulado, manter a coesão social e orientar decisões de longo prazo.
Antes de embarcar em uma missão desse tipo, os primeiros tripulantes teriam de passar por um longo período de preparação. O plano prevê que eles vivam de 70 a 80 anos em isolamento na Antártida, em um ambiente que simularia as condições psicológicas e sociais da vida dentro da nave.
Desafios tecnológicos e dilemas éticos
Apesar da vitória na competição, os próprios criadores reconhecem que o projeto depende de tecnologias que ainda não existem em escala suficiente. Entre elas estão reatores de fusão nuclear capazes de usar deutério e hélio como combustível e sistemas avançados de propulsão interestelar.
Há também o desafio logístico: colocar em órbita uma estrutura de 58 quilômetros de comprimento está muito além da capacidade atual da engenharia espacial.
Além das barreiras técnicas, o conceito levanta questões éticas complexas. Embora os primeiros tripulantes possam escolher voluntariamente participar da missão, seus descendentes nasceriam e viveriam toda a vida dentro da nave, sem a possibilidade de retornar à Terra.
Por isso, os idealizadores defendem que uma missão desse tipo só faria sentido em um cenário extremo, no qual a humanidade não tivesse outra alternativa viável para garantir sua sobrevivência fora do planeta.
O maior eclipse solar do século XXI tem data marcada: em 2 de agosto de 2027, o dia irá virar noite por mais de 6 minutos em diversas regiões do Hemisfério Oriental. O fenômeno astronômico raro promete ser o mais longo observado em terra firme nos últimos 100 anos, alcançando um recorde de 6 minutos e 22 segundos de escuridão total.
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Onde será possível observar o fenômeno?
O fenômeno poderá ser visto parcialmente em áreas da Europa, África e Ásia. No entanto, a fase de totalidade — quando a Lua bloqueia completamente a luz do Sol — será visível apenas em uma faixa de cerca de 258 quilômetros de largura.
Segundo a NASA, essa faixa de totalidade percorrerá mais de 15 mil quilômetros e passará por dez países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. No total, a sombra da Lua cobrirá cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados da superfície terrestre.
O eclipse faz parte da série Saros 136, conhecida por produzir eclipses com fases de totalidade mais longas. Um evento com duração superior a essa só deve ocorrer novamente em 2114.
Por que o eclipse será tão longo?
A duração incomum do fenômeno está relacionada à posição da Lua no momento do eclipse. Nesse período, o satélite natural estará no perigeu, ponto da órbita em que fica mais próximo da Terra. Essa proximidade faz com que a sombra projetada pela Lua seja maior, permitindo que o Sol fique totalmente encoberto por mais tempo.
O eclipse faz parte da série Saros 136, conhecida por produzir eclipses com fases de totalidade mais longas. Um evento com duração superior a essa só deve ocorrer novamente em 2114
Getty Images
Durante a fase de totalidade, o ambiente não ficará completamente escuro como à noite. Segundo o site especializado Space.com, o efeito será semelhante a um crepúsculo repentino, com uma espécie de penumbra de 360 graus ao redor do horizonte.
Informações falsas nas redes sociais
Nos últimos dias, circularam nas redes sociais publicações afirmando que “o mundo ficará totalmente no escuro por seis minutos” e que o fenômeno não se repetirá por cem anos. A informação não é correta.
Apesar de a duração ser considerada longa para um eclipse solar, a escuridão total só poderá ser observada dentro da faixa específica por onde a sombra da Lua passará.
Além disso, não haverá outro eclipse solar em agosto de 2027. O próximo fenômeno do tipo previsto para aquele ano será um eclipse solar parcial em 21 de setembro, visível principalmente em regiões do oceano Pacífico, incluindo áreas próximas a Fiji, Taiti e Nova Zelândia.
Como observar o fenômeno?
Para assistir ao eclipse, será necessário estar dentro da faixa de totalidade e contar com boas condições climáticas. Entre os locais considerados favoráveis para observação estão a cidade de Tarifa, na Espanha, praias da Tunísia e a cidade egípcia de Luxor.
Se o céu estiver limpo nessas regiões, será possível observar o momento exato em que o disco solar desaparece completamente por alguns minutos.
Além de atrair turistas interessados em astronomia, o fenômeno também deve servir como oportunidade para pesquisas científicas.
Por que acontecem os eclipses solares?
De acordo com a NASA, um eclipse solar ocorre quando o Sol, a Lua e a Terra ficam quase perfeitamente alinhados e a Lua passa entre o Sol e o nosso planeta, projetando sua sombra sobre a Terra.
Essa configuração não acontece em todas as luas novas porque a órbita da Lua é inclinada cerca de cinco graus em relação à órbita da Terra. Por isso, na maioria das vezes, a sombra do satélite passa acima ou abaixo do Sol quando vista da Terra.
Existem diferentes tipos de eclipses solares. No eclipse total, a Lua cobre completamente o disco solar e permite observar a coroa do Sol. No eclipse anular, a Lua está um pouco mais distante da Terra e não cobre totalmente o Sol, deixando um anel luminoso visível ao redor. Já no eclipse parcial, apenas parte do Sol é encoberta. Há ainda os eclipses híbridos, que podem parecer totais ou anulares dependendo do local de observação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (9), o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, para uma visita de Estado. O objetivo é a ampliação do comércio bilateral e discussão de parcerias, sobretudo em turismo e investimentos.

Ramaphosa foi recepcionado no Palácio do Planalto, pouco depois das 10h. A agenda inclui um encontro restrito entre os dois líderes, seguida de reunião ampliada com as equipes de governo. Também está prevista cerimônia de assinatura de atos e declaração à imprensa.

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Desde 2010, o Brasil e a África do Sul mantêm parceria estratégica, que é um nível mais elevado nas relações bilaterais. Na pauta do relacionamento estão temas de defesa e segurança, energia nuclear, investimentos, cooperação e acesso a mercados. Além disso, os países mantêm canais de diálogo em diversos foros multilaterais.

O fluxo comercial entre Brasil e África do Sul alcançou US$ 2,3 bilhões em 2025. Os principais produtos brasileiros exportados foram carnes de aves e suas miudezas (16,2%); açúcares e melaços (8,3%); e veículos rodoviários (6,9%). Já as importações brasileiras se concentraram em prata, platina e outros minerais do grupo da platina (53,9%).

Após a agenda no Palácio do Planalto, as autoridades seguem para o Palácio Itamaraty, onde participam de almoço e da abertura do Fórum Empresarial Brasil – África do Sul. Posteriormente, o presidente sul-africano também visitará o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, como previsto em visitas de Estado.

No atual mandato, o presidente Lula viajou à África do Sul em 2023, para a 15ª Cúpula do Brics – bloco formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã – e em 2025 para a 20ª Reunião de Cúpula do G20.

Passageiros enfrentam filas de até três horas nos controles de segurança de aeroportos dos Estados Unidos devido à falta de funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA, na sigla em inglês), em meio à paralisação parcial do governo federal. O problema afeta principalmente grandes terminais e ocorre no início do período de férias de primavera no país, quando o fluxo de viajantes aumenta.
A escassez de agentes está ligada ao impasse político em Washington que interrompeu o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês). Sem orçamento aprovado, cerca de 50 mil funcionários da TSA seguem trabalhando sem receber salário integral, o que tem elevado o número de faltas e reduzido a capacidade de atendimento nos pontos de inspeção.
Os atrasos já foram registrados em aeroportos importantes, como os de Houston, Nova Orleans, Atlanta e Charlotte. Em alguns casos, as filas ultrapassaram duas ou três horas e chegaram a se estender para áreas externas dos terminais. Autoridades aeroportuárias passaram a recomendar que passageiros cheguem com três a cinco horas de antecedência antes dos voos.
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No aeroporto William P. Hobby, em Houston, viajantes relataram esperas superiores a três horas para passar pelo controle de segurança. Em Nova Orleans, o aeroporto internacional Louis Armstrong também registrou atrasos prolongados, atribuídos diretamente à redução de efetivo da TSA.
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A situação ocorre em um momento de forte demanda por viagens. Estima-se que cerca de 171 milhões de passageiros circulem pelos aeroportos americanos durante a temporada de “spring break”, cerca de 4% a mais do que no ano passado. O aumento do fluxo amplia os efeitos da falta de funcionários e tem causado atrasos e perda de voos.
Representantes da indústria aérea pressionam o Congresso para resolver o impasse orçamentário rapidamente. O grupo Airlines for America alertou que a paralisação coloca em risco o funcionamento eficiente do sistema de transporte aéreo e aumenta a pressão sobre os trabalhadores da segurança aeroportuária.
A paralisação parcial do Departamento de Segurança Interna começou em fevereiro, após parlamentares não chegarem a um acordo sobre o financiamento do órgão, em meio a disputas políticas relacionadas à política de imigração nos Estados Unidos.
A escolha do aiatolá Mojtaba Khamenei, filho linha-dura do assassinado aiatolá Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã, envia uma sinalização de que Teerã não recuará em uma guerra que já se espalhou por todo o Oriente Médio e ganha escala global com a turbulência provocada nos mercados de energia.
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Mojtaba — cujo pai governou o Irã por quase 37 anos até ser morto no ataque inicial de EUA e Israel ao país, em 28 de fevereiro — obteve uma “votação decisiva” na Assembleia dos Especialistas para virar o novo líder supremo, informou a mídia iraniana na noite de domingo. O clérigo xiita de 56 anos mantém laços profundos com o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, braço militar mais ideológico e fiel ao regime teocrático, que já prometeu total obediência ao seu novo comandante.
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— [Mojtaba] compartilha muitas das mesmas inclinações ideológicas de seu pai e terá como objetivo manter a continuidade, inclusive da guerra — afirmou a analista de geoeconomia da Bloomberg, Dina Esfandiary. — [A eleição de Mojtaba] sugere que o Irã não mudará de tática na guerra do Oriente Médio.
A escolha foi rapidamente criticada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que está sob pressão em seu país à medida que o conflito eleva o preço do petróleo ao nível mais alto em quatro anos. Em uma fala à rede americana Fox News, o republicano afirmou que “não está feliz” com a escolha de Mojtaba — na semana passada, ele já havia classificado o filho de Khamenei como uma opção “inaceitável”.
Trump não escondeu ao longo da escalada militar que via como desejável um desfecho no formato do obtido na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, em que uma ala chavista considerada menos hostil a Washington, mas parte do poder dominante, aceitasse liderar uma transição ditada pelos EUA. O presidente disse, por exemplo, que Reza Pahlevi, filho do último xá do Irã, parecia “uma pessoa muito simpática”, mas que o fato de não estar no país há anos enfraqueceria qualquer chance de assumir o governo de forma imediata. Em contrapartida, o próprio Trump disse na semana passada que as baixas causadas pelos bombardeios americanos e iranianos foram tão pesadas para o regime, que provavelmente não haviam mais “nomes moderados” a quem propor um acordo.
Manifestantes pró-governo mostram imagem do novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, nesta segunda-feira
Atta Kenare/AFP
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Horas antes da confirmação pela Assembleia dos Especialistas, o presidente sugeriu que uma nova liderança teria que obter uma “autorização” de Washington se quisesse durar.
— Ele [novo líder] vai precisar da nossa aprovação. Se não tiver nossa aprovação, não vai durar muito. Queremos garantir que não tenhamos que voltar atrás a cada 10 anos, quando não houver um presidente como eu que fará isso — afirmou Trump à rede ABC News, antes de saber o nome exato do novo líder supremo.
A indicação de Mojtaba, no contexto descrito, demonstra porém uma aposta de Teerã de contrariar os interesses americanos e uma tentativa de continuidade, segundo a diretora do programa para o Oriente Médio e Norte da África da Chatham House, Sanam Vakil.
— [A escolha de Mojtaba] sugere a continuidade da mesma estratégia de sempre: repressão interna e resistência internacional — disse a diretora em entrevista ao Wall Street Journal.
Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, em foto de 2019
Reprodução
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Em declarações no sábado, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, já havia dito que as exigências de uma rendição incondicional do regime era uma “ilusão” que a liderança americana teria que levar para a tumba.
No plano externo, a indicação veio seguida de novos bombardeios contra Israel e variadas posições na região do Golfo. Ao menos um civil ficou morto em Israel, aparentemente atingido por estilhaços de um projétil interceptado na zona central do Estado judeu. Instalações do setor do petróleo na Arábia Saudita e no Bahrein também ficaram sob fogo iraniano — o petróleo Brent subiu para US$ 101, às 9h55 em Londres nesta segunda-feira, tendo o aumento contido quando ministros das finanças do Grupo dos Sete apontaram que se reuniriam para discutir uma possível liberação conjunta de reservas de petróleo para aumentar a oferta. Trump chamou o petróleo a US$ 100 de um “pequeno preço a pagar” e disse que o custo “cairá rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear do Irã terminar”.
Internamente, a nomeação de Mojtaba tem outras significações. Veterano da Guarda Revolucionária do Irã durante a Guerra Irã-Iraque (1980-1988), onde exerceu funções principalmente longe do front, o aiatolá respaldou as principais forças de repressão à oposição doméstica do regime, mantendo um contato próximo com alguns de seus líderes por décadas — incluindo às milícias Basij, durante a repressão a movimentos populares em 2009. O líder do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani, disse que a escolha rápida demostrava que a capacidade do regime de tomar decisões estava preservada, apesar dos ataques sofridos ao longo de 10 dias.
Além do vínculo próximo com a estrutura de poder, a ascensão de Mojtaba guarda uma expressão simbólica extra que demonstra a continuidade. Ao eleger o filho de Ali Khamenei, a Assembleia dos Especialistas ignorou as restrições do próprio aiatolá e de seu antecessor, Ruhollah Khomeini, sobre a transmissão de cargos por hereditariedade — um traço da monarquia Pahlevi que foi combatido pela Revolução Islâmica de 1979. Aparentemente, a certeza de manutenção da estrutura de poder prevaleceu sobre os dogmas da revolução. (Com Bloomberg)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta segunda-feira a visita do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Os dois devem discutir a conjuntura internacional e os ataques promovidos pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã.
A situação de Gaza também deve ser tratada pelos dois presidentes. A África do Sul moveu na Corte Internacional de Justiça (CIJ), também conhecida como Tribunal de Haia, um processo contra Israel por supostas violações da Convenção sobre Genocídio na Faixa de Gaza.
Brasil e África do Sul fazem parte dos Brics. Lula e Ramaphosa devem ainda discutir a ampliação do comércio entre os dois países. De acordo com o governo brasileiro, o fluxo comercial entre Brasil e África do Sul alcançou US$ 2,3 bilhões em 2025. Os principais produtos brasileiros exportados foram carnes de aves e suas miudezas (16,2%); açúcares e melaços (8,3%) e veículos rodoviários (6,9%). Os principais produtos importados pelo Brasil da África do Sul foram prata, platina e outros minerais do grupo da platina (53,9%)
Lula recebe o presidente da África do Sul às 10h no Palácio do Planalto. Os dois terão uma reunião fechada e em seguida outra ampliada, com a presença de ministros. Em seguida, assinarão atos e darão declaração à imprensa.
No começo da tarde, o brasileiro oferecerá um almoço a Ramaphosa e sua comitiva no Palácio Itamaraty. Por fim, eles farão a abertura do Fórum Empresarial Brasil-África do Sul.
Dois adolescentes de 16 anos foram presos após deixarem acidentalmente uma mochila com maconha e milhares de dólares em dinheiro do lado de fora de uma loja de caridade na região de Southland, na Nova Zelândia. O caso ocorreu em 18 de fevereiro e foi divulgado pela polícia local à imprensa do país.
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Segundo as autoridades, um voluntário da loja percebeu um forte cheiro vindo da mochila, que havia sido deixada na área destinada a doações. Ao abrir o objeto, os funcionários encontraram vários sacos plásticos com 43,2 gramas de maconha, além de NZ$ 3.700 (cerca de US$ 2.200) em notas.
A equipe da loja inicialmente acreditou que a mochila era apenas mais um item deixado para doação. No entanto, o odor chamou a atenção.
— Quando o funcionário levou a mochila para dentro da loja, percebeu que aquela doação tinha um aroma bastante característico — disse um porta-voz da polícia ao jornal New Zealand Herald. — Assim que foi aberta, ficou claro o motivo.
De acordo com a polícia, os dois adolescentes — um rapaz e uma jovem — haviam deixado a mochila na frente da loja enquanto aguardavam o conserto de um veículo nas proximidades. Pouco depois, voltaram ao local visivelmente agitados à procura da bolsa, o que levantou suspeitas.
Após identificá-los, os agentes realizaram uma busca no carro usado pelos jovens e encontraram mais dinheiro, uma pistola de ar comprimido e um scanner de rádio da polícia.
Na Nova Zelândia, menores de 18 anos só podem possuir armas desse tipo sob supervisão e com licença. Já o uso recreativo e a venda de maconha são ilegais no país.
As autoridades não divulgaram detalhes sobre as acusações ou possíveis audiências judiciais, já que a legislação local impõe restrições à divulgação de informações em casos envolvendo menores julgados pelo Tribunal da Juventude.
Um adolescente de 16 anos ficou gravemente ferido após ser atropelado por um carro na cidade de Hampton, no estado da Virgínia (EUA), e passou a sofrer um raro problema de memória que o impede de lembrar de acontecimentos ocorridos há mais de quatro horas. A família criou uma campanha de arrecadação para ajudar a pagar as despesas médicas do tratamento.
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O acidente ocorreu na noite de 10 de janeiro, quando Nathan Banks atravessava uma avenida movimentada após sair de uma loja de videogames com amigos. Ele havia deixado um parque de trampolins próximo e estava comprando um presente de aniversário para um colega. Durante a travessia, foi atingido por um carro e arremessado a cerca de nove metros, caindo com força no asfalto.
Em entrevista ao Daily Mail, o jovem disse que não se recorda do momento do impacto. “Lembro de ter ido à loja com meus amigos e de atravessar a rua. Depois disso, acordei no hospital”, relatou.
Nathan sofreu múltiplas lesões, incluindo fraturas na coluna, na pelve e no cóccix, além de contusões pulmonares e cortes profundos na cabeça e na mão. Segundo a mãe, Mae Banks, os socorristas levaram cerca de dez minutos para conseguir encontrar um pulso após o acidente.
Perda de memória após traumatismo
Além das lesões físicas, o adolescente também sofreu um traumatismo cranioencefálico que afetou sua memória de curto prazo. Atualmente, ele consegue recordar apenas acontecimentos das últimas quatro horas, o que faz com que precise constantemente ser lembrado do que ocorreu ao longo do dia.
“Se ele acorda muito cedo, pode ter um dia muito longo tentando entender o que aconteceu e o que está fazendo”, explicou Mae ao Daily Mail. A família aguarda uma avaliação neurológica para tentar compreender a extensão do problema.
Nathan ficou três dias internado e agora segue em recuperação, com mobilidade limitada e sessões frequentes de fisioterapia. Médicos afirmaram que ele pode voltar a correr entre três e seis meses, caso a recuperação continue evoluindo bem.
Campanha para pagar despesas médicas
Sem renda fixa após o acidente, a família decidiu criar uma campanha no site GoFundMe para ajudar a custear o tratamento. Mae, que trabalhava como bartender, precisou se afastar do emprego para cuidar do filho. A conta hospitalar inicial chega a cerca de US$ 29 mil, mais de R$ 150 mil.
Até o momento, a arrecadação ultrapassou US$ 5 mil. A mãe também alertou outros pais sobre a importância de orientar os filhos a utilizarem sempre a faixa de pedestres. Segundo ela, pelas leis da Virgínia, atravessar fora da faixa pode impedir que a vítima receba indenização caso seja considerada parcialmente responsável pelo acidente.
“Eu não sabia disso até agora”, disse Mae ao Daily Mail. “É algo que todos os pais deveriam lembrar aos filhos.”
O que começou como uma resposta emergencial a um ataque armado acabou se transformando em uma história inesperada de amor. Dois dos primeiros socorristas que ajudaram vítimas do atentado ocorrido em Bondi, na Austrália, anunciaram que vão se casar ainda este ano após se conhecerem em meio ao caos provocado pela violência.
O criador de conteúdo James McIntosh, de 46 anos, e a fisioterapeuta Alexandra “Lexi” Edmondson, de 35, eram amigos recentes quando o ataque aconteceu em 14 de dezembro. Os dois haviam acabado de concluir juntos um curso de salvamento marítimo de oito semanas e seguiam para uma festa de Natal no Bondi Surf Club quando homens armados abriram fogo contra uma celebração judaica de Chanucá à beira-mar. Quinze pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.
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Diante da situação, McIntosh e Edmondson correram para prestar socorro às vítimas. Segundo relatos publicados pelo Daily Mail e pelo The Weekend Australian, os dois ajudaram ao menos sete pessoas feridas, incluindo um homem baleado na perna. Uma fotografia publicada em jornal mostrou o momento em que eles auxiliam policiais a carregar o sobrevivente até uma área improvisada de triagem.
Mais tarde, enquanto acompanhavam o ferido ao hospital, a tensão do momento deu lugar a um sentimento de alívio — e, pouco depois, a algo mais. Dois dias após o ataque, durante um jantar na casa de um amigo, os dois trocaram o primeiro beijo. O relacionamento evoluiu rapidamente e, no dia seguinte ao Natal, já estavam morando juntos.
O pedido de casamento veio no mês passado, durante uma viagem de férias ao México. McIntosh contou ao Daily Mail que nunca teve tanta certeza de uma decisão. “Ela tem uma alma linda e nunca tive uma conexão assim com ninguém”, afirmou.
Durante o curso de salvamento, nenhum dos dois cogitava um relacionamento. McIntosh chegou a acreditar que Edmondson fosse muito mais jovem, enquanto ela imaginava que ele poderia ser casado. A aproximação ocorreu apenas após os acontecimentos traumáticos dos dias seguintes ao ataque.
Na sexta-feira (6), o casal esteve entre cerca de 80 pessoas homenageadas por ações de ajuda às vítimas em uma cerimônia de Shabat na Sinagoga Central de Bondi. Após saber do noivado, o rabino Levi Wolff chegou a oferecer a sinagoga para a realização do casamento, previsto para novembro. Os dois ainda avaliam a proposta, que poderia torná-los o primeiro casal não judeu a se casar no local.
Segundo McIntosh, a ideia de celebrar a união ali tem um significado simbólico. “Gostamos da possibilidade de que isso ajude a fortalecer a comunidade em um momento de cura”, afirmou.
A notícia sobre o noivado surge no momento em que familiares de vítimas do ataque seguem tentando reconstruir a vida após a tragédia. Entre elas está a família de Matilda Britvan, de 10 anos, a vítima mais jovem do tiroteio. Os pais da menina, Michael e Valentyna, se casaram no último sábado em uma cerimônia reservada realizada na Admiralty House, reunindo familiares e amigos próximos.
O ataque que marcou o início da história aconteceu durante uma celebração judaica de Chanucá na praia de Bondi, que reunia cerca de mil pessoas. Segundo as autoridades, pai e filho — Sajid Akram, de 50 anos, morto pela polícia no local, e Naveed Akram, de 24, que permanece internado em estado crítico — abriram fogo contra os participantes, deixando 15 mortos e mais de 40 feridos.
A polícia australiana classificou o episódio como terrorismo e investiga possíveis vínculos ideológicos com o grupo extremista Estado Islâmico. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que o ataque parece ter sido motivado por essa ideologia, enquanto as investigações continuam.
Um homem de 44 anos foi acusado de homicídio após o corpo de uma mulher ser retirado da água nas proximidades de um clube privado em Henley-on-Thames, no sul da Inglaterra. A polícia do Vale do Tâmisa foi acionada na sexta-feira (6) depois de receber relatos de que uma mulher havia morrido no local.
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Equipes de emergência foram enviadas para a região de Phyllis Court Drive, onde mergulhadores e peritos forenses iniciaram buscas no rio em busca de evidências. O corpo da vítima foi retirado da água, levando os investigadores a abrir um inquérito por homicídio.
Investigação e prisão
Após a descoberta, Nelio Gouveia, de 44 anos, foi preso em conexão com o caso. Ele permaneceu sob custódia enquanto as investigações avançavam e acabou formalmente acusado de homicídio, informou a polícia.
Em comunicado, a Polícia do Vale do Tâmisa afirmou que a decisão ocorreu após consulta ao Ministério Público da Coroa. “Entramos em contato com o Ministério Público da Coroa, que autorizou a apresentação da acusação relacionada a este incidente”, informou a corporação.
Segundo as autoridades, Gouveia, que mora na mesma rua onde ocorreu o caso, foi mantido detido e deverá comparecer ao Tribunal de Magistrados de High Wycombe nesta segunda-feira.
O exame post-mortem indicou que a causa da morte da mulher foi afogamento. Até o momento, a polícia afirma não estar em condições de divulgar a identidade da vítima. A família já foi informada e está recebendo apoio de agentes especializados.
O clube onde o caso ocorreu permanece fechado até novo aviso, de acordo com informações publicadas em seu site. Durante o fim de semana, embarcações e mergulhadores da polícia foram vistos realizando buscas detalhadas no rio.
O inspetor Rob Underhill afirmou que não há outros suspeitos relacionados ao caso. “Quero tranquilizar a comunidade de que não há risco para o público em geral”, disse. Ele acrescentou que a população pode notar um aumento da presença policial na área enquanto a investigação continua.

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