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Em 10 dias, a escalada militar no Oriente Médio já deixou um rastro crescente de impacto sobre civis. No Líbano, pelo menos 600 mil pessoas foram deslocadas desde o início dos combates na semana passada, segundo o presidente libanês, Joseph Aoun. Até domingo, quase 500 pessoas haviam sido mortas no país, incluindo mais de 80 crianças, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. Ao mesmo tempo, moradores de Teerã descrevem cenas que chamam de “apocalípticas” após ataques israelenses contra depósitos de petróleo cobrirem a cidade com fumaça tóxica e fuligem. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
As autoridades colombianas capturaram dois irmãos de Iván Mordisco, o guerrilheiro mais procurado do país, em duas operações distintas que estão se aproximando de seu “círculo mais próximo de confiança”, anunciou o Ministério da Defesa nesta segunda-feira. Após o fracasso das negociações de paz, o presidente de esquerda Gustavo Petro lançou uma caçada a Mordisco, líder da maior facção dissidente do extinto grupo guerrilheiro das Farc, que se recusou a assinar o acordo de paz de 2016 e se financia com o narcotráfico.
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Os irmãos, conhecidos como Conejo e Jota, foram capturados em duas operações distintas na sexta-feira e nesta segunda-feira no município de Falán, no departamento de Tolima, oeste do país, anunciou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, em um vídeo. Um terceiro irmão de Mordisco já havia sido preso em 2025.
Petro e seu homólogo americano, Donald Trump, concordaram em unir forças para intensificar a busca por Mordisco, após uma reunião em fevereiro na Casa Branca, na qual amenizaram as tensões diplomáticas.
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Andrés Vera, conhecido como Conejo, foi capturado nesta segunda-feira enquanto tentava embarcar em um ônibus para “fugir da região” após a prisão de seu irmão, Juan Gabriel Vera, vulgo Jota, no mesmo município rural, segundo um comunicado do Ministério da Defesa.
Conejo era responsável pelo “apoio logístico” da organização de Mordisco e sua “expansão criminosa em direção ao centro do país”, afirmou o General William Rincón, diretor da polícia.
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Ambos tinham mandados de prisão por homicídio, sequestro e tráfico de armas. Conejo também está envolvido nos assassinatos de ex-combatentes das Farc que assinaram o acordo de paz, disse Rincón. Membros desmobilizados desse grupo guerrilheiro são alvos frequentes de grupos armados. Mordisco manteve negociações de paz com o governo durante um ano, mas abandonou a mesa de negociações em 2024 e intensificou a violência contra civis e as forças de segurança.
Petro adotou recentemente uma estratégia de guerra total contra a guerrilha, após tentativas frustradas de apaziguar o conflito de meio século por meio de sua política de “paz total”, que previa negociações paralelas com todos os grupos armados. Cinco meses antes de deixar o cargo, nenhuma dessas negociações havia apresentado progresso significativo. A Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, concordaram em realizar um evento com empresários do setor privado dos dois países em datas a serem definidas entre junho e julho deste ano. Os dois conversaram por telefone nesta segunda-feira (9). 

Segundo o Palácio do Planalto, a sugestão partiu de Lula com a intenção de que os dois países explorem novas oportunidades de negócios. A mandatária mexicana aceitou o convite. 

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Na conversa de hoje, os presidentes ainda manifestaram interesse em aprofundar a parceria bilateral na área de energia. Lula reiterou o convite para uma visita da presidente Claudia Sheinbaum ao Brasil.

Etanol

Em outubro do ano passado, os presidentes haviam concordado em realizar ações para aprofundar parceria econômica. A mexicana, inclusive, pediu apoio do brasileiro para obter cooperação brasileira para a produção de etanol.

Claudia Sheinbaum também havia manifestado interesse em contar com informações do Brasil sobre a implementação de programas sociais de combate à fome e à pobreza naquele país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, repetiu nesta segunda-feira que a guerra no Irã “vai acabar em breve”, pouco mais de uma semana após lançar, ao lado de Israel, intensos bombardeios que causaram grandes estragos ao país e que tiveram impacto em todo o Oriente Médio. Trump questionou o processo de sucessão na República Islâmica, que escolheu um novo líder supremo no fim de semana, e minimizou os impactos da disparada do preço do petróleo.
Em entrevista coletiva, Trump afirmou que “aniquilou completamente todas as forças do Irã”, atingindo mais de 5 mil alvos desde o início do conflito, “incluindo locais responsáveis ​​pela fabricação de drones, poder naval iraniano e capacidade de mísseis”.
— Isso vai acabar em breve — disse, se referindo à guerra. — E se recomeçar, eles serão ainda mais afetados.
O republicano disse que alguns alvos foram “deixados para depois”, fazendo referência à infraestrutura energética iraniana, já sob ataque de Israel desde o fim de semana.
— Estamos esperando para ver o que acontece antes de atacá-los — afirmou, antes de dizer que esses locais poderiam ser destruídos “em menos de um dia”.
Ele alertou as autoridades iranianas para que não tentem interromper o fluxo global de petróleo na região do Golfo Pérsico. Desde a semana passada, o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção global de petróleo e gás, está virtualmente bloqueado, e centenas de embarcações aguardam a melhora das condições de segurança para seguir viagem
— Vamos atingi-los com tanta força que será impossível para eles, ou para qualquer outra pessoa que os ajude, recuperar essa parte do mundo — afirmou. — Estamos fazendo isso para outras partes do mundo, como a China.
Segundo o presidente, “o Estreito de Ormuz continuará seguro” — mais cedo, ele sugeriu que poderia “assumir o controle” da passagem
— Vamos acabar com toda essa ameaça de uma vez por todas, e o resultado será a queda nos preços do petróleo e do gás para as famílias americanas — declarou o presidente, antes de minimizar os impactos da alta no preço do barril para os EUA. — [A crise de oferta] afeta muito mais os países do que os Estados Unidos. Não nos afeta de verdade. Temos petróleo de sobra.
Trump se disse “desapontado” com a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, sucedendo seu pai, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra. O republicano afirmou que deseja participar do processo de escolha das novas lideranças iranianas, e havia “vetado” o nome de Mojtaba na semana passada.
— Fiquei desapontado porque achamos que isso vai gerar mais do mesmo problema para o país, então fiquei decepcionado com a escolha deles — declarou. — Queremos estar envolvidos. [O futuro líder] deve ser capaz de fazer algo pacificamente, para variar.
O presidente anunciou que uma investigação está em curso para descobrir o que aconteceu na escola atingida por um míssil em Minab, nos primeiros momentos da guerra, deixando mais de 160 mortos, incluindo crianças. No fim de semana, o presidente disse que os iranianos atacaram o local, embora análises independentes apontem que os EUA são os culpados.
— Isso está sendo investigado neste momento. Seja qual for a conclusão do relatório, estou disposto a aceitá-la — disse Trump, sugerindo que os iranianos usaram um míssil Tomahawk, arma de fabricação americana que eles não têm em seu arsenal, no bombardeio contra a própria escola.
Ele confirmou que conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, revelando que os dois discutiram a crise no Oriente Médio, e que Moscou “deseja ser últil”.
— Eu disse: “O senhor poderia ser mais útil se resolvesse logo a guerra entre Ucrânia e Rússia” — declarou Trump, tratando o conflito no Leste Europeu, que havia prometido encerrar “em 24 horas” caso fosse eleito presidente, como uma “luta sem fim”. — Existe um ódio tremendo entre o presidente Putin e o presidente [da Ucrânia, Volodymyr] Zelensky, eles parecem não conseguir se entender. Mas acho que foi uma ligação positiva sobre esse assunto.
Mais cedo, Trump afirmou duas vezes — à rede CBS News e em um discurso a parlamentares — que a guerra terminaria “muito rapidamente”, apontando que, em sua opinião, a a operação está avançando mais rápido do que esperavam. Na entrevista coletiva, ao ser perguntado se o fim do conflito ocorreria esta semana, disse que não.
As declarações serviram para reduzir a cotação do petróleo nos mercados internacionais, que superou a barreira dos US$ 100 por barril nesta segunda-feira. Trump ainda alegou que o regime estava pronto para atacar os EUA ” menos de uma semana” antes da decisão americana e israelense de bombardear o Irã, e que “se tivessem uma arma nuclear, teriam usado contra Israel”.
— Estavam preparados. Tinham muito mais mísseis do que qualquer um imaginava e iriam nos atacar, mas também atacariam todo o Oriente Médio e Israel — disse aos parlamentares em Miami. — Eu sei que eles tinham todos aqueles locais de lançamento de mísseis e todos aqueles lançadores que nós eliminamos, cerca de 80% deles agora, aliás, eliminamos a maior parte, sabe, veja, o número de lançamentos diminuiu bastante. Eles têm muito poucos lançamentos restantes.
Um homem, de 58 anos, residente no Reino Unido, foi acusado de crimes contra a humanidade por seu papel na repressão de manifestações na Síria desde abril de 2011, anunciou nesta segunda-feira a polícia britânica. Esta acusação é consequência de uma investigação realizada pela unidade de crimes de guerra da polícia antiterrorista britânica.
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A guerra civil na Síria estourou em 2011, após a brutal repressão dos protestos antigovernamentais por parte do então presidente, Bashar al Assad, derrubado no final de 2024. A força pública afirmou que o acusado enfrenta diversas acusações de assassinato e tortura no “primeiro processo judicial deste tipo no Reino Unido”.
As acusações estão relacionadas ao seu papel nas manifestações que aconteceram na Síria a partir de abril de 2011, na sequência da Primavera Árabe. O acusado é suspeito de ter liderado um grupo responsável por reprimir as manifestações no bairro de Jobar, no leste de Damasco, um dos lugares emblemáticos da repressão governamental.
“Agora vive no Reino Unido e foi acusado em relação ao período em que trabalhou nos serviços de inteligência da Força Aérea síria em Damasco”, informou a polícia.
Ao homem são imputadas, entre outras, três acusações de homicídio e três de tortura. O acusado, cujo nome não foi divulgado, deve comparecer na terça-feira a um tribunal de Londres.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira em entrevista à CBS News que a guerra contra o Irã poderia estar quase no fim. Além de fazer um balanço do conflito, o republicano comentou sobre a nomeação do aiatolá Mojtaba Khamenei, que substituiu o pai, Ali Khamenei, morto em ataque dos EUA e de Israel, como líder supremo iraniano e ainda prometeu retaliar fortemente o regime teocrático caso bloqueiem o Estreito de Ormuz, o qual ele afirma já estar aberto à navegação para os navios americanos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Os três depoimentos previstos para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foram cancelados. Os depoentes: Leila Mejdalani Pereira, presidente do Banco Crefisa; Artur Ildefonso Azevedo, CEO do Banco C6 Consignado, e o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção informaram, por motivos diversos, que não compareceriam.

Com isso, o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu fazer uma reunião de debates entre os integrantes da comissão e disse que poderá determinar condução coercitiva;

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À Comissão, as defesas de Leila e de Artur argumentaram que os clientes não compareceriam por entenderem que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também se estenderia aos requerimentos de convocação

No entendimento da defesa, a decisão de Dino se aplica a todos os requerimentos aprovados, inclusive os de convocação. No entanto, o presidente da CPMI disse que a decisão de Dino só vale para a quebra de sigilo e remarcou o depoimento de Leila e de Artur para a próxima quinta-feira (12).

Já o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, esteve na CPMI na quinta-feira da semana passada, quando a reunião foi cancelada por motivos de saúde do relator Alfredo Gaspar (União-AL).

Nesta segunda-feira, a justificativa da ausência de Assumpção foram exames médicos marcados anteriormente para hoje. A nova oitiva foi reagendada para o dia 23.

Se não for prorrogada, a CPMI deve ser encerrada no dia 26 de março. A previsão é que a leitura do relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) seja feita dia 23 de março..

A ONU está negociando com o governo dos Estados Unidos para permitir o envio de combustível a Cuba para “fins humanitários”, em meio ao embargo de petróleo imposto por Washington à ilha, disse o representante da ONU em Havana, Francisco Pichón, à AFP com exclusividade nesta segunda-feira. Os Estados Unidos, que não escondem seu desejo de ver uma mudança de regime em Cuba, estão aplicando uma política de pressão máxima sobre Havana. Nenhum navio carregado de combustível entrou oficialmente em Cuba nos últimos dois meses.
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“Há discussões em andamento entre nossos colegas do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários e o governo dos EUA para garantir o acesso a combustível para fins humanitários”, afirmou Pichón. “Quando digo para fins humanitários, quero dizer combustível para nossas operações de resposta a emergências” e “para garantir serviços vitais nesses centros que cuidam de pessoas e grupos vulneráveis”, declarou Pichón, enfatizando que o acesso das agências da ONU a esse recurso é “altamente racionado” devido à crise.
“A viabilidade operacional da nossa resposta como Sistema das Nações Unidas depende do acesso à energia e ao combustível”, e, “neste momento, está sendo comprometida”, afirmou Pichón.
A crise energética, já crônica na ilha de 9,6 milhões de habitantes, agravou-se desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças americanas em janeiro e a interrupção abrupta dos embarques de petróleo de Caracas, principal fornecedora de combustível da ilha nos últimos 25 anos. Diante da situação atual, o governo cubano implementou um pacote de medidas emergenciais, incluindo uma drástica restrição à venda de combustível.
O precedente de Gaza
Como resultado, Pichón citou especificamente que “as visitas in loco são muito poucas” e há “menos disponibilidade de frete em Cuba”, cujos serviços estão sofrendo “aumentos de preços” devido à escassez.
“Temos enfrentado dificuldades na disponibilidade de combustível para os processos de extração em portos e aeroportos. O transporte de Havana para as províncias está muito restrito”, insistiu Pichón.
Washington invoca a “ameaça excepcional” que a ilha comunista, localizada a apenas 150 km da costa da Flórida, representa para a segurança nacional dos EUA. No entanto, o governo americano autorizou recentemente a venda de combustível para empresas privadas na ilha, sob a condição de que as transações não beneficiem o regime cubano.
O representante da ONU em Cuba enfatizou que conversou com o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, sobre “a necessidade de apoiar nossos esforços” para “garantir o acesso ao combustível sob as condições e protocolos de rastreabilidade” que podem ser necessários para assegurar o destino final do combustível.
“É essencial que isso funcione, porque, se não funcionar e a situação atual persistir indefinidamente, nossa própria resposta como sistema ficará seriamente comprometida”, continuou. “É por isso que esses esforços são de fundamental importância”, insistiu, explicando que se baseia particularmente na experiência do Programa Mundial de Alimentos (PMA), que “tem modelos práticos aplicados em Gaza e em outros lugares”.
“É por isso que esses esforços são de fundamental importância”, insistiu, explicando que se baseia particularmente na experiência do Programa Mundial de Alimentos (PMA), que “tem modelos práticos aplicados em Gaza e em outros lugares”.
O representante da ONU enfatizou que outros países, como o México, um dos fornecedores regulares de petróleo da ilha e cuja presidente de esquerda, Claudia Sheinbaum, afirmou querer encontrar uma maneira diplomática de retomar esses envios, poderiam aderir a esse mecanismo.
“Este é precisamente o espaço que nós [ONU], como sistema, estamos tentando criar para que outros países possam ter espaço para apoiar Cuba”, inclusive no setor energético, “sem estarem expostos a sanções ou outros tipos de medidas”, afirmou.
Mas alertou para a urgência de se chegar a um acordo rapidamente.
“O espaço para a diplomacia preventiva está se fechando muito rapidamente porque não sabemos — há incerteza, pelo menos — sobre quais recursos, quais reservas existem no país”, observou. “Este espaço para a diplomacia preventiva e para encontrar uma solução para o acesso à energia é fundamental para ser aproveitado neste momento, quando não estamos enfrentando uma situação de perda massiva de vidas”, insistiu.
Em meio à guerra no Irã que se alastra para além de suas fronteiras a cada dia, a Ucrânia enviou drones interceptadores e uma equipe de especialistas para proteger as bases militares americanas na Jordânia, afirmou o presidente Volodymyr Zelensky ao New York Times, que publicou a entrevista nesta segunda-feira. Os Estados Unidos fizeram o pedido de ajuda na última quinta-feira, e a equipe ucraniana partiu no dia seguinte, segundo o presidente ucraniano. Nas redes sociais, Zelensky afirmou que, além de Washington, 11 países solicitaram apoio de segurança à Kiev para combater os drones iranianos.
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— Reagimos imediatamente — disse Zelensky na última sexta-feira, quando concedeu entrevista ao NYT dentro de um trem que viajou do leste da Ucrânia até a capital, Kiev. — Eu disse: “sim, claro, enviaremos nossos especialistas.
O conflito entre EUA, Israel e Irã corre o risco de desviar a atenção mundial da guerra na Ucrânia. Mas também deu a Kiev a oportunidade de usar sua experiência — arduamente conquistada desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022 — e sua tecnologia avançada em um novo front. O país se ofereceu prontamente para ajudar as forças americanas e seus aliados do Oriente Médio a se defenderem contra drones iranianos, que a Rússia vem usando na Ucrânia há anos.
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Kiev, por sua vez, espera ganhar pontos com Washington nas negociações de paz mediadas pelos americanos. A relação, porém, permanece tensa. Também na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou novamente que considera Zelensky um obstáculo maior para um acordo de paz do que o líder russo, Vladimir Putin. Trump, de fato, tem se mostrado muito mais solícito com Moscou do que seu antecessor, Joe Biden.
Soldados ucranianos instalando redes antidrone na região de Donetsk
Brendan Hoffman / The New York Times
Na semana passada, o jornal americano Washington Post revelou que a Rússia está fornecendo ao Irã informações sobre alvos americanos no Oriente Médio para Teerã realizar seus ataques retaliatórios. Ao NYT, Zelensky afirmou ainda ter tido acesso a relatórios de inteligência que indicam que os drones lançados em grande escala pelo Irã contêm componentes de origem russa.
O líder ucraniano afirmou que desejava ajudar as nações do Oriente Médio, mas também precisava equilibrar esses pedidos com as necessidades internas da Ucrânia, visto que a guerra na região já dura cinco anos. Nas redes sociais, ele disse que, além dos EUA, países vizinhos do Irã e nações europeias solicitaram cooperação para defesa e alguns “já receberam decisões concretas e apoio específico”.
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“Há um claro interesse na experiência da Ucrânia em proteção de vidas, em interceptadores relevantes, em sistemas de guerra eletrônica e em treinamento”, escreveu Zelensky. Ele acrescentou que seu país está pronto para “responder positivamente aos pedidos daqueles que nos ajudam a proteger a vida dos ucranianos e a independência da Ucrânia”.
Presidentes Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, e Donald Trump, dos EUA, em dezembro do ano passado
Tierney L. Cross/The New York Times
A guerra no Irã pode interromper o fluxo de armamentos defensivos de que a Ucrânia tanto precisa. Kiev ofereceu-se para trocar seus drones interceptadores com países do Oriente Médio por sistemas mais potentes, necessários para que a Ucrânia possa se defender dos mísseis balísticos russos. Também afirmou que auxiliará os países do Oriente Médio em troca de ajuda diplomática para pressionar a Rússia a um cessar-fogo.
— Alguns países do Oriente Médio tinham relações muito fortes com a Rússia. Por isso, eu disse: “olha, talvez eles possam conversar com os russos e os russos façam uma pausa” — explicou o presidente ucraniano, acrescentando que, “claro, podemos ajudar o Oriente Médio a se defender”.
Os drones iranianos
Ninguém entende mais de combate aos drones de ataque unidirecional de longo alcance, que agora são lançados pelo Irã, do que a Ucrânia. Durante a campanha de retaliação iraniana contra bases americanas e israelenses no Golfo, um desses drones matou seis militares dos EUA em um centro de comando no Kuwait. Embora o ataque retaliatório inicial de mísseis do Irã tenha diminuído a ofensiva coordenada dos EUA e de Israel contra as Forças Armadas iranianas, o volume de drones não diminuiu.
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A Rússia foi uma das primeiras a adotar os drones iranianos, conhecidos como “Shaheds”, e modelou sua própria versão com base no produto original iraniano. Logo após a invasão russa, a Ucrânia por vezes utilizou mísseis caros ou interceptadores Patriot — ainda mais caros — para abater os Shaheds. Essa estratégia, no entanto, rapidamente se mostrou insustentável.
Um drone russo do tipo ‘Shahed’ foi interceptado pelas forças ucranianas na região de Kharkiv no ano passado
David Guttenfelder/The New York Times
Um míssil Shahed custa até US$ 50 mil (cerca de R$ 260 mil, na cotação atual) para ser produzido. Um míssil interceptador Patriot, fabricado nos Estados Unidos, custa mais de US$ 3 milhões (quase R$ 16 milhões). Por isso, a Ucrânia adaptou-se, utilizando metralhadoras pesadas, foguetes mais baratos disparados por caças F-16, bloqueadores eletrônicos e novos drones interceptadores nacionais.
Segundo dados diários divulgados pela Força Aérea Ucraniana, o país agora consegue destruir a maioria dos drones de ataque unidirecionais russos. Em fevereiro, a Rússia enviou cerca de 5 mil drones de ataque unidirecionais e iscas para cidades ucranianas, de acordo com a análise do New York Times. A Ucrânia abateu cerca de 87% deles.
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Nos dias que se seguiram ao início da guerra no Irã, Zelensky disse que ele e sua equipe receberam ligações de líderes do Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Catar e Arábia Saudita em busca de ajuda. Na entrevista ao NYT, o presidente ucraniano disse que outra equipe de especialistas viajaria ao Oriente Médio para ajudar as nações a avaliar como poderiam se proteger de drones iranianos, além de simplesmente disparar os caros interceptadores Patriot — que estão em falta, com apenas 620 dos equipamentos mais avançados nas mãos das Forças Armadas desde 2025.
Nos primeiros dias da guerra com o Irã, os países do Oriente Médio utilizaram mais de 800 mísseis Patriot, segundo Zelensky e Andrius Kubilius, comissário europeu para a Defesa e o Espaço. Essa saraivada de mísseis foi usada para neutralizar mais de 2 mil drones iranianos e mais de 500 mísseis balísticos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (9) ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que os dois países devem focar na autonomia e no fortalecimento, por meio da produção de artigos militares para autodefesa.

“Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente. O Brasil tem necessidade similar à da África do Sul. Portanto, vamos juntar o nosso potencial e ver o que podemos construir juntos”, disse Lula, ao receber Ramaphosa no Palácio do Planalto, em Brasília.

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“Não precisamos ficar comprando dos ‘Senhores das Armas’. Nós poderemos produzir. Ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, pontuou.

 


Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

“Não precisamos ficar comprando dos ‘Senhores das Armas’. Nós poderemos produzi”, destacou Lula – Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência-Brasil

O presidente brasileiro defendeu que os dois países do Sul Global articulem uma parceria estratégica para se tornarem um mercado relevante para a indústria de defesa.

A declaração de Lula foi dada após assinatura de acordos bilaterais nas áreas de turismo, de comércio exterior e da indústria, no Palácio do Planalto. A visita do presidente sul-africano ao Brasil vai até esta terça (10).

Lula também reiterou o perfil pacífico da América do Sul e que as tecnologias têm uso civil.

“Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui, ninguém tem bomba nuclear, bomba atômica. Nossos drones são para agricultura, para a ciência e tecnologia e não para a guerra.”

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Preço do petróleo

Lula também manifestou sua “profunda preocupação” com a escalada de conflito no Oriente Médio que, segundo o presidente, representam uma grave ameaça à paz e à segurança internacional. “O diálogo e a diplomacia constituem o único caminho viável para a construção de uma solução duradoura.”

O presidente Lula afirmou que, por conta da guerra contra o Irã, o preço do petróleo já vem subindo em quase todo mundo e deve encarecer ainda mais..

Lula destacou também os impactos humanitário e econômico do conflito iniciado em 28 de fevereiro, após os Estados Unidos e Israel atacarem de forma coordenada o Irã. Os bombardeios matarem o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei e quase duas centenas de pessoas em Teerã.

“Esses conflitos produzem efeitos deletérios sobre as cadeias de energia, de insumos e de alimentos. São mais vulneráveis, sobretudo, as mulheres e as crianças que sofrem os impactos mais severos dessas crises”, declarou  Lula.

Terras raras

Durante a declaração à imprensa, o mandatário brasileiro explicou que o Brasil tem potencial para exploração de minerais críticos considerados essenciais para a transição energética e digital em curso.

O presidente Lula disse ainda ao presidente da África do Sul que é preciso repensar o papel da exploração dos recursos naturais nos territórios.

“Já está avisado ao mundo que o Brasil não vai fazer das terras raras e dos minerais críticos aquilo que foi feito por minério de ferro. A gente vendeu o minério e comprou produto acabado pagando 100 vezes mais caro.”

Para o presidente Lula o caminho é o fortalecimento das cadeias produtivas da mineração dos dois países, a partir do conhecimento do potencial mineral das duas nações.

“Chega! Já levaram toda a nossa prata, todo o nosso ouro, todo o nosso diamante, todo o nosso minério de ferro. O que mais querer levar? Quando a gente vai aprender que Deus colocou toda essa riqueza para nós e nós ficamos dando para os outros?”, questionou.

Lula enfatiza que não é questão de tomada de decisão política, mas que é preciso tirar proveito da exploração de minerais críticos para melhorar as condições de vida da população.

 


Brasília, 09/03/2026 Declaração a imprensa, durante encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Presidente da África do Sul está em visita oficial ao Brasil- Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc

Democracia

O presidente Lula confirmou que em 18 de abril estará em Barcelona (ES) a convite do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, para quarta reunião Em defesa da Democracia.

“Queremos aproximar nossos países nos temas de regulação do ambiente digital, inteligência artificial e a valorização das fontes de informação de qualidade, incluindo tantas políticas domésticas quanto a articulação para fortalecer essa agenda no ambiente multilateral.”

Por fim, Lula enfatizou que o Brasil e a África do Sul compartilham a convicção de que o Sul Global deve ter voz ativa nas grandes decisões internacionais.

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