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O fundador e ex-presidente da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, negou que a gestora de fundos financeiros esteve associada à lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). O empresário compareceu à sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, nesta quarta-feira (11).

“Não temos nenhuma ligação [com o PCC], como o nosso advogado acabou de colocar. No procedimento da Carbono Oculto [da Polícia Federal (PF)], em 15 mil páginas, não existe nenhuma menção à associação com o PCC ou com o crime organizado”, comentou Mansur.

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O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), questionou então porque a empresa foi alvo das operações da PF. Mansur preferiu não opinar. “Aí é uma opinião pessoal, eu acho que vou permanecer calado”, respondeu.

Além da Carbono Oculto, a empresa de gestão de ativos Reag é investigada na Compliance Zero, que apura as fraudes do Banco Master, e na operação Quasar, que investiga lavagem de dinheiro para facções criminosas. 

Em janeiro deste ano, a Reag Investimentos foi liquidada pelo Banco Central (BC) por supostos vínculos com as fraudes do Banco Master estimadas em até R$ 50 bilhões. 

A Reag, que administrava 700 fundos que somavam R$ 300 bilhões, teria contribuído com o esquema do banqueiro Daniel Vorcaro, sendo suspeita de criar empresas de fachada.

Inicialmente, o empresário fundador da Reag, João Carlos Mansur, informou que ficaria em silêncio, direito garantido a investigados para não se autoincriminar. Porém, ele resolveu fazer pequenos comentários após apelos do presidente da CPI.

Segundo Mansur, a Reag sempre foi auditada por empresas internacionais. O ex-presidente da companhia disse ainda que ela mantinha todas as estruturas de governança de uma empresa de capital aberto, que precisa ter os dados divulgados ao público.

“Acho que a gente acabou sendo penalizado por ser grande e independente. Nosso mercado penaliza o independente”, disse o investigado, que admitiu que o Banco Master era um dos clientes da companhia.  

“Não éramos, nunca fomos empresa de fachada, não temos investidores ocultos. É um partnership, ou seja, vários sócios, várias pessoas”, completou o empresário do mercado financeiro.

Ainda nesta quarta-feira, a CPI aprovou mais de 20 requerimentos com quebras de sigilos, pedidos de informações e convocações mirando o braço financeiro do PCC na Faria Lima e “A Turma” do Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

Carbono Oculto

A oitiva do fundador e ex-presidente da Reag Investimentos foi fruto do requerimento de convocação apresentado pelo presidente da Comissão, Fabiano Contarato.

“Dos 350 alvos da operação [Carbono Oculto], 42 têm escritórios na Avenida Faria Lima, o que demonstra que o crime organizado possui verdadeira indústria de lavagem de dinheiro no coração do sistema financeiro nacional”, justificou o senador capixaba.

Contarato acrescentou que os fundos da Reag teriam sido utilizados para movimentar cerca de R$ 250 milhões do PCC, e que o BC informou que a companhia teria ocultado os beneficiários de R$ 11 bilhões desviados do mercado financeiro nacional.

“O depoimento de Mansur é indispensável para esclarecer os mecanismos de controle e conformidade adotados pela gestora diante do crescimento exponencial de seus ativos sob gestão, que saltaram de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões em cinco anos”, escreveu o parlamentar.

Relator da CPI

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), lamentou que o investigado se recusou a responder perguntas da comissão, se limitando a fazer pequenos comentários sobre a Reag como empresa.

“São vários questionamentos que não são, a priori, autoincriminatórios, a não ser que a gente compreenda que absolutamente toda a atividade exercida por vossa excelência, ao longo da carreira, seja criminosa”, provocou o relator.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Crime Organizado no Senado aprovou, nesta quarta-feira (11), mais de 20 requerimentos com quebras de sigilos, pedidos de informações e convocações mirando o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima e “A Turma” do Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“A Turma” é o nome do grupo de comunicação de Vorcaro usado para monitorar e intimidar adversários do banqueiro, e que esteve no centro da decisão de prisão do dono do Master.

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A Comissão ainda quebrou os sigilos fiscal, bancário e telefônico do “Sicário”, o Luiz Phillipi Mourão, aliado de Vorcaro que teria se suicidado após ser preso pela Polícia Federal (PF) na semana passada. A CPI ainda pediu informações sobre o caso do Sicário ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

O cunhado do dono do Banco Master, o Fabiano Campos Zettel, foi convocado pela CPI após aprovação de requerimentos apresentados por senadores.

“Investigações no âmbito da Operação Carbono Oculto apontam que Fabiano Zettel possui conexões financeiras diretas com a Reag Investimentos e o Banco Master, instituições identificadas como braços financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima”, justificou o senador Humberto Costa (PT-PE).

Banco Central

A CPI aprovou a convocação do ex-diretor de fiscalização do Banco Central (BC), Paulo Sérgio Neves de Souza, e do ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Bellini Santana, ambos afastados dos cargos.

Ao pedir a convocação dos funcionários do BC, o senador Humberto Costa disse que relatório da PF indica que eles teriam atuado como consultores informais de Daniel Vorcaro.

“Facilitando a operação de compra do então Banco Máxima (posteriormente renomeado como Banco Master) e divulgando informações sigilosas para o banqueiro, a fim de municiá-lo a respeito das operações realizadas pelo Banco Central”, justificou Costa.

A Comissão ainda quebrou os sigilos da empresa Varajo Consultoria, ligado à Vorcaro, e que teria sigo responsável por proposta de pagamento a servidor do BC. O chefe da companhia, Leonardo Augusto Furtado Palhares, foi ainda convocado pela CPI.

Faria Lima

Foram alvos de quebras de sigilos bancários, fiscal e telefônico empresários e investigados por associação com a lavagem de dinheiro do PCC na Faria Lima, onde se concentra as empresas do mercado financeiro na capital paulista.

Uma série de requerimentos foram aprovados com quebra de sigilos de investigados apontados pela operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que desvendou esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

Um dos que teve os sigilos quebrados foi o “Beto Louco”, o Roberto Augusto Leme da Silva, considerado responsável pela gestão de distribuidoras de combustíveis que lavariam dinheiro para a organização criminosa paulista.

“O esquema, que movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, utilizava uma vasta rede de postos de combustíveis e fundos de investimento para ocultar a origem ilícita dos recursos, demonstrando uma atuação sofisticada no mercado financeiro, com epicentro na Avenida Faria Lima, em São Paulo”, argumentou o senador Humberto Costa.

Outro investigado que teve os sigilos quebrados foi o Mohamad Hussein Mourad, considerado um dos principais operadores do esquema de lavagem de dinheiro do PCC, e que teria conexões com o Banco Master.

Outro empresário ligado ao esquema desvendado pela Carbono Oculto, e que teve os sigilos quebrados pela CPI, é o Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, e Danilo Berndt Trent, tido como “sócio oculto” da Precisa. A empresa já figurou em investigação de esquema de corrupção de compra de vacinas no período da pandemia.

“As empresas de Francisco Maximiano foram utilizadas como veículos para a lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e para a realização de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro e o patrimônio público”, completou Humberto.

“A turma”

Outro foco da CPI nesta quarta-feira foram os envolvidos no grupo “A Turma”, usado para monitorar e intimidar adversários do banqueiro Daniel Vorcaro, que teria liderado um esquema de fraudes no mercado financeiro que podem chegar a cerca de R$ 50 bilhões.

O grupo chegou a discutir simular um assalto para “quebrar todos os dentes” do jornalista do O Globo, Lauro Jardim, que teria publicado notícias que desagradaram ao Vorcaro. 

A CPI aprovou a convocação da Ana Cláudia Queiroz de Paiva que participaria dos pagamentos para custear as atividades do grupo “A Turma”.

A comissão ainda aprovou as quebras dos sigilos do Marilson Roseno da Silva, escrivão aposentado da PF que foi preso preventivamente como um dos principais operadores do grupo “A Turma”.

A CPI quebrou os sigilos de outras empresas ligadas ao Master, como a King Participações Imobiliárias, e a King Motors Locação de veículo, além da quebra de sigilo de empresas dono de avião usada para dar carona a aliados do Vorcaro. A comissão ainda pediu a lista dos passageiros beneficiários.

“Informações divulgadas pela imprensa e indícios colhidos no âmbito da Operação Compliance Zero sugerem que altas autoridades da República teriam se utilizado de aeronaves particulares”, justificou o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

A comissão ainda convidou para depoimento o empresário Vladimir Timerman, que vinha denunciando, por ano, as fraudes no Master.

 

O preço do petróleo costuma ser a maior preocupação sempre que surge um conflito no Oriente Médio. Mas, desde o primeiro ataque dos Estados Unidos ao Irã, na madrugada de 28 de fevereiro, o que se observa é uma ampliação do conflito para uma escala regional, com investidas de ambos os lados contra infraestruturas ligadas à produção e à distribuição de petróleo e gás, além do fechamento do Estreito de Ormuz, que tem um enorme efeito sobre a logística desse mercado, já que por lá passam 20% do petróleo consumido globalmente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A “Operação Fúria Épica”, iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro com o objetivo de derrubar o regime do aiatolá Ali Khamenei , morto naquele mesmo dia, tem efeitos que vão além do impacto imediato nos países do Oriente Médio. O que significa a troca de poder no Irã? Há riscos de um conflito global?
Convidamos nossos leitores a enviar perguntas sobre o tema. As questões selecionadas pela Redação foram respondidas pelo repórter Filipe Barini, da editoria Mundo do GLOBO.
Resiliência: Escolha de novo líder supremo confirma que Guarda Revolucionária dá as cartas no Irã em meio à guerra
Veja abaixo as perguntas dos leitores e as respostas:
Por que os EUA atacaram o Irã? Quem deve se responsabilizar pelas mortes? (por Fernando Pereira)
Essa é a pergunta de um bilhão de dólares (custo estimado de um dia de guerra). Desde os primeiros bombardeios, Donald Trump alegou que os iranianos estavam prestes a atacar os EUA e Israel; que estavam perto de obter uma bomba nuclear; que era uma operação de mudança de regime; que tentava fomentar um levante popular contra a República Islâmica; e que queria destruir as capacidades militares em prol da segurança regional. O presidente americano parece ter sido influenciado pelo premier de Israel, Benjamin Netanyahu, que planejava lançar uma guerra, com ou sem os EUA, ainda no primeiro semestre, mas Trump tem reiterado que a palavra final foi sua. Por enquanto, a resposta mais simples, embora frustrante, é: apenas Trump sabe por que o Golfo Pérsico está diante de uma guerra de grande porte. Já sobre a responsabilidade pelas mortes, as respostas são mais claras. No Irã, quase 1,3 mil pessoas morreram nos ataques americanos e israelenses — apesar de a Casa Branca não assumir, perícias independentes mostram que um míssil dos EUA atingiu uma escola no sul do Irã, deixando quase 170 mortos, incluindo crianças e adolescentes. As retaliações iranianas causaram mortes em sete países, e a ofensiva de Israel contra o Hezbollah (aliado do Irã) no Líbano devastou partes do país e deixou quase 400 mortos. 
Navios petroleiros na região do Estreito de Ormuz
Giuseppe Cacace/AFP
Quais as consequências desta guerra? (por Maria Alzira Vilar Ferreira)
Para grande parte do planeta, o bolso sentirá o primeiro impacto. O barril do petróleo deu um salto após o virtual fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção global, e consumidores na Europa já pagam quase 50% a mais pelo gás natural. As palavras de Trump sugerindo que a guerra está perto do fim ajudaram a derrubar a cotação inicialmente, mas seus comandantes sugerem que um cessar-fogo não será imediato ou simples. Os ataques iranianos contra refinarias e unidades de produção no Oriente Médio também levaram a cortes na extração, reduzindo o volume disponível de petróleo no mercado. Politicamente, mesmo diante de 10 dias de ataques incessantes, o regime em Teerã segue vivo e no comando, mas com caras novas. O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei é aliado da Guarda Revolucionária, que hoje dá as cartas no país, e pouco aberto a reformas. No Golfo, as retaliações contra as monarquias árabes não ajudaram os iranianos a ganharem novos amigos, e devem marcar o início de uma relação mais distante e pragmática, e uma provável aproximação com os americanos. Para Israel, o conflito é apresentado como o enfrentamento a uma ameaça existencial, e mesmo se um cessar-fogo for obtido, a possibilidade de novos embates é elevada. Para Trump, uma guerra longa (e impopular) traz os riscos de novas mortes de militares americanos, de impactos à inflação e de uma derrota nas eleições de novembro, quando a Câmara e parte do Senado serão renovados, algo que pode marcar decisivamente seus últimos anos no cargo.
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Quantos militares americanos já morreram ou foram feridos (incluindo os que estão no hospital da Alemanha) na Operação Fúria Épica? (por Fernando Antonio Barreiros)
Segundo o Comando Central dos EUA, responsável por operações militares no Oriente Médio, sete militares morreram desde o início da guerra, seis deles em um ataque com drones contra um centro de operações no porto de Shuaiba, no Kuwait. Na segunda-feira (dia 9/3), o Pentágono confirmou a morte de mais um militar, que havia sido ferido em um ataque contra posições americanas na Arábia Saudita, no dia 1º de março. Uma oitava morte foi confirmada também na segunda-feira, mas as causas não foram reveladas: segundo o Comando Central, se tratou de um “incidente de saúde”, não ligado a combates, e que está sob análise. O Pentágono ainda anunciou que nove militares estão internados em estado grave por ferimentos ligados a ataques iranianos. Desde o início do conflito, o Departamento de Defesa suspendeu alguns atendimentos (como partos) no hospital militar localizado na base de Rammstein, na Alemanha, para onde os feridos mais graves são levados, informou o portal Military Times na semana passada.
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Fumaça subindo do local de um ataque aéreo israelense que atingiu o bairro de Haret Hreik, nos subúrbios do sul de Beirute, em 4 de março de 2026. Israel lançou novos ataques contra o Irã e o Líbano, onde a mídia estatal noticiou que um prédio residencial foi atingido em 4 de março, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter bloqueado uma das rotas marítimas mais vitais do mundo para o transporte de energia.
AFP
Existe o risco de o conflito no Oriente Médio se tornar uma Terceira Guerra mundial? (por Lucy Jambo Torres)
É praticamente consenso que não. As grandes forças militares, incluindo Europa, China e Rússia, parecem mais interessadas em ver o fim da guerra no Golfo do que expandi-la para seus domínios, e temem os efeitos econômicos prolongados. Tampouco parece haver disposição de outros países para se juntarem em uma aliança liderada por americanos e israelenses — as monarquias árabes da região, por exemplo, não atacaram o Irã mesmo depois de serem bombardeadas. E existe a noção de que um novo conflito global provavelmente envolveria os arsenais nucleares: como disse o cientista Carl Sagan, um conflito atômico seria similar a “dois inimigos jurados, com gasolina até a cintura, um com três fósforos e o outro com cinco”, e hoje ninguém está disposto a bancar um incêndio sem vencedores. Mas isso não significa que é possível respirar tranquilamente. A falta de justificativas claras para a guerra no Irã, assim como suas retaliações, mostra que governos estão menos dispostos a seguir as regras do sistema internacional desenvolvido depois da Segunda Guerra Mundial, algo evidenciado há quatro anos na invasão russa da Ucrânia.
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Um zoológico japonês que cuida de um filhote de macaco que se tornou uma sensação na internet foi forçado a emitir um comunicado negando que ele estivesse sendo maltratado, após uma onda de preocupação online.
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Punch, um filhote de macaco de sete meses, foi abandonado pela mãe e ganhou fama depois de começar a se agarrar a um brinquedo de pelúcia de orangotango da IKEA em busca de conforto no Zoológico da Cidade de Ichikawa, nos arredores de Tóquio.
Mas depois que o zoológico publicou no X, no mês passado, que Punch “havia sido repreendido muitas vezes por outros macacos”, vídeos que o mostram sendo perseguido por membros do grupo se espalharam online, juntamente com alegações de que ele estava sofrendo bullying.
“Como resultado, recebemos muitas manifestações de preocupação de pessoas tanto no Japão quanto no exterior”, disse o zoológico em um comunicado na terça-feira.
A instituição acrescentou que Punch estava se tornando menos dependente do brinquedo de pelúcia de orangotango porque um número crescente de macacos estava cuidando dele ou brincando com ele.
“Embora os indivíduos dominantes possam demonstrar ações disciplinares em relação aos seus subordinados, como os macacos fazem naturalmente, essas ações na sociedade dos macacos ‘diferem dos abusos humanos'”, afirmou o zoológico.
“Punch passa a maior parte do dia em paz”, acrescentou.
O zoológico também alertou que “Punch se acostumou a viver neste grupo, portanto separá-lo agora criaria o risco de que ele nunca mais pudesse retornar ao grupo e tivesse que continuar vivendo dessa forma pelo resto da vida”.
Rejeitado pela mãe, Punch foi criado em um ambiente artificial após nascer em julho e começou o treinamento para se reintegrar ao seu grupo no início deste ano.
A situação de Punch despertou grande interesse online e criou uma base de fãs dedicada sob a hashtag #HangInTherePunch (“Aguente firme, Punch”, em tradução livre), enquanto grandes multidões lotavam o zoológico e as vendas de seu brinquedo de orangotango da IKEA disparavam.
No entanto, o grupo de direitos dos animais Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta) afirmou que a situação de Punch evidenciou a crueldade dos zoológicos e pediu sua transferência para um “santuário de boa reputação, onde ele possa viver em um ambiente mais natural”.
Pode faltar diesel no Brasil no fim de março ou início de abril, alerta Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira de Importadoras de Combustíveis (Abicom). Segundo ele, as importações de combustíveis estão paradas desde 28 de fevereiro, diante da grande defasagem entre os preços internacionais e os valores praticados pela Petrobras. Essa diferença chegou a 85% no caso do diesel, embora hoje esteja em torno de 48%, refletindo a forte volatilidade das cotações. No caso da gasolina, o levantamento da Abicom indica defasagem de 25% nesta quarta-feira. A guerra no Oriente Médio — com ataques a estruturas de produção e o fechamento do Estreito de Ormuz — tem provocado forte oscilação no preço do barril de petróleo, que chegou a se aproximar de US$ 120 na segunda-feira e vem variando de acordo com os desdobramentos do conflito. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Imagens divulgadas, nesta semana, pelo Zoológico de Edimburgo, na Edimburgo, mostram pinguins-gentoo compartilhando pequenas pedras coloridas para marcar o início da temporada de reprodução. O gesto faz parte de um comportamento natural da espécie, conhecido como “pebbling”, no qual machos presenteiam suas parceiras com seixos que serão usados na construção do ninho.
As pedras utilizadas neste ano foram pintadas por crianças apoiadas pela Edinburgh Children’s Hospital Charity (ECHC). A atividade integra um programa anual que busca aproximar pacientes internados da natureza. Como tradição do projeto, a primeira pedra é colocada no recinto por uma das crianças participantes.
Confira:
Pinguins se divertem com pedrinhas pintadas no início da temporada de reprodução
Pacientes do hospital acompanham regularmente transmissões ao vivo da colônia de pinguins-gentoo e puderam assistir, em tempo real, ao momento em que as aves escolhem os seixos coloridos.
Segundo Roslyn Neely, diretora-executiva da instituição beneficente, iniciativas como essa ajudam a manter o vínculo das crianças com o mundo natural durante o período de internação. “Mesmo em momentos difíceis para as famílias, atividades assim oferecem uma distração positiva e fortalecem conexões por meio do amor pelos animais”, afirmou.
De acordo com porta-voz do zoológico, os seixos foram levados ao Royal Hospital for Children and Young People durante sessões interativas conduzidas por educadores da Royal Zoological Society of Scotland (RZSS). A iniciativa faz parte de uma parceria contínua que aproxima jovens pacientes dos animais do zoológico e do Highland Wildlife Park.
O zoológico abriga mais de 100 pinguins-gentoo, espécie conhecida por utilizar pedras como elemento essencial na construção de ninhos — motivo pelo qual os seixos costumam desempenhar papel importante nos rituais de corte e acasalamento.
A Procuradoria-Geral da Polônia anunciou, nesta quarta-feira (11), a abertura de uma investigação sobre tráfico de pessoas com base em documentos extraídos do arquivo do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, e relacionados a supostos crimes cometidos na Polônia.
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A Procuradoria-Geral declarou estar investigando se mulheres — incluindo menores de idade — foram recrutadas na Polônia “enganadas quanto à verdadeira natureza do emprego pretendido no exterior”.
Os promotores suspeitam que os autores do crime “organizaram o transporte (das vítimas) para fora da Polônia e as entregaram a terceiros para fins de exploração sexual”.
Os supostos crimes referem-se ao período 2009 e 2019.
A divulgação em massa dos documentos de Epstein em 30 de janeiro nos Estados Unidos desencadeou investigações criminais, prisões e renúncias em todo o mundo, principalmente na Europa. Segundo a Procuradoria-Geral da Polônia, “os documentos analisados até o momento justificam uma suspeita razoável da prática do crime de tráfico de pessoas” na Polônia.
Uma van atravessou uma barricada de segurança nas proximidades da Casa Branca, em Washington, D.C., na manhã desta quarta-feira, provocando a abertura de uma investigação conduzida pelo Serviço Secreto dos Estados Unidos. O episódio ocorreu em uma área considerada altamente sensível do ponto de vista da segurança, por estar próxima à sede do Poder Executivo americano.
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Segundo as autoridades, o incidente aconteceu por volta das 6h30 da manhã no cruzamento da Connecticut Avenue com a H Street, no centro da capital americana. Equipes da Metropolitan Police Department of the District of Columbia e do Serviço Secreto foram acionadas após o veículo romper uma barreira instalada na região.
O motorista foi detido no local e está sendo interrogado, segundo informações divulgadas pela Fox News. Até o momento, não há registro de feridos.
O Serviço Secreto informou que abriu uma investigação para determinar como o veículo conseguiu atravessar a barricada, qual era a intenção do motorista e se houve falha nos procedimentos de segurança ou se o ato foi deliberado.
Devido à investigação em andamento, várias ruas próximas foram fechadas ao tráfego. Os bloqueios foram implementados para permitir que as autoridades controlem a área, preservem possíveis evidências e mantenham a segurança nas imediações da Casa Branca.
Autoridades também orientaram motoristas a evitar a região e procurar rotas alternativas. Pessoas que circulam pelo centro de Washington foram alertadas para possíveis atrasos no trânsito.
Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre o caso, incluindo a motivação do motorista ou se há indícios de intenção deliberada no incidente.
Um incêndio residencial no estado do Oregon, nos Estados Unidos, terminou com um resgate dramático e uma perda que mobilizou internautas nas redes sociais. O americano Donald VanWormer, de 56 anos, afirma que só conseguiu escapar com vida de sua casa em chamas graças ao alerta de seu gato de nove semanas, Fred, que morreu durante o incêndio.
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Segundo relato de VanWormer à emissora KPTV, ele acordou no fim de fevereiro ao perceber o filhote miando e arranhando-o de forma insistente. “Ele estava miando, me arranhando, em pânico. Olhei para cima e as chamas já tinham tomado todo o sótão da casa”, contou.
Morador de Tillamook, pequena cidade próxima ao Oceano Pacífico, VanWormer disse que pegou o gato no colo e começou a se arrastar pela casa enquanto o fogo se espalhava pelo telhado. Ao chegar à sala de estar, o teto começou a ceder. “Consegui chegar à sala de estar bem na hora em que o teto começou a desabar. Eu estava cambaleando, mas finalmente consegui sair pela porta”, afirmou ao New York Post.
Filhote quase conseguiu escapar
Ao alcançar o lado de fora da residência, VanWormer percebeu que o animal não estava mais com ele. Ao tentar retornar à casa para procurá-lo, acabou caindo e batendo a cabeça. “Quando recobrei a consciência, tentei voltar para dentro para procurá-lo, mas os bombeiros me impediram”, disse ao jornal. “Eu implorava para que me ajudassem a encontrá-lo.”
O corpo de Fred foi encontrado próximo à porta de saída, indicando que o filhote chegou muito perto de escapar das chamas.
A namorada de VanWormer, Lisa, também de 56 anos, e a filha dela, Iree, de 9, não estavam na residência no momento do incêndio. algo que ele diz considerar um alívio diante da tragédia.
Apesar de ter sofrido apenas queimaduras leves no rosto e no peito, o morador afirma estar profundamente abalado com a perda do animal, que havia sido adotado recentemente. “Foi um dos gatos mais inteligentes que já tive. Achei que teríamos muitos anos juntos, mas aquele gato salvou minha vida”, disse.
De acordo com os bombeiros, o fogo teria começado em um desumidificador. VanWormer estima que a reconstrução da casa possa custar cerca de US$ 1 milhão e criou uma campanha de arrecadação no site GoFundMe.
Na página da iniciativa, ele relata que havia cancelado recentemente o seguro residencial enquanto buscava uma nova seguradora, ficando sem cobertura no momento do incêndio. Até a tarde desta terça-feira (10), a campanha havia arrecadado pouco mais de US$ 2.500.
A história do resgate protagonizado pelo filhote rapidamente se espalhou pelas redes sociais, onde milhares de usuários compartilharam mensagens de solidariedade e homenagens ao animal.

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