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Cientistas estão reconstruindo o que pode ser o mapa mais antigo conhecido do céu noturno, produzido há cerca de dois mil anos e atribuído ao astrônomo grego Hiparco. Considerado perdido durante séculos, o registro estava oculto sob um manuscrito medieval e começou a ser revelado por meio de técnicas de análise com raios X.
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O trabalho é conduzido por especialistas do Laboratório Nacional de Aceleradores SLAC, na Califórnia. Usando equipamentos capazes de identificar diferentes substâncias químicas presentes no pergaminho, os pesquisadores conseguem separar o texto original do material que foi escrito posteriormente sobre ele.
Confira:
Manuscrito medieval escondia texto astronômico
O mapa estaria escondido no chamado Codex Climaci Rescriptus, um manuscrito medieval que teria sido originalmente recuperado do Mosteiro de Santa Catarina, no Egito. Na Idade Média, pergaminhos eram frequentemente reutilizados: a tinta antiga era raspada para que o material pudesse receber um novo texto.
Segundo os pesquisadores, o documento analisado contém vestígios de duas tintas diferentes. Enquanto o texto mais recente apresenta tinta rica em ferro, o original possui traços de cálcio. Essa diferença química permite que o equipamento de raios X identifique e reconstrua as camadas apagadas sem danificar o material.
A análise começou a ganhar força em 2022, quando o estudo de um texto monástico do século VI sugeriu que o manuscrito poderia conter informações de um antigo catálogo estelar. Desde então, novas digitalizações vêm revelando fragmentos do documento original.
“Nosso objetivo é recuperar o máximo possível dessas coordenadas”, afirmou Victor Gysembergh, principal pesquisador do projeto, em entrevista à emissora KQED. Segundo ele, as posições das estrelas registradas no texto mostram uma precisão considerada surpreendente para observações feitas apenas a olho nu.
Coordenadas surpreendentemente precisas
Entre os trechos já identificados, os cientistas encontraram a palavra correspondente a “Aquário” e descrições de estrelas brilhantes dentro da constelação. A equipe relata que, à medida que as imagens são analisadas, linhas completas do texto astronômico em grego antigo começam a surgir.
Até agora, 11 páginas estão sendo examinadas no laboratório do SLAC. O manuscrito completo possui cerca de 200 páginas, mas muitas delas estão espalhadas por diferentes coleções ao redor do mundo, o que torna o trabalho de reconstrução mais complexo.
Os pesquisadores acreditam que o documento pode conter observações de quase todas as estrelas visíveis no céu na época. O material também pode ajudar a responder uma questão histórica importante: como astrônomos da Antiguidade alcançaram resultados tão precisos sem instrumentos ópticos modernos.
Quem foi Hiparco
Hiparco, que viveu aproximadamente entre 190 e 120 a.C., é considerado um dos maiores astrônomos da Antiguidade e frequentemente citado como um dos pais da astronomia científica. Ele produziu um dos primeiros catálogos sistemáticos de estrelas, registrando a posição de centenas delas no céu.
O estudioso também identificou a chamada oscilação da Terra, fenômeno hoje conhecido como precessão dos equinócios, e desenvolveu uma das primeiras tabelas trigonométricas utilizadas para cálculos astronômicos.
Pouco se sabe sobre sua vida pessoal. Hiparco teria nascido em Niceia, na região da Bitínia, na Ásia Menor, atual Turquia, e morrido na ilha de Rodes. Quase todos os seus escritos se perderam ao longo do tempo, restando apenas referências indiretas feitas por outros autores da Antiguidade.
Para preservar o manuscrito durante a análise, as páginas foram colocadas em molduras feitas sob medida e transportadas manualmente em estojos com controle de umidade. A iluminação no laboratório também é cuidadosamente regulada para evitar danos à tinta.
Segundo Gysembergh, a possibilidade de reconstruir o mapa celeste original representa um marco para a história da ciência. “Linha por linha, o texto grego antigo está emergindo novamente”, afirmou. “A oportunidade de recuperar o primeiro mapa do céu noturno é uma conquista extraordinária.”
Uma nova pesquisa revelou que rainhas de zangões podem sobreviver totalmente submersas em água por até uma semana, mantendo a capacidade de respirar mesmo nessa condição. O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society B, sugere que essa habilidade ajuda os insetos a sobreviver durante o inverno, quando permanecem em um estado semelhante à hibernação.
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As rainhas de zangões passam entre seis e nove meses em diapausa, uma fase em que o metabolismo diminui drasticamente enquanto elas se abrigam em tocas rasas no solo. Durante esse período, chuvas intensas, tempestades ou o derretimento da neve podem inundar esses abrigos, tornando a sobrevivência submersa uma adaptação crucial para a espécie.
A descoberta ocorreu após uma observação inesperada em laboratório. A pesquisadora Sabrina Rondeau, da Universidade de Guelph, no Canadá, estudava os efeitos de pesticidas sobre as abelhas quando percebeu que alguns recipientes usados no experimento haviam se enchido de água por condensação, deixando rainhas completamente submersas. Para surpresa da equipe, os insetos continuavam vivos.
A partir dessa observação, os cientistas realizaram novos testes com mais de 100 rainhas da espécie Bombus impatiens. Os resultados mostraram que, mesmo submersas, as abelhas continuavam consumindo oxigênio e liberando dióxido de carbono.
Segundo os pesquisadores, isso é possível porque o metabolismo das rainhas diminui em cerca de 99% durante a diapausa, reduzindo drasticamente a necessidade de oxigênio. Além disso, os insetos também recorrem à respiração anaeróbica, um processo de produção de energia que não depende de oxigênio.
— Mesmo pequenas quantidades de oxigênio disponíveis podem sustentar uma abelha rainha dormente — explicou Charles-Antoine Darveau, autor principal do estudo.
Os cientistas também suspeitam que as abelhas utilizem uma espécie de “brânquia física”, uma fina camada de ar que se forma ao redor do corpo do inseto quando submerso. Essa camada permite a troca de gases entre a água e o organismo.
A capacidade de respirar debaixo d’água normalmente é associada a insetos que vivem próximos a ambientes aquáticos, como besouros mergulhadores e ninfas de libélulas. No caso dos zangões, conhecidos principalmente pelo voo, a adaptação surpreendeu os pesquisadores.
Para especialistas, a descoberta pode ajudar a entender melhor como essas abelhas sobreviveram em ambientes frios ao longo da evolução.
Acredita-se que os primeiros zangões tenham surgido entre 25 milhões e 40 milhões de anos atrás, em regiões frias como o Ártico e áreas montanhosas dos Alpes, onde o derretimento da neve frequentemente provoca inundações no solo.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou na quarta-feira que tem três condições para a guerra com os Estados Unidos e Israel chegar. Em uma publicação no X, ele disse que a única maneira seria “aceitar os direitos inalienáveis ​​do Irã, pagar indenizações e impor uma firme obrigação internacional de não reabrir o conflito”.
Segundo Pezeshkian, as condições foram apresentadas durante uma conversa com os chefes de Estado da Rússia e do Paquistão, na qual ele também declarou “o compromisso da República Islâmica com a paz e a tranquilidade na região”.
“Em conversa com os líderes da Rússia e do Paquistão, reafirmei o compromisso do Irã com a paz na região”, escreveu o presidente iraniano. “A única maneira de pôr fim a esta guerra — instigada pelo regime sionista e pelos EUA — é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e oferecer firmes garantias internacionais contra futuras agressões.”
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Na última semana, o presidente americano Donald Trump tem afirmado à imprensa que a guerra está “praticamente encerrada”, reforçando que o conflito deve “acabar em breve”.
Apesar das ameaças, o Irã tem ampliado os ataques contra navios no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, via naval por onde passa cerca de 20% da produção de petróleo global, em uma nova escalada dentro da campanha de retaliação aos ataques lançados por Israel e pelos Estados Unidos.
O novo presidente do Chile, o direitista José Antonio Kast, ordenou na quarta-feira a construção de “barreiras físicas” na fronteira com a Bolívia, com o objetivo de desencorajar a imigração irregular, uma de suas principais promessas de campanha.
“Solicito sua colaboração ativa no aumento do número de funcionários” e “também confio a vocês a construção de barreiras físicas para impedir a entrada de imigrantes ilegais” na fronteira com a Bolívia, disse Kast ao chefe do Exército, Pedro Varela, durante uma cerimônia de posse na qual assinou seus seis primeiros decretos, três dos quais tratam da imigração irregular.
Atualmente, há 337 mil imigrantes indocumentados vivendo no Chile, segundo dados oficiais.
Antes, Kast também instruiu seus ministros a realizarem auditorias abrangentes para apurar o estado do governo deixado pela administração anterior do esquerdista Gabriel Boric.
“Pedimos aos ministros que realizem auditorias completas para entendermos a situação do país”, disse o presidente em seu discurso de posse, feito de uma das varandas do Palácio da Alvorada, diante de milhares de apoiadores.
Kast assumiu o cargo horas antes, em uma cerimônia no prédio do Congresso, na cidade de Valparaíso, a cerca de 110 km de Santiago.
O Exército do Irã está ajustando suas táticas de guerra à medida que avança a campanha de bombardeios conduzida por Estados Unidos e Israel. A República Islâmica passou a atacar sistemas-chave de defesa aérea, comunicação e radares americanos no Oriente Médio, além de alvos ligados à presença militar dos EUA, como hotéis que hospedam tropas, segundo altos funcionários da Defesa americana e especialistas militares, mesmo enquanto o governo de Donald Trump insiste que o país está vencendo a guerra. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em 18 de fevereiro, enquanto o presidente Donald Trump avaliava a possibilidade de lançar ataques militares contra o Irã, Chris Wright, secretário de Energia, disse a um entrevistador que não estava preocupado com a possibilidade de a iminente guerra interromper o fornecimento de petróleo no Oriente Médio e causar estragos nos mercados de energia. Mesmo durante os ataques israelenses e americanos contra o Irã em junho passado, disse Wright, houve pouca perturbação nos mercados. “Os preços do petróleo subiram um pouco e depois voltaram a cair”, afirmou. Alguns dos outros assessores de Trump compartilharam opiniões semelhantes em conversas privadas, descartando os alertas de que — numa segunda investida — o Irã poderia travar uma guerra econômica fechando rotas marítimas que transportam cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Irã respondeu ao ataque dos Estados Unidos e de Israel ao país lançando drones e mísseis contra alvos americanos em todo o Oriente Médio. Embaixadas foram atingidas, soldados foram mortos e bases militares e infraestrutura de defesa aérea foram danificadas pela ação dos persas na região. O New York Times (NYT) identificou pelo menos 17 locais e outras instalações americanas danificadas, várias das quais foram atingidas mais de uma vez desde o início da guerra. A análise, segundo o jornal, é baseada em imagens de satélite comerciais de alta resolução, vídeos verificados nas redes sociais e declarações de autoridades americanas e da mídia estatal iraniana.
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A intensidade dos ataques retaliatórios sinalizou que o Irã estava mais preparado para a guerra do que muitos no governo do presidente dos EUA, Donald Trump, haviam previsto, afirmam autoridades militares americanas.
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Ao longo da reportagem, o NYT apresenta imagens de satélite para mostrar a escala dos danos causados pelos ataques do Irã a locais e instalações dos EUA. Muitas dessas imagens têm circulado publicamente em sites de notícias e mídias sociais. Mas, nos casos em que isso não aconteceu, apresentamos as imagens que obtivemos de empresas de imagens de satélite e mostramos apenas uma visão ampliada de cada local para limitar a quantidade de detalhes visíveis nessas imagens. Veja a seguir um infográfico com o balanço de locais danificados, além dos mortos e feridos:
Instalações americanas danificadas em ataques do Irã
Editoria de Arte/O Globo
Instalações militares
O Irã disparou milhares de mísseis e drones contra instalações militares dos EUA e de países aliados em toda a região. Os Estados Unidos e seus aliados interceptaram a maioria deles, afirmam autoridades americanas, mas pelo menos 11 bases ou instalações militares americanas foram danificadas — quase metade de todas as instalações desse tipo na região.
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Em 28 de fevereiro, o primeiro dia do conflito, o Irã atacou várias instalações militares dos EUA, incluindo a Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita; a Base Aérea Ali Al Salem e a Base Camp Buehring, no Kuwait; e a Base Aérea Al Udeid, no Catar, a maior base dos EUA no Oriente Médio.
Imagens de satélite mostram danos extensos a edifícios e infraestrutura de comunicação em vários locais.
Imagens de satélite da Airbus DS e Planet Labs usadas pelo New York Times mostra danos às bases militares americanas
Reprodução/New York Times
Um vídeo gravado em 1º de março mostra um drone iraniano explodindo perto das instalações esportivas do Campo Buehring, no Kuwait. Não houve vítimas.
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É difícil estimar o custo total dos danos causados pelos ataques retaliatórios do Irã. Uma avaliação do Pentágono fornecida ao Congresso na semana passada estimou o custo do único ataque ao quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA no Bahrein em 28 de fevereiro em cerca de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão), de acordo com um funcionário do Congresso.
Em 1º de março, um drone iraniano atingiu uma estrutura que abrigava militares no porto de Shuaiba, no Kuwait, matando seis militares americanos.
Imagens de satélite mostram o telhado do prédio parcialmente destruído.
Mais sobre: Autoridades dos EUA confirmam que 140 militares americanos foram feridos em guerra contra o Irã
Um outro militar americano foi morto em um ataque iraniano separado em 1º de março em uma base americana na Arábia Saudita, elevando o número de mortos para sete, informou o Pentágono no domingo.
O ritmo dos ataques iranianos diminuiu desde os primeiros dias da guerra, mas os ataques continuaram. A Base Aérea de Al Udeid, a Base Aérea de Ali Al Salem, a Base Aérea de Al Dhafra, o Campo Buehring e o quartel-general da Quinta Frota da Marinha foram todos atingidos mais de uma vez.
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Mísseis lançados do Irã chegaram a atingir a Turquia. Em 4 de março, a Otan interceptou um míssil balístico iraniano que se dirigia à Base Aérea de Incirlik, na Turquia, de acordo com um alto oficial militar dos EUA. A base abriga um grande contingente da Força Aérea dos EUA. As forças armadas do Irã negaram ter disparado o míssil.
Um segundo míssil iraniano entrou no espaço aéreo turco e foi abatido pela Otan, de acordo com um comunicado do Ministério da Defesa turco na segunda-feira.
Infraestrutura de defesa aérea e comunicações
Entre as perdas americanas mais dispendiosas em termos de infraestrutura estão os sistemas de defesa aérea que protegem os interesses dos EUA e dos seus aliados em todo o Médio Oriente.
O Irã tem atacado sistematicamente os sistemas de radar e comunicações, incluindo componentes do sistema Terminal High Altitude Area Defense, conhecido como THAAD, que utiliza um radar para rastrear e interceptar ameaças aéreas em toda a região.
Na Base Aérea de Muwaffaq Salti, um importante centro da Força Aérea dos EUA na Jordânia, imagens de satélite de fevereiro mostram equipamentos de radar na extremidade sul da base. Uma imagem tirada dois dias após o início da guerra mostra danos graves ao que parece ser um sensor de defesa aérea.
Documentos do orçamento militar e contratos indicam que uma única unidade de radar desse tipo pode custar até meio bilhão de dólares.
Um vídeo de 28 de fevereiro mostra um drone iraniano atingindo o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos em Manama, Bahrein, danificando o que parece ser um radome de comunicações, uma cobertura à prova de intempéries que protege equipamentos de radar e comunicação.
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Os países do Golfo também compraram equipamentos de defesa aérea de empresas americanas e os instalaram perto de infraestruturas críticas, incluindo refinarias de petróleo. Esses sistemas de radar estrangeiros compartilham informações com as Forças Armadas dos EUA, formando o que analistas de defesa descrevem como uma rede de sensores militares americana ampliada de fato.
O Irã tem como alvo locais onde equipamentos de defesa aérea foram observados recentemente, como as instalações de Al Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos. Imagens de satélite do local do ano passado mostram uma unidade THAAD perto de estruturas de armazenamento.
Uma imagem de satélite tirada após os ataques iranianos mostra danos significativos às estruturas de armazenamento. O Times não conseguiu verificar se a unidade móvel THAAD estava dentro das estruturas de armazenamento no momento dos ataques.
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Perto de Umm Dahal, no Catar, um radar AN/FPS-132 de longo alcance — construído a um custo de US$ 1,1 bilhão (R$ 5,2 bilhões, na cotação atual) para fornecer cobertura de alerta antecipado em um raio de mais de 4.800 km — aparentemente sofreu danos em sua estrutura principal, como pode ser visto nas imagens de satélite.
A extensão total dos danos à defesa aérea e à infraestrutura de comunicação dos EUA ainda não está clara. Michael Eisenstadt, diretor do Instituto Washington para Política do Oriente Próximo, disse que os radares afetados seriam difíceis de reparar ou substituir.
Mas Seth Jones, presidente do Center for Strategic and International Studies, disse que os danos provavelmente não prejudicariam significativamente as capacidades militares dos EUA nesta guerra.
— Os EUA têm tanta redundância na coleta de inteligência e outras informações de redes de sensores, sejam radares terrestres, aeronaves ou sistemas espaciais — explicou.
Locais diplomáticos
O Irã também atacou alvos não militares dos EUA, como o consulado em Dubai e as embaixadas na cidade do Kuwait, no Kuwait, e em Riade, na Arábia Saudita, forçando fechamentos temporários. Não houve relatos de feridos em nenhum desses ataques.
Na noite de sábado, a Embaixada dos EUA em Bagdá foi alvo de um ataque com foguetes. Não houve relatos de vítimas. Não ficou imediatamente claro quem estava por trás do ataque e qual foi a extensão dos danos causados. Ele não está incluído na lista de locais danificados do The Times.
O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, disse em 7 de março que os ataques com mísseis balísticos iranianos caíram 90% desde o primeiro dia do conflito e os ataques com drones, 83%. Apesar da redução no ritmo, o Irã continuou a atacar alvos americanos em toda a região.
Em 28 de fevereiro, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou guerra ao Irã. Na semana seguinte, convocou o Homem de Ferro, Walter White (personagem principal da famosa série de TV “Breaking Bad”) e Bob Esponja. Essas e outras figuras de filmes, séries de TV, esportes, música e memes de videogames, apareceram em uma série de vídeos curtos e provocativos publicados pela Casa Branca em plataformas como TikTok e X. As imagens reduzem a carnificina e a turbulência da guerra a uma diversão distópica e irreverente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

O Brasil alcançou o seu melhor desempenho da história no índice da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que avalia a efetividade das políticas governamentais de dados abertos.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (11) pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O resultado consta na última edição do OURData Index (Open, Useful and Re-usable Data Index), o ranking que mede o grau de abertura, acessibilidade e reutilização de dados públicos entre países membros e parceiros da organização.

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Entre 41 países analisados, o Brasil obteve 0,70 ponto em uma escala de 0 a 1, alcançando a 8ª melhor nota do mundo. Trata-se da melhor pontuação da América Latina e um resultado 32% superior à média dos países da OCDE, segundo o governo. O desempenho também coloca o país à frente de nações reconhecidas pelas políticas digitais de dados abertos, como Reino Unido e Canadá, e consolida o Brasil como referência regional e internacional na agenda de abertura de dados.

O índice OURData Index analisa três dimensões principais das políticas de dados abertos: disponibilidade, acessibilidade e suporte ao reuso das informações públicas.

O Brasil apresentou resultados especialmente expressivos nos dois primeiros pilares. No critério disponibilidade de dados, a pontuação foi 0,78 ponto, enquanto em acessibilidade dos dados atingiu 0,74. No pilar suporte ao reuso, a nota foi ficou em 0,57, mas ainda superior à média da OCDE, de 0,40.

“Os resultados refletem avanços do governo do Brasil na publicação proativa de dados governamentais em formatos abertos e reutilizáveis, além do fortalecimento de instrumentos que ampliam o acesso e o uso dessas informações por cidadãos, pesquisadores, jornalistas, empreendedores e pela sociedade em geral”, destacou nota do governo brasileiro.

O reconhecimento internacional também foi destacado pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho. Segundo ele, o resultado reflete a consolidação da política brasileira de dados abertos e o compromisso do governo atual com o fortalecimento da transparência.

“Esse resultado comprova o avanço do Brasil na agenda de transparência e Governo Aberto. Ao ampliar o acesso às informações públicas, fortalecemos o controle social, estimulamos a inovação e contribuímos para o aprimoramento das políticas públicas”, afirmou em nota divulgada pela Secom.

Política Nacional

A Política Nacional de Dados Abertos, coordenada pela CGU, completa 10 anos em maio deste ano e tem como ferramenta fundamental o Portal Brasileiro de Dados Abertos, a principal plataforma de publicação e acesso a dados governamentais no país.

Atualmente, o portal reúne mais de 15 mil conjuntos de dados produzidos por órgãos federais e parceiros subnacionais, disponibilizados em formatos abertos e legíveis por máquina. As informações podem ser utilizadas pela sociedade civil e setores privado e público em variados tipos de iniciativas, como pesquisas acadêmicas, reportagens, desenvolvimento de aplicativos, criação de novos negócios e políticas baseadas em dados, entre outras possibilidades.

Entre 2022 e 2025, o número de conjuntos de dados publicados cresceu cerca de 50%, passando de 10.447 para mais de 15 mil bases. No mesmo período, o portal ampliou o alcance e já conta com mais de 100 mil usuários, segundo o governo federal.  

O fortalecimento da cultura de dados abertos no governo brasileiro também foi impulsionado por iniciativas de capacitação e integração entre órgãos públicos.

Desde 2023, o governo federal, por meio da CGU e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), realiza a Semana Dados BR, evento que já levou conhecimento sobre o uso de dados para mais de 40 mil pessoas. Em 2024, as duas pastas lançaram o Catálogo Nacional de Dados, iniciativa que reúne, em um único ambiente, os conjuntos de dados produzidos pelo Poder Executivo Federal.

No início deste ano, o governo do Brasil assumiu a copresidência da Parceria para Governo Aberto (Open Government Partnership – OGP), iniciativa internacional que reúne 73 países e organizações da sociedade civil para promover transparência, participação social, responsabilidade e responsividade na gestão pública. A copresidência é exercida pela CGU, em parceria com a advogada queniana Steph Muchai.

O que é a OCDE

Criada em 1961, e com sede em Paris, a OCDE é uma organização internacional formada atualmente por 37 países, incluindo algumas das principais economias desenvolvidas do mundo, como Estados Unidos (EUA), Japão e países da União Europeia. O Brasil, que desde 2007 é considerado um parceiro-chave ativo da organização, formalizou o interesse em tornar-se membro pleno em 2017, durante o governo de Michel Temer. O processo de adesão teve desdobramentos no fim de 2022 [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-06/ocde-aprova-plano-de-adesao-do-brasil-e-de-outros-paises-ao-grupo], mas desde então, segue sem avanços. 

A primeira semana da guerra contra o Irã custou aos Estados Unidos mais de US$ 11,3 bilhões (R$ 58,7 bilhões), de acordo com relatórios do Pentágono ao Congresso, divulgados nesta quarta-feira pelo jornal americano The New York Times. Citando fontes anônimas familiarizadas com a reunião a portas fechadas realizada na Câmara Baixa na terça-feira, o jornal observou que o valor exclui os custos relacionados à preparação para os ataques, sugerindo que os números da primeira semana da ofensiva podem ser muito maiores.
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A reunião foi descrita por três pessoas familiarizadas com o assunto, que falaram sob condição de anonimato para discutir informações confidenciais.
Autoridades da Defesa haviam informado anteriormente ao Congresso que aproximadamente US$ 5,6 bilhões (R$ 29 bilhões) em munições foram gastos apenas nos dois primeiros dias de combate, segundo a mídia americana, um valor muito superior às estimativas públicas anteriores.
O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais estimou que as primeiras 100 horas da operação custaram US$ 3,7 bilhões (R$ 19 bilhões).
A primeira onda do bombardeio utilizou armamentos como a bomba planadora AGM-154 , cujo preço pode variar de US$ 578 mil (R$ 3 milhões) a US$ 836 mil (R$ 4,3 milhões). A Marinha adquiriu 3 mil dessas bombas há quase duas décadas. Desde então, as Forças Armadas dos EUA afirmaram que passarão a utilizar bombas muito mais baratas, como a Joint Direct Attack Munition (JDAM). A ogiva de menor tamanho custa cerca de US$ 1 mil (R$ 5,1 mil), e o kit de guiamento, aproximadamente US$ 38 mil (R$ 197 mil).
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Alguns republicanos — incluindo o senador Mitch McConnell, do Kentucky, presidente da subcomissão que financia o Pentágono — têm insistido, ao longo de várias administrações, para que os Estados Unidos aumentem seus gastos com a produção de munições.
Mas outros republicanos têm resistido ao aumento do financiamento militar e, nos últimos dias, questionaram a ideia de aprovar um pacote de financiamento suplementar dispendioso para um conflito que, segundo eles, pode se tornar indefinido.
E os democratas, por sua vez, lançaram dúvidas consideráveis ​​sobre a disposição dos EUA em apoiar uma medida de financiamento emergencial para a operação, pelo menos até que altos funcionários do governo ofereçam ao Congresso mais detalhes sobre a estratégia e o objetivo final do conflito.
Ataques continuam
O presidente Donald Trump, enquanto isso, tem enviado sinais contraditórios sobre a duração da guerra contra o Irã, e descreveu a vitória como iminente em um discurso econômico no Kentucky.
— Nos últimos 11 dias, nossas Forças Armadas praticamente destruíram o Irã — disse ele. — A Força Aérea deles acabou. Completamente acabou.
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Mas Trump também afirmou que apenas a “rendição incondicional” de Teerã encerraria a guerra, e o Irã não demonstrou qualquer intenção de recuar.
Nesta quarta-feira, o Irã intensificou os ataques contra navios-petroleiros e de transporte de carga no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, via naval por onde passa cerca de 20% da produção de petróleo global, em uma nova escalada dentro da campanha de retaliação aos ataques lançados por Israel e Estados Unidos há 12 dias. Ao menos seis navios foram alvos.
Entre as ações confirmadas pelo comando iraniano estão um bombardeio contra uma base da inteligência naval de Israel, em Haifa, e o que a mídia estatal relatou como a onda “mais violenta e contundente” desde o início da guerra, incluindo contra a bases militares americanas no Kuwait e no Bahrein. Dados militares divulgados por EUA, Israel e países do Golfo, porém, apontam que a frequência dos bombardeios iranianos está diminuindo — enquanto fontes militares do Irã afirmam que os armamentos usados neste momento são mais poderosos.
Com NYT.

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