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O Brasil alcançou o seu melhor desempenho da história no índice da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que avalia a efetividade das políticas governamentais de dados abertos.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (11) pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O resultado consta na última edição do OURData Index (Open, Useful and Re-usable Data Index), o ranking que mede o grau de abertura, acessibilidade e reutilização de dados públicos entre países membros e parceiros da organização.

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Entre 41 países analisados, o Brasil obteve 0,70 ponto em uma escala de 0 a 1, alcançando a 8ª melhor nota do mundo. Trata-se da melhor pontuação da América Latina e um resultado 32% superior à média dos países da OCDE, segundo o governo. O desempenho também coloca o país à frente de nações reconhecidas pelas políticas digitais de dados abertos, como Reino Unido e Canadá, e consolida o Brasil como referência regional e internacional na agenda de abertura de dados.

O índice OURData Index analisa três dimensões principais das políticas de dados abertos: disponibilidade, acessibilidade e suporte ao reuso das informações públicas.

O Brasil apresentou resultados especialmente expressivos nos dois primeiros pilares. No critério disponibilidade de dados, a pontuação foi 0,78 ponto, enquanto em acessibilidade dos dados atingiu 0,74. No pilar suporte ao reuso, a nota foi ficou em 0,57, mas ainda superior à média da OCDE, de 0,40.

“Os resultados refletem avanços do governo do Brasil na publicação proativa de dados governamentais em formatos abertos e reutilizáveis, além do fortalecimento de instrumentos que ampliam o acesso e o uso dessas informações por cidadãos, pesquisadores, jornalistas, empreendedores e pela sociedade em geral”, destacou nota do governo brasileiro.

O reconhecimento internacional também foi destacado pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho. Segundo ele, o resultado reflete a consolidação da política brasileira de dados abertos e o compromisso do governo atual com o fortalecimento da transparência.

“Esse resultado comprova o avanço do Brasil na agenda de transparência e Governo Aberto. Ao ampliar o acesso às informações públicas, fortalecemos o controle social, estimulamos a inovação e contribuímos para o aprimoramento das políticas públicas”, afirmou em nota divulgada pela Secom.

Política Nacional

A Política Nacional de Dados Abertos, coordenada pela CGU, completa 10 anos em maio deste ano e tem como ferramenta fundamental o Portal Brasileiro de Dados Abertos, a principal plataforma de publicação e acesso a dados governamentais no país.

Atualmente, o portal reúne mais de 15 mil conjuntos de dados produzidos por órgãos federais e parceiros subnacionais, disponibilizados em formatos abertos e legíveis por máquina. As informações podem ser utilizadas pela sociedade civil e setores privado e público em variados tipos de iniciativas, como pesquisas acadêmicas, reportagens, desenvolvimento de aplicativos, criação de novos negócios e políticas baseadas em dados, entre outras possibilidades.

Entre 2022 e 2025, o número de conjuntos de dados publicados cresceu cerca de 50%, passando de 10.447 para mais de 15 mil bases. No mesmo período, o portal ampliou o alcance e já conta com mais de 100 mil usuários, segundo o governo federal.  

O fortalecimento da cultura de dados abertos no governo brasileiro também foi impulsionado por iniciativas de capacitação e integração entre órgãos públicos.

Desde 2023, o governo federal, por meio da CGU e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), realiza a Semana Dados BR, evento que já levou conhecimento sobre o uso de dados para mais de 40 mil pessoas. Em 2024, as duas pastas lançaram o Catálogo Nacional de Dados, iniciativa que reúne, em um único ambiente, os conjuntos de dados produzidos pelo Poder Executivo Federal.

No início deste ano, o governo do Brasil assumiu a copresidência da Parceria para Governo Aberto (Open Government Partnership – OGP), iniciativa internacional que reúne 73 países e organizações da sociedade civil para promover transparência, participação social, responsabilidade e responsividade na gestão pública. A copresidência é exercida pela CGU, em parceria com a advogada queniana Steph Muchai.

O que é a OCDE

Criada em 1961, e com sede em Paris, a OCDE é uma organização internacional formada atualmente por 37 países, incluindo algumas das principais economias desenvolvidas do mundo, como Estados Unidos (EUA), Japão e países da União Europeia. O Brasil, que desde 2007 é considerado um parceiro-chave ativo da organização, formalizou o interesse em tornar-se membro pleno em 2017, durante o governo de Michel Temer. O processo de adesão teve desdobramentos no fim de 2022 [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-06/ocde-aprova-plano-de-adesao-do-brasil-e-de-outros-paises-ao-grupo], mas desde então, segue sem avanços. 

A primeira semana da guerra contra o Irã custou aos Estados Unidos mais de US$ 11,3 bilhões (R$ 58,7 bilhões), de acordo com relatórios do Pentágono ao Congresso, divulgados nesta quarta-feira pelo jornal americano The New York Times. Citando fontes anônimas familiarizadas com a reunião a portas fechadas realizada na Câmara Baixa na terça-feira, o jornal observou que o valor exclui os custos relacionados à preparação para os ataques, sugerindo que os números da primeira semana da ofensiva podem ser muito maiores.
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A reunião foi descrita por três pessoas familiarizadas com o assunto, que falaram sob condição de anonimato para discutir informações confidenciais.
Autoridades da Defesa haviam informado anteriormente ao Congresso que aproximadamente US$ 5,6 bilhões (R$ 29 bilhões) em munições foram gastos apenas nos dois primeiros dias de combate, segundo a mídia americana, um valor muito superior às estimativas públicas anteriores.
O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais estimou que as primeiras 100 horas da operação custaram US$ 3,7 bilhões (R$ 19 bilhões).
A primeira onda do bombardeio utilizou armamentos como a bomba planadora AGM-154 , cujo preço pode variar de US$ 578 mil (R$ 3 milhões) a US$ 836 mil (R$ 4,3 milhões). A Marinha adquiriu 3 mil dessas bombas há quase duas décadas. Desde então, as Forças Armadas dos EUA afirmaram que passarão a utilizar bombas muito mais baratas, como a Joint Direct Attack Munition (JDAM). A ogiva de menor tamanho custa cerca de US$ 1 mil (R$ 5,1 mil), e o kit de guiamento, aproximadamente US$ 38 mil (R$ 197 mil).
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Alguns republicanos — incluindo o senador Mitch McConnell, do Kentucky, presidente da subcomissão que financia o Pentágono — têm insistido, ao longo de várias administrações, para que os Estados Unidos aumentem seus gastos com a produção de munições.
Mas outros republicanos têm resistido ao aumento do financiamento militar e, nos últimos dias, questionaram a ideia de aprovar um pacote de financiamento suplementar dispendioso para um conflito que, segundo eles, pode se tornar indefinido.
E os democratas, por sua vez, lançaram dúvidas consideráveis ​​sobre a disposição dos EUA em apoiar uma medida de financiamento emergencial para a operação, pelo menos até que altos funcionários do governo ofereçam ao Congresso mais detalhes sobre a estratégia e o objetivo final do conflito.
Ataques continuam
O presidente Donald Trump, enquanto isso, tem enviado sinais contraditórios sobre a duração da guerra contra o Irã, e descreveu a vitória como iminente em um discurso econômico no Kentucky.
— Nos últimos 11 dias, nossas Forças Armadas praticamente destruíram o Irã — disse ele. — A Força Aérea deles acabou. Completamente acabou.
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Mas Trump também afirmou que apenas a “rendição incondicional” de Teerã encerraria a guerra, e o Irã não demonstrou qualquer intenção de recuar.
Nesta quarta-feira, o Irã intensificou os ataques contra navios-petroleiros e de transporte de carga no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, via naval por onde passa cerca de 20% da produção de petróleo global, em uma nova escalada dentro da campanha de retaliação aos ataques lançados por Israel e Estados Unidos há 12 dias. Ao menos seis navios foram alvos.
Entre as ações confirmadas pelo comando iraniano estão um bombardeio contra uma base da inteligência naval de Israel, em Haifa, e o que a mídia estatal relatou como a onda “mais violenta e contundente” desde o início da guerra, incluindo contra a bases militares americanas no Kuwait e no Bahrein. Dados militares divulgados por EUA, Israel e países do Golfo, porém, apontam que a frequência dos bombardeios iranianos está diminuindo — enquanto fontes militares do Irã afirmam que os armamentos usados neste momento são mais poderosos.
Com NYT.
Um ataque iraniano com drone que matou seis militares dos Estados Unidos no Kuwait foi mais grave do que havia sido divulgado inicialmente, segundo informações da emissora americana CBS News. De acordo com fontes ouvidas pela rede, mais de 30 militares ainda estavam hospitalizados na noite de terça-feira por causa de ferimentos sofridos no ataque, ocorrido em 1º de março. Entre as vítimas, dezenas apresentaram lesões cerebrais, traumas causados por estilhaços e queimaduras.
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Procurado pela BBC sobre o relato, o Pentágono informou que cerca de 140 militares americanos ficaram feridos desde o início do conflito envolvendo o Irã, incluindo oito com ferimentos graves. O departamento não detalhou os tipos de lesão nem suas causas específicas.
— A grande maioria dessas lesões foi leve, e 108 militares já retornaram ao serviço — afirmou um porta-voz do Pentágono. — Oito militares permanecem listados como gravemente feridos e recebem o mais alto nível de cuidados médicos.
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Sem alarmes
O ataque ocorreu na manhã de 1º de março no porto de Shuaiba, no Kuwait, onde militares americanos operavam um centro tático improvisado instalado em um complexo civil. Segundo uma fonte familiarizada com o caso ouvida pela CNN, o projétil atingiu diretamente o centro do edifício, descrito como um trailer triplo adaptado com escritórios.
A ofensiva ocorreu pouco depois das 9h e sem qualquer alerta prévio. Sirenes de emergência não chegaram a ser acionadas para que as tropas pudessem buscar abrigo. Após a explosão, partes da estrutura ficaram destruídas e incêndios continuaram em diferentes pontos do prédio.
Imagens de satélite feitas horas depois mostraram o edifício em chamas e uma densa coluna de fumaça escura subindo sobre o porto.
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As seis mortes foram as primeiras entre militares americanos no conflito, iniciado no dia 28 de fevereiro, após os Estados Unidos e Israel lançarem uma operação conjunta contra o Irã.
Os soldados estavam designados ao 1º Comando de Sustentação de Teatro, um quartel-general independente sediado no Kentucky, com tropas de outras unidades designadas para apoio em rotações de nove meses.
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Após a confirmação das mortes, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, afirmou que os militares “representam o melhor que nossa nação tem a oferecer” e são “verdadeiros exemplos do que significa serviço abnegado”.
— Nossas mais profundas condolências estão com suas famílias, seus amigos e suas unidades. Jamais os esqueceremos — declarou.
Milhares de iranianos se reuniram nesta quarta-feira na Praça Enghelab, conhecida como Praça da Revolução, em Teerã, para o funeral coletivo de vítimas dos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel. A cerimônia homenageou comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI), oficiais do Exército e civis mortos nos bombardeios.
Entre os falecidos, está Mohammad Pakpour, que havia assumido o cargo de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã em junho, morto no ataque aéreo ocorrido em 28 de fevereiro, que deixou mais de 170 vítimas. O funeral ocorre dias após a morte do aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo do país, também morto no bombardeio. Seu filho, Mojtaba Khamenei, foi escolhido pela Assembleia de Peritos do Irã para suceder o cargo.
Na terça-feira (3), outro funeral foi realizado em homenagem a estudantes e funcionários de uma escola bombardeada no sul do país As imagens mostram multidões caminhando com bandeiras, fotos, flores e cartazes.
Iranianos participam de um funeral coletivo em Teerã
Atta KENARE / AFP
Iranianos participam de um funeral coletivo em Teerã
Atta KENARE / AFP
Também nesta quarta-feira, as Forças Armadas do país intensificaram os ataques contra navios-petroleiros e embarcações de transporte de carga nas proximidades do Estreito de Ormuz, importante rota marítima para o transporte mundial de petróleo. Segundo a agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO), um navio porta-contêineres e dois cargueiros foram atingidos por “projéteis não identificados” na região. Ainda de acordo com a UKMTO, ocorreram 14 incidentes contra navios na região desde o início do conflito.
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O governo do Líbano informou nesta quarta-feira que o número de mortos em 10 dias de combates entre Israel e o Hezbollah durante a guerra no Oriente Médio chegou a 634, enquanto mais de 800 mil pessoas foram registradas como deslocadas. A escalada militar tem ampliado o impacto do conflito sobre civis.
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Em números atualizados, o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, detalhou em entrevista coletiva que entre os mortos estão 91 crianças. Ele ainda acrescentou que mais de 1.500 pessoas ficaram feridas.
A ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, afirmou que cerca de 816 mil deslocados já registraram seus nomes em um site ligado ao ministério, incluindo aproximadamente 126 mil pessoas alojadas em abrigos coletivos.
Moradores fogem do sul do Líbano após promessa israelense de ampliar ataques
Nesta semana, em meio ao agravamento da crise, o presidente libanês, Joseph Aoun, fez críticas incomumente duras ao Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã. Em comunicado divulgado após conversar com autoridades europeias, ele afirmou que o movimento pró-iraniano foi responsável por desencadear a atual escalada com Israel ao lançar uma bateria de foguetes na semana passada.
Aoun ainda acrescentou que o país se vê preso entre uma ofensiva israelense que “não demonstra respeito pelas leis da guerra” e “um grupo armado que opera fora da lei no Líbano e que não tem consideração pelos interesses do país nem pela vida de seu povo”.
Escalada militar israelense
A escalada começou na semana passada, quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei, atingido por Israel nos ataques iniciais da guerra travada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã.
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O deslocamento em massa reflete o agravamento dos confrontos ao longo da fronteira sul do país, onde bombardeios e operações militares têm forçado milhares de famílias a abandonar suas casas em busca de áreas mais seguras.
Moradores deslocados que fugiram dos ataques aéreos israelenses nos subúrbios ao sul de Beirute sentam-se ao longo da orla marítima da capital libanesa em 6 de março de 2026
JOSEPH EID / AFP
A crise também tem atingido mulheres grávidas que tentam fugir dos bombardeios. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês), há relatos de mulheres dando à luz nas ruas de Beirute após ficarem presas em congestionamentos enquanto tentavam chegar a locais mais seguros.
— As mulheres não deixam de dar à luz só porque há um conflito. Nosso trabalho é garantir que elas possam fazer isso com segurança — afirmou à CNN a porta-voz da agência, Anandita Philipose.
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A deterioração da situação humanitária ocorre em meio à intensificação das operações militares de Israel contra o Hezbollah no Líbano, ampliando o risco de um conflito regional mais amplo.
As forças israelenses avançaram no sul do Líbano na segunda-feira, realizando incursões em novos territórios como parte do esforço declarado de ampliar uma zona de amortecimento sob controle militar enquanto intensificam a campanha contra o Hezbollah.
Caças israelenses também bombardearam os subúrbios ao sul de Beirute, provocando grandes explosões que ecoaram por diferentes áreas da cidade.
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Segundo o Exército israelense, tropas terrestres iniciaram incursões em áreas próximas à fronteira após avançarem nos últimos dias na região e tomarem novas posições dentro do território libanês.
(Com AFP)
Documentos divulgados nesta quarta-feira revelaram que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, foi advertido sobre os riscos da nomeação de Peter Mandelson, ex-embaixador do país nos Estados Unidos, que tinha vínculos com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. O arquivo, que é parte de um relatório interno britânico, foi incluído no primeiro lote de diversos documentos que serão publicados sobre a nomeação.
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Na documentação, datada em dezembro de 2024, há informações que detalham os vínculos de Mandelson com Epstein. Segundo o relatório, a relação entre eles se deu entre 2009 e 2011, iniciada quando o ex-embaixador ainda era ministro. O documento ainda aponta que Mandelson teria, supostamente, se hospedado na casa de Epstein quando este estava preso, em junho de 2009. Starmer é alvo de críticas pela nomeação desde a revelação dos vínculos, ainda em 2025.
No mês passado, deputados ordenaram ao governo do primeiro-ministro que tornasse públicos os e-mails, mensagens e documentos que detalham como foi analisada a idoneidade de Mandelson para o cargo. Os documentos divulgados nesta quarta somam cerca de 150 páginas, uma parte do número de documentos que seriam revelados ao Parlamento.
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Segundo Starmer, Mandelson “mentiu repetidamente” aos funcionários sobre a extensão de sua amizade com o falecido Epstein, antes e durante seu mandato como embaixador. Apesar disso, ele admitiu que sabia da relação de Peter com Epstein após sua condenação em 2008.
Starmer destituiu Mandelson do cargo de embaixador em setembro do ano passado, depois que documentos publicados por uma comissão do Congresso dos Estados Unidos revelaram novos detalhes sobre seus vínculos com o falecido criminoso sexual.
Um homem foi preso em conexão com a morte de três mulheres em um incêndio criminoso na noite de terça-feira em um prédio em Miranda de Ebro, no norte da Espanha, no que as autoridades estão tratando como um crime de gênero.
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— Esta manhã, o suposto autor se entregou à delegacia e está sob custódia — disse à imprensa o Delegado Adjunto do Governo em Burgos, Pedro de la Fuente. Ele garantiu que “todas as investigações necessárias estão em andamento para esclarecer” as circunstâncias do incidente.
Na noite de quarta-feira, o Ministério da Igualdade confirmou que se tratava de “um feminicídio por violência de gênero”, no qual “uma mulher de 58 anos” foi “supostamente assassinada por seu companheiro de 59 anos”.
Segundo o jornal El País, citando fontes próximas à investigação, o homem preso, que tem histórico de violência de gênero, iniciou o incêndio ateando fogo em objetos na entrada do prédio.
Além da espanhola de 58 anos, uma colombiana de 24 anos e uma espanhola de 78 anos também morreram no incêndio.
Os serviços de emergência informaram que atenderam um total de sete pessoas após o incêndio que começou na noite de terça-feira em Miranda de Ebro, uma cidade com cerca de 37 mil habitantes, localizada a cerca de 60 quilômetros ao sul de Bilbao.
“Duas pessoas morreram no local e outras cinco foram transportadas, embora uma delas tenha falecido posteriormente no hospital”, afirmou o centro de emergência da região de Castela e Leão em um comunicado à imprensa.
Entre os feridos levados para centros médicos estavam duas crianças, de 11 e 7 anos, especificou a mesma fonte.
“Meu mais sentido pesar e carinho às famílias das pessoas falecidas, e meus melhores desejos de pronta recuperação aos feridos”, escreveu na rede X o presidente da região de Castela e Leão, Alfonso Fernández Mañueco, que afirmou estar “consternado” com o ocorrido.
A câmara municipal declarou três dias de luto oficial pelo ocorrido, segundo um comunicado.
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Tarcísio Motta: movimento social forçou a elucidação do crime

Em sessão solene nesta quarta-feira (11), a Câmara dos Deputados prestou homenagem à memória da vereadora carioca Marielle Franco e a seu motorista, Anderson Gomes, oito anos após o assassinato deles no Rio de Janeiro, em 14 de março de 2018.

O deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), colega de partido de Marielle, presidiu a sessão. Ele afirmou que Marielle Franco representava uma “pedra no caminho” dos interesses econômicos das milícias.

“O julgamento dos mandantes no STF não deixava dúvidas sobre esses dois lados. Queriam tirar a pedra do caminho, mas queriam também impedir a semente de germinar. Esses dois lados do processo precisam ser encarados de forma conjunta. E aí temos a primeira derrota deles, dos assassinos”, observou.

Tarcísio Motta lembrou que a primeira derrota dos assassinos de Marielle não veio com o julgamento de duas semanas atrás. “A derrota deles foi que a semente germinou e nenhum de nós se calou, porque os movimentos sociais tomaram as ruas e impediram que esse crime político fosse mais um crime político sem elucidação na sociedade brasileira”, afirmou.

O STF condenou, por unanimidade, em 25 de fevereiro, os mandantes e envolvidos no assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão receberam penas de 76 anos de prisão, enquanto outros três envolvidos também foram condenados por homicídio e obstrução de justiça.

Democracia
Uma das autoras do requerimento para a realização da sessão solene, a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) afirmou que a sessão ocorre em momento importante para a democracia, com a condenação dos mandantes dos assassinatos.

“A condenação foi uma resposta, mas a justiça não terminou com a condenação dos mandantes, apesar de ter sido uma resposta fundamental à democracia”, ressaltou a viúva de Marielle Franco, Mônica Benício.

Já a ministra de Igualdade Racial, Anielle Franco, que é irmã de Marielle, afirmou que o projeto político de proteção às mulheres precisa se tornar realidade.

“Não adianta tentar fazer com que a violência possa nos calar. Não adianta fazer como fizeram com Marielle. Não adianta fazer como todas as violências que têm nos assolado neste país, como foi, infelizmente, esse estupro coletivo”, disse a ministra, em referência ao crime ocorrido no Rio de Janeiro recentemente, onde cinco homens (quatro adultos e um adolescente) foram acusados de estuprar uma adolescente de 17 anos.

Bruno Spada / Câmara dos Deputados
Homenagem à vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes. Ministra de Estado da Igualdade Racial, Anielle Franco.
Ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, que participou da sessão de homenagem

Justiça
A viúva de Anderson Gomes, Agatha Arnaus Reis, participou virtualmente da sessão solene. Ela afirmou que a justiça tornou a sensação de esperança um sentimento concreto.

“O caminho foi aberto para que o Brasil possa olhar com mais coragem, para que a questão possa ser resolvida. E não pode ser um compromisso só no passado, só com ele, é uma tarefa do presente. O que começou em 2018 só abriu a porta de algo muito maior”, disse Agatha.

Presente à sessão, a ministra interina das Mulheres, Eutália Barbosa, afirmou que Marielle transformou sua história em trincheira de luta e dignidade.

Já a secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos, Janine Mello, disse que a luta pela memória de Marielle e Anderson não pode se limitar à responsabilização criminal, mas requer a pactuação entre todos de que um crime como esse não seja mais aceito.

Janine Mello destacou a necessidade de fazer avançar a agenda da proteção dos defensores de direitos humanos e da luta contra o fim da violência política de gênero e de raça.

Em meio ao cenário global agravado pela guerra no Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, confirmaram participação na quarta reunião do evento Em Defesa da Democracia, que será organizado pelo governo espanhol em Barcelona, no dia 18 de abril.

A iniciativa foi lançada no ano passado e envolve os governos de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai.

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Lula e Petro conversaram na manhã desta quarta-feira (11), por telefone. Segundo o Palácio do Planalto, os dois trataram sobre integração regional, no contexto dos preparativos para a Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que será realizada em Bogotá, no próximo dia 21 de março. 

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Na conversa com Lula, Petro destacou que a Celac também promoverá, na mesma data, uma reunião com países africanos.

 

O Kremlin afirmou nesta quarta-feira que manterá “todo o tempo que for necessário” os cortes e as importantes “perturbações” que estão ocorrendo nas conexões à internet na Rússia para garantir “a segurança dos cidadãos” diante das ameaças ucranianas. Há vários dias, numerosos usuários relatam em Moscou e em outras regiões dificuldades para se conectar à internet por meio das operadoras de telefonia móvel, poucas semanas depois de terem sido adotadas medidas para limitar o acesso a dois populares serviços de mensagens.
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“O regime de Kiev utiliza métodos cada vez mais sofisticados para seus ataques, e são necessárias medidas tecnológicas de resposta para garantir a segurança dos cidadãos”, justificou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, durante sua coletiva de imprensa diária.
Ele confirmou que as autoridades russas haviam tomado “medidas sistêmicas” em relação às conexões à internet e assegurou que elas estavam sendo realizadas “em estrito cumprimento” da lei.
“Listas brancas”
Esses cortes e importantes perturbações estão causando problemas, especialmente em Moscou, para pedir táxis ou comida on-line. Peskov propôs que alguns desses sites afetados sejam adicionados a “listas brancas”, que reúnem as páginas da internet que devem continuar funcionando em caso de apagões.
“A análise dessa experiência sem dúvida permitirá propor uma solução diferente para os problemas que, infelizmente, acompanham essas limitações”, afirmou.
Os meios de comunicação russos informaram que muitos bairros da capital foram afetados por cortes totais ou parciais da internet móvel. Segundo kod.ru, um site especializado no acompanhamento de tecnologias na Rússia, a maioria das queixas por perturbações na rede em Moscou foi registrada nos distritos centrais.
A cidade experimenta cortes repetidos de internet, e o serviço às vezes cai para todas as operadoras em toda a cidade, segundo esse site. No entanto, alguns sites da chamada “lista branca” (páginas essenciais e autorizadas a operar durante as perturbações) continuavam funcionando. Essa lista, ainda incompleta e lançada meses atrás, é atualizada constantemente e inclui aplicativos e sites governamentais, além de alguns bancos e meios de comunicação estatais.
Marina, de 24 anos, entrevistada nesta quarta-feira em Moscou pela AFP, confirmou que agora é “muito mais complicado” escrever para seus familiares a partir do centro da capital. Os serviços de mensagens “já não funcionam” e isso gera “muitas dificuldades para comunicações simples e cotidianas”.
Alexander, de 42 anos, funcionário de uma empresa, explicou que isso complica seu trabalho: “Não posso escrever para meus clientes”, lamentou, sem dar seu sobrenome. Esse funcionário especificou que a rede wifi continua funcionando e que, quando está fora, procura um ponto de conexão wifi para enviar mensagens. Um jornalista da AFP confirmou que a conexão à internet nesta quarta-feira também era muito ruim a várias centenas de quilômetros de Moscou.
Maior controle
Essas limitações se inserem em um contexto de maior pressão sobre a sociedade exercida pelo Kremlin desde o início do ataque em larga escala contra a Ucrânia, em 2022. Nas últimas semanas, as autoridades restringiram o acesso aos aplicativos de mensagens WhatsApp e Telegram, por considerar que infringiam a lei.
Críticos do governo afirmam que essas medidas têm como objetivo reforçar o controle do Estado sobre a internet. O uso de uma rede privada virtual (VPN) continua permitindo acessar sites e aplicativos bloqueados na Rússia, embora as autoridades já tenham impossibilitado a conexão a múltiplas VPNs desde 2022.

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