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O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

O ex-presidente Bolsonaro chegou à unidade hospitalar privada socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), na manhã desta sexta-feira (13) após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

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Ele está detido na Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

O boletim médico divulgado no início da tarde informa que o ex-presidente foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bilateral.

No momento, o ex-presidente Bolsonaro está em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo.

A nota é assinada pela equipe médica composta pelo cardiologista Dr. Brasil Caiado; o Coordenador da UTI Geral, Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior; e pelo diretor-geral do hospital, Dr. Allisson B. Barcelos Borges.

Notícia

Inicialmente, a informação sobre a internação foi divulgada por um dos filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma rede social, e confirmada pela Polícia Militar do Distrito Federal.

Ao deixar o hospital após visitar o pai na unidade de terapia, o senador Flávio Bolsonaro comentou com jornalistas o estado de saúde do ex-presidente

“Conversei rapidamente com os médicos, disseram que dessa vez foi a pior vez que ele se internou aqui com relação à quantidade de líquido que tinha no pulmão dele”, declarou Flávio.

Matéria em ampliação

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta sexta-feira (13) a revogação do visto do assessor do governo do presidente Donald Trump Darren Beattie. Ele pretendia visitar o Brasil na próxima semana.

Segundo a pasta, a decisão foi tomada “tendo em conta a omissão e o falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington”.

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“Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, informou a assessoria.

Mais cedo, durante agenda no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Darren Beattie só entrará no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder entrar nos Estados Unidos.

“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados.”

Lula lembrou que, em 2025, os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha. À época, o visto do ministro estava vencido e, portanto, não passível de cancelamento.

“Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, completou Lula.

Visita negada

Na quinta-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de Darren Beattie.

Na decisão, Moraes disse que a visita do assessor do presidente Donald Trump não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está inserida na agenda oficial que será cumprida no Brasil.

“Ingerência”

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Moraes que a visita a Bolsonaro poderia configurar “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil.

A declaração consta em ofício enviado pelo chanceler brasileiro ao ministro do Supremo.

“A visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, afirmou Vieira no documento.

O pedido

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu, na última terça-feira (10), ao STF autorização para receber a visita de Darren Beattie. Aliado do presidente Donald Trump, Beattie trabalha para o Departamento de Estado e é responsável por assuntos ligados ao Brasil.

No pedido de autorização encaminhado ao Supremo, a defesa de Bolsonaro pediu que a visita seja realizada na próxima segunda-feira (16), no período da manhã, ou na terça-feira (17) – datas em que o assessor estará em visita oficial ao Brasil.

A entrada de um tradutor na prisão também foi solicitada.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (13) que o assessor do governo do presidente Donald Trump Darren Beattie só entrará no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, puder entrar nos Estados Unidos.

“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, para visitar Jair Bolsonaro, foi proibido de visitar. E eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que estão bloqueados.”

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Durante agenda no Rio de Janeiro, Lula lembrou que os Estados Unidos cancelaram o visto da esposa e da filha de 10 anos de Padilha, no ano passado. À época, o visto do ministro estava vencido e, portanto, não passível de cancelamento.

“Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, completou Lula.

Visita negada

Na quinta-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de Darren Beattie.

Na decisão, Moraes disse que a visita do assessor do presidente Donald Trump não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está inserida na agenda oficial que será cumprida no Brasil.

“Ingerência”

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Moraes que a visita a Bolsonaro poderia configurar “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil.

A declaração consta em ofício enviado pelo chanceler brasileiro ao ministro do Supremo.

“A visita de um funcionário de Estado estrangeiro a um ex-presidente da República em ano eleitoral pode configurar indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”, afirmou Vieira no documento.

Pedido

O ex-presidente Jair Bolsonaro pediu, na última terça-feira (10), ao STF autorização para receber a visita de Darren Beattie. Aliado do presidente Donald Trump, Beattie trabalha para o Departamento de Estado e é responsável por assuntos ligados ao Brasil.

No pedido de autorização encaminhado ao Supremo, a defesa de Bolsonaro pediu que a visita seja realizada na próxima segunda-feira (16), no período da manhã, ou na terça-feira (17) – datas em que o assessor estará em visita oficial ao Brasil.

A entrada de um tradutor na prisão também foi solicitada.

O narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, procurado pelos Estados Unidos e outros países latino-americanos, foi detido nesta sexta-feira em Santa Cruz de la Sierra, no leste da Bolívia, durante uma megaoperação que envolveu a DEA (Administração de Repressão às Drogas dos EUA). Segundo o Ministério do Interior do Uruguai, “outras quatro pessoas ligadas à sua organização também foram detidas”.
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Marset estava foragido desde 2023 e suspeitava-se que circulava por vários países sul-americanos, como Venezuela, Brasil e Paraguai. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos oferecia US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,4 milhões) por informações que levassem à sua captura.
Em julho de 2023, Marset fugiu da casa onde morava em Santa Cruz, um dia antes de uma megaoperação para capturá-lo, junto com sua esposa e seus filhos. Em maio do ano passado, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou a abertura de um processo de acusação contra ele por “lavagem de dinheiro” proveniente de lucros do narcotráfico por meio de instituições financeiras americanas.
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Após sua fuga, as autoridades bolivianas abriram processo contra ele por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, enquanto a Interpol emitiu um alerta vermelho para sua captura. O uruguaio também é procurado pelas autoridades do Paraguai e do Brasil em investigações ligadas a redes internacionais de narcotráfico.
De acordo com o jornal El Pais, o traficante, que era o terceiro criminoso mais procurado pela DEA, não possui processos em aberto no Uruguai, o que inviabiliza qualquer pedido de extradição por parte da Justiça local.
Em entrevista à rádio paraguaia Radio Monumental, o ministro do Interior do Paraguai, Enrique Riera, afirmou que os Estados Unidos teriam prioridade na extradição de Sebastián Marset.
— Pode haver um acordo de alto nível ou talvez uma questão de prioridades devido à gravidade dos crimes, e ele poderia ser extraditado para os Estados Unidos ou julgado aqui — explicou Riera.
Pressão dos EUA sobre a América Latina
Por toda a América Latina, cartéis têm guerreado entre si e com as autoridades locais para produzir cocaína e contrabandeá-la para os Estados Unidos. O Equador, maior exportador mundial da droga, não a produz, mas serve como rota de tráfico para grupos criminosos que atuam na Colômbia e no Peru.
Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, realizou uma reunião de cúpula em seu clube de golfe em Doral, na Flórida, com uma dúzia de governantes aliados. Além de Nayib Bukele, presidente de El Salvador, Javier Milei, da Argentina, e Daniel Noboa, do Equador, Trump recebeu os presidentes da Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Panamá, Paraguai, Guiana e Trinidad e Tobago, além do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast.
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Os convidados compartilham a preocupação de Washington com o avanço do crime organizado no continente, um fenômeno que afeta inclusive países que até recentemente eram considerados bastante seguros, como Chile e Equador, segundo Irene Mia, especialista em América Latina no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês).
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Também na semana passada, o general Francis L. Donovan, chefe do Comando Sul, se encontrou com Noboa e altos funcionários equatorianos, em Quito, “para discutir cooperação em segurança e reafirmar o forte compromisso dos Estados Unidos em apoiar os esforços do país para enfrentar o narcoterrorismo e fortalecer a segurança regional”.
O Equador se tornou um aliado-chave sul-americano dos Estados Unidos desde que Trump retornou ao poder, em janeiro de 2025, e iniciou uma campanha contenciosa contra supostos barcos traficantes de drogas na América Latina. Desde o início de setembro do ano passado, os EUA mataram, pelo menos, 150 pessoas em 44 ataques conhecidos contra barcos no Caribe e no Pacífico Oriental que, sem apresentar provas, a administração Trump afirmou estarem transportando drogas.
Noboa, que centrou sua presidência no uso da força militar para combater a violência dos cartéis, que levou a um número recorde de homicídios no país, buscou construir uma aliança próxima com Trump. No ano passado, o presidente equatoriano tentou permitir que os EUA estabelecessem bases militares no seu país, medida que foi amplamente derrotada em um referendo, em novembro.
A polícia da Holanda informou, nesta sexta-feira, que realizou a prisão de quatro jovens suspeitos de provocar uma explosão diante de uma sinagoga em Rotterdam, incidente que desencadeou um incêndio e causou danos ao prédio.
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Após a explosão, ocorrida na noite de quinta-feira para sexta-feira, a polícia reforçou a vigilância em outras sinagogas como medida de precaução. Perto de outro templo, um motorista de um veículo, cuja descrição coincidia com a de um dos suspeitos, também foi preso.
Em comunicado, a polícia afirmou que “não está claro se os suspeitos planejavam detonar um explosivo ou provocar também um incêndio em outra sinagoga”.
Segundo as autoridades holandesas, dois dos detidos têm 19 anos, o terceiro 18 e o quarto 17 anos. Ainda não há informações sobre uma possível motivação do crime.
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As autoridades afirmaram ter iniciado “uma investigação em grande escala sobre esse grave incidente” e fizeram um apelo a possíveis testemunhas. O ministro da Justiça, David van Weel, classificou o ataque como “uma notícia terrível”.
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Na rede social X, van Weel afirmou que a Holanda “não tolerará o antissemitismo, a intimidação nem a violência”, e que “as autoridades locais estão garantindo a segurança das sinagogas”. O ministro também expressou solidariedade à comunidade judaica holandesa e acrescentou que estes “devem se sentir seguros nos Países Baixos”.
O presidente da sinagoga, Chris den Hoedt, declarou à emissora pública NOS que o ataque foi “impactante e inesperado”.
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— São danos materiais, mas o dano emocional que nossa comunidade sente é maior e mais duradouro. Podemos reparar isto (uma porta), mas não o resto — disse ele.
Na segunda-feira, outra explosão atingiu uma sinagoga na cidade belga de Liège antes do amanhecer. Houve alguns danos, mas sem feridos. O ataque foi firmemente condenado por políticos belgas e por responsáveis da União Europeia. As autoridades belgas indicaram que analisam um vídeo de reivindicação potencialmente jihadista.
Na quinta-feira, uma pessoa não identificada lançou seu carro contra uma sinagoga nos arredores de Detroit, nos Estados Unidos, provocando um incêndio. Seguranças abriram fogo contra o agressor, que morreu.
“Estou preocupado”, afimou um marinheiro retido no Golfo, cujo navio não consegue atravessar o Estreito de Ormuz, bloqueado há quase duas semanas após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Ele contou à AFP, nesta sexta-feira, o cotidiano em uma das áreas centrais do atual conflito.
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— Do navio, consigo ver lançamentos de mísseis todos os dias, ouvir explosões, e me sinto em perigo — declarou Wang Shang, de 32 anos.
Cidadão chinês originário da província central de Henan, sem saída para o mar, ele trabalha em um navio estrangeiro usado para transportar gás liquefeito de petróleo proveniente dessa região rica em energia. Desde que a navegação de entrada e saída do Golfo praticamente parou, Wang compartilha suas experiências publicando vídeos no Douyin, versão chinesa do TikTok.
— Por enquanto, não podemos ir embora. Se quiséssemos partir, seria impossível — diz.
Um vídeo de 28 de fevereiro, dia em que Estados Unidos e Israel lançaram a guerra, mostra o receptor do navio enquanto autoridades iranianas declaram o estreito fechado.
“Atenção a todos os navios, aqui é a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Para sua informação, o Estreito de Ormuz está… toda navegação pelo Estreito de Ormuz está proibida a partir de agora”, advertiu uma voz em tom severo.
A AFP não divulga o nome do navio de Wang a seu pedido.
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Os dados de rastreamento de navios coincidem com sua descrição da localização em águas a aproximadamente 30 milhas náuticas ao norte de Dubai.
— Estou preocupado porque ontem uma casa de máquinas de um navio foi atingida por um drone iraniano a apenas duas milhas náuticas do meu embarque, ou seja, aproximadamente 3.600 metros, o que é muito perto — comentou.
A AFP não conseguiu verificar de forma independente da causa do incidente. Wang afirmou que o navio foi atingido antes do amanhecer de quinta-feira.
Ele gravou um vídeo da embarcação já com luz do dia, com fumaça preta ainda saindo de um dos lados. Também foi relatado à AFP que o navio afetado é o “Source Blessing”, um porta-contêineres com bandeira da Libéria.
A operadora alemã Hapag Lloyd informou na quinta-feira que o “Source Blessing” pegou fogo após ter sido “atingido por estilhaços” durante uma noite, e acrescentou que ninguém ficou ferido. Um porta-voz da empresa indicou que a companhia “não sabe de onde vieram (os estiletes), se foi de um foguete, de um drone ou de outro tipo de munição”.
Wang afirmou que não espera que a situação melhore tão cedo. Inclusive ressaltou ter ouvido que tripulantes de outros navios estão recebendo o dobro do salário durante uma crise.
— Mas no nosso navio eu nem sequer consegui confirmar se vamos receber o pouco bônus de guerra. E se o recebermos, ouvi dizer que serão de apenas 700 dólares (aproximadamente R$3,6 mil na cotação atual), o que é muito. Sinto que os riscos que estou correndo não são proporcionais à renda que recebo — concluiu.
Um avião da companhia aérea Ryanair foi alvo de uma ordem de penhora na Áustria após a empresa não pagar uma indenização determinada pela Justiça a uma passageira que enfrentou um atraso de 13 horas em um voo.
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De acordo com o jornal britânico The Guardian, agentes de execução subiram a bordo de uma aeronave da companhia na última segunda-feira, quando o avião já se preparava para decolar do aeroporto de Linz, com destino a Londres.
Como a companhia não quitou a dívida de 890 euros — valor que inclui indenização e custas judiciais —, as autoridades colocaram um “selo” de penhora dentro da cabine do Boeing 737.
Segundo a emissora pública austríaca ORF, os agentes chegaram a pedir o pagamento diretamente ao piloto responsável pelo voo, mas ele informou que não tinha como realizar o pagamento naquele momento.
Diante da situação, o tribunal decidiu registrar a penhora da aeronave. O selo concede ao tribunal austríaco controle legal sobre o avião, que poderia ser vendido em leilão caso a dívida não seja quitada dentro do prazo estabelecido.
Apesar da medida, a aeronave foi autorizada a continuar operando sob condições específicas.
O episódio teve origem no verão europeu de 2024, quando um voo entre Linz e Palma de Maiorca, nas Ilhas Baleares, sofreu um atraso de cerca de 13 horas.
Na ocasião, uma passageira acabou pagando por um voo alternativo e posteriormente entrou na Justiça para obter reembolso e indenização, com base nas regras de compensação da aviação da União Europeia.
Inicialmente, a mulher solicitou 355 euros, mas o valor aumentou após a Ryanair não cumprir a decisão judicial.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou nesta sexta-feira que “funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas” com representantes dos Estados Unidos, em um momento de tensão entre Washington e Havana.
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Donald Trump não esconde o seu desejo de uma mudança de regime em Cuba, governada pelo Partido Comunista (PCC, único) e localizada a apenas 150 km dos Estados Unidos. Segundo Washington, o país representa uma “ameaça excepcional”, principalmente por suas estreitas relações com a Rússia, a China e o Irã, aliados de Havana.
— Funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas com representantes do governo dos Estados Unidos — afirmou Díaz-Canel em uma reunião com as principais autoridades do país, segundo imagens exibidas pela televisão cubana. — As conversas foram orientadas a buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações — acrescentou.
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Díaz-Canel, que também é primeiro secretário do PCC, destacou que essas conversas são facilitadas por “fatores internacionais” que não especificou.
Na noite de quinta-feira, Havana anunciou a libertação em breve de 51 prisioneiros após a gestão do Vaticano, o histórico mediador entre Cuba e Estados Unidos.
O presidente Trump instou Havana a “chegar a um acordo” ou enfrentar as consequências.
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Desde meados de janeiro, assegurou que seu governo já mantinha conversas com altas lideranças da ilha, imersa há seis anos em uma crise sem precedentes, agravada pelo bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos.
Díaz-Canel enfatizou que as conversas com os Estados Unidos buscam “em primeiro lugar identificar quais são os problemas bilaterais que precisam de uma solução a partir da gravidade que têm”.
Do mesmo modo, pretendem “determinar a disposição de ambas as partes de concretizar ações em benefício dos povos de ambos os países” e “identificar áreas de cooperação”, detalhou.
Segundo Díaz-Canel, durante as conversas, Havana expressou sua “vontade de levar adiante esse processo, com base na igualdade e no respeito aos sistemas políticos de ambos os Estados, à soberania e à autodeterminação”.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “ferido e provavelmente desfigurado”, em uma afirmação que reacende as suspeitas de que o filho do aiatolá Ali Khamenei sofreu danos sérios no ataque que matou o pai, ainda no primeiro dia de conflito. O líder supremo iraniano fez seu primeiro pronunciamento público em tom desafiador aos EUA na quinta-feira — mas por meio de um comunicado, sem aparecer diante das câmeras.
— A liderança do Irã não está em melhor situação. Desesperada e escondida, refugiou-se embaixo da terra, acovardada. É o que ratos fazem — disse Hegseth em uma entrevista coletiva em Washington, em que discutiu uma série de temas relacionadas ao esforço de guerra. — Nós sabemos que o novo chamado, [mas] nem tanto assim, líder supremo, está ferido e provavelmente desfigurado.
Horas antes, na noite de quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em entrevista à TV Fox News que acreditava que Mojtaba estava “vivo de alguma forma”, mas “danificado”. Autoridades iranianas admitiram que o aiatolá ficou ferido, mas nos últimos dias tentaram transmitir uma imagem de que ele estaria “são e salvo” — como disse o filho do presidente Masoud Pezeshkian, Yousef Pezeshkian, em declaração recente.
A única visão mais clara oferecida a meios de comunicação ocidentais partiu do embaixador iraniano no Chipre, Alireza Salarian, que em entrevista ao The Guardian, na quarta-feira, afirmou que Mojtaba foi ferido e que “acreditava que ele foi hospitalizado”. O diplomata sugeriu que ele teria sofrifo ferimentos nas pernas, na mão e no braço. Não houve comentários detalhados por parte de Teerã.
*Matéria em atualização
Um menino de sete anos chamou a atenção de colegas e professores ao levar um envelope com 5 mil euros (cerca de R$ 30 mil, na cotação atual) em dinheiro para a escola primária em um distrito de Osnabrück, na Alemanha.
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A quantia estava dentro da mochila do aluno, junto com seus materiais escolares. O episódio gerou surpresa entre as crianças, já que não é comum que alunos dessa idade tenham acesso a valores elevados de dinheiro — muito menos que os levem para a escola.
Ao mostrar o envelope, o garoto rapidamente se tornou o centro das atenções entre os colegas, que se aproximaram para observar as cédulas. Segundo a polícia, as crianças puderam admirar o dinheiro, tocá-lo e até cheirá-lo. Em tom bem-humorado, os agentes disseram que o menino acabou se tornando “o aluno mais popular da manhã”.
De acordo com o relato, o menino encontrou as notas em casa e decidiu levá-las para a escola apenas por curiosidade. Sem pensar muito, colocou o envelope na mochila junto com livros escolares e o lanche e seguiu para as aulas. A intenção era apenas mostrar o dinheiro aos colegas.
Entre os alunos, as cédulas despertaram curiosidade e fascínio. Eles observaram o dinheiro de perto, como se experimentassem a sensação de “se sentir ricos por um momento”. Comentando o episódio, a polícia afirmou: “Afinal, quando se vê tanto dinheiro junto?”
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A movimentação incomum na sala de aula chamou a atenção de uma professora, que percebeu que os alunos estavam reunidos em torno de um envelope com uma grande quantia em dinheiro. Diante da situação, ela decidiu informar a polícia para esclarecer a origem do valor.
Após investigar o caso, os policiais descobriram que o dinheiro pertencia aos pais do menino. A quantia havia sido retirada de um banco e seria usada para comprar um carro. Assim, ficou claro que não havia crime ou irregularidade envolvida. Depois de confirmar a origem do dinheiro, os agentes devolveram os 5 mil euros à família.
A polícia destacou que ninguém saiu prejudicado com a situação. “Pais felizes, filhinho feliz, colegas encantados”, resumiram os agentes ao comentar o episódio ocorrido na escola.

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