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Em meio à escala de violência no Oriente Médio — que teve início com o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro —, a 98ª edição do Oscar teve poucas referências políticas. Uma breve fala do ator Javier Bardem chamou a atenção, quando apresentava uma categoria. O espanhol fez uma referência aos ataques ao país persa e ao genocídio sofrido pelos palestinos na Faixa de Gaza, cometido por Israel há mais de dois anos.
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Em sua fala para apresentar a categoria de Melhor Filme Internacional, o ator deu início com a frase: “Não à guerra e Palestina livre”. Na lapela de seu smoking preto, usava dois broches. Um deles com o menino Handala, um símbolo da luta pela libertação da Palestina diante da opressão e violência cometidas por Israel, que vêm desde os anos 1960 com a constante expansão irregular e anexação de terras. O segundo broche, com o escrito “No a la Guerra” (“Não à guerra”, em espanhol) fazia referência ao atual conflito iniciado por EUA e Israel no Oriente Médio. A peça, lembrou Bardem, foi usada por ele na cerimônia do Prêmio Goya, na Espanha, em 2003, ano em que os Estados Unidos, no governo de George W. Bush, invadiu o Iraque.
O ator explicou os dois itens da lapela em sua passgem pelo tapete vermelho da premiação.
— Estou usando um broche que usei em 2003, durante a guerra do Iraque, que foi uma guerra ilegal. E aqui estamos nós, 23 anos depois, com outra guerra ilegal, criada por Trump e Netanyahu, criando muitos danos. E muitas pessoas inocentes sendo assassinadas e bombardeadas. E também resistência do povo palestino com o Handala, que é um simbolismo de um menino de 10 anos que foi desenhado em 1969 por um palestino, dizendo que, enquanto ele não voltar para sua terra natal, ele não vai crescer. Então, ele ainda tem 10 anos e está esperando para voltar para sua terra — disse Bardem.
Também no tapete vermelho, em entrevista à Variety, o ator afirmou que se manifestar durante a cerimônia do Oscar era importante para ele
— Acho importante entender, conscientizar, que você pode fazer as duas coisas. Você pode fazer parte da comunidade cinematográfica, que é uma comunidade importante, e também ser um cidadão que usa essa enorme plataforma para denunciar o que considera uma injustiça. Nesse caso, é o genocídio na Palestina, que ainda está acontecendo porque o dito cessar-fogo, até este momento, 600 pessoas foram assassinadas, metade delas crianças. O que está acontecendo em West Bank, os abusos aos direitos civis e direitos humanos. A limpeza étnica que está acontecendo em West Bank é horrível e não estamos falando o suficiente sobre isso — destacou o ator espanhol.
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Javier Bardem apresentou a categoria em que concorriam os filmes estrangeiros, em relação aos Estados Unidos. Nela estava “A Voz de Hind Rajab”, com direção e roteiro de Kaouther Ben Hania, que remonta o assassinato brutal de Hind Rajab, uma menina palestina de 6 anos que morreu alvejada por tiros de soldados de Israel. Ela e parte da família estavam no carro do tio tentando fugir da Faixa de Gaza, que tem sido cercada e bombardeada pelo governo de Benjamin Netanyahu.
A criança e um primo sobreviveram quando o veículo foi atingido num bombardeio. Eles conseguiram entrar em contato com um serviço de emergência para atendimento. A ambulância que atendeu ao chamado e o carro onde estavam as crianças foram alvejados por um tanque sob comando de soldados de Israel que, segundo evidências, disparou 335 tiros. Ninguém sobreviveu ao ataque, inclusive os dois paramédicos que prestavam socorro.
No ano passado, a expansão e a escalada de violência propagadas por Israel foram levadas ao Oscar através do filme do cineasta palestino Hamdan Ballal, que saiu com uma estatueta de melhor documentário por “Sem chão”. O longa denuncia os abusos que palestinos sofrem em seu próprio território por parte de israelenses. O prêmio e a visibilidade conquistada não intimidaram colonos e soldados de atacarem o cineasta e sua família nos meses seguintes.
Duas jogadoras de futebol iranianas treinaram com o clube australiano Brisbane Roar após solicitarem asilo no país. E uma delas publicou uma foto com uma dirigente da Fifa em que diz: Tudo vai ficar bem”.
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Sete integrantes da seleção feminina de futebol do Irã, que disputa a Copa da Ásia, pediram asilo na Austrália na semana passada após serem consideradas “traidoras” em seu país por se recusarem a cantar o hino nacional na partida de abertura do torneio.
Apenas duas jogadoras, Fatemeh Pasandideh e Atefeh Ramezanisadeh, permanecem na Austrália, já que as outras mudaram de ideia e decidiram voltar para casa.
Organizações de direitos humanos acusaram Teerã de pressionar atletas mulheres no exterior, ameaçando seus familiares ou confiscando seus bens caso desertem ou façam declarações contra a República Islâmica.
A jogadora iraniana Fatemeh Pasandideh (à direita) com Jill Ellis, diretora de futebol da FIFA
Reprodução / Instagram / @fatemehpasandideh10
Por sua vez, as autoridades iranianas acusaram a Austrália de pressionar as jogadoras a permanecerem no país da Oceania.
“Bem-vindas, Fatemeh Pasandideh e Atefeh Ramezanisadeh”, declarou Kaz Patafta, CEO do Brisbane Roar, ao compartilhar fotos nesta segunda-feira (16) das duas treinando e sorrindo com o time da A-League.
Pasandideh postou uma foto no Instagram com Jill Ellis, diretora de futebol da FIFA e ex-técnica da seleção feminina dos EUA, com a legenda: “Tudo vai ficar bem”.
Ambas as jogadoras estão hospedadas em um local não divulgado e recebendo apoio do governo e da comunidade iraniana na Austrália.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Hugo Motta preside a sessão do Plenário desta segunda-feira

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (16) o regime de urgência para dez propostas. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Um dos projetos que recebeu urgência é o PL 6674/25, que cria o Programa Antes que Aconteça, para prevenir a violência de gênero e dar assistência a mulheres agredidas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar essa proposta nesta terça-feira (17) para inaugurar no dia seguinte a Sala Lilás.

Esse espaço na Câmara vai atender mulheres vítimas de violência. “Servirá para evitar que tenhamos ato que represente violência contra mulheres”, disse Motta. Ele citou tanto trabalhadoras da Câmara como outras mulheres que precisarem de apoio.

Regime de urgência
Confira as dez propostas que passam a tramitar com urgência:

  • PL 2736/19, do deputado Juninho do Pneu (União-RJ), que exige certidão negativa de crimes de estelionato e apropriação indébita para a transferência de veículo;
  • PLP 55/25, do Poder Executivo, que autoriza municípios e o Distrito Federal a concederem isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para fatos geradores relacionados à realização da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027;
  • PL 1008/24, do deputado Zucco (PL-RS), que prevê a criação de um relatório anual com informações socioeconômicas que serão usadas para elaborar políticas públicas para mulheres;
  • PL 2564/25, do deputado Lucio Mosquini (MDB-RO), que regulamenta a aplicação de medidas administrativas cautelares na fiscalização ambiental e veda a imposição de embargo baseado exclusivamente em detecção remota de supressão de vegetação;
  • PL 126/25, do Senado, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento e a regulação sanitária de novas tecnologias contra o câncer;
  • PL 6674/25, do Senado, que cria o Programa Antes que Aconteça, para prevenir a violência de gênero e dar assistência às mulheres agredidas;
  • PL 885/26, da deputada Amanda Gentil (PP-MA), que institui o Sistema Nacional de Monitoramento de Medidas Protetivas de Urgência para dispor sobre a avaliação preliminar de risco da vítima;
  • PL 5779/25, do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), que proíbe cláusulas contratuais ou normas condominiais que restrinjam o funcionamento de partidos políticos em imóveis comerciais;
  • PL 759/26, do deputado Rafael Brito (MDB-AL), que torna obrigatória a inclusão de conteúdos sobre prevenção e combate ao sexismo e à misoginia nos currículos escolares de todos os níveis de ensino;
  • PL 2841/24, do deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), que institui o Programa Nacional de Fomento às Escolas Resilientes.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Marina Ramos/Camara dos Deputados
Hugo Motta durante reunião de líderes realizada nesta segunda

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende colocar em votação nesta semana o Projeto de Lei Complementar 281/19, que cria o novo regime de resolução bancária no Brasil com regras para salvar ou liquidar bancos em dificuldades financeiras. O texto estabelece novos regimes para manter a estabilidade do sistema financeiro em eventuais crises, com validade também para mercados de seguros.

O relator da proposta, deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), apresentou o parecer na última sexta-feira e está conversando com as bancadas para buscar um consenso sobre o texto.

Motta fez um pronunciamento sobre a pauta da semana após reunião de líderes nesta segunda-feira (16).

“Esse projeto de resolução bancária traz mais segurança, e cria mecanismo para evitar que fraudes aconteçam. A equipe econômica vai afinar os últimos detalhes desse relatório. É uma resposta da Câmara para este momento que o país está enfrentando, inclusive, trazendo parâmetros internacionais”, explicou o presidente.

MEI
Motta também deve pautar a votação da urgência para o projeto que aumenta o limite de faturamento para microempreendedor individual (PLP 108/21).

Segundo o presidente da Câmara, por se tratar de uma proposta que tem impacto fiscal, há o compromisso de apenas votar o mérito do texto após uma ampla discussão entre todos os interessados.

Chocolate
Outra proposta que deve entrar na pauta de votações desta semana é a que estabelece percentuais mínimos de cacau em chocolates e derivados (PL 1769/19). O texto traz parâmetros a serem observados na produção de chocolate e seus derivados e também trata de conceitos e regras para as embalagens dos produtos.

“Queremos ajudar para que o cacau brasileiro possa estar sempre protegido”, disse Motta.

Trabalho por aplicativo
O presidente da Câmara cobrou do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE) o texto do parecer sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos. O presidente quer votar uma proposta com garantias mínimas para esses trabalhadores.

“Para que possamos ter uma legislação moderna, esses trabalhadores de aplicativos não querem ser celetistas, queremos um ambiente mínimo de garantias e proteção a esses trabalhadores”, defendeu Motta.

Jefferson Rudy/Agência Senado
Reunião da CPMI do INSS na última segunda (9)

Está marcado para esta quarta-feira (18) o depoimento de Leila Pereira, presidente do Banco Crefisa, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraude contra aposentados e pensionistas do INSS. O início da reunião está previsto para as 9 horas.

Leila Pereira, que também é presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, deveria ter comparecido à comissão na semana passada, mas uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a desobrigou de depor na data prevista. Diante da decisão de Dino, a data foi remarcada pelo colegiado na reunião da última quinta-feira (12).

A presidente do Banco Crefisa foi convocada a depor na condição de testemunha, conforme requerimentos apresentados pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM).

Os requerimentos (REQ 1737/25 e REQ 3036/26) apontam necessidade de esclarecimentos sobre operações de empréstimos consignados concedidos pela Crefisa a aposentados e pensionistas.

Entre as possíveis irregularidades, segundo os requerimentos, estariam pressões para abertura de contas e contratação de produtos ou serviços sem adequada informação, o que, no entender dos parlamentares, poderia constituir prática abusiva.

A reunião da CPMI do INSS será realizada na sala 2 da ala Nilo Coelho, do Senado Federal. Envie sua perguntas.

O corpo de um turista americano foi encontrado em uma trilha em Ushuaia, na Argentina, na noite do último domingo (15), horário local. Segundo as primeiras informações, o homem, de 37 anos, entrou sozinho numa trilha que liga a Laguna Esmeralda à geleira Ojo del Albino, um dos trechos mais exigentes da cordilheira da região. Equipes de resgate foram até o local após o turista, que estava no país à passeio, ser dado como desaparecido.
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A operação, iniciada na manhã daquele daquele dia, se estendeu por horas, envolveu diversas instituições e exigiu um grande esforço de mobilização. O trabalho só foi concluído na primeiras horas da manhã desta segunda-feira (16) para transportar o corpo por uma trilha íngreme, rochosa e tomada pela vegetação. O corpo foi encontrado m uma área montanhosa acidentada e de difícil acesso.
A vítima foi identificada como Sean Christopher Bartel, segundo a mídia internacional. Ele tinha sido dado como desaparecido após não retornar à sua hospedagem temporária na cidade. Segundo fontes oficiais ouvidas pelo jornal La Nacion,, o turista havia chegado recentemente a Ushuaia para fazer turismo e planejava diversas excursões às montanhas .No último dia 11, às 09h31 (horário local), ele retirou um Toyota Etios branco no aeroporto, com data de devolução agendada para o último sábado (14), às 15h. Para concluir o processo, um funcionário da agência registrou que o visitante mencionou entre suas atividades planejadas os circuitos da Laguna Esmeralda, Cerro Guanaco, Parque Nacional Tierra del Fuego e Geleira Martial.
O alerta foi acionado quando o veículo não foi devolvido como previsto. A empresa procurou a polícia para relatar sobre o sumiço do carro. Equipes foram até a acomodação temporária onde Sean estava hospedado. No endereço encontraram todos os seus pertences,. Foi registrado um boletim de ocorrência de pessoa desaparecida, e a busca pelo veículo começou nos locais que o próprio visitante havia mencionado. O carro foi localizado no estacionamento da trilha que leva à Laguna Esmeralda, o que permitiu a ativação do protocolo de busca e resgate em montanha.
Fontes oficiais informaram que, uma vez iniciada a operação, as equipes se concentraram nas áreas de trânsito mais prováveis ​​em direção à geleira Ojo del Albino, um setor distante das trilhas habituais e com alto nível de dificuldade. Às 18h26 de domingo, os socorristas encontraram o turista morto em uma área íngreme e irregular. A causa exata da morte está sendo investigada, mas as avaliações iniciais sugerem que Sean caiu em uma ravina. A operação foi concluída por volta de 1h40 desta segunda-feira, após o corpo ser retirado em uma maca por uma área de difícil acesso, com baixas temperaturas e terreno instável.
Especialistas ouvidos pelo La Nacion explicaram sobre os desafios do terreno. O percurso segue da Rodovia Nacional 3 até a geleira Ojo del Albino, passando pela Laguna Esmeralda, e envolve entre 20 e 21 quilômetros. A caminhada leva entre 8 a 9 horas. O trecho final, da lagoa até a geleira, é uma subida muito íngreme através de floresta de lenga, turfeiras, rochas expostas e trechos de gelo, exigindo um guia de montanha ou habilidades técnicas adequadas. Nos últimos anos, a área tem visto um aumento no número de visitantes inexperientes, o que levou a repetidos alertas da Comissão de Resgate de Ushuaia, uma das instituições envolvidas na operação deste fim de semana.
As autoridades vão iniciar as investigações legais e policiais para determinar as circunstâncias precisas da morte . Entre os pontos a serem investigados, segundo fontes ligadas ao caso relataram ao La Nacion, estão o nível de experiência do turista, se era a primeira vez que ele fazia aquela trilha; o horário em que iniciou a trilha e as condições climáticas dos dias anteriores , que incluíam baixas temperaturas e maior risco de congelamento; e visibilidade reduzida em altitudes mais elevadas. Também estão tentando determinar se ele estava sozinho ou acompanhado.
A descoberta do veículo, a implementação do protocolo de busca e os esforços de resgate permitiram aos investigadores reconstruir o percurso do turista. A distância entre sua hospedagem e o início da trilha, as caminhadas que ele havia planejado e a localização final do seu corpo serão elementos-chave para determinar o momento e as decisões que ele tomou antes de se aventurar sozinho em uma das áreas mais desafiadoras da Serra de Ushuaia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira que espera ter “a honra de assumir o poder em Cuba” durante seu mandato, em meio a negociações em andamento com o regime de Havana, que está em crise devido ao consumo de energia.
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— Acredito sinceramente que terei a honra de assumir o controle de Cuba, de alguma forma — disse Trump a repórteres no Salão Oval. — Quero dizer: ou a libertem, ou a levem. Acho que posso fazer o que quiser, se ela quiser que eu lhe diga a verdade. É uma nação muito fragilizada neste momento. Seria uma grande honra.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu na sexta-feira que ambos os governos estão em negociações, em meio a um bloqueio quase total imposto por Washington ao fornecimento de petróleo bruto à ilha, que sofre com apagões generalizados.
Trump não esconde o seu desejo de uma mudança de regime em Cuba, governada pelo Partido Comunista e localizada a apenas 150 km dos EUA. Segundo Washington, o país representa uma “ameaça excepcional”, principalmente por suas estreitas relações com a Rússia, a China e o Irã, aliados de Havana.
Desde meados de janeiro, o presidente Trump assegurou que seu governo já mantinha conversas com altas lideranças da ilha, imersa há seis anos em uma crise sem precedentes, agravada pelo bloqueio petrolífero imposto pelos EUA.
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A situação se agravou após a ofensiva do governo Trump contra a Venezuela. Washington prendeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assumiu o controle da estatal petrolífera do país e bloqueou o envio de combustível para Cuba, que dependia de Caracas como principal fornecedora de petróleo.
A escassez de diesel já obrigou o governo cubano a reduzir serviços públicos, incluindo transporte coletivo e cirurgias eletivas em hospitais, segundo relatos divulgados pela imprensa americana.
Dependente de importações para cerca de 60% de seu abastecimento de combustível, especialistas estimam que Cuba poderia ficar sem reservas ainda neste mês.
O governo afegão acusou, nesta segunda-feira (16), o Paquistão de matar “muitos civis” em um ataque a Cabul que atingiu “um centro de tratamento de drogas”. Os dois países estão em conflito há meses. O Paquistão alega que seu vizinho abriga combatentes do movimento Talibã paquistanês (TTP), que reivindicaram a responsabilidade por ataques mortais em seu território. As autoridades afegãs negam essa acusação.
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Após uma escalada em outubro que deixou dezenas de mortos, os combates haviam diminuído, mas recomeçaram com intensidade em 26 de fevereiro, após uma onda de ataques paquistaneses. Islamabad declarou “guerra aberta” em 27 de fevereiro e atacou Cabul no mesmo dia.
Nesta segunda-feira, jornalistas da AFP ouviram várias explosões fortes no centro da capital afegã, logo após aeronaves militares sobrevoarem a área, por volta das 21h (16h30 GMT). Colunas de fumaça subiram ao céu.
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“O regime paquistanês violou mais uma vez o espaço aéreo do Paquistão, atacando um centro de tratamento para dependentes químicos em Cabul, matando e ferindo muitos civis, em sua maioria dependentes químicos em tratamento”, declarou o porta-voz do governo, Zabihullah Mujahid, na agência de notícias X. “Condenamos este crime e o classificamos como um ato desumano que viola todos os princípios”, acrescentou.
O Paquistão não reagiu a essas acusações.
As explosões, ocorridas poucos dias antes do festival que marca o fim do Ramadã, provocaram pânico na capital afegã. Famílias que passeavam após quebrar o jejum buscaram refúgio em suas casas, observou um fotógrafo da AFP.
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Uma mãe aterrorizada saiu correndo de um prédio para implorar ao filho que entrasse imediatamente, testemunhou um jornalista da AFP. Outros moradores fugiram para os porões em busca de abrigo.
Por volta das 22h, o fogo da defesa antiaérea cessou e sirenes de ambulâncias puderam ser ouvidas. A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) confirmou na sexta-feira que 75 civis foram mortos no Afeganistão desde a escalada dos combates em 26 de fevereiro.
Os bombardeios estão afetando Cabul e as províncias fronteiriças no leste e no sul do país.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU começou a distribuir ajuda emergencial para 20.000 famílias afegãs deslocadas pelo conflito com o Paquistão e alertou que “a instabilidade persistente levará milhões de pessoas a uma fome ainda maior”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (16), que é interesse do Brasil incrementar a produção de gás na Bolívia e aumentar o volume de importação do insumo para o Brasil.

Lula recebeu o novo presidente boliviano, Rodrigo Paz, em visita oficial no Palácio do Planalto e destacou a cooperação energética como um pilar estruturante da parceria entre os dois países.

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“Em um contexto internacional marcado por conflitos que ameaçam a provisão segura de combustíveis, a Bolívia permanece como uma fonte segura e mantém a condição de maior fornecedor de gás natural para o Brasil”, disse Lula em declaração à imprensa.

Lula acrescentou que conversou com Paz sobre a possibilidade de ampliar investimentos nessa área e incrementar o volume exportado para o mercado brasileiro.

Para Lula, há décadas a Petrobras ajuda a construir na Bolívia “uma das mais importantes experiências de integração energética da América Latina”. Ainda assim, a estatal, que já foi responsável por 60% da produção de gás natural boliviano, opera hoje 25% do total produzido no país.

“O Gasoduto Brasil–Bolívia serviu muito ao crescimento da indústria brasileira e do setor de hidrocarbonetos boliviano. Hoje, ele pode ser aproveitado para uma integração mais ampla dos mercados de gás do Cone Sul. Também poderá contribuir para abastecer a fábrica de fertilizantes que o governo boliviano considera instalar em Puerto Quijaro”, disse Lula.


Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. Foto: Agência Petrobrás/Divulgação

Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A – Agência Petrobrás/Divulgação

Sistemas elétricos

Durante a visita desta segunda-feira, Brasil e Bolívia firmaram acordo para a interconexão também dos sistemas elétricos. A previsão é a construção de uma linha de transmissão entre a província de Germán Busch, no departamento boliviano de Santa Cruz, e o município de Corumbá, no estado brasileiro de Mato Grosso do Sul.

“Vamos otimizar o uso dos recursos existentes nos dois países e levar eletricidade a regiões ainda dependentes de diesel.”, ressaltou Lula. 

O presidente brasileiro disse ainda que o Brasil está disposto a cooperar com a Bolívia também com apoio à produção de biocombustíveis e outros recursos renováveis. “Isso significa mais segurança energética e diversificação de fontes de fornecimento, além de possibilitar a descarbonização de nossas economias”.

Mineração

O presidente Rodrigo Paz também destacou as possibilidades de parcerias em mineração, já que a Bolívia tem grandes concentrações e diversidade de minerais.

“A capacidade de desenvolvimento da Bolívia é extraordinária e disso depende também a boa fé e as relações geradas com nações irmãs, como é o Brasil”, disse.

Além da cooperação na área de energia, os dois presidentes trataram de outros temas como integração física, combate a ilícitos transnacionais, comércio e investimentos, cooperação para o desenvolvimento e temas migratórios e consulares.

Um segundo ato de cooperação assinado durante a visita de hoje trata de cooperação turística, em especial para promoção do turismo e formação e qualificação na área.

O terceiro e último acordo firmado entre Brasil e Bolívia visa fortalecer a cooperação e coordenação contra o crime organizado transnacional. O objetivo é aprimorar ações para prevenção, investigação, repressão e sanção de crimes como tráfico de pessoas, narcotráfico, lavagem de dinheiro, mineração ilegal, tráfico de armas, crimes cibernéticos e crimes ambientais.

Comércio

Durante a declaração à imprensa, o presidente Lula ainda lembrou que o Brasil é o segundo maior parceiro comercial da Bolívia, mas que o intercâmbio entre os dois países vem caindo nos últimos anos. Em 2013, a balança comercial chegou a US$ 5,5 bilhões, enquanto em 2025, esse valor foi de apenas US$ 2,6 bilhões.

Para o presidente brasileiro, há disposição de empresários para investir e impulsionar parcerias.

“Há muitas oportunidades no setor de alimentos, lácteos, material genético, sementes, frutas, algodão, cana de açúcar e soja, além de aprofundar a cooperação em biotecnologia, com o apoio da Embrapa”, afirmou Lula.

Nesta terça-feira (17), o presidente Rodrigo Paz abrirá evento empresarial em São Paulo, com o objetivo de explorar oportunidades de comércio e investimentos. Cerca de 120 empresários bolivianos acompanham a comitiva.

Em setembro de 2025, mais de 100 empresas brasileiras estiveram na Expocruz em Santa Cruz de la Sierra, a maior feira multissetorial da América do Sul.

A expectativa é que a construção da segunda ponte ligando Brasil e Bolívia também facilite esse intercâmbio. A via sobre o Rio Mamoré faz parte das Rotas de Integração Sul-Americana e vai ligar Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayarámerin, no departamento boliviano de Beni. A previsão é que as obras sejam iniciadas em 2027.

“Como parte do Quadrante Rondon, [a ponte] vai melhorar a conectividade dos produtores do Brasil e da Bolívia aos portos do Chile e do Peru, permitindo escoamento pelo Oceano Pacífico e acesso aos mercados asiáticos”, explicou Lula.

Uma entrevista cedida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, há 39 anos, mostrou que o mesmo fazia alerta sobre uma “ameaça” representada pelo líder supremo — na época, Ruhollah Khomeini, antecessor de Ali Khamenei — do Irã aos objetivos dos americanos.
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A entrevista de Trump foi conduzida pela jornalista Barbara Walters, falecida em 2022, em dezembro de 1987, quando ele tinha 41 anos de idade. Durante a conversa com Walters, Donald Trump diz quais seriam seus planos, caso fosse presidente, para uma possível guerra contra o Irã, ação que se tornou real quase quatro décadas depois com os recentes confrontos entre os EUA e Israel contra a nação persa.
— Da próxima vez que o Irã atacar este país, entrem lá e tomem uma de suas grandes instalações petrolíferas, e eu digo tomem mesmo, fiquem com ela e recuperem suas perdas, porque este país já perdeu muito por causa do Irã — disse Trump, que à época ainda não tinha vivido nenhum mandato presidencial.
Trump também descartou a possibilidade da Rússia, antiga União Soviética, enviar tropas para defender seus aliados no Irã. Acrescentou também que estava mais preocupado com o aiatolá Khomeini, chamando-o de ” algo que ninguém jamais viu “.
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A entrevista de Walters no programa 20/20 da ABC também revelou como o futuro presidente de dois mandatos gastava milhares em anúncios de jornal com críticas aos EUA por protegerem petroleiros estrangeiros sem compensação quando o Irã atacava navios no Estreito de Ormuz.
Os comentários quase que proféticos do futuro presidente americano surgiram mais de 30 anos antes de os EUA e Israel lançarem uma campanha militar a Teerã. A ofensiva, entre tantas mortes, culminou no óbito do atual líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
— Vai haver uma guerra, e ela vai começar no Oriente Médio — previu Trump a Walters durante a entrevista.

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