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Um sapo-da-areia “gigante” (Rhinella arenarum) foi encontrado na cidade turística de Piriápolis, no deparamento de Maldonado, no Uruguai. Ele se assemelha a um sapo-cururu da região norte, uma espécie que pode atingir cerca de 20 centímetros de comprimento, segundo a Alternatus Uruguay, uma organização especializada no resgate de anfíbios e répteis.
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“Os sapos-da-areia podem atingir 12 centímetros de comprimento, mas neste caso, seu tamanho é simplesmente enorme”, afirmou Alternatus. Além disso, este espécime em particular “produz sons divertidos” e “é fundamental para o ecossistema”. “Eles são aliados dos humanos porque controlam a população de animais considerados pragas, como mosquitos, besouros, formigas e outros”, explicaram.
Por outro lado, esses animais servem de alimento para outros, como pássaros e cobras. Eles são bioindicadores da saúde do ecossistema, uma vez que sua presença significa que a região está saudável.
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Gênero Rinella
Rhinella é um gênero com pelo menos 92 espécies em todo o mundo, distribuídas pelas Américas, dos Estados Unidos à Argentina. Vale ressaltar que as espécies deste gênero foram incluídas no gênero Bufo até a primeira década dos anos 2000.
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Atualmente, este gênero é representado por 4 espécies no Uruguai, sendo a mais amplamente distribuída o sapo-de-jardim (Rhinella dorbigny), que pode ser encontrado em todo o país, o sapo-comum (Rhinella arenarum), cuja distribuição está localizada principalmente na área costeira, o sapo-cururú (Rhinella diptycha), que se caracteriza por ser o maior, e o sapo-de-acaval ou achavalito das serras (Rhinella achavali).
Como indica seu epíteto específico “a renarum” , alude à sua afinidade ou preferência por solos arenosos; por essa razão, é geralmente encontrado principalmente na faixa costeira, bem como ao longo da orla. É um sapo de porte médio a grande (até 112 mm), sua pele apresenta muitas granulações (verrugas) e é de coloração acinzentada, verde-oliva ou acastanhada com manchas escuras. Possui glândulas parotoides sem coloração marcante ou distintiva.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, denunciou nesta segunda-feira um possível bombardeio realizado pelo Equador no lado colombiano da fronteira, onde operam grupos de narcotráfico, e alertou que aguarda os resultados de uma investigação para evitar “uma guerra”. O líder de esquerda, que trava uma disputa comercial com seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, afirmou que seu governo possui evidências de um ataque com uma “bomba” lançada de um avião próximo à fronteira.
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“Eles estão nos bombardeando do Equador, e não são os grupos armados ilegais”, disse ele durante uma reunião televisionada com seus ministros.
Petro acrescentou que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que “tome providências” em relação a esse suposto bombardeio.
“Pedi a ele que ligasse para o presidente do Equador porque não queremos uma guerra”, acrescentou o presidente colombiano, que não especificou quando o suposto ataque ocorreu, mas está sendo investigado para que “decisões possam ser tomadas”.
A Colômbia e o Equador estão em guerra comercial desde fevereiro, quando Noboa impôs tarifas ao seu vizinho, criticando Petro por supostamente não fazer o suficiente para combater o narcotráfico na fronteira.
Petro respondeu com a mesma medida, e, apesar de vários esforços diplomáticos, a crise persiste. As forças equatorianas lançaram no domingo uma ofensiva antidrogas de duas semanas com o apoio dos EUA.
Noboa é muito próximo de Washington, e seu país faz parte do chamado “Escudo das Américas”, uma aliança recente de 17 países das Américas para enfrentar ameaças à segurança. A Colômbia não faz parte desse acordo anunciado por Trump, que passou de inimigo de Petro a aliado a ele após uma reunião na Casa Branca em 3 de fevereiro.
O escândalo em torno de um suposto golpe com criptomoedas promovido pelo presidente argentino Javier Milei em 2025 na rede social X ganhou novo fôlego nesta segunda-feira com a reativação de uma comissão parlamentar para investigar novas revelações da imprensa que implicam o líder libertário. Em meados de fevereiro de 2025, Milei promoveu um projeto de criptomoeda chamado LIBRA na rede X e apagou o tweet logo em seguida. Enquanto isso, o valor da moeda desconhecida disparou e despencou, causando prejuízos de pelo menos US$ 100 milhões para argentinos e estrangeiros.
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Na época, Milei negou ter promovido a criptomoeda, explicando que “não estava familiarizado com os detalhes do projeto”. Mas, em novembro, uma comissão parlamentar presidida pela oposição concluiu que a divulgação de dados da LIBRA no X poderia constituir fraude e atribuiu responsabilidade política pelo caso a Milei e sua irmã Karina, Secretária-Geral da Presidência.
O deputado da oposição Maximiliano Ferraro anunciou nesta segunda-feira a formação de uma “comissão ad hoc” de congressistas para investigar as últimas revelações sobre o caso.
“O lançamento e a promoção da $LIBRA não foram de forma alguma improvisados ​​ou acidentais por parte do presidente. Foi uma operação planejada, coordenada e premeditada”, disse Ferraro, que presidiu a comissão parlamentar que analisou o caso no ano passado.
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A imprensa local publicou na semana passada os supostos resultados de uma perícia no celular de um associado próximo de Milei, que revela uma rede de ligações e mensagens entre o presidente, sua irmã e os criadores e promotores da criptomoeda.
Segundo relatos da imprensa local, a perícia no celular do empresário do ramo de criptomoedas Mauricio Novelli, identificado como lobista do governo, revelou que ele teria conversado com Milei pelo menos cinco vezes nos minutos que antecederam o lançamento da criptomoeda.
A imprensa também publicou um suposto rascunho de acordo entre Milei e o americano Hayden Davis — a figura pública do projeto — que estipula o pagamento de cinco milhões de dólares ao presidente em troca da promoção da criptomoeda.
“O que essa evidência revela é claro: um esquema de coordenação direta entre operadores do mundo cripto — operadores muito marginais — e pessoas próximas ao presidente”, acrescentou o congressista.
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Ferraro, acompanhado por congressistas da oposição, anunciou que apresentará uma denúncia contra o procurador Eduardo Taiano, que investiga o caso LIBRA, perante um tribunal disciplinar “por obstrução da investigação” e “possível acobertamento”, e que exigirá que o presidente e Karina Milei “prestem esclarecimentos” perante o Congresso.
“A MÁFIA DA MÍDIA. Fim”, escreveu Milei no X neste domingo, respondendo a um tweet da deputada governista Juliana Santillán, no qual ela acusava o jornal Clarín de realizar uma “ofensiva coordenada” contra o governo.
As férias finais do Ramadã começaram mais cedo para estudantes universitários em Bangladesh, em 9 de março, mas pelos motivos errados. As principais universidades do país anunciaram que as aulas estavam canceladas, com efeito imediato, até o fim do mês. O governo fechou os campi para economizar eletricidade, uma resposta drástica à crise global de energia provocada pela guerra no Golfo Pérsico.
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— Não parece férias para mim — diz Abdullah Al Mahmud Mehedi, de 23 anos, que cursa mestrado em ciências sociais na Universidade de Daca.
Assim como outros países, Bangladesh está preocupado com o abastecimento de petróleo bruto e gás natural. O acesso ao gás é motivo de especial preocupação. Cerca de metade da eletricidade do país é gerada em usinas que queimam gás. Quase um terço desse gás vem do Catar, e a guerra no Golfo praticamente bloqueou seu fluxo.
Além de fechar as universidades, o governo também começou a impor apagões temporários e outras medidas para economizar energia. Se o gás acabar, acaba também a eletricidade que mantém as luzes acesas e alimenta as fábricas essenciais para a economia exportadora de Bangladesh.
Tudo isso ocorre em meio à delicada situação política do país. Bangladesh elegeu um novo governo há apenas um mês, o primeiro desde a queda do regime de Sheikh Hasina, em agosto de 2024. O novo primeiro-ministro, Tarique Rahman, tomou posse em fevereiro declarando que sua vitória “pertence à democracia”, mas alertando que o país “inicia essa jornada” com uma economia frágil.
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Hasina foi derrubada após 15 anos no poder por um movimento liderado por estudantes, que canalizou uma profunda insatisfação popular diante de uma crise financeira. O modelo econômico de Bangladesh combina forte dependência da indústria de vestuário, responsável por quase 85% das exportações, com a importação de combustíveis e outros bens essenciais.
Esse modelo expõe o país a forças externas. Quando a Invasão da Ucrânia pela Rússia interrompeu o comércio global e elevou os preços de alimentos e petróleo, a economia de Bangladesh sofreu fortes abalos. Ainda assim, o setor têxtil sobreviveu à crise e ao caos político subsequente, assim como havia se reinventado após o colapso de uma fábrica em 2013, que matou 1.134 trabalhadores e afastou compradores estrangeiros.
Agora, a resiliência das fábricas de Bangladesh enfrenta um novo teste.
Mohiuddin Rubel, ex-diretor da Bangladesh Garment Manufacturers and Exporters Association e proprietário de várias fábricas, atribui a vulnerabilidade do país à sua falta de diversificação econômica.
— Os bangladeshianos são muito bons em fazer uma única coisa, como roupas prontas — afirma. — Não somos diversificados.
Segundo ele, o mesmo acontece com a rede elétrica do país, que faz pouco uso de energia renovável.
Shafiqul Alam, analista do Institute for Energy Economics and Financial Analysis em Daca, disse estar preocupado com a iminente escassez de gás e com a necessidade de manter as fábricas funcionando.
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Bangladesh já utiliza o chamado load shedding, ou apagões programados, normalmente de algumas horas, para reduzir a pressão sobre usinas sobrecarregadas. Esses apagões são um grande problema para fábricas modernas, que não podem simplesmente deixar milhares de trabalhadores parados. Muitas mantêm enormes geradores movidos a diesel prontos para cobrir eventuais falhas no fornecimento.
Esses geradores são uma alternativa cara às usinas térmicas movidas a gás, mas Bangladesh possui fontes alternativas para importar diesel, incluindo Singapura e Malásia.
Outro motivo de preocupação é o calor do verão, que chega cedo ao país. O governo pode ter de iniciar apagões programados já em abril, quando a demanda máxima de eletricidade deve ultrapassar 18 mil megawatts, segundo Alam.
— Mas isso precisa ser planejado adequadamente para que o setor industrial não seja prejudicado — acrescenta.
Uma forma de fazer isso, disse Alam, é incentivar a população a economizar energia em casa. Segundo ele, as residências consomem o dobro de eletricidade de todas as fábricas juntas.
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— O governo precisa aumentar a conscientização pública sem causar pânico — afirma. Por exemplo, poderia mostrar quanto dinheiro uma casa com ar-condicionado economizaria ao ajustar o termostato de 24°C para 25°C.
A crise também pode abrir uma oportunidade diplomática. As relações entre Bangladesh e sua vizinha Índia estão tensas desde 2024, quando Hasina se refugiou em Nova Délhi. Ainda assim, segundo Aninda Islam Amit, autoridade do Ministério da Energia de Bangladesh, “em média, 15 mil toneladas de diesel devem chegar da Índia todos os meses”.
— Apoiar um vizinho durante uma crise é uma questão de cortesia — disse Amit.
No principal polo industrial de Bangladesh, a Daca Export Processing Zone, o fornecimento de eletricidade é garantido — e as fábricas de Rubel ocupam uma posição privilegiada dentro da área. A zona, criada em 1993, é um exemplo da prioridade que o país dá à indústria do vestuário. As máquinas de costura ali seriam as últimas a sofrer com um apagão.
Mas Rubel sabe que muitos bangladeshianos, incluindo colegas empresários, estão muito mais expostos à escassez de energia. Todos mantêm geradores a diesel.
— Fora da zona, as pessoas precisam deles com frequência — diz.
A ascensão de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã pode ter parecido sucinta, até predestinada. Na verdade, não foi nenhuma das duas hipóteses. Ele chegou ao posto depois de uma guerra interna, que guarda semelhanças com a série “Game of Thrones”: um trono vazio, um conselho de clérigos e duas dinastias — Khamenei e Khomeini — competindo entre si. Políticos agiram nos bastidores, comandantes defenderam seus quinhões e um ex-espião conhecido por planejar assassinatos entrou em campo.
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Mesmo em tempos de paz, encontrar o terceiro líder supremo do Irã, um homem que representa Deus na Terra e tem autoridade sobre militares e políticos, teria sido desafiador. Afinal, Ali Khamenei, que morreu nos primeiros momentos do conflito, ocupava o posto desde 1989.
Mas em meio à guerra contra EUA e Israel, essa escolha para um posto vitalício se tornou um teste de sobrevivência para a teocracia. Segundo fontes de diferentes cargos e níveis hierárquicos no Estado iraniano, Mojtaba Khamenei provavelmente não seria eleito se seu pai tivesse morrido de causas naturais — o aiatolá havia dado a seus assessores três nomes para sucedê-lo, e seu filho não estava entre eles.
Encontros secretos
No dia 3 de março, a Assembleia dos Especialistas, um órgão composto por 88 clérigos que tem entre suas funções escolher o líder supremo, realizou um encontro secreto e virtual para iniciar o processo de votação. Para que um novo líder seja confirmado, ele precisa de dois terços dos votos. Naquele mesmo dia, Israel bombardeou escritórios da Assembleia em Qom, matando alguns funcionários administrativos.
Desde a morte de Khamenei, no dia 28 de fevereiro, facções políticas rivais e comandantes da Guarda Revolucionária atuaram para fortalecer seus candidatos e proteger suas bases. A linha-dura do regime preferiu enfrentar os chamados internos e externos por mudança de regime, se pautando pela continuidade das políticas de governo. Facções moderadas queriam um rosto novo, com um estilo renovado de liderança e o fim das hostilidades com os EUA.
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Mojtaba Khamenei tinha aliados poderosos ao seu lado: a Guarida Revolucionária e seu novo chefe, Ahmad Vahidi; Ali Aziz Jaffari, estrategista da Guarda Revolucionária na atual guerra; e Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento e ex-comandante da Guarda. Hossein Taeb, ex-chefe da unidade de inteligência da Guarda e responsável por assassinatos em outros países, também estava na linha de frente pró-Mojtaba.
A oposição ao filho do aiatolá morto veio de lugares inesperados. Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional e que na prática comanda o Irã hoje, disse a membros da Assembleia dos Especialistas acreditar que o país precisava de um líder moderado e unificador, e que Mojtaba seria uma figura polarizadora. Masoud Pezeshkian, o moderado presidente iraniano, além de outros clérigos e funcionários do governo, se juntaram ao coro, segundo fontes.
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Este campo tinha dois candidatos em potencial: o ex-presidente Hassan Rouhani, que comandou as negociações para o acordo internacional sobre o programa nuclear do país, em 2015; e o neto de Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica, Hassan Khomeini, alinhado a partidos reformistas. Outro nome foi o de Alireza Arafi, acadêmico e jurista, era encarado como um nome com sólidas credenciais religiosas, mas considerado de fácil gerenciamento.
Em meio aos debates na Assembleia, a revolta contra o presidente dos EUA, Donald Trump, e o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, deu força ao discurso de enfrentamento da linha dura, jogando os moderados para as margens. O interesse dos clérigos estava mais interessado na reencarnação de seu líder martirizado para vingar sua morte do que em resgatar um país em crise profunda.
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Mojtaba foi eleito na primeira rodada de votações, no dia 3 de março, confirmando que a Guarda Revolucionária hoje dá as cartas no país, e rapidamente foi dada a ordem para que a imprensa oficial anunciasse o nome do novo líder no dia seguinte.
Mas o processo só estava começando.
Larijani cancelou o anúncio, dizendo que seria um risco à vida de Mojtaba, no momento em que Trump e o governo de Israel ameaçaram eliminar qualquer sucessor. Ele sugeriu que esperassem até o fim da guerra. No dia 6 de abril, Israel usou bombas antibunker contra o complexo do líder supremo em Teerã, que ficou em ruínas. Mojtaba não estava lá.
A pausa no anúncio deu aos moderados uma última oportunidade para pressionar a Assembleia dos Especialistas, mas conseguir uma nova eleição exigiria razões sólidas.
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Larijani, aliado próximo de Ali Khamenei, argumentou que a votação virtual foi inválida, uma vez que a Constituição exige que a decisão seja feita de maneira presencial. A Assembleia também foi informada que Mojtaba, que se recuperava de ferimentos sofridos no primeiro dia da guerra, não queria o cargo. Por razões de segurança, contatá-lo diretamente era impossível.
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Mas outros disseram que recusar o posto era uma mera formalidade.
— Quando contaram a Mojtaba que fora eleito, ele disse “não quero aceitar, escolham outra pessoa” — afirmou Abdolreza Davari, um político próximo ao novo líder supremo, em entrevista por telefone de Teerã. — Essa recusa é costume entre os clérigos xiitas, uma forma de dizer “não estou atrás do poder”, mas eles eventualmente aceitam .
Os moderados afirmaram ter descoberto uma ordem nova e importante de Ali Khamenei, e pediram uma reunião presencial com a mesa diretora da Assembleia. No encontro, dois assessores do aiatolá morto testemunharam que ele não queria que seu filho, ou qualquer membro da família, o sucedesse.
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Eles ainda alegaram que a sucessão hereditária vai contra a essência da Revolução Islâmica de 1979, que derrubou a monarquia, e pediram que a votação inicial fosse anulada.
A ofensiva deixou os clérigos atordoados, e eles pediram tempo para consultas mais amplas. A Guarda Revolucionária, que defende Mojtaba,
Os generais
No dia 7 de março, Pezeshkian anunciou o fim dos ataques contra as nações árabes no Golfo Pérsico e pediu desculpas. Ele afirmou que a decisão veio de um conselho de transição, composto por três pessoas e do qual faz parte, e que era responsável por comandar o país até que um novo líder supremo fosse eleito.
Os generais da Guarda Revolucionária ficaram ultrajados. Vahidi, o comandante da Guarda, e Jaffari exigiram que a Assembleia dos Especialistas se reunisse para uma votação final e para anunciar Mojtaba Khamenei como novo líder. Taeb, o ex-espião, ligou para os 88 membros e pediu que apoiassem o Mojtaba, alegando que se tratava de um dever moral, religioso e ideológico.
A Assembleia se reuniu novamente no dia 8 de março, de forma virtual, e debateu as questões dos moderados. Alguns disseram que deveriam honrar os desejos de Ali Khamenei e descartar seu filho. Outros apontaram que a Constituição não exige que tomem decisões com base nos desejos do antecessor, e que têm a autoridade de votar de forma independente. Todos concordaram que, em tempos de guerra, a votação virtual seria legítima.
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Cada um dos clérigos escreveu um nome em um pedaço de papel, dobrou em um envelope e selou com cera. Mensageiros levaram pessoalmente as cédulas a uma comissão responsável por contar e validar os votos.
Mojtaba Khamenei recebeu 59 dos 88 votos, superando a marca dos dois terços, mas deixando evidente que não é unanimidade. Pouco antes da meia-noite, a mídia estatal anunciou o novo líder supremo, e as parabenizações e declarações de lealdade rapidamente surgiram, mesmo de pessoas que votaram contra ele. Ao menos publicamente, o regime está com Mojtaba, que não é visto desde o início da guerra.
Em apenas duas semanas de conflito, mais de 1 milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas no Líbano, pressionando cidades que já enfrentavam uma grave crise econômica e acolhiam mais de 1 milhão de refugiados sírios. No Vale do Beeka, uma das regiões afetadas pelos bombardeios e também destino de milhares de deslocados, a chefe do escritório de campo do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) em Zahle, Raquel Trabazo, acompanha de perto o agravamento da crise humanitária. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um juiz americano impôs, nesta segunda-feira, um revés ao governo de Donald Trump ao bloquear a aplicação de mudanças importantes na política de vacinação promovidas pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., duramente criticadas por muitos médicos. O tribunal federal de Massachusetts interrompeu a reforma que Kennedy, cético em relação às vacinas, vem implementando ao longo do último ano e também suspendeu as decisões apresentadas pelo painel encarregado de formular as recomendações de imunização.
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Sob a direção de Kennedy, o Departamento de Saúde anunciou alterações drásticas no calendário de vacinação pediátrica, reduzindo o número de injeções recomendadas de forma universal, inclusive contra doenças como gripe e hepatite A. Além disso, o secretário de Saúde de Trump faz parte de um importante painel consultivo sobre imunização, ao lado de figuras com visões contra as vacinas semelhantes às suas.
Diversas organizações médicas, entre elas a Academia Americana de Pediatria e o Colégio Americano de Médicos, contestaram as mudanças de política, e, nesta segunda-feira, o juiz Brian Murphy afirmou que elas eram efetivamente “arbitrárias e caprichosas”, como alegava a ação.
“Existe um método pelo qual historicamente essas decisões têm sido tomadas: um método de natureza científica, consagrado na lei por meio de requisitos de procedimento”, escreveu o juiz. “Lamentavelmente, o governo ignorou esses métodos e, com isso, minou a integridade de suas ações.”
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O Departamento de Saúde “espera que a decisão deste juiz seja revogada”, declarou à AFP seu porta-voz, Andrew Nixon. A Academia Americana de Pediatria qualificou a decisão como “histórica e bem-vinda” e afirmou em comunicado que a reforma havia “semeado o caos e a confusão entre pais e pediatras”.
É quase certo que o Departamento de Saúde apelará da decisão, o que colocará as principais organizações médicas em confronto com o governo federal enquanto a questão sobre quem tem a última palavra na definição das políticas de imunização percorre os tribunais.
Em meio à escala de violência no Oriente Médio — que teve início com o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro —, a 98ª edição do Oscar teve poucas referências políticas. Uma breve fala do ator Javier Bardem chamou a atenção, quando apresentava uma categoria. O espanhol fez uma referência aos ataques ao país persa e ao genocídio sofrido pelos palestinos na Faixa de Gaza, cometido por Israel há mais de dois anos.
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Em sua fala para apresentar a categoria de Melhor Filme Internacional, o ator deu início com a frase: “Não à guerra e Palestina livre”. Na lapela de seu smoking preto, usava dois broches. Um deles com o menino Handala, um símbolo da luta pela libertação da Palestina diante da opressão e violência cometidas por Israel, que vêm desde os anos 1960 com a constante expansão irregular e anexação de terras. O segundo broche, com o escrito “No a la Guerra” (“Não à guerra”, em espanhol) fazia referência ao atual conflito iniciado por EUA e Israel no Oriente Médio. A peça, lembrou Bardem, foi usada por ele na cerimônia do Prêmio Goya, na Espanha, em 2003, ano em que os Estados Unidos, no governo de George W. Bush, invadiu o Iraque.
O ator explicou os dois itens da lapela em sua passgem pelo tapete vermelho da premiação.
— Estou usando um broche que usei em 2003, durante a guerra do Iraque, que foi uma guerra ilegal. E aqui estamos nós, 23 anos depois, com outra guerra ilegal, criada por Trump e Netanyahu, criando muitos danos. E muitas pessoas inocentes sendo assassinadas e bombardeadas. E também resistência do povo palestino com o Handala, que é um simbolismo de um menino de 10 anos que foi desenhado em 1969 por um palestino, dizendo que, enquanto ele não voltar para sua terra natal, ele não vai crescer. Então, ele ainda tem 10 anos e está esperando para voltar para sua terra — disse Bardem.
Também no tapete vermelho, em entrevista à Variety, o ator afirmou que se manifestar durante a cerimônia do Oscar era importante para ele
— Acho importante entender, conscientizar, que você pode fazer as duas coisas. Você pode fazer parte da comunidade cinematográfica, que é uma comunidade importante, e também ser um cidadão que usa essa enorme plataforma para denunciar o que considera uma injustiça. Nesse caso, é o genocídio na Palestina, que ainda está acontecendo porque o dito cessar-fogo, até este momento, 600 pessoas foram assassinadas, metade delas crianças. O que está acontecendo em West Bank, os abusos aos direitos civis e direitos humanos. A limpeza étnica que está acontecendo em West Bank é horrível e não estamos falando o suficiente sobre isso — destacou o ator espanhol.
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Javier Bardem apresentou a categoria em que concorriam os filmes estrangeiros, em relação aos Estados Unidos. Nela estava “A Voz de Hind Rajab”, com direção e roteiro de Kaouther Ben Hania, que remonta o assassinato brutal de Hind Rajab, uma menina palestina de 6 anos que morreu alvejada por tiros de soldados de Israel. Ela e parte da família estavam no carro do tio tentando fugir da Faixa de Gaza, que tem sido cercada e bombardeada pelo governo de Benjamin Netanyahu.
A criança e um primo sobreviveram quando o veículo foi atingido num bombardeio. Eles conseguiram entrar em contato com um serviço de emergência para atendimento. A ambulância que atendeu ao chamado e o carro onde estavam as crianças foram alvejados por um tanque sob comando de soldados de Israel que, segundo evidências, disparou 335 tiros. Ninguém sobreviveu ao ataque, inclusive os dois paramédicos que prestavam socorro.
No ano passado, a expansão e a escalada de violência propagadas por Israel foram levadas ao Oscar através do filme do cineasta palestino Hamdan Ballal, que saiu com uma estatueta de melhor documentário por “Sem chão”. O longa denuncia os abusos que palestinos sofrem em seu próprio território por parte de israelenses. O prêmio e a visibilidade conquistada não intimidaram colonos e soldados de atacarem o cineasta e sua família nos meses seguintes.
Duas jogadoras de futebol iranianas treinaram com o clube australiano Brisbane Roar após solicitarem asilo no país. E uma delas publicou uma foto com uma dirigente da Fifa em que diz: Tudo vai ficar bem”.
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Sete integrantes da seleção feminina de futebol do Irã, que disputa a Copa da Ásia, pediram asilo na Austrália na semana passada após serem consideradas “traidoras” em seu país por se recusarem a cantar o hino nacional na partida de abertura do torneio.
Apenas duas jogadoras, Fatemeh Pasandideh e Atefeh Ramezanisadeh, permanecem na Austrália, já que as outras mudaram de ideia e decidiram voltar para casa.
Organizações de direitos humanos acusaram Teerã de pressionar atletas mulheres no exterior, ameaçando seus familiares ou confiscando seus bens caso desertem ou façam declarações contra a República Islâmica.
A jogadora iraniana Fatemeh Pasandideh (à direita) com Jill Ellis, diretora de futebol da FIFA
Reprodução / Instagram / @fatemehpasandideh10
Por sua vez, as autoridades iranianas acusaram a Austrália de pressionar as jogadoras a permanecerem no país da Oceania.
“Bem-vindas, Fatemeh Pasandideh e Atefeh Ramezanisadeh”, declarou Kaz Patafta, CEO do Brisbane Roar, ao compartilhar fotos nesta segunda-feira (16) das duas treinando e sorrindo com o time da A-League.
Pasandideh postou uma foto no Instagram com Jill Ellis, diretora de futebol da FIFA e ex-técnica da seleção feminina dos EUA, com a legenda: “Tudo vai ficar bem”.
Ambas as jogadoras estão hospedadas em um local não divulgado e recebendo apoio do governo e da comunidade iraniana na Austrália.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Hugo Motta preside a sessão do Plenário desta segunda-feira

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (16) o regime de urgência para dez propostas. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Um dos projetos que recebeu urgência é o PL 6674/25, que cria o Programa Antes que Aconteça, para prevenir a violência de gênero e dar assistência a mulheres agredidas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer votar essa proposta nesta terça-feira (17) para inaugurar no dia seguinte a Sala Lilás.

Esse espaço na Câmara vai atender mulheres vítimas de violência. “Servirá para evitar que tenhamos ato que represente violência contra mulheres”, disse Motta. Ele citou tanto trabalhadoras da Câmara como outras mulheres que precisarem de apoio.

Regime de urgência
Confira as dez propostas que passam a tramitar com urgência:

  • PL 2736/19, do deputado Juninho do Pneu (União-RJ), que exige certidão negativa de crimes de estelionato e apropriação indébita para a transferência de veículo;
  • PLP 55/25, do Poder Executivo, que autoriza municípios e o Distrito Federal a concederem isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para fatos geradores relacionados à realização da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027;
  • PL 1008/24, do deputado Zucco (PL-RS), que prevê a criação de um relatório anual com informações socioeconômicas que serão usadas para elaborar políticas públicas para mulheres;
  • PL 2564/25, do deputado Lucio Mosquini (MDB-RO), que regulamenta a aplicação de medidas administrativas cautelares na fiscalização ambiental e veda a imposição de embargo baseado exclusivamente em detecção remota de supressão de vegetação;
  • PL 126/25, do Senado, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento e a regulação sanitária de novas tecnologias contra o câncer;
  • PL 6674/25, do Senado, que cria o Programa Antes que Aconteça, para prevenir a violência de gênero e dar assistência às mulheres agredidas;
  • PL 885/26, da deputada Amanda Gentil (PP-MA), que institui o Sistema Nacional de Monitoramento de Medidas Protetivas de Urgência para dispor sobre a avaliação preliminar de risco da vítima;
  • PL 5779/25, do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), que proíbe cláusulas contratuais ou normas condominiais que restrinjam o funcionamento de partidos políticos em imóveis comerciais;
  • PL 759/26, do deputado Rafael Brito (MDB-AL), que torna obrigatória a inclusão de conteúdos sobre prevenção e combate ao sexismo e à misoginia nos currículos escolares de todos os níveis de ensino;
  • PL 2841/24, do deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), que institui o Programa Nacional de Fomento às Escolas Resilientes.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

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