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A Arábia Saudita já aumentou suas exportações de petróleo para mais da metade dos níveis normais, apesar das interrupções causadas pela guerra com o Irã, um sinal inicial de sucesso do ambicioso plano de contingência do reino para contornar o Estreito de Hormuz.
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Com Hormuz praticamente fechado, a Arábia Saudita tem redirecionado o petróleo por meio de um oleoduto de 1.200 quilômetros até o porto ocidental de Yanbu. Ao mesmo tempo, reuniu rapidamente uma enorme frota de petroleiros que se dirigiram ao Mar Vermelho para carregar o petróleo e agora se acumulam ao redor do porto.
Os embarques a partir de Yanbu têm média de cerca de 4,19 milhões de barris por dia nos últimos cinco dias, segundo dados de rastreamento compilados pela Bloomberg — já representando uma parcela significativa dos cerca de sete milhões de barris que o reino exportava no total antes da guerra, e bem acima dos cerca de 1,4 milhão de barris que anteriormente passavam pelo porto.
Cerca de um quinto do petróleo mundial normalmente passa por Ormuz, o estreito ponto de estrangulamento que dá acesso ao Golfo Pérsico, e os produtores da região estão sendo forçados a reduzir a produção à medida que os estoques começam a se encher.
A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que a guerra está causando a maior interrupção de oferta na história do mercado de petróleo.
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A Arábia Saudita é o único produtor com uma alternativa significativa; os Emirados Árabes Unidos possuem uma rota de oleoduto até o Golfo de Omã, mas seus fluxos têm sido vulneráveis a interrupções, já que o porto de Fujairah, do qual dependem, foi forçado a suspender o carregamento em várias ocasiões devido a ataques de drones.
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À medida que a Arábia Saudita se apressa para redirecionar seu petróleo, os petroleiros estão se acumulando ao longo de sua costa no Mar Vermelho. Pelo menos 32 superpetroleiros e navios do tipo suezmax aguardam nas proximidades de Yanbu para carregar cargas, enquanto outros ainda estão a caminho.
As médias de curto prazo dos dados de carregamento tendem a ser voláteis, mas a Arábia Saudita afirmou que pretende aumentar os embarques para compradores estrangeiros a partir de seus portos no Mar Vermelho e tem oferecido a clientes de longo prazo a opção de receber suprimentos a partir de Yanbu.
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A estatal Saudi Aramco não respondeu a e-mails solicitando comentários sobre o nível das exportações de Yanbu.
O maior volume de petróleo que a Arábia Saudita carregou a partir de Yanbu neste mês foi de 4,65 milhões de barris em um único dia. Isso ocorreu em três ocasiões, mas em outros dias os volumes foram menores.
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Paquistão e Afeganistão anunciaram nesta quarta-feira (18) uma trégua durante a festa que marca o fim do Ramadã no conflito que os dois lados mantêm há várias semanas e que deixou centenas de mortos esta semana.
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O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, detalhou que essa trégua, que vigorará a partir de quinta-feira até a meia-noite de segunda-feira, horário local, ocorreu “a pedido de países islâmicos amigos, como Arábia Saudita, Catar e Turquia”.
“O Paquistão fez este gesto de boa-fé e de acordo com as normas islâmicas”, escreveu no X, mas advertiu que “em caso de qualquer ataque transfronteiriço, ataque com drones ou qualquer incidente terrorista dentro do Paquistão, as operações serão retomadas imediatamente com maior intensidade”.
Pouco depois, o porta-voz do governo afegão, Zabiullah, anunciou um “cessar-fogo temporário” do que definiu como “operações defensivas para repelir a injustiça”.
O alto funcionário afegão também mencionou que o gesto havia sido solicitado pela Arábia Saudita, Catar e Turquia.
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Enquanto isso, em Cabul, a capital afegã, ocorreram os funerais de algumas das centenas de vítimas de um ataque paquistanês contra um centro de desintoxicação de dependentes químicos em Cabul, diante do qual o governo talibã prometeu represálias.
Membros do Talibã e voluntários da Sociedade do Crescente Vermelho Afegão carregam caixões de vítimas de um ataque aéreo paquistanês a um centro de reabilitação de dependentes químicos em Cabul, em 18 de março de 2026
Wakil Kohsar / AFP
Em uma encosta nos arredores de Cabul, e sob a chuva, voluntários do Crescente Vermelho afegão transportaram dezenas de caixões de madeira de uma frota de ambulâncias até uma vala comum, escavada no terreno rochoso por grandes escavadeiras.
Ao lado da vala, o ministro do Interior, Sirajuddin Haqqani, afirmou que os falecidos eram vítimas inocentes atacadas por “criminosos”, a poucos dias do fim do Ramadã.
— Hoje foi um dia triste. Expresso minhas mais sinceras condolências ao Afeganistão, especialmente às famílias dos mártires — disse aos presentes.
“Não queremos a guerra”
— Vamos nos vingar — acrescentou o ministro, advertindo os responsáveis pelo ataque da noite de segunda-feira: — Não fomos fracos, nem indefesos. Vocês verão as consequências de seus crimes.
Mas Haqqani também sugeriu que as negociações foram a opção preferencial para interromper os combates.
— Não queríamos guerra, mas a situação chegou a este ponto — disse ele. — É por isso que tentamos resolver os problemas por meio da diplomacia.
Voluntários da Sociedade do Crescente Vermelho Afegão carregam os caixões após oferecerem orações fúnebres para as vítimas de um ataque aéreo paquistanês a um centro de reabilitação de drogas, em Cabul, em 18 de março de 2026
Wakil Kohsar / AFP
As autoridades talibãs afirmaram que cerca de 400 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas no ataque de segunda-feira, o incidente mais mortal até o momento na escalada da violência entre os dois países vizinhos.
O Paquistão, que negou ter bombardeado deliberadamente a clínica, acusou Cabul de abrigar extremistas que, por sua vez, realizaram ataques em seu território. O Afeganistão negou essa acusação.
Jornalistas da AFP que estavam no local na noite de segunda-feira e na manhã de terça-feira viram pelo menos 95 corpos sendo retirados dos escombros da clínica devastada.
Jacopo Caridi, diretor no Afeganistão do Conselho Norueguês para Refugiados, uma ONG humanitária, explicou que eles também participaram dos esforços de resgate.
— Pelo que vimos e pelo que conversamos com outras pessoas envolvidas na resposta (de emergência), podemos dizer que havia centenas de mortos e feridos — disse à AFP.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Hugo Motta, presidente da Câmara

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou em entrevista que o Parlamento está atento à recente alta nos preços dos combustíveis, causada pelos conflitos no Oriente Médio. Ele destacou que o Brasil não tem controle sobre esse episódio e que os parlamentares estão prontos para agir, caso seja necessário.

“Essa alta dos combustíveis se dá neste momento por um episódio internacional. Temos uma guerra no Irã que interfere em toda a cadeia de petróleo do mundo”, destacou o presidente.

Motta lembrou que a Câmara foi célere na resposta do país às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump no ano passado.

O parlamentar ressaltou a dependência do país em relação aos caminhoneiros e disse que um aumento no preço dos combustíveis, que afeta diretamente o custo do transporte rodoviário, é sempre preocupante.

“Não queremos que os caminhoneiros sejam prejudicados com essa alta dos preços do petróleo”, adiantou.

Condenações no STF
Sobre a condenação de parlamentares pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Motta explicou que a Câmara seguirá estritamente o rito regimental após o trânsito em julgado. Ele afirmou que o procedimento padrão é o Plenário dar a palavra final sobre a perda do mandato.

Nesta terça-feira (17), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, dois deputados por corrupção passiva por desvio de emendas parlamentares.

O presidente assegurou que o caso passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, seguirá para a decisão dos deputados, “garantindo amplo direito de defesa e o cumprimento do Regimento”.

Sistema Financeiro
Motta voltou a afirmar que incluirá na agenda da Câmara o projeto de lei sobre segurança do sistema financeiro, com critérios internacionais já adotados em outros países. Ele defendeu proposta que garante, em lei, mecanismos claros de controle.

Ele entende que essa é uma forma de endurecer as leis e modernizar o arcabouço legal diante das inseguranças no setor. “E também para que os funcionários do Banco Central possam agir de forma mais eficiente quando houver, porventura, indícios de fraude”, destacou.

CPI do Master
O presidente reiterou a necessidade de cumprir as regras da Casa para a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar os escândalos envolvendo o caso Master. Motta afirmou que há 16 pedidos protocolados, e o regimento permite apenas cinco em funcionamento simultâneo.

Ele defendeu que as investigações em curso nos órgãos de controle sejam feitas de “maneira isenta, correta e técnica”.

Marina Ramos/Camara dos Deputados
Presidente Hugo Motta na inauguração da Sala Lilás da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), inaugurou nesta quarta-feira (18) a Sala Lilás da Casa, ambiente criado para acolher mulheres vítimas de violência. Ele lembrou que ontem o Plenário aprovou o projeto de lei que cria o programa “Antes que Aconteça”, visando criar uma estratégia de prevenção à violência contra a mulher para que o Parlamento não seja apenas reativo.

Motta explicou que a Sala Lilás vai “impedir que a violência contra a mulher aconteça na Câmara, em ambiente de trabalho”.

Segundo o presidente, o objetivo é que o Parlamento sirva de exemplo e seja replicado Brasil afora. Ele voltou a afirmar que a Casa tem a inclusão como uma meta de trabalho, para que a nossa sociedade veja no parlamento um exemplo de como deve se conduzir.

“Aqui damos uma demonstração muito firme de que temos dentro da Câmara um equipamento que vai funcionar para justamente impedir que a violência contra a mulher aconteça aqui na Câmara, em ambiente de trabalho e também por todas aquelas mulheres que transitam diariamente aqui no Parlamento”, disse Motta.

 

 

 

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A Câmara dos Deputados sedia nesta quarta-feira (18) o 6º Encontro Nacional de Procuradoras da Mulher. O evento recebe mais de 500 participantes de todo o país, entre deputadas federais, estaduais e vereadoras.

A programação prevê debates sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, a ampliação da representatividade feminina nos espaços de poder e o aperfeiçoamento das procuradorias como canais de acolhimento e orientação.

Em entrevista à Rádio Câmara nesta quarta-feira, a procuradora da Mulher da Câmara, deputada Coronel Fernanda (PL-MT), reforçou a importância de as procuradorias atuarem em rede em todo o país.

Desde 2021, há uma rede nacional de procuradorias da Mulher, com 22 procuradorias nos legislativos estaduais e mais de 700 em câmaras municipais.

“A mulher não entra na política por poder, ela entra por uma causa”, disse Fernanda. “E, quando estamos em rede, abrimos um canal para que a mulher se sinta protegida. A procuradoria é o Procon da mulher”, comparou.

Coronel Fernanda participou da entrevista acompanhada das procuradoras-adjuntas Maria Rosas (Republicanos-SP) e Flávia Morais (PDT-GO).

Informação
Segundo a deputada Maria Rosas, um ponto importante a ser trabalhado no combate à violência de gênero é a informação. “Um grande problema hoje é a desinformação e hoje esse encontro [das procuradoras] veio para isso.”

“Esse encontro é de formação política e também de capacitação para o trabalho delas como procuradoras nas câmaras municipais”, afirmou Flávia Morais. “Essas procuradorias bem qualificadas, bem capacitadas, serão espaço importante de encorajamento, de empoderamento das mulheres que querem e podem participar da política”, afirmou Flávia Morais, lembrando que desta vez o encontro acontece em ano de eleições gerais.

O 6º Encontro Nacional das Procuradoras da Mulher pode ser acompanhado pelo canal da Câmara dos Deputados no YouTube.

 

 

O Exército iraniano prometeu atacar a infraestrutura energética do Golfo após o ataque israelense a um de seus principais campos de gás, South Pars-North Dome, informou a televisão estatal nesta quarta-feira. O comando operacional Khatam al-Anbiya afirmou em comunicado que “atacará seriamente a origem da agressão e considerará atingir a infraestrutura de combustível, energia e gás” dos países de onde os ataques foram lançados. Segundo analistas, o país ainda pode intensificar drasticamente sua campanha contra a infraestrutura energética na região.
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O Irã acusa as monarquias árabes do Golfo de permitir que as forças americanas usem seu território e/ou espaço aéreo. A televisão estatal iraniana publicou uma lista de “alvos legítimos”, incluindo instalações de petróleo e gás na Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, afirmando que “serão atingidas nas próximas horas”.
O Iraque relatou uma interrupção na geração de energia após o Irã suspender o fornecimento de gás, o exemplo mais recente de outros países do Oriente Médio envolvidos no conflito que já dura 19 dias.
Israel realizou o ataque a South Pars, afirmou um alto funcionário do país, que pediu para não ser identificado por se tratar de um assunto delicado. Segundo a mídia estatal iraniana, também foram atingidas instalações petrolíferas e petroquímicas na cidade de Asaluyeh, no sul do país. Os Estados Unidos não se pronunciaram imediatamente sobre o assunto.
A maior parte da energia que o Irã obtém de South Pars é usada internamente, portanto, qualquer interrupção significativa intensificaria a pressão que a campanha de bombardeio dos EUA e de Israel exerce sobre a economia iraniana e a vida cotidiana no país.
A instalação é compartilhada com o Catar, que reagiu ao ataque. O ataque de Israel ao campo “é uma medida perigosa e irresponsável”, disse Majed al-Ansari, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, em uma publicação no X.
Os Emirados Árabes Unidos também condenaram o ataque de quarta-feira, afirmando que “atacar instalações de energia ligadas ao campo de gás de South Pars, na República Islâmica do Irã (…) constitui uma escalada perigosa”, disse o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado. “Atacar infraestruturas energéticas representa uma ameaça direta à segurança energética global… Também acarreta sérias repercussões ambientais e expõe civis, a segurança marítima e instalações civis e industriais vitais a riscos diretos”.
O alerta do Irã aos países do Golfo ocorreu dois dias depois de o país ter incendiado um enorme campo de gás natural nos Emirados Árabes Unidos, intensificando os ataques a importantes instalações de energia.
Anwar Gargash, um dos principais assessores do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohamed bin Zayed, afirmou que o Irã calculou mal ao atacar países árabes. Os ataques os aproximarão ainda mais de Israel e dos Estados Unidos, demonstrando, ao mesmo tempo, por que a região não pode aceitar os programas nucleares e de mísseis iranianos, disse ele.
O Irã realizou seu primeiro ataque confirmado a instalações de petróleo e gás ao atingir o campo de Shah, em Abu Dhabi, na segunda-feira, sinalizando capacidade de prolongar a instabilidade nos mercados globais e manter o petróleo acima de US$ 100 (R$ 520) o barril. O país também também atacou os campos de Shaybah e Berri, na Arábia Saudita, nos últimos dias.
Desde o início da guerra, segundo o jornal americano Financial Times, o país atingiu ao menos 20 embarcações no Golfo e conseguiu dificultar a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota-chave para exportações de energia.
— Ainda há um longo caminho a percorrer em termos da capacidade deles de ameaçar os estados do Golfo — disse Danny Citrinowicz, especialista em Irã e pesquisador sênior do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Tel Aviv, ao FT.
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Saul Kavonic, analista da MST Financial, afirmou ao FT que o Irã também pode ampliar os danos ao setor energético ao atingir grandes campos ou instalações de gás natural liquefeito. Segundo Kavonic, “retirar milhões de barris da produção teria impacto mais duradouro”, pois impediria a recomposição de estoques mesmo após a guerra. O pior cenário, destacou, seria um ataque a uma planta de gás natural, já que a reposição de equipamentos poderia levar anos.
— Os iranianos estão agora atingindo uma lista crescente de alvos nos estados do Golfo e essa estratégia pode ter novos desdobramentos. O planejamento, os cenários e os preparativos tendem a se concentrar nos primeiros dias e semanas. À medida que avançamos para além desse período, pode ficar cada vez mais difícil prever como será o comportamento do Irã — disse Richard Bronze, chefe de geopolítica da consultoria Energy Aspects, ao FT.
Alta nos preços
O petróleo Brent disparou após o alerta do Irã, subindo até 6%, para mais de US$ 109 (R$ 567) o barril. O preço do gás natural na Europa subiu até 9,1%, segundo dados da ICE Futures Europe.
Os preços do petróleo subiram cerca de 50% desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra em 28 de fevereiro, provocando uma resposta iraniana com o lançamento de mísseis e drones contra países do Oriente Médio. As gigantescas empresas de energia da região foram forçadas a reduzir a produção em resposta, principalmente devido ao fechamento efetivo do crucial Estreito de Ormuz.
O presidente dos EUA, Donald Trump — que tem reclamado repetidamente da falta de interesse de aliados em se juntarem à guerra ou em ajudarem a garantir a segurança de Ormuz — disse nas redes sociais nesta quarta-feira que outros países, além dos EUA, deveriam assumir a responsabilidade pela hidrovia. “Os aliados dos EUA precisam tomar as rédeas da situação, intensificar os esforços e ajudar a abrir o Estreito de Ormuz”, disse ele.
Trump suspendeu temporariamente uma lei de transporte marítimo centenária para reduzir o custo do transporte de petróleo, gás e outras commodities nos EUA, em sua mais recente tentativa de combater o aumento dos preços da energia.
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Enquanto isso, o Irã tem transportado seu próprio petróleo pelo estreito em níveis próximos aos anteriores à guerra. O carregamento de petróleo bruto na Ilha de Kharg também parece continuar sem interrupções, apesar dos ataques dos EUA ao centro de exportação.
— Precisamos elaborar novas regras para o Estreito de Ormuz e para a forma como os navios o atravessarão no futuro — disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, à rede catari al-Jazeera. — [As regras devem] garantir que a passagem segura pelo estreito ocorra sob condições específicas.
Retaliação
O Irã lançou novas ondas de mísseis e drones contra os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Kuwait na manhã desta quarta-feira, após confirmar o assassinato de seu chefe de segurança, Ali Larijani. O país também atingiu Tel Aviv, matando duas pessoas. Israel e os Estados Unidos mantiveram seus bombardeios contra o Irã.
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As Forças Armadas de Teerã juraram vingar a morte de Larijani, assim como a de Gholamreza Soleimani, chefe da unidade paramilitar Basij, responsável pela segurança interna do Irã. O ministro da Inteligência iraniano, Esmaeil Khatib, também foi assassinado.
Com Bloomberg e AFP.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta quarta-feira (18), requerimentos que buscam aprofundar as investigações sobre o esquema de fraudes do Banco Master, incluindo pedido de informações sobre os beneficiários finais dos fundos vinculados ao Master e à Reag Investimentos.

Por outro lado, a maioria da Comissão rejeitou, por seis votos contra dois, o pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes que vem sendo apontado por parlamentares governistas como possível facilitador da fraude do Master por meio de políticas e resoluções normativas de desregulação do mercado financeiro.

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Também foi rejeitado, por seis votos contra quatro, o pedido para convocar para CPI o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, como testemunha. Valdemar revelou, em entrevista, que o cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, doou R$ 3 milhões para campanha de Bolsonaro, além de doações ao então candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Por outro lado, a Comissão aprovou a convocação da ex-noiva de Vorcaro, a empresária e influenciadora Martha Graeff, que teria recebido imóvel de R$ 450 milhões do banqueiro. Os parlamentares apontam que a medida pode configurar ocultação de patrimônio.

Também foi aprovado a convocação de dirigentes e sócios e a quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico da Prime Aviation, empresa ligada à Vorcaro usada para transportar aliados e parceiros em voos particulares.

A autora dos requerimentos, a senadora Soraya Thronicke (Podemos/MG), justificou que a empresa seria “peça central” na rede de companhias usadas para lavagem de dinheiro, “que cedeu a aeronave para que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) realizasse campanha para Jair Bolsonaro em 2022, demonstrando a proximidade do grupo com o núcleo político investigado”.

Foi aprovado ainda a convocação do ex-governador do Mato Grosso (MT), Pedro Taques, que tem denunciado fraudes em crédito consignados que teriam causado prejuízos a servidores estaduais.

A CPI iria ouvir, nesta manhã, o ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, afastado do cargo por suspeitas de ligação com Vorcaro. Porém, decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tornou o comparecimento dele opcional, levando-o a não comparecer a sessão.

Beneficiários finais do Master

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou requerimento para tentar chegar aos beneficiários finais dos fundos de investimento exclusivos ou restritos vinculados, geridos ou administrados pelo Master ou pela Reag Investimentos, ambos envolvidos na investigação sobre a fraude financeira bilionária.

 


CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza reunião para ouvir dois convidados. Os depoimentos colaboram com as investigações em andamento sobre o avanço do crime organizado no país.A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor.Mesa:
relator da CPICRIME, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

CPI do Crime Organizado (CPICRIME). Senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, apresentou requerimentos para chegar as beneficiários dos fundos. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado – Geraldo Magela/Agência Senado

O requerimento aprovado pede a identificação completa dos beneficiários finais desses fundos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Banco Central (BC), à Receita Federal e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

“Um desafio imenso nesse trabalho de identificação desse fluxo de lavagem de dinheiro é chegar ao beneficiário final. Hoje você usa várias camadas de fundos para ocultar o verdadeiro destino e o verdadeiro dono do dinheiro”, explicou o relator.

Alessandro Vieira argumenta que esses fundos são, não raro, desvirtuados para fins criminosos. “O capital ilícito é inserido no mercado financeiro formal e distanciado de sua origem criminosa por meio de sucessivas transações aparentemente regulares”, escreveu o parlamentar no requerimento.

Requerimentos rejeitados

A oposição reclamou dos requerimentos apresentados para quebra de sigilos fiscal e bancário de integrantes do governo de Jair Bolsonaro, como o ex-ministro Paulo Guedes, e o pedido de convocação de Valdemar da Costa Neta, que acabaram rejeitados.

Também havia pedidos de quebra de sigilos do ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, além João Roma, ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro. Os requerimentos de Campos Neto e Roma acabaram retirados.

O senador Marco Rogério (PL-RO) argumentou que os pedidos fogem do escopo original da CPI e seriam motivados por disputas político-eleitorais.

“Responsabilizar ou quebrar o sigilo em razão de uma pseudo-acusação de possível envolvimento é algo absurdo, é algo que fragiliza o papel da CPI”, justificou o senador da oposição.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), por sua vez, lembrou que o esquema do Banco Master cresceu durante a gestão econômica do governo anterior, que deveria ter protegido o mercado de capitais do país.

“Aconteceu sob a guarda e a proteção do Banco Central, do Ministério da Fazenda e de um campo político. Então, não dá para a gente querer tirar a política deste escândalo. Foi debaixo do comando deles que esse escândalo nasceu, cresceu, brotou e deu os frutos”, ponderou.

O chanceler Mauro Vieira negou nesta quarta-feira, ao prestar esclarecimentos à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, qualquer presença militar da China em território brasileiro. Ele chamou de imprecisas as referências feitas ao Brasil em relatório de uma comissão do Congresso americano.
A suspeita ganhou força após um relatório do Congresso dos Estados Unidos citar uma suposta estação terrestre ligada à China em Salvador e mencionar a chamada Tucano Ground Station, vinculada a memorandos assinados pela startup brasileira Alia Space com empresas chinesas para rastreamento e transmissão de dados de satélites.
— A estação Tucano não existe. Não há construção, não há contrato, não há infraestrutura, não há operação — afirmou.
Segundo o ministro, o debate foi alimentado por informações distorcidas sobre cooperação espacial e precisa ser recolocado “no campo da realidade e não da especulação”.
— As ilações apresentadas no referido relatório não passam de desinformação — disse.
Vieira afirmou que, na prática, o projeto jamais saiu do papel. Segundo ele, a empresa brasileira planejou seis estações de solo — em Tucano (BA), Salvador, Paço do Lumiar (MA), Cuiabá, Sorocaba (SP) e em um município do Acre —, mas nenhuma foi construída.
— Nenhuma das seis saiu do papel, jamais saiu do papel — afirmou.
O chanceler explicou que o memorando citado com a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology era apenas preliminar e perdeu validade em 2024 sem gerar contrato, parceria ou atividade concreta. Também disse que memorandos semelhantes foram assinados com empresas de outros países, como Austrália, Índia, França, Suíça, Reino Unido e os próprios Estados Unidos.
— Estamos falando, portanto, de especulações derivadas de notícias de internet cujos conteúdos foram descontextualizados e distorcidos — afirmou.
Segundo ele, a startup brasileira permanece em estágio embrionário, funciona em escritório comercial em Salvador e depende de financiamento e estudos de viabilidade para avançar.
Vieira também rebateu suspeitas levantadas sobre o radiotelescópio BINGO Telescope, instalado na Paraíba com participação de instituições brasileiras, chinesas, britânicas, suíças e sul-africanas.
— Não há absolutamente nenhum elemento operacional, tecnológico ou material que permita associar o telescópio Bingo a atividades de inteligência, espionagem, vigilância ou qualquer objetivo militar — afirmou.
Segundo ele, o equipamento é fixo, voltado ao espaço profundo e destinado a pesquisas sobre energia escura, matéria e radiação.
— Trata-se, repito, de ciência. O relatório trata a cooperação científica brasileira com suspeição e desconhecimento técnico, avalizando viés geopolítico ultrapassado, segundo o qual A
O porta-aviões mais avançado da Marinha dos Estados Unidos está se retirando do Mar Vermelho após um incêndio ter começado em sua lavanderia, frustrando os planos de usar a embarcação nuclear de 100 mil toneladas para projetar poder na guerra contra o Irã. Após o incidente, que deixou ao menos dois dos 4 mil tripulantes com ferimentos sem risco de vida, o USS Gerald R. Ford seguirá para a ilha grega de Creta, segundo uma autoridade americana familiarizada com o assunto ouvida pela Bloomberg. O navio havia feito uma parada no local no fim de fevereiro, a caminho da região.
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O episódio ressalta como até mesmo os ativos mais avançados da Marinha estão sob pressão à medida que os EUA ampliam seus esforços militares. O Ford, navio de guerra mais caro já construído, passou meses além do período padrão de mobilização no mar. Os militares dos EUA se recusaram a comentar os detalhes do incêndio, mas o New York Times informou que os marinheiros levaram mais de 30 horas para controlá-lo. Mais de 600 tripulantes perderam seus alojamentos.
Procurada para comentar, a Marinha não respondeu sobre as condições do porta-aviões nem se seus navios de escolta permanecerão no Mar Vermelho. Um funcionário da Defesa, que pediu anonimato, afirmou que o grupo de ataque do Ford continuará operando na região. A saída do Ford deixa apenas um porta-aviões americano, o USS Abraham Lincoln, para apoiar a campanha contra o Irã.
Porta-aviões estão entre os ativos mais requisitados das Forças Armadas dos EUA. Eles funcionam como bases aéreas móveis, permitindo lançar ataques e projetar poder aéreo longe do território americano, mas apenas um número limitado está disponível a qualquer momento devido a compromissos globais e ciclos de manutenção.
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Eles também contam com significativo apoio militar: o Ford é acompanhado por destróieres com mísseis guiados, e sua ala aérea inclui caças F/A-18E e F/A-18F Super Hornet, aeronaves de alerta antecipado E-2D, além de helicópteros MH-60S e MH-60R Seahawk e aviões C-2A Greyhound.
O navio de guerra participava de operações dos EUA contra a Venezuela quando o presidente Donald Trump ordenou seu deslocamento para o Oriente Médio antes da campanha contra o Irã. Enquanto uma missão normal dura apenas seis meses, o Ford está no mar desde junho do ano passado.
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Missões prolongadas podem desgastar os marinheiros e pressionar suas famílias — algo reconhecido pela Marinha em um comunicado no mês passado que exaltava a resiliência e a prontidão da tripulação do Ford durante sua “implantação estendida”: “Líderes da Marinha reconhecem que longos períodos longe das famílias trazem sacrifícios reais e mensuráveis”, dizia o texto.
Conversar com marinheiros a bordo de porta-aviões é difícil mesmo nas melhores circunstâncias. Durante uma guerra, os navios e as bases militares envolvidas nas operações ficam “às escuras”, limitando a capacidade dos militares de se comunicar com o mundo exterior. Os oficiais e marinheiros entrevistados para este artigo falaram sob condição de anonimato, pois não estavam autorizados a falar publicamente.
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Durante as guerras no Iraque e no Afeganistão, a Marinha manteve porta-aviões em missão por nove meses consecutivos, às vezes um pouco mais. Mas, normalmente, as missões não se estendem por mais de seis meses. Segundo especialistas da Marinha, períodos mais longos são muito prejudiciais tanto para o navio quanto para a tripulação.
— Os navios também se cansam e sofrem danos ao longo de longos períodos de serviço — disse o contra-almirante John F. Kirby, oficial naval aposentado que foi secretário de imprensa do Pentágono e porta-voz de segurança nacional no governo Biden. — Não se pode operar um navio por tanto tempo e com tanta intensidade e esperar que ele e sua tripulação tenham o melhor desempenho possível.
Segundo dois oficiais, o incêndio começou na saída de ar de uma secadora nas instalações de lavanderia do navio e se alastrou rapidamente. O Comando Central afirmou em comunicado que o incêndio “não causou danos ao sistema de propulsão do navio, e o porta-aviões permanece totalmente operacional”. No entanto, o incêndio foi apenas o mais recente de uma série de problemas de manutenção no Ford, que também o porta-aviões mais novo da Marinha.
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Em janeiro, a rádio pública NPR informou que o navio lidava com um sistema de encanamento defeituoso, que falhou repetidamente enquanto estava no mar. A Marinha reconheceu o problema, mas afirmou que a embarcação já havia registrado “mais de 6 milhões de descargas de vasos sanitários”, acrescentando que, em geral, a culpa era dos próprios marinheiros.
“Na maioria dos casos, os entupimentos são resultado de itens descartados que não deveriam ser introduzidos no sistema”, disse a Marinha em comunicado, citando o comandante do Ford. “Quando os marinheiros seguem os procedimentos adequados, o sistema funciona de forma confiável”.
Um importante período de manutenção e reequipamento que o porta-aviões Ford deveria passar no início deste ano no estaleiro naval de Newport News, na Virgínia, foi adiado, disseram autoridades militares. Um oficial militar afirmou que o Pentágono estava ciente de que o porta-aviões estava atingindo o limite de sua capacidade operacional. Ele disse que o USS George H.W. Bush está se preparando para ser enviado ao Oriente Médio e provavelmente substituirá o Ford.
(Com Bloomberg e New York Times)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado aprovou, nesta quarta-feira (18), requerimentos que buscam aprofundar as investigações sobre o esquema de fraudes do Banco Master, incluindo pedido de informações sobre os beneficiários finais dos fundos vinculados ao Master e à Reag Investimentos.

Por outro lado, a maioria da Comissão rejeitou, por seis votos contra dois, o pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes que vem sendo apontado por parlamentares governistas como possível facilitador da fraude do Master por meio de políticas e resoluções normativas de desregulação do mercado financeiro.

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Também foi rejeitado, por seis votos contra quatro, o pedido para convocar para CPI o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, como testemunha. Valdemar revelou, em entrevista, que o cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, doou R$ 3 milhões para campanha de Bolsonaro, além de doações ao então candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Por outro lado, a Comissão aprovou a convocação da ex-noiva de Vorcaro, a empresária e influenciadora Martha Graeff, que teria recebido imóvel de R$ 450 milhões do banqueiro. Os parlamentares apontam que a medida pode configurar ocultação de patrimônio.

Também foi aprovado a convocação de dirigentes e sócios e a quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico da Prime Aviation, empresa ligada à Vorcaro usada para transportar aliados e parceiros em voos particulares.

A autora dos requerimentos, a senadora Soraya Thronicke (Podemos/MG), justificou que a empresa seria “peça central” na rede de companhias usadas para lavagem de dinheiro, “que cedeu a aeronave para que o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) realizasse campanha para Jair Bolsonaro em 2022, demonstrando a proximidade do grupo com o núcleo político investigado”.

Foi aprovado ainda a convocação do ex-governador do Mato Grosso (MT), Pedro Taques, que tem denunciado fraudes em crédito consignados que teriam causado prejuízos a servidores estaduais.

A CPI iria ouvir, nesta manhã, o ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, afastado do cargo por suspeitas de ligação com Vorcaro. Porém, decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tornou o comparecimento dele opcional, levando-o a não comparecer a sessão.

Beneficiários finais do Master

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou requerimento para tentar chegar aos beneficiários finais dos fundos de investimento exclusivos ou restritos vinculados, geridos ou administrados pelo Master ou pela Reag Investimentos, ambos envolvidos na investigação sobre a fraude financeira bilionária.

 


CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza reunião para ouvir dois convidados. Os depoimentos colaboram com as investigações em andamento sobre o avanço do crime organizado no país.A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor.Mesa:
relator da CPICRIME, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

CPI do Crime Organizado (CPICRIME). Senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI, apresentou requerimentos para chegar as beneficiários dos fundos. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado – Geraldo Magela/Agência Senado

O requerimento aprovado pede a identificação completa dos beneficiários finais desses fundos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ao Banco Central (BC), à Receita Federal e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

“Um desafio imenso nesse trabalho de identificação desse fluxo de lavagem de dinheiro é chegar ao beneficiário final. Hoje você usa várias camadas de fundos para ocultar o verdadeiro destino e o verdadeiro dono do dinheiro”, explicou o relator.

Alessandro Vieira argumenta que esses fundos são, não raro, desvirtuados para fins criminosos. “O capital ilícito é inserido no mercado financeiro formal e distanciado de sua origem criminosa por meio de sucessivas transações aparentemente regulares”, escreveu o parlamentar no requerimento.

Requerimentos rejeitados

A oposição reclamou dos requerimentos apresentados para quebra de sigilos fiscal e bancário de integrantes do governo de Jair Bolsonaro, como o ex-ministro Paulo Guedes, e o pedido de convocação de Valdemar da Costa Neta, que acabaram rejeitados.

Também havia pedidos de quebra de sigilos do ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, além João Roma, ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro. Os requerimentos de Campos Neto e Roma acabaram retirados.

O senador Marco Rogério (PL-RO) argumentou que os pedidos fogem do escopo original da CPI e seriam motivados por disputas político-eleitorais.

“Responsabilizar ou quebrar o sigilo em razão de uma pseudo-acusação de possível envolvimento é algo absurdo, é algo que fragiliza o papel da CPI”, justificou o senador da oposição.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), por sua vez, lembrou que o esquema do Banco Master cresceu durante a gestão econômica do governo anterior, que deveria ter protegido o mercado de capitais do país.

“Aconteceu sob a guarda e a proteção do Banco Central, do Ministério da Fazenda e de um campo político. Então, não dá para a gente querer tirar a política deste escândalo. Foi debaixo do comando deles que esse escândalo nasceu, cresceu, brotou e deu os frutos”, ponderou.

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