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Após sete meses de trabalho, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) foi encerrada sem relatório final. O parecer do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) foi rejeitado pela maioria dos membros da comissão, com um placar de 19 a 12. LINK 1 

Logo após a apuração do resultado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu pelo encerramento dos trabalhos da comissão sem a votação de um relatório alternativo, produzido pela base governista.

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A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) apresentou uma questão de ordem para a apreciação do relatório alternativo. Viana não acatou o pedido e não indicou um relator para ler o texto da base governista.

Carlos Viana anunciou que a investigação continuará. Cópias do relatório rejeitado, segundo ele, serão encaminhadas a diversas instituições, incluindo o Ministério Público Federal (MPF) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse que o documento da base governista será levado à Polícia Federal.

Entenda

A reunião começou pouco antes das 10h de sexta-feira (27) e terminou depois da 1h da madrugada deste sábado (28). 

Com mais de 4 mil páginas, o texto do relator pedia o indiciamento de 216 pessoas.

Entre os indiciados estão Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS; o empresário Maurício Camisotti; o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; ex-ministros, ex-dirigentes do INSS e parlamentares.

O relator pediu ainda o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Segundo Gaspar, ele teria recebido repasses do Careca do INSS por meio de uma amiga, a empresária Roberta Luchsinger, também indiciada.

O documento foi apresentado após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, na quinta-feira (26), a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS

Com a decisão, os trabalhos da comissão deveriam ser encerrados neste sábado.

Relatório alternativo

O relatório alternativo, apresentado pela base do governo, pede o indiciamento de 201 pessoas, incluindo ex-ministros, políticos, servidores do INSS, dirigentes de associações e assessores.

Entre os indiciados está o ex-presidente Jair Bolsonaro, citado como comandante de suposta organização criminosa que fraudava descontos associativos do INSS. 

O parecer também pede o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por organização criminosa.

Investigação

A CPMI iniciou os trabalhos em agosto de 2025 e passou a investigar descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

No decorrer das sessões, a comissão também passou a apurar as supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.

Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais de Daniel Vorcaro. Os dados estavam em celulares que foram apreendidos pela Polícia Federal e repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

* Com informações da Agência Senado

Vinte e dois migrantes morreram na costa da Grécia após seis dias de travessia em uma embarcação inflável, relataram alguns sobreviventes à Guarda Costeira do país europeu neste sábado (28).
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O número de vítimas na rota do Mediterrâneo disparou neste ano, com mais de 600 mortos ou desaparecidos, segundo dados de 23 de fevereiro da Organização Internacional para as Migrações, o maior balanço desde 2014.
Um navio da agência europeia de controle de fronteiras Frontex resgatou, perto de Creta, 26 pessoas na noite de sexta-feira, informou a Guarda Costeira grega.
Os sobreviventes relataram que 22 pessoas morreram e que os corpos foram lançados ao mar.
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Segundo as declarações dos resgatados, a embarcação precária zarpou em 21 de março de Tobruk, cidade do leste da Líbia, em direção à Grécia, porta de entrada para muitos migrantes que buscam asilo na União Europeia.
“Durante o trajeto, os migrantes se desorientaram e permaneceram no mar durante seis dias sem comida nem água”, destacou a Guarda Costeira.
Os corpos dos falecidos “foram jogados ao mar por ordem de um dos traficantes”, acrescentou.
As autoridades gregas prenderam dois homens do Sudão do Sul, de 19 e 22 anos, apontados como os traficantes.
O Papa Leão XIV criticou neste sábado a desigualdade social durante visita a Mônaco, ao denunciar “abismos entre pobres e ricos” em discurso no principado conhecido pela concentração de riqueza.
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Em sua primeira fala no país, o Pontífice afirmou que há “configurações injustas do poder” e “estruturas de pecado que abrem abismos entre pobres e ricos, entre privilegiados e descartados, entre amigos e inimigos”.
— Cada talento, cada oportunidade, cada bem depositado em nossas mãos tem um destino universal, uma exigência intrínseca de não ser retido, e sim redistribuído — disse, em francês, língua oficial de Mônaco.
O Papa também fez referência a conflitos globais ao afirmar que “a ostentação da força e a lógica da prevaricação prejudicam o mundo e ameaçam a paz”.
Leão XIV chegou ao principado pela manhã, após viagem de helicóptero desde Roma, e foi recebido pelo príncipe Albert II e pela princesa Charlène. Em seguida, discursou da varanda do Palácio do Príncipe diante de milhares de fiéis.
Cobrança por solidariedade em país de alta renda
O Pontífice destacou que viver em Mônaco “representa para alguns um privilégio e, para todos, um chamado específico a questionar o seu lugar no mundo”.
O príncipe Albert II reconheceu o “imperativo de solidariedade por parte daqueles que têm mais recursos” e afirmou que “os pequenos Estados também podem contribuir para melhorar o mundo”.
Moradora do principado, Marge Valentino reagiu: “Nós somos privilegiados, sim, mas as responsabilidades são de todos, inclusive daqueles que não desfrutam desses privilégios”.
Visita inclui missa e agenda religiosa
Durante a visita, Leão XIV também se encontrou com a comunidade católica na catedral da Imaculada Conceição e seguirá para a igreja de Santa Devota, padroeira local.
O Papa celebrará ainda uma missa ao ar livre no Estádio Louis II, com público esperado de cerca de 15 mil pessoas.
A visita ocorre às vésperas da Páscoa e serve como termômetro da popularidade do Pontífice, que sucedeu Francisco e adota perfil mais discreto. Em Mônaco, um dos poucos países europeus onde o catolicismo é religião de Estado, cerca de 8% da população se declara praticante.
A Nestlé denunciou o roubo de um carregamento com 413.793 barras de chocolate KitKat na Europa e alertou que o caso pode provocar escassez do produto nas lojas às vésperas da Páscoa.
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Segundo a empresa, a carga — com cerca de 12 toneladas — desapareceu na semana passada durante o transporte entre centros de produção e distribuição, em trajeto que partia do centro da Itália com destino à Polônia.
“Um caminhão que transportava 413.793 unidades de sua nova linha de chocolates foi roubado durante o transporte na Europa”, informou a marca em comunicado. O veículo e a mercadoria ainda não foram localizados.
A empresa afirmou que trabalha com autoridades locais e parceiros da cadeia logística para investigar o caso.
Em tom irônico, um porta-voz declarou: “Sempre incentivamos as pessoas a fazer uma pausa com KitKat”, acrescentando que os ladrões “levaram a mensagem ao pé da letra e ‘fizeram uma pausa’ com mais de 12 toneladas do nosso chocolate”.
A Nestlé advertiu que o roubo pode afetar o abastecimento. “O roubo pode provocar escassez de KitKats” e consumidores “podem ter dificuldade para encontrar seus chocolates favoritos antes da Páscoa”, disse.
A empresa também alertou que os produtos roubados podem ser vendidos em canais não oficiais no mercado europeu. Segundo a marca, é possível identificar as barras por meio de códigos de lote, que permitem rastrear a origem e comunicar eventuais irregularidades.
Três jornalistas libaneses foram mortos em ataque israelense que atingiu um veículo, segundo uma fonte militar citada pela agência AFP. Entre eles, estaria o correspondente de um meio afiliado ao Hezbollah.
Segundo a fonte, os jornalistas mortos são Al Shuaib, do canal Al Manar, afiliado ao Hezbollah, e Fátima Fatuni, do canal Al Mayadeen, considerado próximo ao movimento pró-iraniano, além do irmão cinegrafista dela.
Não há informações sobre o local exato ou as circunstâncias detalhadas da ação. Até o momento, as Forças Armadas de Israel não se posicionaram oficialmente sobre o episódio.
A Al Mayadeen e a Al Manar confirmaram a morte de seus jornalistas.
A decisão da Assembleia Geral da ONU de classificar o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas como “o crime mais grave contra a humanidade” amplia o reconhecimento internacional sobre a gravidade do sistema escravagista e seus efeitos duradouros. Embora não tenha caráter vinculante — ou seja, não obriga países a adotar medidas concretas —, a resolução é vista como um marco político que pode fortalecer pressões por reparações e por medidas de reconhecimento histórico.
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A formulação destaca o tráfico de africanos entre os séculos XV e XIX, período em que entre 12 e 15 milhões de pessoas foram levadas à força para as Américas, com cerca de 2 milhões de mortes durante a travessia.
Para o secretário-geral António Guterres, o sistema foi “construído sobre vidas roubadas e trabalho roubado” e constituía “uma máquina de exploração em massa e de desumanização deliberada de homens, mulheres e crianças”.
Reconhecimento político e efeitos práticos
Na prática, a resolução não obriga países a adotar medidas concretas, mas eleva o status do tema dentro das Nações Unidas.
— Já é um passo enorme e significativo em termos políticos ter esse debate na ONU, mesmo que tenha um valor mais simbólico — afirmou Almaz Teffera, pesquisadora sênior sobre racismo na Human Rights Watch, à BBC.
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Especialistas apontam que o principal efeito pode ser o fortalecimento das demandas por reparações, que incluem compensações financeiras, pedidos formais de desculpas, criação de fundos e investimentos em educação.
Para a líder do Fórum Africano da Diáspora, Erieka Bennett, o reconhecimento tem impacto emocional direto.
— Isso significa que eu sou reconhecida, significa que meu ancestral finalmente descansa. Para mim, pessoalmente, como afro-americana, estou emocionada. Até que você faça parte do que aconteceu, é muito difícil entender o que isso realmente significa — diz.
O tema enfrenta resistência de países como Estados Unidos e Reino Unido, que rejeitam reparações financeiras diretas.
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O chanceler britânico David Lammy afirmou que “não se trata de transferência de dinheiro”. Entre os argumentos contrários estão a dificuldade de responsabilizar gerações atuais e de identificar descendentes diretos.
Os valores em discussão variam amplamente. Estimativas citadas incluem pelo menos 33 trilhões de dólares, em propostas associadas à Caricom, e até 107 trilhões de dólares, segundo Patrick Robinson. Para o analista jurídico Luke Moffett, “legalmente, é uma montanha enorme que não pode ser escalada”.
— Mas isso não significa que as partes envolvidas não devam sentar e negociar. As pessoas, no entanto, não devem esperar trilhões de dólares. Também é provável que essas discussões levem décadas para chegar a algum tipo de acordo — explica.
Além do dinheiro
Há crescente ênfase em medidas não financeiras. Segundo a representante do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), Sara Hamood, o aspecto financeiro é “só uma parte”.
— Temos dito repetidamente que nenhum país enfrentou plenamente o legado da escravidão ou contabilizou de forma abrangente seus impactos na vida das pessoas de ascendência africana. Pedidos formais de desculpas, esclarecimento da verdade e educação fazem parte de um amplo conjunto de medidas — afirma.
Para defensores, a resolução é um avanço, mas insuficiente. Acadêmica e ativista, Esther Xosei duvida que a votação da ONU, por si só, tenha efeitos reais.
— É uma boa vitória [para o movimento por reparações], mas lembremos que isso é apenas uma declaração de intenção. Corações e mentes não serão conquistados na ONU. A verdadeira batalha será travada nas ruas, onde as pessoas ainda estão desinformadas sobre a história da escravidão e seus efeitos duradouros na vida dos africanos e de seus descendentes — diz.
A classificação também gerou críticas. Para vice-embaixador dos EUA na ONU, Dan Negrea, há um equívoco em hierarquizar crimes contra a humanidade.
— A afirmação de que alguns crimes contra a humanidade são menos graves do que outros diminui objetivamente o sofrimento de inúmeras vítimas e sobreviventes de outras atrocidades ao longo da história — explica.
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Alfredo Gaspar durante a leitura do relatório

Por 19 votos a 12, a CPMI do INSS rejeitou o relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A votação só foi concluída na madrugada de sábado (28/03), no último dia de funcionamento da comissão. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu então encerrar os trabalhos sem apreciação do relatório paralelo apresentado pelos governistas. A comissão funcionou por sete meses.

Com mais de 4 mil páginas, o relatório de Alfredo Gaspar concluiu haver núcleos técnico, administrativo, financeiro, empresarial e político na movimentação de bilhões de reais por meio de descontos não autorizados de aposentadorias e pensões.

“O esquema de descontos associativos e empréstimos consignados, todos fraudulentos, cresceu à luz do dia dentro dos sistemas do INSS com a cumplicidade ativa ou a omissão conveniente de quem ocupava exatamente os postos destinados a impedi-lo.”

Gaspar pediu o indiciamento de 216 pessoas, incluindo ex-dirigentes do INSS e da Dataprev, ex-ministros, parlamentares e representantes de entidades associativas. O nome mais polêmico da lista é o do filho do presidente Lula, por suposto envolvimento com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, principal responsável pelas irregularidades apuradas.

“Indicia-se Fábio Luiz Lula da Silva nos seguintes tipos penais: tráfico de influência; lavagem ou ocultação de bem, direitos e valores; organização criminosa; e participação em corrupção ativa.”

Os pedidos de indiciamento ainda incluem o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; os ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi; além do senador Weverton Rocha, (PDT-MA), e a deputada Gorete Pereira (MDB-CE).

Já o líder do governo na CPMI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), apresentou relatório paralelo com pedido de 130 indiciamentos, incluindo o ex-presidente da República.

“O nosso relatório está indicando Jair Bolsonaro como líder dessa organização criminosa. Não haveria escândalo do INSS, não haveria Bolsomaster sem a participação ativa e o comando intelectual chamado Jair Messias Bolsonaro.”

O deputado Rogério Correia (PT-MG) acrescentou que o escândalo só foi revelado a partir de investigação da atual Controladoria Geral da República.

“Tudo isso, pessoal, só pode ser resolvido a partir do governo do presidente Lula, que iniciou a investigação que o governo Bolsonaro não quis fazer.”

Durante a discussão, parlamentares de governo e oposição trocaram ataques pessoais, xingamentos e acusações sobre a origem das fraudes no INSS, blindagem nas investigações e mudanças de última hora na composição da comissão. Também houve críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal pelos habeas-corpus dados aos depoentes e por derrubar a liminar que havia prorrogado a CPMI. Segundo o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, o relatório de Alfredo Gaspar será enviado aos órgãos competentes e os parlamentares continuarão em alerta quanto às investigações em outras instâncias.

“Os mesmos elementos que nós temos no relatório que está sendo apresentado estão com a Polícia Federal e com o ministro André Mendonça. Eu tenho muita confiança de que ninguém ficará impune.”

A CPMI iniciou os trabalhos em 20 de agosto do ano passado com prazo final até 28 de março. Houve pedido de prorrogação das investigações não acatado pela presidência do Congresso nem pelo Supremo Tribunal Federal.

A base do governo no Congresso Nacional apresentou relatório à Comissão parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS em oposição ao parecer do relator, Alfredo Gaspar (União-AL), apresentado na manhã desta sexta-feira (27). O documento propõe indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro como comandante de uma suposta organização criminosa que fraudou descontos associativos do INSS.

Além de Bolsonaro, o parecer também pede o indiciamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por organização criminosa. Ao todo, o relatório pede o indiciamento ou encaminha à Polícia Federal para aprofundamento das investigações o nome 201 pessoas.

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O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), integrante da CPMI, afirmou que as mudanças realizadas pelo governo de Bolsonaro propiciaram que entidades associativas fraudassem os descontos do INSS.

“Em 2019, no governo Bolsonaro, começam a ocorrer as grandes mudanças internas, com a publicação de portarias, de decreto, que vão cada vez mais abrindo a possibilidade para que outras instituições e entidades pudessem fazer descontos de aposentados e pensionistas”, disse.

Do total, 130 são pedidos de indiciamento, entre agentes públicos e privados, envolvidos nas fraudes, e 71 são encaminhados à Polícia Federal (PF) para aprofundar as investigações, sendo 62 pessoas físicas e 9 pessoas jurídicas. O relatório indicia ex-ministros, políticos, servidores do INSS, dirigentes de associações e assessores.

“As conclusões que nós chegamos são baseadas em documentos, em provas. As pessoas que nós estamos propondo um indiciamento são pessoas em que nós individualizamos as condutas e conseguimos demonstrar de forma categórica os crimes que elas cometeram”, disse.

O deputado ressaltou que  não há indiciamento em série e que “não há tentativa de responsabilização de ninguém com o objetivo de fazer disputa política pré-eleitoral”.


Brasília- DF  – 27/-3/2026 –Deputado, Paulo Pimenta, Durante coletiva a imprensa para falar sobre relatório paralelo dos governistas.  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Deputado, Paulo Pimenta, Durante coletiva a imprensa para falar sobre relatório paralelo dos governistas – Lula Marques/ Agência Brasil.

Recomendações

O relatório recomenda a criação de nove proposições legislativas para combater o assédio comercial a beneficiários da previdência social, proteger aposentados e pensionistas em operações de crédito consignado contra práticas abusivas caracterizadoras de venda casada de produtos ou serviços acessórios.

O documento sugere ainda projetos legislativos para ampliar a segurança e proteção de dados de aposentados e pensionistas, combater a lavagem de dinheiro por intermédio de escritórios de advocacia e de contabilidade, entre outras medidas.

O texto também recomenda ao presidente do Congresso Nacional a instituição de uma comissão de juristas de alto nível, com vistas à elaboração de pré-projeto de modernização da lei sobre as CPIs.

Relatório alternativo

Para os governistas, o relatório apresentado por Alfredo Gaspar não tem maioria de votos da Comissão, e cabe ao presidente da CPMI, após votação do relatório oficial, colocar para votação o relatório alternativo proposto pelos parlamentares.

“Tem vinte e poucos parlamentares que apoiam esse relatório e nós achamos que será uma irresponsabilidade do presidente da CPMI se ele não permitir que esta CPI tenha um relatório como resultado do trabalho que aqui foi realizado”, disse Pimenta.

A Agência Brasil procurou Flávio e Jair Bolsonaro e está aberta a posicionamento.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Deputado Alfredo Gaspar (E), relator, e o senador Carlos Viana, presidente da CPMI

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS está reunida para analisar o relatório final dos trabalhos. Após sete meses de funcionamento e com cerca de 4 mil páginas, o texto elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL) propõe o indiciamento de 216 pessoas. Entre elas, parlamentares, ex-ministros, dirigentes e ex‑dirigentes do INSS e da Dataprev.

Neste momento, Gaspar faz a leitura do texto. A previsão é de que o relatório seja inteiramente lido e votado pela CPMI ainda nesta sexta.

No entanto, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que os trabalhos durarão “o tempo necessário”, podendo entrar pela madrugada. Uma reunião poderá ainda ser convocada para o sábado (28), se houver necessidade e acordo entre os parlamentares.

“Vamos com a leitura até o final. Se houver a possibilidade de votarmos um relatório comum, será muito bom. Caso haja destaques que, embora não estejam previstos, não estão proibidos, vamos discuti-los. Só de debates, estão previstas cerca de cinco horas, mas estamos em uma Casa de consensos. Vamos buscar o equilíbrio e o diálogo entre os dois lados, sempre com interesse na investigação”, disse o presidente da CPMI.

Pedidos de indiciamento
Os pedidos de indiciamento incluem nomes como os do banqueiro Daniel Vorcaro; do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; o ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira, que tem hoje o nome de Ahmed Mohamad Oliveira e comandou a pasta no governo Jair Bolsonaro; e o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, que atuou no governo atual. Também estão citados a deputada Gorete Pereira (MDB-CE), o ex-deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o senador Weverton (PDT-MA).

O relatório lido por Alfredo Gaspar precisará ser votado pela CPMI, que vai decidir se o aprova ou não. O documento aponta que os crimes ocorriam “de modo profissional e divididos em núcleos atuantes de forma coordenada”. Entre os principais delitos descritos estão organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, fraude eletrônica e prevaricação.

A CPMI
Instalada em agosto para investigar descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a CPMI tem seu prazo final em 28 de março.

A reunião desta sexta-feira foi agendada após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar, por 8 votos a 2, a decisão do ministro André Mendonça que determinava a prorrogação dos trabalhos.

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS pede o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento no esquema de descontos nos benefícios de aposentados e pensionistas. O documento, que tem mais de 4 mil páginas, começou a ser lido na manhã desta sexta-feira (27).

Entre os indicados estão Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, Maurício Camisotti, do ex-dono do banco Master Daniel Vorcaro, ex-ministros de estado, ex-dirigentes do INSS e parlamentares.

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O documento foi apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL) após o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitar, ontem (26), a prorrogação dos trabalhos da comissão.

O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse, no início dos trabalhos, que após a leitura do relatório, será concedido pedido de vista pelo tempo de uma hora.

Na sequência, o texto deve ser colocado para votação. Há a expectativa de que integrantes da comissão, da base do governo, apresentem um relatório alternativo ao de Gaspar.

“Após a leitura, cada deputado e senador terá 10 minutos para debate antes da votação do relatório de Alfredo Gaspar”, disse Viana.

Para que os 216 indiciados só se tornam réus pelos crimes listados pela CPMI, é preciso que haja denúncia pelo Ministério Público e que ela seja aceita pela instância judicial competente.

Indiciamentos

O principal indiciado é o “careca do INSS”, apontado como líder e articulador do esquema. Também foram indiciados a esposa e o filho do Careca do INSS, Tânia Carvalho dos Santos e Romeu Carvalho Antunes. Já o empresário Maurício Camisotti foi indiciado como operador e intermediário do esquema.

Entre os indicados estão os ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi; os ex-presidentes do INSS Alessandro Antônio Stefanutto, Leonardo Rolim e Glauco André Fonseca Wamburg.

Os ex-dirigentes do INSS André Paulo Félix Fidélis (ex‑diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão), Sebastião Faustino de Paula (ex‑diretor de Benefícios).

Os servidores do INSS Rogério Soares de Souza, Ina Maria Lima da Silva, Jucimar Fonseca da Silva e Wilson de Morais Gaby.

O ex‑procurador‑geral da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS  Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e sua esposa, Thaísa Hoffmann Jonasson.

Além do ex‑diretor‑presidente da Dataprev Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, do diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, Alan do Nascimento Santos e Heitor Souza Cunha, funcionário da Caixa Econômica Federal.

O relatório pede ainda o indiciamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), dos deputados federais Gorete Pereira (MDB-CE) e Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e do deputado estadual do Maranhão, Edson Cunha de Araújo (PSB-MA).

O relator pediu ainda o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Gaspar, ele teria recebido repasses do Careca do INSS através de uma amiga, a empresária Roberta Luchsinger, também indiciada.

Gaspar solicitou ainda o indiciamento do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) Carlos Roberto Ferreira Lopes; o ex-dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) Aristides Vera e do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) Abraão Lincoln Ferreira da Cruz.

Também foram pedidos os indiciamentos do executivo do Banco C6 Consignado S.A  Artur Ildefonso Brotto Azevedo; Augusto Ferreira Lima, executivo do Banco Master S.A e de Eduardo Chedid, executivo do PicPay Bank – Banco Múltiplo S.A.

Os indiciamentos são pelos crimes de: advocacia administrativa, desobediência, prevaricação, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica, furto mediante fraude, furto eletrônico, violação de sigilo funcional, uso de documento falso, evasão de divisas, falso testemunho, tráfico de influência, condescendência criminosa, peculato, coação no curso do processo, crime de responsabilidade, gestão fraudulenta e temerária e crime contra a economia popular.

A Agência Brasil entra em contato com a defesa dos citados e está aberta a manifestações

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